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Alexandre Vidal

Não comprar peixe

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Boas pessoal,

Tenho visto por aqui muitos comentários a respeito da pesca profissional dizimando nossos pesqueiros.

Acho que se fizéssemos uma comparação do abate de peixes entre pescadores profissionais e amadores, seria gigantesca!

Não seria interessante criarmos uma campanha do tipo: "Não compre peixe oriundo da natureza".

Peixes de cativeiro acho tranquilo, desde que esse criatórios sejam regulamentados e não causem poluição ou desequilíbrio no meio ambiente.

Abraço

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Boas pessoal,

Tenho visto por aqui muitos comentários a respeito da pesca profissional dizimando nossos pesqueiros.

Acho que se fizéssemos uma comparação do abate de peixes entre pescadores profissionais e amadores, seria gigantesca!

Não seria interessante criarmos uma campanha do tipo: "Não compre peixe oriundo da natureza".

Peixes de cativeiro acho tranquilo, desde que esse criatórios sejam regulamentados e não causem poluição ou desequilíbrio no meio ambiente.

Abraço

É por ai mesmo!!! Tb acho que os peixes vendidos em peixarias deveriam ser 80% oriundos de criação... O Chile aqui do lado por exemplo exporta toneladas de salmão todos os anos, todos oriundos de criação...

Mas aqui no Brasil ainda não é uma realidade. Uma pena, parece que aqui só queremos mecher com Boi mesmo hehehe.

Abs.

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Opa, não é bem assim.

Criatórios de tilápia proliferam pelo interior do parana e são paulo, inclusive em panorama, tem um muito grande que é em parceria com pescadores profissionais.

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Bom vamos lá!!

Esse assunto inclusive fiz uma materia e enviei-a nossa ministra da pesca na época , não recebi nem um email de retorno nem do tipo estaremos analisando, ou seja, esse ministério foi criado apenas pra cabide de emprego!!

Vou por de uma forma reduzida e concentrada.

-Ao ponto de vista da recuperação do povoamento da especies de peixes, não deveriam haver aquela ajuda na época do "defeso" pois em minha região há relatos de fraudes inclusive de pessoas com camionetes Hillux cadastrado como profissional, ou seja há fraudes e o benefício acaba parando em mãos erradas.

- O que penso para resolver tal situação, o governo deveria não ajudar em benefício em espécie (dinheiro) e sim em projetos de cria, um profissional da pesca deveria criar seus peixes assim, como um agricultor planta e não pega o que esta plantado, como o agropecuarista cria seus gado e não pega gado nas matas.

- Como seria? Seria atraves de projetos como tanques redes flutuantes, assim numa cheia ou numa seca nao perderiam a produção não precisaria de ajuda em dinheiro, a ajuda poderia vir atraves de ração, tanques redes e alevinos, dessa forma desistimularia a fraude, pois no caso não se trata em dinheiro e sim material para a cria dos alevinos.

Extinguindo de vez as redes dos rios!! redes apenas para mar!!

Uma vez falei sacanagem amigo essa rede na boca do braço de um rio, a resposta do profissional foi bem simples ah cala-boca ai e vai c........!!

Fiz uma materia bem feita explicando tudo, meu pai era agronomo e se especializou na area de psicultura ate aposentar então tinha alguns dados pra fundamentar meus argumentos, porem meu email deve ter ido a lixeira do computador deles.

Agora vem minha pergunta e se derrepente a gente esta pensando miúdo e se a corrupção estiver acima de tudo acima dos verdadeiros ideais de preservação ambiental, e se nesses casos há beneficio de outras pessoas lá em cima!!

Um caso para se pensar!!

As vezes lutamos aqui e la "em cima" estão rindo!!

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TAMBÉM PENSO COMO VOCÊS......É ENGRAÇADO AQUI EM MINHA REGIÃO PESCADORES QUE NÃO SÃO PROFISSIONAIS COLOCAM MAIS REDES QUE OS PROFISSIONAIS....E TEM TAMBEM OS PEIXES QUE SÃO CAPTURADOS MUITO ABAIXO DA MEDIDA...NA FEIRA DA CIDADE SE VENDE TUCUNARES DE UM PALMO....O BRASIL CAMINHA A PASSOS LENTO A RESPEITO DO NOSSO ESPORTE...

VAMOS VER ONDE CHEGAMOS ASSIM...

A RESPEITO DE NÃO COMPRAR OS PEIXES...NÃO SEI SE É O CORRETO..CONHEÇO PESCADORES PROFISSIONAIS...E SEI QUE A VIDA DE ALGUNS SÃO BEM DIFICEIS...SE NINGUEM COMPRAR ENTÃO....

ATT...

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Alex, eu falei da compra de peixes de criatórios apenas para não radicalizar.

Eu, particularmente, não compro peixe de fonte nenhuma e nem de pesque e pague desde agosto do ano passado, mas aí é uma opção minha. a última vez que comi peixe foram os que eu pesquei em Barcelos no ano passado.

Flávio, por que é que no mar pode? Eu não acho bacana isso aqui:

Odirlei, aqui no RS praticamente dizimaram a indústria calçadista, milhares de pessoas ficaram e vem ficando desempregadas em função disto. elas tem que achar outra coisa pra fazer, correto?

Abraço

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Acho que seria o ideal, mas, culturalmente vira utopia. Não sei ao certo quantos poderiam aderir, e, por mais que fosse muitos, esses muitos ainda não fariam nem cócegas no faturamento dos vendedores, uma vez que a demanda ainda continuará grande por um produto barato.

Ajudaria ainda na queda do valor do pescado no mercado caso haja muita gente que não comprasse, e, numa lei de oferta e demanda, continuariam vendendo muito.

Essa discução é muito boa para que se estude uma forma de melhoria de vida para os profissionais e para a melhoria da manutenção dos estoques existente, mas... É meio subjetiva pela forma cltural de ação da população, e EU não creio ser uma forma certeira de movimentação acerca da causa posta.

Por enquanto, ainda podemos contar e efetuar a utilização do bom senso de cada um. Ao passo lento que estamos, não adianta imaginar um salto desta magnitude. Não dá para parar, mas, correr deste jeito é meio ilusório.

Flavio: Talvez se vc disponibilizasse para todos daqui em um tópico (tipo “Cantinho do Kruel”) com a matéria citada, acho que os defensores de sua matéiria poderiam ajudar enviando em massa, de diversas contas de e-mail o mesmo conteúdo até que se tenha uma resposta de manifestação sobre o colocado por vc. Alguns manifestos assim já foram feitos por aki e outros fóruns. Acho que vale a pena tentar.

Abraço!

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Alexandre no mar por causa de sua extenção temos tambem que se pensar na demanda mundial de consumo, nao podendo radicalizar tendo em vista que a demanda de consumo de carne de peixes seria muito maior que os criames de agua doce ou de alguns peixes pescado nas varinhas !!

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Bem amigos, a minha idéia é a mesma aqui do fórum: O objetivo maior é difundirmos nosso esporte, pescar e sobretudo soltar, condenar a pesca predatória, etc...

Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar cada um de nós, nos reeducar, evoluir, nos conscientizar, etc, e que é o que temos feito aqui.

Nunca vai acabar o consumo de peixes, nunca todos vão deixar de comprar peixes oriundos de pesca predatória...

Apenas não vejo sentido em reclamar, demonizar a pesca com redes, a pesca predatória, a matança, soltar praticamente todos os nossos peixes e no outro dia ir no supermercado e comprar peixes oriundos disso que a gente critica aqui...só isso.

Abraço

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Bem amigos, a minha idéia é a mesma aqui do fórum: O objetivo maior é difundirmos nosso esporte, pescar e sobretudo soltar, condenar a pesca predatória, etc...

Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar cada um de nós, nos reeducar, evoluir, nos conscientizar, etc, e que é o que temos feito aqui.

Nunca vai acabar o consumo de peixes, nunca todos vão deixar de comprar peixes oriundos de pesca predatória...

Apenas não vejo sentido em reclamar, demonizar a pesca com redes, a pesca predatória, a matança, soltar praticamente todos os nossos peixes e no outro dia ir no supermercado e comprar peixes oriundos disso que a gente critica aqui...só isso.

Abraço

joia::: joia::: joia::: joia:::

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Oi pescador...

a certo tempo atras fiz uma explanação semelhante sobre este assunto.

segue o link:

http://www.turmadobigua.com.br/turmadobigua/forum/viewtopic.php?f=2&t=16140&p=175328&hilit=rede#p175328

Minha opinião é que levar um ou dois peixes da nossa pescaria pra casa, ajuda muito mais a natureza do que comprar um na peixaria.

Grande abraço.

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Alexandre,

Esse tema é algo bastante recorrente em qualquer Fórum de Pesca Esportiva !

Há muito que falar e/ou justificar, e isso serve tanto para os que produzem/comercializam quanto para os que compram...

Tenho um ponto de vista ( já antigo, por sinal ) de que a melhor ajuda que poderemos oferecer nesse aspecto, é SIMPLESMENTE PROIBIR o transporte na comercialização do pescado silvestre ! Isso manteria a alimentação ribeirinha dentro dos estoques naturais, e até mesmo sua comercialização próxima onde foi capturada !

Complicado mesmo, são os barcos de pesca entregarem à venda toneladas de tucunarés ( entre outros... ) pouco maiores que um palmo... ( eu já presenciei isso por mais de uma vez ! ).

Oferta a venda comercial, só com certificado de produção controlada ( e olhe lá ! ).

Aparentemente uma ação radical, mas necessária a não perdermos o que ainda nos resta... bang::

Qualquer dúvida, basta procurar saber COMO ERA O PANTANAL e como hoje se encontra... chorei::

A tecnologia já disponibiliza na genética uma possibilidade fantástica de produtividade na criação em cativeiro, permitindo-nos deixar sossegados os estoques silvestres... ::tudo::

MAS CADÊ VONTADE POLÍTICA PARA IMPLEMENTAR ISSO ! diabo::

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Bacana Nelson, é exatamente isso que eu estou falando. Esse assunto é o mesmo que usar ou não o leader, amassar ou não as farpas, usar ou não isca natural, etc...

É aquela história da lata de sardinha ou atum no armário da cozinha, já que a gente não pesca nem um e nem o outro, azar o deles...kkkkkk

Cada um tem a sua consciência.

Abraço

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Concordo com tudo que disseste Kid M!

E acho também que devemos continuar com nosso ativismo de proteção e conscientização.

Mas também acho que nossas atitudes refletem aquilo pelo qual lutamos!

Se somos contra a pesca predatória não podemos consumir peixes que tem origem neste processo! A mudança passa por nossas atitudes também, é impossível mudar alguma coisa nos outros que não mudamos em nós mesmos. A menos que utilizemos o jargão "faça o que eu digo e não o que faço".

Ou ainda, como disse eu antes, selecionamos algumas espécies de peixe para proteger, as outras que se virem.

Aí fica bem mais fácil e também mais coerente...

Abraço

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O quem vem a baixo e fruto do Ctrl+C Ctrl+V

Não vo aqui colocar a minha opinião sobre o assunto, so venho transcrever para que possam ler, e melhor se situar sobre tudo que esta ocorrendo no (mal fadado MPA), não venho defender nenhuma parte, acho que antes de atirar pedras em telhado de vidro, devemos saber o porquê de o telhado estar tão aparente e límpido, que não o enxergamos.

Por favor dêem uma passada pelo site do MPA, e acompanhem as ações que estão sendo implementadas, e varias sobre o comando de companheiros aqui do FTB. E lembrem que o ministério e novo, e esta tentando sobreviver contra esta maré de descrédito.

Veja a baixo partes transcritas do site do MPA, e la tem muito mais.

O desenvolvimento econômico e social passa pela participação da própria comunidade. Por isso, construir espaços de discussão, onde diferentes vozes estejam reunidas para dialogar e decidir, é o mesmo que partilhar o poder do Estado na implementação das políticas públicas.

Essa forma de gestão participativa já é realidade no Brasil por meio dos 120 Territórios da Cidadania, sendo que na maioria deles a Pesca e Aquicultura estão incluídas. O Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA, já trabalha em 60 territórios e desses 26 são da cidadania.

A abordagem territorial no enfrentamento da pobreza, da exclusão social, da degradação ambiental, das desigualdades regionais, sociais e econômicas são os objetivos dessa política. Todas as ações do MPA contemplam as definições oriundas desses Territórios que passaram a ser implantados em 2009 através da Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura.

No Brasil, o MPA identificou 174 territórios onde estão presentes 89,8% dos pescadores e pescadoras cadastrados no Regis¬tro Geral de Pescadores (RGP); 80% das áreas de alta incidência da prática de aquicultura con¬tinental; 100% das áreas com potencial para atividades de maricultura; e 85% dos reservatórios com potencial para a aquicultura.

Definidos como prioridade pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura, os Territórios aproximam o Governo e a sociedade que passam a unificar esforços para que todos ganhem com isso. Trabalhadores, empresários, pesquisadores, lideranças municipais, estaduais e federais, gestores públicos e a sociedade civil como um todo.

Significado e especialidades da aquicultura

Aquicultura é o cultivo de organismos cujo ciclo de vida em condições naturais se dá total ou parcialmente em meio aquático.

Assim como o homem aprendeu a criar aves, suínos e bovinos, bem como a plantar milho e trigo, também aprendeu a cultivar pescado. Desta forma, assegurou produtos para o consumo com mais controle e regularidade.

A aquicultura é praticada pelo ser humano há milhares de anos. Existem registros de que os chineses já tinham conhecimentos sobre estas técnicas há muitos séculos e de que os egípcios criavam a tilápia há cerca de quatro mil anos.

A aquicultura pode ser tanto continental (água doce) como marinha (água salgada), esta chamada de maricultura.

A atividade abrange as seguintes especialidades:

• Piscicultura (criação de peixes, em água doce e marinha);

• Malacocultura (produção de moluscos como ostras, mexilhões, caramujos e vieiras). A criação de ostras é conhecida por Ostreicultura e a criação de mexilhão por Mitilicultura.

• Carcinicultura (criação de camarão em viveiros, ou ainda de caranguejo, siri)

• Algicultura (Cultivo macro ou microalgas)

• Ranicultura (Criação de rãs)

• Criação de Jacarés

O potencial brasileiro para a aquicultura

Com 12% da água doce disponível do planeta, um litoral de mais de oito mil quilômetros e ainda uma faixa marítima, ou seja, uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE), equivalente ao tamanho da Amazônia, o Brasil possui enorme potencial para a aquicultura.

Apenas com o aproveitamento de uma fração desta lâmina d’água é possível criar com fartura, de forma controlada, peixes, crustáceos (camarões etc.), moluscos (mexilhões, ostras, vieiras etc.) e algas, entre outros seres vivos.

Mercado é o que não falta. O consumo de pescado está em alta no mundo inteiro. O pescado é um alimento saudável e cada vez mais procurado pela população, em todas as faixas de renda. Já as algas são um bom exemplo da diversidade de aplicação dos produtos e subprodutos do setor aquícola. Elas são empregadas desde na alimentação à fabricação de produtos cosméticos e fármacos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo anual de pescado de pelo menos 12 quilos por habitante/ano. O brasileiro ainda consome abaixo disso.

Entretanto, houve um crescimento de 6,46 kg para 9,03 kg por habitante/ano entre 2003 e 2009. O programa “Mais Pesca e Aquicultura”, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), previa o consumo de 9 kg por habitante/ano apenas em 2011. Portanto, esta meta foi atingida com dois anos de antecedência.

A previsão é de que até 2030 a demanda internacional de pescado aumente em mais 100 milhões de toneladas por ano, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A produção mundial hoje é da ordem de 126 milhões de toneladas. O Brasil é um dos poucos países que tem condições de atender à crescente demanda mundial por produtos de origem pesqueira, sobretudo por meio da aquicultura.

Segundo a FAO, o Brasil poderá se tornar um dos maiores produtores do mundo até 2030, ano em que a produção pesqueira nacional teria condições de atingir 20 milhões de toneladas

Participação da aquicultura no setor pesqueiro nacional

Atualmente o País produz aproximadamente 1,25 milhões de toneladas de pescado, sendo 38% cultivados. A atividade gera um PIB pesqueiro de R$ 5 bilhões, mobiliza 800 mil profissionais entre pescadores e aquicultores e proporciona 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos. O potencial brasileiro é enorme e o País pode se tornar um dos maiores produtores mundiais de pescado.

Nos próximos anos os brasileiros deverão assistir a uma verdadeira “revolução” social e econômica, com o crescimento da atividade pesqueira, sobretudo por meio da aquicultura.

Segundo levantamento estatístico divulgado pelo MPA em 2010, essa atividade já apresentou significativo crescimento nos últimos anos, passando de 278 mil toneladas em 2003 para 415 mil em 2009, o que equivale a 35% de incremento em menos de uma década. Já a produção da piscicultura atingiu 60,2% de crescimento apenas entre 2007 e 2009. Isoladamente a produção de tilápia aumentou 105% em apenas sete anos (2003-2009). Em conjunto, a aquicultura cresceu 43,8%, entre 2007 e 2009, tornando a produção de pescado a que mais cresceu no mercado nacional de carnes no período. Todos estes resultados demonstram a pronta resposta do setor às políticas de fomento.

O Brasil possui condições extremamente favoráveis para incrementar a sua produção aquícola. Existem mais de 3,5 milhões de hectares de lâmina d’água em reservatório de usinas hidrelétricas (ANEEL) e propriedades particulares no interior do país. O País também conta com uma extensa área marinha passível de uso sustentável para a produção em cativeiro.

A estratégia do Ministério da Pesca e Aquicultura para fortalecer a produção nacional de pescado incorpora a criação de parques aquícolas continentais e marinhos em águas de domínio da União.

Até 2011, a meta do Ministério, presente em seu plano Mais Pesca e Aquicultura, é demarcar e entregar títulos de cessão em 40 reservatórios e ainda ordenar os espaços destinados a aquicultura marinha em nove estados litorâneos brasileiros.

Aquicultura - informações

Espécies cultivadas

Espécies mais cultivadas no Brasil

Atualmente cada região brasileira vem se especializando em determinados tipos de pescado. Na Região Norte predomina peixes como o tambaqui e o pirarucu. No Nordeste a preferência é pela tilápia e pelo camarão marinho. No sudeste a tilápia tem grande presença na aquicultura. No sul predominam as carpas, as tilápias, as ostras e os mexilhões. Já no centro-oeste os destaques são o tambaqui, o pacu e os pintados.

Nos parques aquícolas continentais, os peixes preferidos são a tilápia, o pacu, o tambaqui e a pirapitinga. A legislação brasileira limita a criação de espécies exóticas nos diferentes corpos de água, exceto quando a espécie já esteja comprovadamente detectada em uma bacia hidrográfica, de acordo com a Portaria do IBAMA n°145/N, de 29 de outubro de 1998.

Outras espécies nativas devem fortalecer a aquicultura nacional nos próximos anos, como é o caso do beijupirá (Rachycentron canadum), um peixe que já está sendo criado em cativeiro em alto mar na costa de Pernambuco, de alto valor no mercado internacional, e o pirarucu (Arapaima gigas), proveniente da Amazônia, considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo alcançar até 10 quilos no primeiro ano de cultivo com rendimento de carcaça de aproximadamente de 50%.

Novas espécies, além do beijupirá, deverão adentrar na piscicultura marinha brasileira, tornando-a uma atividade altamente promissora.

Contudo, o Brasil possui cerca de 40 espécies de peixes de água doce com potencial para cultivo, entre outras marinhas. Estas espécies da fauna brasileira são o foco dos estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas, criada em 2009, com o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Esta unidade da Embrapa tem sede em Palmas (TO) e irá coordenar uma rede nacional de pesquisas voltadas a este setor. Espécies mais produtivas e sistemas de alimentação mais baratos e eficientes poderão ser disponibilizados para todos.

No passado, a Embrapa esteve à frente de pesquisas que revolucionaram a agropecuária nacional. Hoje, o Brasil é campeão mundial na produção de carne, soja, etanol e em muitos outros produtos. O mesmo deve ocorrer com o setor de pescado nacional.

Geração de emprego e renda

O crescimento populacional, a alteração no padrão de consumo e o aumento do poder de compra têm gerado uma pressão sobre a demanda por alimentos de boa qualidade. Dentre estes alimentos o pescado apresenta um grande destaque, por ser considerado um alimento facilmente digerível, altamente protéico e de baixo valor calórico, e ainda excelente fonte de vitaminas e minerais.

Além da disponibilidade de recursos hídricos no Brasil para incrementar a produção deste alimento saudável, a aquicultura também pode dar uma grande contribuição para a geração de emprego e renda no País. Na região Amazônica, por exemplo, a realização de projetos de aquicultura, nas comunidades, pode substituir atividades econômicas depredatórias, como a criação de gado e a extração de madeira. Já no Nordeste pode servir de frente de trabalho em regiões com poucas opções de desenvolvimento econômico, inclusive por restrições hídricas, como é o caso da produção em poços salinizados. As consequências destas e de outras ações projetam avanços sócio-econômicos em todas as regiões do país.

Neste contexto, a cadeia produtiva do pescado cultivado – que envolve aquicultores, fabricantes de ração e insumos, empresas de beneficiamento, transporte e comercialização - apresenta perspectivas de geração de emprego e renda em diferentes elos. A atividade é considerada uma das mais promissoras do setor primário também em função da manutenção do homem no campo.

A aquicultura se apresenta como a melhor opção para as indústrias de processamento e beneficiamento do pescado. A produção é contínua, com duas ou três safras por ano. Não existe, como na pesca, o dispositivo do defeso – a época em que a pesca é proibida para proteger as espécies durante o seu período de reprodução – e, também, as incertezas quanto à disponibilidade dos estoques. Afinal, os alevinos (“filhotes de peixe”) e juvenis são produzidos em laboratórios. Esta característica incentiva o aumento da produção e a instalação de frigoríficos para o beneficiamento do pescado, dado o fornecimento regular de matéria-prima nas especificações das linhas de produção. A economia de escala permite ainda a redução de preços ao consumidor final.

No caso da piscicultura, os peixes são cultivados em açudes, viveiros escavados, tanques de diferentes materiais, gaiolas flutuantes ou em tanques-rede. O cultivo de peixes em viveiros escavados tornou-se uma importante alternativa para os sistemas de produção agropecuária, principalmente para pequenos produtores rurais que trabalham com a agricultura familiar. Uma das vantagens dessa atividade tem sido a agregação de renda à propriedade em áreas marginais com a utilização da mão de obra familiar que intensifica o uso da terra.

Além dessa modalidade de cultivo, a utilização de gaiolas ou tanques-rede tornou-se uma alternativa de investimento de menor custo e maior rapidez de implantação, por utilizar ambientes aquáticos já existentes, como o mar, estuários, rios, grandes reservatórios e lagos naturais para produção peixes, possibilitando melhor retorno zootécnico.

Boas práticas de manejo na aquicultura

A produção de pescado com qualidade é a principal exigência do mercado consumidor. Para isto, as boas práticas de manejo precisam ser adotadas, como o atendimento das condicionantes ambientais, o controle da qualidade da água, a adequação da ração ofertada, a limpeza e manutenção das estruturas e petrechos de cultivo e a sanidade dos animais. Todos estes aspectos são fundamentais para que a atividade seja economicamente e ambientalmente viável.

Outros aspectos que os produtores também devem estar atentos referem-se à conservação, o beneficiamento, o transporte e a comercialização do pescado.

Assim sendo, os interessados devem seguir sempre a orientação dos técnicos em aquicultura, para obter os melhores resultados, além de embasar-se nas legislações vigentes.

Ministro da Pesca e Aquicultura participa do Primeiro Encontro de Piscicultores do Acre

25/07/2011 -15:50Luiz Sérgio participa, nesta terça-feira (26/07), da abertura do evento que pretende estimular e incentivar a prática da piscicultura no estado

O ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio, participa nesta terça-feira (26/07), da cerimônia de abertura do I Encontro de Piscicultores do Acre. O evento acontece a partir das 8h, no Auditório Sara Assef, na Faculdade da Amazônia Ocidental – FAAO. O encontro é realizado pelas Secretarias Estaduais de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), e de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Serviços (Sedict).

O evento pretende estimular e incentivar a prática da piscicultura e reforçar a atividade da agricultura familiar. O Programa de Desenvolvimento da Piscicultura proporciona através da cultura do pescado garantia de renda, compromisso com o meio ambiente e mais qualidade de vida ao homem do campo.

O encontro contará com a presença do Governador do Estado do Acre, Tião Viana; dos secretários estaduais, Lourival Marques (Seaprof); Edvaldo Magalhães (SEDCTI); Mauro Ribeiro (Agropecuária); e do presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Fernando Lima.

Durante o evento serão abordadas as perspectiva da piscicultura no estado; o projeto do Complexo Industrial da Piscicultura; a cadeia produtiva do pirarucu, pintado e tambaqui; e a industrialização e aproveitamento do pescado.

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