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Fernando_Oliveira

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Histórico de Reputação

  1. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Stival em PRIMEIRA VEZ EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO (Rio Jurubaxi)   
    Excelente @Guilherme Stival. Parabéns para o grupo, pois foram 3 x 80up em condições muito complicadas.
     
    Abraços.
  2. Like
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Eduardo Sone em Pescaria em Barcelos! Outubro 2025.   
    Parabéns! Pescaria top e as fotos do relato ficaram muito legais com a exposição em mosaico.
     
    Abraços.
  3. Like
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Gabriel Bragatto em Vara 25lbs - Compro, custumizo ou uso o cabo da vassoura?   
    A vantagem da customizada vai além da performance e está no prazer de ter a cor escolhida, trançado, nome gravado no cabo,... Mas a performance melhor só vai acontecer se você se conhecer como pescador, de modo a solicitar o tipo de vara e acessórios corretos para o seu perfil de pescador e tipo de pescaria.
     
    Tem varas comerciais excelentes para todos os bolsos e gostos e você irá se divertir igual, mas se comprar a primeira custom se prepare para comprar a segunda...
  4. Like
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025   
    Obrigado Fabrício. Será um prazer se nos encontrarmos novamente nas águas ou em terra.
     
    Eu também admiro o esforço do maninho e vejo como ele fica irritado quando alguma coisa dá errado. 
     
    Abraços.
     
     
  5. Like
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Liotti em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025   
    Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior.   Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira.     Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria.   Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert.       O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas.   A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas.    Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar.     Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.       

  6. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guto Pinto em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025   
    Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior.   Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira.     Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria.   Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert.       O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas.   A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas.    Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar.     Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.       

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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025   
    Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior.   Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira.     Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria.   Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert.       O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas.   A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas.    Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar.     Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.       

  8. Haha
    Fernando_Oliveira deu reputação a Kid M em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025   
    Certamente foi a melhor estratégia, até para preservar aqueles que são mais afetados com essa situação.
    Em termos de segurança de voo, essa situação não se classifica como "erro" e sim como CAGADA !
    Vida que segue... 
  9. Like
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de VitorMorais em Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 25/26   
    Acabei de chegar e tinha muita água na região do Arirarrá com o Negro. Nossa estratégia de pesca principal foi no Negro, fazendo barulhos com hélices nas bocas e depois jogando jigs e babyface, sendo que esta isca fez muita diferença. Mesmo assim saíram alguns exemplares interessantes e acho que em duas semanas estará top.
  10. Like
    Fernando_Oliveira deu reputação a Joao Paulo ML em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...   
    Boa! vai na fé
     
    Se for SIRN vai matar a pau
     
    Se for Barcelos pode estar meio cheio mas sempre pega.. leva umas borrachas com anzol off set pra jogar no meio do capim (sei que é chato..).. spinner bait, jig, sub superfície barulhenta.. vai preparado, de tudo um pouco
     
    E a gelada tá garantida 
     
    Boa pescaria
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Joao Paulo ML em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...   
    Este negócio de nível do Rio é psicológico 😁. Estarei navegando, batendo minhas iscas, gargalhando e tomando algumas garrafas de vinho e de cerveja a partir de 21/09- "haja o quê hajar". Boa temporada a todos.
  12. Upvote
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Rodrigo de Souza Gonçalves em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...   
    Este negócio de nível do Rio é psicológico 😁. Estarei navegando, batendo minhas iscas, gargalhando e tomando algumas garrafas de vinho e de cerveja a partir de 21/09- "haja o quê hajar". Boa temporada a todos.
  13. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Astra-Taranis em Novo FLUTUANTE nos rios Amazônicos...   
    o nome em ingles vcs podem colocar... em portugues culto é : Colunista do GNews .. em portugues prosaico é PARPITEIRO ... (e nem vem falar de globolixo, bolsonarismo, q eu quero distancia desses caras) ... mas vai ser parpiteiro q nem aqueles caras do globonews.... ce loooco o cara opina de bioquimica, bioenergia, ate missil balistico e culinaria do norte da suica. .... na mesma frase... 
     
    o cara ta falando das favelas do RJ engole saliva e comeca uma discussao sobre os niveis de filtragem classificadas pelo INMETRO dos filtros de agua nao ionizadas... 
     
    minha esposa adora ver gnews, eu fico cornetando tudo e todos la UAehuaheuAHe  aquele feioso e o especialista em taticas e estrategias de guerrilha do setor ultra secreto russo q so ele sabe sao infernais ehehhe
     
    enfim desabafei... 
     
     
    eu babei no flutuante, ce loco, qria um .... pra q? nao sei, nem pesco mais, mas eu quero!
     
    e aceito amigos q podem ter tb... nem ligo se sao bolsonaristas, petistas ou conhecedores de rolas de sex shop.
  14. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Marcos Ide em Rio Caurés - 19/10 a 01/11   
    Coisa linda. Fiquei babando nas fotos.
     
    Parabéns ao grupo!
     
    Abraços.
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Alberto Guassu em Rio Uneiuxi e Negro - Barco Zaltana - Nov 2017   
    No início de 2017 ficamos sabendo através de um amigo (Raimundo) que um novo conceito de barco para a Amazônia estaria em construção. As informações sobre o projeto e as imagens digitais preparadas para divulgação imediatamente nos levaram a decidir pelo Barco Zaltana. Entramos em contato com o Marcel da operadora Pescaventura, que havia fechado algumas semanas na alta temporada de 2017, especialmente em Novembro, que era o mês que nos interessava. A Pescaventura tinha as 12 vagas que precisávamos e fechamos o pacote.
    Como sempre, nossa turma tem algumas "demandas", que foram prontamente atendidas pelo pessoal do Zaltana e da Pescaventura, com uma pequena diferença de preço que, pelas dificuldades logísticas nos pareceram justas. Assim, garantimos que na nossa chegada iríamos embarcar com nossas bebidas de preferência: 72 garrafas de vinhos e champanhes (enviadas de Curitiba) e mais 432 garrafas longneck de cerveja heineken. Garantia de não passar sede!
    Embarcamos em Curitiba no dia 03/11/17 com destino a Manaus, onde iríamos pernoitar e encontrar o restante do grupo, que eram 6 clientes das empresas Pescaventura e Alfapesca. Partimos com os seguintes pescadores do grupo ÉNóisNaLInha/Pescadores de Verdade: Osmar, Rogério, Pedro, Zacarias, Luiz Cláudio, Eduardo, Germano, Carlos, Gurlan, João Manoel, Luís Mário e Fernando. Juntaram-se a nós o grupo da Alfapesca com Cristina (grande parceira e pescadora de fly), Kenji (Alfapesca), Pierre, Paulo, Luís Fernando e Dal Cim. 
    Na chegada a Manaus nós fomos levados de Van pelo Jackson para o Hotel Mercure, depois fomos almoçar no Amazônico, fazer compras na Sucuri e iniciar os trabalhos de bar na Cachaçaria da Dedé do Shopping Manauara.

    Na manhã de sábado, às 06h00 já estávamos a caminho do aeroporto para embarcarmos em um Bandeirantes e um Caravan da Amazonaves. Voos tranquilos de 2 horas e chegamos a Santa Isabel do Rio Negro, onde nos aguardava a equipe de piloteiros do Zaltana (Côco, Paulista, Aldi, Isaac, Rádio, Bari, Ivan, Gato, Maruca e Nildo).
    Seguimos em caminhão "pau de arara" para o porto com grande ansiedade e expectativa por conhecer o nosso barco hotel.  Na chegada já ficamos bastante impressionados, pois o barco é imponente em suas dimensões e cores escuras. Realmente um novo conceito para a região: grande e confortável sala de jantar, mesa de jogos, sofás, televisão e imagem via satélite, suítes com duas camas confortáveis e ar condicionado tipo Split, barcos tipo Bass para pesca com motores de 60 Hps, excelente área de convivência no terceiro piso com direito a ducha, bar,...., e o melhor, tudo novo!

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    A ideia de barco grande parecia ir contra o conceito a muito tempo instalado de barcos estreitos e de pouco calado, mas o calado do Zaltana também é pequeno e as voadeiras do Zaltana, mais velozes, compensam a necessidade de um deslocamento entre pontos de pesca mais distantes (eu medi no GPS a velocidade média real de 45 km/h em nosso barco). A divisão de quartos, barcos e piloteiros é feita por sorteio, não deixando margem para reclamações. As regras do barco e da pescaria também são apresentadas logo na chegada pelo gerente Jeferson e mostram uma preocupação extra com a natureza, como a Cota Zero para comer tucunarés, praticada a bordo e aceita por todos nós.
    A equipe do Zaltana ainda contava com o Chef Paulo do “Fish Maria” que estava treinando a equipe de cozinha, o Comandante Guilherme, Imediato Negão, garçons Jairo, Jair e Leonardo, camareira Rose, entre outros.
    Em contato com o pessoal da organização já sabíamos que as condições de pesca tinham mudado muito em duas semanas e que o nível do Rio Uneiuxi, que era nossa preferência, havia subido um bocado. O Zaltana partiu a tarde em direção ao Uneiuxi e nós todos fomos preparar tralhas, conhecer nossos piloteiros (alguns já velhos conhecidos) e iniciar os trabalhos de bar.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     


     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
                A Pescaria   Às 05h00 da manhã já estávamos acordados e tomando nosso café da manhã, mas tivemos que esperar uma maior claridade e diminuição da neblina para sairmos às 06h00 (uma verdadeira eternidade!).   No Zaltana existem duas espécies de concursos. No primeiro, o maior peixe de couro e o maior tucunaré fazem jus a troféus. No segundo, todos os pescadores que capturam tucunarés com pelo menos 20 libras recebem um cobiçado boné preto com a inscrição 20 lb.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    O primeiro dia não foi nada fácil, com pouca ação na sub e quase sem ação na superfície e para piorar o dia desabou em chuva durante todo o período da tarde. Mesmo assim, alguns tucunas foram embarcados com a utilização de iscas de sub e jigs (principalmente os confeccionados e vendidos a bordo pelo piloteiro Côco) sendo trabalhados rapidamente ou até no corrico.
    No segundo e terceiro dia o sol ardeu, mas a água não parava de subir. Fomos quase até o lago da placa e pedimos providências ao Jeferson, pois a marcação de nível deixada por eles cerca de 10 dias antes estava debaixo de 1,5 metros de água. Ao meu ver tínhamos que voltar para o Negro, mas deixamos a decisão para a equipe do barco, que acabou concordando e retornamos no final da tarde do terceiro dia, com navegação durante toda a noite e manhã do quarto dia para chegarmos ao Rio Negro. Nem por isso deixamos de pegar alguns belos peixes no Uneiuxi. Tendo saído o primeiro boné preto para o João Manoel e alguns belos exemplares de 16 a 18 libras para várias duplas, com destaque para o Kenji, que insistia na superfície e foi recompensado com belas capturas.
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     


     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    Algumas curiosidades neste período ocorreram quando o Pedro largou a vara para pegar uma cerveja, durante o corrico, e bem neste momento (parece que os bichos ficam espreitando) um belo paca de 3 kg puxou levando a vara para a água. O piloteiro Côco não teve dúvida, atirou-se na água recuperando a vara e nadando e recolhendo ao mesmo tempo ainda conseguiu embarcar o peixe.
    Outra cena hilária foi quando na famosa pescaria de macaco, o jig passou por cima de um galho e caiu na água, sendo pego por um tucunaré - borboleta, e no recolhimento da linha rigorosamente “o peixe subiu na árvore”.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
    Os pescadores Pedro e Luiz Cláudio embarcaram dois belos peixes de couro: um filhote e uma Piraíba com 1,40 metros e estimados 45 Kg. Obs: Faltam “secretárias” ou porta-varas nos barcos, para a pescaria de couro, mas fomos informados que em breve este problema será resolvido. Iniciamos o quarto dia pescando no Uneiuxi e após o almoço já estávamos disparando nossos barcos pelas inúmeras opções do Rio Negro. Serviço facilitado pela velocidade dos barcos tipo bass com motores de 60 Hps. Isto nos deu uma certa vantagem sobre os demais barcos, como o Angatu e Amazon Adventure, que também haviam retornado para o Negro.   No final do quarto dia estávamos retornando para o Zaltana quando vimos uma luz piscando no meio do Rio. Achei estranho e pedi que o piloteiro Paulista nos levasse lá para verificar. Encontramos uma voadeira do Angatu em pane seca e com dois pescadores da turma Ratoeiras Team a bordo. Barco e pescadores foram rebocados e devolvidos sãos, salvos e quase sóbrios ao Angatu.   No quinto e sexto dia no Rio Negro nos deslocamos por todos os lados e a pescaria ficou mais produtiva, foram ainda embarcados alguns belos açus na faixa de 15 a 18 libras (em especial pelo Gurlan, Eduardo, Kenji, Rogério e Luiz Claúdio). Observação: é triste ver a hipocrisia das autoridades que discutem nosso direito de pescar de modo esportivo, mas permitem que pescadores profissionais acampem nos lagos do rio Negro e espalhem suas redes sem nenhuma fiscalização (vimos isto em pelo menos 3 lagos, ente eles o belo lago da Pedra).
      Foram diversos Pacas, Açus, Borboletas e Popocas, além de Piraíbas, Filhotes, Pirararas, Bicudas/Cachorro, Piranhas, Traíras e Jacundás que fizeram a nossa semana feliz e nos ajudaram a recarregar as nossas baterias. Também encontramos uma Sucuri enrolada em galho e recolhemos um veado que parecia se afogar (vantagem de ter o vaqueiro Gurlan a bordo para laçar o bicho), mas que tão logo pareceu recuperado foi solto na margem do Rio Negro.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
              Obrigado a todos pela paciência lendo nosso relato, pela companhia de grandes amigos nesta semana, à nossa família por entender nosso hobby preferido, pelos novos amigos que fizemos nas turmas Pescaventura/Alfapesca e Zaltana, pelas disputas de quem pega mais peixe com o Eduardo, pelas divertidas partidas de truco e cacheta, além das intermináveis seções de piadas capitaneadas pelos amigos Luís Mário e Germano. Graças a Deus todos retornamos em paz e com saúde para nossas famílias e prontos para enfrentar a vida e programar novas pescarias.  
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024   
    Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
     
    A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
     

     
    A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
     
    A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores: 
    - Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
    - Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
     


     
    As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
     
    No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana. 
    Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
     


     
    Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
     


     
    A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
     
    Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
     
    Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
     


     
     
    Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro,  programarmos a próxima viagem. 
     


     

















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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de GuilhermeLimahHB em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024   
    Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
     
    A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
     

     
    A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
     
    A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores: 
    - Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
    - Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
     


     
    As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
     
    No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana. 
    Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
     


     
    Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
     


     
    A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
     
    Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
     
    Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
     


     
     
    Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro,  programarmos a próxima viagem. 
     


     

















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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Arcer em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024   
    Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
     
    A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
     

     
    A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
     
    A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores: 
    - Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
    - Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
     


     
    As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
     
    No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana. 
    Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
     


     
    Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
     


     
    A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
     
    Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
     
    Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
     


     
     
    Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro,  programarmos a próxima viagem. 
     


     

















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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024   
    Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
     
    A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
     

     
    A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
     
    A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores: 
    - Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
    - Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
     


     
    As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
     
    No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana. 
    Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
     


     
    Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
     


     
    A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
     
    Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
     
    Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
     


     
     
    Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro,  programarmos a próxima viagem. 
     


     

















  20. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Edmar Alves em Relato pescaria Rio Cuiuni - 09 a 15 Setembro 2023 - Expedição Branco Açu   
    Parabéns para toda a turma @Edmar Alves. Linda pescaria e exemplares top.
     
    Abraços.
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Rio Arirarrá - Amazon Xplor - Set/23   
    Sempre buscando por novidades chegamos na operação da Amazon Xplor (www.amazonxplor.com.br), comandada pelo Eribert Marquez. A nossa pesquisa foi grande e gerou muitas dúvidas, pois alguns diziam que esta era uma operação mais de férias do que de pescaria. A utilização dos barcos, tipo bass, com motores de 115 hp na Amazônia também não era uma unanimidade, pois o uso deste tipo de barco poderia limitar a operação aos trechos mais largos dos rio, assustar peixes,... Na prática, a utilização dos bass boats foi fundamental para o sucesso da nossa pescaria (velocidade de deslocamento e alcance), assim como a estrutura de hotel do Amazon Xplor foi fundamental para o nosso conforto e bem estar.
     

     
    De qualquer modo, marcamos nossa viagem com bastante antecedência, para o  começo da alta temporada, na última semana de set/23. Participaram desta viagem os colegas pescadores Rogério, Luiz Cláudio, Dalmo, Raimundo, Zacarias, João Manoel, Luís Mário, Vanderley, Pedro e Fernando. 
    Chegamos em Manaus e fomos hospedados no Hotel Tryp, já como parte do nosso pacote. Este hotel é bom e próximo ao aeroporto, mas tem a desvantagem de que muitos motoristas de Uber simplesmente cancelam a corrida quando percebem o destino ou origem no Hotel Tryp.   Após o check-in no hotel seguimos diretamente para o Canto da Peixada, comer a tradicional costela e banda de tambaqui, além de petiscos da região amazônica.      No dia seguinte pela manhã nos reunimos com mais 14 pescadores (total 24), fomos divididos em dois grupos e seguimos viagem em dois voos fretados de Manaus a Barcelos. Os aviões que operam nesta rota, geralmente são do tipo Embraer Bandeirantes, trazendo certa ansiedade ao grupo, devido ao recente  acidente aéreo ocorrido em Barcelos.  Mas os nossos voos foram tranquilos e em céu de Brigadeiro (cerca de 1h15 de duração).    O único problema foi que o segundo voo atrasou e chegou quase três horas depois da chegada do primeiro, fazendo com que o primeiro grupo tivesse que esperar num bar, em frente ao Porto de Barcelos, numa temperatura de 40 graus (pelo menos a cerveja estava gelada). Apenas com a chegada do segundo grupo e embarque no barco rápido de transporte até o hotel (2 motores de 250 hps), com open bar e ar condicionado, que começamos realmente nossa diversão - este translado demora cerca de 1h30.   O Hotel de selva Xplor é um show. Bangalôs amplos e exclusivos por dupla, com banheiro, duas camas de casal, colchões especiais com massagem, banheiro, minibar, varanda e armários com muito espaço para guardar roupas e tralhas.    Na área de convivência, existe um grande salão com bar, tv, mesa de sinuca, loja completa de artigos de pesca, sofás,... O restaurante fica anexo a este salão e também é bastante amplo. Na área externa existe  ainda uma grande piscina e um espaço  churrasqueira. Tudo muito bem construído em estrutura de madeira e com decoração de bom gosto.     Condições de pesca.   Com o El Niño e a estiagem generalizada na Amazônia, os rios Negro e Arirarrá estavam descendo forte e não havia nenhuma previsão de chuvas durante a nossa estadia.  Por outro lado, o calor era muito intenso, temperaturas diárias de 41 graus com sensação térmica, dentro dos rios, na faixa de 45 graus.    Nestas condições, a temperatura da água chegava a absurdos 35 graus, principalmente nas regiões mais rasas e próximas ao Rio Negro. Não chegamos a explorar os lagos existentes na região do Arirarrá, pois a água destes lagos estava muito quente e ainda não estava bem limpa.   Nestas condições, os peixes não apresentavam um padrão muito ativo, reforçado pela defesa dos seus filhotes. Tudo isto significava muito trabalho e suor, mas com belas recompensas.  Entre nós, querer acertar com um ano e meio de antecedência, uma semana com rio na caixa, sol, temperatura da água ideal, pressão atmosférica ideal e sem vento já é um pouco demais.     Basicamente, pescamos em 3 condições: no Rio Negro em busca de peixes de couro (filhotes e pirararas) e  no Rio Arirarrá arremessando próximo às margens em busca de cardumes de tucunarés-borboleta ou nas praias e locais conhecidos pelos guias na busca dos grandes açus.   Foram capturados ainda diversos trairões, aruanãs, bicudas e piranhas. Também embarcamos alguns exemplares de pirararas e filhotes, sempre utilizando os trairões como iscas. A pescaria de peixes de couro é muito difícil no Arirarrá, devido a grande presença de piranhas nas regiões dos poços mais profundos.     No mais, utilizamos basicamente iscas artificiais, sendo as mais produtivas a T20, as Bonnies 107 e 128, sempre na cor osso, e as hélices. Eu testei algumas poppers (feed e Maria), mas com baixíssima produtiva.    Via de regra, quando um exemplar de tucunaré era capturado ele era colocado no tanque de oxigenação para ser solto em condições de menor risco para o peixe, pois os jacarés e, principalmente, os botos foram nossos companheiros inseparáveis nesta viagem. Pescamos por 6 dias e capturamos alguns exemplares de Tucunarés 80up (Luiz Cláudio e Rogério foram os campeões da viagem), diversos entre 70 e 80cm e centenas abaixo de 70 cm.     Nossos guias foram o Cobra, Macedo, Pedro, Erivelton e Jósimo. Existe na pousada um programa de incentivo bem bacana e que gera uma disputa bastante saudável entre as equipes. Cada Tucunaré 80up capturado na semana dá direito a um prêmio de R$ 300,00 para o guia do barco que fez a pescaria, representado em foto abaixo por uma placa de "pix" na cerimônia de entrega dos prêmios.     A semana foi excelente, mas o calor excessivo foi cruel com a nossa turma, que também tem boa parte dos seus pescadores na faixa dos 60up (Kkkk). Quanto à estrutura da Amazon Xplor, só temos elogios, sendo que a equipe é top, prestativa e bem treinada. O Eribert acompanha as equipes desde o café da manhã até o jantar, aparecendo de surpresa nos almoços nas praias dos rios, sempre acompanhado dos seus cachorros (neguinha, mel e cacau), que adoram passear de barco e são uma atração à parte. O momento do almoço no rio é o horário de recuperar as energias, comendo um churrasco ou um lanche e relaxando o corpo num mergulho no rio, quando são montados pequenos acampamentos com cadeiras de praia e guarda-sóis.   Outra atração da pousada é um casal de araras (Blue e Jade), que vivem soltas, mas estão sempre presentes e adoram  receber castanhas e uvas oferecidas pelo Eribert e equipe.     Finalmente, retornamos para casa e para as nossas famílias e trabalho, trazendo belas recordações e preparando novas aventuras.









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    Fernando_Oliveira deu reputação a Kid M em Conhecendo o Rio Aripuanã   
    Esse será - certamente - o derradeiro "bloco" desse "relatinho" que já se superou e virou um "relatão"...
    Vamos então ao que interessa, pois a rotina do amanhecer, café e embarque já foi mencionado anteriormente e muda pouco...
    Os destinos é que eram ajustados na véspera, na busca de atender a todos os principais desejos, até por conta do "dia a menos".
    Na verdade haviam destinos em que o objetivo era claro, como as cachorras das corredeiras, as pirararas nos poços, os tucunas das pedras (no Aripuanã), nas margens (no Buiuçú), os cardumes de tucunas e jacundás (lagos) e até mesmo alguns peixes maiores em pontos de muita correnteza. Para todos os gostos...
     
       
     
       
     

    Jacaré.mp4     Anta no rio.mp4  
    Dentro das coisas inusitadas que presenciamos (foram diversas), uma delas - caso não tivesse foto - não teria "fé pública".
    Numa das turmas que foi lá para os lados do ACAMPAMENTO, foi ferrada uma bela bicuda na artificial, que aproveitando a pressão da corredeira, conseguiu partir a linha e levar a isca (depois de ter pulado um par de vezes). Meia hora mais tarde, num local próximo, olha a bicuda sendo pega pelo lombo com a isca perdida pendurada... Fotos !!
    E o que dizer desse "ousado predador" ao atacar uma isca maior que ele próprio ! O peixe não sei qual foi, mas essa Bomber é "das antigas", conheço muito (cada vez melhor).
     
        
     
    Um pouquinho de avaliação dos pontos que tiramos fotos...
     
      
     
      
     
       
     
    A vegetação ao longo do Aripuanã e afluentes era sempre cercada de belas matas ciliares, daquelas que dizem ser os objetivos de recuperação de áreas degradadas...
    Presenciei árvores (diversas) com mais de 40 m de altura, com troncos retos e diâmetros indeterminados (verdadeiras maravilhas preservadas)
     
    Hora de mostrar as capturas mais expressivas dessa nossa aventura !
     

    Tucuna no Shad.mp4  
        
     
       
     
     
        
     
    Para não passar em branco, o "shad" funcionou bem nos remansos menos turbulentas (mas as piranhas pretas não davam descanso). 
    Cachorras e Pirararas à vontade ao longo de todo o dia ! Uma bicudinha atacou minha isca "bravinha" transparente parecendo uma esfomeada.
    Não menos curioso pegar esses dois tucunas simultaneamente numa Jumping Minnow (T10), num verdadeiro acontecimento, pois é comum em iscas maiores...
     
        
     
    Hora da verdade, com a apresentação do peixe (pirarara) que faturou o troféu (iscas naturais)
     
     
     

    Soltura da Pirarara Peu.mp4  
    Já nos tucunarés (acertamos isso nas "definições prévias") - que eram o objetivo do troféu, a disputa foi acirrada !
     
      
     
     
        Grande campeão   
     
    Hora do regresso, não sem antes algumas celebrações e despedidas...
    Foram feitas diversas filmagens que compartilho a seguir (não sei se aparecerão)
      
     
     
     
     

    Música.mp4  

    Despedida do Kid.mp4 Despedida do Kid.mp4  
    Depois de mais de trinta anos planejando e coordenando os Grupos de Pesca dos Mocorongos, é hora de passar o bastão
    Eis a "jovem guarda" (New Mocorongos) que - tenho certeza - irá dar continuidade nessa "coisa fraterna" que são os Mocorongos
     

     
        Troféu Fair Play (Traíra)
     
     
     
    Visual da frente da Pousada Pira Açu com parte do G30 presente - aguardando os Caravans
     

     
    Foto oficial (e final) do G30 com as pessoas que facilitaram (muito) nossa semana de alegria.
     
     
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em [TorresmAçu e Biguá Team] Aracu Camp/2022 - Que experiência fantástica.   
    Parabéns Fabrício e toda a equipe TorresmAçu. Show de estrutura e belo relato.
     
    Só não entendi aquela peruca de leãozinho (kkk).
     
    Abraços.
  24. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Arcer em Rio Kenai. Alaska - Agosto 2022   
    Esta viagem é do tipo que se pode esperar muito mais do que uma simples pescaria. O slogan do Alaska é “Final Frontier”, pois devido à sua localização geográfica e ambiente teoricamente inóspito não é um destino óbvio de turismo.
     

     

     
    A viagem foi planejada pelos amigos Marcos Glueck e Ari da Fishing Business, agência de turismo de pesca que tem se especializado na busca de roteiros de pesca pouco convencionais. Os amigos Neander, Anselmo e Rudi (que também estiveram comigo no Canadá) me convidaram para suprir a vaga de um amigo que, por motivos particulares, não poderia participar desta aventura. Notem que o roteiro foi contratado para 2020 e devido à pandemia foi sendo adiado até finalmente ocorrer em agosto de 2022. Também fizeram parte desta viagem os amigos Marcos Glueck, Silvio, Pedro Ivo, Antonio Pedro, e o casal Sidney e Rayse.
     
    Cada pescador definiu seu próprio roteiro de ida e nos encontramos somente em Anchorage no Alaska no dia 20 de agosto, para seguirmos de carro para Soldotna/Kenai na manhã do dia seguinte. Eu e o Silvio fomos os primeiros a chegar e fomos comer um delicioso Hamburguer de Bisão para conhecer um pouco da comida local. Acabamos nos separando em 3 subgrupos pela divisão dos carros e eu segui com Neander, Anselmo e Rudi; sendo que esta divisão também foi replicada nos barcos de pesca, com exceção da pesca de Halibut onde todos compartilhamos o mesmo barco.
     
    Após conhecer a cidade de Anchorage e visitar uma loja de pesca (é claro) da Cabella’s/Bass Pro seguimos para Seward, para conhecermos um pouco mais do Alaska e visitarmos o porto local e o aquário da cidade. Com este desvio de mais de 100 milhas chegamos ao Salmon Catcher Lodge em Kenai apenas no final da tarde. O lodge é bonito e composto por várias cabanas independentes numa grande área (tipo uma chácara), todas construídas em toras de pinus e com uma técnica que não utiliza pregos, com cozinha e lavanderia completa em cada unidade. Existe ainda a área de processamento, embalagem e congelamento dos peixes, escritório, loja, academia, sauna e área de empréstimo de waders, botas e capas. Após nos instalarmos fomos comprar nossos suprimentos no Hipermercado Fred Meyer em Soldotna, visto que iríamos preparar nossas próprias refeições (exceto almoço) no lodge.
     

     

     

     

     
    Terça-feira, dia 24/08, acordamos às 04h30 para começarmos os trabalhos.
     
    Nós pescamos por 6 dias. A programação original eram 5 dias de pesca e um de folga, mas optamos por um dia a mais de pesca, pois pescar nunca é demais (kkkk). Assim, a pescaria foi bastante variada: Pescamos 4 vezes no Rio Kenai, sendo duas vezes descendo 7 milhas de rio desde Cooper Landing até Russian River Ferry, uma vez descendo o Rio Kenai desde Russian River Ferry por 7 milhas e uma vez na Foz do Rio Kenai. Completamos a viagem com mais duas pescarias: uma em Crescent Lake (para também avistarmos Ursos neste ambiente mais selvagem) e uma pescaria de Halibuts em alto mar.
     
    Corredeiras do Rio Kenai.
     
    A pescaria nas corredeiras do Rio Kenai é feita num barco de alumínio próprio para rafting e pescaria, com uma cadeira para o remador e mais quatro ou três para os pescadores. O tempo de pesca era de 6 horas nas corredeiras, com paradas para pescar nas praias do rio. Os barcos levavam varas de fly com pequenas boias e apenas com miçangas próximas aos pequenos anzóis e também varas leves de casting com pequenos molinetes, que podiam utilizar a mesma técnica das miçangas ou serem preparadas para o cast com spinners, caymans e crankbaits. Nenhum outro tipo de isca natural era permitido. Cheguei a ser repreendido quando quis colocar uma ova de salmão na ponta do anzol. Notem que os salmões sobem o rio para a desova e as trutas sobem atrás deles para se alimentar das ovas, que são muito parecidas com as miçangas utilizadas.
     

     

     

     

     

     
    Pegamos vários peixes, especialmente trutas arco-íris (rainbow) e dolly vardens, white fish, salmões red (sockeye), silver (coho) e pink (humpy). Na proximidade da ponte de Cooper Landing foi onde fizemos a maior quantidade de capturas, chegando a fazer um “quadruple” com um sockeye, duas rainbows e uma dolly. Neste dia nosso guia era o JP, guia local de Cooper Landing, que não cansava de subir o trecho próximo a ponte remando contra a correnteza para que passássemos por várias vezes no ponto mais produtivo.
     
    A técnica de pesca era basicamente lançar a isca rio acima e deixar a correnteza levar para recolher e iniciar o processo novamente. Como nos orientaram, era da posição 15 para as 12 até 12 e 15 – como nos ponteiros de um relógio.
     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     
    Halibuts em alto mar.
     
    A pescaria de halibut foi em Homer a bordo do Barco El Patron. Tivemos que sair do lodge às 04h30 da manhã para percorrer o trecho de 180 milhas até Homer, com muito cuidado nas estradas devido a presença de grandes alces que poderiam cruzar a pista. Neste ano já foram registrados 24 acidentes com alces nas estradas desta região.
     
    Saímos do porto às 07h00 e navegamos por 1h20 até o primeiro ponto. As iscas eram soltas até o fundo com chumbos bem pesados (cerca de 1 kg) e iscados com pedaços de peixe “temperados” com alho e óleo de peixe. Quando tocava a campainha do barco todos soltávamos as linhas, iniciando o recolhimento rapidamente se o comandante tocasse a campainha novamente, para troca de ponto de pesca. O recolhimento era feito preferencialmente sem a retirada das varas dos suportes, pois os peixes, especialmente os maiores representam um grande desafio para os pescadores e para o equipamento.
     
    A quota é de 2 halibuts por pescador e uma vez que a cota tenha sido atingida a pescaria acaba. Por azar, neste dia dois colegas esqueceram suas licenças de pesca no lodge, reduzindo a cota do nosso grupo de 18 para 14 halibuts. Demoramos cerca de 3 horas para capturar as 14 unidades de halibuts e mais uma quantidade equivalente de tamborils e iniciamos o retorno para o porto. No caminho de volta, a tripulação (Adara e Dalton) limpou os peixes e deixaram 30 quilos de filés prontos para nossa viagem de volta ao lodge. Aproveitando a visita a Homer fomos conhecer alguns dos barcos do programa Pesca Mortal, como o Time Bandit, e o bar de 1 milhão de dólares, Salty Dawg Saloon, onde os clientes escrevem seus nomes e mensagens em notas de 1 dólar e as fixam no teto e paredes do bar.
     
    Nota: a licença de pesca é diária e obrigatória, devendo ser paga pelos pescadores antes das pescarias. Na maioria dos mercados da região é possível adquiri-las.
     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     
    Crescent Lake.
     
    A ida para Crescent Lake é mais do que uma pescaria, pois já inicia num voo de 40 minutos num hidroavião canadense “De Havilland” de 1958, cruzando o rio Kenai e passando por cima de um glacial. O lago é grande e capturamos várias trutas, mas o mais impressionante era a presença dos ursos, que foram avistados várias vezes. Numa destas situações estávamos pescando numa praia e o guia nos chamou para ficarmos mais perto do barco. Pouco depois um urso passou pela praia onde estávamos pescando e logo fomos liberados para pescar novamente. Segundo o guia, os ursos só querem os peixes e não teríamos que nos preocupar.... muito. De qualquer modo, os guias utilizam um spray que afasta os ursos caso eles se interessem pelos pescadores.
     
    Outra situação que chamou nossa atenção foi quando um urso localizou filhotes de castor dentro da estrutura de galhos e lama construída por eles. Ficamos à distância acompanhando por alguns minutos o trabalho do urso em abrir com as suas garras um acesso para pegar os filhotes, mas não sabemos o final desta história... Geralmente, as casas de Castor são feitas à beira da água e existe uma rota de fuga por baixo da água, mas os filhotes provavelmente ainda não estavam prontos para isto.
     

     

     

     

     

     

     

     

     
    Foz do Rio Kenai.
     
    A pescaria de salmões silver foi realizada na foz do Rio Kenai. Apesar da briga fantástica destes peixes, foi uma pescaria que não gostamos muito. Saímos para pescar num barco bem equipado, mas muito sujo. Paramos na beira de um barranco após 10 minutos de navegação e fomos avisados pelo piloto que os salmões estavam naquele ponto e que nossa cota era de 2 peixes por pescador, que foram pegos em pouco mais de uma hora e logo voltamos para a marina, onde os salmões foram limpos e entregues para nós – tudo muito “burocrático”. O material leve era iscado com ovas de salmão e a briga era realmente fantástica. O guia nos orientava para apertarmos a fricção, mas nós preferimos contrariá-lo e abrir um pouco a fricção para sentir mais a luta, mesmo com o desconforto do nosso piloto.
     

     

     

     

     

     

     

     

     

     
    O retorno.
     
    No último dia no lodge, parte do grupo foi fazer um pequeno cruzeiro em Seward para ver as geleiras e, como já comentei, nós repetimos a fantástica pescaria no Rio Kenai, remando desde Cooper Landing. No dia seguinte iniciamos a viagem de volta e aproveitamos para conhecer Whittier, antiga base americana secreta da segunda guerra mundial, acessível através de um túnel de 2.8 milhas com pista larga o suficiente para apenas um veículo. O lugar, a estrada, o túnel, a marina e o museu são muito legais e valem a viagem. Notem que durante a segunda guerra mundial a região de Whittier foi palco de diversas batalhas com os japoneses e por causa da guerra fria entre Rússia e EUA o Alaska viveu 45 anos em alerta vermelho.
     
    E assim terminou nossa pequena aventura e nos separamos na direção de nossas casas e famílias, cada um com seu roteiro e já programando a próxima pescaria. Agradeço aos organizadores Marcos e Ari que garantiram o sucesso da viagem, aos colegas que estiveram conosco nesta viagem, pela amizade, parceria e paciência e também aos que nos horaram com a leitura deste não tão breve relato.
     
  25. Haha
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Arcer em Rio Kenai. Alaska - Agosto 2022   
    Kkkk. Obrigado @Arcer. Talvez da próxima vez eu sugira para minha turma ir para Pereira Barreto.
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