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Alexandre Vidal

Mineração em terras indígenas

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Empresa canadense afina acordos para mineração em terras indígenas no AM

Postado em 29/08/2011 - 18:46

Um memorando de entendimento foi assinado hoje entre a mineradora canadense Cosigo Resources Ltda. e a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) para a implantação do “Projeto de Extrativismo Mineral no Estado do Amazonas”, que abrange as terras indígenas dos rios Içana e Tiquié, no Alto Rio Negro; e Apaporis, no rio Japurá. O próximo passo é a apresentação de projetos pilotos na Feira Internacional da Amazônia (Fiam), dia 27 de outubro, com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Secretário Bonifácio Baniwa sorri, enquanto líder indígena assina o documento. Atrás está Andy Rendle, com as mãos nos bolsos

A assinatura, segundo nota da Seind, obedece à legislação brasileira, convenções e tratados internacionais. As partes se comprometem em constituir, junto às comunidades indígenas, organizações e lideranças, a “Anuência Prévia e Consentimento Esclarecido” para realização de inventário das potencialidades por perfuração e viabilidades econômicas das terras referidas para, posteriormente, submeter à aprovação e licenciamento do projeto junto aos órgãos competentes.

Paulo Cristiano Dessano, da Vila José Mormes, na comunidade indígena de Japurá; Irineu Lauriano Baniwa, de Jandu Cachoeira; Pedro Machado Tukano, de Pari-Cachoeira (todos em São Gabriel da Cachoeira), além do secretário da Seind, Bonifácio José Baniwa, e o vice-presidente da Cosigo, Andy Rendle, assinaram o memorando. “Em algumas localidades ainda não está claro o que é extração organizada e garimpo, por isso o próximo passo é fazer uma reunião específica nas comunidades, com a presença do governo, da Funai, prefeituras e ONGs”, disse Baniwa. “Após essa reunião vamos fazer um seminário regional em São Gabriel para sensibilizar o poder público e o Exército”, acrescentou.

O seminário na Fiam será organizado pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH), cujo secretário, Daniel Nava, rtevela que estarão presentes representantes indígenas da Colômbia e do Canadá e “a grande mídia”. “Eu e o Bonifácio estivemos na Colômbia onde fizemos uma discussão na localidade Traíra, fomos ao Ministério da Justiça expor a situação e, ao lado da Seind, esperamos facilitar as ações e apoiar tecnicamente para que o projeto avance”, disse.

Quatro projetos em parceria com a Seind estão em fase de aprovação para inserção no Plano Plurianual da Secretaria de Mineração: o projeto Lapidart, em São Gabriel, com apoio no arranjo produtivo; a cerâmica artesanal, que envolve todas as comunidades indígenas; o geoturismo, que transforma São Gabriel em um grande geoparque, que une a compra das joias a um roteiro turístico até o Pico da Neblina; e a geração de energia.

Além do encontro na Colômbia, intitulado “Mineração um Sonho Possível dos Povos Indígenas”, os secretários participaram ainda de uma reunião sobre o projeto mineração com a diretoria da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), em maio deste ano. Entre os dias 26 e 29 de junho, em Niagara Falls, na Província de Ontario, no Canadá, Bonifácio José esteve na Reunião Internacional de Cúpula Indígena sobre Energia e Mineração. A visita e apresentação de demandas ao Ministério da Justiça e ao Ministério de Minas e Energia, em Brasília, foram apresentadas no início de agosto.

O objetivo da presença amazonense em Ontario foi identificar o papel atual e o potencial dos povos indígenas nos setores de energia e mineração, inclusive energia limpa em expansão, e estabelecer um mecanismo de apoio comercial, com informações educacionais fundamentais sobre estes setores.

Mineradora Cosigo

A Cosigo é uma empresa de mineração canadense que já possui nove propriedades requeridas no município de Japurá (a 1.498 quilômetros de Manaus) para trabalhar na exploração de ouro e alumínio. De acordo com Andy Rendle, a meta é promover grandes projetos de mineração em terras indígenas que beneficiem diretamente a essas populações no Amazonas e não causem impacto ao meio ambiente. “Trabalhamos em pesquisa de subsolo sem causar nenhum impacto, pois nossas máquinas são sofisticadas e podem entra na floresta sem devastar”, o diretor em Prospecção da Cosigo, o alagoano Agamenon Silva.

Minério no lugar do peixe

Preocupado com a escassez de peixe e a falta de opção para adquirir alimentos na região de Pari-Cachoeira, Pedro Tukano reconhece avanços na discussão sobre mineração em áreas indígenas, mas cobrou uma participação das autoridades, com base no futuro desses povos. “Não queremos ser tratados como traficantes de minério, estamos trabalhando para que os jovens indígenas possam usufruir desse benefício em relação à sustentabilidade das nossas terras”, explicou.

Bem mais crítico, Paulo Dessano, da comunidade Vila José Mormes, acrescentou que, além da mineração, outras riquezas precisam ser melhor explorada e preservadas dentro das comunidades indígenas. “Nós temos muitos minérios, temos cultura e nossa medicina tradicional, mas não temos dinheiro”, lamentou.

Fonte: http://www.blogmarcossantos.com.br/2011/08/29/empresa-canadense-afina-acordos-para-mineracao-em-terras-indigenas-no-am/

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È lamentavel ,mas é a mais pura realidade

Bem, já que ninguém disse nada, vou fazer apenas um comentário:

Pescar legalmente não pode, esburacar tudo pode!

nós Brasileiros não podemos nem chagar perto,mas os estrangeiros "pintam e bordam" nas terras indiginas , ::nada:: ::nada:: isso é uma pouca vergonha raivinha:: raivinha::

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