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Luiz Transferetti

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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Eder Nascimento em Primeira Pescaria 2019 - Três Marias   
    Show Eder. Parabéns 👏👏👏
  2. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de FabianoTucunare em Viagem de Pesca - Onde Escolher?   
    Blz Guilherme? 
    Vou deixar minha opinião. Desses pontos que vcs citou aí, só não conheço a argentina por enquanto. Suriname fui esse ano e gostei bastante. Tem um relato meu aqui. 
    Barcelos já fui varias vezes e pra mim, mesmo sendo difícil de pegar o tão sonhado troféu e também fazer uma pescaria abundante de vários peixes médios, pra mim é o melhor lugar que conheço. A natureza, a beleza do Rio Negro, os barco hotéis, os excelentes guias e as grandes amizades que fiz por lá me levam a preferir aquele paraíso. 
    Mais pensando no seu lado, uma primeira pescaria top pra mim tem que ser top. Amazonia(açus), Argentina e Suriname são pescarias onde tem uma porcentagem mto grande de dar errado 😬😬😬. Todos que conhecem sabem disso. 
    Desses lugares aí que citou lhe aconselho sinceramente o Rio Trombetas, de setembro em diante. Lá não tem repiquete, não tem pressão de pesca e vc pode pegar a tão sonhada variedade de peixes no mesmo rio. Piraíba, pirarara, Jaú, trairao, tucunaré, pacus, bicuda, jundiá, cachara, piau e por aí vai. Eu fui e recomendo a 3HFishing pra te levar, não ganho nada com isso, só gosto de ajudar meu parceiros pescadores e também pq a pousada fica numa excelente parte do rio. Tem um relato meu aqui também dessa pescaria. 
    Espero ter ajudado e qq coisa to aqui. 
    Grande abraço. 
  3. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Fernando_Oliveira em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
  4. Thanks
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Cesário em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
  5. Thanks
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Diógenes Hoffmann em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Vlw Chefe. Desculpa as zueira aí tb kkkk. Daqui uns dias a gente vai trombar por aí d novo 👊👊👊. 
    Abracao meu irmão!!!
  6. Like
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Fabrício Biguá em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Vlw mestre. Operação mto top. Vale cd centavo e é uma experiência única. Suriname é o melhor lugar da Amazônia pra pegar as piraíbas. Não tem erro. 
    Abracao. 
  7. Like
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Marcos Ide em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Henrique Rossini em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Vlw Henrique. 
    Abraço.
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Fabrício Biguá em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Eder Nascimento em Parcerada Boa - Piraíba Lodge / Rio Courantyne - Suriname / Jul.18   
    Olá amigos pescadores.
    Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo, nossa querida Amazônia. Só que esse ano a Parcerada escolheu fazer uma pescaria diferente das dos tucunarés (mais nem tanto kkk) e fomos atrás das lendárias e famosas Piraíbas do Suriname. 
    Nosso destino foi o Piraíba Lodge, as margens do Rio Courantyne administrado pelo gente finíssima Diógenes Hoffman, da 3HFishing. Fechamos essa pescaria a 2 anos atrás, quando voltamos do Trombetas e o Chefe, como ele é chamado, sempre nos auxiliando e respondendo nossas dúvidas com muita prestatividade. Vlw Chefe, foi top!👊.
    O ponto de partida é Belém-PA. Depois pega-se um voo comercial para a capital do Suriname, Paramaribo e de lá, no outro dia, um voo fretado pras margens do Rio. Pousando, pega a canoa e sobe o rio 25 min. e tá no Lodge.
    A pousada é top. Na beirada do rio, com alimentação excelente, conforto, limpeza, tira gosto e cerveja gelada. Tudo e mais um pouco do que a gente precisa pra passar uma semana com vida de rei.
    Além da nossa turma, foram mais 4 pescadores de SP. Povo gente boa d+++++. 
    A turma:

    Da dir. p/ esq.: Dudu, Rodrigo, Baita, Guile, Heitor, Eu, Rafão e Rafa .
    A pousada:

    A vista: 

    A pescaria:
    Além da piraíba, também pega dourada, pirarara, surubim, piranha(tem pouca), corvina, tucunaré e até tarpon, por conta da foz Rio Corantyne estar perto da pousada (aprox. 100km) e com isso os tarpons sobem pra procurar comida. 
    E eles foram nossos peixes escolhidos pra se pescar no primeiro dia pois tinha cardume muito grande por perto e lá ficamos o dia inteiro e como ele é muito difícil de se fisgar, apenas um embarcado, várias linhas estouradas e quase todas as iscas artificiais, que já eram poucas, perdidas. 
    Apenas o Rafão deu cagada e tirou um :

    Logo no segundo dia nós subimos 4hrs rio acima pra um hotel abandonado no meio da floresta pra um dos lugares mais bonitos que já pesquei na vida: a Cachoeira Wonotobo. Lá foi o lugar das piraíbas. Saíram várias, outras várias perdidas e muitas histórias. 
    A cachoeira: 

    São várias quedas d´água correndo entre a mata formando um emaranhado de cachoeiras e poços onde as piraíbas ficam. É impressionante o tamanho e a beleza desse lugar. E tem uma trilha em meio a mata fechada que leva pra cima das cachoeiras.
    E que a gente não poderia deixar de fazer:

    O hotel abandonado fica localizado na Guiana, que faz divisa com rio do Suriname, onde os guianos o fizeram pra levar clientes pra observar os pássaros e a cachoeira e que serviu de acampamento de luxo pra gente por 4 dias e 3 noites muito bem dormidas nas redes e escutando o barulho da cachoeira quando o Rodrigão e o Dudu davam um tempo no ronco kkk.

    A vista: 

    Os peixes: 

    A maior, pega pelo Baita. 02 metros de força bruta:


    Minha maior, 1.90m:

    Não sei a ordem dos dias e nem os lugares certos que saíram os peixes por isso coloquei de forma aleatória. E também não me lembro a medidas dos peixes da turma, mais sei que saíram monstras pra eles também.
    As raras Douradas, que na nossa semana não foram tão raras assim:

    Essa Dourada do Guile era monstra só que na hora do embarque escorregou e escapou, ficando só a foto da cabeça 2 cores da bitela:

    Vimos uns tucunas caçando e como a carne é fraca....:

    Mais algumas fotos:


    Falo nada

    Os poço:

    Na espera dos couros, Baita fazia a festa com os peixin: 

    Nossa Amazônia: 

    E assim foi nossa pescaria atrás das Piraíbas gigantes. Todos nós pegamos os troféus de que fomos atrás. Se fosse aqui no Brasil, acho que iria demorar muitos anos pra todo mundo conseguir tirar o seu. Triste realidade. 
    E nós tivemos muito, mais muito peixe perdido. Mais que o dobro do que pegamos. No meu caso, a minha falta de experiência com esse peixe fez com que eu perdesse seguramente 2 piraíbas gigantes. Uma tomou 60m de linha da minha carretilha em 30s porque havia apenas 180m de linha e são necessários uns 250m(teimosia minha). O outro não consegui tirar o nó da que eu mesmo dei na árvore pra segurar o barco e perdi o peixe na corrida.
    Uma piraíba de médio porte, toma mais ou menos uns 30, 40m de linha na arrancada. Uma maior toma 50, 60m e tem que sair com o barco atrás. Uma mínima bobeira do pescador o peixe escapa. E também tem a chance do peixe, que estoura a linha nas pedras ou na arrancada, abre o anzol, estoura o leader, quebra vara(aconteceu) e vários outros fatores. Por isso também esse tanto de peixe perdido.  
    Mais eu gostei muito desse tipo de pescaria, já fiz pescaria de couro, mais nunca o dia inteiro. Vou voltar com certeza pra buscar essas monstras que me escaparam.
    Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de fazer o que mais gosto na vida, que é pescar. A minha amada Cris, mãe do meu recém menininho(não foi fácil aguentar a saudade não) pela sua paciência com esse vício. 
    Agradeço muito ao Diógenes e sua equipe pela semana fantástica. O Lodge e a pescaria são fora de série e com uma logística tão complicada, não falta nada e tudo funciona perfeitamente. Parabéns e cada vez mais sucesso meus amigos. 
    Aos meus novos parças vlw d+++++++ turma. Vcs são 1000.
    Aos antigos foi top revê-los de novo e passar uns dias ai com vcs nesse paraíso. Mais uma pra conta moçada e que venha o Xinguzão e Argentina em 2019.

    Material mais utilizado:
    Carretilha ou molinete. Penn, New BG 6500 Daiwa, Thunnus 6500.
    Varas de 80 a 120lbs.
    Linha multi 100lbs.
    Leader 0.90mm na carretilha ou molinete e 1.5mm depois do girador.
    Espero que gostem e de ter ajudado alguém que queira ir pra lá.
    Abraço e sempre boas pescarias a todos!!!
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de FabianoTucunare em Opção de pesca e Julho - Rancho Kojak   
    Boa-noite @Vicente_SennaJR
    De uma olhada no Rio Trombetas. Acredito que lá que dê pescaria boa o ano inteiro. Eu fui em setembro e foi uma das melhores que já fiz e pelo que sei em julho pega-se o rio um pouco mais cheio, o que fica bom pros peixes de couro que lá tem aos montes. Converse com o pessoal da 3hfishing que Operam lá no Alto Trombetas.
    Também nessa época há pescaria nos afluentes do Xingú como o Teles Pires, Juruena, Suiá Miçú, Rio Azul, e o próprio Xingu, onde hoje o Ian, dono do Kalua de Barcelos está fazendo uma operação espetacular pra se pescar na reserva indígena do Xingu. Lugar sensacional que ano que vem vou conhecer e há uma pescaria de trairão no Rio Braço Norte no MT, Rancho Serra do Cachimbo. Numas dessas fui e em outras só ouvi falar bem. 
    Espero ter ajudado. Um abraço. 
     
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    Luiz Transferetti deu reputação a Kid M em [Barcelos/2018] Legislação, Taxas e Infos importantes pra quem vai.   
    Octávio,
    Possivelmente haverá uma listagem prévia semanal com cada operador, para que este providencie os pagamentos, recebendo (em grana) dos pescadores antes de embarcarem. Isso já aconteceu antes, e o esquema era uma "pulseira plástica" que se adquiria por ocasião do Pagamento. Não tenho dúvidas que isso será equacionado pelos operadores...
    Com relação a Lei, tenho pouco acrescentar, salvo QUE SEJA PRATICADA !  
    Todas as principais e mais importantes ressalvas de preservação estão sendo contempladas, inclusive o que pode (ou não) ser sacrificado para alimentação.
    Não menos importante a definição / proibição de comercialização de pescado fora do Município ! Isso irá dar um tranco na retirada de pescado...  
    Torcer que a população ribeirinha da região, bem como os principais agentes das operações, funcionem como FISCAIS dessas regras !
    Se vingarem, poderemos levar nossos netos àquela fantástica região pesqueira.  
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    Luiz Transferetti deu reputação a Eder Nascimento em Três Marias - Julho 2018 - Aquecimento Sucunduri   
    Blz Piru pode deixar que falo com eles e espero ter a mesma sorte que a sua naquele pirarucu.
    Não vejo a hora de estar lá. 
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    Luiz Transferetti recebeu reputação de Eder Nascimento em Três Marias - Julho 2018 - Aquecimento Sucunduri   
    Top Eder, parabéns. 
    Boa sorte pra vcs no Sucunduri. Manda um abraço lá pra Dona Zi e pro Rafa se ele ainda tiver lá. Fala que foi o Peru que mandou, eles vão saber hehe. 
    Abraço parceiro 👊👊👊.
  16. Like
    Luiz Transferetti recebeu reputação de André Tochio Kazeoka em APROVADO - Curso de Arremesso com carretilha – Magic Fishing School Nelson Nakamura   
    Estou organizando um aqui na região de Patrocinio e Araxá MG em um hotel fazenda. Se alguém se interessar me manda MP que adiciono no grupo.
  17. Like
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Wellerson Santana em PESCA ESPORTIVA EM BARCELOS ESTA ACABANDO   
    Tomara que estejam colocando em prática a lei e criando novas regras mesmo. Um paraíso daquele não pode acabar. 
    Como é bom saber que os operadores estão unidos a causa e vão financiar a fiscalização. 
    Se cada operador de Sirn e Barcelos tirar, ou até cobrar a mais no pacote R$100,00 de cada pescador dá pra fazer muita coisa. 
    Poderiam tentar criar o açú e outros peixes em cativeiro financiado por essa “taxa” para abastecer o mercado de peixes e acabar de vez com a predação e também repor os peixes no Rio Negro.
    Imagina???

  18. Upvote
    Luiz Transferetti deu reputação a Luiz Nogueira em Agora a culpa é do Tucunaré!!!   
    É Xara, tá fácil não!
    Eu até que não era radical, achava que podíamos ter uma saída que não fosse a cota zero, mas vi que não tem jeito.
    Hoje eu apoio a cota zero total, zero em tudo mesmo, em todas as especies nativas ou não e em todo o nosso território.
    Só que para isso acontecer vai ser complicado, nossa politica não se importa nem com o ser humano, com a vida das pessoas, o que sobra para o nosso meio ambiente.
    Lamentável!   
  19. Like
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Eder Nascimento em LAGO DE TRÊS MARIAS - DEZEMBRO 2017 - GUIA JEFFERSON   
    Kkk vamos marcar uma ano q vem certeza parceiro👊.
    Abração. 
  20. Upvote
    Luiz Transferetti deu reputação a João_Medeiros em Expedição Amazônica - Rio Sucunduri (Outubro/2017)   
    Muito obrigado Ricardo!
    Os peixes de lá são realemente muito bonitos.. Leve umas varinhas 17lbs e se divirta, vai curtir muito!
    Um abraço!
    Valeu Luiz, muito obrigado por suas dicas fresquinhas antes de minha semana, um abraço!
    Valeu Jorge!
  21. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Eder Nascimento em LAGO DE TRÊS MARIAS - DEZEMBRO 2017 - GUIA JEFFERSON   
    Boa Éder. Pegou d++++. 
    Parabéns meu amigo.
    Grande abraço.
     
  22. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Fernando_Oliveira em Parceirada Boa - Rio Juma e Sucunduri - Set/Out - 2017. Dois Gigantes!!!   
    Olá amigos pescadores. Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo. A nossa incrível, inigualável e inestimável Amazônia. Se existe um lugar pra chamar de paraíso, é ali.
    Já é um privilégio ir conhecê-la e desfrutar das suas mais diversas virtudes e, quando ela resolve nos mandar algumas surpresas meus amigos....nos apaixonamos ainda mais. São tantas histórias por lá. Algumas já contei em outros relatos e, nesse vou tentar repassar um pouco da emoção sentida com as gratas surpresas(outras nem tantas kk) que ela nos proporcionou. 
    Aqueles que já foram pra lá sabem do que eu estou falando. Pra aqueles que não foram, espero sempre conseguir lhes influenciar a ir. 
    Dessa vez, a Parceirada Boa foi pra 2 destinos inéditos pra maioria de nós. Rio Juma e Rio Sucunduri foram eles. 
    A Parceirada Boa:
    Rafa(frente), Eu, Rafão(a dir.), Nersão(a esq.), Japa(centro), Guile(a dir.), Baita(a esq.) e Betin(último).

    Eu o Baita, Nersão e Rafa, Rafão e Guile(ordem das duplas) somos parceiros de longa data. Somente o Japa e o Betin nunca tinham pescado com a turma toda unida, só com um ou outro. Mas com um ano de grupo do whatts nos tornamos amigos e depois da pescaria, grande amigos. Eles formaram dupla e aconteceu um caso com eles que prova ainda mais como o pesque e solte funciona. Mais abaixo vou relatar essa proeza kkk.
     
    Primeira parada, Rio Juma:
    O Juma mais parece um lago que um rio. Cheio de árvores dentro do rio que formam um paraíso pro pescador. Todo arremesso no pé dos grandes troncos ficamos esperando a porrada.

    Só conheciam o Juma o Rafão, o Guile e o Japa e por conta de uma mudança de voo pra um dia antes, fomos só eu o Baita e o Betin pra pousada, o restante da turma chegaria no outro dia a noite. Vlw Tam, continue assim.
    Chegamos em Manaus, pegamos a van e partimos pro Porto do Ceasa. Lá uma lancha rápida nos esperava pra atravessarmos o rio para o Careiro da Várzea. Nesse caminho se atravessa o encontro das águas. 
    Chegamos ao Careiro, já de tardezinha, e pegamos uma Kombi que nos levaria as margens do Lago do Maçarico, no rio Juma 01:30 depois. Chegando no Maçarico, pegamos mais uma lancha rápida e partimos pra pousada. 04 hrs de lancha que demoraram a passar porque a ansiedade estava a mil. O tempo estava fechado, sem aquele tradicional solzinho de 40 graus na sombra e a medida que a noite ia chegando o tempo ia fechando. De madrugada fechou de vez. Uma chuva daquelas caiu e continuou caindo até o meio dia.
    A pousada:


    Ficamos na Pousada do Paulinho, a última pousada do alto Alto Juma. Pousada nova, tem ar e banheiro privativo em cada bangalô, bons barcos e guias e um ano só de funcionamento(antes só haviam 2 bangalôs e barracas) e a logística é bem complicada por ser muito longe(mais perto do peixe em compensação) e por isso tem algumas falhas ainda. Mais o Paulinho é um cara 10, (sua risada é mil ) , muito humilde e esperto. Acatou as sugestões da turma e pra temporada que vem estará bem melhor. Com certeza voltaremos.
    O Rio Juma é uma ótima excelente opção de roteiro pra aqueles que vão pra aquela região pra pescar uma semana e tem um pouco mais de tempo. Dá pra fazer uma pescaria de "aquecimento" por lá de 3, 4 dias antes, como nós fizemos, e depois partir pra "titular" ou vice versa. Alguns parças da turma pescam por lá há algum tempo e já pegaram vários tucunarés de 8, 9kgs, alguns de 9,5kgs e há relatos recentes de peixes com mais de 10kgs.
    Vista do quarto:

    A pescaria:
    Mesmo debaixo de muita chuva saímos bem cedo pra pescar. Os peixes estavam atacando tudo, muito ativos. No terceiro arremesso do dia acerto o maior peixe da turma no Juma.
    15lbs:

    Logo depois acerto um de 13lbs, mas não deu pra tirar foto por conta chuva forte que caia.
    Os parças também pegando:


    Fim do primeiro dia de pesca e, mesmo com a chuvarada terminamos animados.
    A noite a outra parte da parceirada chegou e foi uma farra só. Dois anos sem ver. Haja papo pra colocar em dia.
    No outro dia cedo, o tempo ainda estava fechado mais sem chuva. Saímos pra pescar e subimos uma hora o rio. Haviam 14 argentinos na pousada e eles também subiram, o que dificultou bastante a pescaria na parte da manhã porque, lá em cima o Juma fica bem estreito e se pesca no rio e nas pequenas ressacas. Ao meio-dia em ponto, bem na hora do almoço, caiu outro dilúvio. Que chuva . Não teve nem jeito de fazer o assado e descemos pra pousada. Alguns ficaram lá em cima e pegaram alguns.
     
     
    A chuva deu uma trégua a tarde e saímos pra pescar mais já vimos que a água tinha esfriado e que não ia ser fácil a pescaria dali pra frente.
    Terceiro dia de pesca e nada de peixe. Nem parecia o rio que eu tinha visto 2 dias atrás . Esse dia foi um dos piores pra mim numa pescaria amazônica. O que me salvou do dedão foi um Jacundá.
    Dia inteiro e só peguei um azarão Jacundá:

    Pelo menos foi o maior que já peguei até hoje kk.
    Pescaria no último dia foi muito difícil. O sol abriu, mais a água tava um gelo. Até pra tomar banho tava difícil. Peixe então, nem sinal.
    Mais fotos dos dias que passamos lá no Juma:






     

     
     
    Molecada indo pra escola:

    E assim foi nossa pescaria no Rio Juma. O tempo atrapalhou muito, mais pescaria é assim mesmo. Não depende só de nós. 
    Voltando pra Manaus na lancha rápida do Paulinho, de camisa vermelha:

    Segunda parada, Rio Sucunduri:
    Chegando em Manaus, partimos para o Hotel Tropical(já incluso no pacote da pescaria) onde dormimos pra no outro dia pegar o hidroavião com destino ao Sucunduri.Operação mais do que 100% do agora grande amigo Victor Villanova, do Villanova Amazon. Cara nota mil. 
    Em relação a logística, horários, quartos, barcos, guias, motores, comida, organização, limpeza, tripulação, gerência(Rodrigo e Dona Zí), sua atenção durante todo o ano de espera, tirando sempre nossas dúvidas mais rápido possível e com clareza, tudo perfeito. Só nos resta agradecer.
    O Rio Suncunduri é habitado pelo cichla pinima, o tucunaré pinima. Peixe coloração fantástica. Nadadeiras superiores azuis transparentes e inferiores laranjas escuro e amarelas. Três faixas laterias pretas e falhas, barriga na cor branca e vermelha. Também tem pinimas com as pintas tradicionais dos pacas. Peixe lindo e muito forte. No começo, antes de nos acostumar, a gente fisgava um e achava que era de 4, 5kgs e quando via era de 2 kgs  .
    No Sucunduri o que manda é a quantidade. Vários foram os dias em que pegávamos no barco 70 peixes/dia e também, hora ou outra entrava um de 4, 5 kgs e saíram alguns maiores de 5kgs considerados os troféus.
    A pescaria:
    Saímos do Tropical lá pelas 09 da manhá e partimos pro Eduardinho. Lá nos aguardava o Victor. Nos conhecemos lá e ele nos deu todas as informações sobre a pescaria. Tava saindo peixe, mais ele estava manhoso.
    O tempo pra variar estava fechado e chuviscando e eu que morro de medo avião, já tava tremendo só de ver aquelas nuvens. Mais fazer o que? Gosto de pescar, então tem que encarar.
    O Hidroavião:
     
     
    Apesar do meu medo de avião, o voo foi muito tranquilo e o piloto ainda se deu ao luxo de fazer algumas manobras radicais pra tentar me enfartar. Mais sobrevivi viu, piloto f....
    Rio Sucunduri:


    A pista de pouso:

    Chegamos ao Angler 2, nossa casa durante a semana. Barco top. Cabem 08 pescadores nos 04 quartos com muito conforto. Cada quarto tem um beliche, banheiro e ar-condicionado e a roupa de cama é trocada todo dia. Um luxo em meio a floresta.
    O Barco:

     
    A vista do quarto:

    Um almoço com um tambaqui e uma cerveja gelada já nos aguardavam:
     
    Almoçamos, arrumamos as traias e a tarde já saímos pra esticar as linhas:
    Os primeiros pinimas:
     
     
     
      
     
     
    Primeiro peixe que peguei no Sucunduri. Esse bicho me persegue:

    Nessa primeira tarde de pescaria, apesar do tempo meio chuvoso, já notamos que o rio estava muito seco e secando e o peixe muito manhoso, como nos disse o Victor em Manaus. Podia ser por causa do rio muito seco e também por conta de certa pressão de pesca, porque já era meio de temporada e havia o outro barco Angler, com 16 pescadores do nosso lado, devido a difícil navegação e um problema, que foi resolvido, do nosso gerador de energia e com isso usamos a energia deles por uns dias. Coisas que acontecem em qualquer lugar.
    No rio os maiores tucunarés corriam das iscas e só os pequenos atacavam, e de forma bem lenta. Então a estratégia para o próximo dia era diminuir o passo das iscas pra ver se os grandes entravam. A estratégia deu certo e começaram a sair peixes melhores. Iscas pequenas como Bonnie 95 trabalhando bem lentamente, Red Pepper no stick lento também, igual pescaria de robalo deram bons resultados. As infalíveis T20 e Rover, todas osso, também mataram a pau em alguns dias de sol mais forte. Jig nas praias do rio e nas partes mais fundas das ressacas e lagos era até sacanagem. Até as hélices arrancaram alguns peixes da água.
    Mas mesmo com as adversidades, nesse primeiro dia o Baita joga numa saída de ressaca, no meio de uma galhada a T20 e um bonito peixe pega e sai rasgando pra pauleira. Como ele ainda não gosta de usar leader, 1x0 pro peixe. Isca e peixe foram embora.
    E toda a noite a gente se reunia com o gerente Rodrigo pra traçar a estratégia do dia seguinte. Pescamos no Sucunduri, pra cima e pra baixo, nas ressacas, nos afluentes, mais foram nos lagos que saíram os maiores peixes e as grandes surpresas dessa pescaria. 
    O Pinimas:

    09lbs:

    09lbs:



    10lbs:

    10lbs:






    10lbs:





    09lbs:




    11lbs, peixe comprido:


    E com esse peixe abaixo, começam as histórias da pescaria. No segundo dia, a noite o Japa chega e joga uma T20 no colo do Baita. Ele sem entender nada pergunta o que era aquilo. Japa riu e disse que achou na boca de um tucunaré que havia pego a tarde. "Como? Duvido! É sacanagem???" Baita falava até o Japa mostrar o vídeo. Acreditem se quiserem. Japa pegou o peixe, pela boca com uma isca de meia água com a isca do Baita na boca. Depois ainda dizem que o pesque e solte não funciona. O peixe sacudiu a hora que ele colocou o boga, a isca escapou e enroscou na barriga.
    As fotos da proeza:

    Japa é pescador de Robalo, fera no stick:


    10lbs:

    11lbs:

    12lbs, peixe gordo:

    Baita com ele:

    Esse peixe foi pego num lago. Logo na entrada tinha uma praia que dividia o lago em dois. Quando entramos demos de cara com a praia e batemos um jig e saíram uns pequenos. Saímos da praia e o Baita vê uma bicuda grande correndo de um peixe no meio do lago e aponta "Joga lá". Espero chegar mais perto e lanço em cima. No primeiro trabalho ele suga a isca. Até achei que era pequeno no início porque não correu, mais peixe que costuma sugar a isca é grande. Fui trazendo com cuidado e a hora que ele viu o barco ele virou o bicho. Tomou bastante linha, depois se entregou e foi pra foto. Demos a volta no lago e fomos pro outro. Ao atravessar a praia notamos umas pegadas. Mais perto vimos que era de onça. Ou a gente não notou as pegadas quando batemos os jig, ou a bicha atravessou a praia enquanto a gente pescava. Na hora de voltar pelo cano, tinha que passar o barco por cima de um tronco caído. Foi tenso. Só neguinho com os zóio estalado . Ficou conhecido agora como o Lago da Onça.
    Agora começa outro capítulo da nossa pescaria, o dos gigantes.
    No primeiro dia o Baita, sabendo da fama do Sucunduri de ter os maiores Aruanãs do Brasil, fala pro guia Mimo que quer pescar aruanã e ele fala de um lago que tem uns monstros e que íamos pra lá no outro dia. Como combinado, partimos no outro dia pra esse lago. Da boca já avistamos vários aruanãs no meio do lago. Vamos indo devagar batendo as iscas e dou uma olhada pra trás e vejo um aruanã bem perto. Arremesso e trabalho na manhã e o bicho entra.

    Baita ficou puto. Ele é apaixonado com esse peixe sei lá porque. O homi ficou brabo d++++ kkkk. Seguimos batendo mais só saiu esse. Logo depois começou um vento forte e atrapalhou muito a pescaria.
    Dois dias depois voltamos pro mesmo lago e fomos bater eles de novo. A água estava perfeita. Paradinha, sem vento algum e logo já começamos a avistar eles novamente. Só que já estavam muito espertos. Não atacavam as iscas, só seguiam. Fomos batendo tucunaré pela margem e sempre olhando pra trás. Quase no final do lago enxergo um monstro de aruanã, bem perto do barco. Não ia fazer isso de novo e disse pro Baita "Vira pra trás devagar e joga porque tem um gigante nadando de boa ali". Baita joga um pouco na frente e vem trabalhando. Ele começa a seguir a isca e a uns 4m do barco,ao contrário dos outros, vem a porrada. Pqp, que porrada. Jogou até água no barco e saiu fritando a carretilha pro meio do lago. Baita foi trabalhando o peixe com calma e depois de uns 20min de briga o monstro se entrega. Que alegria .
    12lbs e quaaaase(bem pertinho) 88cm de comprimento:


    Eu com ele:


    Um monstro de peixe. Coisa mais linda. As pernas tremiam tudo! kkk
    Peixe fotografado, pesado, medido e borá pra água. 20min o recuperando na margem até ele se firmar sair como uma flecha. Top! Vlw peixão.
    Tomamos uma pra comemorar e fomos pra luta de novo. Baita avista outro aruanã, jogamos em cima e pega na isca dele. 
    80cm e 9lbs. O homem tava d+. Matou a vontade.


    Mais outros:

    Aruanã chaveiro também saiu:

    Agora vem outra história impressionante. No penúltimo dia entramos num lago e logo na boca Baita acerta um bom tucunaré. Logo depois, numa galhada também acerto um bom peixe, tento segurar ele pra não ir pra pau e abre a garatéia. Já pensamos, "Aqui nós vamos pegar o troféu que falta!". Fomos batendo e pegando vários tucunarés pequenos. Tinha muito peixe nesse lago e a hora do monstrão entrar parecia que ia só amadurecendo. O lago tinha uma profundidade de uns 4m no meio e eu comecei a bater jig. Só esperando a pancada. Numa galhada, Baita joga a zara, a isca entra no drop e vem a pancada. Um tucunaré gigante. Com certeza o mair da pescaria. Bate mais não entra. Ele corre pra uma galhada logo atrás. Baita joga, o peixe dá aquela pancada bruta de novo, leva pro pau, enrosca a isca, sente o ferro e escapa. Putz. "Era o peixe da pescaria. Era o peixe da pescaria" 
    Vários minutos em silêncio e depois vida que segue. Continuei batendo o jig no fundo. Triste mais um pouco animado em saber que ali tinha peixe grande mesmo e a qualquer minuto ele podia sair.
    Perto do ponto do peixão, sinto um tranco que fez o jig parar no fundo. Parecia que tinha enroscado em um tronco. Dou uma leve puxada pra ver se saia e a carretilha começa a fritar  . Mimo fala "Olha ela ai. Você acertou ele. Vai com calma, vai com calma. Você acertou ele". Mais tava muito forte e não parava de tomar linha. Disse "Vai acabar a linha. Liga o motor". Mimo não liga o motor mais começa a remar rápido pra cima do bicho e ele só tomando linha e eu desesperado porque já tava na cama de nylon  .
    De repente, por um milagre de Deus, ele vira e corre pro lado do barco. Vou recuperando a linha e o fôlego e digo "Isso não é tucunaré nunca. É peixe de couro ou um jacaré atrevido". Uns 20min de briga sem nem sinal do bicho, até que ele sobe. Era um pirarucu. "Um pirarucu. Pqp, pqp" disse o Baita  . 
    Nunca, nem em meu melhor sonho eu ia imaginaria que pegaria um pirarucu no jig e ainda mais da forma inesperada que foi. Ajoelhei no piso do barco porque as pernas tremiam tudo e eu não conseguia nem ficar em pé  .  Fomos cansando o gigante até, depois de quase uma hora lutando, conseguirmos atolar ele numa praia. Aí foi só alegria . Tinha charutado o jig e se não tivesse leader, adeus peixe.
    1.62m e uns 50kgs:


    O jig matador, agora aposentado:

    Várias fotos tiradas, muita farra, peixe bem recuperado e solto. Dá-lhe cerveja pra comemorar . 
    No início do lago, tinha uma praia e ainda pegamos vários tucunas no jig. Ehhhh laguinho top!  .
    Outras fotos da Parceirada:

     
    A noite o bixo pegava no truco. Só ladrão:

    Obs: Nersão continua o "caga 3" no truco.
    E teve um parceiro que fez a proeza de perder com o zap e o sete copa. Mais não vou falar quem é. Vou dar só uma dica: tem o olho puxado  .
    Nem antes do café da manhã e na hora do almoço os fominha davam sossego pros peixes:



    Pacú e Piabas:

    Piranha Preta e Caparari:

    Piau na artificial e Jacundá chaveiro:

    Esse brigou bastante, mais como o Baita sabe manejar bem um toco, saiu pra foto:

    Sem comentários:

    Não poderia deixar de falar dos caras que foram pra Amazônia pra dormir. Era rio, rede e cama. Só. 
    Rafão: 

    Rafão tirava até selfie dormindo:

    E Betin. Não podia escorar que dormia:

    Nersão Crocodilo Dante, todo santo dia ele tinha que pegar no couro:

    Atenção: Se alguém comeu um tucunaré com gostinho de Campari lá no Alto Juma depois de nós, é culpa do Nersão: E é muito amor pelos tucunas:
     
    Outras fotos:


    O ponto onde os Aruanãs gostavam de ficar:



    Ohhhhh peixinho bonito:





    Hora dura é essa.

    No último dia a tarde não se pesca, então resolvemos fazer um campeonato de pesca com os guias pra eles descansarem um pouco da dura rotina. O Guile acabou levando o campeonato com o maior peixe, 40cm(monstro kkk).



    E como eu peguei os maiores tucunarés, ganhei os troféus que o Rafão levou. Vlw mano!!!

    Nossa sempre bela Amazônia:











    Com a turma do barco:

    Em nome da Parceirada queria agradecer imensamente a Dona Zí e a sua ajudante, ao Rafa que nos servia e aturava toda a noite (na hora da despedida você chorou que vi safado kkk), aos guias Mimo, Daniel, Nei e Manoel, sem vocês não há pescaria. Ao gerente da operação Rodrigo e ao grande amigo Victor Villanova pela excelente organização de tudo. Vocês são maravilhosos meus amigos. Grande abraço e que Deus continue os abençoando  .
    Agradeço a Deus pela oportunidade e saúde de poder todo ano pescar no lugar que mais gosto no mundo. A minha esposa Cris pela tolerância a esse meu vício.
    Aos meus amigos, só tenho que agradecer por suas companhias. A gente fica 1, 2 anos sem se ver e não é fácil segurar a ansiedade e a saudade. 
    Eu acho que devido as tantas dificuldades climáticas e pressão de pesca encontradas, fizemos uma boa pescaria. Nos divertimos bastante e só de estar naquele paraíso já é recompensador. Grande abraço pra vocês meus irmãos e até a próxima Parceirada Boa.
     

    Material utilizado:
    Varas de 17, 20 e 25lbs.
    Carretilhas de perfil baixo com linhas multi 50lbs e leader 50lbs(alguns kkk)
    Iscas: Jigs Extreme Jigs, T20 osso, Bonnie 95 e 128, Rover128 e Joker113 osso, Red Pepper, Hélices Ccm 11cm e Rip Roller 14cm.
    Grande abraço e sempre boas pescarias a todos! 
  23. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Lúcio Rezende Ferreira em Parceirada Boa - Rio Juma e Sucunduri - Set/Out - 2017. Dois Gigantes!!!   
    Olá amigos pescadores. Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo. A nossa incrível, inigualável e inestimável Amazônia. Se existe um lugar pra chamar de paraíso, é ali.
    Já é um privilégio ir conhecê-la e desfrutar das suas mais diversas virtudes e, quando ela resolve nos mandar algumas surpresas meus amigos....nos apaixonamos ainda mais. São tantas histórias por lá. Algumas já contei em outros relatos e, nesse vou tentar repassar um pouco da emoção sentida com as gratas surpresas(outras nem tantas kk) que ela nos proporcionou. 
    Aqueles que já foram pra lá sabem do que eu estou falando. Pra aqueles que não foram, espero sempre conseguir lhes influenciar a ir. 
    Dessa vez, a Parceirada Boa foi pra 2 destinos inéditos pra maioria de nós. Rio Juma e Rio Sucunduri foram eles. 
    A Parceirada Boa:
    Rafa(frente), Eu, Rafão(a dir.), Nersão(a esq.), Japa(centro), Guile(a dir.), Baita(a esq.) e Betin(último).

    Eu o Baita, Nersão e Rafa, Rafão e Guile(ordem das duplas) somos parceiros de longa data. Somente o Japa e o Betin nunca tinham pescado com a turma toda unida, só com um ou outro. Mas com um ano de grupo do whatts nos tornamos amigos e depois da pescaria, grande amigos. Eles formaram dupla e aconteceu um caso com eles que prova ainda mais como o pesque e solte funciona. Mais abaixo vou relatar essa proeza kkk.
     
    Primeira parada, Rio Juma:
    O Juma mais parece um lago que um rio. Cheio de árvores dentro do rio que formam um paraíso pro pescador. Todo arremesso no pé dos grandes troncos ficamos esperando a porrada.

    Só conheciam o Juma o Rafão, o Guile e o Japa e por conta de uma mudança de voo pra um dia antes, fomos só eu o Baita e o Betin pra pousada, o restante da turma chegaria no outro dia a noite. Vlw Tam, continue assim.
    Chegamos em Manaus, pegamos a van e partimos pro Porto do Ceasa. Lá uma lancha rápida nos esperava pra atravessarmos o rio para o Careiro da Várzea. Nesse caminho se atravessa o encontro das águas. 
    Chegamos ao Careiro, já de tardezinha, e pegamos uma Kombi que nos levaria as margens do Lago do Maçarico, no rio Juma 01:30 depois. Chegando no Maçarico, pegamos mais uma lancha rápida e partimos pra pousada. 04 hrs de lancha que demoraram a passar porque a ansiedade estava a mil. O tempo estava fechado, sem aquele tradicional solzinho de 40 graus na sombra e a medida que a noite ia chegando o tempo ia fechando. De madrugada fechou de vez. Uma chuva daquelas caiu e continuou caindo até o meio dia.
    A pousada:


    Ficamos na Pousada do Paulinho, a última pousada do alto Alto Juma. Pousada nova, tem ar e banheiro privativo em cada bangalô, bons barcos e guias e um ano só de funcionamento(antes só haviam 2 bangalôs e barracas) e a logística é bem complicada por ser muito longe(mais perto do peixe em compensação) e por isso tem algumas falhas ainda. Mais o Paulinho é um cara 10, (sua risada é mil ) , muito humilde e esperto. Acatou as sugestões da turma e pra temporada que vem estará bem melhor. Com certeza voltaremos.
    O Rio Juma é uma ótima excelente opção de roteiro pra aqueles que vão pra aquela região pra pescar uma semana e tem um pouco mais de tempo. Dá pra fazer uma pescaria de "aquecimento" por lá de 3, 4 dias antes, como nós fizemos, e depois partir pra "titular" ou vice versa. Alguns parças da turma pescam por lá há algum tempo e já pegaram vários tucunarés de 8, 9kgs, alguns de 9,5kgs e há relatos recentes de peixes com mais de 10kgs.
    Vista do quarto:

    A pescaria:
    Mesmo debaixo de muita chuva saímos bem cedo pra pescar. Os peixes estavam atacando tudo, muito ativos. No terceiro arremesso do dia acerto o maior peixe da turma no Juma.
    15lbs:

    Logo depois acerto um de 13lbs, mas não deu pra tirar foto por conta chuva forte que caia.
    Os parças também pegando:


    Fim do primeiro dia de pesca e, mesmo com a chuvarada terminamos animados.
    A noite a outra parte da parceirada chegou e foi uma farra só. Dois anos sem ver. Haja papo pra colocar em dia.
    No outro dia cedo, o tempo ainda estava fechado mais sem chuva. Saímos pra pescar e subimos uma hora o rio. Haviam 14 argentinos na pousada e eles também subiram, o que dificultou bastante a pescaria na parte da manhã porque, lá em cima o Juma fica bem estreito e se pesca no rio e nas pequenas ressacas. Ao meio-dia em ponto, bem na hora do almoço, caiu outro dilúvio. Que chuva . Não teve nem jeito de fazer o assado e descemos pra pousada. Alguns ficaram lá em cima e pegaram alguns.
     
     
    A chuva deu uma trégua a tarde e saímos pra pescar mais já vimos que a água tinha esfriado e que não ia ser fácil a pescaria dali pra frente.
    Terceiro dia de pesca e nada de peixe. Nem parecia o rio que eu tinha visto 2 dias atrás . Esse dia foi um dos piores pra mim numa pescaria amazônica. O que me salvou do dedão foi um Jacundá.
    Dia inteiro e só peguei um azarão Jacundá:

    Pelo menos foi o maior que já peguei até hoje kk.
    Pescaria no último dia foi muito difícil. O sol abriu, mais a água tava um gelo. Até pra tomar banho tava difícil. Peixe então, nem sinal.
    Mais fotos dos dias que passamos lá no Juma:






     

     
     
    Molecada indo pra escola:

    E assim foi nossa pescaria no Rio Juma. O tempo atrapalhou muito, mais pescaria é assim mesmo. Não depende só de nós. 
    Voltando pra Manaus na lancha rápida do Paulinho, de camisa vermelha:

    Segunda parada, Rio Sucunduri:
    Chegando em Manaus, partimos para o Hotel Tropical(já incluso no pacote da pescaria) onde dormimos pra no outro dia pegar o hidroavião com destino ao Sucunduri.Operação mais do que 100% do agora grande amigo Victor Villanova, do Villanova Amazon. Cara nota mil. 
    Em relação a logística, horários, quartos, barcos, guias, motores, comida, organização, limpeza, tripulação, gerência(Rodrigo e Dona Zí), sua atenção durante todo o ano de espera, tirando sempre nossas dúvidas mais rápido possível e com clareza, tudo perfeito. Só nos resta agradecer.
    O Rio Suncunduri é habitado pelo cichla pinima, o tucunaré pinima. Peixe coloração fantástica. Nadadeiras superiores azuis transparentes e inferiores laranjas escuro e amarelas. Três faixas laterias pretas e falhas, barriga na cor branca e vermelha. Também tem pinimas com as pintas tradicionais dos pacas. Peixe lindo e muito forte. No começo, antes de nos acostumar, a gente fisgava um e achava que era de 4, 5kgs e quando via era de 2 kgs  .
    No Sucunduri o que manda é a quantidade. Vários foram os dias em que pegávamos no barco 70 peixes/dia e também, hora ou outra entrava um de 4, 5 kgs e saíram alguns maiores de 5kgs considerados os troféus.
    A pescaria:
    Saímos do Tropical lá pelas 09 da manhá e partimos pro Eduardinho. Lá nos aguardava o Victor. Nos conhecemos lá e ele nos deu todas as informações sobre a pescaria. Tava saindo peixe, mais ele estava manhoso.
    O tempo pra variar estava fechado e chuviscando e eu que morro de medo avião, já tava tremendo só de ver aquelas nuvens. Mais fazer o que? Gosto de pescar, então tem que encarar.
    O Hidroavião:
     
     
    Apesar do meu medo de avião, o voo foi muito tranquilo e o piloto ainda se deu ao luxo de fazer algumas manobras radicais pra tentar me enfartar. Mais sobrevivi viu, piloto f....
    Rio Sucunduri:


    A pista de pouso:

    Chegamos ao Angler 2, nossa casa durante a semana. Barco top. Cabem 08 pescadores nos 04 quartos com muito conforto. Cada quarto tem um beliche, banheiro e ar-condicionado e a roupa de cama é trocada todo dia. Um luxo em meio a floresta.
    O Barco:

     
    A vista do quarto:

    Um almoço com um tambaqui e uma cerveja gelada já nos aguardavam:
     
    Almoçamos, arrumamos as traias e a tarde já saímos pra esticar as linhas:
    Os primeiros pinimas:
     
     
     
      
     
     
    Primeiro peixe que peguei no Sucunduri. Esse bicho me persegue:

    Nessa primeira tarde de pescaria, apesar do tempo meio chuvoso, já notamos que o rio estava muito seco e secando e o peixe muito manhoso, como nos disse o Victor em Manaus. Podia ser por causa do rio muito seco e também por conta de certa pressão de pesca, porque já era meio de temporada e havia o outro barco Angler, com 16 pescadores do nosso lado, devido a difícil navegação e um problema, que foi resolvido, do nosso gerador de energia e com isso usamos a energia deles por uns dias. Coisas que acontecem em qualquer lugar.
    No rio os maiores tucunarés corriam das iscas e só os pequenos atacavam, e de forma bem lenta. Então a estratégia para o próximo dia era diminuir o passo das iscas pra ver se os grandes entravam. A estratégia deu certo e começaram a sair peixes melhores. Iscas pequenas como Bonnie 95 trabalhando bem lentamente, Red Pepper no stick lento também, igual pescaria de robalo deram bons resultados. As infalíveis T20 e Rover, todas osso, também mataram a pau em alguns dias de sol mais forte. Jig nas praias do rio e nas partes mais fundas das ressacas e lagos era até sacanagem. Até as hélices arrancaram alguns peixes da água.
    Mas mesmo com as adversidades, nesse primeiro dia o Baita joga numa saída de ressaca, no meio de uma galhada a T20 e um bonito peixe pega e sai rasgando pra pauleira. Como ele ainda não gosta de usar leader, 1x0 pro peixe. Isca e peixe foram embora.
    E toda a noite a gente se reunia com o gerente Rodrigo pra traçar a estratégia do dia seguinte. Pescamos no Sucunduri, pra cima e pra baixo, nas ressacas, nos afluentes, mais foram nos lagos que saíram os maiores peixes e as grandes surpresas dessa pescaria. 
    O Pinimas:

    09lbs:

    09lbs:



    10lbs:

    10lbs:






    10lbs:





    09lbs:




    11lbs, peixe comprido:


    E com esse peixe abaixo, começam as histórias da pescaria. No segundo dia, a noite o Japa chega e joga uma T20 no colo do Baita. Ele sem entender nada pergunta o que era aquilo. Japa riu e disse que achou na boca de um tucunaré que havia pego a tarde. "Como? Duvido! É sacanagem???" Baita falava até o Japa mostrar o vídeo. Acreditem se quiserem. Japa pegou o peixe, pela boca com uma isca de meia água com a isca do Baita na boca. Depois ainda dizem que o pesque e solte não funciona. O peixe sacudiu a hora que ele colocou o boga, a isca escapou e enroscou na barriga.
    As fotos da proeza:

    Japa é pescador de Robalo, fera no stick:


    10lbs:

    11lbs:

    12lbs, peixe gordo:

    Baita com ele:

    Esse peixe foi pego num lago. Logo na entrada tinha uma praia que dividia o lago em dois. Quando entramos demos de cara com a praia e batemos um jig e saíram uns pequenos. Saímos da praia e o Baita vê uma bicuda grande correndo de um peixe no meio do lago e aponta "Joga lá". Espero chegar mais perto e lanço em cima. No primeiro trabalho ele suga a isca. Até achei que era pequeno no início porque não correu, mais peixe que costuma sugar a isca é grande. Fui trazendo com cuidado e a hora que ele viu o barco ele virou o bicho. Tomou bastante linha, depois se entregou e foi pra foto. Demos a volta no lago e fomos pro outro. Ao atravessar a praia notamos umas pegadas. Mais perto vimos que era de onça. Ou a gente não notou as pegadas quando batemos os jig, ou a bicha atravessou a praia enquanto a gente pescava. Na hora de voltar pelo cano, tinha que passar o barco por cima de um tronco caído. Foi tenso. Só neguinho com os zóio estalado . Ficou conhecido agora como o Lago da Onça.
    Agora começa outro capítulo da nossa pescaria, o dos gigantes.
    No primeiro dia o Baita, sabendo da fama do Sucunduri de ter os maiores Aruanãs do Brasil, fala pro guia Mimo que quer pescar aruanã e ele fala de um lago que tem uns monstros e que íamos pra lá no outro dia. Como combinado, partimos no outro dia pra esse lago. Da boca já avistamos vários aruanãs no meio do lago. Vamos indo devagar batendo as iscas e dou uma olhada pra trás e vejo um aruanã bem perto. Arremesso e trabalho na manhã e o bicho entra.

    Baita ficou puto. Ele é apaixonado com esse peixe sei lá porque. O homi ficou brabo d++++ kkkk. Seguimos batendo mais só saiu esse. Logo depois começou um vento forte e atrapalhou muito a pescaria.
    Dois dias depois voltamos pro mesmo lago e fomos bater eles de novo. A água estava perfeita. Paradinha, sem vento algum e logo já começamos a avistar eles novamente. Só que já estavam muito espertos. Não atacavam as iscas, só seguiam. Fomos batendo tucunaré pela margem e sempre olhando pra trás. Quase no final do lago enxergo um monstro de aruanã, bem perto do barco. Não ia fazer isso de novo e disse pro Baita "Vira pra trás devagar e joga porque tem um gigante nadando de boa ali". Baita joga um pouco na frente e vem trabalhando. Ele começa a seguir a isca e a uns 4m do barco,ao contrário dos outros, vem a porrada. Pqp, que porrada. Jogou até água no barco e saiu fritando a carretilha pro meio do lago. Baita foi trabalhando o peixe com calma e depois de uns 20min de briga o monstro se entrega. Que alegria .
    12lbs e quaaaase(bem pertinho) 88cm de comprimento:


    Eu com ele:


    Um monstro de peixe. Coisa mais linda. As pernas tremiam tudo! kkk
    Peixe fotografado, pesado, medido e borá pra água. 20min o recuperando na margem até ele se firmar sair como uma flecha. Top! Vlw peixão.
    Tomamos uma pra comemorar e fomos pra luta de novo. Baita avista outro aruanã, jogamos em cima e pega na isca dele. 
    80cm e 9lbs. O homem tava d+. Matou a vontade.


    Mais outros:

    Aruanã chaveiro também saiu:

    Agora vem outra história impressionante. No penúltimo dia entramos num lago e logo na boca Baita acerta um bom tucunaré. Logo depois, numa galhada também acerto um bom peixe, tento segurar ele pra não ir pra pau e abre a garatéia. Já pensamos, "Aqui nós vamos pegar o troféu que falta!". Fomos batendo e pegando vários tucunarés pequenos. Tinha muito peixe nesse lago e a hora do monstrão entrar parecia que ia só amadurecendo. O lago tinha uma profundidade de uns 4m no meio e eu comecei a bater jig. Só esperando a pancada. Numa galhada, Baita joga a zara, a isca entra no drop e vem a pancada. Um tucunaré gigante. Com certeza o mair da pescaria. Bate mais não entra. Ele corre pra uma galhada logo atrás. Baita joga, o peixe dá aquela pancada bruta de novo, leva pro pau, enrosca a isca, sente o ferro e escapa. Putz. "Era o peixe da pescaria. Era o peixe da pescaria" 
    Vários minutos em silêncio e depois vida que segue. Continuei batendo o jig no fundo. Triste mais um pouco animado em saber que ali tinha peixe grande mesmo e a qualquer minuto ele podia sair.
    Perto do ponto do peixão, sinto um tranco que fez o jig parar no fundo. Parecia que tinha enroscado em um tronco. Dou uma leve puxada pra ver se saia e a carretilha começa a fritar  . Mimo fala "Olha ela ai. Você acertou ele. Vai com calma, vai com calma. Você acertou ele". Mais tava muito forte e não parava de tomar linha. Disse "Vai acabar a linha. Liga o motor". Mimo não liga o motor mais começa a remar rápido pra cima do bicho e ele só tomando linha e eu desesperado porque já tava na cama de nylon  .
    De repente, por um milagre de Deus, ele vira e corre pro lado do barco. Vou recuperando a linha e o fôlego e digo "Isso não é tucunaré nunca. É peixe de couro ou um jacaré atrevido". Uns 20min de briga sem nem sinal do bicho, até que ele sobe. Era um pirarucu. "Um pirarucu. Pqp, pqp" disse o Baita  . 
    Nunca, nem em meu melhor sonho eu ia imaginaria que pegaria um pirarucu no jig e ainda mais da forma inesperada que foi. Ajoelhei no piso do barco porque as pernas tremiam tudo e eu não conseguia nem ficar em pé  .  Fomos cansando o gigante até, depois de quase uma hora lutando, conseguirmos atolar ele numa praia. Aí foi só alegria . Tinha charutado o jig e se não tivesse leader, adeus peixe.
    1.62m e uns 50kgs:


    O jig matador, agora aposentado:

    Várias fotos tiradas, muita farra, peixe bem recuperado e solto. Dá-lhe cerveja pra comemorar . 
    No início do lago, tinha uma praia e ainda pegamos vários tucunas no jig. Ehhhh laguinho top!  .
    Outras fotos da Parceirada:

     
    A noite o bixo pegava no truco. Só ladrão:

    Obs: Nersão continua o "caga 3" no truco.
    E teve um parceiro que fez a proeza de perder com o zap e o sete copa. Mais não vou falar quem é. Vou dar só uma dica: tem o olho puxado  .
    Nem antes do café da manhã e na hora do almoço os fominha davam sossego pros peixes:



    Pacú e Piabas:

    Piranha Preta e Caparari:

    Piau na artificial e Jacundá chaveiro:

    Esse brigou bastante, mais como o Baita sabe manejar bem um toco, saiu pra foto:

    Sem comentários:

    Não poderia deixar de falar dos caras que foram pra Amazônia pra dormir. Era rio, rede e cama. Só. 
    Rafão: 

    Rafão tirava até selfie dormindo:

    E Betin. Não podia escorar que dormia:

    Nersão Crocodilo Dante, todo santo dia ele tinha que pegar no couro:

    Atenção: Se alguém comeu um tucunaré com gostinho de Campari lá no Alto Juma depois de nós, é culpa do Nersão: E é muito amor pelos tucunas:
     
    Outras fotos:


    O ponto onde os Aruanãs gostavam de ficar:



    Ohhhhh peixinho bonito:





    Hora dura é essa.

    No último dia a tarde não se pesca, então resolvemos fazer um campeonato de pesca com os guias pra eles descansarem um pouco da dura rotina. O Guile acabou levando o campeonato com o maior peixe, 40cm(monstro kkk).



    E como eu peguei os maiores tucunarés, ganhei os troféus que o Rafão levou. Vlw mano!!!

    Nossa sempre bela Amazônia:











    Com a turma do barco:

    Em nome da Parceirada queria agradecer imensamente a Dona Zí e a sua ajudante, ao Rafa que nos servia e aturava toda a noite (na hora da despedida você chorou que vi safado kkk), aos guias Mimo, Daniel, Nei e Manoel, sem vocês não há pescaria. Ao gerente da operação Rodrigo e ao grande amigo Victor Villanova pela excelente organização de tudo. Vocês são maravilhosos meus amigos. Grande abraço e que Deus continue os abençoando  .
    Agradeço a Deus pela oportunidade e saúde de poder todo ano pescar no lugar que mais gosto no mundo. A minha esposa Cris pela tolerância a esse meu vício.
    Aos meus amigos, só tenho que agradecer por suas companhias. A gente fica 1, 2 anos sem se ver e não é fácil segurar a ansiedade e a saudade. 
    Eu acho que devido as tantas dificuldades climáticas e pressão de pesca encontradas, fizemos uma boa pescaria. Nos divertimos bastante e só de estar naquele paraíso já é recompensador. Grande abraço pra vocês meus irmãos e até a próxima Parceirada Boa.
     

    Material utilizado:
    Varas de 17, 20 e 25lbs.
    Carretilhas de perfil baixo com linhas multi 50lbs e leader 50lbs(alguns kkk)
    Iscas: Jigs Extreme Jigs, T20 osso, Bonnie 95 e 128, Rover128 e Joker113 osso, Red Pepper, Hélices Ccm 11cm e Rip Roller 14cm.
    Grande abraço e sempre boas pescarias a todos! 
  24. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Josivelson Moreno em Achei os Tucunaré aqui é Raridade   
    Parabéns pescador. Coisa boa essa emoção aí. Top!!!
    Grande abraço. 
  25. Upvote
    Luiz Transferetti recebeu reputação de Fabrício Biguá em Parceirada Boa - Rio Juma e Sucunduri - Set/Out - 2017. Dois Gigantes!!!   
    Olá amigos pescadores. Mais uma vez estivemos no melhor lugar do mundo. A nossa incrível, inigualável e inestimável Amazônia. Se existe um lugar pra chamar de paraíso, é ali.
    Já é um privilégio ir conhecê-la e desfrutar das suas mais diversas virtudes e, quando ela resolve nos mandar algumas surpresas meus amigos....nos apaixonamos ainda mais. São tantas histórias por lá. Algumas já contei em outros relatos e, nesse vou tentar repassar um pouco da emoção sentida com as gratas surpresas(outras nem tantas kk) que ela nos proporcionou. 
    Aqueles que já foram pra lá sabem do que eu estou falando. Pra aqueles que não foram, espero sempre conseguir lhes influenciar a ir. 
    Dessa vez, a Parceirada Boa foi pra 2 destinos inéditos pra maioria de nós. Rio Juma e Rio Sucunduri foram eles. 
    A Parceirada Boa:
    Rafa(frente), Eu, Rafão(a dir.), Nersão(a esq.), Japa(centro), Guile(a dir.), Baita(a esq.) e Betin(último).

    Eu o Baita, Nersão e Rafa, Rafão e Guile(ordem das duplas) somos parceiros de longa data. Somente o Japa e o Betin nunca tinham pescado com a turma toda unida, só com um ou outro. Mas com um ano de grupo do whatts nos tornamos amigos e depois da pescaria, grande amigos. Eles formaram dupla e aconteceu um caso com eles que prova ainda mais como o pesque e solte funciona. Mais abaixo vou relatar essa proeza kkk.
     
    Primeira parada, Rio Juma:
    O Juma mais parece um lago que um rio. Cheio de árvores dentro do rio que formam um paraíso pro pescador. Todo arremesso no pé dos grandes troncos ficamos esperando a porrada.

    Só conheciam o Juma o Rafão, o Guile e o Japa e por conta de uma mudança de voo pra um dia antes, fomos só eu o Baita e o Betin pra pousada, o restante da turma chegaria no outro dia a noite. Vlw Tam, continue assim.
    Chegamos em Manaus, pegamos a van e partimos pro Porto do Ceasa. Lá uma lancha rápida nos esperava pra atravessarmos o rio para o Careiro da Várzea. Nesse caminho se atravessa o encontro das águas. 
    Chegamos ao Careiro, já de tardezinha, e pegamos uma Kombi que nos levaria as margens do Lago do Maçarico, no rio Juma 01:30 depois. Chegando no Maçarico, pegamos mais uma lancha rápida e partimos pra pousada. 04 hrs de lancha que demoraram a passar porque a ansiedade estava a mil. O tempo estava fechado, sem aquele tradicional solzinho de 40 graus na sombra e a medida que a noite ia chegando o tempo ia fechando. De madrugada fechou de vez. Uma chuva daquelas caiu e continuou caindo até o meio dia.
    A pousada:


    Ficamos na Pousada do Paulinho, a última pousada do alto Alto Juma. Pousada nova, tem ar e banheiro privativo em cada bangalô, bons barcos e guias e um ano só de funcionamento(antes só haviam 2 bangalôs e barracas) e a logística é bem complicada por ser muito longe(mais perto do peixe em compensação) e por isso tem algumas falhas ainda. Mais o Paulinho é um cara 10, (sua risada é mil ) , muito humilde e esperto. Acatou as sugestões da turma e pra temporada que vem estará bem melhor. Com certeza voltaremos.
    O Rio Juma é uma ótima excelente opção de roteiro pra aqueles que vão pra aquela região pra pescar uma semana e tem um pouco mais de tempo. Dá pra fazer uma pescaria de "aquecimento" por lá de 3, 4 dias antes, como nós fizemos, e depois partir pra "titular" ou vice versa. Alguns parças da turma pescam por lá há algum tempo e já pegaram vários tucunarés de 8, 9kgs, alguns de 9,5kgs e há relatos recentes de peixes com mais de 10kgs.
    Vista do quarto:

    A pescaria:
    Mesmo debaixo de muita chuva saímos bem cedo pra pescar. Os peixes estavam atacando tudo, muito ativos. No terceiro arremesso do dia acerto o maior peixe da turma no Juma.
    15lbs:

    Logo depois acerto um de 13lbs, mas não deu pra tirar foto por conta chuva forte que caia.
    Os parças também pegando:


    Fim do primeiro dia de pesca e, mesmo com a chuvarada terminamos animados.
    A noite a outra parte da parceirada chegou e foi uma farra só. Dois anos sem ver. Haja papo pra colocar em dia.
    No outro dia cedo, o tempo ainda estava fechado mais sem chuva. Saímos pra pescar e subimos uma hora o rio. Haviam 14 argentinos na pousada e eles também subiram, o que dificultou bastante a pescaria na parte da manhã porque, lá em cima o Juma fica bem estreito e se pesca no rio e nas pequenas ressacas. Ao meio-dia em ponto, bem na hora do almoço, caiu outro dilúvio. Que chuva . Não teve nem jeito de fazer o assado e descemos pra pousada. Alguns ficaram lá em cima e pegaram alguns.
     
     
    A chuva deu uma trégua a tarde e saímos pra pescar mais já vimos que a água tinha esfriado e que não ia ser fácil a pescaria dali pra frente.
    Terceiro dia de pesca e nada de peixe. Nem parecia o rio que eu tinha visto 2 dias atrás . Esse dia foi um dos piores pra mim numa pescaria amazônica. O que me salvou do dedão foi um Jacundá.
    Dia inteiro e só peguei um azarão Jacundá:

    Pelo menos foi o maior que já peguei até hoje kk.
    Pescaria no último dia foi muito difícil. O sol abriu, mais a água tava um gelo. Até pra tomar banho tava difícil. Peixe então, nem sinal.
    Mais fotos dos dias que passamos lá no Juma:






     

     
     
    Molecada indo pra escola:

    E assim foi nossa pescaria no Rio Juma. O tempo atrapalhou muito, mais pescaria é assim mesmo. Não depende só de nós. 
    Voltando pra Manaus na lancha rápida do Paulinho, de camisa vermelha:

    Segunda parada, Rio Sucunduri:
    Chegando em Manaus, partimos para o Hotel Tropical(já incluso no pacote da pescaria) onde dormimos pra no outro dia pegar o hidroavião com destino ao Sucunduri.Operação mais do que 100% do agora grande amigo Victor Villanova, do Villanova Amazon. Cara nota mil. 
    Em relação a logística, horários, quartos, barcos, guias, motores, comida, organização, limpeza, tripulação, gerência(Rodrigo e Dona Zí), sua atenção durante todo o ano de espera, tirando sempre nossas dúvidas mais rápido possível e com clareza, tudo perfeito. Só nos resta agradecer.
    O Rio Suncunduri é habitado pelo cichla pinima, o tucunaré pinima. Peixe coloração fantástica. Nadadeiras superiores azuis transparentes e inferiores laranjas escuro e amarelas. Três faixas laterias pretas e falhas, barriga na cor branca e vermelha. Também tem pinimas com as pintas tradicionais dos pacas. Peixe lindo e muito forte. No começo, antes de nos acostumar, a gente fisgava um e achava que era de 4, 5kgs e quando via era de 2 kgs  .
    No Sucunduri o que manda é a quantidade. Vários foram os dias em que pegávamos no barco 70 peixes/dia e também, hora ou outra entrava um de 4, 5 kgs e saíram alguns maiores de 5kgs considerados os troféus.
    A pescaria:
    Saímos do Tropical lá pelas 09 da manhá e partimos pro Eduardinho. Lá nos aguardava o Victor. Nos conhecemos lá e ele nos deu todas as informações sobre a pescaria. Tava saindo peixe, mais ele estava manhoso.
    O tempo pra variar estava fechado e chuviscando e eu que morro de medo avião, já tava tremendo só de ver aquelas nuvens. Mais fazer o que? Gosto de pescar, então tem que encarar.
    O Hidroavião:
     
     
    Apesar do meu medo de avião, o voo foi muito tranquilo e o piloto ainda se deu ao luxo de fazer algumas manobras radicais pra tentar me enfartar. Mais sobrevivi viu, piloto f....
    Rio Sucunduri:


    A pista de pouso:

    Chegamos ao Angler 2, nossa casa durante a semana. Barco top. Cabem 08 pescadores nos 04 quartos com muito conforto. Cada quarto tem um beliche, banheiro e ar-condicionado e a roupa de cama é trocada todo dia. Um luxo em meio a floresta.
    O Barco:

     
    A vista do quarto:

    Um almoço com um tambaqui e uma cerveja gelada já nos aguardavam:
     
    Almoçamos, arrumamos as traias e a tarde já saímos pra esticar as linhas:
    Os primeiros pinimas:
     
     
     
      
     
     
    Primeiro peixe que peguei no Sucunduri. Esse bicho me persegue:

    Nessa primeira tarde de pescaria, apesar do tempo meio chuvoso, já notamos que o rio estava muito seco e secando e o peixe muito manhoso, como nos disse o Victor em Manaus. Podia ser por causa do rio muito seco e também por conta de certa pressão de pesca, porque já era meio de temporada e havia o outro barco Angler, com 16 pescadores do nosso lado, devido a difícil navegação e um problema, que foi resolvido, do nosso gerador de energia e com isso usamos a energia deles por uns dias. Coisas que acontecem em qualquer lugar.
    No rio os maiores tucunarés corriam das iscas e só os pequenos atacavam, e de forma bem lenta. Então a estratégia para o próximo dia era diminuir o passo das iscas pra ver se os grandes entravam. A estratégia deu certo e começaram a sair peixes melhores. Iscas pequenas como Bonnie 95 trabalhando bem lentamente, Red Pepper no stick lento também, igual pescaria de robalo deram bons resultados. As infalíveis T20 e Rover, todas osso, também mataram a pau em alguns dias de sol mais forte. Jig nas praias do rio e nas partes mais fundas das ressacas e lagos era até sacanagem. Até as hélices arrancaram alguns peixes da água.
    Mas mesmo com as adversidades, nesse primeiro dia o Baita joga numa saída de ressaca, no meio de uma galhada a T20 e um bonito peixe pega e sai rasgando pra pauleira. Como ele ainda não gosta de usar leader, 1x0 pro peixe. Isca e peixe foram embora.
    E toda a noite a gente se reunia com o gerente Rodrigo pra traçar a estratégia do dia seguinte. Pescamos no Sucunduri, pra cima e pra baixo, nas ressacas, nos afluentes, mais foram nos lagos que saíram os maiores peixes e as grandes surpresas dessa pescaria. 
    O Pinimas:

    09lbs:

    09lbs:



    10lbs:

    10lbs:






    10lbs:





    09lbs:




    11lbs, peixe comprido:


    E com esse peixe abaixo, começam as histórias da pescaria. No segundo dia, a noite o Japa chega e joga uma T20 no colo do Baita. Ele sem entender nada pergunta o que era aquilo. Japa riu e disse que achou na boca de um tucunaré que havia pego a tarde. "Como? Duvido! É sacanagem???" Baita falava até o Japa mostrar o vídeo. Acreditem se quiserem. Japa pegou o peixe, pela boca com uma isca de meia água com a isca do Baita na boca. Depois ainda dizem que o pesque e solte não funciona. O peixe sacudiu a hora que ele colocou o boga, a isca escapou e enroscou na barriga.
    As fotos da proeza:

    Japa é pescador de Robalo, fera no stick:


    10lbs:

    11lbs:

    12lbs, peixe gordo:

    Baita com ele:

    Esse peixe foi pego num lago. Logo na entrada tinha uma praia que dividia o lago em dois. Quando entramos demos de cara com a praia e batemos um jig e saíram uns pequenos. Saímos da praia e o Baita vê uma bicuda grande correndo de um peixe no meio do lago e aponta "Joga lá". Espero chegar mais perto e lanço em cima. No primeiro trabalho ele suga a isca. Até achei que era pequeno no início porque não correu, mais peixe que costuma sugar a isca é grande. Fui trazendo com cuidado e a hora que ele viu o barco ele virou o bicho. Tomou bastante linha, depois se entregou e foi pra foto. Demos a volta no lago e fomos pro outro. Ao atravessar a praia notamos umas pegadas. Mais perto vimos que era de onça. Ou a gente não notou as pegadas quando batemos os jig, ou a bicha atravessou a praia enquanto a gente pescava. Na hora de voltar pelo cano, tinha que passar o barco por cima de um tronco caído. Foi tenso. Só neguinho com os zóio estalado . Ficou conhecido agora como o Lago da Onça.
    Agora começa outro capítulo da nossa pescaria, o dos gigantes.
    No primeiro dia o Baita, sabendo da fama do Sucunduri de ter os maiores Aruanãs do Brasil, fala pro guia Mimo que quer pescar aruanã e ele fala de um lago que tem uns monstros e que íamos pra lá no outro dia. Como combinado, partimos no outro dia pra esse lago. Da boca já avistamos vários aruanãs no meio do lago. Vamos indo devagar batendo as iscas e dou uma olhada pra trás e vejo um aruanã bem perto. Arremesso e trabalho na manhã e o bicho entra.

    Baita ficou puto. Ele é apaixonado com esse peixe sei lá porque. O homi ficou brabo d++++ kkkk. Seguimos batendo mais só saiu esse. Logo depois começou um vento forte e atrapalhou muito a pescaria.
    Dois dias depois voltamos pro mesmo lago e fomos bater eles de novo. A água estava perfeita. Paradinha, sem vento algum e logo já começamos a avistar eles novamente. Só que já estavam muito espertos. Não atacavam as iscas, só seguiam. Fomos batendo tucunaré pela margem e sempre olhando pra trás. Quase no final do lago enxergo um monstro de aruanã, bem perto do barco. Não ia fazer isso de novo e disse pro Baita "Vira pra trás devagar e joga porque tem um gigante nadando de boa ali". Baita joga um pouco na frente e vem trabalhando. Ele começa a seguir a isca e a uns 4m do barco,ao contrário dos outros, vem a porrada. Pqp, que porrada. Jogou até água no barco e saiu fritando a carretilha pro meio do lago. Baita foi trabalhando o peixe com calma e depois de uns 20min de briga o monstro se entrega. Que alegria .
    12lbs e quaaaase(bem pertinho) 88cm de comprimento:


    Eu com ele:


    Um monstro de peixe. Coisa mais linda. As pernas tremiam tudo! kkk
    Peixe fotografado, pesado, medido e borá pra água. 20min o recuperando na margem até ele se firmar sair como uma flecha. Top! Vlw peixão.
    Tomamos uma pra comemorar e fomos pra luta de novo. Baita avista outro aruanã, jogamos em cima e pega na isca dele. 
    80cm e 9lbs. O homem tava d+. Matou a vontade.


    Mais outros:

    Aruanã chaveiro também saiu:

    Agora vem outra história impressionante. No penúltimo dia entramos num lago e logo na boca Baita acerta um bom tucunaré. Logo depois, numa galhada também acerto um bom peixe, tento segurar ele pra não ir pra pau e abre a garatéia. Já pensamos, "Aqui nós vamos pegar o troféu que falta!". Fomos batendo e pegando vários tucunarés pequenos. Tinha muito peixe nesse lago e a hora do monstrão entrar parecia que ia só amadurecendo. O lago tinha uma profundidade de uns 4m no meio e eu comecei a bater jig. Só esperando a pancada. Numa galhada, Baita joga a zara, a isca entra no drop e vem a pancada. Um tucunaré gigante. Com certeza o mair da pescaria. Bate mais não entra. Ele corre pra uma galhada logo atrás. Baita joga, o peixe dá aquela pancada bruta de novo, leva pro pau, enrosca a isca, sente o ferro e escapa. Putz. "Era o peixe da pescaria. Era o peixe da pescaria" 
    Vários minutos em silêncio e depois vida que segue. Continuei batendo o jig no fundo. Triste mais um pouco animado em saber que ali tinha peixe grande mesmo e a qualquer minuto ele podia sair.
    Perto do ponto do peixão, sinto um tranco que fez o jig parar no fundo. Parecia que tinha enroscado em um tronco. Dou uma leve puxada pra ver se saia e a carretilha começa a fritar  . Mimo fala "Olha ela ai. Você acertou ele. Vai com calma, vai com calma. Você acertou ele". Mais tava muito forte e não parava de tomar linha. Disse "Vai acabar a linha. Liga o motor". Mimo não liga o motor mais começa a remar rápido pra cima do bicho e ele só tomando linha e eu desesperado porque já tava na cama de nylon  .
    De repente, por um milagre de Deus, ele vira e corre pro lado do barco. Vou recuperando a linha e o fôlego e digo "Isso não é tucunaré nunca. É peixe de couro ou um jacaré atrevido". Uns 20min de briga sem nem sinal do bicho, até que ele sobe. Era um pirarucu. "Um pirarucu. Pqp, pqp" disse o Baita  . 
    Nunca, nem em meu melhor sonho eu ia imaginaria que pegaria um pirarucu no jig e ainda mais da forma inesperada que foi. Ajoelhei no piso do barco porque as pernas tremiam tudo e eu não conseguia nem ficar em pé  .  Fomos cansando o gigante até, depois de quase uma hora lutando, conseguirmos atolar ele numa praia. Aí foi só alegria . Tinha charutado o jig e se não tivesse leader, adeus peixe.
    1.62m e uns 50kgs:


    O jig matador, agora aposentado:

    Várias fotos tiradas, muita farra, peixe bem recuperado e solto. Dá-lhe cerveja pra comemorar . 
    No início do lago, tinha uma praia e ainda pegamos vários tucunas no jig. Ehhhh laguinho top!  .
    Outras fotos da Parceirada:

     
    A noite o bixo pegava no truco. Só ladrão:

    Obs: Nersão continua o "caga 3" no truco.
    E teve um parceiro que fez a proeza de perder com o zap e o sete copa. Mais não vou falar quem é. Vou dar só uma dica: tem o olho puxado  .
    Nem antes do café da manhã e na hora do almoço os fominha davam sossego pros peixes:



    Pacú e Piabas:

    Piranha Preta e Caparari:

    Piau na artificial e Jacundá chaveiro:

    Esse brigou bastante, mais como o Baita sabe manejar bem um toco, saiu pra foto:

    Sem comentários:

    Não poderia deixar de falar dos caras que foram pra Amazônia pra dormir. Era rio, rede e cama. Só. 
    Rafão: 

    Rafão tirava até selfie dormindo:

    E Betin. Não podia escorar que dormia:

    Nersão Crocodilo Dante, todo santo dia ele tinha que pegar no couro:

    Atenção: Se alguém comeu um tucunaré com gostinho de Campari lá no Alto Juma depois de nós, é culpa do Nersão: E é muito amor pelos tucunas:
     
    Outras fotos:


    O ponto onde os Aruanãs gostavam de ficar:



    Ohhhhh peixinho bonito:





    Hora dura é essa.

    No último dia a tarde não se pesca, então resolvemos fazer um campeonato de pesca com os guias pra eles descansarem um pouco da dura rotina. O Guile acabou levando o campeonato com o maior peixe, 40cm(monstro kkk).



    E como eu peguei os maiores tucunarés, ganhei os troféus que o Rafão levou. Vlw mano!!!

    Nossa sempre bela Amazônia:











    Com a turma do barco:

    Em nome da Parceirada queria agradecer imensamente a Dona Zí e a sua ajudante, ao Rafa que nos servia e aturava toda a noite (na hora da despedida você chorou que vi safado kkk), aos guias Mimo, Daniel, Nei e Manoel, sem vocês não há pescaria. Ao gerente da operação Rodrigo e ao grande amigo Victor Villanova pela excelente organização de tudo. Vocês são maravilhosos meus amigos. Grande abraço e que Deus continue os abençoando  .
    Agradeço a Deus pela oportunidade e saúde de poder todo ano pescar no lugar que mais gosto no mundo. A minha esposa Cris pela tolerância a esse meu vício.
    Aos meus amigos, só tenho que agradecer por suas companhias. A gente fica 1, 2 anos sem se ver e não é fácil segurar a ansiedade e a saudade. 
    Eu acho que devido as tantas dificuldades climáticas e pressão de pesca encontradas, fizemos uma boa pescaria. Nos divertimos bastante e só de estar naquele paraíso já é recompensador. Grande abraço pra vocês meus irmãos e até a próxima Parceirada Boa.
     

    Material utilizado:
    Varas de 17, 20 e 25lbs.
    Carretilhas de perfil baixo com linhas multi 50lbs e leader 50lbs(alguns kkk)
    Iscas: Jigs Extreme Jigs, T20 osso, Bonnie 95 e 128, Rover128 e Joker113 osso, Red Pepper, Hélices Ccm 11cm e Rip Roller 14cm.
    Grande abraço e sempre boas pescarias a todos! 
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