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Gilbertinho

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Sobre Gilbertinho

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  • Data de Nascimento 27-07-1948

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    Caracarai - RR
  1. A região do Jufari foi pródiga da produção das espécies de aquariofilia. Diziam até que o Baixo Rio Branco de Roraima produzia os ornamentais e Barcelos é quem comemorava em seu calendário festivo. Não sou experto no assunto, porém sei que ao menos 20% dos espécimes extraídos morrem durante a viagem até Manaus, que constitui o pólo exportador dessas espécies. Também trabalho com a informação de ter havido uma drástica redução desses recursos, em razão da sobrepesca e dos mais recentes episódios climáticos que afetaram a Amazônia. Muita mortandade natural, em decorrência de secas implacáveis. Aliás, mesmo os cardumes de grandes tucunas foram igualmente afetados. Ainda há esperança na preservação dessas espécies, dado que com o ingresso e crescimento da pesca esportiva, associado aos recursos do Bolsa-Esmola, os ribeirinhos perderam gradativamente o interesse na captura dos ornamentais, ao menos no sul de Roraima, que concentra 15 comunidades ribeirinhas. Quiçá o mesmo fenômeno também se verifique noutras regiões da Amazônia. Felicito o autor do tópico pela sensibilidade a um problema que poucos lembram. Abraço do Gilbertinho da Amazônia
  2. Fred, você está certo. além de as operadoras poderem criar cooperativas, já existe a possibilidade (prevista em editais) que as propostas podem advir de consórcios empresariais. Isso pode democratizar o processo, mas é certo que a exemplo do Marié (tem mais de 500 km de extensão), uma só operadora, cooperativa ou consórcio poderá operar, dentro da capacidade de suporte definida pelo IBAMA, que no caso citado foi de 98 pescadores por temporada, apesar da extensão do rio. Para quem pesca, essa condição em nada altera o valor do pacote, que prevejo ficar num patamar bem mais elevado que o atual. Em suma, tanto faz quem opere, quem paga a conta será o pescador, e ainda sob regras mais restritivas (aspectos etno-culturais). Abraço.
  3. Caro Fred, A sugestão é válida. Mas veja que em relação ao Marié, foi publicado na Internet e outros veículos de comunicação um edital convidando empresas a apresentarem propostas para operar a pesca esportiva naquela bacia, isso deu-se em 2014. Apenas 3 empresas atenderam ao chamamento; uma foi desclassificada e as restantes seguiram na disputa. Uma delas a River Plate, do referido Luis Brown, a outra, que nunca desenvolvera atividades no Brasil, foi a Untamed. Ao final, esta foi declarada vencedora, e desde então segue operando no Marié. Importante citar que o Ministério Público Federal acompanhou o processo desde o início, validando posteriormente seu resultado. Não tenho dúvida alguma que o desenvolvimento das atividades de pesca esportiva em todos os rios situados em Terras Indígenas obedecerá o mesmo padrão (o que eu já havia alertado neste Fórum), que é imposto e co-executado pela FOIRN (Federação dos Povos Indígenas do Rio Negro), IBAMA, ISA (Instituto Sócio Ambiental), Associações Indígenas e finalmente as populações indígenas habitantes de cada rio que tenham interesse em permitir a pesca em suas terras. Tudo com a supervisão do MPF. Parte significativa desse roteiro está previsto em Lei, é difícil sua reversão. No que toca às operadoras de turismo de pesca - sem exceção, é importante ressaltar que nenhuma delas está impedida de apresentar propostas quando da publicação de editais, sempre a cargo da FOIRN (vide página na Internet), quando a pesca contemplar terras indígenas do Rio Negro. Em linhas gerais, adianto que os preços dos pacotes tenderão a subir com esse processo, já que a contrapartida que as empresas deverão pagar aos indígenas é de no mínimo 10% da receita bruta da empresa (superior a 50% da receita líquida). Também são exigidos investimentos em infraestrutura de saneamento, comunicação, logística, agricultura, etc. nas aldeias, a capacitação e contratação de mão-de-obra local (inclusive guias) e agentes de fiscalização ambiental, monitoramento e fiscalização. É o que em grande parte explica o alto valor do pacote do Marié. Não tem pra onde correr, caro amigo. Em resumo, entendo que são injustificáveis as críticas que li a respeito do empresário Luis Brown, dado que sei que ele não criou os problemas agora presentes, ao contrário, é vitimado por eles, como os demais. O que o diferencia é que tem um corpo jurídico e técnico bastante eficiente, que acompanha par-e-passo toda e qualquer alteração ou novidade que provenha leis ou normativas de órgãos públicos, definindo a seguir estratégias de enfrentamento e resolução, a um significativo custo, sem mencionar os desgastes. Os concorrentes ficam na arquibancada deixando o jogo rolar, quando deveriam fazer o mesmo, sob pena de perderem voz, mercado e dinheiro. é o velho problema do setor: não há união ou comunhão na defesa de interesses comuns, o que há é uma disputa ferrenha por áreas de pesca, sem se darem conta que esse padrão licitatório irá se estender naturalmente a todas as regiões da Amazônia. No meu entender, esse processo resultará numa drástica redução no numero de operadoras de pesca. Se a turma tiver interesse em conhecer verdadeiramente a causa do problema, basta digitar "in 003/2015 Funai", e ainda visitar a página da FOIRN (basta digitar no navegador). Fico por aqui, esperando haver esclarecido parte da questão. Abraço do Gilbertinho
  4. Creio que os que gostam ou querem pescar no Jurubaxi não serão prejudicados. O mesmo não se pode dizer das empresas, o link da reportagem postada pelo Beto é bem esclarecedor. Que ninguém tenha dúvida que será a repetição do ocorrido no Marié, cuja exploração comercial foi licitada e apenas uma empresa de turismo de pesca (boliviana) opera a partir desse advento. Em breve veremos a licitação do Jurubaxi. É o "ruído" tão criticado neste Fórum, quando foi dado o alerta para os colegas terem cuidado na compra de pacotes de operadoras da região. Os fatos de agora me dão razão. Vou além: em se tratando de rios situados em Terras Indígenas do Rio Negro, o tratamento e a advertência permanecem os mesmos. É um caminho sem volta, todos precisaremos nos adaptar a ele. Gilbertinho
  5. Tem ainda: - O Gafanhoto, aquele que se diz pescador mas não tem tralha alguma, pede a que você tem emprestada com uma cara-de-pau desgraçada e devolve tudo aos frangalhos e pela metade. - O Vai-na-Cola, que participa de todas as reuniões prévias, e na hora de comparecer à exatoria para pagar sua cota, toma um chá de sumiço e deixa os outros na mão; - O Super-Ego, que diz que conhece o rio como ninguém e mete você numa galhada, numa praia, num baixão ou num pedral; - O Corno Inconformado, que só vai na pescaria para alugar a cabeça dos companheiros por conta das chifradas que toma da Coroa; - O Vagabundo, que quando é chamado a compartilhar tarefas do acampamento diz que precisa dar uma cagadinha rápida, desaparece e só volta quando tudo está pronto; - O Exibicionista, que é um mauricinho que nada entende de pesca, e só vai para esnobar os outros com seus equipamentos de última geração. Pescar, que é bom, nada. - O Espalha-Roda, que toma conta das conversas na beira do rio, emite opiniões imbecis e cansa tanto que quando se aproxima, todo mundo se manda ou diz que está com sono e vai dormir. São as sugestões agregadas do Gilbertinho, não sem antes elogiar o autor do tópico. Abraços a todos.
  6. "Seu" João, O que sei, (1000% de certeza) é que o Ministério Público Federal proibiu a pesca em terras indígenas do Rio Negro, enviando inclusive cópia de sua Recomendação à Prefeitura de SIRN e FUNAI. O documento também lista as empresas de turismo que estão instadas a não adentrar áreas indígenas, cancelar pacotes já vendidos e não colocar pacotes no mercado relativamente a essas áreas. A medida alcança ainda toda e qualquer empresa. O assunto é de conhecimento público, já que o MPF exigiu que a Prefeitura de SIRN afixasse cópia da Recomendação em mural e disseminasse essa informação junto aos interessados.
  7. Capita, Detesto admitir, mas você está mais uma vez certo. É difícil apanhá-lo em flagrante deslize. O pessoal da Calaça foi muito cortês nas respostas ao que submeti. Mas diante de suas sábias digressões, a coisa toda se subsume ao que efetivamente interessa à comunidade de pescadores. Qualquer coisa, até mesmo uma "lata de querosene cortada ao meio" como nos acostumamos debochar de barcos de 3 ou 4 metros, se prestam muito bem para a pesca, dentro de seus limites. Não importa o motor, se é de 3, 5 ou 8 HP (ideais para "bater" uma caipirinha na beira do rio), ou de 300 HP, desde que o negócio seja mesmo pescar. Todo o resto é exibicionismo (tem paca), ou competição. Com certeza, nosso mundo é muito melhor quando apanhamos nossa velha (ou nova) tralha de pesca e nos mandamos para o rio, sem pensar se estamos atualizados ou defasados em matéria de tecnologias e produtos. Que se dane tudo, o bom mesmo é dar uma canseira nos peixes ou tomar uma deles. A natureza, a cervejinha, o churrasquinho e até a chuva tomada ao relento compensa tudo, afinal, é a aventura que queremos ter em doses cavalares. É um bem ou um mal crônico, incurável. Mas essa turma da Calaça fica me provocando, qualquer hora dessas acabo por comprar um barco deles, desde que o frete ou minha mulher não me matem. Abraço do Gilbertinho
  8. Concordo com boa parte dos comentários, contudo vejo-me instado a discordar de alguns pontos, e são os seguintes: a) É óbvio que quanto mais "liso" for o casco, melhor o desempenho do barco, independentemente da motorização. Logo, um barco rebitado jamais terá a mesma performance que um de caso liso; b) O Jack otimizará o desempenho de qualquer dos cascos, em menor ou maior grau. Dizer que o equipamento não deve ou não pode ser instalado num barco comum não representa verdade única, tampouco relativa. É por tal razão que você encontra Jack's para todo tamanho e gosto. Para se ter uma ideia, fiz um "racha" contra um barco rebitado de 5 metros, a mesma medida e motorização que o meu, que é soldado. No dele tinha um Jack, e no meu não. Acabei ficando na poeira. c) recuar o Jack para aquém da popa é procedimento comum em lanchas de pequeno porte, vi várias com essa configuração. O efeito obtido é o de minimizar os impactos hidrodinâmicos decorrentes da proximidade do sistema propulsor ao barco. d) Creio que a Calaça segue no ruma certo, fabricando apenas barcos soldados, com boa diversificação de modelos. O que vejo com alguma ressalva é que o comentário possui mero caráter mercadológico, pouco contribuindo para um melhor conhecimento sobre os Jack's.
  9. Edu, vou dar um pitaco. O Fabrício já demonstrou o que é exigido em lei. Daí você verificou que nem tudo é obrigatório e, no caso das luzes de navegação, só se ela navegar à noite. Até esse ponto tudo bem. Contudo, você deve contar com a possibilidade de alguma "autoridade" autuá-lo por não ter as tais luzes, mesmo que de dia. Também pode ser que em alguma ocasião excepcional, você precise navegar à noite, e mesmo sem fiscalização, isso pode gerar um acidente, às vezes até grave. Se considerar o que é necessário, você precisa de pouca coisa, como as luzes de boreste e bombordo e a de alcançado, que serve também para os casos em que esteja fundeado com o barco em qualquer lugar. Nada que custe mais que 100/150 reais, e pode livrá-lo de uma boa dor de cabeça. Melhor prevenir. Abraço do Gilbertinho da Amazônia
  10. Caro Junos, Fico grato pela generosidade de suas palavras, que ajudam a renovar meus valores e minha fé. Muita felicidade pra você e os seus. Abraço do Gilbertinho
  11. Ufa! Até que enfim nosso embaixador resolveu trazer para nosso deleite a beleza das meninas que hoje compõem a nata da música sertaneja. Já estava cansado de ver caras masculinas, todas feias em sua essência. Fabrício, essa será a única postagem que salvarei em meu computador para ver todo dia, nem que morra de overdose. Quanto a ciúmes, nem pensar, o que é lindo é pra ser incondicionalmente compartilhado. Valeu meninas, muita sorte na carreira, na família e no amor. São os votos do Gilbertinho da Amazônia. PS: Parabéns, Fabrício.
  12. Pessoal, Existe um troço chamado "desobediência civil". Nem preciso dizer que essa hipótese ocorre quando um certo grupo de pessoas ou uma nação inteira decide por não dar pelota a certas leis que só lhes trazem prejuízos, suprimam direitos e/ou ameacem suas vidas. Estamos diante disso. O Estado, em razão de lei, deixa a população à mercê de bandidos, porém pouco ou nada faz para protegê-la. Logo, entendo que o negócio é ignorar tal lei e, em circunstâncias que assim recomendem, portar armamento para defender a si e seu patrimônio. Pode até ser ilegal, mas é legítimo. Viajo pelos rios da Amazônia, e os assaltos a barcos, inclusive de passageiros, já estão se tornando cada vez mais frequentes. Não viajo despreparado, sempre tenho uma "bocuda" por perto, escondida da Polícia. Peço a Deus que nunca precise usar, mas se for necessário, não vai dar nega, vai ser "porva" pra todo lado. É o único jeito de me sentir seguro. Abraços do Gilbertinho da Amazônia
  13. Olá, Moçada; Conheço relativamente bem os rios do Pantanal. Na maioria, são bons de navegar, mas têm uma "pauleira" danada. Do mesmo modo, conheço o 40 HP, é bem veloz em cascos próprios para pescarias. Tendo esses aspectos em conta, entendo o seguinte: a) Deve-se evitar cascos tipo chata ou meia-chata, diante do risco de colisão com troncos. "Montar" num desses em alta velocidade com barcos tendentes a levantar é problema.Partindo disso, creio ser aconselhável um casco com proa afilada, se bater num pau tende a se deslocar para os lados,e reduz o risco de acidentes; b) Quanto à questão de segurança e manobrabilidade fico com um casco de borda média, com um bom calado e formato esguio. A borda média confere maior segurança, já que o 40 pesa em torno de 70 kg, ao passo que os tradicionais 15 pesam 35. A manobrabilidade é favorecida por um calado maior e pelo formato esguio, características desejáveis em pescas de batida; c) o casco pode ter 6 ou 7 metros de comprimento, já que o 40 comporta uma maior dimensão. Tive durante um bom tempo um "Campineiro" 7 metros da Levefort. É casco pra ninguém botar defeito. Boca e popa mais estreitas, corta maravilhosamente bem a água e se mantém naturalmente no "fio" da água, o que facilita muito a pesca de batida. Pra quem gosta de "bater" pacus sabe que quanto mais sorrateira for a aproximação, maior a chance de sucesso. É o que ensina o pantaneiro da gema. No mais, nenhum reparo a fazer em relação à espessura da chapa, isso foi bem abordado pelos colegas. Abraço do Gilbertinho da Amazônia
  14. Muito bom o conteúdo do post, Capita. Didático paca. Vou mandar seus ensinamentos ao pessoal que trouxe um Jack dos EUA há uns 30 dias, mais com a finalidade de reduzir o calado do botes de pesca e, com isso, poder passar mais facilmente por trechos rasos e chegar nos locais de pesca. Abraços do Gilbertinho

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O Fórum Turma do Biguá (FTB) surgiu no ano de 2006. Na época os poucos fóruns de pesca que existiam estavam voltados a divulgação de produtos e marcas, ocasião em que o FTB foi criado com a intenção de reunir amigos e grupos de pesca de todo o Brasil sem vinculação a qualquer empresa ou produto..

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