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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

Fábio Neves

Biguá Team
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Histórico de Reputação

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    Fábio Neves recebeu reputação de Fabrício Biguá em Repiquete Team na amazonia - the filhotera hunters   
    Show de relato brother! Nem parece que você fala espanhol!!
    Gostaria de agradecer a equipe do Angatu Mirim, que não mediu esforços para tentar driblar o repiquete. Minha opinião é isenta, visto que não tenho qualquer vínculo com operadoras de pesca!
    Piloteiros tops (Adriano, Sabá e Edilson), comida saborosa, camareira com cuidado especial com a roupa, garçom atencioso, prático que subiu o Uneiuxi na tora a noite toda. Concluindo: serviço nota 10. 
    Os barcos novos, com motores em ótima condição. Gasolina a vontade. Baterias que duraram o dia todo. Geleiras grandes que garantem cerveja gelada o dia todo (e olha que o Renato bebe prakarai!).
    Pontos a melhorar: colchões dos beliches precisam ser trocados. Guias precisam receber material básico de apoio à pesca, como alicate, boga e passaquá.
    Em relação a turma... Sem comentários!! São os pinguins mas gente boa que eu conheço!!! Valeu Repiquete Team!!!
  2. Like
    Fábio Neves recebeu reputação de ArthurCaillard em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Prezados, bom dia.
    Tenho ficado um pouco afastado dos Fóruns de Pesca, mas não posso deixar de compartilhar minha opinião sobre este tema.
    Pesco na amazônia desde 2004, cerca de duas vezes por ano. Nestas vinte e poucas semanas eu tive apenas duas semanas excelentes e umas três boas. No resto foi FERRO!! Mesmo nas semanas boas, fiquei pelo menos um dia dedão, visto que pesco quase exclusivamente de hélice, pois acho que seleciona peixe grande.
    Fui um dos primeiros pescadores esportivos a pescar em SIRN, antes de qualquer operação de pesca estruturada na região. Mesmo tendo todos os rios a minha disposição, na maioria das semanas foi FERRO!!
    São muitas variáveis climáticas, físicas e organizacionais envolvidas! A chance de tudo conspirar a favor é mínima! Quem vai achando que a cada arremesso é uma ação, com certeza vai se frustrar. Várias vezes eu saí de lá falando algo do tipo: "Isso aqui não me pega mais!!", "Nunca mais eu volto nesta m...!", "Esse operador FDP tá de sacanagem comigo!"...etc.
    Mas eu sempre voltava, por dois motivos:
    1- A sensação de pegar um troféu é indescritível! Faz você esquecer todo o sofrimento das jornadas frustradas!
    2- Com o tempo aprendi a valorizar mais a pescaria que o peixe!
    Comecei a curtir cada momento, da chegada a Manaus ao retorno para casa: o banho de rio, a noite com o céu estrelado, as cachaças no deck do barco, os fogos de chão, os papos cabeça, o baralho, as piadas e, principalmente, os novos amigos fisgados a cada semana! HOJE, TENHO MAIS AMIGOS NA PESCA ESPORTIVA QUE FORA DELA!
    Também passei a prestar mais atenção na técnica de pesca, na melhoria das minhas habilidades. Comecei a sentir prazer em acertar a isca naquela loca, fazer um trabalho diferente, escolher o tipo de isca mais produtiva para a condição de pesca, aprender a fazer leitura do rio... etc. Peixe passou a ser consequência!!  EU GOSTO É DE PESCAR!!
    Um marco na minha jornada de pescador amazônico, foi a comparação entre duas turma de pesca:
    - Na primeira, estávamos em 14 pescadores e TODOS pegaram peixe acima de 20lb. Na hora de recolher a caixinha, vários se recusaram a participar do rateio por motivos bestas, puro mimimi... fulano não falou bom dia para mim, beltrano deixou a cerveja esquentar, zezinho posicionou mal barco, etc... 
    - Na segunda, pegamos repiquete no afluente e nem peixe para o assado conseguimos capturar. Nem praia para o Luau existia no rio!! Quando chegava a noite no barco hotel, era só felicidade, turma alegre, ouvindo música, jogando truco, cozinhando, contando piada... sabe quantas reclamações eu ouvi? ZERO!!
    A mensagem é: ESCOLHA BEM SEUS PARCEIROS DE PESCA!! COM CERTEZA O PASSEIO VAI SER TOP!!
     
    Em relação ao rodízio dos operadores, eu acho que falta transparência e clareza nas regras. Mas alguma regra é melhor que nenhuma!
    É mandatório algum tipo de ordenamento pesqueiro na região!
    SIRN não suporta os 50 barcos de Barcelos. A estrutura de pesca é restrita, pois o rio negro fica muito na caixa naquela região (menos lagos, ressacas, ilhas e paranas).
    Espero que a regulação seja aprimorada a cada ano e que estes recursos não caiam na mão dos estrangeiros!!
     
     
     
     
  3. Like
    Fábio Neves recebeu reputação de Fabrício Biguá em [Torresmo Açu] 26.5lbs, 24lbs, 22.5lbs, 22lbs e outros...   
    Top, meus amigos!!
    Foi uma pena não estar com você, mas 2018 tamo junto!!
  4. Like
    Fábio Neves recebeu reputação de Lucca Brasi em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Prezados, bom dia.
    Tenho ficado um pouco afastado dos Fóruns de Pesca, mas não posso deixar de compartilhar minha opinião sobre este tema.
    Pesco na amazônia desde 2004, cerca de duas vezes por ano. Nestas vinte e poucas semanas eu tive apenas duas semanas excelentes e umas três boas. No resto foi FERRO!! Mesmo nas semanas boas, fiquei pelo menos um dia dedão, visto que pesco quase exclusivamente de hélice, pois acho que seleciona peixe grande.
    Fui um dos primeiros pescadores esportivos a pescar em SIRN, antes de qualquer operação de pesca estruturada na região. Mesmo tendo todos os rios a minha disposição, na maioria das semanas foi FERRO!!
    São muitas variáveis climáticas, físicas e organizacionais envolvidas! A chance de tudo conspirar a favor é mínima! Quem vai achando que a cada arremesso é uma ação, com certeza vai se frustrar. Várias vezes eu saí de lá falando algo do tipo: "Isso aqui não me pega mais!!", "Nunca mais eu volto nesta m...!", "Esse operador FDP tá de sacanagem comigo!"...etc.
    Mas eu sempre voltava, por dois motivos:
    1- A sensação de pegar um troféu é indescritível! Faz você esquecer todo o sofrimento das jornadas frustradas!
    2- Com o tempo aprendi a valorizar mais a pescaria que o peixe!
    Comecei a curtir cada momento, da chegada a Manaus ao retorno para casa: o banho de rio, a noite com o céu estrelado, as cachaças no deck do barco, os fogos de chão, os papos cabeça, o baralho, as piadas e, principalmente, os novos amigos fisgados a cada semana! HOJE, TENHO MAIS AMIGOS NA PESCA ESPORTIVA QUE FORA DELA!
    Também passei a prestar mais atenção na técnica de pesca, na melhoria das minhas habilidades. Comecei a sentir prazer em acertar a isca naquela loca, fazer um trabalho diferente, escolher o tipo de isca mais produtiva para a condição de pesca, aprender a fazer leitura do rio... etc. Peixe passou a ser consequência!!  EU GOSTO É DE PESCAR!!
    Um marco na minha jornada de pescador amazônico, foi a comparação entre duas turma de pesca:
    - Na primeira, estávamos em 14 pescadores e TODOS pegaram peixe acima de 20lb. Na hora de recolher a caixinha, vários se recusaram a participar do rateio por motivos bestas, puro mimimi... fulano não falou bom dia para mim, beltrano deixou a cerveja esquentar, zezinho posicionou mal barco, etc... 
    - Na segunda, pegamos repiquete no afluente e nem peixe para o assado conseguimos capturar. Nem praia para o Luau existia no rio!! Quando chegava a noite no barco hotel, era só felicidade, turma alegre, ouvindo música, jogando truco, cozinhando, contando piada... sabe quantas reclamações eu ouvi? ZERO!!
    A mensagem é: ESCOLHA BEM SEUS PARCEIROS DE PESCA!! COM CERTEZA O PASSEIO VAI SER TOP!!
     
    Em relação ao rodízio dos operadores, eu acho que falta transparência e clareza nas regras. Mas alguma regra é melhor que nenhuma!
    É mandatório algum tipo de ordenamento pesqueiro na região!
    SIRN não suporta os 50 barcos de Barcelos. A estrutura de pesca é restrita, pois o rio negro fica muito na caixa naquela região (menos lagos, ressacas, ilhas e paranas).
    Espero que a regulação seja aprimorada a cada ano e que estes recursos não caiam na mão dos estrangeiros!!
     
     
     
     
  5. Like
    Fábio Neves recebeu reputação de Rafael Cunha em Amazônia - Pescaria frustrada (de novo)   
    Prezados, bom dia.
    Tenho ficado um pouco afastado dos Fóruns de Pesca, mas não posso deixar de compartilhar minha opinião sobre este tema.
    Pesco na amazônia desde 2004, cerca de duas vezes por ano. Nestas vinte e poucas semanas eu tive apenas duas semanas excelentes e umas três boas. No resto foi FERRO!! Mesmo nas semanas boas, fiquei pelo menos um dia dedão, visto que pesco quase exclusivamente de hélice, pois acho que seleciona peixe grande.
    Fui um dos primeiros pescadores esportivos a pescar em SIRN, antes de qualquer operação de pesca estruturada na região. Mesmo tendo todos os rios a minha disposição, na maioria das semanas foi FERRO!!
    São muitas variáveis climáticas, físicas e organizacionais envolvidas! A chance de tudo conspirar a favor é mínima! Quem vai achando que a cada arremesso é uma ação, com certeza vai se frustrar. Várias vezes eu saí de lá falando algo do tipo: "Isso aqui não me pega mais!!", "Nunca mais eu volto nesta m...!", "Esse operador FDP tá de sacanagem comigo!"...etc.
    Mas eu sempre voltava, por dois motivos:
    1- A sensação de pegar um troféu é indescritível! Faz você esquecer todo o sofrimento das jornadas frustradas!
    2- Com o tempo aprendi a valorizar mais a pescaria que o peixe!
    Comecei a curtir cada momento, da chegada a Manaus ao retorno para casa: o banho de rio, a noite com o céu estrelado, as cachaças no deck do barco, os fogos de chão, os papos cabeça, o baralho, as piadas e, principalmente, os novos amigos fisgados a cada semana! HOJE, TENHO MAIS AMIGOS NA PESCA ESPORTIVA QUE FORA DELA!
    Também passei a prestar mais atenção na técnica de pesca, na melhoria das minhas habilidades. Comecei a sentir prazer em acertar a isca naquela loca, fazer um trabalho diferente, escolher o tipo de isca mais produtiva para a condição de pesca, aprender a fazer leitura do rio... etc. Peixe passou a ser consequência!!  EU GOSTO É DE PESCAR!!
    Um marco na minha jornada de pescador amazônico, foi a comparação entre duas turma de pesca:
    - Na primeira, estávamos em 14 pescadores e TODOS pegaram peixe acima de 20lb. Na hora de recolher a caixinha, vários se recusaram a participar do rateio por motivos bestas, puro mimimi... fulano não falou bom dia para mim, beltrano deixou a cerveja esquentar, zezinho posicionou mal barco, etc... 
    - Na segunda, pegamos repiquete no afluente e nem peixe para o assado conseguimos capturar. Nem praia para o Luau existia no rio!! Quando chegava a noite no barco hotel, era só felicidade, turma alegre, ouvindo música, jogando truco, cozinhando, contando piada... sabe quantas reclamações eu ouvi? ZERO!!
    A mensagem é: ESCOLHA BEM SEUS PARCEIROS DE PESCA!! COM CERTEZA O PASSEIO VAI SER TOP!!
     
    Em relação ao rodízio dos operadores, eu acho que falta transparência e clareza nas regras. Mas alguma regra é melhor que nenhuma!
    É mandatório algum tipo de ordenamento pesqueiro na região!
    SIRN não suporta os 50 barcos de Barcelos. A estrutura de pesca é restrita, pois o rio negro fica muito na caixa naquela região (menos lagos, ressacas, ilhas e paranas).
    Espero que a regulação seja aprimorada a cada ano e que estes recursos não caiam na mão dos estrangeiros!!
     
     
     
     
  6. Upvote
    Fábio Neves recebeu reputação de Eder Nascimento em Alto Rio Trombetas - Setembro 2017- Pimenta Fishing - Espetacular!   
    Excelente relato. Parabéns a toda turma!!
  7. Upvote
    Fábio Neves recebeu reputação de Fabricio.Passos em Balbina - Diversão Garantida   
    Depois de três fracassos consecutivos em SIRN, estava procurando uma pescaria que proporcionasse elevado número de ações. O foco era o tucunaré, capturado com iscas de superfície. Conversando sobre a minha fase de pouca sorte com meu tio, Eduardo Zaparolli, ele me falou que o grupo de pesca dele tinha pescaria agendada para Balbina e ainda tinha vaga. Disse-me que era a nona pescaria da turma naquele local e que sempre tiveram bom resultado.
    O destino:
    O lago de Balbina, fruto do represamento do rio Uatumã, tem uma extensão de 2.360 km2. Sua usina hidrelétrica produz apenas 250 megawatts, cerca de 30 vezes menos que Tucuruí, que possui área semelhante. Além disso, a matéria orgânica alagada produz três vezes mais gases estufa que uma termoelétrica de mesma produção.
    Em suma, esta usina inaugurada em 1989, pode ser considerada um desastre ecológico sem precedentes, porém gerou um grande cenário para a pesca esportiva. Como forma de minimizar o impacto ambiental, foi criada em 2005 a Reserva Biológica do Rio Uatumã (REBIO), o que proporcionou o aumento crescente da população de tucunarés na represa. Outra vantagem é que o lago não sofre grande influência do regime de chuvas podendo-se realizar pescarias produtivas o ano todo. Em outras palavras, não tem REPIQUETE!

    O "paliteiro" infinito do lago de Balbina.
    Para quem tiver uns dias sobrando, Presidente Figueiredo é famosa por suas lindas cachoeiras.

     
    O receptivo:
    Utilizamos os serviços da pousada Ilha do Jeff. http://ilhadojeff.com.br/novosite/
    São cerca de 130 km de Manaus a Presidente Figueiredo e depois mais 50 km até a comunidade "Rumo Certo", localizada às margens do lago.
    Da comunidade até a Ilha do Jeff são mais 30 minutos de voadeira.

    A pousada tem a proposta de ser rústica e integrada à natureza. Nada de TV, sinal de celular, wifi, telefone, chuveiro quente ou ar condicionado. De tudo, o que mais faz falta é o ar condicionado, pois enfrentar o calor da amazônia apenas com ventilador é duro!

     A comida é de estilo caseira, saborosa e sem muita frescura. A equipe é cordial e prestativa. Os barcos e motores estão em excelente estado, mas não utilizam motor elétrico. O piloteiro utiliza remo, contudo sem comprometer o posicionamento do barco.
    Os preços são justos e podem ser consultados no próprio site: http://ilhadojeff.com.br/novosite/index.php/pacotes
    Gastei R$ 1.800,00 por três dias de pesca em sistema "All Inclusive", incluindo traslado e pernoite da chegada.
    Aproveito para declarar que não possuo qualquer "Conflito de Interesse" em relação ao receptivo. A minha opinião é baseada em visita única ocorrida em abril de 2017.
     
    O alvo:
    O objetivo era capturar o tucunaré de Balbina, o Cichla vazzoleri, que é bem menor que o seu primo nobre do rio Negro (Cichla temensis), porém mantém a mesma agressividade e força. Esta espécie chega aos 7 kg, contudo exemplares de 5 kg já podem ser considerados excepcionais. O padrão mais frequente de captura são peixes entre 1 e 2 kg.

    A coloração segue a do Tucunaré Açu com espécimes Paca, Açu e Paca-açu, porém as nadadeiras e a cauda são mais azuladas.
    Para se manter a esportividade, utilizamos varas de 14 e 17 lb, com multifilamento 30lb e líder de fluorcarbono também de 30 libras.
     
    A pescaria:
    Antes de postar as fotos dos peixes vou fazer algumas perguntas. Qual foi a última vez que você:
    - Pescou 100% do tempo com iscas de superfície?
    - Capturou mais de vinte tucunarés por dia, em três dias consecutivos?
    - Capturou exemplares com Popper, Stick, Zara e Hélice no mesmo dia?
    Não sei vocês, mas fazia muito tempo que estas proezas não ocorriam comigo!
     
    Vamos às fotos dos maiores exemplares:


    A Pop Queen foi a isca mais produtiva!!

    Esta foi na meia água. Rebojou na isca do meu tio e eu furei o olho dele!!!

     
    O tio Eduardo não tem muita paciência com foto, mas consegui algumas dele.


     
    Fizemos vários dublês, mas enquadramento e posicionamento fotográfico não estavam entre as virtudes do nosso guia, o famoso Tide.

     
    Este foi o meu maior exemplar, na casa dos 4 kg.

    O interessante é que no rio Negro eu nem fotografo peixe deste tamanho.
    Mas com o tempo aprendi que esportividade está relacionada à tralha utilizada e não ao tamanho do peixe. E que troféu é definido pela dificuldade de captura e não pelo peso do exemplar.
    Em suma, considerei a pescaria muito divertida. Este destino não pode ser comparado aos destinos do Rio Negro, pois o seu record pessoal não será quebrado em Balbina. Ele deve ser comparado à outras represas, como Sera da Mesa, Angical, Epitácio e Itumbiara, tanto em custo quanto em tamanho dos exemplares.
     
  8. Upvote
    Fábio Neves recebeu reputação de Fabrício Biguá em Balbina - Diversão Garantida   
    Depois de três fracassos consecutivos em SIRN, estava procurando uma pescaria que proporcionasse elevado número de ações. O foco era o tucunaré, capturado com iscas de superfície. Conversando sobre a minha fase de pouca sorte com meu tio, Eduardo Zaparolli, ele me falou que o grupo de pesca dele tinha pescaria agendada para Balbina e ainda tinha vaga. Disse-me que era a nona pescaria da turma naquele local e que sempre tiveram bom resultado.
    O destino:
    O lago de Balbina, fruto do represamento do rio Uatumã, tem uma extensão de 2.360 km2. Sua usina hidrelétrica produz apenas 250 megawatts, cerca de 30 vezes menos que Tucuruí, que possui área semelhante. Além disso, a matéria orgânica alagada produz três vezes mais gases estufa que uma termoelétrica de mesma produção.
    Em suma, esta usina inaugurada em 1989, pode ser considerada um desastre ecológico sem precedentes, porém gerou um grande cenário para a pesca esportiva. Como forma de minimizar o impacto ambiental, foi criada em 2005 a Reserva Biológica do Rio Uatumã (REBIO), o que proporcionou o aumento crescente da população de tucunarés na represa. Outra vantagem é que o lago não sofre grande influência do regime de chuvas podendo-se realizar pescarias produtivas o ano todo. Em outras palavras, não tem REPIQUETE!

    O "paliteiro" infinito do lago de Balbina.
    Para quem tiver uns dias sobrando, Presidente Figueiredo é famosa por suas lindas cachoeiras.

     
    O receptivo:
    Utilizamos os serviços da pousada Ilha do Jeff. http://ilhadojeff.com.br/novosite/
    São cerca de 130 km de Manaus a Presidente Figueiredo e depois mais 50 km até a comunidade "Rumo Certo", localizada às margens do lago.
    Da comunidade até a Ilha do Jeff são mais 30 minutos de voadeira.

    A pousada tem a proposta de ser rústica e integrada à natureza. Nada de TV, sinal de celular, wifi, telefone, chuveiro quente ou ar condicionado. De tudo, o que mais faz falta é o ar condicionado, pois enfrentar o calor da amazônia apenas com ventilador é duro!

     A comida é de estilo caseira, saborosa e sem muita frescura. A equipe é cordial e prestativa. Os barcos e motores estão em excelente estado, mas não utilizam motor elétrico. O piloteiro utiliza remo, contudo sem comprometer o posicionamento do barco.
    Os preços são justos e podem ser consultados no próprio site: http://ilhadojeff.com.br/novosite/index.php/pacotes
    Gastei R$ 1.800,00 por três dias de pesca em sistema "All Inclusive", incluindo traslado e pernoite da chegada.
    Aproveito para declarar que não possuo qualquer "Conflito de Interesse" em relação ao receptivo. A minha opinião é baseada em visita única ocorrida em abril de 2017.
     
    O alvo:
    O objetivo era capturar o tucunaré de Balbina, o Cichla vazzoleri, que é bem menor que o seu primo nobre do rio Negro (Cichla temensis), porém mantém a mesma agressividade e força. Esta espécie chega aos 7 kg, contudo exemplares de 5 kg já podem ser considerados excepcionais. O padrão mais frequente de captura são peixes entre 1 e 2 kg.

    A coloração segue a do Tucunaré Açu com espécimes Paca, Açu e Paca-açu, porém as nadadeiras e a cauda são mais azuladas.
    Para se manter a esportividade, utilizamos varas de 14 e 17 lb, com multifilamento 30lb e líder de fluorcarbono também de 30 libras.
     
    A pescaria:
    Antes de postar as fotos dos peixes vou fazer algumas perguntas. Qual foi a última vez que você:
    - Pescou 100% do tempo com iscas de superfície?
    - Capturou mais de vinte tucunarés por dia, em três dias consecutivos?
    - Capturou exemplares com Popper, Stick, Zara e Hélice no mesmo dia?
    Não sei vocês, mas fazia muito tempo que estas proezas não ocorriam comigo!
     
    Vamos às fotos dos maiores exemplares:


    A Pop Queen foi a isca mais produtiva!!

    Esta foi na meia água. Rebojou na isca do meu tio e eu furei o olho dele!!!

     
    O tio Eduardo não tem muita paciência com foto, mas consegui algumas dele.


     
    Fizemos vários dublês, mas enquadramento e posicionamento fotográfico não estavam entre as virtudes do nosso guia, o famoso Tide.

     
    Este foi o meu maior exemplar, na casa dos 4 kg.

    O interessante é que no rio Negro eu nem fotografo peixe deste tamanho.
    Mas com o tempo aprendi que esportividade está relacionada à tralha utilizada e não ao tamanho do peixe. E que troféu é definido pela dificuldade de captura e não pelo peso do exemplar.
    Em suma, considerei a pescaria muito divertida. Este destino não pode ser comparado aos destinos do Rio Negro, pois o seu record pessoal não será quebrado em Balbina. Ele deve ser comparado à outras represas, como Sera da Mesa, Angical, Epitácio e Itumbiara, tanto em custo quanto em tamanho dos exemplares.
     
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    Fábio Neves recebeu reputação de Renato Barreto em Torresmo Açu - SIRN - Out16 - Isso que é turma de pesca!   
    TODOS os peixes foram devolvidos ao rio e esbanjavam saúde (exceto alguns borboletas que foram parar na churrasqueira).
    O problema é que tem muito pseudoespecialista que ouviu dizer que alguém leu que uma autoridade falou que determinada conduta prejudica o peixe.
    Desafio alguém a postar um estudo científico comparando sobrevida de tucunarés fotografados na vertical, contra aqueles fotografados na horizontal.
    A propósito como sé pesa um peixe na horizontal?
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