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Gilbertinho

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    Feminino
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    gilberto marcelino
  • Sobre mim
    <p>
    Estou profundamente magoado com o status que me foi conferido, e as causas são as seguintes: Tenho 68 anos, comecei a pescar no alto da serra, em Sampa, lá pela década de 1970. Em 1980, mudei para o Mato Grosso, comandei a fiscalização ambiental do Pantanal Sul (rios Piqueri, Itiquira, São Lourenço, etc), onde pesquei miríades de Pacus, Tucunarés, Pintados, Cacharas, Surubins e outros. Em 1996, comprei uma lancha/casa de 16 metros e mudei para o Médio Rio Negro (região de Nova Airão), daí seguindo para Roraima (Caracaraí) em 1998, onde fui secretário de meio ambiente durante 13 anos e meio, criando inclusive a Área de Proteção Ambiental (APA Xeriuini) em 1999, estabelecendo as bases para a substituição da pesca comercial pela pesca esportiva, que desde então recebe em torno de 1.300 turistas/ano, distribuídos pelos rios Xeriuini, Amajaú, Água Boa do Univini e Jufari. Possuo 1 bote e 4 lanchas de diferentes dimensões, finalidades e motorizações, um sítio na bacia do Xeriuini e uma casa no Jufari (comunidade do Caju), presto consultoria pesqueira do Tucunaré para uma das maiores empresas de turismo de pesca da Amazônia há 14 anos, pesco de tudo´(esportivamente) que existe nestas águas, e no final recebo a classificação mais degradante para um pescador, qual seja, a de "Pescador de Lobó". É pra doer, não é? Aliás, os lobós que pesco por aqui chegam a 22 quilos, é pouco? Diante disso. quase dá pra aceitar a classificação que me foi conferida. Feito o desabafo, deixo um forte abraço para a equipe da Turma do Biguá e para todos os membros do site, e estou à disposição de todos pra interagir sobre os diversos temas de interesse da comunidade, especialmente em relação à pesca na Amazônia Ocidental.  
    </p>

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    Caracarai - RR

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  1. Dileto Capita, Estou de volta, após um merecido recesso no trato de questões de pesca em terras indígenas. Li sua publicação com redobrada atenção e renovada curiosidade. No geral, lhe dou 100% de razão, embora dissinta de dois pontos periféricos, que passo a elencar, a título de informação e esclarecimento: Primeiro, é que o caso UNINI nada tem a ver com aspectos indígenas. A responsabilidade direta pelo fechamento do Rio se deve ao IBAMA, que em sua anterior condição de gestor de unidades de conservação, logrou convencer os ribeirinhos que ali deveria ser criada uma reserva extrativista, que traria benefícios de monta aos comunitários. Lembro que a mesma missão do IBAMA, capitaneada por um tal Edson Milesky, esteve em Caracaraí com o mesmo propósito, focando uma RESEX no Baixo Rio Branco. Tive o prazer de, na condição de titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mandá-los às favas. De lá seguiram para o Jauaperi, logrado sucesso parcial numa tentativa idêntica, e de lá foram ao Unini e instituíram a RESEX DO UNINI, com apoio da Fundação Vitória Amazônica. Isso se deu em 2009, e desde então a pesca passou a ser proibida em face da inexistência de Plano de Manejo e a licitação exigível. Segundo, o ingresso (malsucedido) da brasileira LIGA DE ECO-POUSADAS na região do Jurubaxi se deveu à provocação formal e específica da CR/FUNAI/AM (Coordenação Regional da Funai no Amazonas), em vista da então recente edição da malfadada IN 003/2015, que foi recepcionada pelo MPF/AM, tanto que emitiu a Recomendação 013/2016, interrompendo as atividades das operadoras de SIRN. Ressalto que a LIGA foi instada a tomar providências, em face de desenvolver operações de pesca noutras áreas indígenas do Amazonas há mais de 10 anos, cabendo-lhe observar as novas exigências da IN 003/2015/FUNAI. O amigo e muitos outros membros do Fórum que acompanharam minhas postagens sobre o tema bem sabem que sempre asseverei que as operadoras de SIRN deveriam se unir contra essas ameaças, de forma comum, inteligente e planejada. Menos mal que a realidade demonstrou o acerto de minha recomendação. Também não poupei críticas ao ISA, IBAMA, MPF e à FOIRN, esta última braço instrumental do ISA, que à sua vez, somada às demais ONG's e o CIMI, constituem braços instrumentais dos interesses multilaterais por você mencionados. O que se tem, de fato, é que o MPF, na melhor das intenções, dá interpretação equivocada a disposições legais relacionadas aos povos indígenas, sucumbindo às pressões advindas dessas instituições privadas. Testemunho isso no meu cotidiano, citando como exemplo o fato de que comunidades de agricultores familiares são despojados de suas pequenas e produtivas propriedades para dar lugar à criação ou ampliação de novas terras indígenas. A exemplo da maioria dos membros do Fórum, você reside em outras regiões do país, o que impede ou dificulta, naturalmente, o acesso e a experiência de vivenciar cada e toda ocorrência envolvendo absurdos dessa política indigenista. Para ter uma vaga ideia do problema, Roraima importa energia elétrica da Venezuela. A Eletrobras tenta implantar as redes de distribuição de energia, incorporando o estado ao Operador do Sistema Nacional de Energia, mas esbarra na proibição imposta pelos índios Waimiri-Atroari, cuja terra está situada no traçado das redes. Interessante é que esses índios (apoiados por todas as citadas ONG's e o MPF), preferem impedir a implantação das redes de energia - de que também necessitam, a permitir sua livre implantação. É uma amostragem de que, quanto pior, melhor. Busca-se nisso o isolamento planejado dos índios, o que resultará num cenário de guerra no médio ou longo prazo, dependendo da sucessão presidencial. Nesse particular, e só por ele, votarei em Bolsonaro, caso se candidate. Satisfazendo sua curiosidade, quando se refere ao ingresso do IBAMA nesse rol de adversários da pesca e da harmoniosa integração de índios e não-índios, o que ouvi dizer é que alguém de peso no ISA namora o servidor do IBAMA/MG (Isso mesmo, de Minas Gerais) encarregado de passear, ops, realizar os estudos de capacidade de suporte dos rios da Amazônia. Os custos são pagos pelo empresariado e envolvem um dispêndio médio acima de 30 mil anuais, entre passagens, hotéis, traslados, diárias e alimentação. Pode? Quero concluir que, apesar de me filiar a tudo o que você disse acerca do tema pesqueiro, tanto os governos locais quanto os operadores de pesca - desde que vençam o litígio agora instalado, considerem as necessidades de desenvolvimento dos povos ribeirinhos, indígenas ou não. Tenho certeza que nenhum pescador esportivo consciente se negará a pagar um pouquinho mais para pescar na nossa Amazônia, ciente que esse pequeno acréscimo beneficiará crianças, jovens e adultos que vivem em precárias condições em comunidades desestruturas e desamparadas pelo Poder Público. Mera questão de humanidade. Nesse viés, é necessário indagar à Prefeitura de SIRN qual a destinação dos altos valores que cobra de cada pescador, porque, ao que sei, as comunidades ficam a "ver navios" de há muito tempo. No mais, renovo um forte abraço e me coloco à sua disposição para contribuir no que couber. Gilbertinho da Amazônia
  2. Gilbertinho

    Barracas Nautika - DESAPROVADO

    Amigos, Descobri com o tempo que bom e barato não se concilia, e vale pra tudo. Compre um carro chinês para ver. Sofri muito quando comprava algo influenciado por preços atraentes, e só quebrei a cara. Quanto a Nautika, desconheço qualquer produto dessa empresa que concilie um mínimo de qualidade e um preço justo. Talvez no futuro distante esse baixo padrão de qualidade seja otimizado. Já tive um acervo simultâneo de 7 barracas, hoje tenho apenas 4, fui selecionando-as aos poucos, priorizando a qualidade, resistência e leveza e a capacidade de acomodação de cada uma. Falando de qualidade, numa época eu tinha também uma cama-Tatu, muito cara, pesada e incômoda para transportar, porém incomparável quando em uso, e olha que eu acampei em locais que foram inundados por chuvas torrenciais, assistindo de camarote as agruras que a companheirada sofria em suas barracas tradicionais, cujo piso entra em contato direto com o chão, ou melhor, com a lama. Viva a Tatu.
  3. Gilbertinho

    [AJUDA] Onde conseguir ferragem de barraca?

    Ô Dito, Tentei ajudar mediante pesquisa na Internet, e não encontrei o que você precisa. Se eu estivesse em sua situação, cuidaria de levar o assunto a algum profissional do ramo de fabricação de esquadrias metálicas, preferencialmente que trabalhasse com tubos de alumínio. Não tenho dúvida que as ferragens poderiam ser assim repostas, bastando que as medidas fossem obtidas a partir do próprio tecido da barraca. Sugiro o alumínio, nessa opção, em face das características anti-corrosivas e maior maleabilidade no processo de fabricação. De qualquer modo, torço para você possa resolver o assunto. Abraço do Gilbertinho da Amazônia.
  4. Gilbertinho

    SONAR GARMIN 301c

    Ô Dito (era o nome do meu saudoso pai), Vou tentar ajudar: 1) A fixação do transdutor é no espelho de popa do barco, a mais ou menos 15 cm da canela do motor, caso contrário não poderão ser produzidos dados sobre velocidade de navegação e os demais dados gerados pelo aparelho. Nada de instalar em laterais. Observe que a peça de onde sai o chicote para o painel do sonar deve ser fixada de modo que parte dela, a da extremidade, fique em contato e de frente para a água. Esse chicote já vem com o kit de parafusamento no espelho de popa, e você deve usar silicone ou similar para evitar infiltrações pelos furos dos parafusos; 2) O manual do sonar deve ter acompanhado o produto, e nele você se informará sobre a correta instalação do transdutor e também como configurar o aparelho, que permite que todos os dados produzidos sejam em português. Caso não tenha o manual, entre no site da Garmin, busque downloads e baixe o manual. Se der sorte, pode ser que haja uma versão em português, mas em geral em vem numa versão única distribuída em seções em alguns idiomas, um deles com certeza é o espanhol, que dá para entender mais facilmente; 3) Quanto à questão do uso do motor elétrico, não vejo porque o sonar não possa ser utilizado. Desde que ele esteja alimentado por bateria, ele fará as leituras que você quer, até mesmo sem motor algum em funcionamento. Espero ter sido útil. Abraço, Gilbertinho da Amazônia
  5. Capita, a responsável pelo acionamento do MPF/AM foi a FOIRN, acompanhada do ISA. Basta ler o teor da Recomendação 013/2016 para checar. Como já lhe disse, esse fato é a mera reedição do Marié; No contexto do quantitativo de turistas permitidos para alguma área indígena, quem define isso é o IBAMA/MG (Daniel Crepaldi). Essa definição resulta de estudos de capacidade de suporte, e em geral não passa de 8 turistas/semana. A critério do Crepaldi, também se define o número total de turistas para uma temporada. Assim, tanto o número de turistas que podem pescar a cada semana, quanto o número de turistas que podem ser atendidos a cada temporada cabe ao IBAMA. Dessa forma, caso seja definido um número total de 80 turistas numa dada terra indígena, significa que a operadora poderá trabalhar com um máximo de 10 turistas por semana, cabendo-lhe optar por um número menor de clientes a cada semana, esticando o prazo de 10 semanas de pesca, porém os custos logísticos inviabilizam essa opção. A que eu saiba, se discute na atualidade um sistema de rodízio entre operadoras, contemplando o período de setembro a março, e não somente setembro e outubro. Caso a LIGA venha a integrar o rodízio, uma de suas estações móveis de hotelaria permanecerá na área durante o período em que atenderá os grupos já fechados, mesmo operando em intervalos de tempo. Dizem a FOIRN, o ISA e o IBAMA/MG que os estudos socioambientais (assumidos pelo pool de empresas do rodízio) exigidos para a licitação do Jurubaxi e do Uneuixi, pelo menos, serão concluídos até meados de 2018. As operadoras deverão ficar atentas à publicação do respectivo Edital pela FOIRN para então conhecer as exigências e decidir por sua participação. Alerto para essa questão porque no caso Marié, apenas 3 empresas participaram do certame, e uma foi desclassificada logo de início, enquanto outra (a vencedora) foi mantida apesar de violar a principal regra do certame, que tratava precisamente do número de turistas permitidos a cada temporada. Para resumir, apresentou proposta para um número de turistas bastante superior ao que foi definido no Edital, e com isso pode apresentar números financeiros bem mais elevados, influenciando a decisão dos aldeados. Um simples jogo de cartas marcadas. Mais: quando o processo estiver em curso, todo cuidado é pouco com favorecimentos, é preciso que as empresas fiquem de olho nos acontecimentos e, se necessário for, ingressarem na Justiça contra atos tendentes a viciar a licitação. Amigo, fico feliz por manter viva essa linha de comunicação com você, agora bem mais inteirado do contexto geral. Só peço que não me fale mais de leis e decisões judiciais porque, afinal, de nada valem. Abraço, Gilbertinho
  6. Olá, Dileto Capitão. Já estava saudoso de suas manifestações. Muito bom que você se aprofundou sobre a temática indigenista e retorna agora com digressões bem lastreadas. No geral, suas abordagens estão 100% corretas. Mas se me permite, gostaria de agregar algumas informações à sua postagem, e são as seguintes: 1) A FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), segue rigorosamente o que é ditado pelo ISA (Instituto Sócio Ambiental). Esta ONG, à sua vez, segue diretrizes estrangeiras que em última análise violam nossa soberania e financia suas atividades. Nada do que está havendo é obra exclusiva da FOIRN ou dos povos indígenas do Rio Negro, estes já bastante integrados com o restante da sociedade. 2) O processo agora vivenciado em SIRN teve seu início no seletivo (direcionado) do Marié, em 2014, onde foi escancarado o apoio a uma empresa boliviana (Untamed Angling), supostamente em razão de laços de amizade mantidos entre pessoas do ISA e um ex-agente brasileiro de turismo, agora alçado à condição de empresário. à época, denúncias desse favorecimento foram encaminhadas ao MPF, que nada fez a respeito; 3) Sobre a manifestação monocrática de Gilmar Mendes, é certo que nenhum órgão, ONG ou representação indígena dará a mínima. Veja que quando da homologação da Raposa do Sol, em Roraima, o Pleno do Supremo estabeleceu limites, condicionantes e restrições, que deveriam ser estritamente observadas pelos povos indígenas. Nenhum deles foi cumprido, configurando ofensa grave a uma decisão judicial colegiada da mais alta Corte do país. Ninguém fez ou faz nada a respeito, exceto o MPF, que dá suporte a todas as violações cometidas pelos índios, suas representações, ONG's, a Pastoral da Terra e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário). 4) A empresa que viria a operar no Jurubaxi em uma única temporada de pesca, até que a FUNAI revisasse a IN 03, não é estrangeira. A LIGA DE ECO-POUSADAS, com sede em Manaus, opera na Amazônia há pelo menos 20 anos. O processo envolvendo ela e a FOIRN foi iniciado em janeiro e se estendeu até meados de julho. O contrato para a exploração da pesca esportiva, finalmente assinado em 12 de julho, foi cancelado pela FOIRN 5 dias depois, sob o argumento da inclusão de uma cláusula que isentava a empresa de custear missões do IBAMA/MG, do ISA e outras que nada tinham a ver diretamente com a atividade da pesca. Interessante citar que na reunião de discussão e assinatura do contrato, uma única pessoa da LIGA se fez presente em SIRN, ao passo que do outro lado do balcão estavam a FOIRN, FUNAI, ACIBRN, Prefeitura, Secretaria de Meio Ambiente e as lideranças do Jurubaxi, todas assentindo com a inclusão da posteriormente questionada cláusula. Além disso, o contrato original editado pela FOIRN exigia também investimentos em reforma de posto fiscal, doação de bote e motor 40 e estruturação de telecomunicações da comunidade Acuariquara, sem contar com gastos em capacitação, contratação e remuneração de guias, monitores e agentes ambientas indígenas que, obviamente, mesmo após capacitados, não deteriam as condições exigidas para adentrar no mercado de trabalho. Esses custos representariam dispêndios próximos a R$ 157 mil, a ser acrescidos da remuneração contratual de 10% da receita bruta da empresa, e ainda que a carga tributária representaria uma peso extra da ordem de 7% dessa receita. Para a empresa, o cancelamento foi visto como positivo. 5) Comento nesse item a iniciativa dos vereadores de Barcelos, e me satisfaz finalmente ter visto um produto legislativo (e uma posição institucional) que tardou bastante a ser materializada. Inconstitucionalidades à parte, já que estamos num país em que as leis pouco ou nada valem, é alvissareiro o fato da mobilização havida acerca do tema. Contudo, será bem difícil superar o rolo compressor que advém do conjunto de entidades que se dizem protetoras dos direitos indígenas, na defesa de interesses multilaterais. 6) O ideal é que SIRN e Barcelos unam suas forças para a retomada de seus direitos desenvolvimentistas, e neles a proteção social e econômica de seus povos - caboclos ou não, o direito de acesso e à propriedade de terras produtivas e das próprias instituições governamentais, como único meio de evitar que se tornem uma nova Pacaraima, hoje uma cidadezinha decrépita ilhada dentro da Raposa do Sol. Renovo abraços. Gilbertinho
  7. Gilbertinho

    Motor 25 ou 40hp

    Brunão, o quadro se complica um pouco. Ao recomendar o quinzinho, considerei todas as informações que você repassou, especialmente quanto a ter de carregar o motor do carro até o barco e vice e versa. O 25 que encontrou parece ser, em princípio, uma boa compra, mas entendo que no seu caso não é, e não apenas pelo peso (já aumentado por ter partida elétrica), mas também por ser um motor menos "amigável". No meu tempo, os Yamaha 25 tinham uma péssima marcha lenta, só eram bons em velocidade. Ainda pior, do 25 para cima os motores são um pouco "ignorantes", se você vacilar numa saída ou curva repentina pode dar zebra, o que não ocorre com o quinzinho, bem mais amigável, tolera erros de manobra sem causar danos materiais e físicos. Outra coisa, tomando a liberdade de dissentir de quem enxerga diferente, posso concordar que o estado de conservação de um motor fala mais alto, porém não tenho dúvida que o ano de fabricação tem muito a ver com o preço de revenda. Imagine um cenário hipotético, em que 2 motores idênticos, exceto pelo ano, estão à venda. Qual deles alguém vai preferir comprar? Aí entra em cena o ano de fabricação. Você fez uma analogia correta`ao estabelecer uma correlação com a questão das motos. Me fez lembrar que comecei com uma Suzuki 50cc, lá pelos idos de 1970, aumentando a cilindrada conforme ganhava experiência e confiança, até chegar a uma Harley 1500 cc, que vendi pouco tempo atrás. Nunca, nessa caminhada, levei um tombo de moto. Esse é o caminho a seguir: aperfeiçoar progressivamente seus conhecimentos sobre navegação, barcos e motores, e daí pra diante o céu será o limite. Aproveito para contar um caso ocorrido com um Johnson 25, que costumávamos chamar de "Pé de Ferro", pois ele não tem nenhuma peça em plástico, como hoje, era puro alumínio. Tenho um desses de 45 HP em reconstrução, sem data para terminar. Mas o caso é assim: quando me encontrava na beira do São Lourenço, no Pantanal, onde morei por 17 anos, vi muitas comitivas de pescadores vindas de outros estados para pescar. Uma delas tinha um cara apelidado Nenê, que trouxe o pai para conhecer as belezas do Pantanal. O velho, até então, nunca havia entrado num barco. Acampamento montado, barcos e motores na água, o pessoal se preparando para a pesca, e o Nenê resolveu convidar o velho para dar uma voltinha de barco, o que foi imediatamente repelido. Conversa vai, conversa vem, o velho acabou por ceder aos argumentos do Nenê. Ato contínuo, entrou atabalhoadamente no barco, foi lá pra frente, cravou as mãos na borda, e olhando só para a frente, aguardou que o Nenê desse partida no Pé de Ferro e iniciasse a incursão. Lá vai o Nenê: afoga, puxa a fieira e nada. Desafoga, repete a operação, e nada. Aperta o bulbo, afoga novamente e puxa a fieira e...nada. Repetiu-se a operação por mais de 20 vezes: afoga, desafoga, engata, desengata, puxa fieira, e o resultado se repete. Nada. Já cansado, Nenê resolve ficar de pé, defronte ao motor. Engata, afoga, acelera e puxa a fieira. O Pé de Ferro pegou e saiu em disparada rio afora, o velho na frente com o olhar fixo no rumo que o barco seguia em alta velocidade. O Nenê? Bom, esse já tinha caído de cara na água com a arrancada do motor. O velho, todo alarmado, começou a gritar: "Nenê, tira a força, olha a praia. E nada. O velho gritou de novo, e nada, até que o barco subiu com tudo na praia do outro lado do rio, despejando o velho de cara na areia. Aí o velho levantou e gritou: "Nenê, seu filho da p...", você ficou surdo? Foi aí que viu o Nenê nadando lá pela outra margem do São Lourenço, doido pra sair da água. Cara, creio que coloquei algumas minhocas em sua cabeça, mas espero sinceramente ter ajudado. Abraço do Gilbertinho da Amazônia
  8. Gilbertinho

    Motor 25 ou 40hp

    Cara, você tem um problema. O 40 pesa bastante, porém o 25 não é nada leve. Se você tiver que enfrentar apenas essas alternativas, fique com o 25, menos pesado e mais novo. Mas entendo que no seu caso (considerando que não tem barco), o melhor mesmo seria um 15 HP de boa marca, que é suficientemente leve para manejar do carro para o barco e vice-e-versa, além de ser bastante versátil, econômico, com ótima manobrabilidade e bom desempenho, conferindo ainda maior segurança em navegação. Além disso, do ponto de vista de valor de revenda, bate nos outros dois. Já tive vários motores com potência de até 270 HP, e tenho 4 na atualidade, com potências de 8, 40, 115 e 270 HP, mas o "Quinzinho" dá muita saudade. Já que está acumulando uma reserva para a compra, pense nisso. Espero ter sido útil. Abraço do Gilbertinho da Amazônia
  9. Gilbertinho

    Vício e doença mental ou é normal?

    Marcão, quando fala em escambo, vejo uma coincidência com a historieta que contei na postagem logo acima: "troco uma coisa que não preciso por outra que também não preciso..." . Todo o resto de sua fala é correto, embora discorde da justificativa de comprarmos tralhas como medida preventiva. Somos viciados e insaciáveis mesmo, é preciso reconhecer.
  10. Gilbertinho

    Envelopar embarcação

    O Astra tem razão, o envelopamento tradicional vai cedo para o brejo, e o especial é por demais caro. A sugestão que ele deu em relação ao verniz automotivo é boa, e sua aderência pode ser bastante otimizada se você se dispuser a lixar a pintura original com lixa grão 2.000 para depois aplicar de 3 a 4 demãos de verniz PU, que é bem resistente e mantém as características de brilho do produto final. Abraços do Gilbertinho
  11. Gilbertinho

    Vício e doença mental ou é normal?

    O tema está pra lá de bem discutido. No meu pensar, fazendo uma auto-crítica sobre o que fiz em quase 50 anos (tenho 69 atualmente), conclui que reagimos até exageradamente em certos casos, segundo a atração exercida por alguma coisa, o que nos leva a ocultar os brinquedinhos que sorrateiramente compramos, quando dá, e quando não é possível recorremos à toda sorte de argumentos para justificar as aquisições, inclusive a nós mesmos, quando nos apercebemos que extrapolamos o limite do bom senso. Pessoalmente, já experimentei essa sensação de arrependimento, mas o que fazer, se num certo momento essa reação aflorou e acabei por comprar mais e mais do que já era suficiente? Alguém pensa que essa mania tem fim? De fato tem, é quando a gente morre, porque na verdade, substituímos uma coisa por outra no decorrer do tempo. Se de um lado coloquei num segundo plano as tralhas e quinquilharias da pesca, de outro me fixei em barcos, motores e veículos, tudo de uma forma exagerada, pois minhas necessidades apontam exatamente em sentido oposto, já que bastaria apenas uma unidade de cada um para atender minhas demandas. A meu ver, quem fez referência ao termo "acumulador", passou muito perto da resposta. Se isso for uma doença, sou mais um membro do clube, porque achar que isso é normal, no sentido lato do verbete, considero equivocado. Esse assunto me fez lembrar uma frase engraçada dita por um ancião alasquiano, dono de um ferro-velho (episódio da Grande Família do Alasca). Ele disse mais ou menos assim: "eu troco uma coisa que não preciso por outra que também não preciso, vendo outra coisa que não preciso para depois comprar outra que também não preciso". Acho que a gente meio que se enquadra nessa situação porque, ao menos no meu caso, já troquei iscas por iscas, comprei tantas outras que nunca usei, já tive inúmeros barcos ao longo do tempo e hoje tenho "apenas" quatro, quando só preciso de um, tenho cinco carros de uso pessoal, e se aparecer algum desses itens que me agrade...sei não! A cada besteira dessas que faço, minha filha (sou viúvo) indaga: outro? pra quê? E lá vou eu a dizer que é investimento, coisa e tal. Dileto amigo, não se preocupe, todos neste Fórum sofrem da mesma enfermidade, que aliás nos traz sempre muita alegria, chiadeira das briguentas à parte, sempre dá pra contornar, desde que atendamos também e bem todas as demandas delas e da filharada. Abraços do Gilbertinho
  12. Caro JC, Primeiro, quero registrar meu apreço por instituições sérias como o MPF, porém não vejo razão para me ver instado a mudar minha opinião. Uma coisa é reconhecer a relevância de sua atuação, num plano geral, outra é, por temor de possíveis consequências, renunciar ao direito de emitir opinião, num cenário em que evidencia um tratamento bastante distinto quando a pauta trata de interesses e demandas indígenas, que invariavelmente suprimem direitos e causam fortes impactos nas sociedades envolventes. Há muitos casos que corroboram essa assertiva, na medida em que, limitando-me a expor sobre a problemática indígena em Roraima, cito como exemplo a questão das linhas de transmissão de eletricidade no trecho Amazonas-Roraima, unidade federada que se vê ao longo dos anos dependente do fornecimento de energia elétrica pela Venezuela (Linhão de Guri), situando-nos como reféns de um país politicamente instável e sujeitando-nos a frequentes apagões. Veja que a decisão do STF sobre a Raposa do Sol estabelece que obras públicas não podem ser impedidas pelas populações indígenas, porém a realidade demonstra exatamente o contrário, sem que se verifique a preocupação do MPF quanto ao problema, que afeta indistintamente toda a população do estado. Tive oportunidade de tratar de assuntos relacionados à pesca esportiva em terras indígenas com a PGR, em Brasília e com procuradores federais em Manaus. Tratam-se de pessoas do mais alto gabarito, mas quando o assunto envolve populações indígenas, a balança pende para um único lado. Talvez isso decorra da preocupação com atos lesivos que venham a ser perpetrados por empresas e pessoas de má índole em suas relações com os povos indígenas, porém entendo que para eliminar os carrapatos não se faz necessário matar o boi, basta que o interesse na exploração do patrimônio material e/ou imaterial desses povos seja sempre balizado pelo MPF. mais: caro JC, nunca me furtei ao cumprimento da lei. No caso Jurubaxi, para ter uma ideia, em abril pessoalmente interpus pedido de audiência ao MPF/AM, onde compareceríamos acompanhados das lideranças locais. O objetivo era o de inteirar o procurador sobre o assunto e dele ouvir toda e qualquer instrução ou recomendação, de modo a nos alinharmos perfeitamente com as posições do MPF. Infelizmente, esse pleito não foi atendido. Quanto ao General Franklinberg, atual presidente da FUNAI, adianto que o conheci quando ainda dirigia a área de desenvolvimento socioambiental da Fundação. Na verdade, ele havia sido anteriormente indicado para ocupar a presidência da Fundação, notadamente diante de sua origem indígena. Isso não ocorreu em razão do veto de organizações indígenas, certamente incomodadas pelo seu histórico militar na Amazônia Ocidental. Com a exoneração do ex-presidente "Toninho", restabeleceu-se a condição necessária à sua assunção ao cargo que atualmente ocupa. Situo o General como pessoa de índole inatacável, preparado, muito experiente e conhecedor das sutilezas e dos multifacetados cenários que envolvem a Amazônia e as causas indígenas. E o melhor de tudo, é que se trata de pessoa de fácil acesso e sempre pronta ao diálogo. Quanto ao IBAMA, pouco tenho a dizer. A CF/1988 define sua competência em relação aos interesses de terceiros na realização de atividades econômicas em terras indígenas e, até onde sei e vejo, sua atuação não merece reparos, exceto pela crônica falta de recursos financeiros para fazer mais e melhor. Finalizando essa brevíssima manifestação, em meu pensar deveria ser criada uma representação que congregasse todas as associações de operadores de pesca da Amazônia, estabelecendo-se nisso um fortalecimento institucional capaz de rechaçar ameaças e dar curso a diretrizes amplas e planejadas, cuja execução resultaria na mudança dos atuais paradigmas, em todas as frentes, influenciando as políticas públicas do setor, a edição e aplicação das leis, a incorporação de atributos indispensáveis, como a responsabilidade social e um correto ordenamento pesqueiro, assegurando aos mercados a oferta de um produto turístico de primeira qualidade e uma política de preços acessíveis, focadas no crescimento quantitativo de pescadores que aspiram conhecer e pescar nas águas da nossa Amazônia. Venho há muito pregando essas ideias a um amontoado de surdos, o que me leva a concluir que estou a falar bobagens ou de algo meramente utópico. Cara, fica com Deus e tenha um bom final de semana. Abraços do Gilbertinho.
  13. Caríssimo JC, permita que eu comente o seguinte: Quando diz “caso seja homologada a T.I. Jurubaxi-Téa” podemos tirar o cavalo da chuva. A homologação é irreversível e, pior que isso, segundo a postado na página da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, no todo são 4 terras indígenas em processo de regularização. Logo Santa Isabel do Rio Negro passará a ter o mesmo destino de Pacaraima, em Roraima, que é hoje uma cidade encravada na Terra Indígena Raposa do Sol. Não duvido que um dia Manaus caia na mira da gula indigenista, afinal, seu próprio nome deriva da etnia Manaó. É bom que a FUNAI não se aperceba disso. Prejuízos socioeconômicos? Ora, nosso governo não quer nem saber se a população de Santa Isabel irá perder terras, empregos e negócios, basta ver o histórico da região da Raposa, onde fazendas altamente produtivas foram expropriadas, deixando patrões e empregados a ver navios. A história se repetirá, tenha 100% de certeza. Relativamente à leitura que faz sobre a questão do turismo nas terras de Santa Isabel, a razão mais uma vez lhe assiste. Não necessariamente pelo fato de estrangeiros virem para cá, o cerne do problema está nos altíssimos custos que qualquer empresário do ramo da pesca terá de assumir para fechar contratos com a representação indígena. Esse fator coloca na estratosfera os preços dos pacotes de pesca, e não se pode estender a culpa ao operador. Parece que você escolheu o dia para acertar em tudo, pois as organizações indígenas são fortemente influenciadas por ong alimentada por recursos financeiros e diretrizes que não interessam ao País, o que me faz lembrar saudosamente dos tempos do governo militar, em seu lema “integrar para não entregar” sobre a Amazônia. Infelizmente, os governos que o sucederam fazem diametralmente o oposto, estão entregando nossa Amazônia aos interesses internacionais. Os discursos demagógicos sobre o suposto espírito humanitário são nada mais que uma cortina de fumaça capaz de enganar os tolos de plantão, especialmente afamados artistas nacionais que residem em países europeus e norte-americanos. O interessante é que o próprio Ministério Público Federal embarcou nessa também, na medida em que silencia sobre o problema e apoia as iniciativas dessas organizações. Ops, vejo-me na contingência de retirar a assertiva elogiosa que lhe atribui há pouco. Ao ler seu comentário subsequente, não vejo como lhe dar inteira razão, porque todas as instituições federais que você cita estão envolvidas até o pescoço nesse processo de expropriação e destinação de terras públicas visando a criação de terras indígenas. Pessoalmente estive na Procuradoria-Geral da República, no MPF no Amazonas e na sede da Funai, em reuniões de trabalho com decisores. Quanto ao Ibama, é bom que o amigo saiba que ele é quem faz os estudos de campo para a pesca esportiva e a análise das peças técnicas produzidas pelas empresas interessadas. Infelizmente, não devo citar nomes, mas bem que gostaria de dar nome aos bois. O amigo diz que “a festa parece que vai acabar...”, e versa sobre investigações, coletas de provas, etc., e conclui dizendo que “tomara Deus que a River Plate não tenha pago nada a técnicos do IBAMA porque saber que isso é crime”. Caríssimo Kruel, só Deus sabe o que a empresa já passou e ainda tem de passar para iniciar as atividades de pesca no Jurubaxi. Ademais, em minha condição de consultor, jamais daria suporte a decisões dessa natureza. Ou tudo é feito em conformidade com a lei ou nada é feito, e isso sempre foi respeitado. Olha, você escreveu bastante, e gostaria mesmo de comentar literalmente tudo o que disse, porém, pelo adiantado da hora, limito-me a concluir comentando seu último parágrafo, ratificando meu entendimento que não apenas os rios de terras indígenas, mas todos os que detenham potencial pesqueiro para a pesca esportiva sejam devidamente zoneados conforme sua extensão, admitindo-se duas ou mais zonas de pesca que seriam, em homenagem ao Princípios da Legalidade e da Transparência, devidamente licitadas. Nesse caso, a exclusividade estaria assegurada a todas as empresas vencedoras de certames, o regramento garantiria a perpetuidade das espécies da ictiofauna, os ribeirinhos receberiam uma justa paga pela cessão dos direitos preferenciais de uso, os governos receberiam os tributos cabíveis e os pescadores esportistas pagariam preços razoáveis para exercitar seu esporte favorito, depois de namorar as mulheres. Dileto Capita, permita que eu faça alguns esclarecimentos: 1 - A FOIRN assinou contrato com a Liga (River Plate) dia 12 deste mês. Dois dias depois, resolveu que o contrato teria de ser alterado, e a empresa concordou, estando agora no aguardo da elaboração de Termo Aditivo ou coisa que o valha para que, enfim, o assunto seja encerrado; 2 - O contrato estabelece que a Liga (River Plate) irá operar unicamente na temporada 2017/2018, tempo necessário à elaboração de estudos de campo (ambientais e socioeconômicos); 3 - A Liga (River Plate) se valeu de duas lacunas na IN 03/2015/FUNAI para postular a autorização de pesca na temporada 2017/2018. É que não havia sido editado e publicado documento orientativo de elaboração dos Planos de Visitação, e não havia sido concluído e publicado o Termo de Referência aplicável para o turismo de pesca, como prevê a norma. A Funai-sede acolheu os argumentos e estendeu o prazo para apresentação dos Planos de Visitação. 4 - Segundo informado, a agenda da FOIRN prevê a licitação do Jurubaxi entre 2018 e 2019 (pós e pré-temporada), onde uma única empresa será escolhida para firmar contrato de longo prazo, como se deu no Marié, (10 anos); 5 - Independentemente do que vier, está decidido que a empresa irá participar da licitação, que será precedida da publicação do respectivo Edital. Finalizo renovando abraços. Gilbertinho
  14. Gilbertinho

    APOSENTADOS DEPOSITO DO 13 º SALARIO

    Shoji, Não é a primeira vez que você posta informações de interesse público. Logo passará a ser reconhecido como "Serviço de Utilidade Pública do FTB" Muito obrigado pela informação, vou registrá-la em minha agenda. Gilbertinho.
  15. Belíssima avaliação, Marcos Vinicius. De fato, o setor do turismo de pesca no país foi sempre desordenado, à falta de legislação que o regulamente, fazendo com que praticamente todo o empresariado envolvido na atividade receba a pecha de oportunistas e vigaristas, o que sempre testemunhei, inclusive de autoridades governamentais. Não por menos, vemos empresas disputando os mesmos espaços de pesca, como sempre se viu, cada qual objetivando oferecer o melhor produto a seus clientes e aumentar suas receitas, sua clientela e seu próprio status. Uma verdadeira batalha campal, mas o certo é que raras empresas buscam regularizar-se com foco no alcance de áreas preservadas que lhes assegurem maiores receitas e exclusividade em sua exploração. Vale tudo. A questão que envolve o Médio Rio Negro é bem mais ampla do que se imagina. Atualmente, são 4 terras indígenas em processo de regularização. Só a Jurubaxi-Téa reúne 4 rios de grande interesse da pesca esportiva, e não é nada fácil conseguir êxito em sua exploração. O problema central está em posições de difícil superação assumidas por organizações indígenas. Essas entidades entendem que as operadoras de turismo devam arcar com altos investimentos para ter acesso à atividade em terras indígenas. Para se ter uma vaga ideia do problema, veja que qualquer empresa se obriga a investir (a fundo perdido) o resultado de um ano de operações em obras e ações estruturais das aldeias, além de pagar caro por cargos e funções não dominadas pelos índios, como guias, fiscais, monitores, etc., mas o assunto não se esgota nisso. A empresa também deve arcar com todos os custos relacionados a estudos de capacidade de suporte, capacitações, fiscalização ambiental, planos de manejo pesqueiro e missões de monitoramento e ao final pagar elevadas compensações ambientais a título de remuneração de contratos. Some-se a isso os custos operacionais de qualquer empresa, tais como combustíveis, alimentos, bebidas, manutenção, mão-de-obra especializada, encargos, tributos e logística, entre outros. Veja que a logística se compreende voos charter, a um custo que varia de US$ 1.200 a US$ 1.500/hora, dependendo do tipo de aeronave (convencional ou hidroavião). O percurso de ida e volta entre Manaus e SIRN requer em torno de 4 horas de voo, levando a um total entre US$ 4.800 e US$ 6.000 por viagem, e em função do preço do pacote, é bastante comum que as aeronaves voem com capacidade ociosa, o que aumenta o problema. Esses fatores respondem pelos altos preços dos pacotes cobrados pelo empresariado quanto o assunto encerra terras indígenas. Outro ponto importante é o da exclusividade. Não é a empresa que defende essa condição, trata-se de imposição de entidades indígenas. Cito como exemplo o Rio Marié, que tem mais de 500 quilômetros de extensão e é explorada por uma única empresa. Pessoalmente, vejo como correto o zoneamento de um rio, permitindo que duas ou mais empresas nele atuem, em zonas de pesca delimitadas geograficamente e instruídas por estudos, técnicas e meios de preservação dos estoques de interesse da pesca esportiva e da própria cadeia alimentar envolvida. Isso permitiria o rateio dos investimentos forçados (obrigatórios), a redução dos preços de venda dos pacotes e o acesso a empregos por um coletivo bem maior, sem afetar dramaticamente a questão que você corretamente cita, como os impactos sobre a economia dos municípios no universo compreendido pela atividade turística (comércio, hospedagem, transportes, restaurantes, serviços, etc). Ao meu sentir, esse seria o cenário ideal, contudo, a inépcia governamental e o desconhecimento sobre o setor por parte de entidades indígenas e suas instituições parceiras, em geral organizações não-governamentais, acabam por formar decisões e posições bastante equivocadas, prejudicando empresas, pescadores e a socioeconomia dos municípios. É recomendável que as empresas que tradicionalmente desenvolvem atividades do turismo de pesca em SIRN busquem atualizar-se sobre a nova legislação incidente sobre a pesca em terras indígenas (IN/03/FUNAI/2015) e o que mais couber, sob pena de serem substituídas por outros interessados num futuro bem mais próximo do que se imagina. De outro lado, vejo que o setor deveria se unir contra esses adversários, estabelecendo armistício até que esforços comuns planejados e executados fossem satisfatoriamente alcançados, ainda porque tramita no Congresso um projeto de lei elaborado por quem nada entende do assunto, com o objetivo de auferir votos, e não definir soluções adequadamente balizadas. Com esses comentários, finalizo esse breve manifesto, não sem antes registrar a satisfação por sua qualificada postagem, que deve ser por todos reconhecida em função de sua pertinência e domínio sobre o tema. Abraço do Gilobertinho
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