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Marcos A Cavalcanti

TILAPEIRO SOFREDOR

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Pois é Pessoal!

Fáz tempo que não participo do forum, mesmo porque faziam 5 meses que parei de pescar, impedido pelo nosso tempo frio e as chuvas que foram frequentes aqui de Curitiba, bem como, porque minha turma também parou de ir lá no Capivari e como todos sabem, pescaria não é só o peixe, o bate papo, as gozações e sarrinhos, fazem parte de nosso encontro semanal, alem pe claro a nossa competição saudável em todas as pescarias. Mais finalmente neste feriadão da semana da Pátria, mais precisamente dia 8, feriado aqui em Curitiba, liguei para os companheiros e a maioria tinha viajado, então resolvi dar uma chegada lá no nosso tradicional pesqueiro, mesmo sozinho e ver se as "meninas" estavam dando o ar da graça. Cheguei no Recanto do Sabia, lá pelas 16,00 horas e de cara, deu para presentir que tinha caído do cavalo, pois além de não ter ninguem pescando, o nível da represa baixou barbaridade e o local mais adequado para fazer o pesqueiro, tinha que descer um barranco de mais de 10 metros. Fazer o que, o jeito foi encarar, então comecei a descarregar as tralhas do carro ( e ponha tralha nisso). Como de costume a primeira providência é aplainar o barranco próximo á margem,com uma cortadeira, depois armar o guarda sol e sobre o mesmo uma lona, formando a barraca de pesca, mesmo porque o tempo não estava firme e se chovesse ou tivesse cerração, estaria protegido durante a noite. Na seqüência, o esquema era cevar o pesqueiro, com ração de peixe e milho verde cortado, oxalá atraisse as minhas queridas tilápias. Subi o morro de volta ao carro, para descarregar os outros apetrechos: Barracas, colchão inflável, fogareiro, liquinho, refletor de luz, caixa de mantimentos, utensílios para cozinhar, etc, já que pretendia montar o acampamento na área de uma casa (que o Tadeu dono do pesqueiro), aluga para os pescadores. Nestas alturas, já estava começando a escurecer, então coloquei e acendi a camisinha no refletor á gás e fui ao pesqueiro. Armei as "pegadeiras" com milho verde e fiquei na expectativa. Só expectativa, ação nenhuma, então passado umas duas horas, resolvi subir o barranco e preparar um café, pois a barriga estava "roncando". Detalhe: Não podia usar luz elétrica, pois a casa estava trancada, então a lanterna quebrou o galho.Enquanto a água fervia, estendi uma outra lona no piso, armei a barraca, enchi o colchão inflável, mais ou menos umas "trocentas" bombadas. Finalmente retirei o resto dos bagulhos do carro:o edredom, cobertor, travesseiros... o pouso estava garantido. A água ferveu, passei um café e finalmente tirei a "barriga da miséria". Beleza... fome saciada, ascendi aquele cigarrinho, vesti mais uma calça de agasalho, uma blusa com capuz, japona revestida, boné na cabeça e desci o barranco. Sentado na cadeira do pesqueiro, devidamente confortável, armei minhas 5 varinhas, regulando as peninhas, de forma que qualquer movimento... as tilápias já eram. E foram... nenhuma se habilitou, nem mesmo os lambarís que costumam atacar o milho dos anzóis. Bem o "jeito" era ligar o "radinho de pilha" escutar umas musiquinhas sertanejas, para passar o tempo. Nem o desgracido funcionou. As horas foram passando e peixe que é bom nada. Claro não voa. Mais nem tudo estava perdido, estava ouvindo uma serenata... dos sapos e haja sapo. Alguns mais atrevidos vinham coaxar debaixo da luz do refletor, pelo menos tive companhia. Lá pela 1,00 da matina, resolvi ir dormir. Subi o barranco e antes de deitar, fervi um pouco de leite e fiz um achocolatado. Fumei o primeiro cigarro da terceira carteira e fui deitar. Cadê o sono...sumiu, virava de um lado pro outro, não me ajeitava em cima do colchão, até que lá pelas 4 da matina acabei dormindo. No melhor do sono, de repente escuto um galo cantar e em seguida a chegada de um carro, estava amanhecendo. Novas esperanças. Fiz um novo café, acompanhado com "aquela" fatia de brôa úmida,. "enchi a pança", ascendi o primeiro cigarro do dia, fui no carro e peguei as "lambarizeiras" e desci para o pesqueiro, eram umas 7,00 horas. Cevei jogando um punhado de quirera úmida, isquei o anzol com sagú, lancei a linha na água. Assim que o chumbo afundou, notei um pequeno movimento, dei a fisgada... O anzol enroscou, forcei a barra e já viu...tive que fazer outra linha. Pelo menos sabia onde tinha enrosco. Então lancei a nova linha num outro local e desta vêz um beliscão, então, o primeiro lambarí. Bem na verdade, até as 10 da matina, acho que peguei um monte... não passaram de "dez". Já que a coisa estava "russa", desanimado resolvi ir embora. Que bom se fossse só subir no carro e me mandar. Tinha que desmontar a barraqca do pesqueiro, carregar tudo morro acima, foram umas 5 viagens.Pior não sei se pelo esforço e pela noite mal dormida, tava com uma dor danada nos "rins" e ainda tinha que lavar tudo, dsesmontar a barraca do pouso, dobrar as cobertas, desinflar o colchão, depois ajeitar as coisas no carro, mais a tralharada de pesca, caixa de mantimentos...Ufa! Finalmente tudo nos conformes, entrei no carro, dei a partida e segui em frente. No caminho encontrei o Tadeu de quem me despedi e depois de 1,00 hora estava encostando na frente de casa.Ainda bem que meu filho me ajudou a descarregar as tralhas todas. Como cheguei na hora do almoço, imaginei saborear aquela comidinha caseira da xerife. Só imaginei, ela e meu filho já tinham acabado com tudo, o recurso foi encarar de volta os "sanduiches".Fui deitar, por em dia o sono, acordei umas duas horas depois e o "velho rim" doendo pra danar. Fazer o que?O negócio foi apelar pro Cataflan.Diante de toda esta batalha, dá para concluir que ser tilapeiro é sofrer no paraiso, certo? Juro que não vou mais pescar tilápia.

Juro! Mais só até o próximo mês, lá pelo final de outubro. Com sorte elas estarão ativas. Se não tiverem, azar delas, pois vou repetir tudo que narrei acima.

Alguem se habilita á me acompanhar?

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Ai Marcos foi grande, com a riquesa de detalhes me senti pescando, ja que fui um tilapeiro doente, mas acabaram com a nossa billings e depois que perdi meu grande companheiro meu Pai em 2002 passei a me dedicar mais na pesca do tucunare

Um abraço só não topo o convite porque estou um pouco longe (Santo andre) hehehehehehe

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Só quem é ou foi tilapeiro entende, hehehe.

ME fez relembrar todo o "sofrimento" em várias noites passadas à beira do lago de Salto Santiago...

E lá, ainda tinha mais serviço, meu amigo, era cortar 05 a 06 fardões de papuã e amarrar nos bambus pra fazer a ceva, kkkk.

Passei muita "dor nos rins" também.

Mas é uma pescaria sensacional.

Boa sorte na próxima

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