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Moacyr Sacramento

Escolher o freio de sua carretilha...

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O que se precisa saber na hora de escolher o freio de sua carretilha...

por Moacyr Sacramento & Fabrício Biguá

No link, se encontra um artigo antigo, mas que explica de maneira surpreendentemente completa muito do que se precisa saber sobre freios: http://www.japantackle.com/Topics/brake_system.htm

Para aqueles que não sabem inglês, faço um resumo incluindo apenas os freios mais comuns; e acrescento algumas atualidades e detalhes que eu julgo mais relevantes sobre este assunto:

Porque precisamos de freios?

Após a isca puxar a linha do carretel e imprimir-lhe uma rotação inicial, o carretel começa a girar sozinho, por sua própria ?inércia (o carretel toma um embalo)?; qualquer desaceleração da isca fará com que a linha fique frouxa...; e temos uma cabeleira! A função do freio é desacelerar o carretel para que este não libere a linha mais rápido que a isca viaja.

E, infelizmente, essa desaceleração ocorre por vários fatores: trajetória ascendente da isca, resistência do ar, quando a isca toca a água,...

Quando a linha está acelerando o carretel, ainda temos outro fator a propiciar as cabeleiras; a linha se aperta contra o carretel e isso pode ?encavalar? a linha; se não houver frenagem suficiente, teremos o famoso ?embucetamento?... É essa a razão pela qual a maior parte das cabeleiras se inicia no começo da viagem da isca; e isso se soma ao fator anteriormente citado, de forma que se faz necessário uma forte frenagem adicional durante a primeira parte do arremesso.

Sem um freio ?automático? na própria carretilha, teríamos de frear no dedo a cada arremesso; seria difícil prestar atenção ao que interessa: a trajetória da isca. Frear no dedo, algo eventualmente necessário quando se arremessa com carretilhas; é o último recurso que temos para evitar uma cabeleira que está prestes a se formar...

Como o freio funciona?

Os freios das carretilhas têm sua frenagem dividida didaticamente em 2 fases:

1) Logo após início do arremesso (no primeiro terço do arremesso), quando é máxima a rotação do carretel, mas também é máxima a probabilidade de se iniciar uma cabeleira porque a linha é apertada contra o carretel ao tracioná-lo. Geralmente, é neste momento que se tem a formação de cabeleiras e quando ajustamos a quantidade de freio, na verdade, estamos ajustando o quanto de freio será usado neste momento (início do arremesso, com altas rotações).

2) Controlar a taxa de desaceleração do carretel, evitando as ?cabeleiras tardias (que iniciam no terço médio do arremesso)?; comuns quando se arremessa contra o vento ou com iscas leves e/ou pouco aerodinâmicas (iscas que desaceleram rapidamente por conta da resistência do ar).

Imagem Postada

Como seria o freio (principal) ideal?

1) Nas baixas rotações: nenhuma frenagem.

Durante um arremesso, frenagem neste momento, mesmo que por um curtíssimo período de tempo; apenas reduz a rotação máxima a que o carretel chegará porque apenas no início de um arremesso normal que se tem essa rotação.

OBS: Para pinchar, o freio auxiliar (cast control) é adequado; de forma que o freio principal não precisa frear nada mesmo nesta rotação. Inclusive; convém observar que se deve desligar o cast control quando se quer um arremesso longo, mas terá de se parar o carretel no dedo pouco antes da isca tocar a água para evitar uma cabeleira...

2) Nas médias rotações: ampla gama de ajustes.

Aqui seria desejável uma ampla gama de ajustes possíveis para situações opostas como; o arremesso de uma isca pesada e aerodinâmica a favor do vento, ou de uma isca leve e pouco aerodinâmica contra o vento (com vento frontal).

3) Nas altas rotações: mais importante que uma ampla gama de ajustes (todos os freios são satisfatórios neste aspecto, embora na maioria não seja possível um ajuste ?pacífico? entre as altas e as médias rotações), o freio deve atingir uma ?saturação?! Quero dizer que, se a força de frenagem continuar subindo, não será possível atingir grandes rotações, limitando desnecessariamente a distância de arremesso.

Imagem Postada

Freio Magnético:

O freio magnético possui um perfil de frenagem linearmente proporcional à rotação do carretel; e isto é vantajoso nas altas rotações, pois ele freia moderadamente (moderadamente, se comparado ao freio centrífugo) nesta situação, mas exatamente é essa a hora que se precisa de mais freio, pois a maioria absoluta das cabeleiras se inicia justamente no começo do arremesso durante ou logo após a rotação máxima (como explicado anteriormente)! Isso obriga a usar uma regulagem que freia demais nas médias rotações.

Como é na média rotação onde se dá a maior parte do arremesso, os dois terços finais; ele freia demais a isca e reduz desnecessariamente a distância de arremesso. Inclusive; uma pequena mas notável desvantagem dele, é que ele atua prematuramente durante a saída de linha atrapalhando um pouquinho a que se chegue a uma grande velocidade do carretel...

Em outras palavras: não se consegue uma regulagem boa para as médias e as altas rotações ao mesmo tempo; e sempre irá sobrar frenagem nas médias rotações, o que irá limitar a distância de arremesso. Sem contar a frenagem desnecessária durante as baixas rotações...

Imagem Postada

Freio Centrífugo:

O freio centrífugo tem um perfil de frenagem ao quadrado da rotação do carretel; ideal para as baixas e médias rotações (se a situação de arremesso for próxima às condições ideais, o mais comum!), mas péssimo para as altas rotações. Exatamente sua frenagem irrisória nas baixas e médias rotações o habilita ao arremesso de iscas leves, e o torna significativamente superior ao freio magnético para o arremesso de iscas de qualquer peso.

Seu problema é frear demais nas altas rotações! Em nenhum outro tipo de freio seria mais desejável que houvesse um ponto de saturação (um limite máximo de força de frenagem). Além da limitação da distância máxima de arremesso; é notável que a distância de arremesso muda pouco com a variação da força empregada durante o arremesso, isso ocorre porque logo no começo da saída de linha, a força a mais colocada no arremesso se transforma em rotação a mais e em muito mais frenagem...

Sua desvantagem sobre o freio magnético é quando se arremessa contra o vento, pois com o freio centrífugo dá cabeleiras nesta situação, obrigando a usar o freio mecânico (auxiliar, secundário, cast control,...) que não possui um perfil ideal de frenagem para esta situação por frear demais nas baixas rotações (o perfil do freio magnético é parecido com o perfil ideal para arremessos contra um vento muito forte; mas quem é que pesca nesta situação de ventania?...).

Uma dica:

Não se regula um freio, especialmente o centrífugo, em função do peso a ser arremessado; mas sim em função do jeito de arremessar. Quanto mais energia for usada no arremesso, menos ?buchinhas (chapeuzinhos,...)? se deve usar.

Por exemplo: para o arremesso de iscas pesadas, varas longas como uns 6 pés, e com um bom braço a arremessar, 2 buchinhas são suficientes; enquanto que se você trocar a isca por uma leve, vara menor, ou com o uso de uma menor força de arremesso, você deve aumentar o número de buchinhas porque a rotação máxima do carretel será menor.

Todos os freios freiam mais com o aumento da rotação do carretel, mas em especial o freio centrífugo que não tem ?saturação (limite máximo de força de frenagem)?. Se o arremesso alcançar maiores rotações, o aumento dessa rotação se encarregará de aumentar a força de frenagem!

Imagem Postada

Freio Shimano SVS:

Nada mais que um freio centrífugo...

Freio Shimano SVS 4X4:

Mais um freio centrífugo; mas com a possibilidade de ser ajustado durante a pescaria sem ter de abrir a carretilha. Embora não deixe de ser uma evolução em relação ao freio centrífugo convencional, não irá oferecer melhor desempenho; apenas praticidade maior.

Freio Centrífugo somado ao Freio Magnético:

Se resume a um freio misto, que combina os freios magnético e centrífugo; sendo superior a ambos isoladamente. Essa superioridade ocorre porque o freio magnético permite um ajuste rápido da frenagem nas médias rotações, sendo suficiente ajustar ?em casa? o freio centrífugo.

Quem usa um freio centrífugo sabe que é problemático você abrir o freio para ajustá-lo durante a pescaria; mas quase sempre se usa um ajuste único para a pescaria, limitando-se ao uso do cast control para regular para vento. É aí que o freio magnético ajuda muito, pois o perfil do freio magnético é mais próximo ao ideal para ser somado ao perfil do freio centrífugo para se obter um ajuste para o vento frontal! A única desvantagem é que o freio magnético continua somando força de frenagem durante as altas rotações; mas essa desvantagem não é muito perceptível porque a rotação máxima será menor mesmo (por causa do vento frontal)...

Concluindo; foi feliz e oportuna a combinação desses 2 freios. Mas ainda se tem o problema do excesso de frenagem nas altas rotações.

Imagem Postada

Na ilustração, o efeito do cast control (em verde); uma frenagem constante independentemente da velocidade de rotação. Também são vistos os perfis dos freios magnético (em azul) e centrífugo (em vermelho).

Freio Daiwa Mag Force V ou Z:

Nas baixas e médias rotações, ele freia ainda menos (ou um pouco mais, dependendo do ajuste) que um freio centrífugo, pois ele apresenta um padrão de frenagem ao cubo da rotação do carretel.

Nas altas rotações; ele assume um perfil de frenagem próximo ao ideal, semelhante ao do freio magnético, mas ainda sem atingir uma saturação.

Resumindo: é o freio que reúne as características próximas às ideais para o arremesso em situação ideal; e ainda é capaz de dar ajuste suficiente para a maior parte das situações de vento frontal.

Como nem tudo é perfeito, falta-lhe 2 coisas:

Saturação em altas rotações; pois ele se limita a ter o perfil do freio magnético nesta faixa de rotação. Embora esse perfil de frenagem seja bom em altas rotações; poderia ser ainda melhor; se houvesse uma real saturação...

Imagem Postada

E ?ampla gama de regulagem nas médias rotações?, importante para arremessos com vento frontal; mas ele ainda é capaz de fornecer ajustes satisfatórios para quase todas as situações de vento.

Imagem Postada

Observação:

Houve um freio que era capaz de atingir verdadeira saturação em altas rotações, o ?Ultramag da Abu Garcia (fabricado entre 1982 e 1986)?; porém ele não era nada adequado às outras rotações (média e baixa) e parou de ser fabricado...

Imagem Postada

Freio Shimano DC-7:

Teoricamente, o melhor freio possível, pois todas as características de um freio ideal só podem mesmo ser reunidas por um freio ?programável?...

Porém; testes práticos revelaram que o freio Mag Force é mais efetivo, tanto em distância de arremesso como em prevenir cabeleiras... Ocorre que o freio DC7 não foi feito para a nossa pescaria de Tucunaré, ou de Robalo... Ele foi concebido para pescarias em que se usam varas sempre acima de 7 pés...; ou seja, aquela regulagem q faz a carretilha arremessar uma isca de 14g a mais de 100m, e girar o carretel acima dos 50.000 RPM, foi feita com uma vara com mais de 9 pés...

Eles (os japoneses) usam linhas na faixa de 0.20mm para a maioria das pescarias... Realidade bem diferente da nossa.

Resumindo: pra nós pescadores de tucunarés, uma carretilha com esse freio é inviável!

Conclusão:

O freio centrífugo é claramente superior ao freio magnético, especialmente para o arremesso de iscas leves. E o freio magnético tem um perfil de frenagem próximo ao perfil ideal para o arremesso nas piores condições possíveis (forte vento frontal).

O freio Daiwa Mag Force V ou Z ?ainda? é o melhor freio da atualidade; pelo menos, para a realidade das nossas pescarias em águas interiores.

O freio DC-7 possui grandes vantagens, sendo o único que atende à necessidade de regular as médias rotações sem comprometer (seriamente) as altas rotações. Apenas um freio eletrônico ou programável seria capaz de atender a todas as demandas de perfis de frenagem... Mas o uso de linha de 0,20 mm com varas a partir de 9 pés não é a nossa realidade, o que torna esse freio inviável para nós!

Filosofando...

Não resisto à tentação de perguntar... Porque usar uma carretilha com um freio DC7 que custa U$ 650,00 lá fora, se um molinete atende melhor ainda à necessidade de arremessos longos, como na pesca de costão?

Como molinetes não precisam frear a saída de linha, não importa o quanto de tecnologia seja usada... Molinete sempre arremessa mais longe (especialmente os de carretel mais largo)!

Não sejamos consumistas e vamos usar carretilhas sim, mas com sabedoria.

Uma carretilha é mais confortável (ergonômica), mais leve e forte (teoricamente, depende dos modelos comparados...), permite arremessos mais precisos, dá menos barriga na linha durante o arremesso (importante para arremessos com vento lateral que leva a barriga da linha para cima de vegetação ou estruturas, ou para arremessos sob estruturas como árvores ?debruçadas? sobre a água...).

Um abraço a todos!

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Moacyr,

Eu nunca tinha ouvido essa história que o freio DC da Shimano foi desenvolvido para pesca com "varão"... Você poderia dizer de onde saiu essa informação?

Sempre soube, pelos sites, press releases, análises de especialistas americanos e japoneses que ele foi desenvolvido para a pesca de basses, principalmente nos EUA e Japão. Como você mesmo falou, não faz o menor sentido para a pesca com varas muito longas (praia, costão) se usar carretilhas. Então, por que a Shimano irira gastar uma forntuna pra cria uma coisa que não tem utilidade? Assim sendo, com todo respeito, discordo da sua "teoria".

Mais uma vez com respeito, discordo também da sua opinião na prática. Eu tenho uma Metanium MG DC7 que foi (muito) utilizada na minha pescaria recente no Telles Pires. Arremessei, principalmente, Jumping Minnow, Zaras e sub-superfícies (Perversa, Prima e Zagaia). E eu notei uma diferença razoável com relação às minhas outras principais carretilhas, uma Shimano Chronarch 50 MG, uma Daiwa Fuego e uma Abu Garcia Revo STX. Certamente a MG DC7 é a carretilha que eu tenho que melhor arremessa!

Tenho que adimitir, porém, que eu esperava mais dela... Eu já havia utilizado uma Calais DC (ou Antares DC) e fiquei impressionado! Os arremessos são muito suaves e muito mais longos, você realmente faz pouquíssima força para arremessar... O defeito que ela tem é o peso (perto de 9 oz, ou 270 g.). Por isso, quando lançaram a Metanium MG DC7 eu fiquei louco! Só depois vim saber que os freios são diferentes (o da Metanium é mais simples).

Também já arremessei com uma Calais normal (top das carretilhas com freio centrífugo). É muito boa, mas não se compara à DC! Além disso, eu acho um saco esse negócio de ficar subindo e descendo pininho... Até você regular direito a carreta, já foi um dia inteiro de pescaria!

Ganhei uma Daiwa Steez (top das carretilhas com freio magnético), mas ainda não pesquei com ela. Depois que eu pescar, volto pra falar das minhas impressões, ok?

De qualquer forma, acho que a Calais vale os US$ 650 e a Metanium MG DC7 também vale seus US$ 520!!! As diferenças são muito sutis, mas valem a pena!

Abraço.

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Moacyr,

Eu nunca tinha ouvido essa história que o freio DC da Shimano foi desenvolvido para pesca com "varão"... Você poderia dizer de onde saiu essa informação?

Sempre soube, pelos sites, press releases, análises de especialistas americanos e japoneses que ele foi desenvolvido para a pesca de basses, principalmente nos EUA e Japão. Como você mesmo falou, não faz o menor sentido para a pesca com varas muito longas (praia, costão) se usar carretilhas. Então, por que a Shimano irira gastar uma forntuna pra cria uma coisa que não tem utilidade? Assim sendo, com todo respeito, discordo da sua "teoria".

Mais uma vez com respeito, discordo também da sua opinião na prática. Eu tenho uma Metanium MG DC7 que foi (muito) utilizada na minha pescaria recente no Telles Pires. Arremessei, principalmente, Jumping Minnow, Zaras e sub-superfícies (Perversa, Prima e Zagaia). E eu notei uma diferença razoável com relação às minhas outras principais carretilhas, uma Shimano Chronarch 50 MG, uma Daiwa Fuego e uma Abu Garcia Revo STX. Certamente a MG DC7 é a carretilha que eu tenho que melhor arremessa!

Tenho que adimitir, porém, que eu esperava mais dela... Eu já havia utilizado uma Calais DC (ou Antares DC) e fiquei impressionado! Os arremessos são muito suaves e muito mais longos, você realmente faz pouquíssima força para arremessar... O defeito que ela tem é o peso (perto de 9 oz, ou 270 g.). Por isso, quando lançaram a Metanium MG DC7 eu fiquei louco! Só depois vim saber que os freios são diferentes (o da Metanium é mais simples).

Também já arremessei com uma Calais normal (top das carretilhas com freio centrífugo). É muito boa, mas não se compara à DC! Além disso, eu acho um saco esse negócio de ficar subindo e descendo pininho... Até você regular direito a carreta, já foi um dia inteiro de pescaria!

O Fabrício Biguá me passou suas impressões ao colocar lado-a-lado uma carreta com o freio DC-7 e outra com o Magforce (uma Zillion que eu me lembre, já faz tempo...), e ele foi incapaz de conseguir uma regulagem eficaz com este freio se comparado ao freio Magforce...

Em outras palavras, o freio Magforce foi mais efetivo nesta situação onde se usa linhas de multi 0,41 mm (65 lb), iscas pesadas (como a favorita do Fabrício, uma Rip Roller de 40 gramas), e varas curtas (5?6?).

A melhor explicação encontrada para o ocorrido é que a Shimano fez este freio para atender ao mercado japonês; onde se usa com freqüência a configuração de varas longas como 9 pés, linha fina como 0,20 mm,... Mesmo que seja para pescar Black Bass, a linha a ser usada é muito mais fina que a linha a ser usada para tucunas açu, não é?

Faz o seguinte, coloca as 2 carretas uma do lado da outra e veja qual arremessa mais.

Se for com linha fina, varas mais longas, e iscas relativamente aerodinâmicas; provavelmente será a DC-7.

Se for com linhas grossas, varas curtas, e iscas pouco aerodinâmicas; certamente será o freio Magforce.

O problema de fazer a comparação sem pôr ambas lado-a-lado é que se dá margem ao viés da emoção! Tem-se a crença de que o mais caro é melhor, mas isso pode não ser verdade na prática... Diz a lógica empresarial que se algo vende com boa margem de lucro, é um bom negócio produzi-lo; mesmo que sua utilidade para o comprador não seja tão grande assim...

Também se deve ter cuidado ao aceitar sem questionar a opinião de ?analistas?, cujos patrocínios não lhes dá a liberdade de dizer toda a verdade impunemente...

Vou dar um toque no Fabrício para ver se ele tem algo a acrescentar...

Ganhei uma Daiwa Steez (top das carretilhas com freio magnético), mas ainda não pesquei com ela. Depois que eu pescar, volto pra falar das minhas impressões, ok?

Por favor!

Não deixe de repartir seu conhecimento conosco!!!

De qualquer forma, acho que a Calais vale os US$ 650 e a Metanium MG DC7 também vale seus US$ 520!!! As diferenças são muito sutis, mas valem a pena!

Eu diria que as diferenças entre elas se resumem ao menor peso da Metanium Mg, e a resistência à água salgada da Calais. Eu preferiria a primeira para água doce, e a segunda para água salgada (uma vez que se considere que o freio DC-7 é o freio a ser usado).

Aquele abraço!

E obrigado por discordar!

Antes eu usava uma assinatura que dizia: ?Só não há discordância onde há, no máximo, 1 pensando!?

Como depois eu percebi que as pessoas não entendiam que isto nada mais era que um convite ao debate, mudei de assinatura.

Você está certíssimo em discordar porque só assim poderemos sair deste papo mais espertos!!!

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Opa olha eu aparecendo aqui...

Gustavo....eu fui um dos q me interessei pela primeira DC7 de perfil baixo (Antares) a ser lançada no mercado e fiquei maluco pra adquirir uma. Cheguei a anunciar duas carretas minhas para comprar uma DC7.

Na mesma semana q anunciei minhas carretilhas a mãe de um amigo meu trouxe uma pra ele dos EUA (Calais DC)...era 7.0, mas não me lembro o modelo, acho q era uma DC200, ou algo assim....mas tive a oportunidade de estreiar a carreta dele.

Como o Moacyr disse....tentei de todas as formas regular a carreta para um longo arremesso....mas ela se recusava a "viajar"...hehee....Uma verdadeira decepção...E olha q eu passei a tarde toda tentando regulá-la.

Depois de algum tempo eu consegui o manual de uma em português...e lá entendi o q estava ocorrendo...

Apesar de não lembrar as letras de regulagem do freio (A, S, sei lá o q)....e vi q todas as letras faziam referencia aos arremessos com varas acima de 7"....tipo assim..

A - uso com vento frontal para iscas tal, e varas entre 6'6" e 7'.

S - uso com vento moderado lateral, iscas tal, e varas entre 7 e 8'

D - uso sem vento, iscas tal, e varas acima de 8'.

Cada uma desses letras tinha um breve histórico explicando qual a melhor forma de aproveitamento delas...e foi lá q eu vi q não havia referencia a utilização de pequenas varas....e outra...se a letra "x" era a q desenvolvia a melhor performance (até 100.000 RPM) era indicada para varas acima de 7' ou mais pés...as outras letras era para varas menores e arremessos tb menores.

Já conversei com outros amigos meus q tem DC7 e todos se decepcionaram com a carreta, ou melhor, esperavam muiittoooo mais dela.

Para se conseguir melhores arremessos todos tiveram q adquir varas maiores....E não apenas por conta de física (vara maior arremessa mais)...mas por ela se destacar frente as suas irmãs mais baratas com o mesmo tamanho de vara.

Outro dia um colega da Caterva estava dizendo q as DC7 estão na sua versão 3....e váris coisas foram aperfeiçoadas...mas aquela q eu testei, versão 1, e as outras q meus amigos usaram, foram uma "negação".

Vc tb é o segundo q vejo falar bem das DC7...precisamos marcar um pescaria pra "tirar a prova dos 9"...hehee....(desculpa pra pescar...kkk)...

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Fabricio!!! To junto na prova dos nove!!! tambem morro de curiosidade para saber se realmente esses freios magneticos novos fazem tanta diferença!!!

Na minha ultima pescaria usei tanto a metanium mg DC7 quanto a Antares DC 7 LV em varas entre 5.6 e 6 pés!!

adorei, mas nunca usei uma zillion ou steez!!!

quando marcar a prova dos nove me avisa!!!! abraços!!! mestre:: mestre:: mestre::

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Moacyr,

Sabe o que pode ser??? Eu só usei essas carretilhas em varas mais longas... Uma Rapala Tournament Series de 6 pés e uma Fenwick Techa AV de 6'6"... Prefiro as varas mais longas, pois elas me dão mais poder de arremesso e alavanca que as varas curtas. E não me incomoda seu tamanho, nem me atrapalho no trabalho das iscas. Acho que me adaptei bem!

Sabe o que eu vou fazer??? Vou levar tudo na minha próxima pescaria! Vou levar a MG DC7, a Steez e uma Calais emprestada, só pra testar! Pesco um dia com cada uma... O único problema (eta probleminha bão!) é que eu vou pra Barcelos e acho que a Steez não vai aguentar o pau!!!

As opiniões são mesmo divergentes, cara! Tenho um amigo que tem tudo que é tipo de carretilha! Ele tem a Calais DC, a Calais normal, a Steez... e sabe qual é a carreta que ele mais gosta de pescar?!?!? Uma Chronarch 50MG! E eu não consigo discordar, porque é uma p... carretilha!!! Gosto é gosto!

Com certeza eu volto pra dar notícias!

Abraço!

Gustavo

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Blz pura Vini e Gustavo...Daqui pra frente SM é tudo de bom...Dia 13/01 a turma estará por lá.....mas não sei se conseguirei estar presente.

...mas o ranking está marcado.

Tb tenho conversado com alguns pescadores e eles tem falado muito bem da nova MG7 DC...dizem q ela arremessa muitttooo....E Gustavo.....varas com 6.6 pés já fazem uma grande diferença com a DC7...O próprio LORI, aqui do fórum, bateu cabeça com a DC7 dele....mas depois q começou a usar uma vara 6.3" a coisa melhorou muittooo...tb....

...Agora é só marcamos um pescaria da turma.... ::evil::

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Gustavo;

Eu confesso que eu prefiro molinete, muito mais fácil de "equilibrar (ou melhor dizendo, muito mais tolerante quanto ao equilíbrio)" que uma carretilha, sem contar que eu detesto perder peixe e a capacidade de linha dos molinetes costuma superar a capacidade de linha das carretilhas de perfil baixo (fundamental para o uso de linhas de maiores bitolas). O líder, cujo nó não passa bem em passadores de uma vara de carretilha, é outra razão pela qual eu prefiro molinetes...

É claro que a precisão, os "arremessos cirúrgicos", são muito mais facilmente feitos com carretilha; razão pela qual eu não as abandono totalmente...

Mas, os arremessos cirúrgicos são feitos por baixo e com varas curtas...; e o peso do conjunto faz muita diferença quando se arremessa com uma só mão, e usando a só a munheca!

Portanto, eu considero o peso de uma carretilha o primeiro critério de escolha! E prefiro ter um molinete à mão

Claro que o peso de uma Steez é até inferior ao de uma Chronarch 50, de forma que apenas nesse detalhe eu não entendo a sua preferência...; mas gosto é pessoal, e pode ser que ele tenha percebido algo que não sabemos. Pode ter haver com a capacidade de linha que seja mais adequada à sua necessidade, ou que o torque da Chronarch seja melhor...; sei lá!

Ainda em tempo; foi bom saber que o freio DC7 já está em sua terceira versão, talvez se tenha corrigido as deficiências da primeira versão...

Mas acho estranho que tudo isto tenha acontecido sem que se tenha divulgado adequadamente que o freio não era mais o mesmo...

De qualquer forma, valeu o dedo de prosa!

Aquele abraço, Gustavo!

Aquele abraço a todos!

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Opa olha eu aparecendo aqui...

Gustavo....eu fui um dos q me interessei pela primeira DC7 de perfil baixo (Antares) a ser lançada no mercado e fiquei maluco pra adquirir uma. Cheguei a anunciar duas carretas minhas para comprar uma DC7.

Na mesma semana q anunciei minhas carretilhas a mãe de um amigo meu trouxe uma pra ele dos EUA (Calais DC)...era 7.0, mas não me lembro o modelo, acho q era uma DC200, ou algo assim....mas tive a oportunidade de estreiar a carreta dele.

Como o Moacyr disse....tentei de todas as formas regular a carreta para um longo arremesso....mas ela se recusava a "viajar"...hehee....Uma verdadeira decepção...E olha q eu passei a tarde toda tentando regulá-la.

Depois de algum tempo eu consegui o manual de uma em português...e lá entendi o q estava ocorrendo...

Apesar de não lembrar as letras de regulagem do freio (A, S, sei lá o q)....e vi q todas as letras faziam referencia aos arremessos com varas acima de 7"....tipo assim..

A - uso com vento frontal para iscas tal, e varas entre 6'6" e 7'.

S - uso com vento moderado lateral, iscas tal, e varas entre 7 e 8'

D - uso sem vento, iscas tal, e varas acima de 8'.

Cada uma desses letras tinha um breve histórico explicando qual a melhor forma de aproveitamento delas...e foi lá q eu vi q não havia referencia a utilização de pequenas varas....e outra...se a letra "x" era a q desenvolvia a melhor performance (até 100.000 RPM) era indicada para varas acima de 7' ou mais pés...as outras letras era para varas menores e arremessos tb menores.

Já conversei com outros amigos meus q tem DC7 e todos se decepcionaram com a carreta, ou melhor, esperavam muiittoooo mais dela.

Para se conseguir melhores arremessos todos tiveram q adquir varas maiores....E não apenas por conta de física (vara maior arremessa mais)...mas por ela se destacar frente as suas irmãs mais baratas com o mesmo tamanho de vara.

Outro dia um colega da Caterva estava dizendo q as DC7 estão na sua versão 3....e váris coisas foram aperfeiçoadas...mas aquela q eu testei, versão 1, e as outras q meus amigos usaram, foram uma "negação".

Vc tb é o segundo q vejo falar bem das DC7...precisamos marcar um pescaria pra "tirar a prova dos 9"...hehee....(desculpa pra pescar...kkk)...

Eu também tive essa decpcao, comprei uma Calais DC7 na Bass Pro e infelizmente nao tive 30% do resultado esperado! Prefiro muito mais minha Scorpion que ela :/ Nao conhece ngm que está interessado em compra-la? Esta zerada, so usei na feira de pesca pra fazer alguns arremesos!

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