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Alexandre Dick

PULANDO CARNAVAL COM OS HERMANOS !!

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O INÍCIO DE TUDO

Feriadão prolongado sempre foi sinônimo de pescaria para aquele que gosta da arte. Comigo não é diferente, e tendo em vista que o carnaval estava chegando, surgiu a idéia de sairmos novamente para uma pescaria, eu e meu pai. Seria um pouco diferente desta vez, pois levaríamos a minha mãe e a minha namorada conosco. O destino escolhido foi Paso de La Patria, no entroncamento do Rio Paraguai com o Rio Paraná, na Argentina. Optamos em fazer uma pescaria simplificada, de forma a fazer com que as mulheres também conseguissem pescar. Iríamos para pescar piaparas na ceva e tentar os grandes peixes cedinho e bem a tardinha, na modalidade da rodada.

Nos programamos para sair de viagem na sexta-feira a tarde e assim o fizemos. Logo depois do almoço saímos de Santa Helena e seguimos 120 kms até Foz do Iguaçu. De Foz, seguimos então mais 580 kms até o nosso destino. Viagem novamente para lá de tranqüila e sem as tradicionais incomodações por parte da polícia argentina, que costuma encher o saco por causa de tudo.

Chegamos ao nosso destino por volta das 21:30 horas, onde encontramos o nosso anfitrião Cacim, proprietário da pousada Cascavel. Enquanto colocávamos a conversa em dia, o Sr. Anísio, cozinheiro de mão cheia, preparava para nós um delicioso Bife de Chorizo, que foi de lambuzar o bigode de tanto comer !! hehehe ... Depois do jantar, preparamos todos os equipamentos necessários para a pescaria do dia seguinte e fomos dormir. Nada como uma boa noite de descanso para conseguirmos aproveitar melhor o nosso “longo dia de trabalho”.

A PESCARIA

Acordamos por volta das 6 e meia, e como lá o relógio está uma hora atrás do nosso, acabamos saindo para a pesca por volta das 8 da manhã no nosso horário. Minha mãe preferiu ficar no hotel dormindo, enquanto minha namorada decidiu ir junto. Estávamos decididos a pegar um grande dourado na rodada, mas logo vimos que a tarefa não seria das mais fáceis. O rio estava simplesmente fora da caixa, cerca de 7 mts acima do normal, além do que baixava todo dia cerca de 15 cms, tornando a nossa tarefa mais complicada. Rodamos a manhã toda e tivemos somente uma ação de um peixe que cortou minha tuvira ao meio e mais nada. Pra variar, o sol era de rachar, fazendo minha namorada desistir da pesca nos dias restantes !! rsrs.

Retornamos ao hotel, e decidimos que a tarde pescaríamos piapara na ceva preparada durante a semana pelo Sr. Cacim. Saímos para a pescaria quando o sol permitiu, o que era depois das 4 e meia da tarde. A escolha foi acertada e nos divertimos muito pescando as piaparas na rodadinha com milho. Eu, meu pai e minha mãe conseguimos fisgar 43 exemplares, a grande maioria entre 40 e 45 cms e alguns acima. O bichinho é muito brigador e proporcionou muita ação. A tardinha tentamos novamente algum grande peixe na rodada, porém sem maiores resultados animadores.

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No dia seguinte, repetiríamos a pescaria do primeiro dia e foi o que fizemos. As mulheres resolveram ficar dormindo, então somente eu e meu pai saímos para a pescaria. Rodamos logo cedo até umas 9 horas e não conseguimos pegar nada novamente e então seguimos para a ceva das piaparas. Novamente pegamos muito peixe, e terminamos a manhã com mais ou menos uns 20 bons exemplares. Nós e um barco de médicos que estávamos no hotel conseguimos capturar alguns peixes melhores, nos fazendo em optar na volta um pouco mais cedo no período da tarde, já que estava nublado. A tarde subimos por volta das 16 horas e chegamos na ceva já com os médicos pescando. Haviam capturado 4 exemplares em torno dos 3 kgs, nos animando bastante. Conseguimos capturar bons exemplares neste período, afinal, o cardume das grandes havia encostado.

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Vale ressaltar que a ceva estava perto a margem, e quando eu cansei de pescar piaparas, resolvi dar uns pinchos. Pessoal, peguei uns 5 douradinhos no mesmo lugar. Havia muito douradinho de palmo e meio, coisa de vir 10, 15 atrás da isca. Se preservarem ainda vão ter muito peixe por um bom tempo, ainda mais depois desta cheia. A tardinha tentamos rodar dourados novamente, porém sem sucesso algum.

Na manhã do último dia de pesca, resolvemos ir direto nas piaparas, já que as grandes haviam encostado. Para a nossa infelicidade, a notícia já havia se espalhado e várias lanchas começaram encostar na ceva do Sr. Cacim, e em certo momento haviam 8 lanchas no mesmo lugar. O resultado foi um total insucesso para todos. Nós fomos os que mais pegamos, apenas 4 exemplares. Com isso, lá pelas 10 e pouco da manhã, pergunto para o meu pai se ele não quer tentar uns douradinhos no pincho, já que não estava saindo nada mesmo. De pronto aceitou, recolhemos nossas linhas e saímos da ceva para seguir no caminho de volta, batendo na encosta de uma ilha onde era mais protegido do vento.

Os pontos eram diferentes dos habituais encontrados em outras oportunidades, pois o rio estava realmente muito cheio e passava pelo meio das ilhas e matos, e alagava os gramados na encosta do rio. Todavia, o rio estava baixando e nesses alagados a água voltava para o leito normal, formando bons pesqueiros nas saídas de água.

O ÁPICE

Logo aos 5 mins. de pescaria, pinchávamos de fronte a uma grande fazenda, que havia tido a sua pastagem tomada pelas águas do rio. Em um certo ponto, a água estava escoando novamente para o leito do rio, acredito que formando um pesqueiro com não mais do que 1 mt de nível de água, porém fazendo uma corredeira um pouco mais forte. Neste ponto, o nosso experiente guia Andress (5x campeão do Festival do Dourado) me diz para executar o pincho bem na saída da água, por que segundo ele “Ahí está comiendo el dorado”.

Sem imaginar o que me esperava, realizo um pincho certeiro rente a grama e trabalho a Xrap 10 palhacinho de forma despretenciosa. Dou duas trabalhadas e sinto um tranco na linha, como se tivesse enroscado no fundo. Imagino que realmente fosse um enrosco, afinal de contas pinchei muito perto do capim e havia pouca água no lugar. Dou uma “fisgada” para soltar a linha do fundo, e sinto novamente um grande tranco de volta, percebendo que se tratava de um bom peixe e não do enrosco.

Recolho o excesso e dou mais uma confirmada, já que o dourado tem boca óssea muito dura. Neste momento eu percebo o tamanho da encrenca que eu havia arrumado! Pasmem que um dourado muito grande dá um salto lindo revelando o seu tamanho. Possivelmente, depois de muitas empreitadas, estaria eu com meu record de dourado no Bait Casting na ponta da linha! Para aumentar a adrenalina, lembro-me que não estava utilizando encastoado, apenas um líder de Mono 0,62 mm.

A varinha de 17 lbs bebia água e em muitas vezes me obrigou a destravar a carretilha e deixar o peixe levar a linha sem forçar o equipamento. Ainda bem que dourado costuma brigar no leito do rio, e foi isto que o amarelão fez, facilitando o meu “trabalho”. Com muita calma e paciência trabalhamos o grande peixe, que tornou a pular somente uma vez, foi se entregando e a batalha foi chegando ao fim. Minhas pernas que haviam estremecido a primeira vista, agora se sentiam um pouco mais firmes agora, porém a adrenalina estava no sangue.

Depois de cerca de 10 mins. de briga e uns 300 mts de rio abaixo, o belíssimo exemplar macho se entrega e o guia passa o passaguá no mesmo! 8 kgs e 87 cms de ignorância estavam agora em minhas mãos, me fazendo vibrar de euforia! Meu record pessoal no bait casting foi batido, depois de muitas empreitadas.

Encostamos no barranco e fizemos algumas fotos, para registrar o momento. Infelizmente o tempo estava nublado para as fotografias, e conseguimos aproveitar poucas. Porém o mais importante estava registrado e devolvi ao rio àquele que me deu tanta felicidade! A grande matriz (grande sim, pois dourado macho dificilmente ultrapassa 8 kgs de peso) foi devolvida e retornamos a pescaria.

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Seguimos batendo sem grandes ações e ainda em frente da grande fazenda, enrosco a isca em uma árvore que estava submersa. Seguimos a beira do mato para tirar a isca, e quando encostamos o guia nos pede silêncio e conseguimos ouvir barulhos de pequenos peixes saltando. “Mira el cardumen de sabalito” ele nos alerta. Um grande cardume de corimbas passava por debaixo do mato e subia o rio. Ainda para nossa sorte, ouvimos ao longe uma pancada, como de peixes comendo.

De pronto o guia nos alerta para subirmos o rio, pois os dourados deveriam estar comendo os pequenos exemplares de corimba, e seria uma cancha boa para tentarmos os dourados. Subimos uns 100 metros de rio e encostamos em um vão do mato com a pastagem da fazenda. Ficamos pinchando nesse pequeno vão e logo meu pai engata alguns pequenos dourados na meia-água, vou passando a superfície.

A água havia tomado a pastagem, deixando o capim submerso e enroscando as iscas de meia-água em pontos mais promissores. Como a água fazia um enorme remanso, como se fosse um lago, resolvi passar a superfície e a escolha foi acertada.

Em um certo pincho vem uma paulada na isca que me pega de surpresa. Dei risada, pois a alegria do pescador de artificial é porrada na superfície. O pequeno engodo some, e a linha se afrouxa. “FDP do dourado cortou minha linha!” penso eu. Venho recolhendo a linha que não tem peso algum, confirmando o que eu havia pensado, já que estava sem encastoado. Quando vou tirar a linha da água, um lindo amarelão salta com minha isca na boca e a joga longe!!

O sem vergonha veio nadando a favor e fez com que eu pensasse que havia cortado a linha. Rapidamente pincho no mesmo lugar, e novamente o trabalho da Z90 é interceptado por um peixe de bom porte! Este consegui fisgar, porém vi que era peixe diferente! Primeiro pensei: “É uma piracanjuba!” , depois pelo formato arrendondado e colocaração amarelada “É um pacu!”. Para minha infelicidade era uma baita duma piranha que pesava uns 2 kgs. Tirei a mesma sem fotografar e larguei novamente.

Continuamos pescando e avistamos alguns dourados “pauleando” as corimbas. Pinchei em cima mas o bicho só rebojou e não atacou. 2 pinchos depois, quando a isca já estava fora da janela de ataque, um torpedo amarelo vem com o lombo de fora e ataca minha isca! Este consegui fisgar e trazer para a fotografia. Um belo exemplar com 4 kgs encerrou a nossa pescaria, já que era hora de ir almoçar! Voltei “faceiro” para o hotel na espera de pescar mais no Bait no período da tarde, o que infelizmente não aconteceu, em razão de uma tempestade chegar e acabar com nossas esperanças de uma empreitada.

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CONCLUSÃO

Novamente a Argentina me surpreendeu e uma ótima pescaria foi realizada, mesmo não sendo nas minhas modalidades favoritas. O bait casting, em 1 hora e meia me proporcionou mais alegrias que 2 dias e meio inteiros de pescaria.

Deixo meus agradecimentos ao meu pai e minha família, por novamente me acompanharem em uma pescaria tão divertida, ao Cacim que nos recepcionou novamente tão bem no seu hotel, e principalmente ao guia Andress que se mostrou profundo conhecedor do Rio Paraná, me proporcionando tamanha alegria com os dourados.

EQUIPAMENTOS

Rodada:

Varas com 6’ e 25 lbs de ação extra-rápida. Carretilhas de perfil redondo abastecidas de mono 0,50mm.

Piaparas:

Varas entre 5’3” e 6’ de ação moderada. Carretilhas de perfil baixo com mono 0,28 e xicote 0,40.

Bait Casting:

Utilizei somente um equip. Vara Rapala Gold 5’3” 17 lbs e carretilha de perfil baixo com multi 0,28 e líder de mono 0,62.

HOTEL

POUSADA CASCAVEL

www.pousadacascavel.com

Fone: 0021 54 9 3783 595616

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O relato q eu estava esperando ... hahaha notícias da Argetina, to indo pra lá na terça.

Parabéns pelo relato e pela pescada Dick ...

Preciso de dicas ... Iscas superfícies, vale a pena tentar ? Zarinhas né ?

E o clima ? Ta quente ?

Meus parabéns mais uma vez

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O relato q eu estava esperando ... hahaha notícias da Argetina, to indo pra lá na terça.

Parabéns pelo relato e pela pescada Dick ...

Preciso de dicas ... Iscas superfícies, vale a pena tentar ? Zarinhas né ?

E o clima ? Ta quente ?

Meus parabéns mais uma vez

Fala Felipe, tudo tranquilo ? Vc vai para Paso de La Patria ou para onde?

Bom, a dica então é a seguinte: pesquei pouco no bait para lhe oferecer dicas mais aprofundadas, então vou falar o que pude perceber no pouco tempo que pesquei.

A água está invadindo o mato, então o legal é explorar os pontos de vazante de água e entradas de corredeira, onde geralmente o dourado fica caçando, pois ele está bem espalhado. Para estes lugares utilize iscas de meia-água, até por que proporcionam um melhor trabalho de isca e mais rápido.

Se você for pescar nos alagados (que são muitos), acho que vale a pena explorar a superfície sim, pois além de você ter um melhor aproveitamento nos arremessos sem enroscar capim, a chance dos bichos atacarem é grande. Encontramos os peixes em 1 mt, mt e meio de água. Nesses alagados a superfície foi mais efetiva que as meia-água.

Se vc for pescar em Itá-Ibaté, tente pescar na saída do corricho Santa Luzia, dentro dele e nas ilhas próximas. Sempre saiu muito peixes nesses lugares. Se for descer o rio, sempre saía muito peixe na Ilha Santa Isabel, inclusive piracanjubas de ótimo porte.

Na rodada e corrico a pesca estava bem difícil e não estava batendo nada para ninguém. Piaparas também estava saindo bem demais.

Quanto ao clima, se vc pegar sol pode ter certeza que vai estar muito quente. O sol estava castigando demais e necessita protetor solar, e pescar em horários de fim de tarde.

Abraços

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Visitante

Belos douradões!

E posta como foi a primeira etapa da liga! seria legal sempre ter informações, vou tentar fazer o relato do campeonato entre amigos de pato no próximo FDS!!

Abraços!!

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