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Fábio Neves

[RESENHA] - Como tirar o tucunaré do igapó?

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Como tirar o Tucunaré do Igapó?

Planejar uma big pescaria na Amazônia e na hora H encontrar um repiquete, ou mesmo a cheia, é situação bastante comum.

É só fazer as contas: temos de 4 a 6 semanas excelentes numa temporada (nas outras 20 temos de administrar o prejuízo).

Das 6 vezes que estive no Rio Negro, em apenas 1 eu encontrei a água no nível adequado (aí é como estar no paraíso).

Sabemos que durante o repiquete o peixe deixa de atacar e tende a se esconder na mata igapó.

Como administrar este prejuízo? O que fazer para se adaptar à natureza e mesmo diante da diversidade ter um bom número de capturas?

Nesta semana a Revista Pesca Esportiva (Ed. 142) trouxe uma matéria assinada pelo Ian de Suloki que abordou o tema de forma muito apropriada. Vou transcrever as dicas sugeridas por ele, me dando o direito de fazer alguns comentários.

arrow:: Se você pegar repiquete no afluente, volte para o negrão. Ele pode salvar a sua pescaria, visto que é menos susceptível às oscilações de água, devido à sua grande caixa.

O gráfico abaixo ilustra bem este conceito:

Imagem Postada

Enquanto no afluente (Rio Branco) o nível da água oscila abruptamente, no Negro o processo é muito mais gradual.

arrow:: Abandone os lagos e ressacas alagados e procure estruturas com maior concentração de peixes nesta situação, como:

- Praias submersas com cabibizal

- Pontas de terra com barranco exposto

- Pontas de ilha com pouca inundação na mata

- Entradas de lagos com molongó

arrow:: Seja persistente e explore ao máximo um ponto promissor:

Se for o caso desligue o elétrico, e se tiver correnteza, desça a poita. Agora é pinchar sem preguiça. Comece pelas iscas barulhentas para atrair o peixe (hélice e popper), vá para as mais lentas de superfície (zara e stick), e se não tiver atividade ou o peixe acompanhar e não atacar, é hora de tirar todo arsenal da bolsa. Dê especial atenção às iscas erráticas de subsuperfície e os volumosos jigs. Varie os tamanhos e cores, bem como a velocidade do trabalho. Paciência é a chave do sucesso.

arrow:: Reforce a tralha:

Com a água no igapó, em quase 100% das vezes o tucunaré vai se refugiar no meio da pauleira. Nesta situação, suas chances são mínimas, então não as desperdice. Nada de usar vara 18lb, linha 50lb, garatéia original e snap vagabundo!

Na última pescaria, vi snap 100lb virando arame reto, linha multi de 65lb estourando e vara de 25lb quebrando. Sugiro que quem ainda não conhece, leia o tópico do Fabrício sobre a tralha adequada:

http://www.turmadobigua.com.br/forum/viewtopic.php?t=1294

arrow:: Se o tucunaré não vem ao pescador, o pescador vai até o troféu:

Isso mesmo, a sugestão é entrar no igapó. Seja de barco, através de canais, ou mesmo a pé.

Nunca pesquei nesta situação, mas a matéria do Ian refere grande produtividade, principalmente de pequenos exemplares. É fundamental utilizar uma vara de ação mais lenta, visto que muitas vezes os pinchos devem ser laterais ou mesmo inferiores. Vou tentar na próxima vez.

arrow:: Se nada disso funcionar é hora de tentar arrancar as feras do rio. Pirararas e piraíbas são comumente capturadas na cheia. Por isso vale a pena carregar uma vara adequada a esta técnica. Finalmente, lembre-se que você está entre amigos, e tomar cachaça e jogar conversa fora, sem dúvida é melhor que um estressante dia de trabalho.

Em março deste ano, encontramos a maior cheia das últimas décadas. Utilizamos as técnicas sugeridas nesta matéria e comprovamos a sua eficácia. Boas pescarias!

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Nesta semana a Revista Pesca Esportiva (Ed. 142) trouxe uma matéria assinada pelo Ian de Suloki que abordou o tema de forma muito apropriada. Vou transcrever as dicas sugeridas por ele, me dando o direito de fazer alguns comentários.

Acabei de ler a matéria, achei muito boa!

Inclusive sai nas páginas da Foto do Leitor, hehe, Olhem la: Pedro Dominguete, só colocaram a isca errada.

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Acabei de ler a matéria, achei muito boa!

Inclusive sai nas páginas da Foto do Leitor, hehe, Olhem la: Pedro Dominguete, só colocaram a isca errada.

Pedro,

A sua foto tá nota 10. Lindo tucunão.

A isca é uma Curinga da Aicas?

Se for, ela pode sim ser considerada um jig, ou melhor um tubejig.

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Acabei de ler a matéria, achei muito boa!

Inclusive sai nas páginas da Foto do Leitor, hehe, Olhem la: Pedro Dominguete, só colocaram a isca errada.

Pedro,

A sua foto tá nota 10. Lindo tucunão.

A isca é uma Curinga da Aicas?

Se for, ela pode sim ser considerada um jig, ou melhor um tubejig.

Valeu companheiro!! é a coringa mesmo... ::tudo::

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:bompost:

Lindo Post Fábio....Muito boa a resenha!!!!

A minha primeira pescaria na região, encontrei essa situação, e digo que é osso tirar o troféu....mas com essas dicas, aumenta a probabilidade!!

joia:::

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Grande!!!

Em novembro do ano passado passei por isso e tive que batalhar para achar UM bocudão!!!

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Show! São os macetes para os grandes bocudos. Gostaria de acrescentar, apenas, que, quando existem mudanças severas nos níveis dos rios, como baixas muito rápidas ou repiquetes, os bocudos tendem a se posicionar nas bocas dos lagos, portanto vale explorar bem uns 30 metros acima e uns 50 metros abaixo das bocas dos lagos, nos barrancos ou praias. Sempre dá alguma coisa.

Abraços

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Acredito que esse seja um do maiores medos de quem vai pescar na região amazônica, chorei:: um repiquete chorei:: , mas com essas dicas vi que há esperança, e aí é só manter a calma e as iscas na agua pra não perder a pescaria. Obrigado pelo post.

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Ufa... quando li o inicio do post, pensei que teria um video de como retirar o tucunaré do ... :gorfei: :gorfei: :gorfei: , igual o da piramboia... Esse mundo tá pra acabar mesmo.

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Estava olhando esse tópico e lembrei que em 2013 foi exatamente essa a situação que vivi. Conversando com o guia, resolvemos investir na pescaria no Igapó.

Compartilho a foto de um tucuna de 6kg que pegamos no meio do igapó, arremessando a T20 n máximo 8 a 10 metros. 

Perseverar sempre!!!

Abraços a todos.

DSC_0474.JPG

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Conheço o Ian desde 1999, é um sósia perfeito do John Travolta, e conhece a fundo a pesca esportiva. Suas dicas são muito valiosas, mas diante dos insucessos de muita gente por conta de repiquetes e alto nível das águas, vale a pena acrescentar (ou complementar) uma dica: quando contatar um operador de pesca, pergunte se o local pretendido tem trechos de terra firme, que são áreas de barrancos não sujeitas á formação de igapós. Se a resposta for positiva, é bem possível que  você salve sua pescaria nessas ocasiões, pescando nessas áreas. É importante ter em conta que os igapós impedem que se arremesse onde os cardumes se concentram, o que não pode ser confundido com áreas onde os peixes se refugiam.   

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