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Fabrício Biguá

Antes de comprar uma nova embarcação. Leiam.

Posts Recomendados

10 minutos atrás, William Rocha disse:
Em 07/09/2010 at 12:21, Afif disse:

Já pensou na possibilidade de trocar somente o motor, por um 25 hp 2 tempos?

Ou senão monta um de 6 metros com motor 40 hp.

Abraços!

Estou pensando em adquirir um tucuna fire de 6m da multináutica, 2mm de chapa, espelho de popa reforçado e um motor de 40 HP 4T Yamaha. 

Espero acerta no conjunto.

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Hola, chicos.
Como saben todos los años el aumento de los robos de motores fuera de borda. Los motores fuera de borda son robados en un país y se venden en otro tal como se utiliza. Es el negocio internacional del crimen. Debemos unirnos para resistirlo. Con este fin, hemos creado «Base de datos internacional de motores fuera de borda robados» (http://stolen-outboards.net). Antes de comprar el motor externo usado Por favor compruebe el número de serie utilizando nuestra base. Si su motor fuera de borda fue robada por favor agregue Identificación del motor en nuestra base de datos (http://stolen-outboards.net).

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Bom dia pessoal!

Como muitos, também sou novo nessa vida de pescador, e adquiri recentemente um conjunto (barco motor) pelo que eu li até agora acho que fiz uma escolha boa, mas gostaria de saber a opinião dos mais experientes, visto que, como disse sou novo nessa lida.

Bem, meu conjunto é um PetyBrazil S500, borda alta, rebitado e o motor é um mercury 25 hp 2T Sea Pro, vou navegar em represa.

E ai pessoal, acertei na escolha.

Agradeço desde já pela atenção.

Abraço. 

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Caro Fabrício e turma em geral:

Navego há mais de 15 anos na região amazônica, geralmente a trabalho para a administração pública e atualmente para operadoras de turismo de pesca. Já tive todo tipo de barcos, desde os de Itaúba Preta a diesel, os de fiberglass e os de alumínio. Hoje tenho uma Jet Boat Yamaha 2001, com parelha de 135 HP e três lanchas de alumínio, que uso conforme a necessidade. Se tiver de pernoitar, sigo com uma das cabinadas, de 19 e 24 pés. Para viagens curtas e rápidas, o Jet Boat, e para vadiar perto de casa, uma Marajó 17 com motor Mercury 40. Na minha experiência, o barco ideal não deve ter o casco com formato em V muito acentuado, faz com que cale muito, aumenta o risco do motor bater em troncos, pedras e empraiar e fica "rolador". Meus barcos (exceto a Jet) têm um máximo de 12 graus de angulação da quilha à borda, o que lhes confere maior estabilidade. Você está certo ao recomendar o barco de proa afilada, que detém uma melhor performance em águas agitadas. Contudo, pesa contra esse tipo de proa a maior instabilidade do barco quando está fundeado e também quando se embarca e desembarca, principalmente ao carregá-lo com as tralhas, por vezes pesadas. Já testemunhei acidentes pou causa disso. De outro lado, a chata convencional tem a mania de "escorregar" lateralmente e reagir muito mal em águas agitadas. Aqui na região (de águas razoavelmente agitadas) passaram a predominar barcos de proa mista, que reúnem as melhores características dos dois modelos. Em geral, possuem a proa mais larga, que se fecha num ângulo abrupto até o final, o que dá uma ótima navegabilidade, estabilidade e segurança, vale a pena. Quase finalizando, enfatizo que seus comentários e recomendações são pra lá de pertinentes e oportunos, e gostaria de acrescentar um detalhe relativamente inovador: meus barcos de alumínio são dotados de uma espécie de "barbatana de tubarão", que se estende na quilha a partir da popa até mais ou menos 1 metro. Esse dispositivo utiliza chapa de alumínio naval de espessura mínima de 5 mm, soldada na quilha e sua altura observa o final da rabeta do motor. É uma peça com desenho triangular, que dá uma excelente proteção contra obstáculos que todo navegador teme, qual seja, o de bater o motor num tronco boiando ou submerso ou ainda numa pedra, o que pode acabar com a festa. Com tal dispositivo, seu barco irá "cavalgar" o obstáculo, sem bater o motor nele. Sobra apenas o susto. Preciso acrescentar, por dever de ofício, que o barco passará a fazer curvas mais abertas em função do arrasto da barbatana, mas visto por outro ângulo isso é até bom, porque evita que se façam os "cavalos-de-pau" que vez ou outra provocam acidentes bem graves. 

Vai um abração do Gilbertinho, pescador de Lobó Graúdo                 

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Gilberto poste a foto da tal barbatana.  Apesar que a maioria do povo aqui navega em represas onde os tocos são fixos e não soltos, muito comum acertar um de vez enquando e dependedo da velocidade o estrago é grande.

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Pessoal, 

No meu modesto entender, o quesito a ser considerado em primeiro lugar na aquisição de um barco novo ou usado é o da SEGURANÇA, e penso assim por ter uma certa idade e navegar em águas complicadas na Amazônia. Vejo  muitos falarem em comprar um barco leve, visando a um melhor desempenho, etc. Enxergo diferente, levo em consideração a espessura e o tipo de alumínio empregado, o processo de fabricação, o arranjo geral e as demais características do barco, como pontal, boca e estilo de popa e proa e finalmente o formato da base de contato com o meio hídrico.

Cada um tem sua própria visão, mas defendo esses pontos pelo seguinte:

a) a espessura e o tipo de alumínio são importantes. A chapa naval (liga 5052) é quase tão dura e resistente como o aço, embora mais leve. A espessura ideal, à sua vez, deve ser de 2 mm para barcos comuns de até 24 pés. Se o casco for tipo Lancha, a espessura deve subir para 3 mm na área de contato com a água, isto é, no fundo do barco. As bordas admitem menor espessura, porém no mesmo material;

b) o processo de fabricação nacional parou na era do Titanic, com barcos montados na base dos rebites, o que resulta numa menor resistência mecânica e estrutural e determina a ocorrência de infiltrações provocadas por solturas dos rebites. O ideal é comprar barcos soldados, que não oferecem tais problemas;

c) o arranjo geral do barco deve facilitar a movimentação dos ocupantes. Assim, deve-se evitar a compra de barcos com bancos que se estendam de bordo a bordo, atravessando por inteiro a boca. Com isso, você previne acidentes causados por quedas e tropeções proporcionados por tais bancos, além do evidente desconforto e incômodo;

c) o pontal é a medida do bordo do barco, e nunca deve ser inferior a 45 cm. Daí pra frente, sua altura deve ser compatível com o desenho do barco e as características dos locais onde navegará;

d) o desenho da proa, embora facultativo, deve considerar a facilidade de embarque e desembarque de pessoas e cargas, além do aproveitamento desse espaço;

e) a popa, preferencialmente, deve ser do tipo "lavada", que separa o motor da área de circulação, além de impedir a penetração de água no barco em situações de paradas bruscas, principalmente;

f) o formato do fundo do barco é importante, já que tanto os de fundo chato como os com "V" muito acentuados devem ser evitados, salvo nas exceções, como lagoas, pequenas represas, onde a chatinha vai bem. Já em águas profundas e turbulentas o casco em "V" acentuado é mais que necessário, senão a estabilidade do barco vai pro brejo, é acidente feio na certa. Em geral, a escolha deve levar em conta o tipo de água em que você irá navegar. Rios rasos e com bancos de areia e pedrais recomendam barcos de menor calado (ângulo em "V" menor em relação à quilha). Rios mais profundos e isentos dessas características aceitam muito bem formados com "V" ligeiramente acentuados, mas nesses casos, é bom verificar as medidas verticais do espelho de popa e o que seu motor exige sem provocar empopamento ou cavitação.

É o que tenho para contribuir com esse tema muito oportuno.

Abraços do Gilbertinho, pescador de lobó graúdo da Amazônia                  

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