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Flávio Henrique

Araguaia

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Pessoal,

Li essa matéria no site www rioaraguaia.com.br e fiquei surpreso pela falta de atuação do Ibama naquela região para o acompanhamento dos cardumes que estão subindo o rio. Até o cardume que estava subindo o rio dos Peixes tinha acompanhamento do IBAMA (como relatado aqui no fórum), porém pelo que a matéria diz no Araguaia os peixes estão largados a própria sorte. Segue a Matéria do Álvaro Coutinho (administrador do site):

"O QUE FAZER COM A PESCA NOS CARDUMES?

Um dos grandes atrativos para o atual "turismo de pesca" em Goiás tem sido a pesca nos grandes cardumes que se formam no final da cheia.

Constituídos por Pintados, Matrinchãs, Caranhas, Mandubés, Piau-cabeça-gorda e Douradas, esses cardumes - às vezes chegam a atingir extensões consideráveis - além da pressão natural causada pelo Boto e os grandes predadores do Araguaia (Jacarés, Ariranhas, Piraíbas, Piranhas e Pirararas) sofrem com a pesca indiscriminada e, não raro, predatória que lhes é imposta pelo suposto "turista".

O prezado leitor talvez questione: "mas isto não é proibido?"... sim, a legislação - confusa e mal aplicada - falaria em proibição da pesca sobre os cardumes, em uma extensão que deveria ser não menor de 500 metros(?). Tudo bem, mas e quem está lá, para fiscalizar e coibir a possível e insensata transgressão?

A própria prática do "pesque e solte", bastante incentivada hoje em dia, nos parece inadequada em se tratando de cardumes. É uma covardia. O peixe sofre o estresse da captura em um momento delicado de sua natureza; a hora em que busca os locais de procriação e desova. Mesmo restituído ao seu habitat, há um prejuízo menor ou maior a ser contabilizado... e sabemos que a realidade está um pouco além dessa prática.

Todo ano, por algo em torno de duas ou três semanas em pontos específicos naturais, e às vezes por muito mais tempo em pontos em que os cardumes são retidos por artifícios antinaturais (será que ninguém sabe que isto existe?) há um verdadeiro frenesi por parte de pescadores que tem muito pouco de amadores, e menos ainda de esportivos.

A pergunta é: até quando o Araguaia vai suportar isto?! De ano para ano os cardumes são menores, com exemplares aquém do limite legal de captura (e que são capturados assim mesmo!). A ninguém dói ou incomoda isto?!

Felizmente, vemos alguns nossos visitantes se indignarem com algumas cenas que, lamentável e tristemente, não são incomuns por estas bandas.

Acho alguma perda de tempo ficar aqui pregando e pedindo consciência e bom senso a quantos não alcançam nem tem noção do mal que causam (a si mesmos, inclusive!).

Há algum tempo, em um momento de lazer, criei um pequeno logo clamando por COTA ZERO no Araguaia. Não aprecio medidas autoritárias e ditatoriais, mas não consigo ver outra forma de parar com a devastação ecológica por aqui.

Lamento não dispor de recursos suficientes para deflagrar uma campanha monstro em favor dessa idéia. O faria sem medir esforços, se pudesse.

Mas pode haver alguém, aqui ou lá fora, que tenha tais recursos e acredite que a luta valha a pena. Você mesmo, que agora lê esta matéria, não quer se unir a nós em uma cruzada nacional (quem sabe, até mundial!) contra a destruição do Araguaia?

Patrocine ou apóie camisetas, bonés, adesivos, folders, material publicitário... aceito idéias... que possa mostrar a necessidade de parar com o mal uso e defender nosso ainda rico patrimônio ecológico.

Não sou contra o turismo no Araguaia - nem poderia ser, é meu ganha-pão! - mas é preciso praticá-lo com profissionalismo e inteligência. Conferindo auto-sustentabilidade e obtendo a adesão e engajamento do elemento humano que aqui vive ou vem.

Só vamos conseguir isto com pressão da vontade social. Amo o Araguaia, mas sozinho não vou conseguir muito. Também, talvez nem tenha mais tanto tempo assim.

Então? Ajude-nos a mudar a realidade atual. Vamos implementar e manter o turismo ecológico e a pesca estritamente esportiva, com técnicas adequadas de soltura e cota zero para a saída de peixes do Araguaia. Conto com você!"

OBS: SE POSSÍVEL DIVULGUEM ESSA MENSAGEM EM OUTROS FÓRUNS PARA QUEM SABE ALGUÉM CONSEGUE ALGUM TIPO DE PATROCÍNIO PARA ESSE PROJETO.

Abraços

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Opa xará,

uma coisa que achei estranho quando voltei do Fio Velasco ano passado. Não fomos e nem vimos nenhuma fiscalização na estrada.

Teve vez voltando de la que fomos parados 3 vezes.

E outra que mais chato ainda foi a conversa que tive com um dono de hotel em L. Alves que me falou que tem muitos policiais que evitam de dar o famoso "baculejo" em onibus de turistas para não espantar a clientela.

Ai num dá!

Boto mo fé em fazer uma campanha de cota zero lá...

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Admiro muito o trabalho do Álvaro e ele infelizmente está sozinho nesta briga mas nós deveríamos nos unir e será que não poderíamos fazer algum tipo de campanha parecida com a da GOL?

Em uma reportagem no final do ano passado ele relatou a pesca comercial que muitos aqui mesmo no site disseram que não existe por lá. Como o cara vive disto e acompanha de perto o que está ocorrendo com o rio, tenho muita confiança nos relatos "postados" por ele.

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Opa xará,

uma coisa que achei estranho quando voltei do Fio Velasco ano passado. Não fomos e nem vimos nenhuma fiscalização na estrada.

Teve vez voltando de la que fomos parados 3 vezes.

E outra que mais chato ainda foi a conversa que tive com um dono de hotel em L. Alves que me falou que tem muitos policiais que evitam de dar o famoso "baculejo" em onibus de turistas para não espantar a clientela.

Ai num dá!

Boto mo fé em fazer uma campanha de cota zero lá...

Isso que vc disse é verdade, quando eu ia lá com 12 anos de idade, os policiais paravam o onibus pediam pra todos descerem e ainda cobravam a carteira de pesca. Hj em dia não se tem nenhuma fiscalização por lá, acho que por isso que o Araguaia esta se degrandando rapidamente.

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Admiro muito o trabalho do Álvaro e ele infelizmente está sozinho nesta briga mas nós deveríamos nos unir e será que não poderíamos fazer algum tipo de campanha parecida com a da GOL?

Em uma reportagem no final do ano passado ele relatou a pesca comercial que muitos aqui mesmo no site disseram que não existe por lá. Como o cara vive disto e acompanha de perto o que está ocorrendo com o rio, tenho muita confiança nos relatos "postados" por ele.

Você tem razão Kleverson, temos que fazer uma campanha para diminuir a degradação do rio. Como só participo desse fórum, dexei uma observação para aqueles que tem acesso a outros fóruns para divulgar esta mensagem.

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Prezado Flávio e demais participantes dessa sala

Conheço o Araguaia desde o ano de 1979.

Era criança quando estive a primeira vez.

Só para você ter uma idéia, o trecho da estrada entre Cavalo Queimado (Faina) e Aruanã era uma mata totalmente fechada, do tipo mata atlântica ou amazônica. A estrada passava no meio dela.

Hoje, vejo somente pasto no trecho. Não existem mais matas.

Outra questão que acho importante de lembrar, era a qualidade da água. A água do Araguaia no mês de junho/julho há 30 anos era límpida, com pouquíssima turbidez.

Atualmente, as águas desse rio sempre são sempre turvas, permanecendo a turbidez até nos meses de seca da região Centro Oeste.

Nessa época pescava-se os grandes peixes (pintados, jaús, cachorras-gigantes, tucunarés e outros) e também em grandes quantidades. Também existia uma grande quantidade de tracajás e jacarés nas margens.

Na primeira vez que estive lá era criança e tinha uma enorme curiosidade de conhecer a famosa "piranha". Fiquei uma semana acampado pescando e pegamos somente uma para matar a nossa curiosidade de criança. Tal era a pouca quantidade desse mesmo peixe.

Atualmente, vou pescar no Araguaia e a piranha é o único peixe presente com fartura, demontrando o grande desequilíbrio ecológico presente nesse rio. Na minha última pescaria que fiz no Araguaia, acredito que peguei mais de trezentas piranhas do tipo vermelha. Pegava-se ela até com massa!!! Virou uma praga desse rio.Também quase não vejo os tracajás e os jacarés (predadores das piranhas). Os tucunarés (outros predadores das piranhas) também sumiram das lagoas do Araguaia. Na última vez que estive lá, conversando com os pescadores/vendedores locais de peixes, eles comentaram que estavam predando esses peixes na pesca noturna com zagaia. Ou seja, chance zero para o peixe escapar.

Atualmente, já atuo com cota zero no Araguaia, devido esse rio não fazer parte do meu roteiro de pesca.

Tenho esperança que um dia, exista uma consciência de todos (população, pescadores, governantes, entidades, ribeirinhos), que permitam que esse rio retorne a ser que foi um dia, um rio piscoso, cheio de vida aquática, com muita mata ciliar nas suas margens e com o uso sustentável ecologicamente/ecomicamente, situação essa que não vem ocorrendo atualmente.

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É uma verdadeira lástima o modo como tratamos nossos rios. Recursos naturais eram abundantes, mas pessoas sem senso humanitário não conseguem pensar no futuro e hoje estamos colhendo o reflexo das atitudes destes verdadeiros predadores da natureza...

COTA ZERO em qualquer lugar do Brazil....

Peixe só de TANQUE, peixe criado para o abate...

Peixe na natureza é para ser solto!

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Amigos,

Evito ( ao máximo ) entrar nessas discussões, até por conta delas "irritarem mais" do que qualquer outra coisa..

Há algum tempo ( e bota tempo nisso... ) venho defendendo a tese de que o que precisa urgentemente acontecer é PROIBIR a comercialização de pescado silvestre ! Não tem essa de "mas mas mas" ! É na linha da TOLERÂNCIA ZERO mesmo !

Antes contudo, é necessário entender um pouco o funcionamento e viés extrativista da nossa população ribeirinha ! É importante ( assim como já se fez com os pescadores profissionais marinhos ) que se cadastrem essas pessoas, e que elas sejam transformadas em agentes de fiscalização remuneradas ( e por que não ? Tem tanto "bolsa disso e daquilo" acontecendo... ).

Outro ponto que não devemos perder de vista, que a grande queda na nosso estoque de cardumes, não acontece pela pesca de subsistência, e sim pela "ganância" ( no real sentido ) das comercializações realizadas ! Barcos "geleiras" ( como são conhecidos ) passam redes ao longo dos rios e depredam o que encontrarem, sem qualquer problema e/ou consciência... Basta PROIBIR sua ação e navegação ! Por que não : Problema social ? Revejam a questão de foco, e busquem alternativas mais viáveis... E por que não, me pergunto ?

Estou com o Bruca quando ele menciona que peixe comercializado só aquele que for cultivado em "locais apropriados", com vistoria da Inspeção Sanitária ! Fora disso, multas pesadas ( para o receptador também ) !

Rios como o Araguaia, e tantos outros já deteriorados passarão ( só que medidas como essa ) a se recuperar rapidamente ! Trabalhar com cota mínima ( tipo 1 exemplar por pescador ) mantém a perspectiva daqueles que não abrem mão de levar seu peixe para casa, mas até isso, num segundo momento, pode ( e deve ) mudar ! Nada de radicalismos extremados, como não comer peixe no barranco e coisas impossíveis de serem cumpridas ! Rapidamente florecerá um negócio de muito dinheiro em torno de todos os nossos rios, e a vertente econômica passará a ser outra...

Terminei, como de hábito, escrevendo demais... Desculpem ! :oops:

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