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Marcos A Cavalcanti

A TAMPA DA MARGARINA

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Falar em coisas extranhas em pescaria, lembrA-me de uma que aconteceu anos atrás, lá no Capivari.

Era inverno, na época se pegava muito lambarí e lá estava eu que resolvi ficar a noite, diga-se de passagem sozinho, pois era o período QUE SÓ LOUCOS COMO EU FICAVA, pois se captura belos exemplares.

Pelo clima frio aqui de nossa região, ficar pescando a noite no local, só era possível no máximo até as 23 horas, pois dai em diante, baixava uma cerração e não se enxergava o star-lite usado na peninha, sem falar do frio que congelava o corpo mesmo que bem agazalhado.

Lá estava eu, pegando uns bons lambarís, de repente "tudo parou"!

A água da represa estava muito limpa e dava para enxergar pelo menos até um metro de profundidade com a luz do refletor a gás.

Com tudo parado, percebi algo naquela profundidade, em princípio parecia uma daquelas tampas redondas de pote de margarina de 500 gramas. Imaginei que ela caiu na água por descuido de algum pescador e afundou.Ela estava balançando levemente e ao mesmo tempo subindo á superfície. Imaginei que podia conter restos de ceva e que os peixes miúdos, dela estavam se alimentando.

Quando atingiu uns 30 ou 40 centímetros acima, aí estava a surpresa, pois se tratava da boca de um peixe, que abria e fechava, parecendo a tal tampa.

Não sei que peixe era, porem, naquela profundidade visível, de repente afundou.

Passaram-se alguns minutos e tudo se repetia, foi quando na tentativa de pegá-lo, coloquei meu passaguá na água e fui levando em direção ao peixe que percebendo, sumiu na profundeza.

Achei ter sido o suficiente, entretanto, minutos depois, a mesma cena repetia-se. A única coisa que fiz, foi aumentar a claridade do refletor e quando ele atingiu creio que uns 20centimetros da superfície da água, pode ter percebido minha presença, e deu uma rebojada, mostrando seu enorme costado e sumiu de vez nas profundezas do pesqueiro.

Sinceramente, não se trata de mentira de pescador, mais imagino que provavelmente pode ter sido a boca de um bagre africano, um gigante que escapou de algum pesqueiro e cresceu no reservatório.

Aliás, numa outra ocasião, vários de nós pescadores, vimos um cardume com umas dez unidades, nadando na flor da água, durante o dia e isto me leva a conclusão acima.

Mais de toda esta estória, que depois contei para um cunhado, foi a pior coisa que fiz, pois volta e meia ele lembra do fato e tira o maior "sarro" dizendo se eu tenho ido pescar 'TAMPA DE MARGARINA'.

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