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Marlúcio Ferreira

Kruel, boa sorte e muita coragem nessa hora

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Grande Kruel,

Sobre o Grupo de Trabalho que apresentará ao Ministéiro da Pesca texto contendo anseios e soluções para a pesca “Amadora e Esportiva”.

Penso que será preciso coragem para apresentar um texto que venha de encontro aos anseios de nós pescadores esportivos. Coragem que faltou aos representantes da pesca esportiva na reunião em Brasília quando a MPA em manipulação descabida da plenária, retirou do texto final todas as palavras que aludiam a Pesca Esportiva.

Está nas mãos deste seleto grupo de trabalho a responsabilidade de representar não somente a pesca amadora, mas também apresentar ao MPA tudo que construímos até agora enquanto pescadores esportivos.

A expectativa é grande, assim, como essa oportunidade ímpar, a qual eu comparo a um portal que se fechará e ninguém sabe quando se abrirá novamente.

Confesso que estou apreensivo, pois, penso que é de muita responsabilidade gerir um texto desta magnitude, sem uma discussão ampla com mais pessoas e instituições ligadas a pesca amadora e esportiva.

Certo de que este grupo está ciente de que entrará para a história da Pesca Esportiva em nosso país, desejo a todos serenidade e acima de tudo coragem.

Marlúcio Ferreira

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Caro Marlucio,

Primeiro tenho a dizer, que coragem nunca me faltou para debater nossos ideais em prol do reconhecimento da modalidade Pesca Esportiva... Desde pequeno (e já tenho 62 aninhos), não conheci a palavra medo, seja em qualquer situação que a vida tenha me apresentado! Eles são do PT, mas não mordem -rs.

Não apresentei apenas um texto...Apresentei dois (13 páginas) e agora mais um, que estou fazendo com base apenas nos aspectos legais que regem a matéria. Bom lembrar que os problemas que iremos discutir, alguns são recentes, mas a grande maioria é oriunda de ranços e malandragens políticas que datam de décadas de oportunismo. Estou propondo uma mudança dos rumos das dicussões, porque evoluir é preciso! Até então já se realizaram 2 reuniões e ainda estamos discutindo conceitos...

Como és do PT (com carteirinha e tudo) bem sabes que as discussões são bem democráticas, todos tem direito a vez e voz, mas as decisões/diretrizes demoram, até que tenham a certeza de que é o melhor caminho.

Ninguém por lá tem muita experiência com a pesca amadora/esportiva (com excessão do Michel) mas até ele tem se posicionado de forma a não contemplar a pesca esportiva como modalidade! Que dizer dos outros?

Mesmo com os inevitáveis desgastes, nossos proposítos e nosso trabalho tem sido apresentado (por escrito) com sugestões/contribuições para que no futuro próximo, o ordenamento pesqueiro ocorra dentro de padrões aceitáveis de sustentabilidade.

Talvez o que esteja faltando mesmo é competência de minha parte para convencê-los da necessidade de reconhecerem os pescadores esportivos, como um dos melhores fatores na pesca amadora e o muito que já fizemos e faremos com relação a sustentabilidade, turismo, desporto (torneios), lazer e defesa da ictiofauna brasileira.

Saber, eles sabem de tudo e tem todas as informações que precisam. Fazer o que se eles não aceitam a pesca esportiva como modalidade?

E não é "papo" nosso e muito menos "!estórias de pescador"! Foram ações concretas de muitos idealistas que mantiveram e mantém esta bandeira de forma que, se hoje existe o que eles chamam de cadeia produtiva da pesca amadora, devem também saber que milhares de nós (pescadores esportivos) fomos responsáveis pela organização/consolidação desta cadeia.

Por falar em pesca amadora, (essa das cotas de consumo) onde está ela? Se existe, está organizada de que forma? Onde estão suas associações e seus representantes? E, tristemente, é isso: a pesca amadora brasileira inexiste porque ainda estão muito desorganizados e nem creio que tenham vontade de se organizar. Acaba que nós, representantes da pesca esportiva é que conduzimos o interesse deles.

Se poderia dizer que a pesca amadora está representada através do Sr. Eduardo Bracony (CBPDS) e do Gilberto Antonietto (LPPE) o que seria verdade, mas também o é que o objetivo principal deles são os campeonatos/torneios realizados pela CBPDS assim como as competições coordenadas pela LPPE. Esta última, além dos torneios em si, tem a ver conosco porque comungam dos mesmos ideais de não abater o pescado nas competições que realiza além de promoverem a confraternização e o turismo de pesca.

O verdadeiro desafio até o momento foi fazer com que todos entendessem que não estamos lá para legislar, que resistam a esta tentação, dado que esta competência é do Congresso Nacional.

Nossa missão é procurar o entendimento procurando dar condições para que o ordenamento (quando ele acontecer), ocorra com o mínimo de conflitos e seja socialmente justo na medida que não há como construir o futuro excluindo quem quer que seja, ou atropelando o direito alheio.

E aí a coisa começa a pegar, porque o processo está apenas no início, não se fechará portal agum até porque a Lei não permite, mas é forçoso reconhecer que nem todos estamos preparados técnica/juridicamente (nem o MPA) para obtermos sucesso total, considerando apenas o trabalho do 1.º GT da Pesca Amadora. A existência dele (GT) já é uma vitória e consequência do Encontro Nacional em Brasília.

Evidentemente precisamos evoluir, conquistar espaços, desenvolver nossos talentos e especialmente contarmos com as bençãos e proteção divina para nos momentos difíceis que estamos vivenciando, tenhamos sabedoria para conduzir o processo com maturidade e equilíbrio (que as vezes me falta) dado que defendo com paixão a Pesca Esportiva, como a única forma de gerenciamento ambiental compatível com os desafios do nosso tempo.

abração

Kruel

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Aparentemente só o Beleza acredita que a Pesca Esportiva é um segmento econômico importante, ao menos um nicho para suprir os cofres de Barcelos. Pelo que ouvi no MPA nós estamos à esquerda do zero...

Portanto, boa sorte amigão! A luta é dura!

Abraços

LEI N° 502, DE 10 DE AGOSTO DE 2010.

Institui o pagamento por serviços ambientais a serem cobrados dos praticantes de pesca esportiva no município de barcelos e dá outras providências.

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CAPÍTULO 1

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1° - Fica instituído o pagamento por serviços ambientais a serem cobrados pelo Município de Barcelos dos praticantes de pesca esportiva, com o objetivo de proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas e ainda, de preservar as florestas, a fauna e a flora no seu espaço territorial.

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§ 1° Para os efeitos desta Lei, consideram-se:

I -

II - pesca esportiva: aquela definida pela Lei Federal n" 11.959, de 29 de junho de 2009, em seu artigo 8°, inciso TI, alínea "b"; assim como pela Lei Estadual n° 2.713, de 28 de dezembro de 2001, em seu artigo 6°, inciso 11.

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