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Moacyr Sacramento

Iscas balanceadas; isto está certo?

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Eu observei a tempos que há um exagero no uso de balanceamento em iscas artificiais; isto é, com a desculpa de dar equilíbrio, de ter uma isca com centro de gravidade que se desloca para trás no lançamento e para a frente durante o trabalho; adicionam-se bilhas de metal com excessivo peso às iscas, limitando sua ?boiatividade?. Este prejuízo à boiatividade da isca resulta em uma limitada capacidade em portar encastoamento, distorcedor, e garatéias maiores ou mais fortes.

Garatéias maiores (embora possam prejudicar um pouco o trabalho da isca) seriam importantes para limitar o número de perdas, já que algumas iscas como a Aicas Class Samurai, e as iscas da Borboleta em geral possuem garatéias que eu considero pequenas demais. É minha opinião que, embora pescaria seja diversão, também é bom que os peixes venham posar para a foto; de forma que garatéias excessivamente pequenas não deveriam ser usadas. Sei que se fosse apenas para ver o peixe atacando a isca, por que não usar as iscas sem garatéias?

Observação: Eu, como dentista que sou, tenho grande facilidade de materiais e meios para remover as bilhas de dentro das iscas, e acho que as iscas ficam melhores assim. Também tem vezes em que eu substituo bilhas pesadas por 1 bilha leve, como uma forma de manter o ?ratling (chocalho; que é claramente benéfico!)?; tem vez que até parece que o ratling fica mais intenso (eu uso, por exemplo; ?bullet balls?, munição de arma de chubinho que são duros, pequenos, e de densidade intermediária)!

Vocês concordam comigo?

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Morça, eu particularmente sou da idéia de que as características da isca devem ser mantidas como de fábrica. Uso sempre a garatéia que vem nela, mesmo naquelas rapalas (e/ou outras) que venham com garatéias bronze bem macias. Só troco depois que as garatéias abrem de vez ou quebram. :lol:

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Moacyr,

Entendo um pouco das suas apreensões, mas digo-lhe também que o mercado de fabricantes está cada vez mais profisisonal e técnico, fazendo muitas pesquisas e testes antes de colocar suas iscas no mercado, até porque uma vez "queimado", é difícil se manter ! As iscas hoje ( de uma forma geral ) apresentam um ótimo desempenho para o que foram idealizadas ! Até mesmo os problemas existentes há algum tempo, quando se trabalhava muito com iscas importadas ( no padrão de pesca americano, que é quem dominava esse mercado... ), havia a necessidade de "tropicalização" de alguns modelos, principalmente nas garatéias ( a Rapala era muito macia, como já disse o Xandego ), cuja resistência era muito pequena pra a força de nossos peixes ! A saída para continuar usando algumas dessas iscas, foi procurar a versão delas marinizadas ( nem todas tinham ), que ja traziam garatéias mais robustas ! Mesmo assim, dependendo de onde se ia pescar, era conveniente a troca por modelos bem mais resistentes ( 3x ou 4x ).

Acontece também que o mercado nacional se estruturou, até para atender um "boom de pesca" que surgiu com os programas e divulgação nas Tv's ! Era um "nicho" bastante apreciável, e nossas iscas, que começaram "imitando" as estrangeiras, se desenvolveram muito, adaptando-se a situações de nossas demandas, quer através de pesquisa, ou mesmo por "tentativa e erro" ! Muitas das iscas hoje consideradas "top", começaram numa base artesanal, mesmo em se tratando de comercialização...

Hoje, grande parte das iscas nacionais faz frente aos melhores modelos importados ! Nem todos ( é verdade ), mas uma grande maioria sim, principalmente se formos considerar as iscas mais comuns e usadas pelo mercado como são de "de superfície" ( zaras, poppers, sticks, tuitch bait, etc... ) e as sempre eficientes "meia água" !

Temos - como pescadores curiosos que somos - o permanente propósito do improviso e fantasia de adaptação a determinadas situações ( talvez esse seja de fato o "encanto" da pesca esportiva ! ), quase sempre nos esquecendo de que o fabricante já deve ter pensado ( e testado ) aquela situação, e com isso, "inventamos" as "trocas de garatéias", "de anéis", de formas de trabalho ( flutua mais e/ou menos ), "afundantes" e por aí vai ! Como já disse antes, parte da "magia das artificiais" está exatamente nessa performance que imaginamos haver nas mínimas variações em torno de detalhes, daí inclusive a quantidade enorme de iscas que temos ! Me pergunto sempre se isso faz - de fato - tanta diferença assim ! Temo que não, mas a compulsão de "ter" parece sempre ser maior !

Converter, ajustar, moldar, fabricar, adaptar, etc... são verbos intrínsecos a qualquer pescador que usa iscas artificiais, principalmente se são ansiosos ( quase sempre... ) e emocionalmente ligados a expectativa do sucesso ( ainda que o mesmo seja transferível para a próxima vez... ).

Tudo isso faz parte Moacyr, e felizmente que assim é, pois o que seria do amarelo se todos preferissem o azul ! :twisted:

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Morça, eu particularmente sou da idéia de que as características da isca devem ser mantidas como de fábrica. Uso sempre a garatéia que vem nela, mesmo naquelas rapalas (e/ou outras) que venham com garatéias bronze bem macias. Só troco depois que as garatéias abrem de vez ou quebram. :lol:

Sou da mesma opinião.

Não troco garatéias que não estejam comprometidas, mas vendo algum problema, não perco a oportunidade de substituí-las por outras para não correr o risco de entrar um graudo!!!

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Pessoal; concordamos que a simples troca de garatéias pode ter efeitos negativos. Embora, na minha opinião, também possa ter efeitos positivos em situações específicas; como garatéias reforçadas para pescar dourado, ou garatéias fininhas para melhor perfurar a boca dura de uma traíra; desde que essa troca não altere o equilíbrio da isca (com garatéias de mesmo peso que as originais).

Mas eu quero saber mesmo; é se tem alguém que concorde comigo, que têm algumas iscas que possuem excesso de bilhas de metal dentro delas? Pois têm iscas que possuem 6 bilhas grandes dentro; não poderia ter 1, 2, ou 3 no máximo? E com a redução do peso da isca, fazendo-a retornar ao equilíbrio com o peso de garatéias maiores, distorcedor, e encastoamento... Alguém aí acha a idéia interessante?

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Pessoal; concordamos que a simples troca de garatéias pode ter efeitos negativos. Embora, na minha opinião, também possa ter efeitos positivos em situações específicas; como garatéias reforçadas para pescar dourado, ou garatéias fininhas para melhor perfurar a boca dura de uma traíra; desde que essa troca não altere o equilíbrio da isca (com garatéias de mesmo peso que as originais).

Mas eu quero saber mesmo; é se tem alguém que concorde comigo, que têm algumas iscas que possuem excesso de bilhas de metal dentro delas? Pois têm iscas que possuem 6 bilhas grandes dentro; não poderia ter 1, 2, ou 3 no máximo? E com a redução do peso da isca, fazendo-a retornar ao equilíbrio com o peso de garatéias maiores, distorcedor, e encastoamento... Alguém aí acha a idéia interessante?

Morça, interessante é, sem dúvida.

Mas eu nunca tive a oportunidade de trabalhar uma isca "rebalanceada" pra poder opinar suobre os resultados. Acredito, que realmente dê para suprir as eferas pelas novas garatéias, mas para os tucunas que são meu alvo principal, mais ratlin, melhor.

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Xande; acho que agora eu me fiz entender...

Eu deixo bilhas dentro da isca (seja 1 ou 2 das originais, ou seja bilhas menores), ou as substituo por "Bullet Balls (munição de espingarda de chumbinho). Eu removo apenas as bilhas que eu acho que estão em excesso.

A exceção fica para iscas que usarei em corredeiras, onde acredito que o ratling não faça diferença... Mas no geral, eu deixo o ratling, que fica de tom mais agudo com a redução do peso das bilhas. Parece-me que as bilhas menores são mais efetivas em fazer barulho quando a isca é balançada de lado, pois têm mais espaço para se movimentar.

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Moacyr,

Embora concorde em algumas de suas colocações, não me parece ser interessante alterar uma isca original de boa qualidade. Qualquer isca de renome antes de entrar no mercado é muito testada e o que acho que dá para fazer no caso das garatéias e argolas, é substituir as originais por outras mais reforçadas que influenciará no trabalho da isca, notadamente as de superfície.

O que tenho feito nas garatéias maiores é substituir por outra reforçada de tamanho pouco menor e o resultado tem sido muito positivo.

Nas iscas médias e menores eu normalmente troco a argola, as que vem de fábrica principalmente as importadas são fracas e mantenho a garatéia original e trabalho com um pouco menos de freio no molinete ou carretilha.

É importante observar que a maioria dos peixes perdidos ocorrem por abrir a argola ou abrir a garatéia, e a melhor solução é soltar o freio pois, é melhor ver o peixe indo para o enrosco após a puxada inicial do que perdê-lo.

Sds

Mandi

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Eu removi as 2 bilhas anteriores (das 3 bilhas: esferas de metal que têm a função de rattling e de balanceamento) que vêm dentro da isca Dr. Spook Jr. (9,5 cm), e a fiz retornar ao peso da isca original com as garatéias da borboleta juana (15 cm), garatéias estas que tem quase o dobro do tamanho das garatéias originais; isto deixou a isca um pouco mais na vertical, com um rebolado mais curto, mas quase que a isca vira totalmente de lado ao trabalhar. Isto ocorre porque o centro de gravidade da isca foi trazido para trás; quando a isca está andando, ela é empurrada pelo peso concentrado na traseira da isca; resultando em um nado mais de lado, e mais curto (pois o peso a empurrar a isca é menor), e a isca tende a voltar logo à posição de um stick.

É discutível se este trabalho é superior ao original, mas eu gostei pois a isca rebola mais curto que antes, e seu nado virando mais de lado é um ganho considerável, e ela permite um trabalho curtinho que a torna uma isca mais fácil de ser atacada (e mais dificil do peixe escapar por estar mal ferroado)...

O rattling foi indubitavelmente prejudicado pela redução do número de bilhas, mas na prática fez muito pouca diferença porque a isca continua muito chamativa (e barulhenta pelo rattling que ficou); e como a minha intenção é usá-la próximo a corredeiras...

Independentemente das considerações a respeito do trabalho da isca, o aumento das garatéias representa uma maior chance de foto com o peixe...; especialmente se este peixe for sua majestade o dourado! Quem sabe amanhã, no sábado, eu pego algum para por lá na secção de recordes do fórum do biguá!

Um abraço a todos!

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Boa sorte Moacyr !

Interessante essa sua experiência !

Tomara que funcione a contento... :wink:

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Minha pescaria começou a dar errado antes de eu sair; pois foi aparecendo o que resolver... E acabou que só cheguei lá às 16:00! Como bom adepto da "fominhagem (pescar de Sol-a-Sol)" que sou, isso não podia dar certo!

As iscas funcionaram bem; embora o rio cheio não tenha oferecido condições para o uso de iscas de superfície (água turbulenta). Fui pescar mesmo com a Borboleta Juana que, embora tenha se portado muito bem; não sofreu nenhuma ação. Com o por do Sol às 17:45 hs; fui embora...

Ainda vou ter meu dia de postar um recorde de dourado (não precisa ser o maior...).

Kid M; obrigado pela torcida, mas aqui no RJ a coisa é feia mesmo...

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Eu admiro as pessoas que não se satisfazem com as coisas prontas e modificam-nas e muitas vezes aperfeiçoam (os japoneses/coreanos/chineses - a turma do olho puxado :lol: :lol: :lol: - faz isso muito bem).

Uma isca nacional que fez e faz muito sucesso com os robalos é a Sputinik da T Maru, que é a modificação de uma MirrOlure - cujo modelo agora não lembro. Esse sucesso foi tão grande que a própria MirrOlure se rendeu e lançou a "Provoker".

Conheço pescador que põe 7MR (também MirrOlure) na água quente para que elas inflem, e alteram assim, a flutuabilidade da isca.

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Eu removi as 2 bilhas anteriores (das 3 bilhas: esferas de metal que têm a função de rattling e de balanceamento) que vêm dentro da isca Dr. Spook Jr. (9,5 cm), e a fiz retornar ao peso da isca original com as garatéias da borboleta juana (15 cm), garatéias estas que tem quase o dobro do tamanho das garatéias originais; isto deixou a isca um pouco mais na vertical, com um rebolado mais curto, mas quase que a isca vira totalmente de lado ao trabalhar. Isto ocorre porque o centro de gravidade da isca foi trazido para trás; quando a isca está andando, ela é empurrada pelo peso concentrado na traseira da isca; resultando em um nado mais de lado, e mais curto (pois o peso a empurrar a isca é menor), e a isca tende a voltar logo à posição de um stick.

É discutível se este trabalho é superior ao original, mas eu gostei pois a isca rebola mais curto que antes, e seu nado virando mais de lado é um ganho considerável, e ela permite um trabalho curtinho que a torna uma isca mais fácil de ser atacada (e mais dificil do peixe escapar por estar mal ferroado)...

O rattling foi indubitavelmente prejudicado pela redução do número de bilhas, mas na prática fez muito pouca diferença porque a isca continua muito chamativa (e barulhenta pelo rattling que ficou); e como a minha intenção é usá-la próximo a corredeiras...

Independentemente das considerações a respeito do trabalho da isca, o aumento das garatéias representa uma maior chance de foto com o peixe...; especialmente se este peixe for sua majestade o dourado! Quem sabe amanhã, no sábado, eu pego algum para por lá na secção de recordes do fórum do biguá!

Um abraço a todos!

Seguindo o exemplo do Halieuta;

Em uma conversa com o Leandro Couto, ele me contou que lançaram ano passado; a Dr. Spook Stick. Ela é a Dr. Spook sem as 2 bilhas dianteiras, ficando apenas com a bilha na ponta do rabo...

Vou cobrar meus royalties! :lol:

Se alguém conhecer ou tiver essa isca, me conta!!! Eu nunca ví ou tinha ouvido falar...

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o antes:

Imagem Postada

e o depois:

Imagem Postada

Imagem Postada

Uma Moro Robalo Bait Popper Turbo;

o antes em:

http://www.jet.com.br/juninhopesca/deta ... uto=570661

e o depois:

Imagem Postada

Imagem Postada

Uma Borboleta Juana antes em:

http://www.jet.com.br/juninhopesca/deta ... uto=426321

e o depois (substituí o balanceamento da isca; por isso o ponto vermelho em seu dorso):

Imagem Postada

A fatídica Dr. Spook Jr. que me ferrou no dedo do pé, antes em:

http://www.jet.com.br/juninhopesca/deta ... uto=474328

e o depois:

Imagem Postada

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Eu admiro as pessoas que não se satisfazem com as coisas prontas e modificam-nas e muitas vezes aperfeiçoam (os japoneses/coreanos/chineses - a turma do olho puxado :lol: :lol: :lol: - faz isso muito bem).

Uma isca nacional que fez e faz muito sucesso com os robalos é a Sputinik da T Maru, que é a modificação de uma MirrOlure - cujo modelo agora não lembro. Esse sucesso foi tão grande que a própria MirrOlure se rendeu e lançou a "Provoker".

Conheço pescador que põe 7MR (também MirrOlure) na água quente para que elas inflem, e alteram assim, a flutuabilidade da isca.

Halieuta

Isto é do meu tempo!!!!!

No nascimento da sputinik estavamos pescando robalo em Santa Catarina Rio Palmital eu, Nelsinho Nakamura e Antonio Carlos de Curitiba e testando algumas modificações em iscas e uma delas foi justamente uma mirrolure verde barbeluda(barbela reta) foi tirada a barbela e colocado um pequeno chumbo em seu lugar, e deu muito resultado pois naquele dia pegamos muito peixes naquela isca.Obs: Eu tenho ela até hoje mas esta desativada pois faz parte da historia!!!!

Usei muita mirrolure inflada !!! principalmente a 7MR só que mudava o pitão para o meio dos olhos pois dava-se um toque forte ,ela afundava uns 40 cm e flutuava muito rápido!!!

Abraço

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