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Adão

Represamento do Xingú

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Ontem vi a reportagem no JN e acho que desta vez o negócio sai do papel...os ribeirinhos estão revoltados, os indios então. Será que realmente e verdadeiramente o Brasil precisa dessa Usina?... Vi que eles estão decididos a construir a usina e já estão arrumando ou tentando arrumar modos para contornar as exigências do Ibama e Funai...sei não, eles estão aceitando muito fácil as imposições de todo mundo. Tem alguma coisa errada ai....

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Adão, tambem vi esta reportagem, infelizmente acredito que isso não tem mais volta, pois o governo do pt quando sair do poder ira falar para todo mundo que foi o que mais constroiu usina hidreletrica, o que tem de errado ai é a politica brasileira e sua corrupção, pois tem muito empresario que ficara rico com esta construção......... Conada Conada Conada Conada Conada

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Também acho que desta vez.............

É uma pena Adão, eu nasci e cresci aqui no Tietê (interior), pescava com meu avô em corredeiras maravilhosas que só ficaram na lembrança.

Hoje temos um mundão d’água e muitos peixes, más para quem conheceu o rio como eu, dá até vontade de chorar.

chorei:: chorei:: chorei:: :amigo:

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Pessoal mandei ate um email para o willian Boner mostrando minha indignação.Eu acho que a energia aeolica ainda é mais viavel,apesar do seu custo ser maior,mas pelo menos os danos na natureza são bem menores ou inesistentes em relação as usinas hidreletricas.E nao adianta eles falarem que tuto continuara como antes que isso e lorota,os bagres gigantes do xingu não vão subir mais e ai o que fazer?

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Sr. Alex Wisch, concordo com o sr referente a geração de energia atraves do vento, agora estou em duvida se ela é realmente mais cara: Normalnente presto serviço nas usinas hidreletrica aqui da minha região, a cesp em Pereira Barreto até Hoje é responsavel pelo tratamento do esgoto da cidade, pois a agua da cidade foi contaminada de alguma forma que eu não explicar com exatidão, a cesp em Rosana até hoje da dinheiro para o hospital da cidade de Rosana e do destrito de Primavera, esses são alguns exemplos que não são muito divilgado pela cesp, existe na justiça varias acões processando o governo e a cesp apos a construção das usinas hidreletrica.

A cesp ainda e estatal, então eu pergunto que será que a construção das usinas realmente a longo prazo é mais barata, hoje no Brasil já é construido o equipamento para usina aeolica.

sou da opinião que a geração atres do vento é muito mais interessante. opnião particular e não sou nenhum profundo conhecedor, depois que se construiu a hideletrica no Tiete o rio muda drasticamente.

são essas as minhas considerações. ::tudo::

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Pessoal, eu acho que simplesmente falar em ecologia, defesa do meio ambiente, blá, blá, blá é chover no molhado!

A matriz energética mais barata e limpa do mundo, quando estudei no primário, era justamente a advinda de hidrelétricas. Se fala tanto hoje em dia na construção de meios de locomoção que não poluam e a principal alternativa está nos meios de transporte movidos à energia.

No entanto, o Brasil está muito aquém do seu potencial energético hidrelétrico. Pelo contrário, seremos em breve insuficientes em energia para que a nação continue crescendo.

Em termos de infra-estrutura então, nem se fala, não temos estradas, escoamos nossa produção via rodoviária de forma ineficiente e gastando desnecessariamente milhões de barris de petróleo para tanto, quando se fala em construção de ferrovias vemos um monte de gente lucrando com a corrupção nas obras e um mapa ferroviário pífio, mas não vejo muita gente reclamando disso.

Eu, particularmente, prefiro o Brasil autosuficiente em energia elétrica por meio de hidrelétricas, a ver um país cheio de usinas nucleares para atender a demanda, ou então, queimando carvão, diesel, gás natural ou qualquer outro derivado de petróleo para tal.

Alguns aqui registraram que há outras tecnologias para geração de energia, realmente, concordo. Mas estas não funcionam com a mesma eficiência. Energia eólica é linda, mas só pode ser montada em lugares específicos, onde venta-se a maior parte do ano, e desta forma não atenderá a demanda de energia crescente no país.

Usinas hidrelétricas na minha humilde visão, são locais onde além de gerar energia limpa e barata, pode-se explorá-las de outras maneiras, quais sejam: fazendas de criação de peixes e turismo. Ambos pouquíssimo explorados em nossas usinas já existentes. Tem mais, a água doce do mundo, novamente voltando ao primário, representa apenas 1% (um por cento) isso mesmo! da água do planeta e destes 1 %, 0,5% está no nosso glorioso Brasil. Não sei se já ouviram falar isso mas a próxima grande guerra mundial não será por petróleo e, sim por Água Potável. Construir reservatórios em forma de usinas hidrelétricas poderá garantir o abstecimento de água para nosso filhos, netos, bisnetos, etc.

Acho muito cômodo criticar a construção de usinas hidrelétricas baseado em comunidades ínfimas de índios que lá estão, e em algumas espécies de peixes que terão sua reprodução interrompida. Rios que servem para construção de usinas tem que ter uma geografia realmente "quebrada", ou seja, tem de haver cachoeiras, serras, porque em planícies não é possível, por isso a escolha do Xingu, não porque lá tem as espécies de peixes que nós, pescadores, adoramos.

Não me xinguem, nem atirem pedras. Quem me conhece sabe que não sou petista, não tenho interesse direto algum na construção de Belo Monte, no entanto, vejo com preocupação essa "onda verde" hipócrita que vem assolando o país a muito tempo.

Precisamos aprender a questionar um pouco mais para formarmos nossas opiniões. Lembram-se de quando tentaram empurrar guela abaixo o desarmamento da população brasileira. No início as pesquisas indicavam a vitória fácil do plebicito para conseguir tal façanha. Mas bastou o debate se aprofundar e o povo brasileiro mudou de opinião, viu que era perigoso deixar as armas apenas nas mãos de bandidos!

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Eu disse que esse tema seria polêmico...o Claudio tem razão quando fala de toda falta de infraestrutura que o Brasil sofre, e pensando por esse lado ele tem razão. Mas será SEMPRE necessário uma construção faraônica para que o progresso chegue nas áreas remotas do Brasil?

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Vejam bem, não estou defendendo Belo Monte. Estou defendendo que as discussões a cerca do termo hidrelétrica, devem ser discutidas de forma racional, nãol emocional. Todas as últimas construções de usinas hidrelétricas no Brasil vieram cercadas de críticas ferrenhas. Será que não há um interesse obscuro por trás de tantas manifestações contrárias? Será que não querem nos "empurrar" energia limpa eólica porque não detemos a tecnologia para implantá-la? Até onde sei, tudo da energia eólica, advém de empresas européias e/ou norte americanas.

Nas hidrelétricas, somos imbatíveis. Belo Monte já foi mudada em seu projeto original, nem represamento do rio haverá?! A discussão está girando em torno de índios?!

Vamos devolver o Brasil para eles então. Eles não estavam aqui quando os portungueses chegaram? Não temos que defendê-los? Vamos devolver o Brasil a eles e voltar para Europa, Japão, Itália, Africa, etc. Vamos voltar na nossa árvore genealógica e devolver o Brasil a eles!!!

Grande hipocrisia!!!

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Prezado Claudio pelo o que ja andei nesse Brasil de meu DEUS o que não falta é vento aqui. E ja que somos lideres em construção de hidros por que não ser em aeolica? tecnologia temos é so implantar. Outra coisa que me indigna é a quantidade de mata que vira a baixo para tal construção,eles disseram que ela tem capacidade de produzir 12000MW mas sera produzido somente 4000MW pra que toda essa destruição então?Acho tambem que se fosse investido um pouco em educação de como se usar a energia que temos,ja produzida, ajudaria em muito tambem o que nos mata,como sempre,é o disperdicio.Me desculpem posso estar errado mas é o que penso. joia:::

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Vou palpitar um pouco surtei:: surtei::

Pelo meu conhecimento ínfimo do assunto sei que:

Energia eólica com a tecnologia de hoje não é viável, por causa do custo, da gde área necessária para gerar pouca energia e principalmente pela ocilação da intensidade dos ventos, na minha visão (veja bem MINHA visão) nem vejo futuro nesse tipo de geração de energia.

Hidrelétricas geram energia limpa e apesar dos apelos e desastres que causam à ictiofana e na área de floresta que é alagada é sim uma ótima opção para o Brasil, que tem um imenso potencial hidrelétrico mas tb como nem td são flores muito mal distribuido, pois o maior potencial hidrelétrico do Brasil é na região Norte e a maior densidade demográfica e produção industrial é na região sudeste e sul.

Energia Nuclear não pode ser descartada, pois é muito eficiente, utiliza uma pequena área tem sim seus problemas (sérios como o lixo nuclear e o riscos de acidentes) mas na minha visão ainda continua sendo a candidata n°1 para a energia do futuro.

Agora falando na realidade de hoje, uma energia viável, com gde potencial, bem distribuida e ainda muito pouco utilizada e comentada é aquela gerada por biomassa, principalmente gerada por Usinas de cana, esse tipo de energia precisa ser mais utilizada no Brasil.

E quem sabe com o desenvolvimento tecnológico (que apesar de acharmos que estamos bem desenvolvido na verdade a humanidade ainda está engatinhando) no futuro nossos herdeiros não vão mais ter problemas com a falta de energia limpa.

Abraços e vamos é pescar joia::: joia:::

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Quem defende de uma lida neste artigo e verão que nem tudo ta perdido joia:::

MPF/PA pede paralisação das obras de Belo Monte para evitar remoção de índios

Publicado em agosto 18, 2011 por HC

Tags: Belo Monte, indígenas, MP, terras indígenas

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É o primeiro processo no Judiciário brasileiro que aborda o direito da natureza, irreversivelmente afetada pelas barragens na Volta Grande do Xingu

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) iniciou ontem, 17 de agosto, um processo judicial pedindo a paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Na ação, os procuradores da República apontam a inevitável remoção de povos indígenas – o que é vedado pela Constituição – e discutem, pela primeira vez no Judiciário brasileiro, o direito da natureza.

“Belo Monte encerra vários confrontos: entre a geração de energia hidrelétrica e os direitos indígenas; entre o interesse de empreiteiras e o direito da natureza; entre o direito ao crescimento econômico e os princípios do direito ambiental”, dizem na ação os procuradores da República Felício Pontes Jr, Ubiratan Cazetta, Bruno Valente, Daniel Avelino, Bruno Gütschow e Cláudio Terre do Amaral.

Se posicionando nesse confronto, os procuradores que acompanham o empreendimento apresentam como argumento à Justiça, pela primeira vez, o direito da natureza, violado por Belo Monte. A usina, de acordo com todos os documentos técnicos produzidos, seja pelo Ibama, pelas empreiteiras responsáveis pelos estudos, seja pela Funai, o MPF ou os cientistas que se debruçaram sobre o projeto, vai causar a morte de parte considerável da biodiversidade na região da Volta Grande do Xingu – trecho de 100km do rio que terá a vazão drasticamente reduzida para alimentar as turbinas da hidrelétrica.

Esse trecho do Xingu é considerado, por decreto do Ministério do Meio Ambiente (Portaria MMA n° 9/2007), como de importância biológica extremamente alta, pela presença de populações animais que só existem nessa área, essenciais para a segurança alimentar e para a economia dos povos da região. A vazão reduzida vai provocar diminuição de lençóis freáticos, extinção de espécies de peixes, aves e quelônios, a provável destruição da floresta aluvial e a explosão do número de insetos vetores de doenças.

“Quando os primeiros abolicionistas brasileiros proclamaram os escravos como sujeitos de direitos foram ridicularizados. No mesmo sentido foram os defensores do sufrágio universal, já no século XX. Em ambos os casos, a sociedade obteve incalculáveis ganhos. Neste século, a humanidade caminha para o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos. A visão antropocêntrica utilitária está superada. Significa que os humanos não podem mais submeter a natureza à exploração ilimitada”, diz a ação judicial.

Para o MPF, Belo Monte representa a violação não só dos direitos dos índios, ribeirinhos e agricultores que hoje vivem no Xingu, mas viola o direito da natureza e o direito das gerações futuras ao desenvolvimento sustentável. “Belo Monte expõe o confronto entre o desenvolvimento a qualquer custo e os princípios do direito ambiental. A solução deve ser sempre em favor do último, diante do bem maior a ser preservado, que é a vida em sentido holístico. Belo Monte compromete, de maneira irreversível, a possibilidade das gerações presentes e futuras de atenderem suas próprias necessidades”, diz o MPF.

Apesar de ser um debate novo no judiciário brasileiro, o direito da natureza e das gerações futuras é objeto de pelo menos 14 convenções e tratados internacionais, todos promulgados pelo Brasil, além de estar presente na Constituição Federal. Os procuradores lembram, na ação, o compromisso com o futuro da Confederação Indígena do Iroquois, na área dos Grandes Lagos na América do Norte, que inspiraram a Constituição dos Estados Unidos. Quatro séculos atrás, as seis etnias indígenas que compunham a Confederação já afirmavam: “Em cada deliberação, devemos considerar o impacto de nossas decisões para as próximas sete gerações”.

Remoção – A ação foi oferecida na Justiça Federal de Belém e se baseia nas constatações do estudo de impacto ambiental e dos estudos antropológicos da Funai para afirmar que, por causa dos graves impactos ambientais, haverá forçosamente a remoção das populações indígenas que vivem na Volta Grande do Xingu.

Todos os documentos que embasam o licenciamento ambiental apontam para a mesma conclusão: haverá mudança drástica na cadeia alimentar e econômica das populações indígenas e a remoção se tornará inevitável. Os dois povos diretamente afetados são os Juruna da Terra Indígena Paquiçamba, na margem direita da Volta Grande e os Arara, da Terra Indígena Arara da Volta Grande, na margem esquerda.

Os povos indígenas Juruna e Arara tiveram os primeiros contatos traumáticos com não-índios na região da foz do Xingu, nos séculos XVII e XVIII. Estupros, doenças e assassinatos obrigaram as duas etnias a fugirem rio acima até a Volta Grande, onde conseguiram se estabelecer como coletores, pescadores e caçadores, exímios conhecedores do rio e da floresta. Com a implantação de Belo Monte, serão obrigados novamente a abandonar suas casas.

A própria Funai enumera os impactos de Belo Monte sobre as duas Terras Indígenas: aumento da pressão fundiária e desmatamento no entorno, meios de navegação e transporte afetados, recursos hídricos afetados, atividades econômicas – pesca, caça e coleta afetadas, estímulo à migração indígena (da terra indígena para núcleos urbanos), aumento da vulnerabilidade da organização social, aumento das doenças infectocontagiosas e zoonoses.

Para o MPF, está claro que a destruição dos ecossistemas da Volta Grande e as pressões causadas pelo fluxo migratório vão inviabilizar a permanência dos índios em suas terras, o que é expressamente vedado pela Constituição brasileira no artigo 231: “É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco”.

Como não está configurado interesse da soberania nacional nesse empreendimento, o MPF pede a paralisação das obras e a suspensão do projeto. Caso esse pedido não seja concedido, como reparação, os procuradores pedem que a Norte Energia seja obrigada a indenizar os povos indígenas Arara e Juruna e os ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, pelos impactos e perda da biodiversidade, em valor que ainda deverá ser apurado.

O processo tramita na 9ª Vara da Justiça Federal em Belém, com o número 0028944-98.2011.4.01.3900.

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O amigo Claudio se equivoca em vários assuntos em seu depoimento, principalmente quando cita a energia do carvão. A região centro oeste já deu sua contribuição neste quesito. Não é muito raro vocês encontrarem pelas estradas, caminhões carregados de carvão para serem transformados em energia nas indústrias de estados vizinhos, esse carvão é resultado da destruição do bioma cerrado, saibam vocês que 85% do cerrado brasileiro já foram dizimados, e 15% em perigo de extinção. Não apareceu ninguém da Procuradoria da Presidência da Republica para protestar, que pena.

Alguém teria noticia do resultado da interdição desta usina em questão?

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contra irregularidades em Belo Monte aguardam definição sobre quem vai julgá-las

Vaivém dos processos pode impossibilitar tomada de decisões no tempo necessário. No total, o MPF/PA já encaminhou 12 ações civis públicas. (Ministério Público Federal, 15/07/2011).

Publicado em 15 de julho de 2011

Por Xingu Vivo

Passado mais de um ano da instalação da primeira vara ambiental da Justiça Federal no Pará, o que havia provocado o encaminhamento de Altamira para Belém de todos os processos relacionados à hidrelétrica de Belo Monte, a Justiça decidiu que o julgamento dos casos não cabe à vara especializada da capital paraense. Para o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA), a medida irá atrasar ainda mais o julgamento dos casos e, assim, impossibilitar que danos sociais e ambientais sejam impedidos a tempo.

A Vara Ambiental Federal em Belém entrou em funcionamento em junho de 2010. As decisões sobre a incompetência da vara para atuação nos processos relativos à hidrelétrica vêm sendo publicadas esta semana e são de autoria do juiz substituto Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho. A última decisão à qual o MPF/PA teve acesso foi tomada nesta quarta-feira, 13 de julho, e refere-se à mais recente ação civil pública contra irregularidades no projeto. No total, o MPF/PA já encaminhou à Justiça 12 ações, das quais apenas uma foi julgada em definitivo.

Segundo Gama Filho, a jurisprudência é unânime ao entender que, em ações civis públicas, o juízo do local do dano tem competência absoluta para o julgamento do caso. Em sua decisão, o juiz cita acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) sobre a competência da vara federal especializada em questões ambientais no Maranhão, em discussão gerada a partir de um processo do MPF contra irregularidades no licenciamento ambiental da hidrelétrica de Estreito.

“Ainda que se considere que o alegado evento danoso possa repercutir em outras áreas do Estado, ou fora dele, reúne melhores condições para instrução e julgamento da causa o juízo do local do dano, ou o mais próximo, nos termos do artigo 2º, da Lei 7.347/1985?, diz a decisão do TRF1.

A nova postura da 9ª Vara Federal em Belém tem dois reflexos imediatos: nos processos que já foram propostos diretamente em Belém, os autos serão enviados para a Justiça Federal em Altamira, que poderá aceitar os processos e decidi-los ou, se discordar da decisão, remeter ao TRF1 para definir qual a vara competente. Nos processos que haviam iniciado em Altamira e que foram remetidos para a 9ª Vara Federal, a decisão do juiz federal Gama Filho foi de remeter os processos para uma definição pelo TRF1, em um incidente chamado de conflito negativo de competência.

Cabe ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nesses casos, definir se prevalece a especialização da 9ª Vara Federal na matéria ambiental ou se a Subseção Judiciária de Altamira será a competente.

“Ao MPF o mais importante é que não haja mais demora e que as ações sejam julgadas rapidamente e as soluções encontradas. O certo, todavia, é que esta decisão esvazia a ideia de uma vara especializada em matéria ambiental”, afirma o procurador da República Ubiratan Cazetta, um dos membros do MPF que atuam nos processos de Belo Monte.

Incertezas?

As ações do MPF/PA que aguardam julgamento elencam uma série de incertezas sobre os impactos socioambientais de Belo Monte geradas por omissões ou falhas graves no processo de licenciamento ambiental. Na última ação ajuizada, que foi encaminhada à Justiça Federal em Belém em junho deste ano, o MPF/PA destaca que não foram cumpridas 40% das principais medidas de prevenção ou minimização dos impactos socioambientais da obra, as chamadas condicionantes.

Parecer do próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão que liberou o início das obras, demonstra que as condicionantes de saúde, educação, saneamento, levantamento das famílias atingidas e navegabilidade não foram cumpridas pelo empreendedor, o consórcio Norte Energia.

Mais grave: o relatório aponta que o empreendedor elencou várias obras para saúde e educação inexistentes, de acordo com vistoria do Ibama. Mas o Ibama concedeu a licença mesmo assim, criando conceitos inexistentes na lei ambiental: condições “em cumprimento” ou “parcialmente atendidas”.

Nas demais ações, o MPF/PA aponta irregularidades como o fato de que os responsáveis pelo projeto já tentaram por duas vezes fazer a escolha de empresas sem licitação; tentaram fazer o licenciamento ambiental de um rio federal por meio de uma instância estadual, em vez de recorrerem ao Ibama; ignoraram a necessidade de ouvir os indígenas, conforme prevê a Constituição; fizeram estudos ambientais sem que houvessem sido estabelecidas as diretrizes para os estudos; deram a empreiteiras a tarefa de elaborar os estudos ambientais; determinaram que essas empresas teriam acesso privilegiado a informações; apresentaram estudos ambientais incompletos, fizeram audiências públicas em apenas três dos onze municípios afetados; mudaram o endereço da audiência pública em Belém às vésperas do evento, entre outros problemas.

"Para mim é pura embromação. Extraído do site da Justiça Federal de Belém."

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Se não for conversa para boi dormir,talvez parem de represar nossos rios.....

A energia eólica entrou definitivamente na matriz energética brasileira e deve crescer sete vezes em volume nos próximos três anos, saindo dos atuais 1.114 megawatts (MW) para 7.098 MW em 2014. A informação foi divulgada ontem (31) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, durante a abertura do encontro Brazil Windpower, que prossegue até sexta-feira (2), reunindo técnicos, agentes públicos e empresários do setor.

“O mundo todo está olhando para a questão da energia eólica no Brasil. Nós já temos um gigawatt (GW) instalado e vamos multiplicar por sete, que já estão contratados [em leilões] até 2014. É um crescimento bastante expressivo”, disse Tolmasquim.

O presidente da EPE apresentou números que mostram a força do setor no Brasil, principalmente a partir de 2005, ano que marca a escalada do crescimento da produção eólica e a diminuição no preço do MW, que caiu de R$ 300 na época para R$ 99,50 no último leilão este ano.

A expansão vem atraindo grandes empresas estrangeiras. Atualmente, quatro grupos dividem o mercado, mas a previsão é que mais seis indústrias se instalem e comecem a produzir aqui os equipamentos até 2014. Ainda assim, segundo Tolmasquim, o Brasil ocupa apenas o 21º lugar no ranking dos países produtores de energia eólica, que tem a China em primeiro, seguida pelos Estados Unidos, a Alemanha e Espanha.

Para o secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, o sucesso da energia dos ventos explica-se por vários fatores. “A tecnologia evoluiu. As torres hoje são muito mais elevadas, saindo de 50 metros de altura no passado para até 120 metros de altura atualmente. A capacidade unitária dos geradores também aumentou e provocou uma redução de custos. A economia de escala, pelo fato de haver demanda para a energia eólica, também favoreceu essa competitividade. O Brasil tem hoje vários fabricantes operando no território nacional, além de outros que vão se instalar aqui para atender não só o nosso mercado, mas também os clientes do exterior”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, previu que o desenvolvimento do setor vai gerar um grande volume de investimentos nos próximos anos. Atualmente o país conta com 57 parques eólicos em produção e tem 30 em construção.

“Isto significa um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, e o setor eólico deve chegar em 2014 faturando mais de R$ 3 bilhões por ano. Estamos em um processo de consolidação dessa indústria, com aumento de escala e ganho de competitividade. É um ciclo virtuoso, de uma energia limpa, renovável e sem emissão de gás do efeito estufa”, disse Simões.

Segundo ele, há condições para o Brasil chegar nos próximos dez anos a 20 GW de produção de energia eólica. O volume equivale a uma vez e meia a capacidade total de produção da maior hidrelétrica do país, a Usina de Itaipu.

Reportagem de Vladimir Platonow, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 01/09/2011

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Colegas,

Neste como noutros assuntos, parece que há várias verdades.

Sem endossar ou negar, e ainda na fase de tudo ouvir; apenas trago link de + uma discussão um tanto pertinente: " Usinas Hidroelétricas Brasileiras, a Dura Realidade", com ao menos algumas considerações interessantes: http://www.pescaki.com/index.php?/topic ... realidade/ .

Caso seja anti-ético sitar neste, um link doutro fórum; compreenderei o corte por parte da moderação.

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Colegas,

Neste como noutros assuntos, parece que há várias verdades.

Sem endossar ou negar, e ainda na fase de tudo ouvir; apenas trago link de + uma discussão um tanto pertinente: " Usinas Hidroelétricas Brasileiras, a Dura Realidade", com ao menos algumas considerações interessantes: http://www.pescaki.com/index.php?/topic ... realidade/ .

Caso seja anti-ético sitar neste, um link doutro fórum; compreenderei o corte por parte da moderação.

Ilza, eu penso que,nossos políticos, grandes empreiteiras e outros órgãos públicos só investem no que é de interesse deles(e claro que renda milhões a eles) se não, não compensa o investimento, investimento esse que nos pagamos através de nossos impostos, e para tal feito, sendo para garantir um lucro faraônico á eles, não se importam de passar por cima de tudo e todos ate mesmo por cima de famílias inteiras.

Isso é lamentável mas é nossa realidade,espero que um dia isso mude e nossos representantes façam obras para beneficio de todos e não só dos bolsos deles.

Abraços a todos os defensores não só da natureza mas de um PAIS justo.

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Pessoal boas novas joia::: parece que foi paralisada as obras da usina Belo Montes,ouvi isso no Jornal Nacional,devido aos recursos pesqueiros,que seriam muito afetados com o represamento do Xingu e também por causa de especies de peixes ornamentais que sofreriam sérios danos.

Acho que esta não sai mais danca:: danca::

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Pessoal boas novas joia::: parece que foi paralisada as obras da usina Belo Montes,ouvi isso no Jornal Nacional,devido aos recursos pesqueiros,que seriam muito afetados com o represamento do Xingu e também por causa de especies de peixes ornamentais que sofreriam sérios danos.

Acho que esta não sai mais danca:: danca::

Será?....vamos esperar para ver...

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