Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Flávio Martins

Seca no Peru, o AM ja sente

Posts Recomendados

Calma que não é safadeza!

Com seca no Peru, Região Norte teme pior estiagem desde 2005

Uma baixa histórica no nível das águas no Rio Amazonas em sua parte peruana deixou o Estado do Amazonas em situação de alerta e a Região Norte na expectativa da pior seca desde 2005.

Segundo dados da Marinha peruana, na cidade de Iquitos (nordeste do país), o rio chegou a 105 metros de altura em relação ao nível do mar - a maior baixa registrada em 40 anos.

De acordo com a AAM (Associação Amazonense de Municípios), pelo menos 14 cidades ribeirinhas já têm dificuldades de abastecimento e locomoção. Cinco municípios às margens do Rio Juruá, que também nasce no Peru, estão isolados.

Em alguns trechos, o Rio Amazonas já não tem profundidade para que balsas com mercadorias e combustível para energia elétrica cheguem até as cidades. A Defesa Civil já declarou situação de atenção em 16 municípios e situação de alerta - etapa imediatamente anterior à situação de emergência - em outros nove.

Os estados de atenção e alerta são preventivos. Enquanto o primeiro equivale apenas a uma advertência, o segundo indica que a prefeitura atingida deve realizar um levantamento dos problemas na cidade e da quantidade de pessoas atingidas, para o caso uma ação da Defesa Civil ser necessária. No estado de emergência, os planos de contingência são colocados em prática.

Ao menos três municípios, Itamarati, Envira e Benjamin Constant, já entraram com pedidos de situação de emergência.

Apesar de normal nesta época do ano, a descida do nível dos rios aconteceu cerca de 25 dias antes do previsto, segundo a SNPH (Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas). O Rio Negro, um dos mais importantes para a navegação na região, está baixando 21 centímetros por dia, sendo que o comum nesta época seria sete a oito centímetros diários.

A capital do Estado já começa a sentir os efeitos da estiagem. De acordo com a SNPH, o preço do combustível em Manaus deve aumentar cerca de 15%, porque o transporte do álcool de Porto Velho pelo Rio Madeira enfrenta dificuldades.

Rios menores perto das fronteiras com Peru e Colômbia também estão desaparecendo mais cedo do que o previsto.

Esperança de chuvas

A ANA (Agência Nacional de Águas) confirmou que os rios da Bacia do Amazonas no Brasil já sentem os efeitos da seca. Nas medições mais recentes, todos os postos, exceto um, registraram níveis abaixo das maiores vazantes já registradas.

O pesquisador de recursos hídricos do INPA (Instituto Nacional de Proteção Ambiental) Sérgio Bringel afirmou que o Brasil deve ser atingido com mais força pela baixa dos rios no início de outubro, caso a seca continue. "A parte brasileira da Bacia Amazônica recebe muito mais água do que produz. Sem esse fluxo, teremos problemas mais sérios", diz.

No entanto, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê nível de chuvas normal para a região no próximo semestre.

Para Bringel, isso pode ajudar a aplacar os efeitos da seca peruana no Brasil, mas não há garantia.

"Nessa época do ano, a região não recebe muitas chuvas normalmente. Pode ser que não seja o suficiente para manter a bacia estável", afirma.

Em comunicado oficial, o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) do Inmet afirmou que não há evidências de que a seca atual seja um indicador de mudanças climáticas associadas ao desmatamento ou ao aquecimento global.

A maior seca já registrada no Estado do Amazonas foi em 2005. Próximo a Manaus, o nível do rio Amazonas chegou a ficar três metros abaixo da média e uma área de cerca de 2,8 mil km² foi atingida por incêndios, por causa da pouca chuva.

Em 2007, especialistas em mudanças climáticas em conferência na Universidade de Oxford afirmaram que a seca na região não estava associada ao aquecimento global, mas sim ao aquecimento da superfície na área tropical do Atlântico Norte.

O modelo de previsões das mudanças climáticas no Amazonas do Serviço de Meteorologia da Grã-Bretanha alertou para o possível aumento gradual de frequência e gravidade dos períodos de estiagem, que devem se tornar mais comuns até o fim do século.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
so uma coisa que nao entendo "Segundo dados da Marinha peruana, na cidade de Iquitos (nordeste do país), o rio chegou a 105 metros de altura em relação ao nível do mar - a maior baixa registrada em 40 anos."sera que 40 anos atraz tinha desmatamento?????????pq hj em dia tudo que se fala a respeito do clima e o desmatamento que ta provocando isso. doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

http://oglobo.globo.com/cidades/mat/201 ... 596598.asp

Seca em rios da Amazônia está próxima ao nível recorde

Plantão | Publicada em 09/09/2010 às 19h43m

O Globo

SÃO PAULO - A seca nos rios da região amazônica já está próxima do nível recorde, segundo um relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA). Por causa da falta de chuva, os rios Javari, Juruá, Japurá, Acre, Negro, Purus, Iça, Jutaí, Solimões e Madeira estão com níveis abaixo da média. A navegação noturna está suspensa na maior parte deles para evitar acidentes.

Comunidades nessas regiões já estão isoladas e falta água, alimentos, medicamentos e combustível em algumas delas. No Porto de Manaus, o nível do Rio Negro estava em 20,67m nesta quarta-feira, mas vem baixando dia a dia. A menor cota já registrada no Porto foi de 13,64 m, em 1963. Em Tabatinga, há queda acentuada no nível do rio Solimões, o que dificulta a navegação até Tefé.

A população isolada está sendo obrigada que percorrer grandes distâncias para obter água potável. A qualidade da água disponível está comprometida devido à mortandade de peixes. No início de setembro, a Defesa Civil do Amazonas emitiu alertas para 26 municípios do estado.

No rio Abunã, em Porto Velho, Rondônia, o nível da estiagem é equivalente ao de 2005, um dos piores da história. Por causa da seca, a Capitania dos Portos da região proibiu o transporte de alimentos e passageiros por barcos no período noturno e pode suspender por tempo indeterminado o transporte de veículos pesados pelas balsas, o que vai prejudicar ainda mais o abastecimento em Rondônia e, principalmente, no Acre.

A Agência Nacional de Águas emitiu comunicado alertando sobre as condições de seca dos rios:

Bacia do Rio Juruá - Em Eirunepé, o nível d'água atual está apenas 1,37m acima da máxima vazante registrada em 1995. Em Gavião, o nível d'água atual está 2,14m acima do valor registrado em 2005, ano da maior vazante.

Bacia do Rio Purus - Em Rio Branco, o nível do Rio Acre está apenas 23 cm acima da maior vazante registrada na série histórica, que ocorreu em 2005. Em Boca do Acre, no Rio Purus, o nível d'água está apenas 55 cm acima da vazante máxima, em 1998.

Bacia do Rio Japurá - O nível d'água atual está 2,19m abaixo do nível registrado na mesma data em 2009.

Bacia do Rio Negro - Níveis normais para o período.

Bacia do Rio Solimões/Amazonas - Os níveis d'água continuam com valores abaixo dos registrados nos anos das vazantes máximas em todas as estações monitoradas, exceto Tabatinga, onde o nível atual está 74 cm acima da máxima vazante histórica, que ocorreu em 2005.

Bacia do Rio Madeira - Em Humaitá, o nível d'água atual está 72 cm acima do valor registrado na mesma data do ano da vazante máxima, 1969. Em Porto Velho, o nível d'água atual está 98 cm acima do valor registrado na mesma data do ano da vazante máxima (2005).

Bacia do Rio Javari - O nível d'água atual está 4,57m mais baixo que o nível registrado na mesma data do ano 2009.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

so uma coisa que nao entendo "Segundo dados da Marinha peruana, na cidade de Iquitos (nordeste do país), o rio chegou a 105 metros de altura em relação ao nível do mar - a maior baixa registrada em 40 anos."sera que 40 anos atraz tinha desmatamento?????????pq hj em dia tudo que se fala a respeito do clima e o desmatamento que ta provocando isso. doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu:: doeu::

Antes ja havia aquecimento global, ou "mudancas climaticas" como alguns preferem chamar... Como e presumivel, desde o comeco da decada de 40, quando inventaram o motor a explosao, alimentado por gasolina, que esta se acumulando carbono na atmosfera.

Mas apenas em 2007 ele atingiu seu ponto critico, quando o El Nino e La Nina se tornaram constantes e nao apenas eventualidades, causando mudancas extremadas que ate os mais "desatentos" foram obrigados a reparar.

Falo em desatentos porque os sinais eram claros, mas havia uma horda de cientistas dedicados a dizer que nao era bem por ai..., possivelmente defendendo interesses de industrias como a petrolifera...

O desmatamento cria a expectativa de que o carbono estocado nesta madeira extraida acabe voltando a atmosfera e com isso piorando o aquecimento; sem contar folhas, raizes, especies animais e vegetais que ali viviam, e a degradacao pouco evitavel do solo desmatado (o solo da regiao amazonica e predominantemente arenoso, pouco favoravel a agricultura...).

Em outras palavras, o desmatamento nao e o principal culpado do aquecimento, mas contribui...; e tambem e responsavel por degradacao ambiental que e ainda mais grave devido ao aquecimento.

Aquele abraco!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

bom amigos ,não sou bom em metereologia mas interpretando os dados informados creio que se nada de extraordinário acontecer está para vir uma vazante das grandes no Negrão.

" Bacia do Rio Negro – na estação Manaus, o nível do Rio Negro está

próximo ao valor registrado na mesma data do ano da vazante histórica (1963) "

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
Entre para seguir isso  

×