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Kid M

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Histórico de Reputação

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    Kid M recebeu reputação de Fabrício Biguá em Proibição da pesca em SIRN   
    Amigo Fabrício,
     
    Não tenho dúvidas que toda essa explanação se deve ao fato de acompanhar (e sentir) o problema na região !
    Pessoalmente encaro as pescarias de uma outra forma, ou melhor, com um outro objetivo !
    Claro que gosto de pescar na bacia do Negro com tantos afluentes cheios de açus...
    Mas gosto muito mais de desfrutar de algo que não me traga estresse e/ou desapontamento !
    Barcelos se tornará muito em breve num imenso atracadouro de barco-hotéis, muitos dos quais falidos...
    Não aprendemos com o ocorrido na região do pantanal e vamos repeti-la na bacia do Negro.
    Os operadores podem fazer seus pacotes de pesca, MAS precisam ser bem mais transparentes no que vendem !
    Felizmente tenho ótimas (assim como péssimas) lembranças dessa região onde já pretendi levar meus netos... 
  2. Upvote
    Kid M recebeu reputação de Guto Pinto em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
  3. Upvote
    Kid M recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Proibição da pesca em SIRN   
    Amigo Fabrício,
     
    Não tenho dúvidas que toda essa explanação se deve ao fato de acompanhar (e sentir) o problema na região !
    Pessoalmente encaro as pescarias de uma outra forma, ou melhor, com um outro objetivo !
    Claro que gosto de pescar na bacia do Negro com tantos afluentes cheios de açus...
    Mas gosto muito mais de desfrutar de algo que não me traga estresse e/ou desapontamento !
    Barcelos se tornará muito em breve num imenso atracadouro de barco-hotéis, muitos dos quais falidos...
    Não aprendemos com o ocorrido na região do pantanal e vamos repeti-la na bacia do Negro.
    Os operadores podem fazer seus pacotes de pesca, MAS precisam ser bem mais transparentes no que vendem !
    Felizmente tenho ótimas (assim como péssimas) lembranças dessa região onde já pretendi levar meus netos... 
  4. Thanks
    Kid M recebeu reputação de Custom by Marco em [Cabo de vara] Sabugo de milho!!!   
    Pois é meu amigo, assim é o reconhecimento do seu trabalho !
    E quanto a ser mais comentado no exterior, faz parte de sua internacionalização !
    Parabéns e SUCESSO ! 
  5. Like
    Kid M recebeu reputação de Athayde Eloi em 2019 - Histórico do nível do Rio Negro em Barcelos   
    Vamos torcer (os que estão indo proximamente) para que o "ralo" permaneça aberto em Manaus !
    Ainda um pouco distante dos 4 à 5 metros desejados nas proximidades de Barcelos.
    Mas com fé as pescarias serão um grande sucesso !
    Tá chegando a hora...
  6. Like
    Kid M recebeu reputação de Marcos Ide em 2019 - Histórico do nível do Rio Negro em Barcelos   
    Vamos torcer (os que estão indo proximamente) para que o "ralo" permaneça aberto em Manaus !
    Ainda um pouco distante dos 4 à 5 metros desejados nas proximidades de Barcelos.
    Mas com fé as pescarias serão um grande sucesso !
    Tá chegando a hora...
  7. Haha
    Kid M recebeu reputação de Diego Juliana em Hoteis para pernoite em Manaus   
    Magrão,
    Você está quase virando um "Booking.com" com tantas ofertas... 
  8. Like
    Kid M recebeu reputação de Adalberto Magrao em Hoteis para pernoite em Manaus   
    Magrão,
    Você está quase virando um "Booking.com" com tantas ofertas... 
  9. Like
    Kid M recebeu reputação de Eduardo Sone em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
  10. Upvote
    Kid M recebeu reputação de Fabrício Biguá em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
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    Kid M recebeu reputação de Tammer Mendes em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Grande Christiano,
    Sem dúvida alguma foi muito melhor ! Valeu ! 
     
    Amigo João,
    Relatinho despretensioso que dá uma ideia para quem não conhece...
    Mas a operação do Victor é muito legal mesmo ! Valeu 
     
    Valeu Marcelo,
    Se prepare para ficar com os braços doídos de embarcar peixes...
    Acredito que o nível das águas do rio vai estar bem baixo ! Não deixem de ir à cachoeira do Cuiunizinho... Sucesso 
     
    Grande Eder,
    Uma pena não termos conversado nessa "troca" de chegada e saída do hidroavião...
    Mas você tem razão, foi ótimo termos conhecido tanto o Angler quanto o Camp !
    Sucesso para você no Sucunduri em Outubro - um abraço dos Mocorongos no Joaquim
     
    Amigo JCK,
    Fico feliz que tenha apreciado o relato e sim, a pescaria foi mesmo sensacional !
    Nessa conta do que foi melhor, tivemos um tríplice empate de sucesso ! Valeu 
     
    Grande Marcel,
    Legal que tenha gostado do relato meu amigo !
    Quanto aos "30 anos dos Mocorongos", até eu me surpreendo... 
    Sucesso para você nessa temporada que deve estar se iniciando ! 
     
    Fala Fabiano, 
    Ao escrever o Relato, tento sempre registrar as coisas da forma como as "enxergo". Bom que você gostou de lê-lo...
    Quanto a operação do Victor Vilanova é mesmo sensacional e dá vontade de repetir sempre que possível.
    Amazônia é sempre uma festa ! Obrigado e valeu sua participação. 
     
    Grande Betão Caranha,
    Falamos diversas vezes em você (como não poderia deixar de ser). Comidinha campeã !
    Vai rolar um "evento" do Grupo em breve ! Se prepare para estar presente !
    Obrigado pelos elogios ao relato... 
     
    Caro Tammer,
    Legal que tenha gostado do relato. E você tem razão, o Sucunduri é mágico...
    A operação do Victor é aquela em que qualquer grupo de amigos gostaria de pescar !
    E vontade de retornar ao Sucundari é algo extensivo a quem por lá já foi ! Valeu 
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    Kid M recebeu reputação de Marcel Werner em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
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    Kid M recebeu reputação de Marcelo Pupim em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
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    Kid M recebeu reputação de Rodrigo de Souza Gonçalves em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
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    Kid M recebeu reputação de Cristiano Rochinha em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
  16. Like
    Kid M recebeu reputação de Carrão em Diferença entre pescar na Amazônia em Outubro ou Janeiro.   
    Caro Tammer,
     
    O esquema da Amazônia cada vez mais está mais próximo de "sorte" do que medições climáticas...
    A questão da dita "alta temporada" no rio Negro refere-se a uma época em que tradicionalmente as águas dos rios dessa bacia vão abaixando até o curso dos rios (igarapés, etc...) ficar retido dentro das caixas do rio onde correm, evitando misturarem-se com as vegetações que ficam nas margens (e mantém o peixe em local difícil de pescaria).
    Também é uma época (ou era...) em que as chuvas eram raras e quando aconteciam não geravam maiores problemas (leia-se "repiquete").
    A partir de agosto (apenas como referência) a incidência de enchentes ou chuvas nas cabeceiras dos afluentes não era determinante aos problemas de comportamento dos peixes.
    O maior problema da chuva é a tradução (para o peixe) de que pela mudança do "ph" das águas indicam que é hora de reprodução e com isso priorizam o acasalamento do que a alimentação.
    Quando essas águas revertem a tendência de esvaziamento dos rios, até mesmo de forma reduzida, o tal "repiquete" é a causa dos "desastres" da pescaria.
    Chuvas nessa região deveriam se iniciar apenas a partir de Novembro, seguindo de forma contínua até fevereiro ou março, trazendo o início das cheias.
    Como você próprio já vivenciou ao pescar no início do ano, as pescarias se tornam mais difíceis embora ainda possam acontecer !
    Difícil mesmo é prever qualquer tendência efetiva de que tal período é melhor que outro, ou até mesmo que determinados meses não funciona a pescaria...
    A tentativa de pescar no segundo semestre é uma forma de encontrar menos repiquetes (na verdade seria não encontra-los).
    Não sei se lhe respondi adequadamente, mas tentei lhe passar uma visão maior do que é meu entendimento sobre o assunto.
    Boa sorte no Uatumã - rio de bastante peixes... 
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    Kid M recebeu reputação de Athayde Eloi em 2019 - Histórico do nível do Rio Negro em Barcelos   
    Acredito que "as janelas" para as pescarias no rio Negro vão ser mais curtas esse ano ! 
    Não desejando "azarar" a pescaria de quem quer que seja, o volume de água a ser despejado em Manaus é ainda muito elevado, e em novembro já deveremos ter o início das chuvas que significarão repiquetes e aí... Torço para estar errado e que todos venham fazer ótimas pescarias, lembrando sempre que os rios abaixo do Negro descem mais cedo que os de cima (Branco, etc...). Isso pode fazer a diferença na hora de direcionar o barco hotel, mas certamente o operador já terá se informado de todas essas condicionantes antes de partirem rumo aos açus. 

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    Kid M recebeu reputação de Fabrício Biguá em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    Fabrício e pessoal Biguá,
    Esquema campeão ! 
    Farra da boa e com peixes graúdos ! 
    Ainda acabo conhecendo... (já digo isso há quase 10 anos...) 
     
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    Kid M recebeu reputação de Leandro Gofert em Tava ruim, mas tava bom   
    Aqui na Bahia somos muito mal servidos dessa opção de pesca ! 
    Próximo de Salvador os pouquíssimos existentes os peixes atendem pelo nome... (quando querem) 
    Minha dúvida é se a modalidade Pague & Pesque também é disponível na maior parte dos Pesqueiros ??
    Imagino a "complicação" do Leandro se teve que levar as duas carpas para casa (além de pagar por peso...) 
  20. Thanks
    Kid M recebeu reputação de Tammer Mendes em Diferença entre pescar na Amazônia em Outubro ou Janeiro.   
    Caro Tammer,
     
    O esquema da Amazônia cada vez mais está mais próximo de "sorte" do que medições climáticas...
    A questão da dita "alta temporada" no rio Negro refere-se a uma época em que tradicionalmente as águas dos rios dessa bacia vão abaixando até o curso dos rios (igarapés, etc...) ficar retido dentro das caixas do rio onde correm, evitando misturarem-se com as vegetações que ficam nas margens (e mantém o peixe em local difícil de pescaria).
    Também é uma época (ou era...) em que as chuvas eram raras e quando aconteciam não geravam maiores problemas (leia-se "repiquete").
    A partir de agosto (apenas como referência) a incidência de enchentes ou chuvas nas cabeceiras dos afluentes não era determinante aos problemas de comportamento dos peixes.
    O maior problema da chuva é a tradução (para o peixe) de que pela mudança do "ph" das águas indicam que é hora de reprodução e com isso priorizam o acasalamento do que a alimentação.
    Quando essas águas revertem a tendência de esvaziamento dos rios, até mesmo de forma reduzida, o tal "repiquete" é a causa dos "desastres" da pescaria.
    Chuvas nessa região deveriam se iniciar apenas a partir de Novembro, seguindo de forma contínua até fevereiro ou março, trazendo o início das cheias.
    Como você próprio já vivenciou ao pescar no início do ano, as pescarias se tornam mais difíceis embora ainda possam acontecer !
    Difícil mesmo é prever qualquer tendência efetiva de que tal período é melhor que outro, ou até mesmo que determinados meses não funciona a pescaria...
    A tentativa de pescar no segundo semestre é uma forma de encontrar menos repiquetes (na verdade seria não encontra-los).
    Não sei se lhe respondi adequadamente, mas tentei lhe passar uma visão maior do que é meu entendimento sobre o assunto.
    Boa sorte no Uatumã - rio de bastante peixes... 
  21. Upvote
    Kid M recebeu reputação de Guilherme Oliveira Barion em [Relato] FIM DE SEMANA TOP...."Chupa" mundo chato!   
    Prezado Cristiano,
     
    Muito bom verificar que ainda existem pessoas mais preocupadas em "ser" do que "parecer" !
    Precisamos sempre buscar essa essência que existe dentro de nós e desfrutá-la !
    Claro que é um pouco "lúdico" mas nem por isso deixa de ser verdadeira essa sua aventura de fds
    Mais importante que qualquer outra coisa é você estar aproveitando essas "pequenas alegrias" de um convívio familiar (independente de quem sejam os parentes). 
    Há algum tempo venho dizendo (e escrevendo) que numa pescaria o "peixe" é apenas uma consequência... 
    Tenho certeza de que você atingiu o meu foco com muita eficiência ! Parabéns pela postagem ! 
     
     
  22. Upvote
    Kid M recebeu reputação de Cristiano Rochinha em [Relato] FIM DE SEMANA TOP...."Chupa" mundo chato!   
    Prezado Cristiano,
     
    Muito bom verificar que ainda existem pessoas mais preocupadas em "ser" do que "parecer" !
    Precisamos sempre buscar essa essência que existe dentro de nós e desfrutá-la !
    Claro que é um pouco "lúdico" mas nem por isso deixa de ser verdadeira essa sua aventura de fds
    Mais importante que qualquer outra coisa é você estar aproveitando essas "pequenas alegrias" de um convívio familiar (independente de quem sejam os parentes). 
    Há algum tempo venho dizendo (e escrevendo) que numa pescaria o "peixe" é apenas uma consequência... 
    Tenho certeza de que você atingiu o meu foco com muita eficiência ! Parabéns pela postagem ! 
     
     
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    Kid M recebeu reputação de Marcel Werner em Óculos polarizados - possibilidades até para que tem grau   
    São alternativas bem mais econômicas (não necessariamente tão boas quanto) à fazer uma lente de grau polarizada !
    Tenho uma escura e outra amarela para dirigir à noite (mão na roda !) 
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    Kid M deu reputação a Marcel Werner em Óculos polarizados - possibilidades até para que tem grau   
    Agora eu acerto os arremessos! 
    Interessante, Kid! Lembra os óculos 3D do cinema. 
  25. Like
    Kid M recebeu reputação de Marcos Ide em 2019 - Histórico do nível do Rio Negro em Barcelos   
    Acredito que "as janelas" para as pescarias no rio Negro vão ser mais curtas esse ano ! 
    Não desejando "azarar" a pescaria de quem quer que seja, o volume de água a ser despejado em Manaus é ainda muito elevado, e em novembro já deveremos ter o início das chuvas que significarão repiquetes e aí... Torço para estar errado e que todos venham fazer ótimas pescarias, lembrando sempre que os rios abaixo do Negro descem mais cedo que os de cima (Branco, etc...). Isso pode fazer a diferença na hora de direcionar o barco hotel, mas certamente o operador já terá se informado de todas essas condicionantes antes de partirem rumo aos açus. 

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