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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

Fernando_Oliveira

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Histórico de Reputação

  1. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em [Relato] FIM DE SEMANA TOP...."Chupa" mundo chato!   
    Excelente Cristiano.
     
    O peixe é o detalhe da pescaria. Nossos momentos de reflexão, convivência com amigos, familiares e natureza valem mais do que qualquer coisa.
     
    Parabéns pelo post. Um grande abraço.
  2. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Cristiano Rochinha em [Relato] FIM DE SEMANA TOP...."Chupa" mundo chato!   
    Galera,nesse último fim de semana,dias 24 e 25/08,aproveitei a folga pra matar a vontade de dar uns arremessos e dei uma pescadinha em 2 rios do interior de SP: Pardo e Grande...
    Antes de mais nada,peço aos amigos desse fórum pra que leiam os brevíssimos parágrafos,vejam as imagens e no final,comentem sobre o post...Vamos ver o que vai dar.... 
    No sábado pela manhã fui conhecer um trecho do rio Pardo que eu ainda não havia ido...Um local diferente,cachoeirão, laje de pedra,remansos e um canal estreito,de águas rápidas e com alguns buracos extremamente profundos....Fui guiado e orientado por um frequentador do local,o @Thiago Seco,cara na qual apesar do pouco tempo que conheço já posso chamar sem um pingo de dúvida de amigo....
    O objetivo foram os dourados e como chegamos no local ainda bem cedo,por volta de 6 e pouco da manhã,tivemos que esperar a névoa dar uma diminuída e o Sol dar o ar da graça,já que a temperatura estava naquele tom de fazer o camarada BATER O QUEIXO.....
     
    Cachoeirão do Pardão....Muito bonito....

     
     
    Rio baixo,mostrando a grande laje de pedra que compõe uma de suas margens!

     
     
    Insistimos bastante em iscas de meia água e principalmente de profundidade....Arremessamos aos pés da cachoeira,nas corredeiras do meio do rio,porém sem sucesso,até que em um arremesso no canal mais fundo com isca de profundidade,o Thiago fisgou um animal que ignorou toda a tralha,praticamente abrindo um anzol Vmc in line 3/0 carbono.....Ficamos sem sequer ver a cara dessa jamanta....O Rei do Rio é realmente um titulo mais que merecido...

     
     
    Como não tivemos mais nenhum ação,nos restou curtir mais um pouco a beleza do lugar,e por volta das 15h eu já estava em minha casa,na cidade de Colombia...

     
     
    As 15h em casa,e hora de descansar???Não,claro que não.......Sou brasileiro pô,portanto não desisto nunca....Foi só o tempo de tomar um banho e bora....Partir pra um acampamento as margens do rio Grande,no limite dos municípios de Guaraci e Colombia...
    Muita poeira pelo caminho...Mas muita,muita mesmo....O Celtinha guerreiro sofreu como poucos dessa vez rsrsrs.....Mas a viagem sempre vale a pena!
    O rio Grande também é lindo!

     
     
    O acampamento.....Nada mais que uma velha carroceria de caminhão baú que serve pra armar as barracas ,2 mesinhas de madeira e um fogão de 2 bocas que levamos....Como sequer levei barraca, o Celta empoeirado foi a minha cama e também de minha esposa nessa noite rsrs...

     
     
    Como chegamos tarde no acampamento,parte da turma já estava na água atrás dos peixes,portanto me restou então arriscar uns arremessos de barranco mesmo, o que me rendeu apenas 2 pequenos tucunas....

     
     
    De noite,saímos atrás das corvinas,porém também sem sucesso.
    Na manhã seguinte,conseguimos alguns tricks......Peixe realmente ainda bem manhoso e se alimentando muito pouco....Pois então almoçamos e encerramos esse excelente fim de semana.
     
    Pois bem amigos...Agora vamos ao ponto que quero chegar:
    Muitos de vocês devem nesse momento estar se perguntando:
    -Mas que relato mais maluco é esse???Onde estão os peixes???Onde estão as dicas de equipamentos???Onde está a parte da "pescaria propriamente dita"??? O que um relato desses agrega ao fórum???
    Aqui vai minha opinião....Mais do que opinião,uma breve reflexão:
    À tempos que viemos convivendo e vivendo em meio à um verdadeiro caos em nosso país....13 milhões de desempregados,país de família que outrora sustentavam seus filhos através de seu suor simplesmente de um dia pro outro viram tudo ser colocado em risco...Uma vida inteira de trabalho colocada em risco por motivos tão absurdos....Um caos se instala e toma conta de nosso país,em todos os sentidos...Até afetar diretamente à todos ,toda a população...Pobres e ricos,todos contaminados em meio à esse caos...Pessoas outrora amigáveis foram tomadas pelo ódio....Gêneros foram criados,distinções entre pessoas foram feitas,e a população se dividiu....Nossa nova geração que deveria nesse momento tomar as rédeas do negócio,está totalmente perdida em meio ao caos político-tecnológico que vivemos.....Tudo e todos foram contaminados,e com nosso fórum não foi diferente...Ontem vi uma frase do nosso amigo @Fabrício Biguá dizendo o seguinte:
    -O FÓRUM SE TORNOU CHATO,MUITO CHATO!
    Não Fabrício,o fórum não está chato...A HUMANIDADE ESTÁ CHATA!!!
    Mas sempre há os "porem" da vida,e no meu caso,posso dizer com orgulho de mim mesmo,que não me deixei me levar por ideais criados por uma sociedade completamente falida,que visa ditar regras baseadas com um lastimável teor de hipocrisia .....Não me deixei contagiar por essa CHATICE QUE VIVEMOS....Resolvi me aquietar em meu cantinho e ver tudo isso passar assim,como se fosse simplesmente as águas calmas de um rio....
    O relato acima não tem peixes,não tem dicas de equipamentos,não tem ensinamentos de pescaria,não tem nada....Nada pra alguns ,pois pra mim tem simplesmente tudo que preciso pra viver.........Pessoas simples,humildes,que buscam apenas o mesmo do que eu...PAZ! Uma vida de paz....Uma vida onde um simples momento como esses tem muito mais valor do que qualquer carretilha de 2 mil reais.Onde uma boa proza a noite em volta da fogueira regada á uma talagada de uma boa pinguinha e bons goles de uma cerveja bem geladinha,é muito mais interessante e muito mais prazerosa do que um "acalorado debate político".....
    Agora reparem nessas 2 últimas fotos:

     
    A primeira apenas uma mulher com uma criança de cerca de 1 ano de idade a beira de um rio...
    A segunda uma turma de amigos e familiares reunidos num acampamento...Só isso....Será que é só esse o significado das imagens mesmo???
     
    Será que se tentarmos plantar uma pequena semente em nossas crianças e ensiná-los a conviver harmoniosamente com a natureza,estaremos estragando o "FUTURO BRILHANTE DESSAS CRIANÇAS"???Será que esse "futuro brilhante" só virá se nossas crianças forem criadas dentro da tela de um celular,cercadas pelo cimento dos muros de seus apartamentos????Será que ainda podemos ensinar á essas crianças o verdadeiro significado da vida???E ensinar á eles sobre 2 obrigações que o humano deixou de exercer a muito tempo?Que são o RESPEITO AO PRÓXIMO E A EDUCAÇÃO....
    São todas perguntas que não nos cabe responder nesse fórum...Tal ferramente não foi criada pra isso...Portanto,reparando na segunda foto,temos um pouco do resumo das respostas....A SIMPLICIDADE NUMA PESCARIA,O MOMENTO MÁGICO QUE VIVEMOS Á BEIRA DE UM RIO JUNTO A PESSOAS QUE AMAMOS,TEM MUITO,MAS MUITO,MAS MUITO MAIS VALOR E MUITO MAIS COISA À AGREGAR EM NOSSAS VIDAS, SE NÃO DEIXARMOS  QUE A CHATICE DO MUNDO TOME CONTA DISSO........
    Pesque sem pretensões que não sejam simplesmente o prazer de estar ali,num lugar especial e com pessoas especiais e de viver aquele momento....Sem pretensões comerciais,sem deixar que a hipocrisia da sociedade invada aquele espaço......O momento de uma pescaria é um momento sagrado demais pra nos deixarmos levar por brigas ou provocações....Torça pra pegar seu troféu...Torça pra que seus amigos peguem seus troféus....Não menospreze a tralha barata e sem qualidade daquele seu amigo novato de pescaria....Não queira ser o dono da razão nem o expert de determinado assunto...Aprenda,ensine,compartilhe..........O MUNDO JÁ ESTÁ CHATO DEMAIS PRA DEIXARMOS A PESCARIA FICAR CHATA!!!!
     
    Um grande abraço a todos!
     
      
     
     
     
     
  3. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de FabianoTucunare em Esturjões no Canadá - Fraser River Lodge   
    Grande Fabiano. Estes guias são empresários da pesca - tipo melhor trabalho do mundo. Cada conjunto destes de barco e camionete custa C$ 250.000 (dólares canadenses) e o guia Fred tinha 5 conjuntos.
     
    Obrigado e um grande abraço.
  4. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Octávio Amaral em Esturjões no Canadá - Fraser River Lodge   
    Octávio e Ricardo,
     
    Obrigado pelos comentários e que bom que gostaram. Eu gosto de registrar os detalhes, pois já estou naquela fase que os neurônios começam a falhar, assim não tem como esquecer.
     
    Abraços.
  5. Upvote
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Esturjões no Canadá - Fraser River Lodge   
    Olá amigos. Estive um pouco afastado por motivos pessoais, mas segue abaixo um relato de uma pescaria espetacular recém realizada no Canadá, próximo a Vancouver. Foram dezenas de exemplares de esturjões e salmões com pesos de até 150 kg. Espero que gostem.
     

      
     Quando recebi o convite para pescar no Canadá, confesso que fiquei na dúvida e minha primeira reação foi dizer não. Canadá? Tão longe para pescar o quê? Seria ainda na mesma época do início da pescaria de Tucunaré-açu no Brasil e provavelmente eu não poderia ir para a Amazônia em outra data nesta temporada.... mas acabei aceitando o convite. No início eram apenas duas vagas, mas à medida que ocorriam confirmações e desistências, parte do nosso grupo foi se acomodando em 4 vagas de uma turma para 12 pescadores aberta pela Fishing Business (www.fishingbusiness.com.br) do amigo Marcos Glueck.

    Confirmaram a participação nesta pescaria os colegas Pescadores de Verdade / ÉNóisNaLinha: Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio, além deste redator (Fernando). Nos juntamos ao grupo formado pelo Marcos, Neander, Anselmo, Rudi, Júnior Beiço, Flávio, Wilson e Hélio.

    Nosso anfitrião na chegada em Vancouver foi o Sr Henrique, um chileno muito simpático, que nos acompanhou por todos os translados e passeios, quando do nosso retorno da pescaria. Dia 09 de setembro de 2019 o grupo completo se encontrou pela manhã no aeroporto de Vancouver, onde o Henrique e o motorista Hermannn nos esperavam com um ônibus de turismo bastante confortável. Seguimos para a Pousada sem pressa e com paradas para compras de bebidas numa "liquor store" e almoço em Abbotsford.
        

         

      
     
      
     
    Chegamos ao Fraser River Lodge às 17h00. O lodge é dividido entre uma casa principal (bem maior e mais luxuosa, onde eram feitas as refeições) e uma casa menor (com 4 quartos) destinada a grupos e denominada "Outpost". O "Outpost" foi perfeito para nós e acomodou a maior parte do grupo (9 pescadores). Ficava a poucos passos do Lodge principal e tínhamos toda a liberdade privacidade para ouvir músicas, conversar e utilizar uma cozinha completa, onde fazíamos nossos aperitivos e drinks. Como observação, a comida do lodge é excelente e foram preparadas para nós algumas iguarias locais, como costela de bisão, trutas e salmão. O detalhe negativo foi a cobrança de rolha no restaurante para o consumo dos nossos vinhos. Nos barcos o almoço sempre foi de um churrasco canadense, muito semelhante aos churrascos americanos (com salsichas e espetinhos).

    Todo material de pesca era fornecido pelos guias, que são empresários da pesca, contratados pelo Lodge e com seus conjuntos impressionantes de barco e camionete. Todo dia, no horário determinado, nosso guia nos buscava de camionete (4 pescadores por barco), rebocando o barco, para irmos ao local designado. Alguns destes barcos utilizavam motores V6 Supercharged de 380 cv.

    O lodge fornecia os "waders", capas e botas, e ao final do dia toda a vestimenta era deixada para secar em armários aquecidos. O programa de pesca preparado pelo Marcos, Ari e pessoal do lodge foi muito bem organizado e todos sabiam com antecedência aonde iriam pescar, que horas deveriam tomar o café da manhã, que horas sairia a camionete, quem seria o guia e qual tipo de pescaria seria feito. Para cada grupo de 04 pescadores seriam dois dias de pesca local no Fraser River, um dia de pesca de esturjão no cannyon e um dia de pesca de salmões numa reserva selvagem.

    Nota: apenas no terceiro dia de pesca descobrimos que nossas licenças de pesca ainda não haviam sido entregues pelo lodge e que todos corremos o risco de pesadas multas, mas acabou tudo correndo bem e apenas um dos grupos foi um pouco prejudicado, pois quando o guia descobriu que estavam sem o documento ele recolheu o material e retornou às 14h00.

    A PESCARIA.

    Nosso Lodge estava localizado em Agassiz, próximo a várias rampas para barcos. Nós pescamos entre a região de Agassiz a leste, passando por Chilliwack, Harrison Mills, até Pitt Lake a oeste, quase chegando em Vancouver.

    Nosso primeiro dia de pesca iniciou às 07h30 do dia 11/set/19 com o guia Fred, que é empresário da pesca na região com 5 conjuntos de barcos e 2 lojas de artigos de pesca. Pensa num barco top! Na minha opinião ele foi o melhor e mais profissional de todos os guias, inclusive iniciando o trabalho com uma preleção sobre medidas de segurança e o quê deveríamos fazer caso ele viesse a falecer...
    Descemos de barco numa rampa próxima ao lodge e pescamos no Rio Fraser entre as torres de transmissão de energia e o Rio Harrison. Logo pela manhã tivemos a primeira grande ação com um esturjão de mais de 2 metros, capturado pelo Zacarias. Naquele momento, para nós que estávamos de observadores ficava difícil imaginar por que o Zacarias ficava falando: - "o bicho é bruto". Esta primeira batalha durou cerca de 30 minutos e o peixe foi rebocado para a praia para conferência de tag, medidas e fotografias. Ao longo do dia ainda pegamos alguns peixes menores, um exemplar de 1,49m capturado pelo Luiz Cláudio e um de 1,98m que eu peguei nos minutos finais da prorrogação (peixe este que não tinha "tag", ou seja era "virgem" e não tinha registro de captura até este dia). Notem que o peixe de até 1,50m pode ser recolhido à bordo após ser colocado numa espécie de maca para ser içado. A pesca encerrou às 16h00.

    Retornamos ao lodge satisfeitos e conferimos que as turmas de Neander/Rudi/Anselmo/Junior e Hélio/Flávio/Wilson/Marcos também tinham capturado belos exemplares.


         
     
      
     
      
     
      
     
      
     
    No segundo dia saímos às 06h30 com o guia Matt em direção a Chilliwack na rampa "Island 22". No caminho entre a rampa e nosso primeiro ponto pudemos notar muita ação de salmão pink, mas não tínhamos material para este tipo de pescaria e seguimos. Novamente começamos a ação cedo e todos capturaram belos esturjões.

    A pescaria é feita no fundo e são utilizados sondas "fishfinders" de última geração com visão lateral e alta definição. Cada barco solta 4 varas iscadas com pedaços de salmão fêmea, "trouxinhas" de ova de salmão (feitas com pedaços de meia calça feminina) e iscas de Pike Minnow. São utilizados pesos de chumbo de até 2 kg, anzóis circulares (circle hook), linha de multifilamento de 120 libras e leader trançado. As varas longas de até 100 lb são sempre apoiadas nos suportes de popa e a ação do pescador inicia somente com a sinalização do peixe, sendo que neste momento o pescador começa a recolher a linha ainda no suporte e só arranca a vara para fisgar quando o peixe inicia a corrida. As carretilhas tem padrão de pesca oceânica.

    A força do esturjão é absurda e não é exagero dizer que é necessário preparo físico prévio para esta aventura.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
     
    No terceiro dia saímos com o Mike e seu impressionante barco. Fomos para o local conhecido como "Cannyon" e vários esturjões eram visíveis no sonar, mas apesar da grande quantidade de esturjões na tela, apenas os pequenos (de 1,00 a 1,20m) estavam sendo capturados...até que a minha vara começou a dar sinal de vida.

    Comecei a recolher ainda no suporte e o peixe correu. Arranquei a vara e fisguei. Parecia que eu havia fisgado um boi. Ele levou cerca de 200 metros de linha enquanto o guia liberava o barco. Não havia muito o que fazer, somente muita força e calma para não fazer bobagem. Eu recolhia e o peixe voltava a correr e foi assim por 30 minutos, com direito ainda a saltos espetaculares do peixe, em momentos verdadeiramente inesquecíveis. Então passei a vara para o Luís Mário que trouxe o peixe para a superfície e que depois passou para o Luiz Cláudio para levar até a margem. Após quase uma hora de luta pudemos ver o lindo monstro de cerca de 2,70m na superfície.

    Rebocamos o esturjão até a praia para conferência de tag, medições e mais fotografias. Eu estava segurando a vara neste momento e o guia segurou e puxou firme diretamente na linha para arrastar o peixe para o raso da praia de seixos e....a linha estourou. Um grito "fuck!!!" generalizado. De qualquer modo, foi nosso maior troféu que não quiz aparecer nas fotos finais, mas ficaram muitas imagens desta luta, dos saltos e do peixe sendo rebocado na superfície. Notem que a boca do peixe é voltada para baixo e o risco da linha de multifilamento roçar na praia de seixos e arrebentar sempre estará presente.

    Ao final deste dia havíamos pego 8 belos esturjões, mas ainda estávamos com o gostinho amargo do final imprevisto com este troféu. Acho que por conta disto, o Mike nos levou a um passeio pelo impressionante cannyon e suas águas violentas, que despejavam como uma canhão na região que estávamos pescando.

    Na chegada ao lodge contamos nossas histórias e vimos as fotos dos belíssimos exemplares capturados pelas outras equipes, com tamanho tão grande ou até maior do que o nosso.  Este dia foi um verdadeiro "jackpot" para todos.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      

    O combinado para o último dia seria de sairmos com o guia Kerry às 04h30 em direção ao Pitt Lake. Havia chovido a noite inteira e o tempo estava bem mais frio (cerca de 12 graus celcius). Nossa previsão era de chegada ao ponto de pesca de salmão às 07h00, com direito a café da manhã no Tim Hortons, mas as coisas não começaram tão bem. Saímos um pouco atrasados e o no caminho o Luiz Cláudio ainda esqueceu sua carteira com todo o dinheiro e documentos na mesa da cafeteria e tivemos que voltar, perdendo 19 minutos e 38 segundos de pescaria. Ainda bem que era no Canadá, pois a carteira ainda estava esperando nosso retorno.

    Para resumir, quando finalmente chegamos na entrada do rio da reserva em Pitt Lake a água estava toda barrenta. Nosso guia Kerry nos colocou a situação, mostrando que não iria ser um dia produtivo naquele local, mas poderíamos retornar ao "Island 22" para tentar os salmões pink que vimos a dois dias, e que segundo seus contatos ainda estavam por lá.

    Voltamos com o barco, seguimos até a rampa, subimos o barco, rebocamos,..., e chegamos ao nosso destino às 10h40, 06h00 após a nossa saída. Não dá para negar que foi um início difícil, mas o Kerry fez um grande esforço para chegarmos neste ponto e começamos a trabalhar com nossos jigs e colheres e capturamos 20 salmões pink e alguns pike minnows. O material era bem leve, com varas de 14 libras, dando grande esportividade neste tipo de pescaria. Apenas alguns exemplares de fêmeas foram embarcados para servirem de isca para as próximas turmas. E assim terminou nosso dia, após um churrasco à bordo preparado pelo Kerry, que também é Chef de Cozinha.

    No local da reserva de Pitt Lake as outras equipes que lá estiveram nos outros dias também não tiveram grande produtividade, mas pegaram algumas trutas e pequenos salmões.
      
     
      
     
      

      
     
      
     
      

    Retornamos no dia seguinte para Vancouver para 3 dias de turismo e compras. No caminho paramos no Cabela's para compras e preparativos para as próximas pescarias. Deixo abaixo algumas fotos destes dias à título de curiosidade e também de alguns peixes pegos nas imediações da cidade pelo Hélio e pelo Wilson, que resolveram pescar mais um pouco, pois pescar nunca é demais.

    Agradeço aos meus colegas de turma (Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio) pela amizade e companherismo, aos novos amigos que estiveram conosco nesta aventura (Rudi, Hélio, Flávio, Wilson, Júnior Beiço, Anselmo e Neander), aos representantes da Fishing Business (Marcos e Ari), a Deus e às nossas famílias por esta incrível experiência.
      
     
      
     
      
     
     
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Liotti em Esturjões no Canadá - Fraser River Lodge   
    Olá amigos. Estive um pouco afastado por motivos pessoais, mas segue abaixo um relato de uma pescaria espetacular recém realizada no Canadá, próximo a Vancouver. Foram dezenas de exemplares de esturjões e salmões com pesos de até 150 kg. Espero que gostem.
     

      
     Quando recebi o convite para pescar no Canadá, confesso que fiquei na dúvida e minha primeira reação foi dizer não. Canadá? Tão longe para pescar o quê? Seria ainda na mesma época do início da pescaria de Tucunaré-açu no Brasil e provavelmente eu não poderia ir para a Amazônia em outra data nesta temporada.... mas acabei aceitando o convite. No início eram apenas duas vagas, mas à medida que ocorriam confirmações e desistências, parte do nosso grupo foi se acomodando em 4 vagas de uma turma para 12 pescadores aberta pela Fishing Business (www.fishingbusiness.com.br) do amigo Marcos Glueck.

    Confirmaram a participação nesta pescaria os colegas Pescadores de Verdade / ÉNóisNaLinha: Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio, além deste redator (Fernando). Nos juntamos ao grupo formado pelo Marcos, Neander, Anselmo, Rudi, Júnior Beiço, Flávio, Wilson e Hélio.

    Nosso anfitrião na chegada em Vancouver foi o Sr Henrique, um chileno muito simpático, que nos acompanhou por todos os translados e passeios, quando do nosso retorno da pescaria. Dia 09 de setembro de 2019 o grupo completo se encontrou pela manhã no aeroporto de Vancouver, onde o Henrique e o motorista Hermannn nos esperavam com um ônibus de turismo bastante confortável. Seguimos para a Pousada sem pressa e com paradas para compras de bebidas numa "liquor store" e almoço em Abbotsford.
        

         

      
     
      
     
    Chegamos ao Fraser River Lodge às 17h00. O lodge é dividido entre uma casa principal (bem maior e mais luxuosa, onde eram feitas as refeições) e uma casa menor (com 4 quartos) destinada a grupos e denominada "Outpost". O "Outpost" foi perfeito para nós e acomodou a maior parte do grupo (9 pescadores). Ficava a poucos passos do Lodge principal e tínhamos toda a liberdade privacidade para ouvir músicas, conversar e utilizar uma cozinha completa, onde fazíamos nossos aperitivos e drinks. Como observação, a comida do lodge é excelente e foram preparadas para nós algumas iguarias locais, como costela de bisão, trutas e salmão. O detalhe negativo foi a cobrança de rolha no restaurante para o consumo dos nossos vinhos. Nos barcos o almoço sempre foi de um churrasco canadense, muito semelhante aos churrascos americanos (com salsichas e espetinhos).

    Todo material de pesca era fornecido pelos guias, que são empresários da pesca, contratados pelo Lodge e com seus conjuntos impressionantes de barco e camionete. Todo dia, no horário determinado, nosso guia nos buscava de camionete (4 pescadores por barco), rebocando o barco, para irmos ao local designado. Alguns destes barcos utilizavam motores V6 Supercharged de 380 cv.

    O lodge fornecia os "waders", capas e botas, e ao final do dia toda a vestimenta era deixada para secar em armários aquecidos. O programa de pesca preparado pelo Marcos, Ari e pessoal do lodge foi muito bem organizado e todos sabiam com antecedência aonde iriam pescar, que horas deveriam tomar o café da manhã, que horas sairia a camionete, quem seria o guia e qual tipo de pescaria seria feito. Para cada grupo de 04 pescadores seriam dois dias de pesca local no Fraser River, um dia de pesca de esturjão no cannyon e um dia de pesca de salmões numa reserva selvagem.

    Nota: apenas no terceiro dia de pesca descobrimos que nossas licenças de pesca ainda não haviam sido entregues pelo lodge e que todos corremos o risco de pesadas multas, mas acabou tudo correndo bem e apenas um dos grupos foi um pouco prejudicado, pois quando o guia descobriu que estavam sem o documento ele recolheu o material e retornou às 14h00.

    A PESCARIA.

    Nosso Lodge estava localizado em Agassiz, próximo a várias rampas para barcos. Nós pescamos entre a região de Agassiz a leste, passando por Chilliwack, Harrison Mills, até Pitt Lake a oeste, quase chegando em Vancouver.

    Nosso primeiro dia de pesca iniciou às 07h30 do dia 11/set/19 com o guia Fred, que é empresário da pesca na região com 5 conjuntos de barcos e 2 lojas de artigos de pesca. Pensa num barco top! Na minha opinião ele foi o melhor e mais profissional de todos os guias, inclusive iniciando o trabalho com uma preleção sobre medidas de segurança e o quê deveríamos fazer caso ele viesse a falecer...
    Descemos de barco numa rampa próxima ao lodge e pescamos no Rio Fraser entre as torres de transmissão de energia e o Rio Harrison. Logo pela manhã tivemos a primeira grande ação com um esturjão de mais de 2 metros, capturado pelo Zacarias. Naquele momento, para nós que estávamos de observadores ficava difícil imaginar por que o Zacarias ficava falando: - "o bicho é bruto". Esta primeira batalha durou cerca de 30 minutos e o peixe foi rebocado para a praia para conferência de tag, medidas e fotografias. Ao longo do dia ainda pegamos alguns peixes menores, um exemplar de 1,49m capturado pelo Luiz Cláudio e um de 1,98m que eu peguei nos minutos finais da prorrogação (peixe este que não tinha "tag", ou seja era "virgem" e não tinha registro de captura até este dia). Notem que o peixe de até 1,50m pode ser recolhido à bordo após ser colocado numa espécie de maca para ser içado. A pesca encerrou às 16h00.

    Retornamos ao lodge satisfeitos e conferimos que as turmas de Neander/Rudi/Anselmo/Junior e Hélio/Flávio/Wilson/Marcos também tinham capturado belos exemplares.


         
     
      
     
      
     
      
     
      
     
    No segundo dia saímos às 06h30 com o guia Matt em direção a Chilliwack na rampa "Island 22". No caminho entre a rampa e nosso primeiro ponto pudemos notar muita ação de salmão pink, mas não tínhamos material para este tipo de pescaria e seguimos. Novamente começamos a ação cedo e todos capturaram belos esturjões.

    A pescaria é feita no fundo e são utilizados sondas "fishfinders" de última geração com visão lateral e alta definição. Cada barco solta 4 varas iscadas com pedaços de salmão fêmea, "trouxinhas" de ova de salmão (feitas com pedaços de meia calça feminina) e iscas de Pike Minnow. São utilizados pesos de chumbo de até 2 kg, anzóis circulares (circle hook), linha de multifilamento de 120 libras e leader trançado. As varas longas de até 100 lb são sempre apoiadas nos suportes de popa e a ação do pescador inicia somente com a sinalização do peixe, sendo que neste momento o pescador começa a recolher a linha ainda no suporte e só arranca a vara para fisgar quando o peixe inicia a corrida. As carretilhas tem padrão de pesca oceânica.

    A força do esturjão é absurda e não é exagero dizer que é necessário preparo físico prévio para esta aventura.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
     
    No terceiro dia saímos com o Mike e seu impressionante barco. Fomos para o local conhecido como "Cannyon" e vários esturjões eram visíveis no sonar, mas apesar da grande quantidade de esturjões na tela, apenas os pequenos (de 1,00 a 1,20m) estavam sendo capturados...até que a minha vara começou a dar sinal de vida.

    Comecei a recolher ainda no suporte e o peixe correu. Arranquei a vara e fisguei. Parecia que eu havia fisgado um boi. Ele levou cerca de 200 metros de linha enquanto o guia liberava o barco. Não havia muito o que fazer, somente muita força e calma para não fazer bobagem. Eu recolhia e o peixe voltava a correr e foi assim por 30 minutos, com direito ainda a saltos espetaculares do peixe, em momentos verdadeiramente inesquecíveis. Então passei a vara para o Luís Mário que trouxe o peixe para a superfície e que depois passou para o Luiz Cláudio para levar até a margem. Após quase uma hora de luta pudemos ver o lindo monstro de cerca de 2,70m na superfície.

    Rebocamos o esturjão até a praia para conferência de tag, medições e mais fotografias. Eu estava segurando a vara neste momento e o guia segurou e puxou firme diretamente na linha para arrastar o peixe para o raso da praia de seixos e....a linha estourou. Um grito "fuck!!!" generalizado. De qualquer modo, foi nosso maior troféu que não quiz aparecer nas fotos finais, mas ficaram muitas imagens desta luta, dos saltos e do peixe sendo rebocado na superfície. Notem que a boca do peixe é voltada para baixo e o risco da linha de multifilamento roçar na praia de seixos e arrebentar sempre estará presente.

    Ao final deste dia havíamos pego 8 belos esturjões, mas ainda estávamos com o gostinho amargo do final imprevisto com este troféu. Acho que por conta disto, o Mike nos levou a um passeio pelo impressionante cannyon e suas águas violentas, que despejavam como uma canhão na região que estávamos pescando.

    Na chegada ao lodge contamos nossas histórias e vimos as fotos dos belíssimos exemplares capturados pelas outras equipes, com tamanho tão grande ou até maior do que o nosso.  Este dia foi um verdadeiro "jackpot" para todos.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      

    O combinado para o último dia seria de sairmos com o guia Kerry às 04h30 em direção ao Pitt Lake. Havia chovido a noite inteira e o tempo estava bem mais frio (cerca de 12 graus celcius). Nossa previsão era de chegada ao ponto de pesca de salmão às 07h00, com direito a café da manhã no Tim Hortons, mas as coisas não começaram tão bem. Saímos um pouco atrasados e o no caminho o Luiz Cláudio ainda esqueceu sua carteira com todo o dinheiro e documentos na mesa da cafeteria e tivemos que voltar, perdendo 19 minutos e 38 segundos de pescaria. Ainda bem que era no Canadá, pois a carteira ainda estava esperando nosso retorno.

    Para resumir, quando finalmente chegamos na entrada do rio da reserva em Pitt Lake a água estava toda barrenta. Nosso guia Kerry nos colocou a situação, mostrando que não iria ser um dia produtivo naquele local, mas poderíamos retornar ao "Island 22" para tentar os salmões pink que vimos a dois dias, e que segundo seus contatos ainda estavam por lá.

    Voltamos com o barco, seguimos até a rampa, subimos o barco, rebocamos,..., e chegamos ao nosso destino às 10h40, 06h00 após a nossa saída. Não dá para negar que foi um início difícil, mas o Kerry fez um grande esforço para chegarmos neste ponto e começamos a trabalhar com nossos jigs e colheres e capturamos 20 salmões pink e alguns pike minnows. O material era bem leve, com varas de 14 libras, dando grande esportividade neste tipo de pescaria. Apenas alguns exemplares de fêmeas foram embarcados para servirem de isca para as próximas turmas. E assim terminou nosso dia, após um churrasco à bordo preparado pelo Kerry, que também é Chef de Cozinha.

    No local da reserva de Pitt Lake as outras equipes que lá estiveram nos outros dias também não tiveram grande produtividade, mas pegaram algumas trutas e pequenos salmões.
      
     
      
     
      

      
     
      
     
      

    Retornamos no dia seguinte para Vancouver para 3 dias de turismo e compras. No caminho paramos no Cabela's para compras e preparativos para as próximas pescarias. Deixo abaixo algumas fotos destes dias à título de curiosidade e também de alguns peixes pegos nas imediações da cidade pelo Hélio e pelo Wilson, que resolveram pescar mais um pouco, pois pescar nunca é demais.

    Agradeço aos meus colegas de turma (Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio) pela amizade e companherismo, aos novos amigos que estiveram conosco nesta aventura (Rudi, Hélio, Flávio, Wilson, Júnior Beiço, Anselmo e Neander), aos representantes da Fishing Business (Marcos e Ari), a Deus e às nossas famílias por esta incrível experiência.
      
     
      
     
      
     
     
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Esturjões no Canadá - Fraser River Lodge   
    Olá amigos. Estive um pouco afastado por motivos pessoais, mas segue abaixo um relato de uma pescaria espetacular recém realizada no Canadá, próximo a Vancouver. Foram dezenas de exemplares de esturjões e salmões com pesos de até 150 kg. Espero que gostem.
     

      
     Quando recebi o convite para pescar no Canadá, confesso que fiquei na dúvida e minha primeira reação foi dizer não. Canadá? Tão longe para pescar o quê? Seria ainda na mesma época do início da pescaria de Tucunaré-açu no Brasil e provavelmente eu não poderia ir para a Amazônia em outra data nesta temporada.... mas acabei aceitando o convite. No início eram apenas duas vagas, mas à medida que ocorriam confirmações e desistências, parte do nosso grupo foi se acomodando em 4 vagas de uma turma para 12 pescadores aberta pela Fishing Business (www.fishingbusiness.com.br) do amigo Marcos Glueck.

    Confirmaram a participação nesta pescaria os colegas Pescadores de Verdade / ÉNóisNaLinha: Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio, além deste redator (Fernando). Nos juntamos ao grupo formado pelo Marcos, Neander, Anselmo, Rudi, Júnior Beiço, Flávio, Wilson e Hélio.

    Nosso anfitrião na chegada em Vancouver foi o Sr Henrique, um chileno muito simpático, que nos acompanhou por todos os translados e passeios, quando do nosso retorno da pescaria. Dia 09 de setembro de 2019 o grupo completo se encontrou pela manhã no aeroporto de Vancouver, onde o Henrique e o motorista Hermannn nos esperavam com um ônibus de turismo bastante confortável. Seguimos para a Pousada sem pressa e com paradas para compras de bebidas numa "liquor store" e almoço em Abbotsford.
        

         

      
     
      
     
    Chegamos ao Fraser River Lodge às 17h00. O lodge é dividido entre uma casa principal (bem maior e mais luxuosa, onde eram feitas as refeições) e uma casa menor (com 4 quartos) destinada a grupos e denominada "Outpost". O "Outpost" foi perfeito para nós e acomodou a maior parte do grupo (9 pescadores). Ficava a poucos passos do Lodge principal e tínhamos toda a liberdade privacidade para ouvir músicas, conversar e utilizar uma cozinha completa, onde fazíamos nossos aperitivos e drinks. Como observação, a comida do lodge é excelente e foram preparadas para nós algumas iguarias locais, como costela de bisão, trutas e salmão. O detalhe negativo foi a cobrança de rolha no restaurante para o consumo dos nossos vinhos. Nos barcos o almoço sempre foi de um churrasco canadense, muito semelhante aos churrascos americanos (com salsichas e espetinhos).

    Todo material de pesca era fornecido pelos guias, que são empresários da pesca, contratados pelo Lodge e com seus conjuntos impressionantes de barco e camionete. Todo dia, no horário determinado, nosso guia nos buscava de camionete (4 pescadores por barco), rebocando o barco, para irmos ao local designado. Alguns destes barcos utilizavam motores V6 Supercharged de 380 cv.

    O lodge fornecia os "waders", capas e botas, e ao final do dia toda a vestimenta era deixada para secar em armários aquecidos. O programa de pesca preparado pelo Marcos, Ari e pessoal do lodge foi muito bem organizado e todos sabiam com antecedência aonde iriam pescar, que horas deveriam tomar o café da manhã, que horas sairia a camionete, quem seria o guia e qual tipo de pescaria seria feito. Para cada grupo de 04 pescadores seriam dois dias de pesca local no Fraser River, um dia de pesca de esturjão no cannyon e um dia de pesca de salmões numa reserva selvagem.

    Nota: apenas no terceiro dia de pesca descobrimos que nossas licenças de pesca ainda não haviam sido entregues pelo lodge e que todos corremos o risco de pesadas multas, mas acabou tudo correndo bem e apenas um dos grupos foi um pouco prejudicado, pois quando o guia descobriu que estavam sem o documento ele recolheu o material e retornou às 14h00.

    A PESCARIA.

    Nosso Lodge estava localizado em Agassiz, próximo a várias rampas para barcos. Nós pescamos entre a região de Agassiz a leste, passando por Chilliwack, Harrison Mills, até Pitt Lake a oeste, quase chegando em Vancouver.

    Nosso primeiro dia de pesca iniciou às 07h30 do dia 11/set/19 com o guia Fred, que é empresário da pesca na região com 5 conjuntos de barcos e 2 lojas de artigos de pesca. Pensa num barco top! Na minha opinião ele foi o melhor e mais profissional de todos os guias, inclusive iniciando o trabalho com uma preleção sobre medidas de segurança e o quê deveríamos fazer caso ele viesse a falecer...
    Descemos de barco numa rampa próxima ao lodge e pescamos no Rio Fraser entre as torres de transmissão de energia e o Rio Harrison. Logo pela manhã tivemos a primeira grande ação com um esturjão de mais de 2 metros, capturado pelo Zacarias. Naquele momento, para nós que estávamos de observadores ficava difícil imaginar por que o Zacarias ficava falando: - "o bicho é bruto". Esta primeira batalha durou cerca de 30 minutos e o peixe foi rebocado para a praia para conferência de tag, medidas e fotografias. Ao longo do dia ainda pegamos alguns peixes menores, um exemplar de 1,49m capturado pelo Luiz Cláudio e um de 1,98m que eu peguei nos minutos finais da prorrogação (peixe este que não tinha "tag", ou seja era "virgem" e não tinha registro de captura até este dia). Notem que o peixe de até 1,50m pode ser recolhido à bordo após ser colocado numa espécie de maca para ser içado. A pesca encerrou às 16h00.

    Retornamos ao lodge satisfeitos e conferimos que as turmas de Neander/Rudi/Anselmo/Junior e Hélio/Flávio/Wilson/Marcos também tinham capturado belos exemplares.


         
     
      
     
      
     
      
     
      
     
    No segundo dia saímos às 06h30 com o guia Matt em direção a Chilliwack na rampa "Island 22". No caminho entre a rampa e nosso primeiro ponto pudemos notar muita ação de salmão pink, mas não tínhamos material para este tipo de pescaria e seguimos. Novamente começamos a ação cedo e todos capturaram belos esturjões.

    A pescaria é feita no fundo e são utilizados sondas "fishfinders" de última geração com visão lateral e alta definição. Cada barco solta 4 varas iscadas com pedaços de salmão fêmea, "trouxinhas" de ova de salmão (feitas com pedaços de meia calça feminina) e iscas de Pike Minnow. São utilizados pesos de chumbo de até 2 kg, anzóis circulares (circle hook), linha de multifilamento de 120 libras e leader trançado. As varas longas de até 100 lb são sempre apoiadas nos suportes de popa e a ação do pescador inicia somente com a sinalização do peixe, sendo que neste momento o pescador começa a recolher a linha ainda no suporte e só arranca a vara para fisgar quando o peixe inicia a corrida. As carretilhas tem padrão de pesca oceânica.

    A força do esturjão é absurda e não é exagero dizer que é necessário preparo físico prévio para esta aventura.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
     
    No terceiro dia saímos com o Mike e seu impressionante barco. Fomos para o local conhecido como "Cannyon" e vários esturjões eram visíveis no sonar, mas apesar da grande quantidade de esturjões na tela, apenas os pequenos (de 1,00 a 1,20m) estavam sendo capturados...até que a minha vara começou a dar sinal de vida.

    Comecei a recolher ainda no suporte e o peixe correu. Arranquei a vara e fisguei. Parecia que eu havia fisgado um boi. Ele levou cerca de 200 metros de linha enquanto o guia liberava o barco. Não havia muito o que fazer, somente muita força e calma para não fazer bobagem. Eu recolhia e o peixe voltava a correr e foi assim por 30 minutos, com direito ainda a saltos espetaculares do peixe, em momentos verdadeiramente inesquecíveis. Então passei a vara para o Luís Mário que trouxe o peixe para a superfície e que depois passou para o Luiz Cláudio para levar até a margem. Após quase uma hora de luta pudemos ver o lindo monstro de cerca de 2,70m na superfície.

    Rebocamos o esturjão até a praia para conferência de tag, medições e mais fotografias. Eu estava segurando a vara neste momento e o guia segurou e puxou firme diretamente na linha para arrastar o peixe para o raso da praia de seixos e....a linha estourou. Um grito "fuck!!!" generalizado. De qualquer modo, foi nosso maior troféu que não quiz aparecer nas fotos finais, mas ficaram muitas imagens desta luta, dos saltos e do peixe sendo rebocado na superfície. Notem que a boca do peixe é voltada para baixo e o risco da linha de multifilamento roçar na praia de seixos e arrebentar sempre estará presente.

    Ao final deste dia havíamos pego 8 belos esturjões, mas ainda estávamos com o gostinho amargo do final imprevisto com este troféu. Acho que por conta disto, o Mike nos levou a um passeio pelo impressionante cannyon e suas águas violentas, que despejavam como uma canhão na região que estávamos pescando.

    Na chegada ao lodge contamos nossas histórias e vimos as fotos dos belíssimos exemplares capturados pelas outras equipes, com tamanho tão grande ou até maior do que o nosso.  Este dia foi um verdadeiro "jackpot" para todos.
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      
     
      

    O combinado para o último dia seria de sairmos com o guia Kerry às 04h30 em direção ao Pitt Lake. Havia chovido a noite inteira e o tempo estava bem mais frio (cerca de 12 graus celcius). Nossa previsão era de chegada ao ponto de pesca de salmão às 07h00, com direito a café da manhã no Tim Hortons, mas as coisas não começaram tão bem. Saímos um pouco atrasados e o no caminho o Luiz Cláudio ainda esqueceu sua carteira com todo o dinheiro e documentos na mesa da cafeteria e tivemos que voltar, perdendo 19 minutos e 38 segundos de pescaria. Ainda bem que era no Canadá, pois a carteira ainda estava esperando nosso retorno.

    Para resumir, quando finalmente chegamos na entrada do rio da reserva em Pitt Lake a água estava toda barrenta. Nosso guia Kerry nos colocou a situação, mostrando que não iria ser um dia produtivo naquele local, mas poderíamos retornar ao "Island 22" para tentar os salmões pink que vimos a dois dias, e que segundo seus contatos ainda estavam por lá.

    Voltamos com o barco, seguimos até a rampa, subimos o barco, rebocamos,..., e chegamos ao nosso destino às 10h40, 06h00 após a nossa saída. Não dá para negar que foi um início difícil, mas o Kerry fez um grande esforço para chegarmos neste ponto e começamos a trabalhar com nossos jigs e colheres e capturamos 20 salmões pink e alguns pike minnows. O material era bem leve, com varas de 14 libras, dando grande esportividade neste tipo de pescaria. Apenas alguns exemplares de fêmeas foram embarcados para servirem de isca para as próximas turmas. E assim terminou nosso dia, após um churrasco à bordo preparado pelo Kerry, que também é Chef de Cozinha.

    No local da reserva de Pitt Lake as outras equipes que lá estiveram nos outros dias também não tiveram grande produtividade, mas pegaram algumas trutas e pequenos salmões.
      
     
      
     
      

      
     
      
     
      

    Retornamos no dia seguinte para Vancouver para 3 dias de turismo e compras. No caminho paramos no Cabela's para compras e preparativos para as próximas pescarias. Deixo abaixo algumas fotos destes dias à título de curiosidade e também de alguns peixes pegos nas imediações da cidade pelo Hélio e pelo Wilson, que resolveram pescar mais um pouco, pois pescar nunca é demais.

    Agradeço aos meus colegas de turma (Zacarias, Luís Mário e Luiz Cláudio) pela amizade e companherismo, aos novos amigos que estiveram conosco nesta aventura (Rudi, Hélio, Flávio, Wilson, Júnior Beiço, Anselmo e Neander), aos representantes da Fishing Business (Marcos e Ari), a Deus e às nossas famílias por esta incrível experiência.
      
     
      
     
      
     
     
  8. Haha
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Well em Gigantes do Rio Curunduri /Aracá. De 09 a 16/2/2019.   
    Pescaria top! Parabéns e obrigado por compartilhar os detalhes.
    Abraços.
  9. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Guilherme Lobo em Pescaria Teles Pires JAN 2019   
    Boa tarde, venho relatar minha experiência incrível de ter pescado no Rio Teles Pires, em janeiro 2019, com o mega CARLOS PIMENTA FISHING.
    Resumindo meus 5 dias de pesca, consegui fisgar 29 peixes, entre eles Jau, Pirarara, Caparari, Barbado, Cachara, Cachorra, Armal...e  tive a sorte de pegar meus dois troféus como um Caparari gigante 20Kg aprox e um JAU gigante ...   
    Foi uma pescaria sensacional, onde superou todas minhas expectativas, tanto na fartura de peixes na água, atendimento excelente do Carlos Pimenta Fishing, estrutura, comida, bebida. Pescaria TOP!! Minha volta já está marcada com o Carlos Pimenta Fishing, se Deus quiser! E recomendo fortemente!
    Segue Abaixo as fotos dos peixes da minha pescaria Rio Teles pires JAN 2019: 
     













  10. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Guto Pinto em Atrás Piauçus do Rio Grande Fev 2019   
    Há uns 20 dias atrás resolvemos ir no Rio Grande na Região de Planura.  Meu irmão desde que nasceu o filho com apenas 1 ano e meio abandonou por enquanto as pescarias longes ( e eu serei o próximo) por um tempo.  Através de contatos, vídeos ele anda frequentando a região faz um tempo.  E já deu a dica que em Fevereiro é a época que sai muto Piauçu, estilo de pescaria que também curto muito.   
    Eu frequentei a região entre 20  anos atrás sendo a última foi  há  10 anos .  Porém fui atrás de tucunarés e principalmente Dourados e Peixes de Couro na pescaria de rodada, acabei abandonando o local pois além da estrutura na época ser  meia boca  meu foco de pescaria tinha mudado um pouco,  além que a matança era demais.  
    Planura se situa do lado de MG do Rio Grande e o do lado de SP a cidade é Colombia.  Apenas a 300km de casa.  
    Partimos Eu , Branco, Meu irmão e meu primo . Seriam 3 dias de pesca, o foco seria o Piauçu, porém se tivesse saindo Tucunaré tirariamos um dia pra dar uns Pinchos.  Lembrando que  o Piauçu é liberada a pesca lá essa época de piracema, mas apenas o pesque solte. 
    A S10 do Branco estava marcando 40 graus no painel, uma calor de matar.
     
    Chegamos em Planura já fomos na loja Comercial Piapara, do nosso amigo Jeferson que faz videos semanais de como anda região. O cara é parceiro demais e loja dele é animal, umas das melhores lojas que já entrei em termos de diversidade e preços  muito em conta, já deixamos uma graninha lá . 
    Branco Gil , Eu e o Piapara 

     Depois partimos pra pousada que fica do lado de Planura 
    Ficamos na Pousada Yokohama do Rodrigo,  uma pousada num local muito bonito, bem cuidado, comida simples mas excelente, quartos com Ar condicionado, Tv, uma bela piscina  .  Rodrigo sempre muito gentil e solicito.  
    Já chegamos tomamos aquelas geladas na piscina com um peixinho frito e depois arrumar a tralha pro outro dia.  Pousada estava cheia, porém de pescadores de Curvina






     
    Vamos a pescaria. 
    Pegamos guias Zé Roberto, que meu irmão já pesca há um tempo e o Cosme.  Ambos são terceirizados, sendo o aluguel do barco,  motor,  gasolina  acertamos individualmente . Ambos guias tops, conhecedores do rio, sempre alegres e felizes, eles já vinham com os carros próprios pegavam a gente na pousada e desciamos no porto em frente a pousada
     
    O Rio está muto baixo pra época formando até corredeiras e muita,   mas muita pedra, não recomendo ir sem guia naquele local se estiver nessa situação.  Olha a situação dos motores. 
     

     
     
    Barcos na água e Quarentões rasgando


      
    Pescamos apoitados e de lado, tratador, guarda sol, cadeirinha, pito  e cerveja gelada .  Usando massa e milho de isca, iscas como minhoca e caranguejo  são proibidas essa época


    Muita gente vai achar que a pescaria é um porre, ficar lá sentado dia todo igual um trouxa esperando o peixe beliscar.  Mas não amigos, pescaria foi uma coisa abominável, nunca vi tanto peixe na vida em nenhum outro local que fui .  
    Pegamos exatamente 537 Piauçus em 3 dias de Pesca !!!!!  Fora 20 Pacus que lá chamam de Caranha  e 3 Piaparas.
    Pesque e solte 100%, como falei pro meu irmão, chegava dar nojo o tanto que pegava.  Voltei com braço doendo. 
    Piauçus que variaram de 1 a 4kg, um peixe que briga absurdamente, pense num peixe ignorante, usando tralha leve o trem ficava mais emocionante ainda .


     





      


     
     
    Olha o estado que a tralha ficava depois da pescaria pescando com massa

    Meu irmão  pescava com dois anzóis , pra comprovar que pegava demais
    Pescaria sensacional, valeu a pena.  
    Se não houvesse tanta matança ainda , lá seria uma Ita ibaté dentro do Brasil em termos de diversividade.  Pois tem muito Dourado, Pintado, Barbado e Jurupensem,   os peixes de ceva ( Pacu Piauçu e Piapara) além de Curvinas e Tucunarés .  Mas ainda sai muito peixe,  tudo depende de acertar a época , o peixe que tá saindo e  principalmente um guia bom de pesca. 
     
    Materiais utilizados por mim:
    Carretilhas MS Titan Pro,  MS Ventura vt5 e uma Saint sole judiadinha já ( nada de levar coisa boa pra moer assim né)  e deram muito a conta, só vou ter que deixar elas imersas 4 dias no detergente)
    Varas pra pesca curta  Albatroz Pirangui  1.40m e Beija Flor 1.30m  e pra pesca de arremesso Saint Mooi 1.68m, Mig Piapara 1.80m e  Piapara Monteiro 1.80m  
    Linhas multi  0.18mm a 0.22mm de preferência 8x( 4x ralam muito no passador , piauçu briga muito embaixo do barco) 
    Anzol Maruseigo 12 e garatéia pequena 4x
    Chumbos de 20 a 40 g, fluor 0.40 a 0.45 , girador e  a pernada depende como esta correndo água.
     
    Referencias : 
    http://pousadayokohama.com.br/
    Canal do Piapara quem quer acompanhar a região
    https://www.youtube.com/channel/UCvGySVqRtKqDXXwAAwz53yA
    Mais fotos e vídeos da nossa empreitada:
    https://www.facebook.com/pg/DoutoresDaPesca/photos/?tab=album&album_id=2075015692606218
    OBS: Como conseguimos contar os 537?  O Zé Roberto e o Cosme cada Piauçu pego colocava um grão de milho numa garrafa de água vazia, kkkkkkkkkkkk
  11. Thanks
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Gustavo Felici em Barcelos Angatu Mirim   
    Parabéns Gustavo & Cia.
    Sempre um show de pescaria.
    Abraços!
     
     
  12. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Geordânio Félix em Pescaria em Santa Isabel do Rio Negro Bamburrou   
    Pessoal,
    Entre os dias 19 e 24 de Outubro agora - 2018, estive no médio Rio Negro a bordo do Amazon Adventure,(http://www.amazonsportfishing.com.br/), na companhia dos amigos Ricardo, Juninho e esposa Nádia.
    Apesar dos indícios de condições favoráveis, não foi uma pescaria fácil.
    Os tucunarés maiores se comportaram na maioria do tempo de forma desconfiada, rebojando e se desinteressando definitivamente de qualquer tipo de isca logo em seguida.
    A persistência com as hélices, somada à experiência e percepção do nosso piloteiro para o comportamento do peixe, em momentos e lugares específicos, na medida em que subíamos o afluente foram decisivos principalmente nos últimos dias em que o peixe "sentiu a água" das chuvas, como dizem por lá, e entrou no módulo Stand-by.  
    Tirando o máximo proveito destes requisitos e com o empurrão da sorte é claro, foi possível por algumas vezes ver a mudança desse padrão. Aí sim! Nestas ocasiões, o tucunaré fez questão de demonstrar as razões da fama que conquistou de verdadeira máquina de caçar.
    Será difícil esquecer: 
    o segundo e penúltimo dia quando consegui bater e rebater meus recordes pessoais;  a pesca no visual e impressionante sequência de capturas que o Ricardo fez em sintonia com as orientações do piloteiro Zé Bona, em um lago bem raso em que estivemos por duas vezes; a quantidade de gigantes que escaparam, mesmo depois de fisgados;  as imagens do Juninho eufórico nos descrevendo, numa curva do rio, como acertou seu troféu de 22 lbs em sua estréia na Amazônia e; o sorriso constante que a Nádia manteve, mesmo sob os efeitos do cansaço pelas centenas de pinchos que uma pescaria como esta lhe exigiram e daquela sensação térmica que só quem já foi lá conhece.  Porém, nada marcou mais que as vezes em que vi o Açu grande subir e explodir na hélice. Não vou nem tentar explicar.
    Saímos de BH/MG, terra da gente e descemos em Manaus com um dia de antecedência para desfrutar melhor da cidade, da tradicional passada na loja Sucuri e das tão esperadas Costelas de Tambaqui  do http://www.restaurantebanzeiro.com.br/.
       
    Pernoitamos em Manaus, https://www.hoteladrianopolis.tur.br/ e de manhã bem cedo seguimos 650km em linha reta, num voo fretado de 02:30 horas até SIRN. 
     
    Assim que chegamos ao aeroporto de Santa Isabel encontrei o Sr. Akira Oshiro, pescador experiente do Açu que conhecemos no Angatu na temporada de 2013.
    Relembramos  aquela saudosa pescaria e também a *paulada daquele Açuzão na hélice do Ricardo que consegui filmar na mesma ocasião.
    *Taí a porretada. Serve de motivação sempre que voltamos a Amazônia:
    Após, pedi ao Akira opinião sobre o que achava que encontraríamos pela frente em SIRN. Previu: - Pescaria difícil. Peixe muito manhoso. 
    Nos despedimos e por não ter ouvido dele as expressões repiquete, rio cheio e águas subindo corri até o isopor que a equipe do Amazon nos recepcionou para fazer o traslado até o Barco Hotel e abri uma cerveja gelada em justa comemoração, afinal sofremos revés nas três últimas temporadas por lá.
    E lá estava o tipo de aviso que muita gente sonha ver espalhado na represa de Três Marias - MG

    A bordo do Amazon, o anfitrião Flávio repassou esperança: o nível das águas e condições de pesca no Tea pareciam favoráveis e era para lá que iríamos, até onde fosse possível, porque o afluente estava secando muito rápido e o comandante receava encalhar. 

    Seguimos então navegando até perto do final do dia.

    E no caminho fomos montando os conjuntos e o Ricardo certificando a resistência dos nós.

    Carretilhas Daiwa Zillion Type R, Shimanos Curado 201 E7; Fiéis!

    Albatroz Enzo II e III, 5'.6", 20 e 25 lbs; Linha multifilamento YGK 8 fios, 80 lbs;  Snap 80 lbs; Leader Fluorcarbono 80 lbs; Prudência!

    Munição para a guerra e luvas para aguentar cinco dias de lavoura.

    O dia amanhece e antes da isca cair na água, a oração que nunca pode faltar: - "Senhor, fazei com que eu pegue um peixe tão grande que eu não precise mentir o tamanho dele . Amém!"
     
     
     


     
       


    Consegui perder três gigantes, o Ricardo cinco ou mais e o piloteiro Zé Bona quase perdeu a sanidade mental vendo tudo aquilo. Foi engraçado.
    Um dos que perdi fez um carinho especial numa das High Roller de pitões colados. Segundo o Zé Bona, bicho pra mais de 22 lbs:
      
     
       
       



        
     
    A escolha do Zé Bona como piloteiro se deu, porque trocando umas idéias com o Ricardo afirmou que gosta de pescar.
    E assim, do primeiro ao último dia comprovou ser um dos mais habilidosos pescadores do Açu que já conheci.
    Agia como técnico em decisão de campeonato: levantava, sentava, ia para proa, voltava, dava instruções, apontava para um lado, para o outro... Estava completamente envolvido e foi bacana demais ter visto aquilo.
    Não sairá da lembrança as explosões que vieram após as vezes que disse: - Mora um monstro ali. Arremessa lá! E Pow!!
    Nem das broncas do tipo: - Pata que pariu, perdeu no Jig. Nunca tinha visto perder peixe no Jig! 
    Suas dicas, macetes, orientações definiram a pescaria. Fomos seus alunos nesses breves dias no Tea.   



    O Ricardo adquiriu na loja Sucuri uma High Roller 6.25, cor Halloween. Tirou a garateia do meio e ela ficou show. Fez miséria com ela até a hora em que um monstro bateu estourando o leader 80 lbs e levou a isca. 
      








      
          
                 
              

             
                   
    O tradicional luau, na noite do penúltimo dia, não deixou a desejar.


    E no final, como de costume no Amazon, houve a entrega dos bonés CLUB 20 LBS ( http://www.asf.tur.br/clube-20lbs.asp ) aos pescadores do grupo que acertaram exemplares de tucunarés pesando igual ou acima de 20 libras e houve muita comemoração neste dia.
    (imagem ilustrativa)

    Olha os mais novos integrantes do Club:


           
                 
     
    Prevaleceu a harmonia e integração nas resenhas, oportunidade em que pudemos conhecer melhor os demais integrantes do grupo vindos de São Paulo, EUA e a tripulação também. Tudo gente boa!
    Trouxe de lá na bagagem, além de um vidro de pimenta Murupi da boa, aquela sensação de saudade real por todos os momentos vividos, associada a um desejo sentimental que tudo se repita - pura nostalgia que sempre bate quando dá a hora de ir embora.
    Durante o trajeto de volta para o aeroporto, ouço o Ricardo brincar comentando com os piloteiros que nos ajudaram no transporte, entre eles os irmãos Zé Bona e Antônio, que a pescaria bamburrou. Falei que se desse para fazer um relato aqui no FTB usaria essa expressão e assim o fiz.  
    * Bamburrar: Expressão utilizada pelos garimpeiros, para definir sorte no trabalho, acertar na procura de um diamante precioso, achar uma pedra de grande valor... Exemplo do uso da palavra Bamburrar: O garimpeiro, bamburrou desta vez pois encontrou um grande diamante naquela frente de trabalho...
    É isso!
    Fica o agradecimento primeiramente a Deus por tudo isso.
    Pela cordialidade e simpatia de todos os envolvidos na manutenção da estrutura que nos foi disponibilizada a bordo do Amazon Adventure, em todos os níveis: proprietário, agência, tripulação, apoio, guias de pesca...;nosso muito obrigado!
    Especial agradecimento ao Ricardo Aguiar e ao Juninho pela amizade e boa sintonia nas pescarias, extensivo à sua esposa Nádia e aos guias Zé Bona e seu irmão Antônio;
    Aos demais companheiros do grupo pela agradável companhia em SIRN;
    E a você que nos prestigia correndo os olhos nas muito sinceras palavras deste relato.

    Forte abraço e linhas sempre esticadas!
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    Fernando_Oliveira deu reputação a Fabrício Biguá em [Torresmo Açu] SIRN/2018 - Difícil, mas sempre top!   
    Torresmo Açu - 2018
    Data: Out
    Local: Santa Isabel do Rio Negro
    Barco: Angatu Açu
    Pescadores: Fabrício Biguá, João Biguá, Xandego, Thiaguinho, Ricardo, Denis, Paulo Emi, Raimundão, Edu Camargo, Poiani, Durante, Carpincho, Pinelli, Megda, e os novatos nesta turma, Wallace e Carlinhos.



    Mais uma vez resolvemos reunir esta turma fantástica em uma pescaria no Rio Negro. São 6 anos de convivência, excelentes amizades, muita risadas, e todos focados num objetivo só: o de se divertir. 
    Pesco em SIRN desde 2005. Parei de contar as semanas de pesca quando ultrapassei a 30, isso, em 2014. De lá pra cá foquei totalmente em estar com pessoas melhores q eu.
    Os "fissurinhas", COMO EU ERA ANTES, fui deixando de lado, assim como os perfeccionistas, os chatos, os aproveitadores, ou aqueles se preocupam mais com o peixe, q com o colega ou com a boa convivência.
    Claro q estou sendo generalista, afinal, graças a Ele, tenho facilmente mais uns 100 amigos q poderiam estar nesta turma e não estão, seja por falta de tempo, oportunidade ou por dinheiro mesmo. Mas esta turma se dá ao trabalho de dispensar os primeiros citados. Esta turma é disparada a melhor q tive a oportunidade de pescar. 😍😍....kkkkk...Para ajudar, este ano pesquei na companhia do meu pai. 
    Como nos anos anteriores (depois colocarei os links aqui pra baixo), vamos conversando de tudo no decorrer do ano...O q menos conversamos, é da pescaria, afinal, esta turma já é tarimbada demais. Por incrível q pareça, o foco maior é sempre em agradar, é sempre poder ajudar. 
    Rumamos para SIRN, e, como a maioria de vcs bem sabem, os conflitos envolvendo comunidades ribeirinhas/indígenas, tem atrapalhado em muito a pesca na região. Como fazemos todos os anos, escolhemos um afluente e partimos pro pau. Água 2m acima do nível, fria, e muito pouco peixe na linha. Em alguns períodos, vários do grupo chegavam "dedão" no barco hotel. 
    E sabe o q era melhor?!?! NINGUÉM, simplesmente ninguém, chegava de cara feia, ou indignado, ou chateado. Todos chegavam rindo, zuando, e tocando o terror...rsrs...Se um peixe grande apenas rebojava em um lago, o amigo chamava outros pescadores para tentar arrancar o bicho lá de dentro. Coisa q nunca vi em outro grupo de pesca (não dessa forma). Chegávamos a pescar em 4, 5 ou 6 voadeiras num mesmo lago, e, várias vezes a última canoa que era a premiada...É sério!!!
    Pescamos por 4 dias inteiros em condições totalmente desfavoráveis, mas com todos do grupo querendo ficar no afluente, independente de resultados. 
    Contrariei um pouco a turma e resolvemos descer para o Negrão, estávamos com 2 novatos no grupo (Carlinhos e o Wallace), q pouco se importavam com os peixes, mas eu queria q os caras conhecessem um pouco do q é Santa Isabel. Descemos na bagaça, e ainda conseguimos pescar por 1 dia inteiro + meio dia, nos lagos próximos a cidade.
    A água estava uns 5 graus mais quente e os peixes bem mais ativos. E foi aqui q fizemos a maior parte da pescaria (peixes). Em pouco mais de 1 dia, conseguimos um resultado até q razoável para o nível q encontramos.
    E aqui vão as fotos!!!

     

     







     







    Xande também acertou a cabeça de um monstro....

     


    E foi aos 45 do segundo tempo, que meu pai, bem desanimado com a pescaria, sugeriu q ficássemos o último meio dia de pescaria no barco hotel. Disse ao coroa que negativo, q pescaria só se acaba, quando acaba...hehee....Cantamos parabéns pra ele e para o Thiaguinho (70 e 40 anos, respectivamente) no café da manhã q foi fizemos na praia, e partimos para a "guerra" naquelas poucas horas q nos restavam.

    Chegamos ao último lago possível. Dali pra cima era TI...Bastou o coroa arremessar o já conhecido Pop Queen da Maria (135), quando, no segundo arremesso, o bicho entrou com tudo na isca. Tomou um pouco de linha e enroscou no pau. Fomos nos aproximando vagarosamente do bicho, quando meu pai percebeu q o peixe estava quietinho e de boca aberta, ao lado uma galhada, quando chamou o guia para q o "bogasse". Com a típica destreza daquela turma de guias, o nosso conseguiu bogar o peixe antes dele pensar em tomar linha pela segunda vez. Quando o peixe pensou em correr, já era, já estava dentro do barco...rsrs...Depois postarei o vídeo aqui para vcs verem como foi..
    Lindo peixe, belas fotos, e o melhor presente de aniversário q meu pai poderia receber naquele dia.

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    Peixe fotografado e devidamente solto.
    E foi assim a nossa semana...ou melhor, claro q saíram vários peixes pequenos que não estarei postando para não deixar o relato muito grande.
    Outro fator q merece ser compartilhado com todos, foi a nossa pescaria "gourmet"...rsrs...O nosso chef, pescador e amigo Thiaguinho, tem feito algumas viagens nos Angatus para mudar completamente o cardápio do barco. Ele e o nosso cozinheiro Mizaque mandaram muito, mas muito bem. Todos os anos levamos acepipes diversos, mas este ano, puts, tudo foi gourmetizado mesmo...rsrs
    Deem uma curtida nestas fotos abaixo. E olha, isso não chegou nem perto do q realmente comemos...🤪



     
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    E assim encerramos a nossa pescaria. Mesmo com água alta, pescaria fraca, saímos mais felizes do que chegamos.
    Os serviços do barco, segundo todos os amigos do grupo, melhorou muiiiiitttooooo....Claro q o Thiaguinho teve grande participação nisto, mas o nosso cozinheiro tem aprendido tudo muito facilmente, os nossos guias foram muito bem, camareira moeu dessa vez, o nosso gerente, Jairo, colocou 150 caixas de Heineken pra nossa turma. A partir de 2019, TODAS AS OPERAÇÕES DO ANGATU, contarão com cerveja Heineken, Campari, Smirnoff e Red Label INCLUSO NO PACOTE...E claro, todos os outros funcionários mandaram muito bem. Nosso garçom Alessandro, foi tão bem, mas tão bem, q estará, fora da temporada amazônica, trabalhando com o Carlinhos aqui no Araguaia.
    Pescaria finalizada e todos, simplesmente TODOS, já confiram novamente presença em outubro de 2019. 
    Materiais utilizados:
    - Os já conhecidos como matadores por todos vocês.
    Agradeço de coração a cada um dos amigos que me confiaram a organização dos pequenos detalhes em nome do grupo. E até 2019.  
    Vlw turma, e vlw pai...

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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Adalberto Magrao em Rio Teles Pires - dicas   
    Magrão,
    estive lá no Teles Pires com minha turma. Também achávamos que os grandes peixes de couro eram coisa do passado, mas perdemos alguns gigantes daquele tipo que quebra vara de 100 libras e você não consegue nem tirar a vara da secretária. 
    Claro que as represas tiram até um pouco do charme do local e afetaram a pesca, mas continua valendo a pena e muito. Como já disseram o melhor é pescar abaixo das represas e se pesca o ano inteiro, variando a produtividade de cada espécie. Quando puder, dá uma olhada no nosso relato que talvez tenha alguma informação interessante para vocês.
    Os sites de pesca das pousadas da região costumam ter tabelas de produtividade por espécie conforme a época do ano.
    Abraços.
     
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de FabianoTucunare em Hoje começamos a definir nosso futuro...   
    Valeu @Kid M! Ótima iniciativa.
    Que vença o melhor e que não seja do PT.
    Abraços.
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    Fernando_Oliveira deu reputação a Luiz Transferetti em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
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    Fernando_Oliveira deu reputação a Eder Nascimento em VILA NOVA AMAZON – RIO SUCUNDURI/CAMAIU – SIMPLESMENTE A EXPERIÊNCIA MAIS ESPETACULAR DE NOSSAS VIDAS.   
    Salve galera do biguá!
    Com toda certeza este será o maior relato que já escrevi em toda minha vida por tudo que vivemos esses dias. Como diria os guias: “ a chinela cantou” kkkk e cantou bonito.
    Leiam na integra se for capaz!
     O INÍCIO DE TUDO
    Sou o tipo de pessoa que estuda muito antes de fechar uma operação, procuro saber de cada detalhe da operação, do rio e buscar referências da empresa.
    Há cerca de mais de dois anos tive o meu primeiro contato com Victor Vila Nova e logo de cara percebi que se tratava de um cara diferenciado, de caráter e que honra sua palavra.
    Na busca por informações conheci três pessoas que foram minhas referências para realizar este sonho de pescar no Rio Sucunduri numa operação de alto nível.
    @Jaida M Machado e @Otavio Vieira do Pesca Gerais me deram muitas informações e seus relatos me ajudaram muito. Por sermos da mesma cidade nos tornamos amigos e estivemos juntos em várias outras situações tanto nas reuniões de confraternização do Pesca Gerais quanto pescando juntos em Três Marias.
    Outra pessoa que tenho que exaltar de forma especial e que virou um grande amigo é o @João_Medeiros. Muito obrigado meu irmão pelo seu acolhimento e por sempre ser solicito comigo. Grande parte do sucesso desta pescaria devemos a você.
    O GRUPO
    Puts! Falar do nosso grupo é chover no molhado.
    Um ano antes a maior parte deste grupo tinha pescado junto no Rio Trombetas e mesmo antes de ir para o Trombetas já conversava com eles para o Sucunduri/2018.
    Os demais que entram só agregaram valor, os próprios funcionários da Vila Nova Amazon fizeram questão de dizer que nosso grupo era muito diferenciado. Pessoal muito focado na pescaria, além de ser muito divertido e entrosado. Uma família é o que nos tornamos.

    Tássio, Evaldo, Vander, Eder, Fortunato, Lucas, Rafael e Mozart.
    APRESENTANDO O GRUPO
    @Rafael Nunes Lima - Coromandel/MG : um parceiro de várias pescarias que se tornou um grande amigo.
    Mozart Grossi - BH/MG: amigo de trabalho e que introduzi na pesca esportiva e virou um irmão.
    @Lucas Postali Furlani - Serra Negra/SP: da minha mais alta estima, fechou esta pescaria comigo dentro da minha casa em Três Marias.
    Fortunato - Mauá/SP: nosso querido Fortunas, o mais velho do grupo e disposição demais.
    @Evaldo Guerra e Vander Gonçalves- Itabira/MG: dois caras sensacionais fizemos uma resenha antes em Três Marias e foi uma experiência  pré pescaria muito top.
    @Tassio Ferreira - Brasilia/DF: cara de palavra entrou no grupo na reta final e agregou muito na equipe.
    Eder Nascimento -BH/MG:  este sou eu mesmo kkkkk.
    CHEGANDO EM MANAUS
    Uma parte de grupo chegou um dia antes em Manaus (31/08/2018) para curtir a cidade.
    Na minha conexão em SP peguei o mesmo voo do amigo Fortunas, chegando em Manaus Mozart (mais conhecido com Moranguinho) já estava nos esperando.

    Fortunato e Eder (Kid veio querer tirar uma foto com a gente hehehehehe)
                                                                                       
    Partimos direto para excelente Hotel Quality já incluso na operação e bem próximo ao Hotel fomos almoçar no Choupana.

    Almoçando no Choupana já com Moranguinho.
    Depois fomos fazer aquela tradicional visita ao Mercado Municipal e ao Teatro.

    Teatro                                                                                                Mercado
    Na manhã seguinte já acompanhados pelo Lucas que chegou na noite anterior fomos até o porto do Ceasa e fizemos um passeio que recomendo a todos que vão pescar partindo de Manaus e ainda não tiveram esta oportunidade.
    O encontro das águas e o passeio até chegar no ponto de brincar com os pirarucus é emocionante demais.
    ·         A dica é chegar com grupo até o porto e fechar direto com pessoal dos barcos, sai muito mais barato e o passeio é bem mais produtivo.

    Chegando do passeio fomos curtir a piscina do Hotel enquanto o restante do grupo chegava em Manaus.
    Com a turma toda reunida voltamos ao Choupana para o almoço.

    No dia seguinte após um belo café da manhã o transfer veio nos buscar para pegar o hidroavião. Operação com total conforto. Bacana demais.

    Depois de 1h30min de voo chegamos no barco o hotel e fomos recebidos com petiscos e muita bebida gelada. Logo em seguida um almoço com tambaqui de banda assado. A alimentação durante toda operação é impecável.
    Logo em seguida partimos para o primeiro dia de pesca. O Rio estava cerca de 1,5m acima do ideal mas não nos preocupou em nada.

    PRIMEIRO DIA DE PESCA
    Logo após o almoço eu e meu amigo Mozart já fomos fazer os primeiros arremessos acompanhados pelo excelente guia Magno (que cara fora de série, tantas histórias, muito conhecimento) que para nós se tornou Magnata.
    Os nossos primeiros arremessos foi uma decepção, kkkk! Estávamos calibrando as mãos, mas depois de algumas sequências de cabeleiras e arremessos curtos, a mão já estava calibrada e já pegamos uns peixes. Vimos muito movimento de peixe grande, com Rio um pouco acima do nível ideal, dava para ver as pancadas de peixe caçando dentro do mato.
    Para primeira tarde de pesca o resultado foi muito bom.

    Meu primeiro peixe fiz questão que fosse na isca que meu amigo @Igor Toniato me presenteou. 
    SEGUNDO DIA
    Neste dia navegamos bastante e todo o grupo foi a um local de muitas pedras. Eu o Mozart tivemos muitas ações e embarcamos muitos peixes de médio porte.
    Perdi o grande troféu do dia, em uma tomada de linha das boas na isca trairão. Já sabia que estava com primeiro troféu da pescaria engata, com uma vara de 25lb toda envergada e peixe já chegando no barco meu grande parceiro me arremessa uma isca de meia água sobre a minha linha. Resultado: a isca dele enrola na minha linha e após Magnata retirar a isca dele já sabia que tinha perdido o grande peixe do dia.
    Lamentei e depois o jeito foi rir da situação pois eu vi que estava tudo gravado para mostrar o que aconteceu.
    Exatos três minutos depois outro monstro bate na isca zig zara 110 do Moranguinho, o peixe não deu nem as caras já levou para pedra e cortou a linha. Foi uma pancada bruta e que também foi registrada. Cerca de 20 minutos antes eu lembro de ter dito ao meu parceiro: “Mozart estamos pescando em um local de muitas pedras, se o peixe bater vara para cima”. E este grande peixe o Moranguinho perdeu porque não segui a dica, kkkk.
    No final deste dia o resultado foi positivo, muitos peixes embarcados.

    TERCEIRO DIA
    Neste dia fomos a um lago bem grande, a maioria da turma foi para este lago. Como o Rio estava um pouco cheio encontramos com botes de outra operação. Incomodou um pouco mais não atrapalhou o rendimento da pescaria neste dia.
    Logo na entrada do lago Magno já percebeu o movimento de muitos peixes, minutos antes outra dupla do nosso grupo tinha passado exatamente por ali, eles ficaram um pouco a nossa frente. Já eu o Mozart ficamos mais de uma hora na boca deste lago e perdemos a conta de quantos peixes pagamos, nenhum gigante, mas diversão garantida.
    Depois fomos contornando o Lago e continuamos pegando peixe. Eu percebi que o peixe atacava e não ficava na isca, foi então que resolvi a trabalhar só no stick, o que na minha opinião é fatal neste caso. E o resultado foi garantido.
    Saindo do lago, na mesma boca que pegamos muito peixe eu bati um pouco de hélice para ver se tirava algum peixe de dentro do mato, pois tínhamos visto peixe grande comendo. Depois de alguns minutos na hélice eu joguei uma curisco para vê se algum peixe tinha se interessado pelo barulho da hélice. Foi ai que ocorreu uma das cenas mais linda da minha pescaria, como a água estava muito clara deu para ver tudo no visual. A menos de dois metros do barco me entra um pinima gigante com a coloração ouro pega minha curisco e por muito pouco não quebro a vara. A primeira reação foi colocar vara na água e dar um pouco de linha para o peixe, foi uma briga intensa e quando finalmente consigo tirar a vara da água para trabalhar o peixe com mais calma o gigante me escapa e paca que estava ao lado não toma conhecimento da isca e mais uma vez vara na água e fominha do paca foi embarcado.
    A tarde fomos bater iscas nas praias, pegamos bons tucunarés e vimos muitas aruanas.

    QUARTO DIA
    Sinceramente neste dia não lembro bem onde fomos, sei que fomos em uma ressaca com muitos molongos, porém com pouco ação de peixe. Em seguida mudamos de pontos e continuamos com dia produtivo de pesca.
    Em um local com uma parede de pedra bati uma superfície e nada. Disse ao guia: "não é possível lugar deste tem que sair um peixe". Não desiste do ponto e arremessei um jig e logo no primeiro arremesso tiro um belo peixe que brigou bonito. Em seguida Mozart jogou uma meia água e ali pegamos mais alguns bons peixes.
    Tentamos entrar num lago, mas o acesso era muito difícil, atravessamos a mata a pé em um outro ponto para vê se valeria a pena fazer um esforço de pescar neste lago no outro dia. Vimos muitos peixes e ficou definido que no outro dia iríamos vara o lago.
    O dia seguiu na mesma toada dos outros, bons peixes e muita diversão.

    QUINTO DIA
    Neste dia quem pescou comigo foi meu grande amigo Rafael Lima, e de cara fomos varar o lago. Depois de muito trabalho dos guias para varar o lago já começamos os trabalhos com arremessos na boca do lago. Do lado esquerdo eu o Rafael arremessava e do lado direito Fortunas e Tássio.
    Com poucos arremessos eu já faço a primeira captura, e seguimos batendo no lago. Neste lago o silêncio imperava e só era rompido pelo estouro das pancadas de peixe nas margens do lago se alimentando, nunca tinha visto tanto peixe comendo e tanta saicanga saltando desesperada pela vida.
    Pegamos muitos peixes neste lago e mais uma vez o trabalho que fez a diferença foi o de stick.
    Ainda tive um snap totalmente aberto quando usei um jig, era um peixe grande para abrir o snap daquele jeito.
    Neste lago eu percebi que toda hora Fortunato estava pegando peixe, era um atrás do outro. Na hora do almoço saímos do lago e descobri o segredo de Fortunato, ele estava usando segundo ele um tube jig, aquelas cranck bait de metal que vai no fundo. Malandro!!!
    A tarde seguimos pescando em outros pontos e diversão era forte com Rafael no barco, kkkk. Cara macaco pego e cada engarrancho era motivo de gozação.
    O dia terminou bem produtivo.

    SEXTO DIA
    Neste dia pesquei com meu amigo Lucas e como estávamos na boca do Camaiu os botes subiram este belo Rio.
    Pescamos pela manhã na ressaca do camarão e foi ai que saiu os dois maiores monstros da pescaria. Lucas arremessa sua isca doente (depois explico) e no primeiro trabalho entra o maior tucunaré que eu já vi na minha vida. Depois de muitas tomadas de linha a alegria transborda no barco. Um tucunaré de 83.5 cm com seus quase 8kg pesado em balança digital. Parabéns Lucas arrebentou.
    Minutos depois escutamos a euforia de Mozart e Rafael no outro bote a metros do nosso. Era mais um monstro de cerca de 80cm embarcado pelo Mozart alegria demais.
    Neste mesmo local os garotos de Itabira (Evaldo e Vander) pegaram peixes de acima de 70cm, esses garotos estavam demais, todos os dias pegaram peixe acima de 70cm.
    Continuamos subindo sentido à cachoeira da onça e não é que vimos mesmo um bela onça? Eu fiquei tão eufórico e que ao pegar a Go Pro esqueci de apertar o botão de gravar.
    Nas corredeiras ainda peguei um belo paca, peixe muito forte e com corredeira então o bicho parece um monstro.
    Foi um dia para entrar para história, nunca tinha visto um lugar tão bonito em toda minha vida.
    No final da tarde Mozart ainda acerta uma bela pirarara.

    SÉTIMO E ÚLTIMO DIA (FECHANDO COM CHAVE DE OURO)
    Lucas pediu que eu pescasse com ele novamente, queria eu tivesse a sorte e pegar um peixe grande, como já tinha perdido alguns, iríamos tentar.
    Foi um dia que batalhamos muito, vimos muitos peixes grandes. Saíram vários de médio porte, mas o grande mesmo foi bater na isca do Lucas, estava iluminado o garoto kkkk.
    Eu ainda embarquei uma bela aruana.
    No finalzinho do dia fomos tentar pegar uma pirarara e com pouco mais de 15 minutos mais uma vez o Lucas ferra uma bela pirarara que brigou demais e foi para o pau. Achamos que tínhamos perdido o peixe, mas o guia Daniel com muita calma foi recolhendo a linha que estava no toco e depois de muitos metros de linha recolhida vem outra tomada de linha insana. Pirarara embarcada de aproximadamente 30kg, lindo peixe.
    Ao voltarmos ao Angler II extremamente satisfeitos encontramos com Mozart e com Rafael que estavam radiante de felicidade. Eles tinham varado um lago, segundo Magnata “Lago Misterioso” e racharam de pegar peixe.
    Alegria total que contagiou todo barco. Fiquei extremamente feliz, pois torcia demais para que o Rafael tivesse um dia como aquele e ver o Mozart pela primeira vez na Amazônia e ter vivido dias primorosos como estes foi bom demais.
    Terminávamos a pescaria com total estimado de no mínimo 1100 peixes embarcados,para terem idéia neste lago apenas Mozart e Rafael pegaram 173 peixes, e já ia me esquecendo do pirarucu que escapou ao tentar colocá-lo no bote.

     
    Foram muitos peixes entre: traíras, saicangas, piranha, jacundá, pirarara, jundiá, tucunaré popoca, pinima e tucunaré coloração paca. Até boto foi pego kkkkk.
    Preciso fazer algumas menções especiais antes de finalizar:
    1-      LUCAS FURLANI POSTALI
    A rapaz estava iluminado, não passou se quer um dia em branco. Todo o dia pegava troféu com sua isca doente. Nunca vi alguém trabalhar um stick daquele jeito, a isca não parecia estar trabalhando. Não sabia se a isca vinha na sub-superfície, se vinha na superfície e até na meia água. Mas não é que os pinimas gostaram! Muito peixe grande e ele pegou somente desta forma.
    E ainda tem a pirarara que foi a maior da pescaria.
    Parabéns Lucas pelo troféu da pescaria, mas que fique bem claro que este posto só foi seu porque nosso grande Michel Guerra não estava com a gente, por que sabe onde o Michel esta ele sempre será o campeão, kkkkkk.
     

    2-      OS GAROTOS DE ITABIRA
    Evaldo e Vander também pegaram muitos peixes grandes, parabéns! Mais que merecido pela pessoa que vocês são. Dupla extremamente afinada e super fominha, eram sempre os últimos a chegar no Angler.

    3-      A OPERAÇÃO
    Não poderia deixar de falar um pouco aqui da excelência desta operação. Qualidade em todos os sentidos.
    A equipe de bordo: camareira, cozinheira, gerente e garçom são pessoas que chega a nos constranger com tanta dedicação.
    Comida de qualidade e super saborosa, roupas extremamente bem lavadas e cheirosas, quarto limpos todos os dias.
    Os guias são um caso a parte, extremamente dedicados e não fazem corpo mole. Literalmente dando o sangue para o sucesso de sua pescaria. Preparam um almoço em meia a selva muito farto e muito bem feito.
    O resultado disso tudo é a fidelização do cliente, depois que se pesca numa operação de alto nível assim fica difícil procurar outra operação. Gasolina à vontade, bebida a vontade, carne de primeira todos os dias. Simplesmente 10 de 10.

    CONCLUSÃO
    Sem dúvida nenhuma foi a melhor pescaria de nossas vidas e. O Rio Sucunduri e o Rio Camaiu tem paisagens de tirar o fôlego e já esta certo que vamos voltar em 2019. Vai ter algumas vagas no nosso grupo, pois teremos que ficar no barco maior. Quem tiver interesse pode me procurar no privado, deixo claro que não sou operador e não ganho a vida com isso, sou somente mais um pescador do grupo.
    Outro fator de extrema importância que pudemos observar é como o pesque e solte mudou a vida das pessoas inseridas ali. Por isso pesque e solte sempre e vamos preservar a Amazônia que é nosso maior tesouro.
    AGRADECIMENTOS
    Em primeiro lugar agradeço a Deus por ter nos proporcionado dias tão fantásticos.
    Agradeço aos meus amigos que dividiram comigo a alegria desses dias.
    Quero agradecer também ao amigo Victor Vila Nova, pelo seu atendimento e por uma operação que entrega o que promete e vai muito além do que o pescador espera.
    E por último a minha amada família que teve a oportunidade de passar uns dias em Manaus e desfrutar desta cidade fantástica.
     Todos no grupo estão de parabéns, só tenho a agradecer por dias tão memoráveis ao lado de pessoas como vocês.
     


















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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Teles Pires Lodge - Rio Teles Pires - Agosto 2018   
    Muito obrigado Fabrício. Minha temporada de pesca 2018 vai ser só no Sul daqui para frente, assim vou ter que esperar o relato dos amigos para "viajar" para a Amazônia. 
    Abraços. 
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Teles Pires Lodge - Rio Teles Pires - Agosto 2018   
    Nosso destino desta vez foi o Teles Pires Lodge, antiga Pousada Santa Rosa. O local é muito conhecido da comunidade de pescadores, porém com a destruição de boa parte do Rio Teles Pires para a construção das hidroelétricas de São Manoel e Sete Quedas, também deixaram de existir as quase lendárias Pousadas Portal da Amazônia e Mantega.
    Assim, com o fim da operação da Pousada Mantega, os proprietários foram parcialmente indenizados pela usina e compraram a Pousada Santa Rosa, que hoje tem o nome comercial Teles Pires Lodge. A operação fica às margens do Rio Teles Pires (ou Rio São Manoel) e a pescaria ocorre entre a Usina São Manoel e a Cachoeira da Rasteira, num raio de aproximadamente 2h00 de navegação para Norte e para Sul, boa parte da área coberta pelas terras dos índios Kaiabis.
    Como sempre, inciamos os preparativos da nossa pescaria com bastante antecedência. Nosso contato  comercial com o Lodge foi o Barreto, que nos facilitou bastante a organização da pescaria, emitindo os boletos mensais por pescador e aturando nossas manias, como a troca da cerveja oferecida pelas nossas marcas preferidas, recepção de uma boa quantidade de garrafas de vinho, que foram enviadas para a pousada com bastante antecedência, e a encomenda das nossas iscas vivas.
    Chegamos em Alta Floresta no dia 17 de agosto de 2018 e como de costume fomos nos hospedar no Hotel Floresta Amazônica. Saímos para almoçar no restaurante Cambalacho, comprar tralhas na Loja Trairão e fazer compras de supermercado. Como das outras vezes, também encomendamos no hotel um jantar à base de Matrinxã para após a sesta. Nossa equipe "ÉNóisNaLinha - Pescadores de Verdade" era composta pelos colegas Osmar, João Manoel, Luís Mário, Rafael, Germano, Vanderley, Ulysses, Zacarias, Luiz Cláudio, Pedro, Rodrigo e Fernando,
    Dia 18 todos já estavam acordados bem cedo, com malas na recepção, café tomado e contas pagas. O grupo foi dividido em 2, sendo que 6 pescadores seguiriam de camionete F250 extendida (pilotada pelo Luciano), levando boa parte das tralhas de pesca, e 6 pescadores seguiriam de avião sertanejo, em duas viagens (3 em cada) com o Comandante Alceu.




    Após o almoço todos já estavam na pousada, formaram-se duplas, fomos apresentados aos nossos guias e iniciamos a montagem e separação das tralhas para o primeiro dia de pesca. Parte dos pescadores do nosso grupo optou por manter as duplas de pesca fixas durante os 5 dias e os 06 colegas restantes iniciaram um sistema de rodízio de pescadores e guias.
    Comentários sobre a Pousada e sobre o Rio Teles Pires.
    O Teles Pires Lodge é de construção simples mas os serviços essenciais para os pescadores são perfeitamente atendidos. Existe um espaço amplo para guarda de varas e montagem de material de pesca, o banho é quente e com água abundante, o colchão é bom, a lavanderia funciona com perfeição - não sendo necessárias mais do que duas mudas de roupa de pesca para a semana, o restaurante é amplo e confortável, o WiFi é apenas razoável - mas suficiente para comunicação de texto (sem envio de imagens), existe ainda um telefone disponível no restaurante e o mais importante de tudo: - a comida é excelente! Algumas manutenções são necessárias, mas nada que desmereça o excelente serviço que recebemos nesta semana.
    Os Piuns (pequenos mosquitos conhecidos no Sul como Pólvora) são companheiros inseparáveis de pescaria, sendo indispensável o uso de roupas longas, bonés, luvas, buffs e qualquer outro tipo de repelente e apetrecho que impeça a exposição da pele.
    Durante a nossa estadia fomos atendidos pelo José Luiz e pelo Reinaldo, que juntamente com sua equipe mereceram nota 10.
    O Rio Teles Pires ainda impressiona pela diversidade e tamanho das espécies de peixes. Nesta semana foram capturados e soltos 24 tipos diferentes de peixes em tamanhos que íam de poucas gramas até 50 Kg. Foram Pirararas, Piraíbas, Jaús, Tucunarés, Piranhas, Piranhas-chupita, Tambaqui, Cacharas, Capararis, Cachorras, Pirarucu, Corvinas, Cuiu-Cuiu, Armau/Abotoado, Armau-Tigre, Jundiás, Bicudas, Barbados, Jacundás, Palmitos, Piaus, Arraias, Matrinxãs e até um tipo local de Sardinha.



    Claramente a construção das represas alterou o regime do Rio, que em alguns trechos mal podia ser navegado de tão raso. As águas também estavam muito claras, para falar a verdade quase transparentes, o quê na minha humilde opinião de geólogo é parcialmente explicado pela retenção de sedimentos nas represas. Durante nosso sobrevoo ficou bastante explícita a diferença de coloração da água nas imediações das barragens.
    No trecho da pescaria a mata estava muito bem preservada, com um número incrível de pássaros com suas cantorias nos acompanhando o dia inteiro. Foram também avistadas 3 balsas de garimpo de ouro operando em terras indígenas na região da nossa pescaria, claramente ilegais e sem fiscalização.
    A pescaria.
    Nossos guias nesta semana foram: Roberto, Mola, Cecílio, Jonas, Tcheco e Flávio.
    Alertados pelo Barreto que a produtividade com minhocas e tuviras estava bem maior do que com iscas brancas, nós já havíamos encomendado estas iscas e partimos todos os 6 barcos rio acima até o flutuante do Lodge. Trata-se de uma pousada flutuante "ainda em construção", mas feita em estrutura metálica sobre balsa com paredes em termo-painéis e ancorada numa região considerada estratégica para a pesca esportiva, entre as lagoas do Jabuti e a represa São Manoel. Neste dia usamos este flutuante como base e nos reunimos na hora do almoço para troca de histórias, dicas e comer um churrasco.
    O primeiro dia pescaria foi muito produtiva pela manhã, saindo alguns belos exemplares de grande porte, como uma Pirarara (50 Kg), um Cuiu Cuiu, um Tambaqui, diversos Jaús e outros peixes.








    Após o almoço no flutuante todos saímos em disparada rio abaixo, pois se aproximava uma chuva muito forte, que acabou nos pegando no caminho com fortes rajadas de vento e água gelada, praticamente fechando o nosso dia. O grande detalhe da Pirarara, que foi o grande troféu deste dia, é que foi capturada com uma vara de 25 libras. Nosso colega Luís Mário tentava pescar um cobiçado Tambaqui, num trecho relativamente raso do rio, tendo sido surpreendido por este peixe que deu muito trabalho e deixou na lembrança uma batalha inesquecível.
    O segundo dia foi parecido em termos de clima, apenas que optamos por seguir em direção à Cachoeira da Rasteira e Poço da Piraíba, pois o tempo de deslocamento seria muito menor. Muito calor no rio e no período da tarde a repetição da chuva gelada com muito vento.
    No terceiro e quarto dia de pesca as duplas começaram a se espalhar, cada um indo atrás de seus troféus e preferências, mas retornando para o almoço na pousada nestes dois dias de muito calor e céu azul. As iscas brancas mais utilizadas foram pedaços de bicudas, cachorras, piaus e piranhas, que com exceção dos piaus, eram facilmente pegas em entradas de lagoas com alguma correnteza, utilizando pequenas tuviras iscadas sem chumbada.









    A variação de técnicas é sempre fundamental para o resultado da pescaria, assim, nos poços eram utilizadas minhocas, tuviras e pedaços de peixe com varas de 60 até 200 libras e anzóis 7/0 a 12/0. Alguns colegas deixavam a carretilha ou molinete travado e fricção apertada para facilitar a fisgada num movimento de força. Eu prefiro deixar a trava liberada e o alarme acionado, pois se um gigante engata às vezes é até difícil retirar a vara do suporte. Nesta semana os colegas que deixaram o equipamento travado tiveram melhor resultado, especialmente a dupla Luís Mário e Rafael, que arrebentou!
    Via de regra, por orientação dos guias, cada pescador soltava duas varas nos poços, sendo uma pesada de 80 ou + libras montada com uma chumbada pesada e posicionada bem no ponto mais profundo do poço e uma vara média de 45 a 60 libras com chumbada um pouco menor e arremessada lateralmente.
    Para a pescaria de tucunarés, a produtividade estava razoável, tanto nas lagoas quanto nas corredeiras. Foram dezenas de tucunarés amarelos, sendo que os maiores chegaram próximos a 5 kg. As iscas  artificiais mais produtivas variaram bastante conforme o dia. Num dia iscas de subsuperfície claras e brilhantes como a perversa ou a biruta eram as mais utilizadas, em outros dias tivemos que apelar para jigs e em algumas situações, em que o cardume era visível, utilizávamos iscas de superfície do tipo João Pepino. Notem que tanto em corredeiras quanto em lagoas era possível pescar tucunarés no visual, tal a clareza da água, mas esta condição obriga a manutenção de distâncias maiores de arremesso, pois também estávamos mais visíveis para os peixes.
    O último dia teve uma manhã pouco produtiva e no período da tarde uma tempestade que mexeu com o comportamento dos peixes. Por conta dos raios, nestes momentos de chuva as varas eram recolhidas ou pelo menos abaixadas. Passada a chuva a maioria das duplas estava ao redor do poço da Piraíba, mas todos já em ritmo de final de pesca com varas nas "secretárias" e fricção apertada. Aí entrou em cena a Lei de Murphy, pois dois barcos tiveram ataques violentos de grandes bagres (Piraíbas?) quase simultaneamente e varas fortes e de ótima qualidade foram quebradas como gravetos sem dar chance de ação para nossos colegas. Fica aí apenas mais um motivo para voltarmos em breve para o Rio Teles Pires, que ainda é uma das melhores opções de pesca no mundo.








    Nosso retorno foi relativamente tranquilo na manhã de sexta-feira e o almoço de despedida foi na Churrascaria Casagranda em Alta Floresta, que agradou a todos com uma qualidade muito superior ao tradicional Cambalacho. Após o almoço seguimos todos ao aeroporto para retornarmos para casa.
    Agradeço aos nossos colegas pela amizade e pelo tempo que passamos juntos, aos nossos familiares por nos apoiarem neste nosso hobby e aos nossos leitores pela paciência. Espero que tenham gostado do nosso relato. Abraços e até a próxima!
     
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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Teles Pires Lodge - Rio Teles Pires - Agosto 2018   
    Nosso destino desta vez foi o Teles Pires Lodge, antiga Pousada Santa Rosa. O local é muito conhecido da comunidade de pescadores, porém com a destruição de boa parte do Rio Teles Pires para a construção das hidroelétricas de São Manoel e Sete Quedas, também deixaram de existir as quase lendárias Pousadas Portal da Amazônia e Mantega.
    Assim, com o fim da operação da Pousada Mantega, os proprietários foram parcialmente indenizados pela usina e compraram a Pousada Santa Rosa, que hoje tem o nome comercial Teles Pires Lodge. A operação fica às margens do Rio Teles Pires (ou Rio São Manoel) e a pescaria ocorre entre a Usina São Manoel e a Cachoeira da Rasteira, num raio de aproximadamente 2h00 de navegação para Norte e para Sul, boa parte da área coberta pelas terras dos índios Kaiabis.
    Como sempre, inciamos os preparativos da nossa pescaria com bastante antecedência. Nosso contato  comercial com o Lodge foi o Barreto, que nos facilitou bastante a organização da pescaria, emitindo os boletos mensais por pescador e aturando nossas manias, como a troca da cerveja oferecida pelas nossas marcas preferidas, recepção de uma boa quantidade de garrafas de vinho, que foram enviadas para a pousada com bastante antecedência, e a encomenda das nossas iscas vivas.
    Chegamos em Alta Floresta no dia 17 de agosto de 2018 e como de costume fomos nos hospedar no Hotel Floresta Amazônica. Saímos para almoçar no restaurante Cambalacho, comprar tralhas na Loja Trairão e fazer compras de supermercado. Como das outras vezes, também encomendamos no hotel um jantar à base de Matrinxã para após a sesta. Nossa equipe "ÉNóisNaLinha - Pescadores de Verdade" era composta pelos colegas Osmar, João Manoel, Luís Mário, Rafael, Germano, Vanderley, Ulysses, Zacarias, Luiz Cláudio, Pedro, Rodrigo e Fernando,
    Dia 18 todos já estavam acordados bem cedo, com malas na recepção, café tomado e contas pagas. O grupo foi dividido em 2, sendo que 6 pescadores seguiriam de camionete F250 extendida (pilotada pelo Luciano), levando boa parte das tralhas de pesca, e 6 pescadores seguiriam de avião sertanejo, em duas viagens (3 em cada) com o Comandante Alceu.




    Após o almoço todos já estavam na pousada, formaram-se duplas, fomos apresentados aos nossos guias e iniciamos a montagem e separação das tralhas para o primeiro dia de pesca. Parte dos pescadores do nosso grupo optou por manter as duplas de pesca fixas durante os 5 dias e os 06 colegas restantes iniciaram um sistema de rodízio de pescadores e guias.
    Comentários sobre a Pousada e sobre o Rio Teles Pires.
    O Teles Pires Lodge é de construção simples mas os serviços essenciais para os pescadores são perfeitamente atendidos. Existe um espaço amplo para guarda de varas e montagem de material de pesca, o banho é quente e com água abundante, o colchão é bom, a lavanderia funciona com perfeição - não sendo necessárias mais do que duas mudas de roupa de pesca para a semana, o restaurante é amplo e confortável, o WiFi é apenas razoável - mas suficiente para comunicação de texto (sem envio de imagens), existe ainda um telefone disponível no restaurante e o mais importante de tudo: - a comida é excelente! Algumas manutenções são necessárias, mas nada que desmereça o excelente serviço que recebemos nesta semana.
    Os Piuns (pequenos mosquitos conhecidos no Sul como Pólvora) são companheiros inseparáveis de pescaria, sendo indispensável o uso de roupas longas, bonés, luvas, buffs e qualquer outro tipo de repelente e apetrecho que impeça a exposição da pele.
    Durante a nossa estadia fomos atendidos pelo José Luiz e pelo Reinaldo, que juntamente com sua equipe mereceram nota 10.
    O Rio Teles Pires ainda impressiona pela diversidade e tamanho das espécies de peixes. Nesta semana foram capturados e soltos 24 tipos diferentes de peixes em tamanhos que íam de poucas gramas até 50 Kg. Foram Pirararas, Piraíbas, Jaús, Tucunarés, Piranhas, Piranhas-chupita, Tambaqui, Cacharas, Capararis, Cachorras, Pirarucu, Corvinas, Cuiu-Cuiu, Armau/Abotoado, Armau-Tigre, Jundiás, Bicudas, Barbados, Jacundás, Palmitos, Piaus, Arraias, Matrinxãs e até um tipo local de Sardinha.



    Claramente a construção das represas alterou o regime do Rio, que em alguns trechos mal podia ser navegado de tão raso. As águas também estavam muito claras, para falar a verdade quase transparentes, o quê na minha humilde opinião de geólogo é parcialmente explicado pela retenção de sedimentos nas represas. Durante nosso sobrevoo ficou bastante explícita a diferença de coloração da água nas imediações das barragens.
    No trecho da pescaria a mata estava muito bem preservada, com um número incrível de pássaros com suas cantorias nos acompanhando o dia inteiro. Foram também avistadas 3 balsas de garimpo de ouro operando em terras indígenas na região da nossa pescaria, claramente ilegais e sem fiscalização.
    A pescaria.
    Nossos guias nesta semana foram: Roberto, Mola, Cecílio, Jonas, Tcheco e Flávio.
    Alertados pelo Barreto que a produtividade com minhocas e tuviras estava bem maior do que com iscas brancas, nós já havíamos encomendado estas iscas e partimos todos os 6 barcos rio acima até o flutuante do Lodge. Trata-se de uma pousada flutuante "ainda em construção", mas feita em estrutura metálica sobre balsa com paredes em termo-painéis e ancorada numa região considerada estratégica para a pesca esportiva, entre as lagoas do Jabuti e a represa São Manoel. Neste dia usamos este flutuante como base e nos reunimos na hora do almoço para troca de histórias, dicas e comer um churrasco.
    O primeiro dia pescaria foi muito produtiva pela manhã, saindo alguns belos exemplares de grande porte, como uma Pirarara (50 Kg), um Cuiu Cuiu, um Tambaqui, diversos Jaús e outros peixes.








    Após o almoço no flutuante todos saímos em disparada rio abaixo, pois se aproximava uma chuva muito forte, que acabou nos pegando no caminho com fortes rajadas de vento e água gelada, praticamente fechando o nosso dia. O grande detalhe da Pirarara, que foi o grande troféu deste dia, é que foi capturada com uma vara de 25 libras. Nosso colega Luís Mário tentava pescar um cobiçado Tambaqui, num trecho relativamente raso do rio, tendo sido surpreendido por este peixe que deu muito trabalho e deixou na lembrança uma batalha inesquecível.
    O segundo dia foi parecido em termos de clima, apenas que optamos por seguir em direção à Cachoeira da Rasteira e Poço da Piraíba, pois o tempo de deslocamento seria muito menor. Muito calor no rio e no período da tarde a repetição da chuva gelada com muito vento.
    No terceiro e quarto dia de pesca as duplas começaram a se espalhar, cada um indo atrás de seus troféus e preferências, mas retornando para o almoço na pousada nestes dois dias de muito calor e céu azul. As iscas brancas mais utilizadas foram pedaços de bicudas, cachorras, piaus e piranhas, que com exceção dos piaus, eram facilmente pegas em entradas de lagoas com alguma correnteza, utilizando pequenas tuviras iscadas sem chumbada.









    A variação de técnicas é sempre fundamental para o resultado da pescaria, assim, nos poços eram utilizadas minhocas, tuviras e pedaços de peixe com varas de 60 até 200 libras e anzóis 7/0 a 12/0. Alguns colegas deixavam a carretilha ou molinete travado e fricção apertada para facilitar a fisgada num movimento de força. Eu prefiro deixar a trava liberada e o alarme acionado, pois se um gigante engata às vezes é até difícil retirar a vara do suporte. Nesta semana os colegas que deixaram o equipamento travado tiveram melhor resultado, especialmente a dupla Luís Mário e Rafael, que arrebentou!
    Via de regra, por orientação dos guias, cada pescador soltava duas varas nos poços, sendo uma pesada de 80 ou + libras montada com uma chumbada pesada e posicionada bem no ponto mais profundo do poço e uma vara média de 45 a 60 libras com chumbada um pouco menor e arremessada lateralmente.
    Para a pescaria de tucunarés, a produtividade estava razoável, tanto nas lagoas quanto nas corredeiras. Foram dezenas de tucunarés amarelos, sendo que os maiores chegaram próximos a 5 kg. As iscas  artificiais mais produtivas variaram bastante conforme o dia. Num dia iscas de subsuperfície claras e brilhantes como a perversa ou a biruta eram as mais utilizadas, em outros dias tivemos que apelar para jigs e em algumas situações, em que o cardume era visível, utilizávamos iscas de superfície do tipo João Pepino. Notem que tanto em corredeiras quanto em lagoas era possível pescar tucunarés no visual, tal a clareza da água, mas esta condição obriga a manutenção de distâncias maiores de arremesso, pois também estávamos mais visíveis para os peixes.
    O último dia teve uma manhã pouco produtiva e no período da tarde uma tempestade que mexeu com o comportamento dos peixes. Por conta dos raios, nestes momentos de chuva as varas eram recolhidas ou pelo menos abaixadas. Passada a chuva a maioria das duplas estava ao redor do poço da Piraíba, mas todos já em ritmo de final de pesca com varas nas "secretárias" e fricção apertada. Aí entrou em cena a Lei de Murphy, pois dois barcos tiveram ataques violentos de grandes bagres (Piraíbas?) quase simultaneamente e varas fortes e de ótima qualidade foram quebradas como gravetos sem dar chance de ação para nossos colegas. Fica aí apenas mais um motivo para voltarmos em breve para o Rio Teles Pires, que ainda é uma das melhores opções de pesca no mundo.








    Nosso retorno foi relativamente tranquilo na manhã de sexta-feira e o almoço de despedida foi na Churrascaria Casagranda em Alta Floresta, que agradou a todos com uma qualidade muito superior ao tradicional Cambalacho. Após o almoço seguimos todos ao aeroporto para retornarmos para casa.
    Agradeço aos nossos colegas pela amizade e pelo tempo que passamos juntos, aos nossos familiares por nos apoiarem neste nosso hobby e aos nossos leitores pela paciência. Espero que tenham gostado do nosso relato. Abraços e até a próxima!
     
  21. Upvote
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Preto Barcellos em Ita Ibaté Argentina.. Pousada La Serena 07/18   
    Show de pescaria! Só troféu! Parabéns para sua turma.
    Abraços.
  22. Upvote
    Fernando_Oliveira deu reputação a Ricardo Galbiatti em PESCARIA ARAGUAIA 02/06 A 09/06 FARTURÃO   
    OLÁ, GOSTARIA DE COMPARTILHAR MAIS UMA BOA PESCARIA REALIZADA NO RIO ARAGUAIA. RIO PRESERVADO É CERTEZA DE PESCARIA FARTA.
    FOMOS PESCAR NO RIO ARAGUAIA NO BARCO HOTEL ARARA AZUL NOS DIAS 2 A 8 DE JUNHO. SAÍMOS DE LUIZ ALVES E FOMOS ATÉ UMA REGIÃO CONHECIDA COMO "LAGO COMPRIDO DE BAIXO", CERCA DE 2 HORAS DE CANOA ABAIXO DO RIO CRISTALINO. QUANTO AO BARCO HOTEL SÓ TENHO ELOGIOS. EXCELENTE ATENDIMENTO, COMIDA, ATENÇÃO, LIMPEZA TUDO NO10. ÚNICO INCONVENIENTE SÃO OS BANHEIROS PEQUENOS.


    A TURMA ERA BASTANTE ECLÉTICA QUANTO AO TIPO DE PEIXE DE PREFERENCIA PARA PESCAR, MAIS A MAIOR PARTE ESTAVA ATRAS DAS PIRARAS. TIVEMOS A SORTE DE ENCONTRAR UM CARDUME DE PEIXES DE ESCAMAS, PIAU, MATRINXA E CURIMBA E UM CARDUME DE CACHARA, ALEM DE MUITOS APAPAS, CACHORRAS, TUCUNARES PIRARARAS E PIRAIBAS. AO TOTAL FORAM CAPTURADAS MAIS DE 40 PIRARARAS E 2 PIRAIBAS. LÁ SE VÃO ALGUMAS FOTAS DA MAIORES, DA DIVERSIDADE DE PEIXES E DAS PAISAGENS DO RIO ARAGUAIA
     
    VALE SEMPRE REITERAR A GRANDE IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO, O RIO ARAGUAIA ESTA MAIS VIVO E CHEIO DE PEIXE DEPOIS DA COTA ZERO. TIVE O PRAZER DE FILMAR ESSE BELO CARDUME DE PEIXES DE ESCAMA SUBINDO O RIO NAS RESURAS DE UMA PRAIA, MAIS DE 300 METROS DE PRAIA LOTADA DE PEIXES, INFELIZMENTE POR ESTAR ANOITE NÃO SE CONSEGUE VER O TAMANHO E A FARTURA DE PEIXES.

    VFME9489.MP4






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    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Ricardo Galbiatti em PESCARIA ARAGUAIA 02/06 A 09/06 FARTURÃO   
    Show de pescaria Ricardo! Obrigado por compartilhar.
    Abraços.
     
  24. Upvote
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de Edson C. Martins (CAPITÃO) em Amazônia 2018 – Barco ExplorerXX - A fascinação da pescaria do Tucunaré Açú   
    Parabéns Rogério, mais uma bela aventura.
    Abraços.
     
  25. Upvote
    Fernando_Oliveira recebeu reputação de FabianoTucunare em Rio Uneiuxi e Negro - Barco Zaltana - Nov 2017   
    @FabianoTucunare, aquele é apenas o barco de apoio. É encarregado de transportar mantimentos, peças, todo o lixo gerado na viagem, oficina,... Os piloteiros ficam no andar inferior do barco principal.
    Abraços!
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