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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

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Cristiano Rochinha

OPERAÇÕES DAS "GRINGAS"

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Galera, deem uma olhada nesse vídeo.

Trata-se de uma empresa de turismo de pesca americana,que explora pescarias em nosso território,inclusive, o tão famoso rio Marié,no AM.

Mas nesse vídeo,eles divulgam uma operação em outra área amazônica,que me parece ser na bacia do rio Xingú,em áreas indígenas.

Pergunta:

POR QUE OS AMERICANOS CONSEGUEM EXPLORAR O "FILÉ" DE MUITAS ÁREAS DE PESCA?

Não precisam nem responder....Já imagino a resposta.

Mas se esse vídeo for em área de reserva indígena mesmo,por que eles podem,e nós estamos sendo proibidos de pescar em alguns rios de SIRN,que dizem ser "áreas indígenas"?

Mais uma vez,já imagino a resposta. Deem suas opiniões.

Valeu!

 

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Éhh, realmente eles devem poder. O dinheiro deles vale mais kkkk

isso não é problema, na minha opinião, eles até fazem bem, pois trazem dinheiro para cá, o problema é que não é aproveitado da melhor forma este dinheiro. 

Enquanto isso nos brasileiros temos que trabalhar e muito para pescar nos lugares onde estão acabando com tudo.

Triste realidade. 

Vou continuar trabalhando muito para poder ir nestes lugares isolados. Kkk

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Cristiano...deixa eu tentar demonstrar pra vc o q ocorre.

Eu, há alguns anos atrás, tinha o mesmo pensamento q vc. Saiba q neste caso, desta empresa q vc se refere, eles são brasileiros...ou seja, não existe neste caso, uma exploração/investimento estrangeiro de origem não sabida.

A empresa q vc se refere é a Untamed Angling. Aqui abaixo os destinos horríveis q eles operaram....rsr
http://www.untamedangling.com/destinations.html#

E olha só o q ocorre na prática.

Terras Indígenas são áreas q não permitem visitação para a exploração da pesca. Ocorre q neste País encontra-se sempre uma brechinha na lei (ou a interpreta de uma forma conveniente). Pra ajudar, os índios, em vários casos, vivem em condição de miséria, isso pq não são mais "índios"...Os caras, depois de se encontrarem com os brancos, de uma forma natural e compreensível, querem andar de Hilux e assistirem novela em tela plana de 60". O problema é q eles querem tudo isso sem dar nada em troca.

Numa tentativa de parar de encher o saco do poder público q deveria tomar conta das terras indígenas....os pajés começaram a "licitar" seus territórios. Ou seja, um "finge que está trabalhando" enquanto o outro "finge que acredita". Deram um jeitinho brasileiro e "legalizaram" o q era ilegal.

No caso do Marié - q é o q posso falar - foi aberta uma licitação e 04 operadores concorreram.
Essa empresa q ganhou pagou uma verdadeira fortuna para os índios. Foi barco, voadeiras, motores de popa, computadores, telefones satelitais, e um monte, um monte de outras coisas. Além disso os índios da tribo precisam estar dentro das canoas pra fiscalizar a operação e, no final das contas, os turistas ainda pagam cerca de 700 dólares de taxinha pra tribo.

Aliado a isto, a empresa fez um investimento milionário em estrutura (balsa, canoas, e estrutura como um todo). O lugar é remotíssimo. Para chegar lá o hidroavião voa, salvo engano, por 4h. Para levar mantimentos e suprimentos para a operação o gasto é altíssimo.....ou seja, só mesmo abastados estrangeiros para conseguir pagar mais de 8.000 dólares numa operação de pesca semanal.

Então é isso...São brasileiros investindo e trabalhando para pagarem suas dúvidas e se manterem. Ocorre q o público deles é o de gringos....Só isso. O mercado deles é lá fora.
Agora, caso vc tenha o dinheiro para pescar lá, vc pode sim.

Outra coisa...Temos terras indígenas por todo o Brasil...O problema é q muitos não fazem nada para operar lá dentro...mas na hora q alguém consegue o acesso e investe uma grana preta, aparecem vários para suspeitar da operação..rsrsr...

Deixo claro q isso não tem nada a ver com a pescaria na região de SIRN, onde as terras indígenas não foram homologadas e tem um gringo aí achando q vai dar o tombo num monte de gente. Mas isso é assunto para outro dia.

joia:::

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3 horas atrás, Fabrício Biguá disse:

Cristiano...deixa eu tentar demonstrar pra vc o q ocorre.

Eu, há alguns anos atrás, tinha o mesmo pensamento q vc. Saiba q neste caso, desta empresa q vc se refere, eles são brasileiros...ou seja, não existe neste caso, uma exploração/investimento estrangeiro de origem não sabida.

A empresa q vc se refere é a Untamed Angling. Aqui abaixo os destinos horríveis q eles operaram....rsr
http://www.untamedangling.com/destinations.html#

E olha só o q ocorre na prática.

Terras Indígenas são áreas q não permitem visitação para a exploração da pesca. Ocorre q neste País encontra-se sempre uma brechinha na lei (ou a interpreta de uma forma conveniente). Pra ajudar, os índios, em vários casos, vivem em condição de miséria, isso pq não são mais "índios"...Os caras, depois de se encontrarem com os brancos, de uma forma natural e compreensível, querem andar de Hilux e assistirem novela em tela plana de 60". O problema é q eles querem tudo isso sem dar nada em troca.

Numa tentativa de parar de encher o saco do poder público q deveria tomar conta das terras indígenas....os pajés começaram a "licitar" seus territórios. Ou seja, um "finge que está trabalhando" enquanto o outro "finge que acredita". Deram um jeitinho brasileiro e "legalizaram" o q era ilegal.

No caso do Marié - q é o q posso falar - foi aberta uma licitação e 04 operadores concorreram.
Essa empresa q ganhou pagou uma verdadeira fortuna para os índios. Foi barco, voadeiras, motores de popa, computadores, telefones satelitais, e um monte, um monte de outras coisas. Além disso os índios da tribo precisam estar dentro das canoas pra fiscalizar a operação e, no final das contas, os turistas ainda pagam cerca de 700 dólares de taxinha pra tribo.

Aliado a isto, a empresa fez um investimento milionário em estrutura (balsa, canoas, e estrutura como um todo). O lugar é remotíssimo. Para chegar lá o hidroavião voa, salvo engano, por 4h. Para levar mantimentos e suprimentos para a operação o gasto é altíssimo.....ou seja, só mesmo abastados estrangeiros para conseguir pagar mais de 8.000 dólares numa operação de pesca semanal.

Então é isso...São brasileiros investindo e trabalhando para pagarem suas dúvidas e se manterem. Ocorre q o público deles é o de gringos....Só isso. O mercado deles é lá fora.
Agora, caso vc tenha o dinheiro para pescar lá, vc pode sim.

Outra coisa...Temos terras indígenas por todo o Brasil...O problema é q muitos não fazem nada para operar lá dentro...mas na hora q alguém consegue o acesso e investe uma grana preta, aparecem vários para suspeitar da operação..rsrsr...

Deixo claro q isso não tem nada a ver com a pescaria na região de SIRN, onde as terras indígenas não foram homologadas e tem um gringo aí achando q vai dar o tombo num monte de gente. Mas isso é assunto para outro dia.

joia:::

Beleza, explicações dadas Fabricio.joia:::

Mas em resumo e o que todos nós já sabíamos: Tem o jeitinho brasileiro de ser aí!

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@Fabrício Biguá,olhando agora o site da empresa que você mandou, pude constatar apenas à titulo de curiosidade os destinos que eles operam:

Além do Marié,tem a Amazônia Boliviana e 2 locais no mínimo curiosos:

O primeiro é o local do vídeo que postei, que fica no rio Iriri, aquele mesmo rio onde à anos atrás, o Gugu montou uma pousada, que pouco tempo depois foi queimada pelos índios e o outro é a reserva de Mamirauá, onde nós mero mortais temos que nos contentar em apenas ver o pirarucu boiando no meio do rio e nem pensar em jogar um anzolzinho ali :gorfei::gorfei:

Curioso esses destinos deles né kkkkkk:wild:

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16 horas atrás, Marcelo Pupim disse:

Éhh, realmente eles devem poder. O dinheiro deles vale mais kkkk

isso não é problema, na minha opinião, eles até fazem bem, pois trazem dinheiro para cá, o problema é que não é aproveitado da melhor forma este dinheiro. 

Enquanto isso nos brasileiros temos que trabalhar e muito para pescar nos lugares onde estão acabando com tudo.

Triste realidade. 

Vou continuar trabalhando muito para poder ir nestes lugares isolados. Kkk

É meu amigo isso é só para gringo mesmo, com dólar acima de 3.20, os caras vem aqui aproveitam a nata da pesca e ainda tem aquele monte de índias lá para preparar o jantar kkkkk.

Essa é uma realidade que não existe no meu mundo. Mas vamos trabalhar muito para poder pescar nos locais amazônicos que nos são permitidos, importante é peixe na linha.

Abraço.

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14 horas atrás, Fabrício Biguá disse:

Cristiano...deixa eu tentar demonstrar pra vc o q ocorre.

Eu, há alguns anos atrás, tinha o mesmo pensamento q vc. Saiba q neste caso, desta empresa q vc se refere, eles são brasileiros...ou seja, não existe neste caso, uma exploração/investimento estrangeiro de origem não sabida.

A empresa q vc se refere é a Untamed Angling. Aqui abaixo os destinos horríveis q eles operaram....rsr
http://www.untamedangling.com/destinations.html#

E olha só o q ocorre na prática.

Terras Indígenas são áreas q não permitem visitação para a exploração da pesca. Ocorre q neste País encontra-se sempre uma brechinha na lei (ou a interpreta de uma forma conveniente). Pra ajudar, os índios, em vários casos, vivem em condição de miséria, isso pq não são mais "índios"...Os caras, depois de se encontrarem com os brancos, de uma forma natural e compreensível, querem andar de Hilux e assistirem novela em tela plana de 60". O problema é q eles querem tudo isso sem dar nada em troca.

Numa tentativa de parar de encher o saco do poder público q deveria tomar conta das terras indígenas....os pajés começaram a "licitar" seus territórios. Ou seja, um "finge que está trabalhando" enquanto o outro "finge que acredita". Deram um jeitinho brasileiro e "legalizaram" o q era ilegal.

No caso do Marié - q é o q posso falar - foi aberta uma licitação e 04 operadores concorreram.
Essa empresa q ganhou pagou uma verdadeira fortuna para os índios. Foi barco, voadeiras, motores de popa, computadores, telefones satelitais, e um monte, um monte de outras coisas. Além disso os índios da tribo precisam estar dentro das canoas pra fiscalizar a operação e, no final das contas, os turistas ainda pagam cerca de 700 dólares de taxinha pra tribo.

Aliado a isto, a empresa fez um investimento milionário em estrutura (balsa, canoas, e estrutura como um todo). O lugar é remotíssimo. Para chegar lá o hidroavião voa, salvo engano, por 4h. Para levar mantimentos e suprimentos para a operação o gasto é altíssimo.....ou seja, só mesmo abastados estrangeiros para conseguir pagar mais de 8.000 dólares numa operação de pesca semanal.

Então é isso...São brasileiros investindo e trabalhando para pagarem suas dúvidas e se manterem. Ocorre q o público deles é o de gringos....Só isso. O mercado deles é lá fora.
Agora, caso vc tenha o dinheiro para pescar lá, vc pode sim.

Outra coisa...Temos terras indígenas por todo o Brasil...O problema é q muitos não fazem nada para operar lá dentro...mas na hora q alguém consegue o acesso e investe uma grana preta, aparecem vários para suspeitar da operação..rsrsr...

Deixo claro q isso não tem nada a ver com a pescaria na região de SIRN, onde as terras indígenas não foram homologadas e tem um gringo aí achando q vai dar o tombo num monte de gente. Mas isso é assunto para outro dia.

joia:::

Como sempre muito bem explicado mestre @Fabrício Biguá. Sendo sempre muito lúcido e sólido em suas colocações.

Obrigado.

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Caro Cristiano,

Se voce me permitir, e já com as minhas desculpas, gostaria de esclarecer a parte que dizes: "O primeiro é o local do vídeo que postei, que fica no rio Iriri, aquele mesmo rio onde à anos atrás, o Gugu montou uma pousada, que pouco tempo depois foi queimada pelos índios."

Já pesquei no Iriri há muito tempo atrás e conheço bem a região porque seguidas vezes fiz minhas pescarias no Xingu. Em relação ao Iriri é impensável qualquer operação de turismo de pesca atualmente, haja vista que toda a região (ele no meio) foi transformada numa Reserva Ecológica. (Forma mais restrita prevista no SNUC) Atualmente até pesquisadores tem a entrada restrita...Entretanto, se tiveres razão cabe uma denuncia ao ICmBio e isso dará cadeia com certeza!

Em relação a pousada que foi do Gugu ela continua por lá, só que atualmente é um posto de fiscalização do IBAMA/ICmBIO. Sei porque ajudei o Gugu na ocasião, pois ele tinha pacotes vendidos para estrangeiros e a prorrogação temporária por ele solicitada foi aceita em troca das instalações e mobiliário. A pousada que os índios queimaram na região foi bem acima - Pousada Trairão - mas não queimaram apenas, roubaram barcos, motores etc... e que eu saiba, até agora a FUNAI não indenizou ninguém por esta violência.

abração

Kruel

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3 horas atrás, JCKruel disse:

Caro Cristiano,

Se voce me permitir, e já com as minhas desculpas, gostaria de esclarecer a parte que dizes: "O primeiro é o local do vídeo que postei, que fica no rio Iriri, aquele mesmo rio onde à anos atrás, o Gugu montou uma pousada, que pouco tempo depois foi queimada pelos índios."

Já pesquei no Iriri há muito tempo atrás e conheço bem a região porque seguidas vezes fiz minhas pescarias no Xingu. Em relação ao Iriri é impensável qualquer operação de turismo de pesca atualmente, haja vista que toda a região (ele no meio) foi transformada numa Reserva Ecológica. (Forma mais restrita prevista no SNUC) Atualmente até pesquisadores tem a entrada restrita...Entretanto, se tiveres razão cabe uma denuncia ao ICmBio e isso dará cadeia com certeza!

Em relação a pousada que foi do Gugu ela continua por lá, só que atualmente é um posto de fiscalização do IBAMA/ICmBIO. Sei porque ajudei o Gugu na ocasião, pois ele tinha pacotes vendidos para estrangeiros e a prorrogação temporária por ele solicitada foi aceita em troca das instalações e mobiliário. A pousada que os índios queimaram na região foi bem acima - Pousada Trairão - mas não queimaram apenas, roubaram barcos, motores etc... e que eu saiba, até agora a FUNAI não indenizou ninguém por esta violência.

abração

Kruel

Tem razão Kruel,eu me equivoquei com a pousada...É que são tantos os casos de problemas com índios que já presenciamos por aí que é até difícil lembrar de todos.

Mas me lembro do caso do Rancho Trairão..Esse sim foi queimado e fica no Xingu,não no Iriri.E sobre a pousada do Gugu,o que na época foi informado é que foi fechada por estar em área de reserva ou algo do tipo,mas não queimada.

Agradeço a correção e os esclarecimentos.

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Amigos,

Esse assunto é pujante. São tantas as vertentes envolvidas que precisaríamos de um bom tempo e um enorme espaço para se chegar a um termo que satisfaça todas as correntes. Vejo razão e bom-senso em várias postagens e noutras nem tanto. Jogando um pouco da minha luz sobre o problema, vou ao seguinte:

1) O rio que aparece no vídeo é o Iriri, localizado na região do Xingu, nada tem a ver com o Marié;

2) O Capita informou certo, com apenas um ligeiro equívoco, que agora busco retificar. A Untamed Anglers, que opera no Marié, é boliviana, contando com a participação de um ex-agente de pesca brasileiro;

3) A rigor, toda e qualquer empresa detém o potencial de operar em terras indígenas. Contudo, as exigências são bastante difíceis e onerosas. Muita burocracia envolvendo a FUNAI, o MPF, os aldeados interessados, as representações indígenas e os órgãos ambientais. Requer extrema dedicação e paciência, e nem sempre o objetivo é alcançado;

4) Que ninguém se iluda, praticamente todas as terras da região de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira são ocupadas por índios e estão em processo de reconhecimento, demarcação e homologação. A partir da fase de conclusão e aprovação de relatórios de antropologia, essas terras passam a ser reconhecidas, para efeitos da Instrução Normativa Funai 003/2015, como aquelas que, de acordo com a aprovação dos aldeados, podem receber visitantes para o etnoturismo e o turismo de pesca. Para se chegar a essa condição de operação, há uma série de exigências legais e administrativas por cumprir, o que consome algo em torno de um ano, sem garantia de que, ao final, a empresa postulante seja escolhida, já que a penúltima etapa a cumprir é a de escolha pelos aldeados, e a última é a da autorização da FUNAI. Além disso, de posse de todos os documentos autorizativos, o vencedor deverá requerer licença específica ao IBAMA, que é quem responde pelo licenciamento ambiental em terras indígenas (está na Lei);

5) O empresariado nacional é, em regra, acomodado. Enquanto tiver um lugar sem problemas ou gastos significativos para operar, ele segue adiante. Esse é um dos fatores envolvidos. O outro, mais complicado, trata das contrapartidas que a empresa têm de dar aos aldeados e suas representações. Para se ter uma vaga ideia, os contratos celebrados com os índios fixam uma contrapartida direta em torno de 10 a 12% da receita bruta da empresa, o que equivale a 50% da receita líquida. Além disso, a empresa é obrigada a pagar uma espécie de taxa de administração à representação indígena que atua na área, assim como realizar investimentos obrigatórios em infraestrutura geral, a fundo perdido, e ainda gerar de 12 a 20 postos de trabalho ocupados pelos índios locais e custear equipamentos e motores e todas as atividades de monitoramento e fiscalização ambiental. Isso explica o elevado custo do pacote. Não se trata de ganância do empresariado que detém a exclusividade em operações nas terras indígenas. Paga-se alto por esse status;

6) Como tudo, esse processo deve ser visto à luz de custos e benefícios. De um lado ficamos mais distanciados de realizar a pescaria dos sonhos, de outro podemos ter a certeza que nossos recursos pesqueiros serão preservados para as presente e futuras gerações.

Espero haver contribuído.

Gilbertinho da Amazônia                 

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1 hora atrás, Cristiano Rochinha disse:

Tem razão Kruel,eu me equivoquei com a pousada...É que são tantos os casos de problemas com índios que já presenciamos por aí que é até difícil lembrar de todos.

Mas me lembro do caso do Rancho Trairão..Esse sim foi queimado e fica no Xingu,não no Iriri.E sobre a pousada do Gugu,o que na época foi informado é que foi fechada por estar em área de reserva ou algo do tipo,mas não queimada.

Agradeço a correção e os esclarecimentos.

Só pra encher a paciência do JC, um dos notáveis do Fórum:

- SNUC é a sigla do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, para quem não sabe;

- Reserva Biológica é identificada apenas pelo verbete Rebio, e integra a categoria de Unidades de Conservação de Proteção Integral. Somente pesquisadores autorizados podem adentrar seu território.

Quem tem JC tem uma bússola, basta seguir.

Abraço do Gilbertinho. 

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1 hora atrás, Gilbertinho disse:

Amigos,

Esse assunto é pujante. São tantas as vertentes envolvidas que precisaríamos de um bom tempo e um enorme espaço para se chegar a um termo que satisfaça todas as correntes. Vejo razão e bom-senso em várias postagens e noutras nem tanto. Jogando um pouco da minha luz sobre o problema, vou ao seguinte:

1) O rio que aparece no vídeo é o Iriri, localizado na região do Xingu, nada tem a ver com o Marié;

2) O Capita informou certo, com apenas um ligeiro equívoco, que agora busco retificar. A Untamed Anglers, que opera no Marié, é boliviana, contando com a participação de um ex-agente de pesca brasileiro;

3) A rigor, toda e qualquer empresa detém o potencial de operar em terras indígenas. Contudo, as exigências são bastante difíceis e onerosas. Muita burocracia envolvendo a FUNAI, o MPF, os aldeados interessados, as representações indígenas e os órgãos ambientais. Requer extrema dedicação e paciência, e nem sempre o objetivo é alcançado;

4) Que ninguém se iluda, praticamente todas as terras da região de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira são ocupadas por índios e estão em processo de reconhecimento, demarcação e homologação. A partir da fase de conclusão e aprovação de relatórios de antropologia, essas terras passam a ser reconhecidas, para efeitos da Instrução Normativa Funai 003/2015, como aquelas que, de acordo com a aprovação dos aldeados, podem receber visitantes para o etnoturismo e o turismo de pesca. Para se chegar a essa condição de operação, há uma série de exigências legais e administrativas por cumprir, o que consome algo em torno de um ano, sem garantia de que, ao final, a empresa postulante seja escolhida, já que a penúltima etapa a cumprir é a de escolha pelos aldeados, e a última é a da autorização da FUNAI. Além disso, de posse de todos os documentos autorizativos, o vencedor deverá requerer licença específica ao IBAMA, que é quem responde pelo licenciamento ambiental em terras indígenas (está na Lei);

5) O empresariado nacional é, em regra, acomodado. Enquanto tiver um lugar sem problemas ou gastos significativos para operar, ele segue adiante. Esse é um dos fatores envolvidos. O outro, mais complicado, trata das contrapartidas que a empresa têm de dar aos aldeados e suas representações. Para se ter uma vaga ideia, os contratos celebrados com os índios fixam uma contrapartida direta em torno de 10 a 12% da receita bruta da empresa, o que equivale a 50% da receita líquida. Além disso, a empresa é obrigada a pagar uma espécie de taxa de administração à representação indígena que atua na área, assim como realizar investimentos obrigatórios em infraestrutura geral, a fundo perdido, e ainda gerar de 12 a 20 postos de trabalho ocupados pelos índios locais e custear equipamentos e motores e todas as atividades de monitoramento e fiscalização ambiental. Isso explica o elevado custo do pacote. Não se trata de ganância do empresariado que detém a exclusividade em operações nas terras indígenas. Paga-se alto por esse status;

6) Como tudo, esse processo deve ser visto à luz de custos e benefícios. De um lado ficamos mais distanciados de realizar a pescaria dos sonhos, de outro podemos ter a certeza que nossos recursos pesqueiros serão preservados para as presente e futuras gerações.

Espero haver contribuído.

Gilbertinho da Amazônia                 

Obrigado pelas informações Gilbertinho...

Você tocou num assunto que eu confesso que não sabia,e acredito que muitos pescadores não saibam:

Então,qualquer área de reserva indígena no Brasil pode ser explorada pra fins de pesca esportiva,desde que se atendam uma caralhada de exigências do ICMBIO e do MPF,é isso mesmo?

Exemplo: Empresários do setor podem tentar entrar em determinada área de reserva,atendendo toda essa burocracia e participando de uma licitação? É assim que funciona?

Pergunto na condição de ignorante no assunto,como tenho certeza,que a maioria dos pescadores esportivos também.

Se a resposta for sim, significa que o PARQUE NACIONAL INDÍGENA DO XINGÚ por exemplo,pode ser explorado? É só aparecer empresário disposto a pagar e cumprir com as exigências?

Sobre os rios em questão,na verdade o rio do vídeo é o Iriri (eles informam ser pescaria nas cabeceiras do rio Iriri,em área de reserva denominada TERRA DO MEIO) mas se você olhar no site que o Fabricio enviou,verá que eles operam em outras 3 áreas,uma delas,o rio Marié.

Abço!

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4 horas atrás, Gilbertinho disse:

2) O Capita informou certo, com apenas um ligeiro equívoco, que agora busco retificar. A Untamed Anglers, que opera no Marié, é boliviana, contando com a participação de um ex-

4) Que ninguém se iluda, praticamente todas as terras da região de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira são ocupadas por índios e estão em processo de reconhecimento, demarcação e homologação. A partir da fase de conclusão e aprovação de relatórios de antropologia, essas terras passam a ser reconhecidas, para efeitos da Instrução Normativa Funai 003/2015, como aquelas que, de acordo com a aprovação dos aldeados, podem receber visitantes para o etnoturismo e o turismo de pesca. Para se chegar a essa condição de operação, há uma série de exigências legais e administrativas por cumprir, o que consome algo em torno de um ano, sem garantia de que, ao final, a empresa postulante seja escolhida, já que a penúltima etapa a cumprir é a de escolha pelos aldeados, e a última é a da autorização da FUNAI. Além disso, de posse de todos os documentos autorizativos, o vencedor deverá requerer licença específica ao IBAMA, que é quem responde pelo licenciamento ambiental em terras indígenas (está na Lei);

6) Como tudo, esse processo deve ser visto à luz de custos e benefícios. De um lado ficamos mais distanciados de realizar a pescaria dos sonhos, de outro podemos ter a certeza que nossos recursos pesqueiros serão preservados para as presente e futuras gerações.

Espero haver contribuído.

Gilbertinho da Amazônia                 

 

2 - Uhmm...ok..Obrigado pela informação.

4 - Perdoe a minha burrice...rsr....mas "Instrução Normativa" serve para instruir ações internas de um órgão/setor/etc. Caso as TI tivessem sido homologadas, aí sim, a Instrução 003/15 serviria de alguma coisa....Como não foram, a Norma não vale de nada fora de TI. Será q estou desaprendendo ou o amigo está contando com algo que ainda não existe?

6 - Precisamos preservar sim...Disso não há dúvidas...Ocorre q passou da hora do poder público fiscalizar estas operações estrangeiras (e até mesmo as nacionais). É preciso sim, saber de onde este capital estrangeiro procede. Se é proibido o investimento estrangeiro em vários setores do nosso País, porque deveríamos deixar de fiscalizar empresas estrangeiras atuando diretamente com índios!?!?!? Sorte um "Bolsonaro" não estar no poder, caso estivesse, certamente essa "fanfarronarem" não ocorreria como é hoje.
E não estou me referindo a nenhuma empresa gringa (deixo claro), mas apenas aproveitando a dica dada, imagine como o empresário sobreviveria ganhando apenas 5.5% de lucro líquido do negócio dele, tendo ainda q investir e manter sua estrutura, e ainda pagar uma verdadeira fortuna (50% ou mais da sua estrutura) em investimentos obrigatórios, fiscalização e etc para as tribos?!?! Esta é uma conta difícil de fechar, não acham???

De qualquer forma obrigado mais uma vez pela contribuição...joia:::

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22 horas atrás, Cristiano Rochinha disse:

Obrigado pelas informações Gilbertinho...

Você tocou num assunto que eu confesso que não sabia,e acredito que muitos pescadores não saibam:

Então,qualquer área de reserva indígena no Brasil pode ser explorada pra fins de pesca esportiva,desde que se atendam uma caralhada de exigências do ICMBIO e do MPF,é isso mesmo?

Exemplo: Empresários do setor podem tentar entrar em determinada área de reserva,atendendo toda essa burocracia e participando de uma licitação? É assim que funciona?

Pergunto na condição de ignorante no assunto,como tenho certeza,que a maioria dos pescadores esportivos também.

Se a resposta for sim, significa que o PARQUE NACIONAL INDÍGENA DO XINGÚ por exemplo,pode ser explorado? É só aparecer empresário disposto a pagar e cumprir com as exigências?

Sobre os rios em questão,na verdade o rio do vídeo é o Iriri (eles informam ser pescaria nas cabeceiras do rio Iriri,em área de reserva denominada TERRA DO MEIO) mas se você olhar no site que o Fabricio enviou,verá que eles operam em outras 3 áreas,uma delas,o rio Marié.

Abço!

Cristiano, você está confundindo as coisas. Explico:

Quando nos referirmos ao ICMBio, estamos a falar de Unidades de Conservação Federais, os seja, os espaços territoriais especialmente protegidos criados pela União. A Lei que rege essas unidades conservacionistas tem alcance em todo o território nacional, e estados e municípios estão submetidos a seus ditames. Assim, Parques Nacionais, Estações Ecológicas, Reservas Biológicas, são exemplos de Unidades de Proteção Integral, que só permitem a realização autorizada de pesquisas de interesse ecológico, exceto nos casos dos Parques, que permitem a visitação pública para atividades de contemplação da natureza. Um bom exemplo é o Parque Nacional do Iguaçu.

Outra coisa é o turismo de pesca em Terras Indígenas. Ela é possível, desde que explorada por empresa devidamente autorizada pela Funai - Fundação Nacional do Índio. Para se chegar a essa autorização são necessários os passos sobre os quais discorri anteriormente. A sua vez, o Parque Indígena do Xingu é, em essência, uma Terra Indígena, com 222 k quilômetros quadrados, criada em 1955 pela iniciativa dos irmãos Villas Boas e ratificada em 1961 pelo então presidente Jânio Quadros. A pesca esportiva pode ser realizada nessa Terra, dede que os aldeados aprovem a atividade, elaborem o Plano de Visitação e o submeta a diferentes instâncias da Funai (Coordenadorias Regionais, Diretoria de Desenvolvimento Etno-Social, etc), que finalmente autorizam os índios a celebrar contratos de exploração da pesca esportiva com empresas que participaram de um processo seletivo, similar à licitação pública. Daí a empresa pode anunciar seus pacotes no mercado especializado da pesca esportiva.

Caso precise de outros esclarecimentos, fico à disposição.

Abraço do Gilbertinho   

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19 horas atrás, Fabrício Biguá disse:

 

2 - Uhmm...ok..Obrigado pela informação.

4 - Perdoe a minha burrice...rsr....mas "Instrução Normativa" serve para instruir ações internas de um órgão/setor/etc. Caso as TI tivessem sido homologadas, aí sim, a Instrução 003/15 serviria de alguma coisa....Como não foram, a Norma não vale de nada fora de TI. Será q estou desaprendendo ou o amigo está contando com algo que ainda não existe?

6 - Precisamos preservar sim...Disso não há dúvidas...Ocorre q passou da hora do poder público fiscalizar estas operações estrangeiras (e até mesmo as nacionais). É preciso sim, saber de onde este capital estrangeiro procede. Se é proibido o investimento estrangeiro em vários setores do nosso País, porque deveríamos deixar de fiscalizar empresas estrangeiras atuando diretamente com índios!?!?!? Sorte um "Bolsonaro" não estar no poder, caso estivesse, certamente essa "fanfarronarem" não ocorreria como é hoje.
E não estou me referindo a nenhuma empresa gringa (deixo claro), mas apenas aproveitando a dica dada, imagine como o empresário sobreviveria ganhando apenas 5.5% de lucro líquido do negócio dele, tendo ainda q investir e manter sua estrutura, e ainda pagar uma verdadeira fortuna (50% ou mais da sua estrutura) em investimentos obrigatórios, fiscalização e etc para as tribos?!?! Esta é uma conta difícil de fechar, não acham???

De qualquer forma obrigado mais uma vez pela contribuição...joia:::

Capita, 

Como sempre, você me dá um trabalhão danado. A despeito disso, não posso deixar de reconhecer o valor de cada dissensão que posta, sempre coberta por uma falsa e intencional auto-afirmação de ignorância ou burrice, como bem exemplifica o caso em exame. Mas lá vou eu de novo, fazendo de conta que estou falando para um energúmeno:

As Instruções Normativas deveriam ser empregadas exclusivamente em atos internos dos órgãos da Administração Pública, instruindo-as como proceder no exercício corrente de suas atividades precípuas. Mas não é assim. Os operadores do direito do país, especialmente o Ministério Público, quer seja Federal ou Estadual as reconhecem como ato normativo que alcança indistintamente todos os administrados, isto é, toda a nação. Centenas, senão milhares desses atos administrativos estão aí para nos incomodar, tal qual as Resoluções, Portarias, Pareceres, etc.

A contragosto tenho de dissentir de parte de seu sexto item. É que não encontro fundamento para exigir que o capital estrangeiro destinado a investimentos no país se sujeite a atestados de origem, o mundo inteiro funciona assim. No que tange ao contato de estrangeiros com nossos índios, há várias previsões legais orientadas para a fiscalização de seus bens materiais e imateriais. Vê-las cumpridas é outra coisa, a inépcia do Poder Público é gritante, bem sabe disso. Quanto ao Bolsonaro, também tenho apreço por ele, embora tenha justificado receio de demagogos, coisa que não sei se ele é. Importante ter em conta que, mesmo ele eleito presidente, está sujeito à Constituição e às leis, o que limita bastante a vontade e atuação  de qualquer governante. Quanto aos valores de contrapartida exigidas pelos índios, infelizmente essa é a realidade. Quem tiver dúvida pesquise edital postado na web pela FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), e verá que tenho razão. Aduzo que esse processo nefasto de "tirar o couro" do empresariado conta com relevante contribuição do ISA (Instituto Socio-Ambiental),ONG dotada de tentáculos que alcançam órgãos públicos de peso, como o IBAMA, IPAAM, FUNAI, etc. Creio que o propósito de sua diligente ação é o de afastar todo e qualquer contato ou relação de negócios entre índios e não-índios, atendendo a interesses de comunidades internacionais. Nessa linha, ouso sempre dizer em qualquer lugar ou hora que uma ONG manda e a FOIRN e os órgãos públicos nacionais obedecem.

Espero ter constribuído.

Abs do Gilbertinho

         

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3 horas atrás, Gilbertinho disse:

Capita, 

Como sempre, você me dá um trabalhão danado. A despeito disso, não posso deixar de reconhecer o valor de cada dissensão que posta, sempre coberta por uma falsa e intencional auto-afirmação de ignorância ou burrice, como bem exemplifica o caso em exame. Mas lá vou eu de novo, fazendo de conta que estou falando para um energúmeno:

As Instruções Normativas deveriam ser empregadas exclusivamente em atos internos dos órgãos da Administração Pública, instruindo-as como proceder no exercício corrente de suas atividades precípuas. Mas não é assim. Os operadores do direito do país, especialmente o Ministério Público, quer seja Federal ou Estadual as reconhecem como ato normativo que alcança indistintamente todos os administrados, isto é, toda a nação. Centenas, senão milhares desses atos administrativos estão aí para nos incomodar, tal qual as Resoluções, Portarias, Pareceres, etc.

A contragosto tenho de dissentir de parte de seu sexto item. É que não encontro fundamento para exigir que o capital estrangeiro destinado a investimentos no país se sujeite a atestados de origem, o mundo inteiro funciona assim. No que tange ao contato de estrangeiros com nossos índios, há várias previsões legais orientadas para a fiscalização de seus bens materiais e imateriais. Vê-las cumpridas é outra coisa, a inépcia do Poder Público é gritante, bem sabe disso. Quanto ao Bolsonaro, também tenho apreço por ele, embora tenha justificado receio de demagogos, coisa que não sei se ele é. Importante ter em conta que, mesmo ele eleito presidente, está sujeito à Constituição e às leis, o que limita bastante a vontade e atuação  de qualquer governante. Quanto aos valores de contrapartida exigidas pelos índios, infelizmente essa é a realidade. Quem tiver dúvida pesquise edital postado na web pela FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), e verá que tenho razão. Aduzo que esse processo nefasto de "tirar o couro" do empresariado conta com relevante contribuição do ISA (Instituto Socio-Ambiental),ONG dotada de tentáculos que alcançam órgãos públicos de peso, como o IBAMA, IPAAM, FUNAI, etc. Creio que o propósito de sua diligente ação é o de afastar todo e qualquer contato ou relação de negócios entre índios e não-índios, atendendo a interesses de comunidades internacionais. Nessa linha, ouso sempre dizer em qualquer lugar ou hora que uma ONG manda e a FOIRN e os órgãos públicos nacionais obedecem.

Espero ter constribuído.

Abs do Gilbertinho

         

Estamos aí pra dar trabalho...rsrrs

E sempre contribuindo.

Quanto a parte da IN, vc disse muito, mas Portarias, Pareceres e Resoluções são diferentes de IN (acho eu). Mas nada melhor q uma judicialição pra colocar ordem na casa, daí paramos de bater cabeça à tôa...rarsrs. Vamos ver se as IN da Funai valem foram de TI?!?!

Quanto ao sezto item, se cumprissem a Constituição a risca, 90% destas operações q estamos falando ñ existiriam...🤣

E tamo junto...;)

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4 horas atrás, Gilbertinho disse:

Cristiano, você está confundindo as coisas. Explico:

Quando nos referirmos ao ICMBio, estamos a falar de Unidades de Conservação Federais, os seja, os espaços territoriais especialmente protegidos criados pela União. A Lei que rege essas unidades conservacionistas tem alcance em todo o território nacional, e estados e municípios estão submetidos a seus ditames. Assim, Parques Nacionais, Estações Ecológicas, Reservas Biológicas, são exemplos de Unidades de Proteção Integral, que só permitem a realização autorizada de pesquisas de interesse ecológico, exceto nos casos dos Parques, que permitem a visitação pública para atividades de contemplação da natureza. Um bom exemplo é o Parque Nacional do Iguaçu.

Outra coisa é o turismo de pesca em Terras Indígenas. Ela é possível, desde que explorada por empresa devidamente autorizada pela Funai - Fundação Nacional do Índio. Para se chegar a essa autorização são necessários os passos sobre os quais discorri anteriormente. A sua vez, o Parque Indígena do Xingu é, em essência, uma Terra Indígena, com 222 k quilômetros quadrados, criada em 1955 pela iniciativa dos irmãos Villas Boas e ratificada em 1961 pelo então presidente Jânio Quadros. A pesca esportiva pode ser realizada nessa Terra, dede que os aldeados aprovem a atividade, elaborem o Plano de Visitação e o submeta a diferentes instâncias da Funai (Coordenadorias Regionais, Diretoria de Desenvolvimento Etno-Social, etc), que finalmente autorizam os índios a celebrar contratos de exploração da pesca esportiva com empresas que participaram de um processo seletivo, similar à licitação pública. Daí a empresa pode anunciar seus pacotes no mercado especializado da pesca esportiva.

Caso precise de outros esclarecimentos, fico à disposição.

Abraço do Gilbertinho   

Ok Gilbertinho,então é da maneira que eu disse mesmo...Na verdade só errei o orgão,que no caso é a FUNAI  e não o ICMBIO.Agora está explicado.

Em resumo,não existe rio do Brasil que seja terminantemente proibido pescar...Basta "pagar" para conseguir sua concessão.

Obrigado!

 

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Na "arquibancada" onde estou alojado é muito mais divertido! kkkkk

Mas por enquanto vou resistir a tentação e continuar calado...

Só uma pimentinha: embora atualmente os indígenas não mais precisem do aval da FUNAI para celebrar acordos, por razões que não vou explicitar (estaria a FUNAI em extinção fruto da CPI em andamento?) vocês sabiam que a FUNAI tem direito a 10% dos acordos firmados entre os operadores do turismo de pesca e os índios? Se cobram (e recebem) eu não sei, mas há previsão legal para isso, inclusive no que se refere ao direito minerário... 

Creio que quem sabe mais do que eu poderia explicar melhor como funcionam tais acordos já que isto não tem previsão constitucional e nem está previsto no Estatuto do índio... (A não ser que eles deixaram de ser índios o que é provável). Aliás, já existem índios com um português impecável e dicção idem. Se alguém topar esclarecer vai dar um livro!

abração

Kruel

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