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LucaoCR

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    LucaoCR deu reputação a Fabrício Biguá em PRIMEIRA VEZ EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO (Rio Jurubaxi)   
    Q massa, Guilherme...
     
    O Jurubaixi é um rio difícil de pescar até com nível baixo, pois é relativamente estreito e cheio de igarapés, lagos internos, centrais, muitas estruturas distintas....e o próprio rio, do Lago do Pirapitinga pra cima é totalmente diferente dali pra baixo.
    Com tudo isso vc ainda arrancou um belíssimo peixe.
    Parabéns pela captura e obrigado por compartilhar sua aventura conosco.
     
    Abs....
  2. Thanks
    LucaoCR recebeu reputação de Fabrício Biguá em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    @Astra-Taranis vou dar uns pitacos aqui com algumas informações que eu tenho:

    a) nas operações que pesquei por lá, os guias são contratados CLT com recolhimento de todos os encargos. 

    b) ao fim da temporada eles tiram um período de férias e a seguir eles voltam a trabalhar, o operador sempre tem demandas na período entre as temporadas, manutenção do barco hotel, dos barcos de pesca, etc.

    c) sim, a região do médio Negro é rota de drogas oriundas da Colômbia e da Venezuela. Porém nos últimos anos a Marinha alocou uma corveta que fica navegando entre Barcelos e SIRN. Essa corveta carrega mais dois barcos de apoio, cada um com uma .50 acoplada na frente. Na minha semana no Zaltana, meu barco de pesca recebeu um sinal dessa corveta, tivemos que parar e aguardar que eles descessem um dos barcos de apoio que veio até nós com 6 oficiais fortemente armados que revistaram o nosso barco de pesca de cabo a rabo. No dia seguinte eles foram até o barco hotel e revistaram todos os quartos. Com esse tipo de controle acho difícil que alguma operação sirva de fachada pro tráfico.

    e) nesses trechos onde há operadores exclusivos, não haveria ninguém pescando. Ao meu ver conceder exclusividade foi uma maneira dos órgãos ambientais liberarem a pesca com algum nível de garantia de preservação. Esses órgãos não tem estrutura de fiscalização para simplesmente liberar um rio ou região, sem limite de quantidade de pescadores/operações. Então liberar um rio/trecho de maneira exclusiva à uma operação é uma maneira de garantir que certas premissas serão respeitadas. Além claro de exigir grandes contrapartidas financeiras repassadas às comunidades ali presentes.

    f) a demanda existe porém não é tão grande assim. Esse ano mesmo, com a quantidade de operações "premium" aumentando consideravelmente, não teve uma que tenha conseguido preencher 100% todas as semanas. Então na minha opinião não há essa capacidade de expansão. E esbarraria também na falta de mão de obra qualificada. Operação premium sem bom atendimento, comida, guias, não se cria.

    Bom, essa é uma parte da minha visão, tem outras nuances que talvez me escapem.
     
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    LucaoCR recebeu reputação de Astra-Taranis em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    @Astra-Taranis vou dar uns pitacos aqui com algumas informações que eu tenho:

    a) nas operações que pesquei por lá, os guias são contratados CLT com recolhimento de todos os encargos. 

    b) ao fim da temporada eles tiram um período de férias e a seguir eles voltam a trabalhar, o operador sempre tem demandas na período entre as temporadas, manutenção do barco hotel, dos barcos de pesca, etc.

    c) sim, a região do médio Negro é rota de drogas oriundas da Colômbia e da Venezuela. Porém nos últimos anos a Marinha alocou uma corveta que fica navegando entre Barcelos e SIRN. Essa corveta carrega mais dois barcos de apoio, cada um com uma .50 acoplada na frente. Na minha semana no Zaltana, meu barco de pesca recebeu um sinal dessa corveta, tivemos que parar e aguardar que eles descessem um dos barcos de apoio que veio até nós com 6 oficiais fortemente armados que revistaram o nosso barco de pesca de cabo a rabo. No dia seguinte eles foram até o barco hotel e revistaram todos os quartos. Com esse tipo de controle acho difícil que alguma operação sirva de fachada pro tráfico.

    e) nesses trechos onde há operadores exclusivos, não haveria ninguém pescando. Ao meu ver conceder exclusividade foi uma maneira dos órgãos ambientais liberarem a pesca com algum nível de garantia de preservação. Esses órgãos não tem estrutura de fiscalização para simplesmente liberar um rio ou região, sem limite de quantidade de pescadores/operações. Então liberar um rio/trecho de maneira exclusiva à uma operação é uma maneira de garantir que certas premissas serão respeitadas. Além claro de exigir grandes contrapartidas financeiras repassadas às comunidades ali presentes.

    f) a demanda existe porém não é tão grande assim. Esse ano mesmo, com a quantidade de operações "premium" aumentando consideravelmente, não teve uma que tenha conseguido preencher 100% todas as semanas. Então na minha opinião não há essa capacidade de expansão. E esbarraria também na falta de mão de obra qualificada. Operação premium sem bom atendimento, comida, guias, não se cria.

    Bom, essa é uma parte da minha visão, tem outras nuances que talvez me escapem.
     
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    LucaoCR deu reputação a Guto Pinto em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Exatamente o que o Fabrício resumiu,  detalhe um resort tem quantos quartos  50, 100, 200,  qtas pessoas 100, 300, 500 numa semana? 365 dias por ano com clientes.   Em uma pousada ou barco hotel quantos clientes por semana? 10, 20? Numa pousada imensa bate 25 trabalhando metade do ano, o resto do ano é só custo pra manter sem entrar 1 centavo.  
    O fato é sempre foi caro,  o que mudou tb que de uns 15 anos pra  cá foi nosso poder de compra  foi caindo muito com passar dos anos.
    Não precisa ir longe, uma pescaria em Luis Alves em 2010 lembro com tudo eu paguei 8 salários mínimos da época , essa mesma pescaria hj tb tá custando os mesmos 8 salários mínimos. Pescaria nesses locais gira em torno do combustivel( barcos, logistica, gerador, até motoserra pra fazer a pousada) e aquisição de equipamentos( barcos, motores) dois itens totalmente atrelados ao dólar. 
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    LucaoCR deu reputação a Adalberto Magrao em Nivel do Rio Negro Temporada 2026/ 2027   
    Pessoal desculpem mas tenho dificuldades de mexer com isso. Coisa de Velho.kkkkkk
    Peço ao Kid Ou Fabrício deletarem acima as fotos ruins


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    LucaoCR recebeu reputação de Willian Furlanetto em Indicações opções de viagens com melhor custo benefício para amazônia?   
    Renato, não anima mandar um relato detalhado aqui no fórum sobre sua pescaria no Rio Pasiva? Tenho muito curiosidade de mais detalhes, o pouco que se tem de infos na internet são posts de pessoas que trabalham vendendo as pescarias por lá, então sempre tem um viés por trás. 
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    LucaoCR deu reputação a Joao Paulo ML em Indicações opções de viagens com melhor custo benefício para amazônia?   
    Sim parceiro, exatamente, bem o que eu busco atualmente, produtividade e diversão sem se incomodar tanto com o gigante 
     
     
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    LucaoCR recebeu reputação de Joao Paulo ML em Indicações opções de viagens com melhor custo benefício para amazônia?   
    Já pesquei em Roraima e é incrível a quantidade de peixes. É mais difícil de sair 80up, em alguns rios inclusive o operador já informa que é impossível, mas a produtividade de peixes entre 60 e 80 é bem alta.
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    LucaoCR deu reputação a JCKruel em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Para que eu possa contribuir efetivamente com sugestões técnicas e jurídicas, preciso saber, de fato, qual a base legal para prevalecer o tal rodízio dos barcos hoteis... Tal acordo é homologado por algum ente federal? Foi feito por algum órgão estadual? Teve a participação do Ministerio Publico Federal, já que envolve APA Federal e terras indígenas e, no caso, é impreterivel e indelegável o papel do MPF na proteção indígena. Existe algum termo de cooperação técnica entre o IBAMA e algum ente estadual que possa validar eventuais acordos? Que eu saiba o IBAMA desde há muto tempo deixou de assinar tais termos de cooperação...
    Quem puder ajudar, traga mais clareza e nos informe na discussão para evitar que possamos errar em relação a tão importante asunto... Lembrem a introdução que fiz: como se trata de área tombada como patrimônio nacional pela CF 88 , não vale decretos de prefeitos e de governador!  A normatização, para ter validade, em que ser através de leis !! Por acaso, fizeram lei para validar tais acordos?  
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    LucaoCR deu reputação a Kid M em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Cristiano,
    Apenas apontando alguns pontos que me parecem anteceder esse ponto de vista de "exclusividade de rios".
    A questão primordial é sabermos (e aceitarmos) que este é um país de muitas desigualdades, em qualquer dos aspectos avaliados...
    Isto posto, vem agora a questão do que é correto nos repasses que chegam aos municípios, e por consequências às populações que por lá vivem.
    Dinheiro NUNCA DEIXA DE TER, mas falta um pouco de consequência nas esferas de corrupção e/ou má gestão com o dinheiro público.
    A pergunta que fica no ar, é porque estão "privatizando" alguns dos rios, tornando-os locais de gestão dos povos ribeirinhos que lá habitam...
    Sempre tive essa mesma visão "deturpada" dessas ações de "áreas silvestres terem donos", até poder comparar situações similares de comunidades ribeirinhas, onde uma passou a ter uma gestão da operação de pesca e a outra, uma maneira de benefício próprio, principalmente dos fornecedores.
    Apenas alguns (como você) se permitem a enfrentar um "acampamento" e fazer uma pescaria raiz, com todo ganho de convivência (e dificuldades) a serem superadas (AC, banho quente, comida saudável, bebida gelada, e por aí segue), mas o custo certamente será menor (assim como os segmentos de apoio)
    No caso de uma comunidade apoiada por um contrato de gestão (ganho em licitação - ainda que tendenciosa, se for o caso), existem uma série de obrigações a serem cumpridas pelo operador, fiscalizados por órgãos municipais, e a própria comunidade que interage...
    Alguns fatos me surpreenderam (e compartilho alguns deles), principalmente por uma dessas "exclusividades" estar entranhada na bacia do rio Negro, em local quase fronteiriço, onde certamente ninguém se interessa ir "para acampar". Para não fazer suposições, quis visitar a comunidade (no que fui atendido) de uns 120 moradores (de recém nascidos à idosos). O conceito de "preservação" certamente era anterior à negociação entre as partes, mas não a distribuição de celulares (todos passaram a ter um e com isso, ter mais independência pessoal, acessando bancos), comunicando-se com outros locais de interesse... (claro que após a instalação da TVLink ser disponibilizada de forma livre para qualquer acesso). Claro que os guias de pesca foram recrutados (e treinados) para um atendimento primoroso e compatível aos custos de ir buscar a emoção desejada. Da mesma forma, os equipamentos são novos e completos nos diversos botes utilizados. Ainda falando da "co-participação", importante lembrar as instalações de placas de energia solar, os conceitos de área sanitária e, pasmem, a visita semanal de uma equipe de suporte médico (com a presença do profissional médico de 15 em 15 dias). A parte da educação também se coloca nesse esquema, pois diariamente as inúmeras crianças da região chegam para ter seu aprendizado cultural. Acho que já está de bom tamanho...
    Perdoem-me se atingi alguns que não conseguem ver esses benefícios de gestão coletiva (mesmo que com um operador privado), num local tão esquecido pelos governos municipais e estaduais... Novamente, e os recursos repassados pelo governo federal (instituídos pela constituição) não surgem ou são distribuídos pelos que deles necessitam? É muito dura observar que com um pouquinho de "boa vontade" daria para "consertar", mas será que desejam?     
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    LucaoCR deu reputação a Arthur Perrucci Junior em Robalo em Ubatuba   
    Maravilha Lucao, vou entrar em contato com o Lambari. Forte abraço e ótimas pescarias!
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    LucaoCR recebeu reputação de Fabrício Biguá em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Tomando a liberdade aqui de reviver esse tópico. Tenho costume de pesquisar diversos assuntos no fórum, desde dicas, equipamentos, destinos e também tópicos como esse. Achei interessante demais ler sobre a situação de SIRN, diversos posts aqui do fórum nos permitem entender e traçar a linha do tempo da pesca esportiva por lá, desde os idos de 2004, quando incursões por lá dependiam de expedições como aquela que o @Fabrício Biguá fez e que rendeu - na minha opinião - o melhor post desse fórum, onde dependia-se de contratar um baco regional, capitão, guia, mantimentos, combustível, além de negociar diretamente com as comunidades para ter liberação de subir os afluentes, passando pela época onde alguns operadores montaram operações por lá, dividindo entre si os afluentes que tinham a entrada permitida, até chegar no rodízio que causou tanta discórdia e rendeu esse tópico aqui criado pelo grande @Kid M.

    Fato é que um pouco depois disso ordenou-se de maneira mais rígida a pesca esportiva por lá, chegando ao cenário de hoje:

    Rio Preto - Super Açú
    Ayuanã - Angatu
    Uneuixi - Zaltana
    Jurubaxi - Kalua
    Alto Jurubaxi - River Plate

    Além disso, consta em pesquisas que fiz que a River Plate chegou a conseguir autorização para o Alto Uneuixi, mas não chegou até hoje a operar por lá (não sei se eles ainda detém essa autorização). Claro que com isso aconteceu algo que muitos previam: limitando à poucas operações, cada uma com seus rios/trechos exclusivos, os preços pra pescar por lá saíram de 8-10k para algo que gira hoje em torno de 22-35k. Claro que o preço foi afetado também pela inflação e pelo dólar. Uma outra preocupação era que quando os preços subissem, só os gringos acabariam pescando por lá, mas o que se vê hoje é uma grande mescla entre gringos e brasileiros em algumas operações. Temos, claro, casos como o River Plate, que pouco investe em atrair brasileiros e vive praticamente só dos gringos, mas em outras operações o cenário já é diferente. Uma turma de 4 amigos pescou agora em novembro no Kalua dividindo a semana com alguns americanos. A conclusão é que o ordenamento e posterior encarecimento não impediu que nós brasileiros continuássemos a pescar por lá. 

    Pelo que puder ler em diversos tópicos aqui no fórum, muito reclamava-se de SIRN acerca de semanas incrivelmente improdutivas mesmo com bom nível de água, repiquetes enormes e inesperados, boas pescarias com nível de água lá no alto ou até em meio a repiquetes, além de semanas onde Jurubaxi estava com água lá no alto e o Uneuixi estava seco. Acredito que os mais experientes devem hoje conseguir, com mais informações e mais semanas pescadas por lá, fechar um diagnóstico melhor sobre a pesca em SIRN e seus 4 afluentes próximos à cidade que tem a pesca liberada. Li bastante em outros tópicos que de fato é uma região onde o peixe da sua vida pode sair em qualquer arremesso, seja numa semana de melhor produtividade com o rio seco e sem repiquete, seja com um repiquete ou até numa semana onde não tá pegando nada e a água tá la no alto e que semanas altamente produtivas são realmente raras por lá. Minha primeira semana na Amazônia foi no Zaltana, na última semana de março, nem subimos o Uneuixi, pescamos só no Negro e 5 amigos tiraram peixes acima de 20lbs e 80up, mas nossa turma - com 16 integrantes - não pegou mais do que 200 tucunarés no somatório da semana toda.

    Acima da cidade de SIRN e chegando até São Gabriel da Cachoeira o modelo de exclusividade vai sendo replicado. Zaltana colocou o flutuante novo lá pra cima, Curicuriari foi aberto há pouco tempo, assim como o Darahá. Tem ainda aquela extrema exclusividade do operador do Marié, que essa sim parece espantar qualquer brasileiro. Acho que no fim, de SIRN pra cima, encontraram uma maneira de minimamente organizar as coisas. Me preocupa mesmo é o futuro de Barcelos. Tentar replicar um modelo de exclusividade nos moldes de SIRN em Barcelos acarretaria em prejuízo para diversas operações e com provável impacto para as operações de custo mais baixo pois a corda costuma sempre estourar pro lado do mais "fraco".

    Para finalizar, fico contente em saber que a aposentadoria do @Kid M - aventada por ele no post inicial desse tópico - até hoje não chegou. 

     
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    LucaoCR recebeu reputação de Guilherme Stival em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Tomando a liberdade aqui de reviver esse tópico. Tenho costume de pesquisar diversos assuntos no fórum, desde dicas, equipamentos, destinos e também tópicos como esse. Achei interessante demais ler sobre a situação de SIRN, diversos posts aqui do fórum nos permitem entender e traçar a linha do tempo da pesca esportiva por lá, desde os idos de 2004, quando incursões por lá dependiam de expedições como aquela que o @Fabrício Biguá fez e que rendeu - na minha opinião - o melhor post desse fórum, onde dependia-se de contratar um baco regional, capitão, guia, mantimentos, combustível, além de negociar diretamente com as comunidades para ter liberação de subir os afluentes, passando pela época onde alguns operadores montaram operações por lá, dividindo entre si os afluentes que tinham a entrada permitida, até chegar no rodízio que causou tanta discórdia e rendeu esse tópico aqui criado pelo grande @Kid M.

    Fato é que um pouco depois disso ordenou-se de maneira mais rígida a pesca esportiva por lá, chegando ao cenário de hoje:

    Rio Preto - Super Açú
    Ayuanã - Angatu
    Uneuixi - Zaltana
    Jurubaxi - Kalua
    Alto Jurubaxi - River Plate

    Além disso, consta em pesquisas que fiz que a River Plate chegou a conseguir autorização para o Alto Uneuixi, mas não chegou até hoje a operar por lá (não sei se eles ainda detém essa autorização). Claro que com isso aconteceu algo que muitos previam: limitando à poucas operações, cada uma com seus rios/trechos exclusivos, os preços pra pescar por lá saíram de 8-10k para algo que gira hoje em torno de 22-35k. Claro que o preço foi afetado também pela inflação e pelo dólar. Uma outra preocupação era que quando os preços subissem, só os gringos acabariam pescando por lá, mas o que se vê hoje é uma grande mescla entre gringos e brasileiros em algumas operações. Temos, claro, casos como o River Plate, que pouco investe em atrair brasileiros e vive praticamente só dos gringos, mas em outras operações o cenário já é diferente. Uma turma de 4 amigos pescou agora em novembro no Kalua dividindo a semana com alguns americanos. A conclusão é que o ordenamento e posterior encarecimento não impediu que nós brasileiros continuássemos a pescar por lá. 

    Pelo que puder ler em diversos tópicos aqui no fórum, muito reclamava-se de SIRN acerca de semanas incrivelmente improdutivas mesmo com bom nível de água, repiquetes enormes e inesperados, boas pescarias com nível de água lá no alto ou até em meio a repiquetes, além de semanas onde Jurubaxi estava com água lá no alto e o Uneuixi estava seco. Acredito que os mais experientes devem hoje conseguir, com mais informações e mais semanas pescadas por lá, fechar um diagnóstico melhor sobre a pesca em SIRN e seus 4 afluentes próximos à cidade que tem a pesca liberada. Li bastante em outros tópicos que de fato é uma região onde o peixe da sua vida pode sair em qualquer arremesso, seja numa semana de melhor produtividade com o rio seco e sem repiquete, seja com um repiquete ou até numa semana onde não tá pegando nada e a água tá la no alto e que semanas altamente produtivas são realmente raras por lá. Minha primeira semana na Amazônia foi no Zaltana, na última semana de março, nem subimos o Uneuixi, pescamos só no Negro e 5 amigos tiraram peixes acima de 20lbs e 80up, mas nossa turma - com 16 integrantes - não pegou mais do que 200 tucunarés no somatório da semana toda.

    Acima da cidade de SIRN e chegando até São Gabriel da Cachoeira o modelo de exclusividade vai sendo replicado. Zaltana colocou o flutuante novo lá pra cima, Curicuriari foi aberto há pouco tempo, assim como o Darahá. Tem ainda aquela extrema exclusividade do operador do Marié, que essa sim parece espantar qualquer brasileiro. Acho que no fim, de SIRN pra cima, encontraram uma maneira de minimamente organizar as coisas. Me preocupa mesmo é o futuro de Barcelos. Tentar replicar um modelo de exclusividade nos moldes de SIRN em Barcelos acarretaria em prejuízo para diversas operações e com provável impacto para as operações de custo mais baixo pois a corda costuma sempre estourar pro lado do mais "fraco".

    Para finalizar, fico contente em saber que a aposentadoria do @Kid M - aventada por ele no post inicial desse tópico - até hoje não chegou. 

     
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    LucaoCR deu reputação a Kid M em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Prezado LucaoCR,
    Já inicio essa postagem agradecendo-lhe pela observação que postou...
    Até então os planos de aposentadoria me acompanham, mas como todos que pescam sabem, não é simples parar...
    A redução contudo, é algo que se impõe, principalmente pelo condicionamento físico daqueles que - como eu - já estão próximos "do lucro".
    Tenho pensado bastante sobre esse tema (dentre outros) já com um foco mais direcionado a "viver das lembranças" de ótimas temporadas.
    Acredito que posso falar em "legado", não apenas no grupo "Mocorongos", pelas oportunidades de convívio e participação de diversos amigos...
    O FTB não deixa de ter suas lembranças (quase sempre muito boas), mesmo com enorme redução de minhas postagens mais recentemente.
    Continuo com o hábito de "dar uma passada" pelo FTB quase que diariamente, mas agora com mais tolerância e maturidade (talvez).
    Pelo lado positivo, estar com meu apelido (Kid M) entrelaçado ao FTB, sempre me geraram oportunidades de conhecer pescadores e mais que isso, pessoas que se tornaram alinhadas num mesmo propósito de acompanhamento da conservação da vida silvestre brasileira.
    Pescar & Soltar no seu início foi motivo de muita "resistência" daqueles que pescavam, mas hoje tem uma filosofia entranhada naqueles que nos sucederão.
    Ter conversado com esses caras que hoje se tornaram "ícones" da pesca, é algo que deixou um resultado inesquecível... 
    Não vou nominar essas pessoas pela enorme possibilidade de deixar "alguns de fora", sem serem citados (a idade é cruel nesse quesito)
    Ressalvo apenas o incentivador / administrador Fabrício Biguá e o também moderador Xandego, com quem desenvolvi ao longo desse tempo, amizades robustas e verdadeiras, que superaram a rotina de moderação do FTB... Esses caras encarnam o espírito dos Mocorongos, e mais que isso, já fizeram parte de nossos grupo de pesca, e se tornaram sempre presentes nas nossas resenhas... Já estivemos juntos aqui em Salvador (Praia do Forte), Goiânia e Brasília...
    Essa não é uma postagem de despedidas, mas uma oportunidade de passar para os que chegaram há menos tempo, que "manter vivo" (ativo) o FTB é algo muito positivo para aqueles que ainda estão "no início" de conhecimento prático das tralhas e das manhas a serem superadas...   
    Por fim, fica também o reconhecimento (e aplauso) ao LucãoCR pelas considerações postadas sobre a evolução da pesca na bacia do rio Negro. 
  15. Thanks
    LucaoCR recebeu reputação de Kid M em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Tomando a liberdade aqui de reviver esse tópico. Tenho costume de pesquisar diversos assuntos no fórum, desde dicas, equipamentos, destinos e também tópicos como esse. Achei interessante demais ler sobre a situação de SIRN, diversos posts aqui do fórum nos permitem entender e traçar a linha do tempo da pesca esportiva por lá, desde os idos de 2004, quando incursões por lá dependiam de expedições como aquela que o @Fabrício Biguá fez e que rendeu - na minha opinião - o melhor post desse fórum, onde dependia-se de contratar um baco regional, capitão, guia, mantimentos, combustível, além de negociar diretamente com as comunidades para ter liberação de subir os afluentes, passando pela época onde alguns operadores montaram operações por lá, dividindo entre si os afluentes que tinham a entrada permitida, até chegar no rodízio que causou tanta discórdia e rendeu esse tópico aqui criado pelo grande @Kid M.

    Fato é que um pouco depois disso ordenou-se de maneira mais rígida a pesca esportiva por lá, chegando ao cenário de hoje:

    Rio Preto - Super Açú
    Ayuanã - Angatu
    Uneuixi - Zaltana
    Jurubaxi - Kalua
    Alto Jurubaxi - River Plate

    Além disso, consta em pesquisas que fiz que a River Plate chegou a conseguir autorização para o Alto Uneuixi, mas não chegou até hoje a operar por lá (não sei se eles ainda detém essa autorização). Claro que com isso aconteceu algo que muitos previam: limitando à poucas operações, cada uma com seus rios/trechos exclusivos, os preços pra pescar por lá saíram de 8-10k para algo que gira hoje em torno de 22-35k. Claro que o preço foi afetado também pela inflação e pelo dólar. Uma outra preocupação era que quando os preços subissem, só os gringos acabariam pescando por lá, mas o que se vê hoje é uma grande mescla entre gringos e brasileiros em algumas operações. Temos, claro, casos como o River Plate, que pouco investe em atrair brasileiros e vive praticamente só dos gringos, mas em outras operações o cenário já é diferente. Uma turma de 4 amigos pescou agora em novembro no Kalua dividindo a semana com alguns americanos. A conclusão é que o ordenamento e posterior encarecimento não impediu que nós brasileiros continuássemos a pescar por lá. 

    Pelo que puder ler em diversos tópicos aqui no fórum, muito reclamava-se de SIRN acerca de semanas incrivelmente improdutivas mesmo com bom nível de água, repiquetes enormes e inesperados, boas pescarias com nível de água lá no alto ou até em meio a repiquetes, além de semanas onde Jurubaxi estava com água lá no alto e o Uneuixi estava seco. Acredito que os mais experientes devem hoje conseguir, com mais informações e mais semanas pescadas por lá, fechar um diagnóstico melhor sobre a pesca em SIRN e seus 4 afluentes próximos à cidade que tem a pesca liberada. Li bastante em outros tópicos que de fato é uma região onde o peixe da sua vida pode sair em qualquer arremesso, seja numa semana de melhor produtividade com o rio seco e sem repiquete, seja com um repiquete ou até numa semana onde não tá pegando nada e a água tá la no alto e que semanas altamente produtivas são realmente raras por lá. Minha primeira semana na Amazônia foi no Zaltana, na última semana de março, nem subimos o Uneuixi, pescamos só no Negro e 5 amigos tiraram peixes acima de 20lbs e 80up, mas nossa turma - com 16 integrantes - não pegou mais do que 200 tucunarés no somatório da semana toda.

    Acima da cidade de SIRN e chegando até São Gabriel da Cachoeira o modelo de exclusividade vai sendo replicado. Zaltana colocou o flutuante novo lá pra cima, Curicuriari foi aberto há pouco tempo, assim como o Darahá. Tem ainda aquela extrema exclusividade do operador do Marié, que essa sim parece espantar qualquer brasileiro. Acho que no fim, de SIRN pra cima, encontraram uma maneira de minimamente organizar as coisas. Me preocupa mesmo é o futuro de Barcelos. Tentar replicar um modelo de exclusividade nos moldes de SIRN em Barcelos acarretaria em prejuízo para diversas operações e com provável impacto para as operações de custo mais baixo pois a corda costuma sempre estourar pro lado do mais "fraco".

    Para finalizar, fico contente em saber que a aposentadoria do @Kid M - aventada por ele no post inicial desse tópico - até hoje não chegou. 

     
  16. Like
    LucaoCR deu reputação a João_Medeiros em Relato - Operação River Plate - Rio Curuicu em Roraima - novembro de 2022   
    Parabéns pescador! Detonaram
    muitos peixes
    o tucunaré é viciante, agora não tem volta rsrrs
    abração
  17. Like
    LucaoCR deu reputação a Isaias em Relato - Operação River Plate - Rio Curuicu em Roraima - novembro de 2022   
    Show de bola!!
    Parabens a todos os envolvidos!!
     

     
  18. Like
    LucaoCR deu reputação a Cristiano Rochinha em Relato - Operação River Plate - Rio Curuicu em Roraima - novembro de 2022   
    Rapaz,confesso que esse conceito de hospedagem em flutuantes me atrai mais do que barco hotel.Talvez pela rusticidade,muito embora essa operação seja de mais luxo do que as mais tradicionais.
    Parabéns à equipe...Baita pescaria!
  19. Like
    LucaoCR deu reputação a Fabrício Biguá em Relato - Operação River Plate - Rio Curuicu em Roraima - novembro de 2022   
    Seja muito bem vindo, Lucão...Rapaz, nunca tinha ouvido falar nesse igarapé.
    Parabéns pela aventura e por compartilha-la conosco.
    Show de bola ...
  20. Like
    LucaoCR recebeu reputação de Joao Paulo ML em Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 25/26   
    Negro bateu 3,12m hoje. Pra efeito de comparação, mesma data em 2025 estava em 3,84m. No fim das contas essa temporada o nível mínimo talvez ainda nem tenha chego, já na temporada passada o nível mínimo foi em meados de novembro de 2024.

  21. Like
    LucaoCR recebeu reputação de Adalberto Magrao em Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 25/26   
    Pela marcação do app ele chegou a bater 3,40 e subiu 40cm em 1 semana.
  22. Like
    LucaoCR deu reputação a Kid M em Crescimento de oferta no rio Negro   
    Lucão,
    As resistências dessas espécies é mesmo muito grande.
    Encrenca certa para o conjunto e o pescador  
  23. Like
    LucaoCR deu reputação a Kid M em Crescimento de oferta no rio Negro   
    Lucão,
    Entendo assim também, mas essa alternativa de pesca "abaixo de Barcelos" é algo que somente agora parece estar sendo oferecida, possivelmente pela pressão das áreas acima de Barcelos.
  24. Like
    LucaoCR recebeu reputação de TiagoAsa em Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 25/26   
    Vai dar bom @TiagoAsa torcendo aqui pra que tenha uma ótima semana de pesca.
  25. Thanks
    LucaoCR recebeu reputação de Edmar Alves em Será que a IA pode auxiliar nós pescadores?   
    Abrindo esse tópico aqui para compartilhar um pouco da minha recente experiência usando IA para assuntos relacionados à pesca esportiva. Como trabalho com IA, um tempo atrás me ocorreu de passar a questionar o ChatGPT sobre o assunto. Comecei com Pasiva e Pasimoni são tão bons assim? Quantas operações pescam no Caurés atualmente? Qual o melhor tipo de carretilha para puxar hélice na região do Rio Negro? E aos poucos fui interagindo mais nos chats, exigindo um pouco mais e corrigindo pois a IA vez ou outra "alucina". 

    Hoje de manhã cedo bati um papo com o Waka pra montar uma vara e achei impressionante que as informações que o ChatGPT me passou sobre os blanks batiam 100% com o que o Waka passou. Além disso a IA me ajudou muito a entender qual foregrip, reel seat, tipo e material de cabo e comprimento entre butt e reel seat casavam com o que eu tinha em mente. Depois disso, tive uma outra interação muito bacana sobre iscas de superfície. A quem se interessar pelo assunto, deixo aqui o link dessa interação sobre as iscas: https://chatgpt.com/share/69135d71-c9c4-8002-9c18-f704c71606b9

    Acredito que todos consigam acessar, mesmo quem não seja assinante nem tenha cadastro free. Mesmo quem fizer uma leitura dinâmica recomendo se atentar como ele vai ficando mais assertivo no último terço da interação. Outra coisa bacana, muitas vezes o fórum aqui é uma das fontes nas quais ele se baseia.
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