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Marcelo MRich

A saúde dos meus amigos

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Bom dia, Colegas...

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Em uma mais ou menos recente pescaria em Yahape (Corrientes/ARG), ante a verdadeira carestia de peixes de couro na isca natural (verdadeiro alvo da maioria do grupo de pescadores daqui de Floripa e arredores), convenci meu parceiro a voltarmos nossas baterias pros douraditos na artificial, abundantes nas galhadas e estruturas da margem do Paranazão;

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Nada como os brutos acima de dois dígitos que pegáramos até então (no corrico com tuvira, no meio do rio). Mas, divertímo-nos à beça, até cansar. Era um atrás do outro, entre 2 e 4kg, com um ou outro maior que isso.

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Era só arremessar, trabalhar, fisgar, embarcar e alcançar a linha pro piloteiro liberar o peixe;

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Isso até o momento em que, depois de haver fisgado uns muitos douraditos em pouquíssimo tempo, passei a prestar atenção no procedimento do piloteiro de liberação dos peixes fisgados;

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O solícito colaborador, na sua santa ignorância, ao invés de retirar as garatéias com jeitinho (aquela torcidinha básica que a faz retornar exatamente por onde entrou, sem rasgar o pobre peixe), simplesmente a arrancava apressadamente à força, detonando a pobre criatura, principalmente quando embuchada a isca;

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A partir da minha constatação, meio tardia é verdade (já que uns 30 já haviam sido liberados pelo piloteiro), passei a colocar a mão na massa, retirando as garatéias com todo o cuidado pra devolver os coadjuvantes do meu prazer com o mínimo de dano possível;

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À noite, na pousada, amassei todas as farpas das minhas garatéias: posso garantir-lhes, nos dias que se seguiram delas não senti a mínima falta;

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De volta aqui na Ilha de Santa Catarina, onde pesco semanalmente meus robalos, garoupas, enchovas e olhetes, dentre outros, fiz a mesma coisa com os anzóis de isca natural e os jigs;

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A pescaria ficou mais técnica, é verdade, não dá pra vacilar deixando a linha frouxa. Em compensação, por isso mesmo, aumentou significativamente o prazer de cada nova captura, ainda mais por permitir a um adepto do pesque&solte a devolução dos seus amiguinhos nas melhores condições possíveis de sobrevivência e perpetuação da espécie;

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Mato, sim... pra comer!

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Abraço,

MRich!

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Também sou adepto dos anzóis lisos.

Passei a amassar todas as farpas desde meu primeiro acidente uns 15 anos atrás (foi tao incomoda que até hoje lembro que foi uma Cotton Cordel dourada de meia água, de 11 cm).

Pescar sem farpas te leva a ficar mais atento à briga, e consequentemente mais técnico. E principalmente fica muito mais facil e rapido liberar o peixe e os ferimentos sao menores. Também fico muito mais tranquilo quando o peixe foge com a isca na boca, pois sei que ele se livrará dela com maior facilidade.

bração

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Faltou as fotos dos respectivos dourados. Relato sem foto???? Quanto a usar ou não farpas eu uso e vou fazer a experiência de tirá-las para ver no que que dá. Bela iniciativa a sua...

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Tenho umas poucas fotos...

não sei como transpô-las pra cá...

sei que tem um tópico tutorial a respeito,

domingo vou pedir uma assessoria pro meu filho,

sou pouco afeito à lide informática... kkk

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Abraço!

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Olá, Pessoal,

fiquei de tentar transmitir pra cá umas fotos, com a ajuda de meu filho, nesse domingo,

mas ele não apareceu, então não deu...

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Mas acho que não importa muito, pois,

além da qualidade duvidosa delas,

o meu relato não pretendeu a demonstração de uma façanha pessoal,

mas apenas a reiteração de uma mensagem,

esperando que tanto bata até que fure...

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Abraço,

MRich

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Amigo, a idéia é interessante, mas gostaria somente de dizer aos colegas que eu uso garatéias com farpas e nunca tive problemas relativos a causar danos exagerados aos peixes que pego e libero, desde, é claro, que haja um certo cuidado na retirada das garatéias.

A questão principal, a meu ver, seria a falta de cuidado dos piloteiros argentinos na liberação dos peixes, da qual eu também sou testemunha, pois estive pescando em Esquina (Corrientes) no final de outubro (há um relato publicado aqui no FTB) e reparei que os piloteiros de lá, além, de arrancarem as garatéias com violência dos peixes, ainda tinham muita resistência a usar os alicates, tipo boga grip, pegando os peixes diretamente com a mão, especialmente os de menor porte, e apertando-os tanto que invariavelmente causavam o sangramento dos mesmos, o que nos deixou bastante apreensivos, fazendo com que, após referirmos tal fato aos piloteiros, sem sucesso, passássemos a retirar as iscas nós mesmos, com o uso dos boga grip e alicates de bico fino, com cuidado para evitar danos aos dourados.

Realmente fiquei impressionado que num país que zela tanto pela manutenção dos peixes esportivos, vide o respeito às leis que vedam a morte e transporte de Dourados, os piloteiros, que dependem dos peixes para seu trabalho, tenham tão pouco (ou nenhum) cuidado com a manutenção da saúde dos animais... ::nada:: Creio que seria interessante referirmos isso aos operadores de lá, para que orientem melhor seus funcionários nesse aspecto.

Abs. ::tudo::

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