Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
ThaisonScopel

Alguem acredita nisso????????????????

Posts Recomendados

Carta Aberta da sociedade “Pró Hidrovia e Eclusas nos rios Teles Pires / Tapajós”

Após tomar conhecimento do projeto das Usinas Hidrelétricas no Rio Teles Pires, a sociedade organizada de Sinop se reuniu e montou um grupo de trabalho (GT Pró Hidrovia Teles Pires/Tapajós) para realizar estudos, discussões sobre o tema e pleitear que seja incluída nos estudos, como condicionante, a implantação da Hidrovia Teles Pires/Tapajós, com suas respectivas eclusas.

Foram realizadas pesquisas junto ao Ministério dos Transportes e ANA (Agência Nacional de Águas), Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (AHIMOR), assim como ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Meio Ambiente e Agropecuária (IMEA) para obter dados de produção desta região citada.

O projeto hidroviário Teles Pires/Tapajós vem sendo realizado há muito tempo pelo Ministério dos Transportes, através das autarquias AHIMOR e Cia das Docas do Pará (CDP), porém, nenhum desses estudos foi viabilizado ainda.

Mais da metade da soja e do milho é produzida abaixo do paralelo 15 (um pouco ao norte de Brasília), mas apenas 15% saem pelo Norte. O restante vem queimando pneus e óleo diesel nas estradas para os portos de Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul, para retomar a rota em direção aos mercados do Hemisfério Norte.

Atualmente, Mato grosso depende exclusivamente do modal rodoviário como meio de transporte, o que onera os produtos e também traz prejuízos sociais gravíssimos, dado o elevado número de acidentes com vítimas fatais e, ainda, o excessivo dispêndio com a conservação das estradas. Nessa condição, se faz necessário buscar a implantação de outros modais, em especial o hidroviário, nos locais em que for possível – como é o caso dos rios Teles Pires/Tapajós, visando a redução do custo do transporte, propiciando que esta economia seja revertida em favor da população.

O custo médio de transporte pela hidrovia é 60% menor do que a pela rodovia, e os custos com a implantação são muito menores que o modal rodoviário, e menos ainda, que o ferroviário, além da diminuição maciça do lançamento de gases de efeito estuda em relação ao transporte rodoviário, cerca de 95%.

A somatória de tudo isso é o menor custo com transporte e a maior competitividade do setor produtivo, cujo resultado é a distribuição de renda e qualidade de vida à população.

Pela rodovia, a soja e o milho produzidos na região percorrem nada menos do que dois mil quilômetros até o porto. Isso significa que cada carreta lança na atmosfera duas toneladas de poluentes (gases de efeito estufa).

A estimativa da produção de grãos (soja e milho safrinha) da região é de 14.800.000 mil toneladas/ano, o que precisa de aproximadamente 740 mil carretas (com carga de 20 toneladas por carreta). Para o transporte, é permitido cerca de 1.480.000 toneladas de poluentes.

Outro braço forte da economia regional é a indústria madeireira que, somente em 2.010, nos 27 municípios localizados no entorno do projeto teve mais de 45 mil Guias Florestais (GF1) liberadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), o que significa a comercialização de mais de cinco milhões de metros cúbicos toras de madeira nativa, que movimentaram mais de 170 mil cargas no período. A madeira é colhida através do manejo florestal sustentável, que é a maneira legal de utilizar a floresta economicamente mantendo-a em pé. A floresta renovada seqüestra carbono, além do baixo impacto com que as toras são colhidas.

O segmento, nesta região, é responsável por 37,8% da arrecadação do Fethab da madeira do Estado. A indústria madeireira corresponde a 18,8% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade de Sinop, o equivalente a R$ 225 milhões. Em nível nacional, o índice é de 4%.

Nas cidades do eixo, no ano passado, o setor de base florestal totalizou suas vendas de produtos da madeira em pouco mais de R$ 1,5 bilhões somente com matéria-prima oriunda destas cidades, das quais, 371 mil metros cúbicos foram destinados à exportação e 7,82 milhões de metros cúbicos vendidos ao mercado interno.

A cidade de Sinop, a 500 km ao norte da Capital, é um forte exemplo a ser citado. É um pólo em todas as atividades, além de processador de matéria prima de toda a região.

Atualmente a produção local é escoada pelos portos do Sul do país. São mais de 2.400 quilômetros percorridos até os portos para o escoamento.

Há que se ressaltar a questão do frete enfrentada pelo setor. Para os principais destinos, como: Campinas/SP, São Paulo/SP, Curitiba/PR, Paranaguá/PR, Porto Alegre/RS, Salvador/BA, Rio de Janeiro/RJ, Blumenau/SC e Ribeirão Preto/SP, o preço do frete oscila negativamente para o segmento industrial em torno de 13,64% em relação ao valor do frete na pauta e o realmente praticado.

Segundo o IBGE, a cada milhão reinvestido na economia, são gerados entre 30 e 60 empregos na região; portanto, fazendo uma projeção mínima, através dos mais de 2,3 bilhões que serão economizados anualmente com o frete através da hidrovia na região do Teles Pires (somente para escoar a produção), será obtida a geração de 70 mil novos empregos.

Conforme técnicos do setor de planejamento do Dnit, em resposta a uma solicitação de viabilidade econômica da Hidrovia Teles Pires/Tapajós, requerida pela ANA, no ano de 2.010, esta hidrovia obtêm uma taxa interna de retorno / TIR de 15,8% o que é considerado por ele satisfatório. Os técnicos ressaltam ainda, a viabilidade de sua implementação, bem como a condição da conclusão da pavimentação da BR 163 até Santarém/PA.

As intervenções necessárias à viabilização de hidrovia podem gerar impactos ambientais como dragagens, derrocamentos, construções de barragens e eclusas, o que traz agressões aos biomas atingidos, todavia, em se tratando de edificação de barragens para hidrelétricas, essas agressões são praticamente as mesmas, não fazendo sentido a cisão de duas obras que devem ser concomitantes, e com isso, economizado agressões ambientais, em custo.

Seguem abaixo dez razões para a implantação desta hidrovia:

1 – fortalecimento econômico dos produtos rurais através da economia com o frete de grãos, insumos agrícolas e outras commodities. Estima-se que a economia anual gerada na região do Norte de MT, apenas com o transporte hidroviário das safras agrícolas, será de aproximadamente R$ 2.000.000,00 (dois bilhões de reais);

2 – fortalecimento do potencial agrícola, madeireiro, e industrial da região e do Brasil, tornando MT a principal região agrícola do mundo;

3 – diminuição da inadimplência agrícola, gerada pela economia com o frete que poderá ser utilizada para quitar dívidas contraídas para sustentar o plantio;

4 – melhoria na imagem de MT junto às ONGs ambientais e a população mundial, que perceberão o esforço que está sendo feito para uma economia verde através de um transporte não poluente;

5 – possibilidade de redução do impacto ambiental causado pela construção das hidrelétricas, visto que a hidrovia reduzirá a emissão e CO2, gerado pelos caminhões que atualmente transportam a safra de MT até o porto de Paranaguá, no Paraná;

6 – geração de emprego e renda causada pelo investimento dos valores economizados com o frete, na economia local. Estima-se que poderão ser gerados mais de 20 mil empregos na região do norte de MT;

7 – fortalecimento dos pequenos produtores, agroindustriais e artesãos, que terão maior competitividade no mercado externo;

8 – possibilidade de implementação de projetos turísticos, o que deverá gerar mais emprego e renda, juntamente com a hidrovia;

9 – redução das mortes de trânsito relacionado à redução de excesso de caminhões atualmente trafegando na BR 163

10 – redução dos custos de implantação da hidrovia, caso as eclusas já sejam construídas juntamente com as hidrelétricas. A não construção das eclusas juntamente com a construção das hidrelétricas acarretará um aumento significativo no custo de construção da hidrovia e colocará em risco a construção desta obra tão necessária ao desenvolvimento de MT e do Brasil;

Apoiar a construção da Hidrovia Teles Pires/Tapajós é apoiar o desenvolvimento de MT e do Brasil. Inconcebível que uma obra dessa magnitude e importância não receba o apoio irrestrito de toda a sociedade mato-grossense e brasileira.

É urgente a necessidade de levar adiante esta luta, pois MT e Brasil dependem de ações como essas para torna-se a potência agrícola e agroindustrial que a sociedade idealiza.

Sinop/MT, 12 de abril de 2011.

Assinam esta carta

ACES – Associação Comercial e Industrial de Sinop

Acrinorte – Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso

Aelos – Associação das Empresas Loteadoras de Sinop

Aenor – Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Norte de Mato Grosso

CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de Sinop

Codenorte – Conselho de Desenvolvimento do Norte de Mato Grosso

Lions Club de Sinop

Loja Maçônica Rui Barbosa

Loja Maçônica Acácia da Amazônia

Movimento de Jovens Empresários de Sinop

OAB– 6ª Subseção de Sinop

Rotary Club de Sinop

Rotary Club de Sinop – Tarumã

Sindicato Rural de Sinop

Sindusmad – Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Meus caros colegas FTB tomei ciência movimento pró hidrovia Teles Pires / Tapajós argumentando diretamente com seus idealizadores, os mesmos sonham com uma via de escoamento de baixo custo para grãos.

Os estudos de viabilidade para tal via começaram a ser realizados antes mesmo do advento da alta produtividade da região lá pela década 70 + ou –.

Até o momento a única certeza que eu constatei nas peculiaridades do projeto fundamentado em especulações de viabilidade, pois todos os estudos realizados anteriormente apontavam inviabilidade não apenas econômica, mas também considerando as características do relevo.

Um exemplo é a UHC de Sinop/Claudia seu projeto prevê um reservatório médio e uma barragem de 35m a baixo da mesma será construída a UHC de Colider a qual não contará com reservatório, apenas pequena barragem para instalação das turbinas, pois as mesmas serão movidas pela estabilidade do fluxo de água do reservatório da UHC Sinop/Claudia rio acima.

Mesmo que mudem o projeto não podem emendar um reservatório a outro por motivos ambientais, a da foz do rio Apiacás terá um reservatório menor ainda.

Entre uma UHC e outra existem trechos com cordilheiras de pedras afloradas só para ter uma idéia entre de Sinop x Tapajós há + ou – 200m de desnível alem de reservas indígenas e áreas e parques nacionais e estaduais.

A única coisa de concreto quanto o movimento pro hidrovia é que a classe política da região está a mil com seus decursos demagogos enquanto a sociedade sonham “hidrotopia” afinal já já teremos eleições.

Não vou elencar dados técnicos dos estudos de viabilidade da hidrovia, pois estou esperando a pavimentação da BR 163 e posteriormente uma linha ferroviária antes de dispor do meu tempo com algo não apenas inviável, mas também impossível de ser realizado frete a imensurável riqueza que temos neste bioma.

Para finalizar gostaria de pedir que aqueles “patriotas” que sempre alertam que os estrangeiros saqueiam nossas riquezas, que nós apenas não lucramos com a verdadeira riqueza da floresta porque não temos racionalidade para fazê-lo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa

Você pode postar agora e se registrar depois. Se você tem uma conta, CLIQUE AQUI para postar com a sua conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emojis são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Processando...
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...