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Eloy Fonseca

SIRN - A leitura de cada um.

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Estive em Barcelos e em SIRN, invariavelmente ouvia-se: água alta, água baixando, água subindo, água nova, lua ruim e até mesmo acasalamento. Tudo isso para explicar o comportamento dos tucunas que não queriam posar pras fotos. Cada qual com sua tese!

Mesmo em águas amigáveis a indiferença era grande. Assistimos a muitos desfiles... porém... nem tudo era indiferença.

Inúmeros foram os ataques mas nem a metade deles resultou em fotos. Daí fiz minha leitura: ataques para defender o território e não para comer.

Observem as fotos a seguir:

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Todos ferrados longe da boca. E não foi só nas minhas hélices, até na zara do BetoBH aconteceu.

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Estas são as fotos da minha máquina, mas certamente houve mais ocorrências...

Abrax

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Grande Eloy, :amigo:

Gostei foi das iscas ::tudo::

Notou que alguns peixes estão escuros e magros?

Tenho uma tese que já conversei com alguns aqui...apenas para dividir com vocês e longe de ser uma verdade absoluta, mas já tenho muitos dados para acreditar nisso.doeu::

Esta característica de ataque, como se fosse apenas para espantar a presa é devido a reprodução dos tucunas.

Como acontece com outros ciclídeos americanos, a preparação do ninho seja no tronco ou nos buracos na areia acontece um a dois dias antes da desova. Após a desova o macho fertiliza os ovos e estes eclodem depois de 3 ou 4 dias. Durante todo este período, o casal quase não se alimenta e fica "vigiando" o território onde eclodirão os ovos e atacam qualquer coisa que se aproxime do ninho, neste caso, as iscas, apenas para espantá-las de seu território.Esta fase é muito ruim para os pescadores diabo:: Adivinhe o que induz esta fase de reprodução? O choque de PH da água, que nada mais é do que o temido repiquete, que traz águas alcalinas das chuvas e da cordilheira para uma água extremamente ácida do Rio Negro. Foi com a descoberta deste "choque" de PH na água que a Thailândia se tornou o maior criador e exportador de ciclídeos americanos do mundo, conseguindo reproduzir nossos peixes em grande escala.

Após a eclosão dos ovos, as lavas nadam em direção ao casal, onde ficam se alimentando em média por 20 dias nos flancos dos pais, pois a água do rio negro é pobre de nutrientes e nada mais nutritivo para o desenvolvimento dos alevinos do que o muco dos pais.Esta é a fase que mais gostamos, quando vemos os famosos "chuveirinhos" que nada mais são do que os filhotes mordiscando a pele dos pais para se alimentar. Pode reparar que grande parte dos tucunas capturados em filhoteiras tem aquele aspecto escuro e parecem machucados com a pele esbranquiçada das mordiscadas. Durante este período o casal volta a se alimentar devagar, alternado entre eles a vigilância sobre a prole e depois deste 20 dias é que os bichos arrebentam de tanto comer e dar porradas em nossas iscas.

Em um período como este de começo de temporada em que começa a secar e volta a chover novamente subindo o nível dos rios, este ciclo de reprodução se repete e mal o casal se livrou dos filhotes recem nascidos, se sentir repiquete (choque de PH) vai reproduzir novamente para nosso desespero :gorfei: :gorfei: :gorfei:

Em meu entendimento, água subindo não significa que o tucunaré está igapó, na mata alagada e sim que ele está reproduzindo. Afinal, eu e algunas pescadores já pegamos açus no fundo de lagoa com jig em meio a um repiquete brabo, com a água bem alta, ou seja, o peixe não estava no mato, estava lá no mesmo local de antes só que agora reproduzindo. ::tudo::

Bem, já falei demais e na semana que vem estou lá para estudar um pouco mais e conferir de perto. joia:::

Um forte abraço

Um forte abraço

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Grande Eloy, :amigo:

Gostei foi das iscas ::tudo::

Notou que alguns peixes estão escuros e magros?

Tenho uma tese que já conversei com alguns aqui...apenas para dividir com vocês e longe de ser uma verdade absoluta, mas já tenho muitos dados para acreditar nisso.doeu::

Esta característica de ataque, como se fosse apenas para espantar a presa é devido a reprodução dos tucunas.

Como acontece com outros ciclídeos americanos, a preparação do ninho seja no tronco ou nos buracos na areia acontece um a dois dias antes da desova. Após a desova o macho fertiliza os ovos e estes eclodem depois de 3 ou 4 dias. Durante todo este período, o casal quase não se alimenta e fica "vigiando" o território onde eclodirão os ovos e atacam qualquer coisa que se aproxime do ninho, neste caso, as iscas, apenas para espantá-las de seu território.Esta fase é muito ruim para os pescadores diabo:: Adivinhe o que induz esta fase de reprodução? O choque de PH da água, que nada mais é do que o temido repiquete, que traz águas alcalinas das chuvas e da cordilheira para uma água extremamente ácida do Rio Negro. Foi com a descoberta deste "choque" de PH na água que a Thailândia se tornou o maior criador e exportador de ciclídeos americanos do mundo, conseguindo reproduzir nossos peixes em grande escala.

Após a eclosão dos ovos, as lavas nadam em direção ao casal, onde ficam se alimentando em média por 20 dias nos flancos dos pais, pois a água do rio negro é pobre de nutrientes e nada mais nutritivo para o desenvolvimento dos alevinos do que o muco dos pais.Esta é a fase que mais gostamos, quando vemos os famosos "chuveirinhos" que nada mais são do que os filhotes mordiscando a pele dos pais para se alimentar. Pode reparar que grande parte dos tucunas capturados em filhoteiras tem aquele aspecto escuro e parecem machucados com a pele esbranquiçada das mordiscadas. Durante este período o casal volta a se alimentar devagar, alternado entre eles a vigilância sobre a prole e depois deste 20 dias é que os bichos arrebentam de tanto comer e dar porradas em nossas iscas.

Em um período como este de começo de temporada em que começa a secar e volta a chover novamente subindo o nível dos rios, este ciclo de reprodução se repete e mal o casal se livrou dos filhotes recem nascidos, se sentir repiquete (choque de PH) vai reproduzir novamente para nosso desespero :gorfei: :gorfei: :gorfei:

Em meu entendimento, água subindo não significa que o tucunaré está igapó, na mata alagada e sim que ele está reproduzindo. Afinal, eu e algunas pescadores já pegamos açus no fundo de lagoa com jig em meio a um repiquete brabo, com a água bem alta, ou seja, o peixe não estava no mato, estava lá no mesmo local de antes só que agora reproduzindo. ::tudo::

Bem, já falei demais e na semana que vem estou lá para estudar um pouco mais e conferir de perto. joia:::

Um forte abraço

Um forte abraço

mestre:: mestre::

Abraço

:amigo:

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Grande Schmidt,

Assim como a análise do Eloy (quase sempre mais que apenas coerente), concordo com a sua.

arrow:: Desconhecia contudo alguns aspectos abordados, principalmente o da ação das águas (repiquete) na influência do ph, que faz total sentido.

arrow:: Importante lembrar que esse fenômeno de "leitura química" por parte dos cardumes é algo que se altera a cada ano, até por nossas mudanças climáticas (em termos globais), impedem de uma sistematização de estatísticas.

arrow:: A cada ano, vemos (observamos) alguns pontos que consideramos válidos, sempre ligados ao volume das águas nos leitos dos rios, sem nos apercebermos que parte disso pode - e deve - agir em "defesa" da própria fauna regional.

arrow:: Em anos de grandes cheias, a tendência do ano seguinte é de antecipação da "secagem", mas nem mais isso está sendo possível observar, já que não há mais estabilidade nas "estações de seca & chuva".

arrow:: A grande verdade (e talvez esse seja um dos fascínios da pesca que praticamos) é que conhecemos muito pouco da realidade efetiva. Alguns de nós já tem mais experiência na "leitura das águas", mas não acredito que esta seja ao ponto de determinação racional de acertos ou desacertos.

O "negócio" precisa ser visto mesmo como algo cujos riscos tangíveis possam (e devam) ser minimizados, mas sem perder o "fair play" de aproveitar os momentos sempre especialíssimos de desfrute de uma região como aquela.

arrow:: Pegar peixe é importante, mas tem coisas ainda maiores a serem contempladas, e seguramente "celebradas"...

Vou me apoderar de uma imagem coletada aqui no Fórum (o autor dela não irá me processar), e indagar-lhes se diante dela, precisa mais ?

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Boa eloy, bela observação, muito interessante... Última que vez que fui a Epitácio peguei varios peixes dessa maneira, e tive muitas ações não concretizadas pela dificuldade da fisgada... Valeu!!

Obs: pelo jeito suas iscas de hélices são pegadeiras mesmo em... Parabéns!!

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Parceirão Schmidt...

Valew pela explicação científica, vamos respeitar, mas sem deixar de questionar.

Se a cada repiquete eles fossem trabalhar, aquilo lá seria a industria mais produtiva do mundo. Haja tucuninha!

Porque nesta fase eles se recusam a comer? Ficam sentimentais e preservam os filhos alheios?

Na tese do BetoBH, só pegamos os solteiros. Procede?

Esta foto foi tirada no lago Colombiano, que como vc deve saber fica bem pra lá de onde o vento faz a curva, nas cabeceiras do Jurubaxi, as condições eram excelentes. Foi onde mais vi desfile. Só mesmo um radar biológico para prever águas novas por lá. Não chovia acima do lago. Descemos o rio porq a informação era de que estava baixando e como o barco já havia arrastado a quilha no fundo poderíamos ficar presos.

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Abrax e boa sorte.

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Boa eloy, bela observação, muito interessante... Última que vez que fui a Epitácio peguei varios peixes dessa maneira, e tive muitas ações não concretizadas pela dificuldade da fisgada... Valeu!!

Obs: pelo jeito suas iscas de hélices são pegadeiras mesmo em... Parabéns!!

Opa João!

Foram muitas ocorrências. Vários ataques jogando a isca e muita água para cima.

As iscas a cada dia vão se aprimorando.

Utilizei Suras (para quem não sabe, sem rabo, no caso sem a garatéia traseira) de 4, 6 e 7 polegadas. Peguei peixes com todas elas e em todas as cores que levei.

As Seven precisam de uma palheta mais reforçada.

As Six estão perfeitas.

As Four tive que redimensionar as palhetas e as garatéias, as originais, montadas para a Serra da Mesa, ficaram pequenas para lá. Mas antes elas mostraram serviço...

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Abrax

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Grande Eloy! Parabéns pelas belas capturas exclusivamente com as Suras! Não vejo a hora de utilizar as minhas!

Lembrei de vc muito ao assistir alguns videos que fiz por lá. Dá pra ver os tucunarés se posicionando para atacar a isca pela cabeça. Hoje a noite eu posto um vídeo de um borboleta, que seguiu a isca de helice até proximo ao barco qd somente ele conseguiu se posicionar para atacar a cabeça foi que ele atacou. rsrs Eu tb vinha trabalhando a isca a 200km/h, o bichinho sofreu para acompanhar...kkkkkk

E quanto aos ataques para defender território, percebemos muito isso lá... Tomava uma porrada quase sempre no cair da isca e quase sempre tb nao era uma porrada certeira... Depois o peixe sumia...

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Boa eloy, bela observação, muito interessante... Última que vez que fui a Epitácio peguei varios peixes dessa maneira, e tive muitas ações não concretizadas pela dificuldade da fisgada... Valeu!!

Obs: pelo jeito suas iscas de hélices são pegadeiras mesmo em... Parabéns!!

Opa João!

Foram muitas ocorrências. Vários ataques jogando a isca e muita água para cima.

As iscas a cada dia vão se aprimorando.

Utilizei Suras (para quem não sabe, sem rabo, no caso sem a garatéia traseira) de 4, 6 e 7 polegadas. Peguei peixes com todas elas e em todas as cores que levei.

As Seven precisam de uma palheta mais reforçada.

As Six estão perfeitas.

As Four tive que redimensionar as palhetas e as garatéias, as originais, montadas para a Serra da Mesa, ficaram pequenas para lá. Mas antes elas mostraram serviço...

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Abrax

Para quem não conheçe, este piloteiro é o "Careca", irmão do Pilolo, pé quente que nunca vi igual :amigo:

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Caro Eloy,

Achei pertinentes suas observações e concordo tambem com as observações do Schmidt. Ja me deparei inumeras vezes com situações idênticas em diversas pescarias e a leitura que havia feito é a mesma.

Entretanto.....pelas fotos que vi de todos que voltaram de SIRN agora em Setembro, as pescarias estão sendo boas (nunca é como a gente quer, sempre espéramos mais.)

Abrx

Ricardo.

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Colocações muito interessantes nesse tópico!

Parabéns pelas iscas eloy... Qual a idéia por trás de remover a garatéia traseira?

A pesca imita a vida... quanto mais se sabe menos se sabe. Sempre surgirão novos questionamentos.

abx

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Grande Schmidt,

Assim como a análise do Eloy (quase sempre mais que apenas coerente), concordo com a sua.

arrow:: Desconhecia contudo alguns aspectos abordados, principalmente o da ação das águas (repiquete) na influência do ph, que faz total sentido.

arrow:: Importante lembrar que esse fenômeno de "leitura química" por parte dos cardumes é algo que se altera a cada ano, até por nossas mudanças climáticas (em termos globais), impedem de uma sistematização de estatísticas.

arrow:: A cada ano, vemos (observamos) alguns pontos que consideramos válidos, sempre ligados ao volume das águas nos leitos dos rios, sem nos apercebermos que parte disso pode - e deve - agir em "defesa" da própria fauna regional.

arrow:: Em anos de grandes cheias, a tendência do ano seguinte é de antecipação da "secagem", mas nem mais isso está sendo possível observar, já que não há mais estabilidade nas "estações de seca & chuva".

arrow:: A grande verdade (e talvez esse seja um dos fascínios da pesca que praticamos) é que conhecemos muito pouco da realidade efetiva. Alguns de nós já tem mais experiência na "leitura das águas", mas não acredito que esta seja ao ponto de determinação racional de acertos ou desacertos.

O "negócio" precisa ser visto mesmo como algo cujos riscos tangíveis possam (e devam) ser minimizados, mas sem perder o "fair play" de aproveitar os momentos sempre especialíssimos de desfrute de uma região como aquela.

arrow:: Pegar peixe é importante, mas tem coisas ainda maiores a serem contempladas, e seguramente "celebradas"...

Vou me apoderar de uma imagem coletada aqui no Fórum (o autor dela não irá me processar), e indagar-lhes se diante dela, precisa mais ?

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É verdade KID, uma pescaria não se faz somente com peixe!!! joia::: joia:::

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Grande Eloy! Parabéns pelas belas capturas exclusivamente com as Suras! Não vejo a hora de utilizar as minhas!

Lembrei de vc muito ao assistir alguns videos que fiz por lá. Dá pra ver os tucunarés se posicionando para atacar a isca pela cabeça. Hoje a noite eu posto um vídeo de um borboleta, que seguiu a isca de helice até proximo ao barco qd somente ele conseguiu se posicionar para atacar a cabeça foi que ele atacou. rsrs Eu tb vinha trabalhando a isca a 200km/h, o bichinho sofreu para acompanhar...kkkkkk

E quanto aos ataques para defender território, percebemos muito isso lá... Tomava uma porrada quase sempre no cair da isca e quase sempre tb nao era uma porrada certeira... Depois o peixe sumia...

OPa Betão!

Quase isso! Volta e meia o piloteiro exigia um peixe de couro pro almoço e como não tenho aquela sua isca mágica, atacava de JP....

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Abrax

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Caro Eloy,

Achei pertinentes suas observações e concordo tambem com as observações do Schmidt. Ja me deparei inumeras vezes com situações idênticas em diversas pescarias e a leitura que havia feito é a mesma.

Entretanto.....pelas fotos que vi de todos que voltaram de SIRN agora em Setembro, as pescarias estão sendo boas (nunca é como a gente quer, sempre espéramos mais.)

Abrx

Ricardo.

Opa Ricardo!

Concordo com você.

A pescaria foi ótima! Só postei umas fotinhas que não vão estragar o relato que os companheiros Farão em breve.

Abrax

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Colocações muito interessantes nesse tópico!

Parabéns pelas iscas eloy... Qual a idéia por trás de remover a garatéia traseira?

A pesca imita a vida... quanto mais se sabe menos se sabe. Sempre surgirão novos questionamentos.

abx

Grande Neco!

Quem não gosta e quem gosta das iscas de hélice, reclamam dos enroscos entre palheta e garatéia traseira.

Na minha opinião a garatéia traseira só serve para machucar o peixe que foi seguro pela outra. Retirei a dita cuja e deixei de perder arremessos.

Existe um site japa que está anunciando iscas assim, mas as minhas nasceram em setembro de 2011 num papo com o Manoel, piloteiro de Barcelos.

Abrax

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Colocações muito interessantes nesse tópico!
Parabéns pelas iscas eloy... Qual a idéia por trás de remover a garatéia traseira?

A pesca imita a vida... quanto mais se sabe menos se sabe. Sempre surgirão novos questionamentos.
abx

Grande Neco!
Quem não gosta e quem gosta das iscas de hélice, reclamam dos enroscos entre palheta e garatéia traseira.
Na minha opinião a garatéia traseira só serve para machucar o peixe que foi seguro pela outra. Retirei a dita cuja e deixei de perder arremessos.
Existe um site japa que está anunciando iscas assim, mas as minhas nasceram em setembro de 2011 num papo com o Manoel, piloteiro de Barcelos.
Abrax

Agora entendi...
é isso aí temos que tentar inovar sempre, pois só assim melhoramos. Mesmo com evidências e apoio dos piloteiros (que são os que mais entendem do assunto) tem que ter bastante "sangue frio" pra pescar com uma garatéia a menos... e pelo jeito deu certo!
abraço eloy

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Oi ELoy...primeiramente foi um prazer conhecê-lo pessoalmente, apesar de ter sido no vapt-vupt da minha saída (sua chegada) a SIRN...minha leitura da pescaria que realizei na semana anterior a sua chegada foi exatamente esta que postou...não fisguei peixes pela boca! Todas as capturas ocorreram com as garatéias travadas nos corpos dos tucunas. E achei tb que os ataques estavam mais "furiosos" que o habitual, resultando em varas quebradas (no toco mesmo), manivela de Type R desfigurada (manivelas de carbono = estou em dúvida se usarei novamente por lá), sem contar as garatéias abertas e pitões retorcidos. Notamos também uma boa quantidade de ações que não se traduziram em peixes embarcados...ataque, tomada de linha, e linha bamba na sequencia.

Reparamos ainda que os peixes estavam atacando no sentido do barco, dificultando muito a penetração das garatéias / fisgada, comportamento este que não tenho qualquer teoria para tentar explicar...ocorreu várias vezes com todos os membros do grupo.

Mas ainda assim, considerei uma boa pescaria! Grande abraço! joia:::

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Eloy, concordo plenamente com vc, sobre esse ataca, mais acredito que cada ano que passa o principal motivo , é que o peixe está diminuindo e a pressão de pesca é bem maior, 10 anos atrás não existia isso, ou seja, essas nossas teorias!!! agente nem observava... pq pegava peixes sempre!!!! é claro que a mudança de aguá, reprodução!!!! existia.... mas a quantidade era maior e a pressão era bem menor.... mas as porradas eram imensas.. acredito que cada ano vai ser pior !!!! sabendo que amazônia é muito grande, e tem seus segredos, como somos em bastante pescadores .... alguém acerta a mão, mas cada vez a probabilidade vai ser menor ....mas valeu ............ forte abraço!!!

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Eloy como estavamos na mesma semana e mesmo rio, vivi situação identica. O que eu notei foi o peixe ativo somente nas bocas, e a maioria dos açus que atacou só o fez apos 5 a 10 arremessos no mesmo ponto, como se por irritação, outro metodo que funcionou foi usar iscas pequenas como a Prima que renderam boas ações. Interessante Eloy, uma parte do grupo na quinta subiu o Aiuana e encontrou o peixe bema mais ativo. pi

Mas conversando com amigos em semans anteriores que subiram o Uneixi, e encontraram peixe tb manhoso, com rio secando e na caixa.

Mas me limito a relatar, pois não consigo fazer uma logica de raciocinio lacou:: doeu:: surtei::

Abs

Prazer reve-lo

Dini

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Opa Kid M, :amigo:

Concordo.

Apenas vamos estudando e especulando enquanto a mãe natureza segue seu cusro. ::tudo::

Cabe a nós admirar e torcer para sermos premiados com a condições impostas por ela e se não for, continuar se maravilhando com a beleza local e esperar a próxima viagem. danca::

Um abração

Grande Schmidt,

Assim como a análise do Eloy (quase sempre mais que apenas coerente), concordo com a sua.

arrow:: Desconhecia contudo alguns aspectos abordados, principalmente o da ação das águas (repiquete) na influência do ph, que faz total sentido.

arrow:: Importante lembrar que esse fenômeno de "leitura química" por parte dos cardumes é algo que se altera a cada ano, até por nossas mudanças climáticas (em termos globais), impedem de uma sistematização de estatísticas.

arrow:: A cada ano, vemos (observamos) alguns pontos que consideramos válidos, sempre ligados ao volume das águas nos leitos dos rios, sem nos apercebermos que parte disso pode - e deve - agir em "defesa" da própria fauna regional.

arrow:: Em anos de grandes cheias, a tendência do ano seguinte é de antecipação da "secagem", mas nem mais isso está sendo possível observar, já que não há mais estabilidade nas "estações de seca & chuva".

arrow:: A grande verdade (e talvez esse seja um dos fascínios da pesca que praticamos) é que conhecemos muito pouco da realidade efetiva. Alguns de nós já tem mais experiência na "leitura das águas", mas não acredito que esta seja ao ponto de determinação racional de acertos ou desacertos.

O "negócio" precisa ser visto mesmo como algo cujos riscos tangíveis possam (e devam) ser minimizados, mas sem perder o "fair play" de aproveitar os momentos sempre especialíssimos de desfrute de uma região como aquela.

arrow:: Pegar peixe é importante, mas tem coisas ainda maiores a serem contempladas, e seguramente "celebradas"...

Vou me apoderar de uma imagem coletada aqui no Fórum (o autor dela não irá me processar), e indagar-lhes se diante dela, precisa mais ?

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Opa Eloy,

Ao meu ver e até onde observei durante alguns anos em outras espécies de ciclídeos americanos, eles trabalham muito sim, mas lembre-se que só existe a indução a desova quando há o choque de ph, quando começa a cheia e as chuvas ficam constantes, este "choque" já não é intenso o suficiente, uma vez que o PH já subiu e a cada ágia nova que chega ele vai subindo lentamente. Nos dias que antecedem a desova, a alimentação do casal é intensa para que haja reserva de energia suficiente para que os pais fiquem por conta dos filhotes unica e exclusivamente. Ao observar os peixes com crias em torno dos 5 dias de vida, eles voltavam a se alimentar gradativamente até o abandono total da cria em que voltam com força total. Em cativeiro na epóca de minha criação com todos os cuidados, o aproveitamento e desenvolvimento da prole era de aprox. 60%. Na natureza, não tenho estes números, mas não deve chegar a 5% na fase pós alevinagem.

O comportamento do peixe de se alimentar freneticamente antes da desova, é o mesmo apresentado em dias que antecedem a entrada de frentes frias, periodo em que os peixes baixam o metabolismo e se tornam inativos sobrevivendo com a energia armazenada pela alimentação na véspera.

Sim, a teoria do Beto faz sentido, os que abocanharam as iscas são aqueles "solteiros" ou os que já se livraram de suas crias"

Outro fato observado é que uma vez que o casal se forma, em caso de morte de um dos dois, dificilmente o "viúvo" formará um novo casal, por este motivo, quando fisgamos um casal, o peso deles é proporcional a idade média deles.

Segue uma foto de filhotes de ciclideo se alimentando nos pais...Chuveirinho de acará discos...hehehe

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Vou continuar com minhas anotações e se estiver totalmente errado, vou rir depois, :gorfei:

Abração

Parceirão Schmidt...

Valew pela explicação científica, vamos respeitar, mas sem deixar de questionar.

Se a cada repiquete eles fossem trabalhar, aquilo lá seria a industria mais produtiva do mundo. Haja tucuninha!

Porque nesta fase eles se recusam a comer? Ficam sentimentais e preservam os filhos alheios?

Na tese do BetoBH, só pegamos os solteiros. Procede?

Esta foto foi tirada no lago Colombiano, que como vc deve saber fica bem pra lá de onde o vento faz a curva, nas cabeceiras do Jurubaxi, as condições eram excelentes. Foi onde mais vi desfile. Só mesmo um radar biológico para prever águas novas por lá. Não chovia acima do lago. Descemos o rio porq a informação era de que estava baixando e como o barco já havia arrastado a quilha no fundo poderíamos ficar presos.

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Abrax e boa sorte.

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Eloy, concordo plenamente com vc, sobre esse ataca, mais acredito que cada ano que passa o principal motivo , é que o peixe está diminuindo e a pressão de pesca é bem maior, 10 anos atrás não existia isso, ou seja, essas nossas teorias!!! agente nem observava... pq pegava peixes sempre!!!! é claro que a mudança de aguá, reprodução!!!! existia.... mas a quantidade era maior e a pressão era bem menor.... mas as porradas eram imensas.. acredito que cada ano vai ser pior !!!! sabendo que amazônia é muito grande, e tem seus segredos, como somos em bastante pescadores .... alguém acerta a mão, mas cada vez a probabilidade vai ser menor ....mas valeu ............ forte abraço!!!

É isso Júnior!

Só que vimos muito desfile por lá. Então o peixe está lá só não quer caçar. O índice de ataque com sucesso foi bem reduzido.

Abrax

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