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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

Kid M

Como "tolerar & conviver" com o astuto boto tucuxi ?

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Começando esse "bate papo" com o diferencial desses dois "quase sempre presentes" pescadores...

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Quem disser que já não se enraiveceu com as contínuas investidas dos botos nas iscas de fundo não estará sendo verdadeiro.

Claro que isso só vale para aqueles pescadores que "dividiram" o local da pescaria com esses astutos animais !

E não pensem que isso se restringe aos peixes de fundo, pois não há mais "respeito" onde quer que seja...

Os danados parecem acompanhar onde são deixadas as iscas (muitos piloteiros usam o expediente de ir até o local de onde pretendem pescar, soltam a isca e retornam navegando par ao ponto de espera - quase sempre num barranco) e quando menos se imagina já estão arrastando a isca, sempre com eficácia de não serem fisgados pelos quase sempre poderosos anzóis 10/0 ou ainda maiores... Não tem outra solução que não procurar outro ponto e "pretender" não esbarrar nos botos... (ficar só com as piranhas...)

Pois bem, nas últimas pescarias de tucunaré que fiz na Amazônia, os botos também não nos deram descanso ! Mas com muito mais esperteza agregada. Ao ouvirem (ou sentirem) os motores (gasolina ou elétrico) do bote já os associaram à comida e passam a se colocar estrategicamente em pontos próximos de soltura dos peixes !

Em várias oportunidades eles ficavam sob o bote aguardando o local da soltura para então investir ! O mais curioso é a ausência de ataques aos peixes ferrados que estivessem brigando para serem embarcados, como se tivessem certeza de que seria muito mais fácil pegar as presas depois... A solução adotada é praticamente colocar o peixe que está sendo solto na margem, de preferência com galhada, para dar tempo do peixe se recuperar e buscar "seu caminho de casa"

Claro que existe um equilíbrio natural na natureza, mas me pergunto quem seria o predador dos botos ? Investigando com os piloteiros (que não suportam a presença deles), a informação recolhida seria a de que o topo da cadeia alimentar seria a "onça", e só ! Já ficou fácil antever que esses bichos irão proliferar mais do que deveriam... 

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Pois bem, em temporadas por vezes dificeis com menos ação, mais chuvas e niveis de rios altos, ainda tem os botos que além de as vezes assustar os mais desprevenidos, tirar parte da concentração no trabalho das iscas, também suponho que devem afugentar os tucunas que poderiam estar por todo o rio, margens, drops, fundo, leito, caçando, etc.

 

Afugentá-los as vezes é complexo, tendo de preparar umas varas/lanças com galhos das arvores secas pra atirar neles tentando afastá-los dos pontos e do bote. isso vira trabalho pro guia pra que posamos nos concentrar na arte e trabalho das iscas tentando acertar os tucunas que estão cada vez mais dificeis por vários fatores (e esta dificuldade remete a necessidade crescente de melhorar na arte e na diversidade do trabalho e trato de toda a tralha que se renova a cada temporada).

 

Bom, voltando aos chatos dos botos, vale a experiência de cada temporada que nos deparamos com eles, torcendo sempre pra não encontrá-los, porém, tem um fator que observei sempre e deve-se considerar, onde tem boto tem peixe.

 

Então. simbora pescar que os peixes tão lá e as vezes os botos também.

 

 

 

 

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Ano passado no Araguaia pelas Bandas do Cristalino foi praticamente impossivel pescar poitado peixe de couro. Eles não dão sossego. E quando engatam a isca na boca e saem puxando é uma briga descumunal.

Que resta é ficar mudando de ponto. Esta complicado demais.

Informações do piloteiro de que algumas pousadas estão matando a bala, pois estão perdendo clientes devido a isso, mas não posso afirmar que seja verdade.

 

abçrs a todos e...................................................bora pescar, fazer o que ?

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Tanto no caso do tucuxi na Amazônia,como do cor de rosa ,no Araguaia,a verdade é uma só: NÃO HÁ O QUE SE FAZER!!!!!

Ainda não vi nenhuma técnica pra ficar livre deles e acredito que nem existirá.Ano passado no Araguaia,um dos guias que é um legítimo indio karajá,começou a iscar de uma maneira diferente,passando o anzol por 2 ou 3x na isca....No começo até pareceu que ia surtir efeito,mas acho que foi só impressão mesmo rsrs....Logo eles apareceram a atacaram do mesmo jeito...Ouvi dizer (não sei se é verdade) que um "magnata" que pescava em Luiz Alves chegou a pagar para alguns piloteiros poitarem seus barcos acima de onde ele ia pescar e alguns abaixo,pra que ele soltasse suas iscas num "meio mais protegido".Enquanto ele pescava,os botos se divertiam com as iscas dos barcos de cima ou de baixo...Sinceramente não acreditei muito nisso não ,parece rádio pião mesmo,mas o fato é que cada vez mais eles estão mais inteligentes,e dificultando mesmo as pescarias em determinados lugares.Eu particularmente já estou começando meio que a "me acostumar e aceitar isso",afinal,como foi dito acima,onde tem boto tem peixe,e os intrusos na verdade somos nós.

Grande abraço á todos!

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O boto é o capeta disfarçado kkkkkk

 

Já tive algumas experiências complicadas: numa das vezes, segurava a vara com a isca dentro d'água ao lado da canoa.... do nada o boto surgiu ao lado e quase que leva isca, vara e carretilha.... saiu tomando linha até perceber que eu não ia largar..... acabou abandonando a isca (pelo menos naquela hora)....

Em outra vez, em uma experiência única, minha esposa conseguiu fisgar um boto pela pele da bochecha.... Ela estava tão brava que quando o boto soltou a isca, ela fisgou com força.... aí deve ter enterrado na bochecha do boto... Gente, foi mais ou menos uma hora para tirar o desgraçado. O danado ficava passando por baixo da canoa para arrebentar a linha e só conseguimos arrastá-lo depois de pararmos numa praia.... Eu e o piloteiro (Lindomar) puxávamos a linha e minha esposa recolhia na carretilha... Depois fizemos uma "cirurgia", um pequeno corte para transpassar o anzol e liberar o bicho que bufava na praia feito gente...

 

Uma coisa que para nós funcionava (um pouco), era soltar a isca no balão.... prende-se a isca e o anzol numa bexiga com um nó falso... o balão vai descendo o rio.... quando chega no ponto desejado (bem longe da canoa) , a gente dá um tranco e a isca se solta e afunda.... Assim não tem perigo do boto ficar espreitando onde voce vai soltar kkkkk (mas isso acredito que todos aqui já conhecem...)

 

Abraço a todos.... menos para os botos.

 

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Importante dizer que o Araguaia só tem a quantidade de peixes grandes que tem graças aos botos. Eu pesco lá todo ano e sempre pego bastante peixe. De verdade, os botos não me incomodam. Vejo eles como parte da pescaria mesmo.

Agora, sem querer causar polêmica, o tal do goiano mata peixe com força. Se não fossem os botos não tinha mais nada no rio. São eles que impedem pesca em grande escala. Impossível pescar com rede, anzol de galho e espinhel. Então amigos, quem é apaixonado pelos gigantes de couro, como eu sou, ajude a cuidar dos botos. Não deixe e nem incentive matar. Se acabar o boto, acaba pirarara e piraíba.

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Guilherme,

Com todo respeito pelos pontos abordados, e que não estão totalmente equivocados, acredito mesmo que o equilíbrio desejado por qualquer pescador que leve a sustentabilidade a sério, reflete-se basicamente na forma pela qual grande parte dos pescadores (ditos esportivos) agem nas suas pescarias. Já foi um quadro pior há não muito tempo atrás e graças ao rigor de uma legislação de pesca atuante na região, os estoques voltaram a crescer. O boto faz parte desse equilíbrio e precisa de ter "inimigos naturais" (que não o homem) que minimizem sua atuação, da mesma forma que o mesmo se aplica aos jacarés, as ariranhas, etc... O conceito de "equilíbrio" (na minha opinião) é a possibilidade de existirem presas e predadores em número suficiente para um convívio entre as espécies, até porque todos vivem num mesmo eco-sistema.    

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