Ir para conteúdo

Crescimento de oferta no rio Negro


Kid M

Posts Recomendados

Natal2022.JPG.ee6aa70712ec186e1dc08f1fc6498558.JPG

 

Surpreende-me bastante as informações das operações que se realizam na bacia do rio Negro.

Claro que se trata há muito previsto e anunciado, mas me parece que estamos diante de um "novo Pantanal".

Melhor explicando essa conversa de "pantanal", já que por muito tempo foi a meca das pescarias e sonho de muitos.

É preciso reconhecer que os cenários são parecidos, mas diferentes, face algumas tentativas de proteção ao tucunaré.

Quando se menciona o Pantanal, é preciso lembrar que além da pesca liberada, tinham - também - os pescadores profissionais com diversas indústrias montadas para a comercialização do pescado... claro que ficou "água arrasada"...

Posso estar sendo "alarmista", mas a incidência de pescadores nos aeroportos & cidades ribeirinhas é muito elevada.

Somando isso ao complemento dos que chegam pelo próprio rio Negro em transporte regional, fica ainda "pior"...

Como comparação (nada além disso), Barcelos era a capital mundial dos peixes ornamentais, com uma economia girando em torno dessa atividade que tinha até "grupos rivais" no folclore regional.

O escoamento dessa "matéria prima" era colossal, não importando as enormes perdas dos peixes "exportados" (era muito barato o milhar desses alevinos ou juvenis comercializados).

Hoje é difícil encontrar referências disso, e mais ainda, interesse em reativar o negócio... (certamente por conta de outras alternativas dos compradores)

No caso dos tucunarés da bacia do rio Negro (e arredores), ações de proteção estão sendo implementadas (acabaram as incursões de "barcos geleiras" para transporte do pescado até Manaus - centro consumidor). 

A obrigatoriedade do "pesque e solte" (nas espécies protegidas) e a conscientização dos ribeirinhos (incluídos os piloteiros e mão de obra disponível para as operações de pesca) muito tem feito nessa preservação, MAS é preciso lembrar que o tempo de crescimento dos troféus é lento, insuficiente para atender esse imenso grupo de pescadores que se desloca para "aqueles dias maravilhosos".

A economia regional passa por uma adaptação de "novas fontes de renda", seja através de taxação (licenças metropolitanas de pesca), exclusividade em rios secundários através de "contrato" entre as comunidades, operadores e o estado (município).

Já presenciei alguns lugares APÓS essas medidas serem implementadas e se tornarem operacionais, e constato que é uma diferença enorme nos resultados obtidos...

Contudo, a demanda de grupos de pesca aos operadores é algo constante, imperativo, que começa a ser tratado com  muita antecedência (falar em 12 meses de antecedência é quase um lugar comum).

Destinos variados, resultados também variados e o mais importante, o crescimento dos custos necessários para atender às especificações apresentadas na venda do produto.

Outra coisa presente é a capacidade criativa dos inúmeros "ex-pescadores profissionais" em montar suas próprias operações, já com uma "oferta de acessórios" bem inferior aos grupos tradicionais.

Refiro-me ao "bate e volta", as acomodações mais simples, os acampamentos em pontos do rio, além da interligação de toda essa operacionalização ofertada.

Venho observando (essa é minha dedução) que em tempo não tão distante assim, teremos sinais mais evidentes do que essa "superlotação" de botes pescando irá gerar mais frustração do que o próprio "repiquete", que não pode ser controlado, apenas servir de "justificativa" para a diminuição dos resultados esperados para aqueles que esperaram e disponibilizaram "uma grana" para seus sonhos de pesca.    

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

@Kid M me parece que o problema de superlotação é maior na região acima de Barcelos, ali pelo Cuiuni/Aracá/Demeni. Creio que isso se deve ao fato da distância, é melhor e mais barato para as operações que saem de Barcelos subir pra essa região. Há exatamente um ano eu e minha turma estivemos em Barcelos a bordo do Amazon Lord III, o maior dos barcos dessa operação, que comporta 18 pescadores. Ao embarcar discutimos a estratégia com o gerente da operação e ele nos disse "praticamente todos os barcos que vocês veem aqui no porto vão pescar acima de Barcelos, a maioria nem consegue subir os afluentes porém escolhem pescar no Negro e na boca dos afluentes por uma questão de custo". Não sei se é exatamente por isso, mas fato é que a imensa maioria se dirigiu pra lá mesmo.

Aí perguntamos pra ele qual era a sugestão e ele nos disse "nosso barco é grande e não temos intenção de economia de combustível, o que nos dá a velocidade necessária pra descer em direção ao Caurés e no caminho pescar na região do Ramada, chegando à baia do Caurés no terceiro dia e adentrando o Caurés de voadeira por dois dias". Adotamos essa estratégia sugerida por ele e tivemos uma semana espetacular de pesca, mesclando produtividade na região do Ramada e troféus dentro do Caurés. No Ramada, onde pescamos dois dias na ida e dois na volta, cruzamos com apenas uma outra operação. Já no Caurés, onde pescamos no primeiro 1/3 do rio, apenas uma outra operação também presente. Outras duas operações tinham exclusividade nos 2/3 acima do rio. 

Agora uma dúvida que eu tenho: a pesca esportiva na região de Barcelos/SIRN nos moldes de hoje, 100% pesque e solte, exerce pressão de pesca na região? Sendo o peixe cada vez mais capturado e solto, o mesmo pode alterar o comportamento e passar a bater nas inúmeras iscas com menos frequência?

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

17 minutos atrás, LucaoCR disse:

@Kid M me parece que o problema de superlotação é maior na região acima de Barcelos, ali pelo Cuiuni/Aracá/Demeni. Creio que isso se deve ao fato da distância, é melhor e mais barato para as operações que saem de Barcelos subir pra essa região. Há exatamente um ano eu e minha turma estivemos em Barcelos a bordo do Amazon Lord III, o maior dos barcos dessa operação, que comporta 18 pescadores. Ao embarcar discutimos a estratégia com o gerente da operação e ele nos disse "praticamente todos os barcos que vocês veem aqui no porto vão pescar acima de Barcelos, a maioria nem consegue subir os afluentes porém escolhem pescar no Negro e na boca dos afluentes por uma questão de custo". Não sei se é exatamente por isso, mas fato é que a imensa maioria se dirigiu pra lá mesmo.

Aí perguntamos pra ele qual era a sugestão e ele nos disse "nosso barco é grande e não temos intenção de economia de combustível, o que nos dá a velocidade necessária pra descer em direção ao Caurés e no caminho pescar na região do Ramada, chegando à baia do Caurés no terceiro dia e adentrando o Caurés de voadeira por dois dias". Adotamos essa estratégia sugerida por ele e tivemos uma semana espetacular de pesca, mesclando produtividade na região do Ramada e troféus dentro do Caurés. No Ramada, onde pescamos dois dias na ida e dois na volta, cruzamos com apenas uma outra operação. Já no Caurés, onde pescamos no primeiro 1/3 do rio, apenas uma outra operação também presente. Outras duas operações tinham exclusividade nos 2/3 acima do rio. 

Agora uma dúvida que eu tenho: a pesca esportiva na região de Barcelos/SIRN nos moldes de hoje, 100% pesque e solte, exerce pressão de pesca na região? Sendo o peixe cada vez mais capturado e solto, o mesmo pode alterar o comportamento e passar a bater nas inúmeras iscas com menos frequência?

Vou meter o meu bedelho e afirmar que sim!! Tenho 18 semanas de médio negro e nunca vi ninguém matar um peixe grande( eu nunca vi, e não vou dizer que não aconteça)! Então na teoria( ao menos) é p todos esses gigantes ainda estarem naquelas águas. Acontece que a cada ano que passa( pelo menos p mim, inclusive já criei tópico com esse tema) os gigantes estão cada vez mais difícil de serem capturados. Então a minha convicção é de que estão cada vez mais " manhosos" devido a pressão de pesca. Pensando pelo lado dos tucunas, não deve ser fácil a cada 30 minutos passar um motor zoando na sua orelha, e isso com certeza diminui a atividade dos bichos!! 

Como viciado em pesca que sou, acompanho diariamente os rios desejados pelo mundo afora, e a coisa mais comum é CHEGOU PESCADOR, A QUANTIDADE DE PEIXE DIMINUI, mesmo nos rios em que aparentemente não há qualquer peixe morto( na teoria)!

Então p concluir, o movimento no Rio espanta o peixe sim( prova disso é o Pasiva, Passimoni, Marié, Curicuriari, etc)!!!

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

2 horas atrás, Kid M disse:

Natal2022.JPG.ee6aa70712ec186e1dc08f1fc6498558.JPG

 

Surpreende-me bastante as informações das operações que se realizam na bacia do rio Negro.

Claro que se trata há muito previsto e anunciado, mas me parece que estamos diante de um "novo Pantanal".

Melhor explicando essa conversa de "pantanal", já que por muito tempo foi a meca das pescarias e sonho de muitos.

É preciso reconhecer que os cenários são parecidos, mas diferentes, face algumas tentativas de proteção ao tucunaré.

Quando se menciona o Pantanal, é preciso lembrar que além da pesca liberada, tinham - também - os pescadores profissionais com diversas indústrias montadas para a comercialização do pescado... claro que ficou "água arrasada"...

Posso estar sendo "alarmista", mas a incidência de pescadores nos aeroportos & cidades ribeirinhas é muito elevada.

Somando isso ao complemento dos que chegam pelo próprio rio Negro em transporte regional, fica ainda "pior"...

Como comparação (nada além disso), Barcelos era a capital mundial dos peixes ornamentais, com uma economia girando em torno dessa atividade que tinha até "grupos rivais" no folclore regional.

O escoamento dessa "matéria prima" era colossal, não importando as enormes perdas dos peixes "exportados" (era muito barato o milhar desses alevinos ou juvenis comercializados).

Hoje é difícil encontrar referências disso, e mais ainda, interesse em reativar o negócio... (certamente por conta de outras alternativas dos compradores)

No caso dos tucunarés da bacia do rio Negro (e arredores), ações de proteção estão sendo implementadas (acabaram as incursões de "barcos geleiras" para transporte do pescado até Manaus - centro consumidor). 

A obrigatoriedade do "pesque e solte" (nas espécies protegidas) e a conscientização dos ribeirinhos (incluídos os piloteiros e mão de obra disponível para as operações de pesca) muito tem feito nessa preservação, MAS é preciso lembrar que o tempo de crescimento dos troféus é lento, insuficiente para atender esse imenso grupo de pescadores que se desloca para "aqueles dias maravilhosos".

A economia regional passa por uma adaptação de "novas fontes de renda", seja através de taxação (licenças metropolitanas de pesca), exclusividade em rios secundários através de "contrato" entre as comunidades, operadores e o estado (município).

Já presenciei alguns lugares APÓS essas medidas serem implementadas e se tornarem operacionais, e constato que é uma diferença enorme nos resultados obtidos...

Contudo, a demanda de grupos de pesca aos operadores é algo constante, imperativo, que começa a ser tratado com  muita antecedência (falar em 12 meses de antecedência é quase um lugar comum).

Destinos variados, resultados também variados e o mais importante, o crescimento dos custos necessários para atender às especificações apresentadas na venda do produto.

Outra coisa presente é a capacidade criativa dos inúmeros "ex-pescadores profissionais" em montar suas próprias operações, já com uma "oferta de acessórios" bem inferior aos grupos tradicionais.

Refiro-me ao "bate e volta", as acomodações mais simples, os acampamentos em pontos do rio, além da interligação de toda essa operacionalização ofertada.

Venho observando (essa é minha dedução) que em tempo não tão distante assim, teremos sinais mais evidentes do que essa "superlotação" de botes pescando irá gerar mais frustração do que o próprio "repiquete", que não pode ser controlado, apenas servir de "justificativa" para a diminuição dos resultados esperados para aqueles que esperaram e disponibilizaram "uma grana" para seus sonhos de pesca.    

Fala Kid. O que eu vejo é o que o @LucaoCR falou. A Amazônia é IMENSA, existem partes de rios quase nunca pescados ainda. Exemplo é a região do Tea, onde tem muita coisa pra ser descoberta por lá.

 

A real que esse grande problema de "concentração" é por causa dos operadores que optam por economizar gasolina mesmo kk.

 

Mas é isso, eu digo que deve existir muito peixe no Rio Negro que ainda nunca viu uma T20.

 

E também vai de uma preguiça do pessoal não procurar outros lugares para pescar!


Quer um exemplo? Sou fã de uma operação chamada Amazon Spirit, onde operam em uma reserva no Rio Nhamunda. O preço? Mais barato que muita operação de Barcelos! E da de 10 a 0 em serviço em muita operação 20-25k.

 

A quantidade de peixe então, nem se discute! Centenas de peixe todo santo dia. Difícil achar um grande muito acima de 80. Mas de 70-80 tem de sobra!

 

Obviamente o Rio Nhamunda não é a região de Barcelos, mas meu ponto é que existem lugares MUITO bons de se pescar que pouca gente vai porque não é "Barcelos".

 

Então é isso, eu acho que são 2 problemas:

 

O operador e o próprio pescador que fica muito preso a região de Barcelos.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Além do que já foi dito aqui sobre a pressão de pesca no rio Negro,na qual eu concordo com tudo,tenho mais um adendo á ser feito:

-O tucunaré açu é sem dúvidas o peixe mais procurado pelo pescador esportivo brasileiro e até por alguns estrangeiros e isso também é um motivo à mais pra essa espécie "literalmente ser caçada" pelos pescadores.Barcelos foi a MECA da pesca desse peixe por muitos anos e ainda pode ser considerada,mas vejam que isso resultou num número absurdo de operações de pesca na região,causando a grande pressão de pesca à que nos referimos.Isso aconteceu também no Juma,há alguns anos atrás poucas pousadas na região e excelentes pescarias vinham sendo feitas...Hoje,mais de 30 pousadas num curto espaço de rio.

Rios próximos à Manaus,como Urubu,Uatumã,Tupana e Preto da Eva,mesma coisa...A pressão de pesca vem aumentando a cada ano...Pousadas vão surgindo cada vez mais.

Vejam a Colombia...Lembram que foi febre à alguns anos atrás???E agora???Ouvem dizer de alguém que ainda vá pescar lá??

A bola da vez é Venezuela,e não será espanto nenhum se daqui 2 ou 3 temporadas surjam reclamações e mais reclamações de pescarias fracas por lá devido à alta pressão de pesca.

Rio Manso,no Mato Grosso.Não se mata dourado lá à anos,e existem muitos,muitos deles mesmo por lá.Mas fisgá-los é outra história.

Agora vejam vocês os rios mais ao sul da Amazônia,onde não existe o tucunaré açu...Rios como Juruena,São Benedito,Teles Pires,Cururu entre outros,vocês acham que tem a mesma pressão de pesca do que no rio Negro????De jeito maneira...Em determinados pontos desses rios os peixes continuam completamente selvagens,sem sentir peso algum ainda da "pressão de pesca esportiva" do rio Negro por exemplo.

Claro que a delimitação de áreas indígenas nesses locais tambem pesa para a preservação do local,mas sabemos que no rio Negro também existem dezenas ou centenas de reservas ,mas que de uma maneira ou outra,já estão sendo super exploradas também pela pesca esportiva.

Em resumo,essa "sanha" de muitos pescadores pelo açu também é um fator determinante para dificultar cada vez mais as condições de pesca dessa espécie.Onde tem açu,tem muito pescador...Se não tem ainda,em breve terá.

Por outro lado,eu mesmo conheço rios no Mato Grosso onde num mal dia de pesca se pegam 7,8 trairões gigantes,tudo na superfície.E você vê pescadores esportivos por lá???Muito pouco,somente os que moram pela região mesmo.

Enfim,a tara pelo pescador de açu,no meu ver tem seu lado bom e seu lado ruim.

É isso...Abraços!!

 

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

1 hora atrás, Cristiano Rochinha disse:

Além do que já foi dito aqui sobre a pressão de pesca no rio Negro,na qual eu concordo com tudo,tenho mais um adendo á ser feito:

-O tucunaré açu é sem dúvidas o peixe mais procurado pelo pescador esportivo brasileiro e até por alguns estrangeiros e isso também é um motivo à mais pra essa espécie "literalmente ser caçada" pelos pescadores.Barcelos foi a MECA da pesca desse peixe por muitos anos e ainda pode ser considerada,mas vejam que isso resultou num número absurdo de operações de pesca na região,causando a grande pressão de pesca à que nos referimos.Isso aconteceu também no Juma,há alguns anos atrás poucas pousadas na região e excelentes pescarias vinham sendo feitas...Hoje,mais de 30 pousadas num curto espaço de rio.

Rios próximos à Manaus,como Urubu,Uatumã,Tupana e Preto da Eva,mesma coisa...A pressão de pesca vem aumentando a cada ano...Pousadas vão surgindo cada vez mais.

Vejam a Colombia...Lembram que foi febre à alguns anos atrás???E agora???Ouvem dizer de alguém que ainda vá pescar lá??

A bola da vez é Venezuela,e não será espanto nenhum se daqui 2 ou 3 temporadas surjam reclamações e mais reclamações de pescarias fracas por lá devido à alta pressão de pesca.

Rio Manso,no Mato Grosso.Não se mata dourado lá à anos,e existem muitos,muitos deles mesmo por lá.Mas fisgá-los é outra história.

Agora vejam vocês os rios mais ao sul da Amazônia,onde não existe o tucunaré açu...Rios como Juruena,São Benedito,Teles Pires,Cururu entre outros,vocês acham que tem a mesma pressão de pesca do que no rio Negro????De jeito maneira...Em determinados pontos desses rios os peixes continuam completamente selvagens,sem sentir peso algum ainda da "pressão de pesca esportiva" do rio Negro por exemplo.

Claro que a delimitação de áreas indígenas nesses locais tambem pesa para a preservação do local,mas sabemos que no rio Negro também existem dezenas ou centenas de reservas ,mas que de uma maneira ou outra,já estão sendo super exploradas também pela pesca esportiva.

Em resumo,essa "sanha" de muitos pescadores pelo açu também é um fator determinante para dificultar cada vez mais as condições de pesca dessa espécie.Onde tem açu,tem muito pescador...Se não tem ainda,em breve terá.

Por outro lado,eu mesmo conheço rios no Mato Grosso onde num mal dia de pesca se pegam 7,8 trairões gigantes,tudo na superfície.E você vê pescadores esportivos por lá???Muito pouco,somente os que moram pela região mesmo.

Enfim,a tara pelo pescador de açu,no meu ver tem seu lado bom e seu lado ruim.

É isso...Abraços!!

 


@Cristiano Rochinha concordo com bastante coisa do que foi dito. Alguns adendos: Colômbia pelo que eu pesquisei não tem ninguém operando por lá atualmente, o acesso é até mais difícil do que Pasiva/Pasimoni, creio que nenhuma operação se viabilizou. Já Pasiva/Pasimoni eu não creio que será facilmente afetada por pressão de pesca. É improvável que haja um aumento relevante do número de operações por lá. Na minha opinião será um destino nichado devido aos altos custos e enorme dificuldade de acesso. 

 

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

2 horas atrás, Rockenbach disse:

Fala Kid. O que eu vejo é o que o @LucaoCR falou. A Amazônia é IMENSA, existem partes de rios quase nunca pescados ainda. Exemplo é a região do Tea, onde tem muita coisa pra ser descoberta por lá.

 

A real que esse grande problema de "concentração" é por causa dos operadores que optam por economizar gasolina mesmo kk.

 

Mas é isso, eu digo que deve existir muito peixe no Rio Negro que ainda nunca viu uma T20.

 

E também vai de uma preguiça do pessoal não procurar outros lugares para pescar!


Quer um exemplo? Sou fã de uma operação chamada Amazon Spirit, onde operam em uma reserva no Rio Nhamunda. O preço? Mais barato que muita operação de Barcelos! E da de 10 a 0 em serviço em muita operação 20-25k.

 

A quantidade de peixe então, nem se discute! Centenas de peixe todo santo dia. Difícil achar um grande muito acima de 80. Mas de 70-80 tem de sobra!

 

Obviamente o Rio Nhamunda não é a região de Barcelos, mas meu ponto é que existem lugares MUITO bons de se pescar que pouca gente vai porque não é "Barcelos".

 

Então é isso, eu acho que são 2 problemas:

 

O operador e o próprio pescador que fica muito preso a região de Barcelos.


Essa operação do Amazon Spirit é uma que eu tenho vontade de conhecer. Pelos relatos e vídeos dá pra ver que o vazzoleri muito se assemelha ao açu, crescendo muito, por vezes passando dos 80cm e atacam iscas de superfície com ferocidade.

Sobre explorar outros lugares, em 2022 eu pesquei em Roraima, numa operação do River Plate que está atualmente com acesso suspenso ao rio e foi uma semana incrível. Foi avisado desde o início que não poderíamos esperar por 80up, que o máximo que eles tinham documentado ali eram alguns peixes de 78cm, mas meu amigo, era o dia todo batendo 60up em qualquer isca que a gente arremessava. Na primeira manhã de pesca eu peguei mais peixe do que a semana toda no Zaltana uns meses antes.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

4 horas atrás, LucaoCR disse:

o problema de superlotação é maior na região acima de Barcelos,

Lucão,

Entendo assim também, mas essa alternativa de pesca "abaixo de Barcelos" é algo que somente agora parece estar sendo oferecida, possivelmente pela pressão das áreas acima de Barcelos.

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

4 horas atrás, Bruno Rodrigo Nogueira disse:

Tenho 18 semanas de médio negro e nunca vi ninguém matar um peixe grande

Bruno,

Concordo com essa mesma tese de pescarias feitas por "pescadores esportivos" em operações com guias e coordenadas por quem faz disso um meio de vida. Não nos esqueçamos que o grande "matador de peixes" são os profissionais que capturam e vendem as capturas. Para estes, os grandes peixes sempre serão o foco da oferta. Mas esses começam a ser "fiscalizados", principalmente por aqueles moradores que já entenderam que o peixe vale bem mais vivo que morto... 

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

2 horas atrás, Rockenbach disse:

Amazon Spirit, onde operam em uma reserva no Rio Nhamunda.

Rockenbach,

Já estivemos no Nhamundá por mais de uma vez e concordo parcialmente com sua postagem.

Na verdade são operações diferentes, até por conta das características dos diversos rios de lá.

A atração dos "açus", nessa região da divisa do Pará com o Amazonas, oferece uma boa diversidade de espécies, mas que não são os "grandes açus do Negro"

Não conheço essa operação do Amazon Spirit, que parece ser boa o suficiente para ser usada diversas vezes por um mesmo grupo.

Quem teve uma operação que parecia ser muito bem estruturada foi o Marcel Werner, nosso usuário, na entrada do "Lago da lua".

Importante ter a realidade em que a cada ano que se passa, a idade "vinca mais o corpo", daí a busca de alternativas mais confortáveis.

Não me refiro a "luxos", mas algumas coisas que são quase que uma necessidade para quem viaja para tão longe... 

 

 

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emojis são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Processando...
×
×
  • Criar Novo...