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Bura

Expedição Alto Nhamundá e rio Paratucu - SET 2017!!!

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Olá amigos, vou relatar uma pescaria do começo da temporada amazônica 2017/2018, feita em setembro, nos rios Nhamundá e Paratucu, localizados na divisa entre os estados do Amazonas e Pará.

Fui convidado por amigos de Manaus, dos grupos Amazon Top e Os Desunidos, para essa expedição, em busca dos grandes Tucunarés Vazzolleri.

Eu saí de São Paulo, com destino a Manaus, onde encontrei parte dos amigos. Chegando, dei aquela rápida passada na loja Sucuri do amigo Jorge, e depois já fomos para Parintins, pois o restante do grupo nos aguardava para darmos início a expedição.

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Saímos de Parintins, em barco regional, rumo ao Alto Nhamundá, destino principal de nossa pescaria, pois tínhamos notícias de grandes “Vazzolleris” naquela região.

Iriamos pescar 3 dias e meio, e então partimos para primeira tarde de pesca já no alto Nhamundá, bem acima da boca do rio Paratucu, um de seus afluentes.

Enquanto não chegava nos primeiros pontos, pessoal jogava dominó...

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Na primeira tarde, ainda conhecendo a região, eu e meus parceiros de barco, Sávio e Paulo, pegamos apenas exemplares pequenos, mas muito brigadores, me surpreendendo pela força dos Vazzolleri em relação aos amarelos e azuis do sudeste. Ainda naquela tarde, amigos das outras voadeiras pegaram peixes de 60cm e 4kg, mas nós não tivemos a mesma sorte.

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Paulo, com seu primeiro tucuna...

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Savio também pegou o seu...

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No outro dia, logo cedindo já estávamos prontos para a batalha em periodo integral, reforçamos no café da manhã e bora pro rio.

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Fui com 3 conjuntos montados, sendo um com isca de hélice (Devassa 14cm), outro com stick/zara (Hunter Bait 14cm) e o terceiro com jig (Killer Jig 17g). Como falei no inicio do relato, essa pescaria foi em setembro, época que tínhamos acabado de lançar o stick Hunter Bait (14cm / 32g), então estava pilhado para levantar um gigante na isca.

Logo nos primeiros pontos, vieram as primeiras ações, e o tamanho aumentou um pouco em relação ao dia anterior...

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Por volta das 10:30h entramos em um grande lago e decidimos pescar só arremessando no meio para ver se encontrávamos os maiores, pois nas estruturas da margem só estávamos tendo ação de peixes menores. Fomos de uma ponta a outra “varrendo” o lago com todos tipos de isca, mas continuaram saindo apenas peixes pequenos. Para nossa surpresa, o guia disse que havia um igarapé próximo a entrada do lago que daria acesso a outro lago bem próximo de onde estávamos. Eu já queria ir direto ao outro lago, mas o amigo Sávio disse para irmos voltando e pescando em direção ao igarapé. A estratégia deu certo, e próximo a boca do igarapé ele acertou o primeiro grande Vazzoleri do nosso barco, numa isca de meia-água.

Peixe com 67cm e 5,5kg

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Isso nos deixou muito animados com o lago que estaria por vir e seguimos pescando dentro do pequeno igarapé até chegar na boca do lago.

Acertei um Tucuna na Hunter Bait, dentro do Igarapé!

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Dublê de Tucunas na mesma isca, ainda no igarapé...

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Entrando no lago, mudei para hélice Devassa, para ver se levantava meu troféu também, e logo veio a pancada, montou em cima da isca e saiu em disparada...Não era um gigante, mas era um peixe de respeito para a espécie.

61cm e 4kg.

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Após a soltura, voltei a pescar com a Hunter Bait, para tentar levantar um grandão nela, e emprestei uma Devassa cor fogo (nova na época) pois ele também queria levar um pancadão na hélice.

O Sávio teve muita ação na Devassa dentro desse lago, mas como o maior sempre escapa, em uma porrada forte, a fisgada acabou não se confirmando e perdemos o que seria mais um grande Tucunaré Vazzoleri.

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Após o almoço iriamos tentar chegar num lago de difícil acesso, com uma varação longa, estávamos até com moto serra, se fosse necessário. Eu estava muito animado para pescar em um lugar praticamente inexplorado. Porem a animação virou frustação, pois não conseguimos chegar ao tão esperado lago, pois a varação estava muito complicada, e nossa voadeira era muito grande e larga, chegando num ponto que ela não passava mais, e nem poderia ser carregada pela margem ou de qualquer outra maneira.

Abortamos a missão e como o próximo lago estava muito longe, decidimos pescar no rio mesmo, em direção ao barco-mãe, nas bocas de igarapés. Foi uma ótima estratégia, pois em cada boca que pescamos, encontramos cardumes de tucunarés, muito ativos na hélice. Tenho até varias pancadas filmadas na Go-Pro.

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Link do vídeo com os ataques...

 

Antes de escurecer paramos para pescar peixe de couro, pois nosso guia disse que pegava muitas Pirararas no Nhamundá.

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Em pouco tempo a primeira corrida, na vara do amigo Paulo. Bela Pirarara!!!

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Ficamos mais um tempo no ponto, mas não bateu mais nenhuma, mudamos de ponto, porem sem sucesso novamente. Decidimos ir embora, mas no caminho de volta encontramos uma voadeira de amigos pescando, e decidimos darmos mais uma parada, para tentarmos mais alguma Pirarara.

Rapidamente a vara do amigo Sávio puxa, mas na fisgada sua linha estoura, ele ficou meio sem entender o que aconteceu, e antes que terminasse de preparar sua nova linha foi a minha vez, puxada firme e constante, fisguei e confirmei. Daí foi só alegria, muitas tomadas de linha e embarcamos mais uma Pirarara para encerrar o dia.

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A noite no barco-mãe, fizemos uma reunião com todos pescadores e decidimos que mudaríamos a estratégia, pois apesar de todos estarem pegando bastante peixe, os grandes não estavam aparecendo na quantidade que imaginávamos, além de os próximos lagos estarem muito acima de onde estávamos pescando e como nosso tempo era curto, resolvemos descer para o rio Paratucu, outro local com potencial enorme para grandes Tucunarés Vazzoleri.

Todos concordaram, e lá fomos nós. Amanhecemos já no Paratucu e subimos bastante de voadeira para descermos pescando. Porem a pescaria se mostrou bem diferente do que estávamos encontrando no Nhamundá, afinal nossos guias eram das comunidades de Nhamundá e pouco conheciam os pontos de pesca do Paratucu, que é um rio bem estreito e cheio de ressacas, porem muito rasas e com um tipo de alga no fundo que nunca havia visto na Amazônia, dificultando muito nossa pescaria. Entrávamos em locais muito promissores e todos eles rasos e cheios de algas. Passamos a pescar no rio, em pedrais e nas poucas bocas e praias que encontrávamos.

Foi um dia difícil, com pouquíssimas ações, e só de peixes pequenos.

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O amigo Sávio pegou um peixe parecido com um cará, chamado de Papagaio na região, peixe bem forte para o tamanho.

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O ponto alto do dia foi o encontro de todos pescadores da expedição para o almoço, não faltou animação e risadas...

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O amigo Esquerdinha do grupo Amazon Top, que estava em outra voadeira, pegou um gigante Vazzolleri de 74cm, muito lindo.

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Ia se iniciar nosso ultimo dia de expedição, não estávamos muito animados, pois o dia anterior havia sido o mais fraco para praticamente todos pescadores, porem mantivemos a estratégia de subirmos o rio e descer pescando. No caminho encontramos um ribeirinho, numa canoa de madeira à remo, pescando com linhada de mão, para comer. Perguntamos a ele se o rio era realmente bom de peixe e se tinha tucunaré grande. Prontamente ele disse que sim, que o rio tinha muito peixe grande! Falamos sobre as algas e os locais muito rasos que tanto atrapalhavam nossa pescaria e ele nos disse que eram nesses locais que estavam os grandes tucunarés. Pois eles se escondiam em meio as algas e que a isca precisava passar em cima da cabeça deles, daí a porrada era certeira.

Ficamos bem mais animados, porque praticamente não pescamos em nenhum desses locais, pois enroscávamos muito nossas iscas nas algas, o que fazia a gente desistir logo e mudar de ponto.

Decidimos então insistir em cada ressaca ou lago que entrássemos, mesmo cheios de alga e enroscando muito, seguimos insistindo, com os ânimos renovados.

Em um desses lagos cheios de alga, estava eu com a Hunter Bait, zarando por entre as algas, pois era impossível “stickar” a isca nesse local, quando um peixe risca a água e ataca em cheio a Hunter. Na hora eu já gritei... GIGANTE!!! Ele saiu tomando linha, saltando e deixando alga pendurada por toda minha linha kkkk. Depois dos primeiros momentos de tensão, embarcamos o troféu que eu tinha ido buscar nessa expedição.

Pesou 14lb (6,3kg) no boga original e mediu 76,5cm.

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As fotos acima foram retiradas do vídeo da captura, que ainda estou editando.

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Depois do peixe embarcado, estávamos muito euforicos e acabamos que não fizemos fotos tão boas...

Soltando o grandão...reparem no fundo de algas...muitas vezes elas chegam até a superfície...

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Voltamos à pescar, e antes de pararmos para almoçar o parceiro Sávio, no mesmo esquema, driblando as algas, acertou mais um troféu!!!

5kg e 69cm

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Paramos para almoçar e nos restava só mais algumas horas de pesca e nosso amigo Paulo ainda não havia acertado um grande exemplar de Vazzolleri.

Com muita insistência ele também pegou seu tão esperado Tucunão!!!

4,5kg e 65cm

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Ainda deu tempo que pegar mais um pequeno na Devassa cor nova, Black Nemo...

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E assim encerramos nossa pescaria, com todos parceiros de barco pegando grandes Tucunarés e Pirararas (só faltou o Sávio, mas teve ação).

Gostaria de agradecer primeiro aos amigos dos grupos Amazon Top e Os Desunidos pelo contive para essa expedição. Mas principalmente agradecer aos parceiros de barco, Sávio e Paulo, pois a descontração e companheirismo de nosso barco foi algo sensacional, muitas risadas, brincadeiras, piadas, cervejas e muito peixe, vocês foram fera demais, além de grandes pescadores.

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Valeu, abraços.

 

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12 minutos atrás, Marcelo Terra disse:

Belo relato Bura!!! palmas::

Boa dica do ribeirinho hein :good:

Parabéns a todos os pescadores...

:amigo:

Obrigado Marcelo!!!

Nossa, a dica salvou a pescaria!!!

Abs

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Parabéns Bura.

Bela pescaria.

Fui ao Juma no final de setembro e também levei a recém lançada Hunter Bait , inclusive acabei comprando pois vi que era uma réplica da Red Pepper Magnum.

Foi difícil de achar porque nenhuma loja tinha ainda. 

E por sorte meu maior peixe saiu nela.

Abraço.

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20 horas atrás, Viapiana disse:

Parabéns a todos, belo relato e show de pescaria!

 

Abraço.

Valeu parceiro, essa pescaria foi muito show, apesar de algumas dificuldades!!! Abraços!!!

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17 horas atrás, FabianoTucunare disse:

Show de pescaria. Os ribeirinhos sabem tudo.... parabens. DEUS NÃO conta os dias que passamos pescando...

Valeu Fabiano!!! Verdade cara, se não fosse a conversa com eles não teriamos tido sucesso...Abraços

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2 horas atrás, Gabriel Bragatto disse:

Parabéns Bura.

Bela pescaria.

Fui ao Juma no final de setembro e também levei a recém lançada Hunter Bait , inclusive acabei comprando pois vi que era uma réplica da Red Pepper Magnum.

Foi difícil de achar porque nenhuma loja tinha ainda. 

E por sorte meu maior peixe saiu nela.

Abraço.

Valeu Gabriel!!! Fui no Juma final de Novembro também e mais uma vez o maior saiu na Hunter Bait, porem a pescaria estava muito dificil e saiu muito mais no jig, mas o grande foi na Hunter.

Se tiver a foto do seu grandão na Hunter, manda para gente!!!

Abraços

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Grande Bura,

Fico feliz em ver que sua pescaria resultou em belos exemplares !

O esquema do Nhamundá com a água no nível adequado é campeão !

Acredito que grande parte desses tucunas foram embarcados ao longo do Nhamundá, não ?

No Paratucu, onde os vazoleris são mais presentes, é preciso conhecer "as manhas do local", pois tem muitas áreas rasas que impedem um maior progresso, mas também apresenta um resultado excelente ! Das vezes em que estive (2) por lá, as recordações que ficaram foram grandes (uma ótima e outra, nem tanto...), mas fazem parte da pescaria !

As iscas "matadeiras" (na época) eram as Rapalas (tradicionais) de superfície e meia água, além dos "jigs" de cor vermelha e branco. Bons tempos, onde os cardumes estouravam no Lago da Lua...

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19 horas atrás, Kid M disse:

Grande Bura,

Fico feliz em ver que sua pescaria resultou em belos exemplares !

O esquema do Nhamundá com a água no nível adequado é campeão !

Acredito que grande parte desses tucunas foram embarcados ao longo do Nhamundá, não ?

No Paratucu, onde os vazoleris são mais presentes, é preciso conhecer "as manhas do local", pois tem muitas áreas rasas que impedem um maior progresso, mas também apresenta um resultado excelente ! Das vezes em que estive (2) por lá, as recordações que ficaram foram grandes (uma ótima e outra, nem tanto...), mas fazem parte da pescaria !

As iscas "matadeiras" (na época) eram as Rapalas (tradicionais) de superfície e meia água, além dos "jigs" de cor vermelha e branco. Bons tempos, onde os cardumes estouravam no Lago da Lua...

Fala mestre Kid, blz?

Obrigado meu amigo.

Realmente a grande maioria dos Tucunas foram pegos no rio Nhamundá, mas só pescamos acima da boca do Paratucu, na verdade bem acima.

Daí os maiores foram pegos no Paratucu, mas uma pescaria mais dificil de mais qualidade e bem menos quantidade. E realmente esse rio tem muitas manhas que o Nhamundá não tem...

As iscas mais eficientes nessa pescaria foram hélices e sticks. As zaras também pegaram, mas menos. Jigs e meia água usamos para cobrir rebojos e se mostraram fundamentais garantindo bons peixes, sendo os jigs mais pegadores hehehe. As cores que você citou realmente fizeram a diferença. 

 

Abraços

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3 horas atrás, Octávio Justo do Amaral disse:

Muito bom!

Nada melhor que conversar com os locais... por varias vezes, mesmo com a pescaria estando ótima, eu paro e converso, eles sempre tem umas dicas que salvam ainda mais a pescaria!

Parabéns!
Abraços,

 

Valeu Octavio!

Verdade sempre bom falar com os locais, pois as vezes pequenos detalhes fazem a diferença...E foi o que aconteceu nessa pescaria.

Abraços

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