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Paulo Roberto

Dourados Gigantes - Um exemplo a ser seguido...

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Esta materia copiei do site Pescaventura e achei muito interessante.

http://www.pescaventura.com.br/leitura. ... ategoria=3

Que acham voces???

(Visitem o site, tá muito legal...)

DOURADOS GIGANTES

Como qualquer esportista, todo pescador sonha com o dia onde poderá enfrentar aquele adversário tido como o mais forte e técnico na modalidade que pratica. E quando o assunto é a pesca de arremesso ou o flyfishing em água doce, o Dourado

representa o alto do pódio, literalmente uma “medalha de ouro” que todos sonham conquistá-la ao menos uma vez em suas vidas e no passado foi possível pescar grandes Dourados em nossos rios, hoje isso é uma verdadeira proeza, um feito tão raro, que até merece comemoração. Culpa da pesca comercial intensiva, da falta de

consciência de pescadores amadores que mataram e ainda matam o peixe sem nenhuma necessidade, e de outros aspectos como a alteração físico/química e assoreamento de grande parte de nossos rios; o desmatamento desenfreado; a redução da mata ciliar; o uso indevido de defensivos agrícolas; a construção de inúmeras barragens, enfim, culpa das ações dos homens nos últimos anos. Aliado a estes aspectos negativos, a espécie também sofre com uma legislação carente de reformas mais modernas, como o estabelecimento de tamanho máximo e mínimo de captura e maior apoio para projetos de pesca esportiva. Não dá para entender como ainda é permitido aos pescadores matarem qualquer exemplar que atinja os 65 centímetros de comprimento. Principalmente porque raramente se pesca um Dourado com peso acima de 6 quilos que não seja fêmea, o que acaba eliminando as grandes reprodutoras dessa espécie. Com o enorme potencial hídrico que temos é inaceitável

constatar que os grandes Dourados, o sonho da grande maioria dos pescadores esportivos, estejam cada vez mais escassos em águas brasileiras.

os peixes são tagueados e as informações de recaptura viram

ferramentas fundamentais para o estudo biológico

É lamentável que um dos peixes mais esportivos do mundo, rotulado de “rei do rio” por suas inúmeras qualidades e com tanto potencial para atrair turistas de todas as partes do planeta, seja tratado dessa forma em nosso país. Sozinho, ele conseguiria incrementar muito o fluxo de turismo de pesca

Em La Zona a pesca é permitida apenas 4 dias por semana (de

segunda a quinta). De sexta a domingo não há pressão sobre os

peixes

esportiva e daria novamente ao pantanal o status de um dos destinos mais obiçados para a prática do esporte da pesca. Esta espécie merece um estudo específico de nossas autoridades ligadas ao meio ambiente, assim como, um carinho todo especial dos próprios pescadores esportivos.

Onde encontrar os grandes Dourados, as grandes fêmeas,

aqueles peixes que desafiam os mais experientes pescadores?

Se no futebol nos consideramos em um patamar superior em relação aos nossos irmãos argentinos, não podemos deixar de invejá-los, no bom sentido é claro,

no que diz respeito à preservação e preocupação ambiental. E não estamos nos referindo à parte sul (Patagônia), onde a legislação é rígida e está anos luz a nossa frente. Mesmo no norte, onde ela émenos rigorosa, eles conseguem atrair os nossos pescadores, que estão deixando de ir ao pantanal porque hoje já não encontram no Brasil os troféus do passado.

A operação de pesca La Zona Adventure, no Rio Uruguai, na região de Concórdia, é uma demonstração clara de como se pode, com inteligência e criatividade, fazer com que a pesca esportiva trabalhe de mãos dadas com a preservação ambiental e os estudos científicos. Tanto lá como aqui, a legislação ambiental é clara no que diz respeito à proibição de pesca em determinado trecho do rio à jusante das barragens (área abaixo das barragens das represas). No Brasil, ninguém pode pescar abaixo de uma represa em área que varia de 200 a 1.500 metros dependendo da época do ano. Mas nossa fiscalização não se interessa ou não consegue bloquear os pescadores profissionais que sorrateiramente, na calada da noite, matam todos os peixes que conseguem emboscar.

Na Argentina, o governo avaliou e autorizou uma operação de pesca esportiva à jusante da represa de Salto Grande. Esta operação é praticada em conjunto com os biólogos responsáveis pela avaliação dos impactos ambientais que a barragem pode causar ao meio ambiente.

A operação consiste no seguinte:

. A pesca é permitida apenas 4 dias por semana (de segunda a quinta). De sexta a domingo não há pressão sobre os peixes.

. Somente são permitidas duas lanchas de pesca por semana;

. Cada lancha leva a bordo 2 turistas, 1 guia de pesca e 1 biólogo;

. Os turistas, além de pescadores esportivos, são

pesquisadores temporários, agentes indispensáveis para que os biólogos possam fazer o trabalho com os peixes.

. O estilo de pesca autorizado é o de arremesso com isca artificial e o flyfishing. - Tanto a pesca de corrico com isca artificial, como a pesca de rodada

com isca natural, são terminantemente proibidas.

. Os peixes são tagueados (espécie de brincos plásticos), pesados e medidos;

. Em alguns casos são retiradas amostras de sangue do peixe para avaliação dos níveis de stress durante a briga, considerando-se a modalidade de

pesca utilizada (arremesso de carretilha ou molinete e flyfishing). O objetivo desta medida é definir que potência de equipamento causa menor dano ao animal;

. O tagueamento e as informações de recaptura são ferramentas fundamentais para o estudo biológico pois geram dados importantes sobre comportamento, desenvolvimento e aspectos migratórios; A atual taxa de recaptura na serva está em torno de 0,5%;

. Nenhum peixe pode ser morto. O pesque e solte é rigorosamente praticado.

Se a primeira vista, pode parecer um controle exagerado e pouco tempo de pesca, a realidade é outra

Muitos nem conseguem pescar os quatro dias, pois já no segundo ou terceiro sentem dores musculares nos braços provocadas por brigas inesquecíveis com Dourados de grande porte. Para se ter uma histórias de pescador, mas fato comum nesta região, inclusive alguns recordes mundiais homologados pela IGFA foram batidos,

tanto na pesca de arremesso com isca artificial (atualmente de um brasileiro com um espécime em 25,3 quilos) quanto no flyfishing. Trata-se de uma operação de turismo

relativamente recente, mas que já ficou conhecida em todo o mundo. A procura é tão grande que, dependendo da data pretendida, será preciso fazer a reserva com mais de um ano de antecedência. Esta é a diferença entre trabalhar em parceria com o meio ambiente para gerar emprego, renda e preservação, ou “deixar rolar”, como fazemos em nossas águas. E enquanto esse quadro não mudar por aqui, cada vez mais teremos de cruzar a fronteira para matar as saudades do “rei do rio”,

nosso velho e valente Dourado.

Morfologia

Nome popular: Dourado

Nome científico: Salminus brasiliensis

É o maior peixe de escama da Bacia do Prata, pode passar dos 25 quilos e 1 metro

de comprimento. Nadam em cardumes nas águas rápidas dos rios e seus afluentes.

Quando fisgado, costuma dar saltos espetaculares fora da água, exigindo atenção

e técnica do pescador, nesta que é hora mais crítica durante a briga. Tem a

boca dura e difícil de ser perfurada, por isso muitas vezes consegue se soltar da

isca durante os saltos.

Material recomendado

Convencional

Varas de grafite rígidas com ação de ponta, 25 a 30 libras de potência e comprimento entre 2,10 e 2,50 metros;

Carretilhas com pelo menos 200 metros de linha de monofilamento de 0,40 milímetros

ou multifilamento de 50 libras de resistência.

Com o rio baixo e aflorações rochosas, o monofilamento, por seu maior corpo e flexibilidade resiste melhor. É necessário um shock tippet de aço de 30 a 40 libras com 40 centímetros de comprimento. As iscas artificiais crankbaits e minnows

com tamanho entre 15 e 20 centímetros, para meia água e fundo, dão excelentes

resultados. Colheres e jigs também são excelentes opções. Grandes artificiais de

superfície, similares às utilizados na pesca dos grandes Tucunarés (zig-zag, sticks,

hélices, poppers, etc.) são alternativas muito excitantes quando o rio está baixo.

Flyfishing

Varas rápidas para linha 9 ou 10. Os mais tradicionalistas podem utilizar varas de

spey, de duas mãos e reeditar a antiga comparação entre o Dourado e o Salmão

do atlântico. São recomendáveis dois tipos de linhas: uma WF Floating para quando

o nível do rio se encontra mais baixo, e outra Sinking (que afunda) 250-400 grains, para quando das variações do nível do rio. A carretilha deve ter um bom freio e uns 150 metros de backing de 30 libras. O líder deve ter de 5 a 7 pés, com butt (parte mais grossa) de 0,65 milímetros que permita lançar grandes moscas, e um tippet (parte mais fina do líder) com não menos de 20 libras, finalizado com um shock tippet de aço de 30 libras e pelo menos 25 centímetros de comprimento.

As iscas mais eficientes são os grandes streamers (de 15 a 20 centímetros) com

cabeça muddler, olhos lastreados e de preferência em cores escuras, montados

em anzóis 2/0 a 4/0 e sem farpa. Uma alternativa interessante para se divertir com os exemplares de porte médio que se acardumam para caçar na superfície quando o nível do rio está mais baixo (verão), é um equipamento número 7 ou 8 com linha WF floating e os grandes poppers. Uma vara número 6 também é interessante para tentar alguns arremessos nas lanchas (apapás prateados) e chalafotes (parente da cachorra) - duas espécies menores, porém muito esportivas e comuns nas águas abaixo da reserva.

Dicas

Na pesca com equipamento de fly é recomendável colocar uma proteção no

dedo indicador para evitar as queimaduras e cortes que as fortes corridas dos grandes Dourados provocam. Uma boa quantidade de moscas também é indispensável porque os dentes deste peixe literalmente irão destruir as iscas.

Maiores Informações

www.lazonaadventure.com.br ou www.pescaventura.com.br

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Boa iniciatiava Paulo.

Isso torna a região, quase como um laboratório a céu aberto, permitindo estudos e a conservação de uma genética inestimável que o Brasil JÁ PERDEU em algumas bacias.

Para essa finalidade eu acho perfeito, porém vejo o risco de se tornar elitista, não permitindo que todos possam apreciar e participar.

Tenho certeza que muitos argentinos simples, pobres e PESCADORES , sonham como nós em poder visitar um lugar como esse.

A pesca esportiva é business sem dúvida, mas para muitos, voltar sem peixe pra casa é passar fome.

quem sabe o Brasil, algum dia seja, além do país da olimpiada, o país Com ESTUDO e DIGNIDADE onde o povo e até os peixes tenham a atenção e necessidades supridas.

abraços

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