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JCKruel

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  1. Gilbertinho, Não faças leituras apressadas, pois quando fiz a observação em relação ao MPF, FUNAI E IBAMA foi um mero aconselhamento, porque fiquei realmente preocupado com teu posicionamento já que continuo achando que fizeste colocações bastante sérias no tópico e não gostaria de ver tua imagem arranhada perante o MPF. Me perdoe por não saber que você não precisa de conselhos! Foi mal! Minha participação sobre estes assuntos referentes a pesca em reservas indígenas se encerra aqui, pois volto para as arquibancadas não antes de lamentar que, embora os esforços despendidos para evitar o conflito que se avizinha, o tempo mostrou que foi em vão. É esperar a decisão dos tribunais para depois podermos verificar com quem está a razão! Respeito muito a tua decisão de não responder o que chamei de ponto crucial na discussão e posso até entender que quem cala, consente! Mas, desconsidere porque isso já não faz a menor diferença. Um dia vi em algum lugar, escrito por alguém que sequer conheço, uma frase pra lá de interessante e aplicável no momento: nós pessoas mais vividas, somos como algumas árvores ... Podemos perder as folhas, mas não podemos perder nossas raízes porque lá estão nossos sonhos, convicções e os princípios que norteiam nossas vidas. E é por isso que eventualmente temos o direito de errar e mudarmos de posturas. Por isso entenda que, em momento algum, imaginei que pudesses mudar os teus conceitos jurídicos até porque és infinitamente mais qualificado do que eu nesta área. Vais precisar deles... Finalizo com uma citação tua: "em meu pensar deveria ser criada uma representação que congregasse todas as associações de operadores de pesca da Amazônia, estabelecendo-se nisso um fortalecimento institucional capaz de rechaçar ameaças e dar curso a diretrizes amplas e planejadas, cuja execução resultaria na mudança dos atuais paradigmas, em todas as frentes, influenciando as políticas públicas do setor, a edição e aplicação das leis, a incorporação de atributos indispensáveis, como a responsabilidade social e um correto ordenamento pesqueiro, assegurando aos mercados a oferta de um produto turístico de primeira qualidade e uma política de preços acessíveis, focadas no crescimento quantitativo de pescadores que aspiram conhecer e pescar nas águas da nossa Amazônia. Venho há muito pregando essas ideias a um amontoado de surdos, o que me leva a concluir que estou a falar bobagens ou de algo meramente utópico." No caso, há de ser creditado a você não só o rumo sugerido para um eventual entendimento, mas especialmente elogio a tua coerência já que reli hoje a tarde todos os post em que debatemos assuntos diversos e foi possível constatar que teus posicionamentos não mudam. De minha parte não vejo bobagem alguma no que pregas e muito menos utopia, lembrando que o que propões não depende de governos, mas sim de nós todos porque governos não agem, apenas reagem a demandas da sociedade. Em breve terás novidades em relação a isso e, ao que parece, o início ocorrerá em SIRN. Ah, para que compreendas melhor alguns dos meus posicionamentos e dê o devido desconto, informo que não sou indígena mas tenho descendência indígena uma vez que minha avó paterna era índia tupi guarani e muito me orgulho disso! Um grande abraço! Kruel
  2. Caro Gilbertinho, Espero te encontrar bem, gozando de boa saúde e usando na plenitude as tuas faculdades mentais! Tens meu respeito conquistado nos debates anteriores e nada fará com eu mude minha convicção sobre a tua competência nas consultorias que presta, na tua seriedade, no teu compromisso com a causa ambiental e nada poderá macular o valor insuprível da tua capacidade! Entretanto, pela primeira vez vejo você com dificuldade para argumentar, pois buscas justificar o injustificável! Os tempos mudaram, a política brasileira mudou, a CPI sobre as terras indígenas acabou e com conclusões que deverão provocar notáveis mudanças nesta farsa indígena montada por fóruns, ISA, federações e confederações de forma que é mera questão de tempo para que as reservas indígenas sejam apenas as consideradas existentes quando da promulgação da Constituição Federal de 1988. Vitória da bancada ruralista... Qual o tamanho da bancada indígena? O foco principal não respondeste, mas voltarei a ele logo adiante e dessa vez gostaria que você contribuísse com o teu inegável conhecimento e tentasse esclarecer quanto ao direito ou não de pescarmos em reservas indígenas. Até chegarmos ao ponto crucial deste debate é justo que possamos nos divertir um pouco, pois para mim, na idade que estou, estes debates alimentam este velho cérebro, ainda com alguns neurônios e no final ainda terei que te agradecer porque não pretendo morrer de Alzheimer! kkkkkk Pontuando tuas ponderações, sempre pra lá de interessantes : "(...) pois as organizações indígenas são fortemente influenciadas por ong alimentada por recursos financeiros e diretrizes que não interessam ao País, o que me faz lembrar saudosamente dos tempos do governo militar, em seu lema “integrar para não entregar” sobre a Amazônia. Infelizmente, os governos que o sucederam fazem diametralmente o oposto, estão entregando nossa Amazônia aos interesses internacionais. Os discursos demagógicos sobre o suposto espírito humanitário são nada mais que uma cortina de fumaça capaz de enganar os tolos de plantão, especialmente afamados artistas nacionais que residem em países europeus e norte-americanos. O interessante é que o próprio Ministério Público Federal embarcou nessa também, na medida em que silencia sobre o problema e apoia as iniciativas dessas organizações." As afirmações acima, seríssimas por sinal, não chegam a causar surpresa a ninguém aqui do fórum, haja vista que de há muito sabemos não só do teu conhecimento mas especialmente do teu amor pela Amazônia! São afirmações de um cidadão verdadeiramente preocupado com os desmazelos do poder público, mas como eu, sabes muito bem que as instituições não erram: certos servidores sim... Então, te convido a respeitar as instituições MPF, FUNAI E IBAMA, pois em breve terás a oportunidade de estar com elas (talvez em juízo) debatendo o futuro das operações de pesca esportiva nas reservas indígenas! Como muitos brasileiros, onde também me incluo, tens saudades dos governos militares, pois passados tantos anos após 1964 estão aí os restos de um Brasil destruído social, econômica e moralmente dilapido pela esquerda festeira e irresponsável que governou por tanto tempo. Mas falando de militares, (minha família já teve vários generais) o presidente da FUNAI, Franklimberg Ribeiro de Freitas é general do Exército e tem origem indígena. Freitas é manauara, tem 61 anos, e é militar da reserva. Ingressou nas Forças Armadas em 1976, na Academia Militar das Agulhas Negras, atuou no combate a crimes ambientais, tráfico nas fronteiras e apoio às comunidades indígenas da região. Antes de entrar na Funai era assessor de relações institucionais do CMA (Comando Militar da Amazônia), sediado em Manaus (AM), cargo que ocupou até janeiro deste ano quando foi nomeado diretor da fundação, sendo que agora exerce as funções presidenciais na Funai. É um homem probo e como todos os generais chegou ao topo por méritos próprios construindo sua carreira defendendo nosso país e a Constituição Federal! E é esse homem que estaremos em breve...Tenha certeza que providencias serão tomadas dentro da ética, da legalidade e da moralidade, mundo do qual ele jamais se dissociou. Na minha opinião, doravante, ninguém mais vai pescar em reservas indígenas! É uma pena que River Plate não tenha procurado um acordo com os outros operadores antes... Porque agora não se trata mais de Santa Isabel ou das pretensas reservas que serão criadas ou não! Se trata das 12 operações dela em terras indígenas, pois se não pode em Santa Isabel não poderá em lugar nenhum! Mas vamos ao ponto crucial da discussão, caro Gilbertinho: afirmei e reafirmo que o direito indígena limita-se ao usufruto do bem meio ambiente para sua subsistência, mas jamais a Constituição e o Estatuto do Índio deram poderes para transigir sobre direitos exclusivos e inalienáveis sobre a segurança alimentar deles. O que estou dizendo é que na minha humilde opinião (nem advogado sou, lembra?) é que eles não são donos de terras e lagos e rios, apenas tem o usufruto vitalício por "n" gerações ou até pela eternidade, daí o não reconhecimento dos índios pela CF como capazes, originando-se daí a tutela de seus bens pela União. Tenha paciência com este velho pescador e me ajude a sair da ignorância... Explique para mim qual a tua posição sobre isso e onde estou errando na interpretação da Constituição Federal. Abração kruel
  3. Pois é Gilbertinho... Que bom que agora estás acenando com uma bandeira branca! Que bom que agora estás sugerindo um entendimento entre os operadores de turismo no Médio Rio Negro! Por mim, tal entendimento deveria passar por todo o Rio Negro, abandonado como toda a Amazônia pelos (des) governos a ponto de causar prejuízos irreparáveis as comunidades ribeirinhas e aos municípios do interior do Amazonas. Só como exemplo, moras numa região em que um estado viu sua área ser reduzida a 20% do seu território por decisão do STJ! No médio Rio Negro já temos 14 reservas indígenas que representam milhões de hectares destinados a indígenas e a outros nem tanto (afinal por lá quase todos tem sangue indígena) de forma que, caso sejam homologadas as TI na região Téa-Jurubaxi, causarão um enorme prejuízo a Santa Isabel e condenarão o município a um futuro nada promissor: a perpetuação da miséria... A estratégia de se criar reservas indígenas para usufruto exclusivo de empresas que atendem especialmente a turistas estrangeiros tem vários problemas, mas destaco a redução das áreas municipais que poderiam no futuro, consolidar turismo, renda e empregabilidade para muitos, como destaco que tais procedimentos por ONGs, seus antropólogos e Cia não devem estar a serviço do nosso país...Tais procedimentos asseguram que acontecendo adversidades climáticas (por exemplo) garantiriam a Amazônia (como um todo) para a ocupação por países estrangeiros! Não desconsidere que os trabalhos realizados por institutos e Ongs, durante muitos e muitos anos na região, organizando confederações, federações, fóruns e outras lograram êxito porque o modelo adotado por eles é um sucesso! Há casos que a estrutura deles faria inveja a vários sindicatos brasileiros... Além disso proporciona promoção pessoal a índios e pseudo índios a ponto de despertar neles o interesse político como se tornarem vereadores e prefeitos ou tentarem se eleger. Não que seja errado tal procedimento, longe disso, de minha parte considero que é uma ação legítima e promissora, mas hás de convir que a partir deste momento deixam de ser índios para se tornarem cidadãos brasileiros e, portanto, subordinados as leis pátrias... Aí começam verdadeiramente os problemas! Tens o costume de alegar em teus post a IN/03/FUNAI/2015 como se ela fosse a panaceia das soluções para a pesca esportiva em reservas indígenas, quando na verdade ela é contraditória em vários aspectos e ilegais em outros. Te afirmo que ela não irá sobreviver como está formulada porque não passa do famoso jeitinho brasileiro para burlar a Constituição Federal , o Estatuto do Índio e outras mazelas mais. Os comportamentos derivados destes jeitinhos em breve serão questionados nas esferas superiores porque a IN 03 não tem o dom de revogar o arcabouço legal brasileiro e te asseguro que haverá ações da corregedoria do MPF, da FUNAI e até do próprio IBAMA. Pelo que sei, antes de ações judiciais que parecem se avizinhar há pessoas juntando as provas necessárias para que as correções sejam adotadas por via administrativa, sem prejuízo de eventuais ações penais dos envolvidos. Com a experiência que tens bem sabes que depois das sindicâncias pode ocorrer a abertura de inquéritos administrativos e eventuais punições aos envolvidos, caso sejam servidores públicos... Pois é Gilbertinho, a mim parece que os operadores que você representa têm sido usados pelos institutos sócio ambientais da vida, pelas federações indígenas, pelos fóruns indígenas que foram sendo estruturados ao longo dos anos. As Ongs indigenistas, seus antropólogos e Cia Ltda são por demais conhecidos porque são sempre os mesmos, fazendo as mesmas coisas e buscando incessantemente a criação de novas reservas com fins inconfessáveis, que acabam levando o nada a lugar nenhum! Veja que no entorno de SIRN já existem, aproximadamente 14 reservas indígenas que representam milhões de hectares inalienáveis, indisponíveis e reservados para perpetuar a indigência que este pobre povo amazônico está a viver nesta situação! Que coisa lamentável... Por outro lado, para mim está claro que a “galinha dos ovos de ouro” é a pesca esportiva e que os indígenas desavisados estão dispostos a mata-la, dada as tuas considerações sobre a exorbitância que estão a cobrar da River Plate em suas operações em TIs. Mas a “festa” parece que vai acabar em função de que eventuais interessados estão dispostos a investigar, coletar provas, fazer denuncias administrativas às corregedorias de cada ente envolvido, enfim passar a limpo tudo que está acontecendo em SIRN. Pasme você, que existem até evidências da pratica de advocacia administrativa em estudos realizados e a realizar por servidores públicos e queira Deus que a River Plate não tenha pago nada a técnicos do IBAMA porque, bem sabes, isso é crime! Mas se realmente tens intenção de ajudar no ordenamento pesqueiro do Rio Negro, com todo mundo desarmado, unidos num ideal de construção de um futuro melhor baseado na legalidade, na moralidade e nos princípios básicos que regem a gestão pública meus parabéns e que obtenhas o maior sucesso! Só temo que não tenhas a liderança para juntar tantos interesses contraditórios! Em todo o caso vou dar a minha contribuição: No teu post colocas: “Não por menos, vemos empresas disputando os mesmos espaços de pesca, como sempre se viu, cada qual objetivando oferecer o melhor produto a seus clientes e aumentar suas receitas, sua clientela e seu próprio status. Uma verdadeira batalha campal, mas o certo é que raras empresas buscam regularizar-se com foco no alcance de áreas preservadas que lhes assegurem maiores receitas e exclusividade em sua exploração. Vale tudo.” No caso, a priori, concordo com as tuas ponderações, mas hás de convir que neste vale tudo que te referes é apenas uma escolha e que escolhas costumam gerar consequências... Como as questões em pauta derivam de ações/omissões/jeitinhos de agentes públicos envolvidos (MPF, FUNAI, IBAMA entre outros) que resolveram permitir a pesca em reservas indígenas, a minha interpretação diverge um pouco quanto a forma e legalidade com que isso está ocorrendo. Isso porque as ações que determinam a presença do poder público em áreas indígenas são regidas pelos princípios básicos inerentes a gestão pública e, sem querer encher o saco de quem não é afeto a área jurídica, mas para um melhor entendimento de todos, me obrigo a abordar:(o abaixo não é para você que é advogado, mas sim para os leigos entenderem melhor a situação existente em SIRN e firmarem suas próprias convicções). Princípio da Legalidade: A Legalidade está no alicerce do Estado de Direito, no princípio da autonomia da vontade. Baseia-se no Art. 5º da CF, que diz que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei", pressuposto de que tudo o que não é proibido, é permitido. Portanto, só podemos fazer o que a lei nos autoriza. Em suma, a CF 88 e o Estatuto do índio proíbem a pesca em reservas indígenas! A FUNAI estaria acima da Constituição e da Lei? Qualquer agente que se distanciar dessa realidade, poderá ser julgado de acordo com seus atos. Aqui cabe ressaltar que não existe previsão de pesca esportiva na legislação federal, logo a IN 03 está transigindo com o direito indígena porque a pesca amadora pode matar 10 kg mais um exemplar segundo a recente Portaria do IBAMA. Podes alegar que se trata de pesque e solte nas TI, mas ainda assim pesca que é proibida, e eu pergunto qual a base legal para a FUNAI estar fazendo isso? Haverá solução para este impasse? É possível que sim, mas é assunto para outro tópico... Princípio da Impessoalidade: Todos devem ser tratados da mesma forma, igualitária, logo as ações de exclusividade que alegas no “vale tudo” já viola este preceito constitucional e pior, cria a categoria dos pescadores preferidos e os preteridos. Embora você tente justificar os altos custos operacionais da exclusividade imposta pelos indígenas, só os estrangeiros têm recursos para bancar pacotes em torno de $5.500,00 dólares, impedindo os pescadores brasileiros de conhecer sua própria terra! Considere que a IN 03 da FUNAI que tanto você cita, burla este principio porque é em decorrência dele que temos a licitação como uma das formas corretas de resolver este tipo de problema (existem outras). Não é porque sejam indígenas que podem ter absoluta liberdade de impor suas vontades e violarem a CF88, porque mesmo indígenas são antes de tudo brasileiros, já que são os povos originários! Considere ainda que por serem tutelados pela União não podem a FUNAI e o MPF transigir com o direito deles. Além disso, tal direito limita-se ao usufruto do bem meio ambiente para sua subsistência, mas jamais a Constituição e o Estatuto do Índio deram poderes para transigir sobre direitos exclusivos e inalienáveis que é a segurança alimentar deles. Adiante eu chego lá para tentar provar que a IN foi elaborada em eiva de vícios. Principio da Moralidade: significa o dever do administrador de cumprir a lei formalmente, procurando sempre o melhor resultado para os administrados. Pelo princípio da moralidade não basta ao administrador o estrito cumprimento da lei, devendo ele no exercício de sua função pública respeitar os princípios éticos de razoabilidade e justiça. O que a Funai faz é razoável e justo? Não é nem com os índios, quanto mais com os pescadores... Princípio da Publicidade: impõe a plena transparência em relação ao comportamento da administração pública. Parece que até isso tem faltado nas ações de alguns operadores no Médio Rio Negro. Vemos ações obscuras outras beirando os conchavos na busca da tal exclusividade e por parte da FUNAI, o esquecimento de que as leis, atos e contratos administrativos produzem consequências jurídicas fora dos órgãos que os emitem. Princípio da Eficiência: nada mais é do que a obtenção do melhor resultado com o uso racional dos meios disponíveis. O mestre Hely Lopes Meirelles nos fala sobre isso da seguinte forma: “o princípio da eficiência se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros”. No caso, estariam as comunidades ribeirinhas não indígenas e o município de SIRN, sendo atendidos com a infindável tentativa de criação de novas reservas indígenas, que além de suprimir seu território está suprimindo de SIRN e seus habitantes o direito de ter um futuro digno? Sabe companheiro, antes que este post se torne um livro vou parando por aqui me dispondo a discutir futuramente a matéria constitucional e o estatuto do índio com quem se dispuser a avançar nas soluções. Tenho também um pedido, isso na condição de idoso, e um dos pioneiros da pesca esportiva brasileira: parar com estudos rápidos pagos por empreendedores do turismo, até porque em meio ambiente nada é tão rápido e nem pouco consistente , e muito menos inconclusivos como vi alguns usados para justificar exclusividade! Se a pesca esportiva não mata, polui pouco ou nada, se é solução econômica para as populações ribeirinhas, índios ou não índios, por que a hipocrisia de fechar o Jurubaixi para gerar estudos superficiais que não se prestarão para objetivos escusos? Ainda : pelo bem geral de todos, para de ajudar na tentativa de criar mais reservas indígenas! kkkkkkk um grande abraço e #@%&* por teres me tirado da zona de conforto! Kruel
  4. Caracas!!!! Mas o que está acontecendo? Uma consultoria que encaminha seus clientes para o conflito inevitável, que interpreta as leis da sua maneira, que usa a palavra para disseminar a controvérsia baseado em informações não menos controversas, objetiva o que? É evidente que a partir de agora tudo deverá ser decidido pelo Poder Judiciário... E em boa hora, já que será possível passar muita coisa a limpo e quem sabe o Rio Negro possa ter o regramento que merece. Não basta ter o monopólio da verdade e da competência, tem que ter também o monopólio dos pontos de pesca para os estrangeiros? Desta forma todos acabaremos nos tornando xenófobos... Melhor ficar na arquibancada, por que senão eu ia querer ver os planos de manejo das 12 operações exclusivas homologados pelo IBAMA e aprovados pelo MPF. Será que a operadora exclusiva tem isso, considerando que os índios são tutelados? abração Kruel
  5. Parabéns Dini Pescaria e relato espetacular. abração Kruel
  6. Pois é... Quando posto estas matérias, minha intenção é subsidiar eventuais interessados nas pescarias do Rio Negro para que eles façam uma analogia e comparem com as cheias anteriores. Por exemplo: em 2015 (pelos relatos) foi um período sensacional para a pesca dos tucunarés no Rio Negro! Em tese, quanto mais encher maior quantidade de peixes saem das planícies inundáveis e na época seca fiquem nas calhas dos rios. Creio que se tivéssemos mais tempo para estudar as cheias e se conseguíssemos estabelecer uma correlação entre a recorrência das cheias considerando também o regime de inundação para tentar adivinhar a melhor época para irmos ao Rio Negro, até que seria uma boa. Mas há quem diga que isso é impossível... abração Kruel Cheia do Rio Negro em Manaus este ano deve superar a de 2016 01/06/2017 - Clipping O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu o último alerta de cheia de 2017 que indica que o nível do Rio Negro, em Manaus, deve ficar entre 28,29 e 29,46 metros. A previsão é 2 metros superior em relação à cheia registrada no ano passado. Na medição de quarta-feira (31) foi verificada a cota de 28,96 metros, faltando pouco para alcançar a cota de emergência, que é de 29 metros. Apesar disso, a cheia deste ano não deve superar a de 2012, a maior da história, quando o nível chegou a 29,97 metros. A preocupação deste ano, segundo o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, é que as águas do Rio Negro vão ficar elevadas por um período maior. “O processo de cheia do Rio Negro aqui em Manaus continua evoluindo. O Rio Negro encontra-se represado pelo Rio Solimões. Embora haja uma estabilização na cheia do Solimões, vai depender muito aqui pra Manaus as águas que vão descer pelo Rio Negro. Se chover dentro da média, vai ser uma cheia que vai evoluir de forma mais lenta. No entanto, é preciso alertar a população que o rio já ultrapassou a cota de alerta e esse tempo de permanência das águas altas deve continuar por, pelo menos, mais 20 a 25 dias”, ressaltou o superintendente. A Defesa Civil do município informou que já construiu mais de 2 mil metros de passarelas em sete bairros para o caso de alagamentos. As águas já atingiram a casa do comerciante Francisco Freitas, no bairro Presidente Vargas, zona leste da cidade. “Aí você vive debaixo d’água, nesse aguaceiro, por cima de ponte, carregando garrafão de água para não ter que beber essa água suja. É um sofrimento”, afirmou o morador. Segundo o chefe da divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dalarosa, choveu menos em maio em relação a abril na capital amazonense e a tendência é de diminuição nas próximas semanas. “A expectativa não é de chuvas com volumes muito elevados porque nós estamos começando a estação seca. Claro que no início da estação seca ainda temos eventos como ontem, que choveu em torno de 50 mm, em um período relativamente curto. Isso faz parte do período de transição. Alguns dias de sol forte, temperaturas elevadas e de repente uma tempestade com volume significativo”, explicou Dalarosa. Emergência – A cheia dos rios no Amazonas levou 32 municípios a decretarem situação de emergência. Mais de 57 mil famílias já foram afetadas e os números podem aumentar, de acordo com o secretário-executivo da Defesa Civil estadual, coronel Fernando Pires Júnior. “Está dentro do que era previsível: hoje temos 32 municípios em situação emergência e estamos esperando mais. Nossos olhares estão voltados para a calha do Rio Negro, especialmente Manaus, e para a calha do Rio Amazonas. A previsão é de que os rios continuem a subir nas calhas, as cotas de alerta já foram ultrapassadas e estamos esperando agora as cotas de emergência e obviamente o efeito nas famílias que vivem nessas calhas”, destacou o coronel. A Defesa Civil do Amazonas informou que os municípios em situação de emergência estão recebendo ajuda humanitária composta de alimentos, medicamentos, kits de higiene e limpeza e hipoclorito de sódio para purificação da água. As famílias também estão sendo retiradas de áreas de risco. (Fonte: Agência Brasil)
  7. Grande Astra, Não tenho bola de cristal (kkkk) mas compare o que postei domingo e o post de hoje (quinta feira). Chega a ser curioso, mas os fatos vão continuar acontecendo goste o professor ou não... abração Kruel
  8. Pois é... No tópico anterior falávamos desta possibilidade onde demonstrei minha preocupação em relação aos eventuais atingidos. E dizer que há correntes científicas que não acreditam que isso pudesse acontecer... Em qual corrente científica devemos acreditar? Aumento do nível do mar acontece duas vezes mais rápido que o previsto 23/05/2017 - clipping Nos últimos 25 anos, a elevação do nível do mar em todo o planeta cresceu o dobro do previsto, segundo um estudo internacional publicado nesta segunda-feira na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). O trabalho, do qual participou Marta Marcos, pesquisadora do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, comparou as estimativas sobre o aumento do nível do mar com as medições reais divulgadas por satélites e constatou que o aumento quase duplica os valores previstos. Os cientistas analisaram dados históricos de marégrafos, instrumentos utilizados para medir as oscilações costeiras até 1992, data na qual foram produzidos os primeiros satélites capazes de monitorar os níveis do mar. Após selecionar os registros mais longos e de maior qualidade, os cientistas corrigiram as estimativas levando em conta processos não diretamente relacionados com os oceanos, como os movimentos da crosta terrestre ou os as mudanças na forma da Terra (geoide terrestre). Os pesquisadores combinaram todos estes dados e os corrigiram com uma nova metodologia mais coerente com a dinâmica marinha, o que permitiu redefinir a informação disponível. “É importante determinar com precisão a taxa de aumento de nível do mar nas décadas passadas para saber quais foram os processos envolvidos e como cada um deles responde ao aquecimento global”, explicou Marta. “Nossas conclusões demonstram que as regiões costeiras estão mais expostas do que pensávamos e, portanto, o risco é maior”, advertiu a pesquisadora da Universidade das Ilhas Baleares. Segundo o estudo, 1993 foi o ponto de inflexão: até aquele ano, o nível do mar subiu de forma significativamente mais lenta. Mas, a partir de então, o aquecimento global aumentou drasticamente a curva de crescimento do nível do mar em escala planetária, um fato que coincide com os registros das medições dos satélites. Em relação às causas do aumento do nível do mar, os pesquisadores apontam o degelo das geleiras, sobretudo durante o século XX. Nas últimas décadas, as placas de gelo polar teriam contribuído mais para o aumento do nível do mar, segundo o estudo. “Isto significa que a diferença entre os dados prévios a 1993 e as observações precisas dos satélites é maior e, portanto, quase duplicamos a aceleração na elevação do nível do mar em relação aos valores que tinham sido adotados até agora”, concluiu Marta. (Fonte: Terra)
  9. OPERAÇÕES DAS "GRINGAS"

    Na "arquibancada" onde estou alojado é muito mais divertido! kkkkk Mas por enquanto vou resistir a tentação e continuar calado... Só uma pimentinha: embora atualmente os indígenas não mais precisem do aval da FUNAI para celebrar acordos, por razões que não vou explicitar (estaria a FUNAI em extinção fruto da CPI em andamento?) vocês sabiam que a FUNAI tem direito a 10% dos acordos firmados entre os operadores do turismo de pesca e os índios? Se cobram (e recebem) eu não sei, mas há previsão legal para isso, inclusive no que se refere ao direito minerário... Creio que quem sabe mais do que eu poderia explicar melhor como funcionam tais acordos já que isto não tem previsão constitucional e nem está previsto no Estatuto do índio... (A não ser que eles deixaram de ser índios o que é provável). Aliás, já existem índios com um português impecável e dicção idem. Se alguém topar esclarecer vai dar um livro! abração Kruel
  10. OPERAÇÕES DAS "GRINGAS"

    Caro Cristiano, Se voce me permitir, e já com as minhas desculpas, gostaria de esclarecer a parte que dizes: "O primeiro é o local do vídeo que postei, que fica no rio Iriri, aquele mesmo rio onde à anos atrás, o Gugu montou uma pousada, que pouco tempo depois foi queimada pelos índios." Já pesquei no Iriri há muito tempo atrás e conheço bem a região porque seguidas vezes fiz minhas pescarias no Xingu. Em relação ao Iriri é impensável qualquer operação de turismo de pesca atualmente, haja vista que toda a região (ele no meio) foi transformada numa Reserva Ecológica. (Forma mais restrita prevista no SNUC) Atualmente até pesquisadores tem a entrada restrita...Entretanto, se tiveres razão cabe uma denuncia ao ICmBio e isso dará cadeia com certeza! Em relação a pousada que foi do Gugu ela continua por lá, só que atualmente é um posto de fiscalização do IBAMA/ICmBIO. Sei porque ajudei o Gugu na ocasião, pois ele tinha pacotes vendidos para estrangeiros e a prorrogação temporária por ele solicitada foi aceita em troca das instalações e mobiliário. A pousada que os índios queimaram na região foi bem acima - Pousada Trairão - mas não queimaram apenas, roubaram barcos, motores etc... e que eu saiba, até agora a FUNAI não indenizou ninguém por esta violência. abração Kruel
  11. Caro Astra, Quando posto algo em relação às mudanças climáticas (e já são vários) a única intenção é mante-los informados sobre as discussões e posicionamentos dos diferentes países. Num cenário de aquecimento entre 3 a 5ºC (entre 50 a cem anos) que poderá até não ocorrer, no Brasil teríamos consequências menores com uma provável elevação do nível do mar que tornaria as capitais litorâneas menores do que são atualmente...Teríamos também alguns problemas em relação a segurança alimentar pois algumas culturas básicas estariam ameaçadas (arroz, feijão, trigo, milho etc...) sendo provável o cultivo do café (por exemplo) somente no Rio Grande do Sul! Por isso foi criado um centro de pesquisa da EMBRAPA em Campinas-SP que está desenvolvendo um trabalho excelente de adaptação de variedades mais tolerantes ao calor. Por outro lado há correntes de pensamento científico, que demonstram uma queda da temperatura da corrente do atlântico que em 100 anos diminuiu 0,5ºC. Sim, passou de 26º para 25,5ºC e dizem alguns cientistas que quando (e se) chegar a 25ºC, a terra entrará num período glacial de 10.000 anos. Isso já aconteceu antes e dizem que são ciclos naturais e que apenas estamos antecipando este futuro provável através do aquecimento... Neste tópico apenas tentei mostrar a possibilidade de uma eventual elevação do nível do mar em países (ilhas) e no caso, se eu estivesse morando por lá teria razões para me preocupar, pois se isso ocorrer onde eles irão morar? Por isso acredito ser justas as preocupações dos que estão mais fragilizados. abração kruel
  12. Para reflexão de vocês e para que dá razão para o Trump... Parece que chegamos a um tempo terrível em que o equilíbrio da pobreza é a própria morte! abs Kruel Fórum climático diz que limitar temperatura é questão de “sobrevivência” O Fórum de Vulnerabilidade Climática (CVF), grupo que reúne 50 nações especialmente vulneráveis ao aquecimento global, advertiu nesta quarta-feira em Bonn que limitar este fenômeno a um máximo de 1,5 graus centígrados é para eles uma “questão de sobrevivência”. “Para os países membros do Fórum de Vulnerabilidade Climática, cumprir com a meta de 1,5 graus é simplesmente uma questão de sobrevivência”, declarou Debasu Bayleyegn Eyasu, diretor-geral da Direção de Coordenação de Mudança Climática do Ministério de Meio Ambiente da Etiópia, país que preside atualmente o CVF. Eyasu acrescentou que já está ocorrendo um “significativo impacto climático” com “o atual nível de aquecimento”, em uma coletiva de imprensa transmitida através da internet e realizada em Bonn, onde acontece uma reunião dos países assinantes do Acordo de Paris para preparar a próxima Conferência do Clima, que está marcada para novembro nesta cidade alemã. Um aquecimento adicional “não fará mais do que aumentar os riscos de impactos graves, generalizados e irreversíveis”, afirmou. A presidência etíope sublinhou, não obstante, que apesar dos graves riscos que enfrentam, os países membros do CVF, que representam mais de 1 bilhão de pessoas nos cinco continentes, veem, além disso, em uma “ambiciosa ação climática” a “oportunidade para prosperar”. “Temos um enorme déficit em ação climática”, advertiu Emmanuel M. De Guzman, da Comissão de Mudança Climática do Escritório da Presidência das Filipinas, país que precedeu a Etiópia à frente do CVF. Segundo De Guzman, enquanto existe a possibilidade de frear a mudança climática é preciso aproveitá-la, pois “o fracasso não é uma opção”, o que exige ao mesmo tempo, apontou, “ações imediatas e drásticas”. “Os 1,5 graus são nosso limite de oportunidade e esperança”, acrescentou. Segundo Eyasu, “a ação climática pode reduzir riscos, limpar o ambiente, gerar novos trabalhos verdes, limitar a instabilidade econômica e potencializar o uso sustentável de recursos nacionais”. A falta de uma ambiciosa ação climática, disse, “prejudicará muito seriamente” a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a chamada universal à adoção de medidas para pôr fim à pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas gozem de paz e prosperidade. (Fonte: Terra)
  13. Pois é... Por vezes, muitos (até eu) se referem ao que fazemos (ou deixamos de fazer) e as consequências para as gerações futuras. Agora aparecem descartes das gerações passadas que estão afetando as gerações futuras (nós). Chega a ser engraçado (se não fosse trágico) como a insensatez humana trata o futuro como se não tivéssemos a menor responsabilidade do que vai acontecer. Parece que desde muito vivemos um período em que somos apenas capazes de cuidar do próprio umbigo! abs Kruel Peixes do Mar Báltico apresentam tumores devido a vestígio nazista Cientistas alemães constataram uma incidência de 25% de tumores entre um tipo de linguado encontrado numa área do Mar Báltico, próximo à cidade alemã de Kiel. Em outras áreas desse mar, essa percentagem é de cerca de 5%. A hipótese é que as proliferações cancerosas possam estar relacionadas ao volume estimado em 1,6 milhão de toneladas de armamentos dos nazistas, afundados nos mares Báltico e do Norte ao fim da Segunda Guerra Mundial. Até recentemente, a espécie Limanda limanda era ignorada na pesca comercial, porém a escassez de espécies comestíveis tradicionais como o bacalhau e o hadoque tem feito crescer sua popularidade para o consumo humano. “Não aconselharia ninguém a nadar no Mar Báltico” – Ao apresentar seus achados numa conferência em Rostock, na segunda-feira (15), os cientistas do Instituto Thünen de Ecologia Pesqueira enfatizaram tratar-se de dados preliminares. Mas advertiram que, à medida que as munições continuam a enferrujar e vazar, o impacto ambiental da descarga em massa de armas nazistas sobre as águas costeiras rasas pode ser muito mais grave do que se estimava. Em comunicado à DW, o vice-diretor do Instituto Thünen, Thomas Lang, declarou que no momento a incidência elevada de tumores deve “ser vista como local” para o Limanda limanda. Num estudo anterior com bacalhaus não se encontrou qualquer indicação de um incremento, afirmou. No entanto, outras fontes advertem contra os riscos para a saúde humana nas águas da região. “Eu não aconselharia ninguém a ir nadar no Mar Báltico”, diz Diana S. Pyrikova, diretora executiva da organização Diálogo Internacional sobre Munições Submarinas (Idum, na sigla em inglês). O grupo sediado em Haia, Holanda, estuda o descarte global de armas há mais de uma década. Ameaça cancerígena – Pyrikova aponta que certas substâncias que vazam das antigas munições no fundo dos oceanos, como TNT e componentes de armamentos químicos, têm sido relacionadas ao câncer. Ela se preocupa que, ao consumir regularmente os peixes afetados, os humanos possam estar acumulando cancerígenos. Segundo a agência de notícias DPA, outra equipe de pesquisadores da Universidade de Kiel registrou altos níveis de TNT entre os mexilhões que crescem em torno das munições enferrujadas. Apesar das apreensões, o secretário do Ambiente do estado de Schleswig-Holstein insiste que os armamentos afundados não devem ser vistos como causa única dos tumores. Na conferência em Rostock, os cientistas explicaram que suas suspeitas de que a exposição ao explosivo TNT possa estar causando os tumores se baseia em experimentos realizados em laboratório. Certos peixes podem ser mais suscetíveis a acumular as substâncias tóxicas, dependendo da profundidade em que vivam e quanto tempo mantenham a água do mar dentro do corpo. Não mais de 30 anos para agir – As armas da Alemanha nazista foram afundadas no mar por ordem das Forças Aliadas, após sua vitória sobre as tropas de Adolf Hitler em 1945. A maioria foi parar em áreas profundas do Báltico, perto das bacias de Bornholm e Gotlândia, porém parte foi também lançada em águas mais rasas. Os Estados Unidos, Reino Unido e França igualmente jogaram grandes quantidades de armamentos em suas costas. Embora a maior parte da munição alemã descartada fosse convencional – explosivos ou armas de fogo – cerca de 40 mil toneladas continham substâncias de combate químico, como gás de mostarda, arsênico e fosgênio (gás lacrimogêneo e sufocante que ganhou terrível fama durante a Primeira Guerra Mundial). Relatos históricos descrevem como barcos foram abarrotados de armamentos e em seguida naufragados, visando facilitar a localização futura, se necessário. Embora alguns cientistas afirmem que muitas das minas, bombas e granadas continuem seladas, outros alertam que a corrosão permitiria que elas se espalhem mais no fundo do mar, dispersando seu conteúdo. “Muitos governos e Forças Armadas acham que é mais econômico deixá-las lá, e que a água salgada impedirá as substâncias químicas de se dissolverem, mas isso não é verdade”; enfatiza Pyrikova, do Idum. Segundo a ONG, só restam de 25 a 30 anos para remover as munições, antes de estarem tão corroídas que não possam mais ser localizadas. E o pior é que seu conteúdo tóxico permaneceria na água e no sedimento no fundo do mar. Governos fazem vista grossa – Novas tecnologias poderiam reduzir os efeitos nocivos das munições abandonadas, sem o enorme esforço de removê-las. “Esteiras de alta tecnologia podem ser instaladas no fundo do mar. Com o passar do tempo, elas dissolveriam os invólucros, absorveriam as substâncias químicas e lentamente ajudariam na recuperação do ambiente marinho”, propõe Pyrikova. Entretanto mesmo isso exige um investimento substancial de governos que, até o momento, têm preferido fazer vista grossa ao problema, acusa. Atualmente não há nenhum acordo proibindo a eliminação de armas nos oceanos, e segundo certos relatórios, algumas forças militares ainda adotam essa prática. O Idum está se esforçando para organizar uma conferência das Nações Unidas abordando o assunto. Segundo Pyrikova, contudo, a maioria dos políticos e diplomatas ainda se mostra surpresa diante da extensão do problema e de seu impacto ambiental. (Fonte: G1)
  14. Jansen, Parabéns. Ficou linda e partindo de um custom como voce, não deve ter nenhum defeito. Manda uma mensagem com o preço dela e de uma de 25 lbs. abração Kruel
  15. [APROVADO] BY MARCO

    Fora o carinho com que somos tratados...Atendimento nota 1000! Família Marbele é top, é tech, é tudo (rs) Kruel
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