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Marcos A Cavalcanti

MAIS UMA VEZ PARA VARIAR- VOLTO A FALAR DAS TILÁPIAS

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Parei de pescar desde abril passado e como já havia mencionado é a partir daquele mês que as tilápias cessam as ações, especialmente devido o nosso clima frio aqui de Curitiba, entretanto, estamos quase no final de novembro, quando começa a nova temporada de pesca deste peixe, então, dia 16 p.p. fiz minha primeira tentativa do ano, ficando dois dias e noites na minha querida represa Capivari Cachoeira, no pesqueiro Recanto do Sabiá.

De antemão tive a informação que "as meninas" estavam dando o "ár da graça" durante o dia, na pesca com capim e erva doce, então, fomos eu e meu amigo Osvaldo para mais esta aventura.

Também sabia, que a represa está com o nível da água uns 15 metros abaixo do nível normal, portanto, só quem gosta da pesca de barranco, se submete á tantos sacrifícios, tais como, descer e subir as ladeiras para descarregar as tralhas de pesca ( e hajm tralhas), preparar o pesqueiro, até que finalmente após uma hora, estava tudo nos conformes.

Pescar, foi novamente um áto de paciência e perseverança, pois, os ataques são na maioria de alevinos, que detonavam todas as iscas e de vez em quando, vinha alguma de bom porte, para os padrões atuais.

Sim "padrões atuais" que não chegam a 500 gramas, bem diferente de antigamente, que mesmo com a maior existência de exemplares menores, ainda se podia capturar tilápias acima de kilo.

Mais isto ficou no passado, pois já a muitos anos, existe no local a "maldita pesca predatória", onde caseiros de algumas propriedades e peseudos-pescadores em geral, usam redes e tarrafas, portanto, sucessivamente exterminaram aqueles troféus.

Só ficou na saudade, os velhos tempos, onde no calor do meio dia do verão, com sol batendo de frente, era impossível ficar no pesqueiro, pois o calor era insuportável, entretanto, era neste mesmo horário que se estendia ao longo da tarde, que se avistava "manchas pretas" alguns metros distantes, que eram os "cardumes" de tilápias grandes, com centenas de exemplares, os quais ficavam rebojando na superfície da água, comendo os restos de capins e erva-doce que eram dispensados pelos pescadores.

Considerando esta realidade, volto á pescaria, na qual consegui neste período capturar umas 40 tilápias, especialmente durante o dia, pois nas duas noites que tentamos, pescando até uma hora da madrugada, nenhuma entrou.

O fato é que mesmo repetindo os procedimentos comuns, cada pescaria de tilápia se transforma em um "novo momento", onde ficamos atentos aos sinais de ataque das mesmas em nossas varas.

Nesta pescaria, os resultados foram melhores com a utilização de varas telescópicas acima de 4,00 metros, onde formei um leque de meia dúzia delas, armadas com capim ou erva-doce numa profundidade de até 3 metros na frente do pesqueiro.

Os alevinos então, detonavam as iscas e haja paciência na troca das mesmas.

Até que finalmente, em alguns momentos, depois de muita espera, aquela pegada sutil na peninha e qualquer distração, já era, comeram a isca, são mesmo "danadas".

Mais esta é a beleza do esporte, cujo prêmio maior é sentir a ponteira da vara envergar para dentro da água, ao mesmo tempo que o peixe na tentativa de escapar corre de um lado para o outro.

Dentro deste esquema, "macaco velho" não pode dar "bobeira", mais acaba dando, pois a "menina" acaba nadando para onde as demais linhas estão armadas e já viram a confusão, ela consegue enrolar-se nas mesmas e é nesta altura do campeonato que nos xingamos de "burro" no mínimo.

Fazer o que? Demorar um tempão para desenbaraçar as linhas ou então é melhor trocá-las de vez.

Alem disso, existe aquela outra situação: Para você retirá-la da água e do anzol, com as linhas embaraçadas, tem que cuidar das outras varas e neste meio tempo, quando se está quase conseguindo, a "medonha" dá uma sacudida no corpo e se solta...que malandragem, concorda?

Claro que isto não acontece só com as tilápias, então, dá para afirmar que embora nos denominemos pescadores, e fazemos de tudo para enganá-los,na verdade, são eles que nos passam a perna, estou certo?

Pois é pessoal, então voltando ao passado, 40 tilápias se pegava em poucas horas e hoje leva-se alguns dias, porem, tal fato não significa que costumo trazê-las, então, das que capturei, trouxe cinco delas para consumo da família, soltando as demais, na esperança que os infelizes predadores, não logrem a sorte em capturá-las em suas redes e tarrafas????

Para finalizar, já está programado outra pescaria para o próximo dia primeiro de dezembro e que chegue logo.

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Resposta ao Tiwillian: cara você tem razão é por puro esquecimento que não posto fotos, na verdade, até comprei uma máquina, mais são tantas tralhas que levo, bem como, nesta última pescaria, não tinha a certeza que iria capturar alguma coisa. Por outro lado, para ser sincero, é provável que fotografar as tilápias que estão saindo, até nem compensa, por que a maioria quando muito chega até umas 300gramas. Mais prometo que daqui em diante levarei a máquina, entretanto sei, que somente á noite vai ser possível capturar alguma de bom porte, mais aí é que a porca torce o rabo, ainda não é momento apropriado para elas aparecerem e segundo meu próprio relato, tal possibilidade, devido a pesca predatória que informei, não tenho muitas esperanças de ter sucesso com as grandonas, mais prometo que se estiver enganado, não medirei esforços para deixar vocês com um pouco de "inveja"ah!ah!ah! Abraços.

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