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Expedição afluente do Xingu ,Arraias


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Relato da expedição afluente do Xingu, rio Arraias.

A preparação

Nossa preparação começou no inicio do ano quando recebemos um convite do grande amigo e conterrâneo Márcio Boechat, para juntos explorarmos a região do Mato Grosso próximo a SINOP. Tendo como base a cidade de Marcelândia programamos pescar no rio Manito e Arraias. Nosso contato Sr Décio Zabot que conhece muito bem a região iria nos recepcionar e montar a estrutura de rancho. Foram meses de contato, pesquisa e preparação, a região é muito inóspita e teríamos de ter permissão dos índios Caiabis da aldeia sobradinho para pescar nos limites da reserva indígena.

Tudo organizado, montamos o grupo com Márcio Boechat (experiente agente de pesca e exímio pescador esportivo), Marcelo Maleque (principal organizador da viagem), Rodrigo Lugão (convidado pela amizade e pela experiência em todo tipo de pesca) e eu Mauro Maleque (o mais velho do grupo, e mais novo pescador), Décio Zabot (nosso anfitrião e guia), e o Igor (nosso mestre cuca).

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A viagem

A programação era pescar no rio Manito e Arraias, mais por falta de tempo, e vários contratempos, pescamos somente no rio Arraias e seus lagos inexplorados. O grupo saiu de Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes voando de Vitória para encontrar com Márcio em Brasília e voar para SINOP. O Sr Décio estaria nos esperando em SINOP para de carro chegar ao local de pesca. Infelizmente nosso carro deu defeito desde a saída e em toda a viagem de ida, muitos problemas de quebra de carro e reboque nos atrasaram em quase dois dias e passamos muito sufoco dormindo na estrada de mata fechada e sendo atacados por milhares de abelhas. Nada nos detém, e com muita garra resolvemos tudo, e com ajuda dos amigos caminhoneiros de madeira superamos as dificuldades, e chegamos ao local de acampamento a 1 km de aldeia indígena do outro lado do rio na reserva.

Na casa do Décio arrumando a tralha

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Começando a quebradeira.

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Cuca Igor, o mel das abelhas.

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Os felinos sempre de olho na gente.

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Leitura dinâmica em plena selva.

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A recepção e o Rancho.

O Cacique Seravi e o Presidente da Associação dos Índios Matari nos receberam dando permissão para pescar. Fizemos uma reunião junto com vários representantes da aldeia e expusemos nossa visão de pescaria esportiva e pesque solte, sendo muito bem compreendidos.

Ficamos ranchados na beira do rio por dois dias e como a região estava tensa por causa da retirada de madeira ilegal mudamos o rancho a pedido do cacique para uma lagoa mais isolada. Mais um contratempo que encurtou a pescaria. Nada nos desanimava, e com o passar dos dias conhecíamos cada vez mais os locais de pesca e o mais importante o comportamento dos peixes.

Cacique Seravi e a família.

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Os índios Caiabis

A aldeia sobradinho tem mais de 100 moradores e conta com boa estrutura, professores, carro para transporte, associação local. Conhecemos o Cacique Seravi, o Sr Matari e o Sr Paulo. A cultura esta preservada com os costumes de caça e pesca. Podemos observar o uso de arco e flecha na pescaria e a pesca no corrico com peixinhos e na artificial também. Belos artesanatos podem ser adquiridos com compra e trocas diversas. Conhecemos um grupo de jovens caçadores escolhidos pelo cacique para obter alimento para toda a aldeia, fato que para eles é uma grande honra. As crianças são muito curiosas e adoram pescar e se banhar e é claro pedem de tudo. É um grupo muito bonito que parece ser muito feliz apesar das dificuldades. Deixamos vários pertences de presente e algumas iscas matadeiras. Foi um grande momento minha visita á aldeia, momento único na minha vida, que me fez repensar sobre nossa cultura e raízes.

Aldeia Sobradinho.

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Mauro indo as compras.

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Pescaria das crianças no corrico.

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A pescaria

O local nos traria a oportunidade de pescar pela primeira vez o trairão e o tucunaré da região, além das saltadoras bicudas. Os peixes de couro da região apesar de ser relatado pelos locais como muito bom de pirarara, não deu tempo e nem coragem de explorar a noite.

Nos primeiros dias achamos o peixe no rio e em alguns lagos com iscas pequenas de superfície e trabalho bem catimbado. À medida que a confiança aumentava usamos iscas maiores de superfície como zara, hélice, stick e popper. As fotos mostram a maioria das iscas que foram de supefície, mais também pegamos nas entradas de lagoas meia água e fundo. Marcelo fez também uma sessão de jigs na porta do rancho e pegou um cardume com muita ação. O tucunaré do rio é muito forte e o trairão é muito cego, errando incontáveis vezes nossas iscas testando nosso coração com ataques cinematográficos.

Tivemos de tudo, duble e triple, dois na mesma isca e trairões que atacavam os tucunarés fisgados. Os tucunarés estavam na faixa dos 3 a 4 kilos e muito grandes, vários acima dos 60 cm. Os trairões tinham de 4 a 7 kilos, e claro os maiores escaparam. As bicudas não muito grandes estavam nas partes de água mais rápidas. Somente retiramos os peixes médios para consumo imediato, soltando todos os troféus. Fato que assustou a comunidade local que ainda não entende o pesque e solte.

Vamos às fotos e vídeos das pescarias.

Varação das lagoas.

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Marcelo e o trairão.

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Este mereceu cafuné.

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Zara funcionando.

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Jumping minow também.

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Hélice dando as caras.

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Stick Nakamura

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Duble Power dos irmãos Maleque

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Encharutada básica

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Dubles frequentes

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Mauro e Lugão fizeram vários dubles de peixe grande

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Bicudas dando as caras

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Que exagero!

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Pescar e soltar sempre.

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Vamos varar a lagoa?

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Vídeos

Tucunarés na superfície. Primeiros dias no rio Arraias. Muita ação com momentos espetaculares, é claro que os vídeos mostram mais os peixes, pois tava difícil pescar e filmar.

Duble de tucunas grandes tirados do meio do mato.

Pela manha no buraco de uma lagoa o peixe se mostra atacando jogando água metro pra cima. Não tinha como escapar, Marcelo chamou a primeira sem ataque, e Mauro foi logo depois com um arremesso suicida no matinho e foi aquela pancada da fêmea, Lugão veio atrás e pegou o tucuna macho com mostra o vídeo. Foi demais.......

Alguns momentos de descontração com toda a equipe reunida, pensa bem quatro pescando no mesmo barco, e o olho grande da galera é difícil, mais foi show de iscas artificiais com muitas capturas de todos, e diversas formas de trabalho e iscas sendo usadas.

Os trairões foram um capitulo a parte, muito agressivos no ataque, com saltos espetaculares atacando muito bem na superfície. Porém erram muito as iscas e escapam com facilidade, foram pegos nas lagoas e alguns no rio.

Nossa aventura só foi possível graças ao contato com o Prof. Márcio Boechat que conhece o Sr Emerson, que pediu ao cunhado Sr Décio Zabot que fosse nosso guia de Marcelândia até o rio Arraias, nosso muito obrigado pelo apoio. Também ao Cacique Seravi e todos os índios sempre muito atenciosos. A Andréa esposa do Décio que nos recebeu muito bem em Marcelândia.

Não poderia de em especial agradecimento ao Sr Décio e nosso cuca Sr Igor que resolveram todos os problemas possíveis e inimagináveis. Ainda ao caminhoneiro Garoto Jonny, que nos tirou da maior furada. E todos, e foram muitos que nos ajudaram e nos trataram muito bem, povo educado e prestativo. Muito Obrigado!!!!

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Conclusão: o local é de difícil acesso, muito preservado, o contato com os índios tem de ser feito com antecedência, os índios já entendem que não devem deixar levar peixes e não aceitar matadores na região. Os contatos devem ser feitos pelo Marcelo Maleque e Márcio Boechat.

Este relato é do Mauro Maleque e do Marcelo Maleque.

No decorrer podemos adicionar as fotos e filmagens do Márcio Boechat e do Rodrigo Lugão.

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Que bela pescaria, tiveram sorte, não pelos peixes, mas por pegar o cacique Siravé num dia bom caso contrario teriam saído de lá com a roupa do corpo e de carona com a FUNAI. Aconselho aos amigos a não fazerem pescaria na reserva, nem mesmo próximo.

Paulo nos fomos a convite do cacique Sirave que tem excelente relacionamento com sr Decio , o qual presta serviço a tribo, fomos muito bem recebidos e fizemos 2 reunioes com representantes da tribo para expor a visao de pesca esportiva, que por sinal foi a melhor possivel.

agora mesmo com convite quem for pescar pro la tera que respeitar cota de transporte zero.

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Amigos, show de pescaria, bela aventura.

Ainda não topei com os tucunas do Xingu, mas faz parte da intenções futuras.

Abs

Dini

Sim foi um show Dini , fica o convite pois sr Decio esta preparando estrutura para receber pescadores esportivos.

Em breve teremos noticias.

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Isso que é aventura... Parabéns a todos os integrantes!!

Abelhas, índios, reboque quebrado, dormir na estrada.... rsrsrsrs

Não sei se teria essa coragem... Parabéns mesmo!!

Abraxx

Edu

Nao tinha muita escolha nao Edu , quando aconteceu estavamos bem no meio da selva , ai foi montar acampamento com gerador e tudo , dar um sustos nos caminhoes de transporte ilegal de madeira e fazer um churrasco de picanha enquanto a onça nao vinha , kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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Show em Marcelo ::tudo:: ::tudo:: ::tudo:: fizeram uma boa pescaria hein joia:::

Gostei dos trairões,e pelo visto tem bastante la palmas:: palmas::

Abraços e felicidades :amigo:

Alex , quando chegamos em sinop e a partir dai , todos que conversamvamos sobre o rio falavam que trairao era lixo , na verdade nao e bem assim , tem que saber pescar. Mas o bordao ficou TRAIRAO E LIXO!!!!!! , toda hora que batia uma falavamos isso.

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