Ir para conteúdo

Líderes

Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 11/14/25 em todas áreas

  1. Surpreende-me bastante as informações das operações que se realizam na bacia do rio Negro. Claro que se trata há muito previsto e anunciado, mas me parece que estamos diante de um "novo Pantanal". Melhor explicando essa conversa de "pantanal", já que por muito tempo foi a meca das pescarias e sonho de muitos. É preciso reconhecer que os cenários são parecidos, mas diferentes, face algumas tentativas de proteção ao tucunaré. Quando se menciona o Pantanal, é preciso lembrar que além da pesca liberada, tinham - também - os pescadores profissionais com diversas indústrias montadas para a comercialização do pescado... claro que ficou "água arrasada"... Posso estar sendo "alarmista", mas a incidência de pescadores nos aeroportos & cidades ribeirinhas é muito elevada. Somando isso ao complemento dos que chegam pelo próprio rio Negro em transporte regional, fica ainda "pior"... Como comparação (nada além disso), Barcelos era a capital mundial dos peixes ornamentais, com uma economia girando em torno dessa atividade que tinha até "grupos rivais" no folclore regional. O escoamento dessa "matéria prima" era colossal, não importando as enormes perdas dos peixes "exportados" (era muito barato o milhar desses alevinos ou juvenis comercializados). Hoje é difícil encontrar referências disso, e mais ainda, interesse em reativar o negócio... (certamente por conta de outras alternativas dos compradores) No caso dos tucunarés da bacia do rio Negro (e arredores), ações de proteção estão sendo implementadas (acabaram as incursões de "barcos geleiras" para transporte do pescado até Manaus - centro consumidor). A obrigatoriedade do "pesque e solte" (nas espécies protegidas) e a conscientização dos ribeirinhos (incluídos os piloteiros e mão de obra disponível para as operações de pesca) muito tem feito nessa preservação, MAS é preciso lembrar que o tempo de crescimento dos troféus é lento, insuficiente para atender esse imenso grupo de pescadores que se desloca para "aqueles dias maravilhosos". A economia regional passa por uma adaptação de "novas fontes de renda", seja através de taxação (licenças metropolitanas de pesca), exclusividade em rios secundários através de "contrato" entre as comunidades, operadores e o estado (município). Já presenciei alguns lugares APÓS essas medidas serem implementadas e se tornarem operacionais, e constato que é uma diferença enorme nos resultados obtidos... Contudo, a demanda de grupos de pesca aos operadores é algo constante, imperativo, que começa a ser tratado com muita antecedência (falar em 12 meses de antecedência é quase um lugar comum). Destinos variados, resultados também variados e o mais importante, o crescimento dos custos necessários para atender às especificações apresentadas na venda do produto. Outra coisa presente é a capacidade criativa dos inúmeros "ex-pescadores profissionais" em montar suas próprias operações, já com uma "oferta de acessórios" bem inferior aos grupos tradicionais. Refiro-me ao "bate e volta", as acomodações mais simples, os acampamentos em pontos do rio, além da interligação de toda essa operacionalização ofertada. Venho observando (essa é minha dedução) que em tempo não tão distante assim, teremos sinais mais evidentes do que essa "superlotação" de botes pescando irá gerar mais frustração do que o próprio "repiquete", que não pode ser controlado, apenas servir de "justificativa" para a diminuição dos resultados esperados para aqueles que esperaram e disponibilizaram "uma grana" para seus sonhos de pesca.
    1 ponto
  2. Lucão, As resistências dessas espécies é mesmo muito grande. Encrenca certa para o conjunto e o pescador
    1 ponto
  3. Lucão, Entendo assim também, mas essa alternativa de pesca "abaixo de Barcelos" é algo que somente agora parece estar sendo oferecida, possivelmente pela pressão das áreas acima de Barcelos.
    1 ponto
  4. Vai dar bom @TiagoAsa torcendo aqui pra que tenha uma ótima semana de pesca.
    1 ponto
  5. Fala, turma! Venho relatar mais uma pescaria. Dessa vez, foi na região de Barcelos, a bordo do Barco Marruá. Nossa pescaria foi realizada entre os dias 04/10/2025 e 10/10/2025. Depois de dois anos consecutivos enfrentando secas extremas na Amazônia por causa dos efeitos do El Niño, é muito bom chegar e ver o Rio Negro assim, voltando ao seu nível normal. OUTUBRO DE 2025 NOVEMBRO DE 2024 O nível do Rio Negro, em Barcelos, ainda estava um pouco alto. Nosso objetivo era subir o Aracá ou o Demeni, mas ambos os rios estavam cheios de barcos-hotel. Até então, eram os dois que apresentavam as melhores condições. Três dias antes da pescaria, saiu um peixe de 86 cm no Demeni, o que certamente atrairia ainda mais turmas para lá. Em conversa com o pessoal do Marruá, decidimos mudar os planos: subir o Negro em direção a Santa Isabel do Rio Negro e pescar mais acima. Chegando em Barcelos, já era possível avistar algumas praias surgindo ao longo do rio — um sinal animador que elevava nossas expectativas e deixava o pescador ainda mais ansioso. Assim que chegamos, embarcamos no Marruá. Um almoço rápido e, sem perder tempo, já estávamos na água, prontos para viver mais uma aventura amazônica. Logo nas primeiras horas de pesca, já embarquei três peixes na hélice — o que anima qualquer pescador. Na subida, optamos por dormir na boca do Arirarrá e, bem cedo, entrar no rio para pescar. Porém, não foi uma boa escolha: passamos a manhã toda dentro do Arirarrá sem ver um único peixe. Paramos para o almoço, pegamos aquela típica chuva torrencial da Amazônia e decidimos voltar para o rio Negro. Por lá, embarcamos alguns peixes, mas a pescaria continuava difícil — até que um belo exemplar entrou na sarará e levou a garateia com pitão e tudo! A Amazônia nunca é fácil, mas sempre surpreende! Hahaha Continuamos subindo o rio Negro, e a pescaria seguia difícil. Ainda assim, vários peixes na faixa de 50 a 60 cm estavam entrando — e o melhor, quase todos na hélice. O troféu ainda não havia aparecido, mas encontramos um bom cardume que garantiu a diversão. Seguimos a pescaria nesse ritmo: muito peixe de pequeno porte na hélice, garantindo a diversão, mas ainda faltava aparecer o grande. Até que vimos um peixe enorme caçando. Joguei para um lado, o Marcelo lançou para o outro — e lá estava ele, o gigante entrou! Mas, como sempre digo, a Amazônia nunca é fácil. Peixe grande é ainda mais difícil, e dessa vez quem não aguentou foi o snap. Cara, é triste demais ver a expressão de quem perde um troféu! Kkkkkkkk Mas faz parte — a pescaria segue. E o pior é que sempre fazemos nosso tradicional torneio… então perder um peixe desse tamanho é, literalmente, perder um troféu! Nossa pescaria seguiu nesse ritmo. Subimos mais um pouco e encontramos alguns peixes maiores. Meu destaque foi um belo paca de 70 cm. Continuei embarcando muitos peixes na hélice, o que me manteve na liderança do torneio. O pessoal acabou perdendo pelo menos uns cinco peixes grandes, que acreditamos serem os tão afamados 80up. Os quatro maiores peixes da semana mediram 79, 76, 74 e 70 cm. No nosso torneio, só são válidos peixes acima de 50 cm — e esses foram os números da nossa turma, composta por 15 pescadores: 50up = 89 peixes 60up = 26 peixes 70up = 4 peixes Total = 119 peixes embarcados Peguei muitos peixes na hélice, somando ótimos pontos para o torneio, o que me rendeu o troféu de melhor pescador. A isca que marcou minha pescaria foi a High Roller 6.25 Não posso deixar de destacar o barco Marruá: excelente custo-benefício em Barcelos. O atendimento é nota 10; os proprietários estão sempre junto com o grupo, os guias são experientes, o barco é confortável e a comida e as bebidas são de primeira. Com certeza pretendo voltar — e recomendo!
    1 ponto
×
×
  • Criar Novo...