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Fernando_Oliveira

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Tudo que Fernando_Oliveira postou

  1. Obrigado @Kid M. A característica da nossa turma é variar, mesmo todos gostando muito de um Açuzinho. Abraços.
  2. Obrigado @Cristiano Rochinha. Escolher o sul da Amazônia para pescar em Abril/24 foi para quebrar um paradigma. Dá para se divertir muito...
  3. Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata. A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,... A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul. A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores: - Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio. - Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras. As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical. No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana. Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas. Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito. A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia. Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca. Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto. Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro, programarmos a próxima viagem.
  4. Show @Cristiano Rochinha! Lindo local e excelentes capturas. Estes peixes na corredeira devem ser super esportivos. Abraços.
  5. Mais um show de relato @Kid M. Parabéns para toda a turma pela belíssima aventura. Abraços.
  6. Belo relato e belas capturas @Labareda. Daqueles que faz a gente viajar junto. Parabéns para o grupo.
  7. Como sempre...um show de relato. Parabéns aos Mocorongos por mais esta expedição.
  8. Parabéns @Edu Garcia e turma. Exemplares espetaculares e belo relato. Uma pena os perrengues para chegar no Super Açu, mas a questão de peso com os aviões velhos que operam na região está cada vez mais crítica. Abraços.
  9. Obrigado pelo comentário @Rogerio Nogueira. Um grande abraço.
  10. Obrigado @Edu Garcia. Realmente, o voo em Bandeirantes não é a melhor parte da viagem, mas tivemos uma viagem tranquila. Abraços.
  11. Obrigado @TiWillian. Realmente o maninho merece o sucesso do Xplor. O cara não para um minuto. Abraços.
  12. Obrigado @Edmar Alves. Em alto nível também é muito bom (kkk). Abraços.
  13. Obrigado Fabrício. Nossa turma só sofreu mesmo com o calor. Quanto ao Raimundo, ele agora faz parte da nossa turma, é membro-mirim (kkkk). Será um prazer se pudermos pescar novamente nos rios deste mundão. Abraços.
  14. Sempre buscando por novidades chegamos na operação da Amazon Xplor (www.amazonxplor.com.br), comandada pelo Eribert Marquez. A nossa pesquisa foi grande e gerou muitas dúvidas, pois alguns diziam que esta era uma operação mais de férias do que de pescaria. A utilização dos barcos, tipo bass, com motores de 115 hp na Amazônia também não era uma unanimidade, pois o uso deste tipo de barco poderia limitar a operação aos trechos mais largos dos rio, assustar peixes,... Na prática, a utilização dos bass boats foi fundamental para o sucesso da nossa pescaria (velocidade de deslocamento e alcance), assim como a estrutura de hotel do Amazon Xplor foi fundamental para o nosso conforto e bem estar. De qualquer modo, marcamos nossa viagem com bastante antecedência, para o começo da alta temporada, na última semana de set/23. Participaram desta viagem os colegas pescadores Rogério, Luiz Cláudio, Dalmo, Raimundo, Zacarias, João Manoel, Luís Mário, Vanderley, Pedro e Fernando. Chegamos em Manaus e fomos hospedados no Hotel Tryp, já como parte do nosso pacote. Este hotel é bom e próximo ao aeroporto, mas tem a desvantagem de que muitos motoristas de Uber simplesmente cancelam a corrida quando percebem o destino ou origem no Hotel Tryp. Após o check-in no hotel seguimos diretamente para o Canto da Peixada, comer a tradicional costela e banda de tambaqui, além de petiscos da região amazônica. No dia seguinte pela manhã nos reunimos com mais 14 pescadores (total 24), fomos divididos em dois grupos e seguimos viagem em dois voos fretados de Manaus a Barcelos. Os aviões que operam nesta rota, geralmente são do tipo Embraer Bandeirantes, trazendo certa ansiedade ao grupo, devido ao recente acidente aéreo ocorrido em Barcelos. Mas os nossos voos foram tranquilos e em céu de Brigadeiro (cerca de 1h15 de duração). O único problema foi que o segundo voo atrasou e chegou quase três horas depois da chegada do primeiro, fazendo com que o primeiro grupo tivesse que esperar num bar, em frente ao Porto de Barcelos, numa temperatura de 40 graus (pelo menos a cerveja estava gelada). Apenas com a chegada do segundo grupo e embarque no barco rápido de transporte até o hotel (2 motores de 250 hps), com open bar e ar condicionado, que começamos realmente nossa diversão - este translado demora cerca de 1h30. O Hotel de selva Xplor é um show. Bangalôs amplos e exclusivos por dupla, com banheiro, duas camas de casal, colchões especiais com massagem, banheiro, minibar, varanda e armários com muito espaço para guardar roupas e tralhas. Na área de convivência, existe um grande salão com bar, tv, mesa de sinuca, loja completa de artigos de pesca, sofás,... O restaurante fica anexo a este salão e também é bastante amplo. Na área externa existe ainda uma grande piscina e um espaço churrasqueira. Tudo muito bem construído em estrutura de madeira e com decoração de bom gosto. Condições de pesca. Com o El Niño e a estiagem generalizada na Amazônia, os rios Negro e Arirarrá estavam descendo forte e não havia nenhuma previsão de chuvas durante a nossa estadia. Por outro lado, o calor era muito intenso, temperaturas diárias de 41 graus com sensação térmica, dentro dos rios, na faixa de 45 graus. Nestas condições, a temperatura da água chegava a absurdos 35 graus, principalmente nas regiões mais rasas e próximas ao Rio Negro. Não chegamos a explorar os lagos existentes na região do Arirarrá, pois a água destes lagos estava muito quente e ainda não estava bem limpa. Nestas condições, os peixes não apresentavam um padrão muito ativo, reforçado pela defesa dos seus filhotes. Tudo isto significava muito trabalho e suor, mas com belas recompensas. Entre nós, querer acertar com um ano e meio de antecedência, uma semana com rio na caixa, sol, temperatura da água ideal, pressão atmosférica ideal e sem vento já é um pouco demais. Basicamente, pescamos em 3 condições: no Rio Negro em busca de peixes de couro (filhotes e pirararas) e no Rio Arirarrá arremessando próximo às margens em busca de cardumes de tucunarés-borboleta ou nas praias e locais conhecidos pelos guias na busca dos grandes açus. Foram capturados ainda diversos trairões, aruanãs, bicudas e piranhas. Também embarcamos alguns exemplares de pirararas e filhotes, sempre utilizando os trairões como iscas. A pescaria de peixes de couro é muito difícil no Arirarrá, devido a grande presença de piranhas nas regiões dos poços mais profundos. No mais, utilizamos basicamente iscas artificiais, sendo as mais produtivas a T20, as Bonnies 107 e 128, sempre na cor osso, e as hélices. Eu testei algumas poppers (feed e Maria), mas com baixíssima produtiva. Via de regra, quando um exemplar de tucunaré era capturado ele era colocado no tanque de oxigenação para ser solto em condições de menor risco para o peixe, pois os jacarés e, principalmente, os botos foram nossos companheiros inseparáveis nesta viagem. Pescamos por 6 dias e capturamos alguns exemplares de Tucunarés 80up (Luiz Cláudio e Rogério foram os campeões da viagem), diversos entre 70 e 80cm e centenas abaixo de 70 cm. Nossos guias foram o Cobra, Macedo, Pedro, Erivelton e Jósimo. Existe na pousada um programa de incentivo bem bacana e que gera uma disputa bastante saudável entre as equipes. Cada Tucunaré 80up capturado na semana dá direito a um prêmio de R$ 300,00 para o guia do barco que fez a pescaria, representado em foto abaixo por uma placa de "pix" na cerimônia de entrega dos prêmios. A semana foi excelente, mas o calor excessivo foi cruel com a nossa turma, que também tem boa parte dos seus pescadores na faixa dos 60up (Kkkk). Quanto à estrutura da Amazon Xplor, só temos elogios, sendo que a equipe é top, prestativa e bem treinada. O Eribert acompanha as equipes desde o café da manhã até o jantar, aparecendo de surpresa nos almoços nas praias dos rios, sempre acompanhado dos seus cachorros (neguinha, mel e cacau), que adoram passear de barco e são uma atração à parte. O momento do almoço no rio é o horário de recuperar as energias, comendo um churrasco ou um lanche e relaxando o corpo num mergulho no rio, quando são montados pequenos acampamentos com cadeiras de praia e guarda-sóis. Outra atração da pousada é um casal de araras (Blue e Jade), que vivem soltas, mas estão sempre presentes e adoram receber castanhas e uvas oferecidas pelo Eribert e equipe. Finalmente, retornamos para casa e para as nossas famílias e trabalho, trazendo belas recordações e preparando novas aventuras.
  15. Fantástico relato @Kid M. Parabéns para os Mocorongos por esta bela aventura e obrigado por compartilhar, pois me fez viajar com vocês. Abraços!
  16. Excelente pescaria Cristiano. Parabéns para toda a turma. Quanto às nossas autoridades, é sempre assim, são completamente incompetentes e decidem estas coisas numa mesa na capital, sem saber do que estão falando, sem diferenciar os bons operadores dos maus e quais os reflexos para as comunidades locais. Abraços.
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