Resolvi criar esse tópico para ver se as diversas opiniões vão ao encontro da minha.
Primeiro quero deixar bem claro que "pescaria" p mim é muito mais amplo do que simplesmente " pegar peixe". E por esse motivo o tópico não é " O CUSTO BENEFÍCIO DE UMA PESCARIA NA AMAZÔNIA"!
Segundo, é que tenho verdadeira paixão por aquele lugar, e pretendo pescar naquela região enquanto Deus permitir!
A questão é a seguinte: Em se tratando de Rio Negro, está impossível fazer uma pescaria com menos de R$ 15 mil ( somando pacote, aéreo, hotel, taxa ambiental, etc). Nos rios exclusivos, esse valor passa muito dos R$ 20 mil( isso na atual temporada). Então, ando me questionando se o custo benefício de se "pegar peixe" na amazônia compensa?( novamente deixando claro que "pegar peixe" é muito inferior a "pescar" p mim!)
Já fui inúmeras vezes na amazônia, "pegando quantidade absurda de peixe", mas também já fui pegando apenas 3 peixes na semana inteira!
Outros destinos( tenho ido pouco) tem me apresentado melhor resultado em quantidade de peixe do que a amazônia, levando ainda em consideração um custo financeiro e deslocamento muito menor.
Então para concluir, será que a amazônia compensa para aquele que vair exclusivamente atrás do peixe?
Tenho observado um crescimento de ofertas de vagas em diversas operações para a temporada que se inicia (de forma mais intensa)
Surpreende-me constatar que, apesar disso, os preços cobrados nesta temporada são cada vez maiores. Poderia ser um fator...
Também me causa surpresa o surgimento de novos "pontos de apoio" (barco hoteis, pousadas, flutuantes, acampamentos, etc...) ao longo do rio Negro e seus afluentes, muitos dos quais com gestão internacional de serviços...
Contrariamente a essas percepções, parece-me contudo, que o público estrangeiro (independentemente do país de origem) não acompanha esse crescimento, mantendo-se numa participação constante... (talvez pelo receio da imagem da situação do país)
Um dos pontos que começas ser reconhecidos como "impeditivos" dessa demanda existente são os custos agregados às operações. Não se trata "apenas" de maior nível de conforto nesse período de permanência amazônica, mas as "despesas ocultas" que existem e que quase nunca são contabilizadas de forma adequada...
Refiro-me aos deslocamentos nos jatos comerciais, os traslados sejam de aviões fretados, sejam de intermináveis horas de deslocamentos rodoviários (incluindo-se aí os de lanchas ditas rápidas), gorjetas (se tornaram um item "obrigatório e caro" a título de ser parte da remuneração de apoio à tripulação / guias), tralhas (poucos são os que não visitam as casas de pesca - Sucuri na preferência dos mais afortunados), bebidas especiais previamente selecionadas (vinhos, scotch, etc...) e por aí vai... (tudo pode em troca da mágica desses dias de pescaria)
Voltando ao tema das disponibilidades de vagas nas temporadas que se aproximam, surgem as notícias da "presença & participação" do "El Niño", que promete (ou ameaça) as expectativas de sucesso na viagem aguardada.
A bem da verdade, a chegada do El Niño, o nível ideal das águas, os repiquetes, os pontos de pesca - sempre disputados, são itens que já estão no "pacote" comprado e quase sempre pago com antecedência anual. O melhor é tentar se acalmar e desfrutar do que for viável !
Pescar com sucesso na Amazônia é sempre algo a ser procurado, principalmente após as postagens de enormes peixes capturados por grupos anteriores... (é isso que muito influencia o esforço em comprar seu pacote)
Também pescadores / operadores que frequentam esses rios por diversas vezes durante a temporada, quase sempre apresentam um saldo positivo que renovam (sempre) a repetição da programação... já os "estrangeiros" precisam de muito mais "ajuda" do que o que a moeda valorizada permite adquirir! Parece que esse fluxo desses "pescadores" tem diminuído (o que não é positivo para aqueles que oferecem operações de pesca).