Matheus Assoni Postado Outubro 22, 2025 Denunciar Compartilhar Postado Outubro 22, 2025 Fala turma, boa noite. Espero que todos estejam bem e pescando mais ainda. kk Começar esse relato que estava pra postar, a algum tempo na verdade, onde no final de Agosto, embarquei com meu pai para conhecermos e pescarmos 3 dias no famoso Lago de Serra da Mesa. Dia 26 de Agosto ás 06:00 da manhã, rumamos do Ipiranga ao Aeroporto de Congonhas. Nosso vôo estava programado para sair de SP ás 08:40, pontualmente cumprido e logo estavámos á caminho da nossa querida capital federal. Por volta das 10:30, o avião acabava de pousar e, a ansiedade de conhecer um novo lago e pescar em uma região diferente, tomaram conta das conversas e pensamentos. Já com a bagagem retirada, fomos a locadora retirar o carro que já tinha sido reservado alguns dias antes, demos uma rápida passada no ParkShopping para almoçarmos e enfim, começarmos o percurso de 322 Kms, até o Rancho C4 em Niquelândia/GO. Com algumas paradas rápidas, primeiro do almoço e de algumas outras para ir ao banheiro e tomar um café na estrada, chegamos no Rancho C4 por volta das 17:00 e já fomos recepcionados pelo Douglas e pela Debora, para início dos nossos 3 dias de pescaria. Não me lembro ao certo a capacidade de pessoas que o rancho comporta, mas creio que aproximadamente 10 à 12 pescadores. Acomodações muito boas, conversa agradável e refeições sempre muito caprichadas. Com a expectativa lá em cima e já jantado, fui ajeitar as tralhas para no dia seguinte começarmos a saga atrás do troféu azul de Serra da Mesa. Conversando com o Douglas já na chegada, sabíamos que o peixe estava começando a formar casal na maioria das vezes e vez ou outra poderíamos topar com algum casal defendendo ninho ou até os filhotes, mas que estava muito seletivo, e tinha que ralar pra conseguir encontrar o peixe e também fazer ele comer. Primeiro dia de pesca; As 06:30 já desperto, tomo banho, já coloco a camisa da sorte (pra quem joga truco entende, a primeira é caminhão kkk) e fico aguardando o parceiro para tomar café, ajeitarmos o barco e partirmos. Ritual encerrado, partiu água. Com as recentes pescarias, Douglas decide pescarmos na região do Rio Bagagem, um rio que tem a água um pouco mais turva que a dos outros dois que compõem Serra da Mesa, mas que abriga alguns troféus. Início da pescaria sem nenhuma ação e com as indicações do Douglas, ele me recomenda pescar de duas formas, batendo hélice e riscando um jig de 10 gramas mais na superfície da água. E começamos a levantar alguns peixes na hélice, o peixe subia para espantar a hélice e não dava mais as caras, cobríamos com todas as iscas e nada do peixe voltar. As 10:00 tivemos a primeira ação de peixe que comeu, riscando o jig na superfície do lado da estruturas em um braço bem estreito, um neon azul veio do fundo e sugou o jig, infelizmente na briga com o peixe, ele levou a melhor e passando na estrutura cortou o leader de 50lbs. Antes do almoço, para não sair dedão, em um praiado encontramos um único peixe parado e meu pai abriu a contagem pra nós no primeiro dia. Logo na sequência desse peixe, e com um sol escaldante na cabeça, decidimos parar para almoçar e renovar as energias na sombra de uma árvore, para depois de descansados, voltarmos a ativa. Na volta do almoço e com a esperança renovada, saímos atraás deles. Logo nos primeiros arremessos meu pai pescando pro meio, engata mais um azul para crer que a tarde seria melhor. A tarde de pescaria não se resumiu a muito mais que isso, tive uma ação na hélice, que o peixe escapa no pulo, peixe de 35-40cm. No final da tarde, o Douglas segue para um local mais fundo para pescar com jigs e jig heads, e aí sim, consegui embarcar meus primeiros peixes do lago, um amarelo, um pequeno e um jacundá, todos no jig head com camarão de 7cm, mas não vieram pra foto, esses ficaram só nos vídeos da câmera, deixo o link do vídeo ao final do relato. Encerramos o primeiro dia de pescaria, um dia fraco de peixe, mas, com a alegria de conhecer uma nova represa e por ter mais uma vez a parceria do meu pai nessas empreitadas e saber que tínhamos mais dois dias completos de pescaria. Segundo Dia; No segundo dia de pesca, o Douglas decide pescarmos na região do Tocantinzinho, tendo em vista que nosso primeiro dia de pesca não havíamos tido boas ações e nem visto peixes melhores. Já nos primeiros pontos do segundo dia, riscando o jig próximo a estrutura novamente o peixe sobe no jig, mas, não entra, dei um segundo arremesso e deixei o jig tocar o fundo, foi o tempo de travar a carretilha e a femêa engatar, o macho veio seguindo ela, peixe de no máximo 50 cm, mas, não quis saber de pegar na isca do parceiro. Focamos a pescaria no segundo dia riscando o jig, pois, parecia que o peixe estava mais propenso a atacar, mas, pinchando uma sará-sará, o Douglas leva uma pancada sinistra, do peixe voar inteiro fora da água, errar a isca e a 1 metro do barco ele voltar e subir todo fora da água denovo pra pegar a isca, memoráveis imagens que gravamos na cabeça. Era o primeiro peixe bom que tínhamos conseguido embarcar, não chegamos a medir, mas algo em torno de 54/55 cm, um baita peixe, na superfície em um dia complicado de pesca, se torna um baita troféu. Peixe solto, e o Douglas sugere irmos caçar alguns peixes no visual, devido á transparência da água na região que estávamos e o sol quente das 11:30 que castigava. Na primeira parada, o Douglas encontra um casal no pé da estrutura, e, um macho tentando "tomar" a fêmea ou o ninho, briga de peixes em baixo do nosso nariz e com a certeza de peixe grande. Passo a mão no jig, e no primeiro arremesso, a femêa cisma de juntar no jig mais ligeira que o seu cônjuge, mas na briga, e com o vento nos jogando pra longe, vimos que o macho não acompanhou e ficou defendendo o local do outro que o perturbava. Fêmea embarcada, colocada no viveiro do barco e partimos atrás do seu marido, meu pai tomou a dianteira, mas, o peixe não aceitava o jig como a fêmea havia aceitado, passei a mão no estojo, saquei uma isca sinking da caixa e foi o tempo da isca afundar na cara dele e ele sair tomando linha no meio da estrutura. Douglas manobrou o barco rápido, conseguimos acompanhar o peixe, e na briga, conseguimos embarcar o peixe. O PEIXE, o meu trófeu de Tucunaré Azul, o peixe que nos faz rodar milhares de quilômetros, estava ali, dentro do passaguá, e pronto pra eternizar em algumas fotos o respeito e admiração que temos por ele. Adrenalina ainda lá em cima, afinal, tinha acabado de quebrar meu recorde, comemorei com meu velho, e partimos atrás do peixe que cismava em tomar o recinto do meu troféu. Quando chegamos no lugar, inacreditavelmente, o peixe estava exatamente no mesmo lugar onde tínhamos acabado de pegar o casal, meu pai ficou com a missão de pegar o peixe, mas, ele não estava querendo saber de isca, só assoprava o jig quando passava perto e refugou a isca sinking e na sequência afundou. Um pouco mais à frente e antes do almoço, no mesmo raseiro onde pegamos o casal, vimos 3 peixes médios passeando, meu pai com o jig mandou na cara deles, e eles brigaram entre si, pra ver quem conseguia pegar primeiro, e, como sempre o menor dos 3 veio pra finalizar nosso primeiro turno do segundo dia de pescaria. Como a pescaria tinha melhorado próximo ao horário do almoço, decidimos esticar a pescaria e pararmos para almoçar um pouco mais tarde e sem pressa. Decidimos fazer a mesma pescaria do dia anterior no final da tarde, locais mais fundos e pescando colado no fundo, tivemos mais ações, os peixes estavam ativos no fundo, pegamos mais alguns peixes antes de decidirmos encerrar o dia que nos rendeu o troféu da viagem. Terceiro dia; Último dia de pescaria, decidimos voltar a pescar na região onde pescamos no dia anterior, para tentarmos a sorte novamente. Mas, com um vento mais forte, e com a água mais fria, o peixe não queria aparecer de jeito nenhum, na parte da manhã, vimos um casal defendendo seus filhotes, por duas vezes seguidas, consegui fisgar a fêmea e nas duas vezes escapou. Sem nenhuma ação de peixe na parte da manhã. Pós almoço, e com a expectativa bem baixa, decido testar algumas iscas que costumamos usar aqui nas represas do Sudeste, e que não tinham muito a confiança do nosso guia, mas, como já passavam das 15:00 e não havíamos tido nenhuma ação, achei válido o teste. Com no máximo 10 arremesses para o meio com uma isca barbeluda que desce entre 3 e 4 metros, tive a minha despedida com chave de ouro de Serra da Mesa. Trancada forte e tomada de linha honesta, estava engatado com mais um belo peixe. Peixe embarcado, 57cm, colorido e briguento. Esse último dia de pescaria, foi um dos mais desafiadores que já enfrentei. Teste de resiliência total, mudanças de estratégia durante o dia inteiro e foi isso que nos fez conseguir achar os peixes das 15:00 em diante. Último ponto da pescaria, pescamos uma ilha submersa, meu pai pescando nos locais mais rasos na superfície, e eu continuei mandando a barbeluda pro meio. No lugar mais raso da ilha, meu pai tomou algumas porradas na superfície, mas sem peixe fisgado. No primeiro arremesso que fez com um spinner que pegamos com o Douglas, os peixes do cardume começaram a aparecer, destaque pro maiorizinho fisgado. Na sequência dos peixes fisgados pelo meu pai, na barbeluda, tomo outra pancada e outra tomada de linha sinistra. Achei que tivesse tirado a sorte grande, mas em alguns minutos, vimos o pneu subindo e a euforia do último peixe deu ar para as risadas e brincadeiras. Baita Piranha! A temida hora de cortar o snap, havia chegado. E mesmo que a pescaria tenha sido um desafio, conseguimos aproveitar, viver momentos únicos e brigar os valentes tucunarés do centro-oeste. E de recorde batido. Era hora de voltar pro rancho, aproveitar a noite de encerramente com um churrasco, arrumar as malas, ajeitar a tralha e descansar para o retorno á Brasília no dia seguinte logo as 07:00. Chegando em Brasilia, a logística foi basicamente a mesma da ida, da locadora ao aeroporto, vôo e pouso tranquilo em Congonhas (UFFA). Como diz um amigo aqui do Fórum, Deus não conta os dias que passamos pescando, e se pescarmos com quem amamos, Deus até nos dá alguns dias a mais. Para quem preferir ver o vídeo da nossa pescada, segue o link do Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=0goYZKCI-Ck&t=45s Materiais Uitlizados Varas: Viking 14 Lbs, SLX 14 Lbs, Basspara 16 Lbs, Benkei 20 Libras Carretilhas: Metanium 101 e 151 Linha: Berkley 4x 40 Lbs Iscas: Jig 10 Gr, Jig Head 7 e 9Gr com camarão de 7 cm, Sará Sará 100, Vision +1, Máquina +1, Ryuki 95S, Fangbait 100DR, Spinner. Renato Barreto, Fabrício Biguá e Cesário reagiu a isso 1 2 Citar Link para o comentário Compartilhar em outros sites More sharing options...
Rafael Takahiro Postado Outubro 22, 2025 Denunciar Compartilhar Postado Outubro 22, 2025 Que show de relato, meu amigo! Vi seu vídeo antes no Youtube, mas nada como ler um relato como esse! Parabéns pela pescaria, ainda mais bem acompanhado pelo seu pai!!! Citar Link para o comentário Compartilhar em outros sites More sharing options...
Matheus Assoni Postado Outubro 23, 2025 Autor Denunciar Compartilhar Postado Outubro 23, 2025 @Rafael Takahiro, muito obrigado meu amigo. Pescaria difícil, mas, recompensadora. E a companhia, é a melhor que poderia ter. Vamos tirar a nossa pescaria do papel ano que vem, e sacar umas naves de Paris. Citar Link para o comentário Compartilhar em outros sites More sharing options...
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