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Mira Estrela-SP 30/08 a 03/09
Guilherme Liotti reagiu a JoaoOtavio por um tópico
Fala Pessoal! Por mais que nao consiga no momento fazer um relato extenso da pescaria, segue algumas fotos desses dias muito bacanas na companhia do meu pai. Tenho a tradição de comemorar algum marco importante da minha vida, sempre pescando com ele, e mais uma vez, gracas a Deus, isso foi possível. Nosso guia foi o João Caparroz, que me foi indicado por um grande amigo. João é daqueles guias que da gosto de estar junto, educado, domina bem demais a embarcação, a pescaria e conhece a região bem demais. Ficamos no rancho dele que é na beira do Grande, muito confortável e o lugar é uma paz, gostamos demais. Fiquei impressionado com a media dos tamanhos. Sairam 2 60, 1 61, 2 59 e 3 58 e um bom numero que nao contamos entre 56 e 57. Pegamos poucos azuis machos abaixo de 56. Segue contato dele: 17 99731-2045 https://www.instagram.com/caparrozjoaorodrigo?stkn=eG84YWhyZXE0cGwz VID-20260901-WA0110.mp4 VID-20260906-WA0010.mp4 VID-20260903-WA0128.mp41 ponto -
Mira Estrela-SP 30/08 a 03/09
Cristiano Rochinha reagiu a JoaoOtavio por um tópico
Cara memoria afetiva de pesca é muito forte né. Voltarei lá com certeza. Lugar muito bonito!1 ponto -
Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Pedro Dominguete reagiu a Fernando_Oliveira por um tópico
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing. Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais. Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge. A ESTRUTURA A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria. Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados. A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais. A PESCARIA A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus. O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria. Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados: - O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0. - As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento. - As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação. - Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador. - Ouça o seu guia! - Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe. Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi. O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.1 ponto