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Marlúcio Ferreira

Dourados na Serra do Facão - Até quando?

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A incidência de dourados no lago da Serra do Facão é grande. Sempre nos deparamos com cardumes desses gigantes. Até quando eles existirão. O rio São Marcos foi represado perto de Paracatu, cortando assim a comunicação do lago com a nascente do rio. Será uma questão de tempo até  que ele desapareça do lago, assim como aconteceu em outras represas?   

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Com certeza Marlúcio é questão de tempo,  Dourado segundo estudos precisa migrar cerca 400km para maturar as ovas pra realizar a desova.    Veja por exemplo o Rio Grande o único local que ainda os possuem é na Região de Planura e Colômbia pois tem o Rio Pardo e Mogi para subirem,  ou na Região de Orindiúva onde tem o Rio Turvo, nos outros locais praticamente desapareceram.     Fizeram uma pesquisa recentemente aqui e o Dourado que havia sido "chipado" no Rio Grande foi abatido aqui perto em Pirassununga( Rio Mogi)  o bicho andou mais 500km de rio.    Infelizmente esse é o preço que se paga pelo progresso.  Mas tem como minimizar isso,  desde leis restritivas de Abate a soltura de Alevinos.   A AES Tiete na nossa região há algum tempo fez o Projeto PACU repovoando o Pardo, Mogi e Tiete sistematicamente, espécie que praticamente tinha desaparecido, hj depois de 10 anos já é encontrado com muita abundância aqui cheguei a fisgar uns de 6kg. Eles estão repovoando tb com a Piracanjuba. 

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Com certeza Marlúcio é questão de tempo,  Dourado segundo estudos precisa migrar cerca 400km para maturar as ovas pra realizar a desova.    Veja por exemplo o Rio Grande o único local que ainda os possuem é na Região de Planura e Colômbia pois tem o Rio Pardo e Mogi para subirem,  ou na Região de Orindiúva onde tem o Rio Turvo, nos outros locais praticamente desapareceram.     Fizeram uma pesquisa recentemente aqui e o Dourado que havia sido "chipado" no Rio Grande foi abatido aqui perto em Pirassununga( Rio Mogi)  o bicho andou mais 500km de rio.    Infelizmente esse é o preço que se paga pelo progresso.  Mas tem como minimizar isso,  desde leis restritivas de Abate a soltura de Alevinos.   A AES Tiete na nossa região há algum tempo fez o Projeto PACU repovoando o Pardo, Mogi e Tiete sistematicamente, espécie que praticamente tinha desaparecido, hj depois de 10 anos já é encontrado com muita abundância aqui cheguei a fisgar uns de 6kg. Eles estão repovoando tb com a Piracanjuba. 

 

Parabéns pela resposta Guto. ::tudo:: Sempre com conteúdo e ponderado.

 

Só uma coisa a acrescentar:

 

Os projetos de repovoamento são meros paliativos e também carecem de aperfeiçoamento.

Uma coisa que não se faz, mas deveria, é a utilização da mesma genética do ambiente em que se vai povoar.

Embora sejam utilizadas mesmas espécies o material genético é diferente.

Na maioria se utiliza matrizes de criatórios comerciais que visam a engorda, são peixes com alta endogamia, com parentesco. Isso diminui muito a variabilidade genética.

Deveriam capturar essas matrizes dos próprios locais e manter intacto aquele "Banco genético" , sem introduzir um que se desenvolveu em condições completamente diferentes.

Falo então da introdução de genes alóctones de mesma espécie que pode se mostrar não adaptável e portanto com baixa taxa de sucesso.

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Rodrigo:

Parabéns pela resposta Guto.  ::tudo:: Sempre com conteúdo e ponderado.

 

Só uma coisa a acrescentar:

 

Os projetos de repovoamento são meros paliativos e também carecem de aperfeiçoamento.

Uma coisa que não se faz, mas deveria, é a utilização da mesma genética do ambiente em que se vai povoar.

Embora sejam utilizadas mesmas espécies o material genético é diferente.

Na maioria se utiliza matrizes de criatórios comerciais que visam a engorda, são peixes com alta endogamia, com parentesco. Isso diminui muito a variabilidade genética.

Deveriam capturar essas matrizes dos próprios locais e manter intacto aquele "Banco genético" , sem introduzir um que se desenvolveu em condições completamente diferentes.

Falo então da introdução de genes alóctones de mesma espécie que pode se mostrar não adaptável e portanto com baixa taxa de sucesso.

 

 

Falou pouco mas falou bonito!

::tudo::  ::tudo::  ::tudo::

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Se nada for feito é questão de tempo, tomara que os coordenadores dos projetos de repovoamento se informem melhor, não sei se a questão é só de informações ou financeira também, mas o repovoamento é extremamente importante, principalmente se observado o citados pelos amigos acima que vai aumentar muuuito o sucesso das solturas.

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