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Kid M

Até quando Barcelos resistirá... ?

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Sem querer ser catastrófico, embora o teor de meus comentários assim seja, trata-se de algo que gostaria de comentar aqui no FTB, embora seja apenas uma visão pessoal, ou melhor, uma "percepção" de minha última viagem àquela fantástica região banhada pelo rio Negro.

arrow:: Não há mais necessidade de voltar a falar no excesso de embarcações e estruturas de pesca existentes na região. Mesmo que esse crescimento já fosse esperado com o crescimento (e "descoberta" do local) do segmento de pesca esportiva, o processo tem sido rápido demais... ::fishing

arrow:: Lembro-me que na época da "implementação" da já extinta "Licença Municipal de Pesca", haviam - efetivamente - 13 barco-hotéis operando a partir de Barcelos, ou melhor, licenciados para fazê-lo naquele município ! Um contingente aparentemente "pequeno" para uma imensidão de água e lugares para onde se dirigir...

arrow:: Mas isso foi há quanto tempo atrás ? Uma década, cinco anos, quanto tempo... ?

arrow:: Pois é, nem tanto tempo assim... (não sei precisar, mas certamente "foi ontem"...)

Apenas para ilustrar os meus comentários, duas imagens capturadas ao acaso... (com desculpas pela falta de qualidade, embora o objetivo seja apenas de registrar o fato em si... )

Imagem Postada

Imagem Postada

Certamente que não pretendo "obstruir" qualquer tentativa de progresso na região, até porque andei apurando alguns fatos, e Barcelos vive praticamente dessa atividade, já que não possui qualquer indústria e/ou produz qualquer coisa significativa (mesmo extrativista).

arrow:: O dinheiro que "corre na cidade" é o oriundo dos repasses públicos, sejam estes federais e/ou estaduais, ou seja, a cidade (que tem 30 mil habitantes - alguém sabia disso ?) depende exclusivamente de dinheiro público para "existir"... (mas isso já é uma outra conversa). negativo::

Voltando ao tema principal, é de se esperar (ou era) que a infraestrutura dos principais operadores que por lá frequentam, mesmo que "de passagem", fosse - no mínimo - um pouco mais consciente com seu negócio em termos de "futuro", mas não é bem isso o que se encontra, ou pelo menos, se percebe ! Há sim, a preocupação "natural" de empregabilidade com o fluxo turístico (nada mais natural), mas não há qualquer propósito em respeitar o ciclo reprodutivo, ou mesmo o de pressão de pesca naquele ambiente !

arrow:: Claro que isso começa gerar o grave inconveniente de "pacotes improdutivos" e/ou "frustrações de pescadores" que investem num sonho e se deparam com uma decepção... blink::

Observem que em momento algum estou "crucificando" quem quer que seja, mas apenas trazendo esses comentários para que venhamos ter um pouco mais de consciência e minorar nossas expectativas em torno do que venha ser "pescar em Barcelos"!

arrow:: Tenho recebido inúmeras MP's cujo teor é quase sempre muito parecido, traduzindo a expectativa por "dicas" no sentido de buscar a minimização de riscos em torno dos investimentos que existem em programar uma pescaria naquela região... lacou::

Muitas dessas ações preventivas (em termos de logística) podem ser realizadas, embora - quase nunca - nos apercebamos (até chegar lá), que os problemas podem não ser apenas os "climáticos"... já podem começar a existir pela pressão de pesca que vem acontecendo em escala vertiginosa...

arrow:: Não vou entrar nesse mérito, mas apenas "lembrá-los" dos fatos que antecederam a decadência de capturas / satisfação no Pantanal !

arrow:: Me parece que é um filme já conhecido, cujo final é complicado...

arrow:: Fácil de falar (é verdade) e qual a saída que pode ser adotada, se é que há uma saída... ?

arrow:: Apenas como complemento, a cidade (antes) vivia também de captura e venda de peixes ornamentais (que tal saber que um milheiro de alevinos capturado rendia aos pescadores a incrível importância de R$ 7,00 ?), mas também essa atividade entrou em decadência (claro que a fiscalização tem pouco a ver com isso), pois o mercado comprador encontrou outras formas de operar, inclusive com fornecedores legalizados e com índices de perda muito inferiores aos existentes entre as capturas silvestres...

arrow:: Já se imaginaram (perguntaram) se as condições de pesca reduzirem as capturas à uma dezena diária de peixes em torno de 1 quilo ? Não nos esqueçamos que peixe cresce, mas precisa de tempo para alcançar o tamanho desejado !

arrow:: Por mais que já se pratique o "pesque e solte", a cadeia alimentar e de oferta tende (sempre) a ficar fragilizada quando "atacada" em excesso...

arrow:: O final desse tópico, é propositalmente inconcluso...

arrow:: Pense a respeito disso ! :amigo:

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Como frequentador assiduo da região não mudo uma palavra do que foi dito. Nunva vi tanto barco como este anos.

Solução??? Não vejo nenhuma...

Eu tenho meus metodos para fugir da pressão, mas esta ficando dificil.

Abs

Dini

Grande Dini,

arrow:: Mais do que conseguirmos "dar nossos pulos", a questão maior será "e depois..." negativo::

arrow:: Confesso-lhe que também fiquei assustado com a quantidade de embarcações presentes por lá... blink::

arrow:: A "tarefa" é bem mais complicada do que parece... seila:: Kid M

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Caro KID. será esse questionamento a íntegra daquilo que tanto escutamos e pouco vimos, do chamado DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?

Acredito que não deva ser negado o desenvolvimento àquele município e de seus cidadãos. MAs nada adianta obter o desenvolvimento agora e não ser o mesmo perene e portanto sustentável.

me parece ser indicado a constituição de uma entidade , não necessariamente pública, que trabalhe com dados e pesquisa científica, de forma a balizar a situação do dano e da degradação provocada pela atividade turística.

Criar parâmetros para orgasnizar, direcionar e limitar a pesca.

Isso irá acontecer? COM certeza não.

provavelmente veremos esta situação de aumento na demanda pelos pacotes de pesca e aumento substancial da pressão de pesca ; e posteriormente o seu declínio, como já ocorreu com vários locais.

Obviamente a dificuldade logística e a distancia dos grandes centros, inibe e impossibilta um aumento exponencial imediato, mas não se pode negar que existe um risco de sobre pesca em Barcelos.

Amigo Rodrigo,

arrow:: Sua análise e avaliação estão bastante próximas daquilo que se desejaria acreditar, MAS assim como você, também não acredito que essas ações bem descritas por você venham acontecer...

arrow:: Infelizmente, não é da "nossa cultura" tomar esses tipos de providência, até por envolver "interesses" que não necessariamente são focados na transformação e evolução das condições de vida do local !

arrow:: Não pense contudo que "Barcelos" está muito longe, pois o mercado faz com que fique (cada vez mais) perto de qualquer aeroporto...

arrow:: Acho até que o "risco", já é uma realidade... Grato pela sua contribuição ! Kid M

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Kid, meu amigo:

Eu fui 2 vezes para Barcelos, ambas com o Marlon Otero. Sempre fechamos o barco para nossa turma

Primeira em 2009. Fomos de Barcelos a Sta Isabel . Pescaria boa, em relação a tudo que eu sonhava.

Segunda em 2010. Ficamos no maximo ate o Padauari e voltamos. Pescaria razoavel. Muitos barcos

Agora em 2013 estamos indo para o Flutuante que parece ser bem longe dos locais dos barcos .

Mas uma coisa vou te falar. Se não fizerem alguma coisa aquilo tudo vai virar um outro pantanal. TUDO MORTO.

É uma pena, mas meu sentimento.

Abçrs

Amigo Adalberto,

arrow:: Essa é uma realidade visível para todos que por lá vão anualmente !

arrow:: Claro que existem as dificuldades climáticas, mas é inegável que a busca do "chamado sucesso" esperado fica cada vez mais distante do porto de origem... (isso faz parte do processo).

arrow:: O "estigma" de "fazerem alguma coisa" é sempre algo complicado de ser imposto...

arrow:: Temos que pensar (principalmente) que existe uma população que depende disso para viver !

arrow:: Que alternativas poderão "frear" a necessidade de exploração desse "polo de faturamento" ?

arrow:: As questões de oferta x procura são as verdadeiras causas de qualquer equação e sua solução...

arrow:: O fato é que estamos (a exemplo do já ocorrido em outros locais) vivenciando o término de um "ciclo"...

arrow:: Qual serão as próximas fronteiras a serem exploradas da forma como fazemos hoje... ?

arrow:: Grato pela participação ! Kid M

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Lendo esse post do Kid M, me senti bem triste, o sentimento de "já esse filme antes" bateu forte. Entre 84 e 94 meu pai me levava quase todo ano pescar na região de Corumbá, no Motel do Severino (depois virou Hotel Paraiso dos Dourados); nas primeiras vezes pescávamos muitos peixes, todos acima da medida, no máximo a 30 min de barco do Hotel; me lembro um vez que pegamos 12 pintados grandes numa manhã, era comum as vezes que pegarmos 3 dourados ao mesmo tempo (meu pai, eu e o piloteiro ao mesmo tempo); naquela época praticamente não se via outros barcos no rio.

Nas ultimas vezes, estava dificil pegar algum peixe que desse medida, e tinhamos que andar no mínimo 1 e meia de barco até os pontos de pesca; a quantidade de barcos descendo e subindo o rio já estava absurda.

Na última vez que fui lá, fomos tentar pacu no Miranda; contei por cima, sem exagero, tinha uns 30 - 40 barcos apoitados na margem do Miranda, um apos o outro, separados por alguns metros, olha, triste de ver. Se pegamos 3 pacus abaixo da medida foi muito. Depois dessa vez nunca mais voltei ao Mato Grosso para pescar.

Acho que não adianta apenas fazer cota zero e periodos de defeso, o número de licenças de pesca emitidas para determinada região ou rio deve ser limitada tbem, de modo a não impactar demais o local, ou isso que o Kid M está falando vai acontecer em todos os lugares.

Amigo Fava,

arrow:: Assim como você, já presenciei esses acontecimentos em diversos outros locais, então considerados piscosos, que hoje se encontram degradados ao ponto de não mais oferecerem qualquer possibilidade de pesca, e não me refiro a peixes na medida legal... morto::

arrow:: Essa é uma situação (por si só) absurda ! Mas ela existe e é crescente... bang::

arrow:: Temos um evidente crescimento de pescadores no país, independente da análise se são (ou não) esportivos, praticantes (ou não) do pesque e solte !

arrow:: Isso já é uma pressão adicional e geradora de mercado para exploração (no sentido pleno do comércio legalizado). Mas certamente essa não é a causa dos principais problemas que temos...

arrow:: Se por um lado conseguimos "construir" um segmento da "indústria da pesca esportiva" que movimenta muito dinheiro e interesses, que através de suas "cadeias comunicantes" de serviços necessários, geram a possibilidade de emprego, renda e atividades decorrentes, por outro lado continuamos na política extrativista de retirada dos cardumes silvestres, sem a devida "reposição" de alternativos...

arrow:: Em outras palavras, estamos mais ativos (como pescadores) que a possibilidade de reposição natural dos peixes nos locais onde se desenvolvem...

arrow:: Algumas das medidas que sugeriu são válidas ( e adequadas ) mas - infelizmente - insuficientes para o equilíbrio.

arrow:: Obrigado pela participação e posicionamento. ::tudo:: Kid M

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Também percebi, é visível isso! Muitos barcos e hotéis lotados!

Mas como eu já tinha dito num outro post, o que realmente me chamou a atenção foi a quantidade de lixo! Muita sacola de plástico pendurada em galhos de árvores e nas praias onde se faz um assado, roupas e sapatos velhos, latas de cerveja, etc. Me espantei mesmo com o lixaredo!!!

Acho que não tem jeito mesmo, a menos que se comece um processo que nunca foi feito, algo novo e diferente na exploração da pesca e de forma organizada. Como isso demanda estudo, tempo, dinheiro, etc, tenho praticamente certeza de que não irá ocorrer e então a decadência de Barcelos virá talvez mais rápido do que se imagina.

Por outro lado, acho que é mais barato e menos explorado pescar tucunarés na Venezuela, hehehe.

É uma pena realmente, mas vamos estar aqui presenciando ano a ano a derrocada de Barcelos.

Caro Alexandre,

arrow:: Diferentemente da sua percepção (e visão), até que fiz um elogio aos piloteiros do Angatu pela postura e comportamento relacionado ao "lixo produzido", quer de sacos plásticos, latas e similares, sempre recolhidos e condicionados num local específico para descarte em Barcelos... (já é um começo, pelo menos de alguns...).

arrow:: Acredito que a exemplificação poderá contagiar os demais... danca::

arrow:: Temos que pensar em quebrar os atuais paradigmas , coisa sempre muito difícil de acontecer. lacou::

arrow:: Haverá de existir algum empresário do local que pense mais em estruturar uma ideia mais consistente do que apenas arrecadar mais recursos financeiros dos que por lá vão se divertir ! Alguma coisa começa a ser feita (verdade seja dita), mas numa morosidade que contagia quem quer que seja...

arrow:: Já existem novos hoteis e pontos de alimentação, que mesmo só funcionando nos finais de semana, já servem como comprovação de um mínimo de visão desses investidores !

arrow:: Inegavelmente , precisa haver um melhor envolvimento entre as partes envolvidas, entendendo que essas partes são os representantes da população local e os representantes/donos dos barco-hoteis que por lá trafegam !

arrow:: Coisas simples poderiam ser ajustadas, como a inversão das datas de saída e retorno dos "pacotes de pesca", já seriam um fato motivador ao comércio "operar" em mais de dois dias... (hoje restrito aos sábados e domingos).

arrow:: Criatividade não falta, e sim vontade de colocá-la em prática ! suici::

arrow:: A alternativa de ir pescar "tucunas" na Venezuela, é uma "afronta" ao nosso rio Negro ! Quem sabe... negativo::

arrow:: Continuando nesse ritmo, será mesmo a "derrocada" dessa simpática cidade ribeirinha...

arrow:: Grato por seus comentários e participação. joia::: Kid M

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FICO TRISTE PO ISSO TAMBÉM, MAS PENSO QUE EXISTE UMA LUZ NO FIM DO TUNEL, VCS CITARM A RESPEITO DO PANTANAL, MAS EM CONTRA PARTIDA VEMOS OQUE ESTA ACONTECENDO NO ARAGUAIA, HOJE COM A PROIBIÇÃO DO ABATE DA PIRAIBA E PIRARARA, VEMOS PESCARIAS MEMORAVEIS E EM CRESCENTE, E VCS JA VIRAM A QUANTIDADE DE BARCOS QUE EXISTE EM LUIS ALVES...

TUDO ISSO TAMBÉM POR CONTA DE NOSSA ECONOMIA QUE ESTA CRESCENDO E ISSO AUMENTA A PROCURA POR LUGARES TÃO SONHADOS COMO BARCELOS..NOSSA VANTAGEM É QUE AQUELAS AGUAS SOBEM, E ISSO FAZ COM QUE NESSA EPOCA NÃO SE PESQUE.

HOJE SE FALA MUITO QUE PEIXE É APENAS UM DETALHE DA PESCARIA, ACHO QUE ISSO É UM REFLEXO DO BAIXO ESTOQUE PESQUEIRO QUE TEMOS, OU NOS PESCADORES ESTAMOS MUDANDO A FORMA DE VER PESCARIA...

ESPERAMOS PARA VER OQ ACONTECE..

Prezado Odirlei,

arrow:: Sempre há (e haverá) uma luz no final do túnel !

arrow:: Precisamos apenas querer (mesmo) atravessar o túnel...

arrow:: Mais do que "barcos e/ou pescadores", exitem REGRAS observadas por quem frequenta o Araguaia, daí (talvez) a razão parcial de seu recente sucesso.

arrow:: Importante contudo destacar que grande parte dos peixes desse fantástico e piscoso rio (Araguaia) é composto por peixes que se movimentam ao longo de toda sua extensão, até por serem peixes de piracema, o que evidentemente auxilia na reposição dos "estoques", se preservados forem...

arrow:: O regime de cheias no Araguaia também existe na Amazônia, pois de Março à Agosto é tempo de chuva (só chuva...) nas cabeceiras dos principais afluentes do Amazonas ao longo de sua extensão...

arrow:: Por fim, e concordando com a forma como se posicionou nos comentários, também acho que as pescarias hoje traduzem uma particularidade em que "peixe é apenas um detalhe" (importante, sempre!).

arrow:: Certamente que os estoques que se reduzem levam alguns grupos/turmas de pesca para esse tipo de filosofia, e a busca de outras formas de integração e interação social.

arrow:: O conceito de "preservação" é algo que começa a ter muita força, e com isso, a mentalidade das pessoas mais conscientes se torna receptiva a encarar os esquemas de pescarias a partir de Barcelos, como uma "grande aventura", independente do número de vezes em que isso ocorra com cada um...

arrow:: Estamos sim, cada vez mais apreensivos com os estoques de pescados, e com nossas perspectivas de um futuro próximo, MAS estamos em contrapartida, também mais educados e compreensivos em questões que até bem pouco tempo eram alvo de gozação, como "soltar peixe pescado"...

arrow:: Essa síndrome de "querer preservar" já é o início dessas mudanças que precisam e serão feitas ! A questão hoje é saber até quando teremos "tempo" de fazer com que isso aproveite parte do que já existe hoje na natureza...

arrow:: Aguardemos pois para ver o que realmente acontecerá... Grato pelos comentários. joia::: Kid M

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o primeiro grande passo das autoridades seria tornar o tucunaré patrimônio amazônico,e com intensa fiscalização, é uma vergonha o que se vê no mercado em Manaus.

Prezado Ramon,

arrow:: Não discordo de sua afirmação !

arrow:: Mais do que tornar o tucunaré um "patrimônio amazônico", seria importante mesmo PROIBIR sua comercialização fora do local onde é encontrado !

arrow:: Isso é um tema recorrente, que volta e meia gera o mesmo enfoque de sempre... bang::

arrow:: Não adianta "proibir a pesca profissional", pois ela sempre irá existir, mas controlando a comercialização do pescado (sabendo origem e fonte de captura), ajuda bastante...

(pelo menos a não vermos cenas como essas abaixo...)

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A solução é simples porém dolorosa $$$$$ para todos nós:limitar o nº de pescadores.Mesmo que para isso, aquela área vire uma espécie de reserva controlada por orgãos federais.

É assim que funciona em todos os lugares do mundo,inclusive aqui bem pertinho,em Fernando de Noronha.

Qual a conseqüencia negativa para nós pescadores?O preço dos pacotes vai aumentar,vamos ir com menos freqüencia por conta disso,mas pelo menos,um dia, vou poder levar meus netos para lá . joia:::

Tem que regulamentar,impor cotas e fazer os operadores cumprirem certas exigências mínimas.A regulamentação vai ser boa para todo mundo,principalmente para eles.Hoje em dia qualquer um encosta um barco no porto e se diz operador,isso vai matar a galinha dos ovos de ouro.

Esse assunto vai longe....

Abs.

Grande Celso,

arrow:: Esse é um caminho, sem dúvida, mas bastante restritivo e focado exclusivamente aos mais afortunados... (nada contra, que fique claro). As pescarias de peixes de bico (Marlins), entre outras, já pertencem a esse restrito grupo.

arrow:: Sem entrar no mérito, fica apenas a pergunta do que fazer com o "entorno", ou seja, a imensa população que - cada vez mais - fica dependente das temporadas de pesca (ditas esportivas) para arranjar seu sustento ?

arrow:: Claro que "teoricamente" são "coisas diferentes", MAS em se tratando de Barcelos (especificamente) não dá para ser assim... Acredito que seja o 2º maior município do estado (perde para Nova Airão), mas que possui (salvo engano) uma das maiores cidades ribeirinhas (estamos falando de 30 mil pessoas) dependentes exclusivamente de dinheiro público !

arrow:: Não há qualquer empreendimento que possa ser considerado alternativo no local ! Nem mesmo extrativista... Como lidar com isso ??

arrow:: Observe que já não mais cito "galinha dos ovos de ouro", mas o que gira em torno dessa atividade !

arrow:: Quando havia uma Licença de Pesca Municipal foi um "Deus nos acuda", não apenas pelo valor, mas pela certeza de que o dinheiro não seria aplicado na finalidade da cobrança... (já sabemos como isso funciona no "caixa único" dos nossos governantes...)

arrow:: Não advogo aplicação de receitas extras às já existentes (já pagamos muito...), e sim que se busquem soluções mais adequadas à distribuição de renda municipal, certamente combalida pela ausência de outras arrecadações que não as de "imposto prediais" e as "de serviço"... (imagino o tamanho da inadimplência...)

arrow:: De fato, esse assunto vai longe... Obrigado pelos comentários e sua participação ! Kid M

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o primeiro grande passo das autoridades seria tornar o tucunaré patrimônio amazônico,e com intensa fiscalização, é uma vergonha o que se vê no mercado em Manaus.

Já é um grande passo. Só que podem demorar o mesmo tempo que demoraram para tentar proteger o dourado no Pantanal! Aí vai ser muito tarde!

Prezado Airton,

arrow:: Acredito que transformar o tucunaré num símbolo amazônico seja algo factível ! joia:::

arrow:: Temo contudo que isso não seja suficiente para "protegê-lo" do que mais se receia na sua dizimação, que é a pesca predatória e respectiva comercialização ! ninja::

arrow:: Já há possibilidades - como acontece com camarão, pacus, cacharas, tambaquis, entre outros, de criá-los em áreas com destinação comercial, sem afetar (ou prejudicar) as matrizes silvestres... aplauso::

arrow:: Para tanto, algumas providências teriam que passar a funcionar, sendo a principal delas, a exigência (por parte das autoridades e do próprio consumidor) de exibição da origem do produto, estando a mesma liberada para sua comercialização !

arrow:: Não chega a ser uma coisa difícil de ser feita, mas precisa querer...

(quem se habilita nessa briga ?) bomba2 bomba2 Kid M

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Já eu não concordo muito com o posicionamento da maioria (no q diz respeito do peixe acabar).

Explico o pq.

Acredito q a principal cota de contribuição dos pescadores esportivos na destruição do pescado está naqueles almoços q fazemos. Sim, matamos muitos borboletas e muitos pacas (q é o mesmo açu), e aqui contribuímos para q o peixe acabe. Se são mais barcos, são mais assados e por aí vai.

Esta grande maioria de barcos hotéis q vemos nas fotos pescam de Barcelos pra baixo...Fazem isso pq o peixe grande já sumiu da região de Manaus...mas normalmente, eles não sobem em direção a SIRN.

Já os peixes grandes, nós soltamos todos.

Estamos completando 2 anos de água alta...ou seja, 2 anos de peixe protegido.

Se seca demais, os barcos não sobem, ou seja, peixe protegido.

O Negrão não é um rio...na verdade e um "mar" de água doce. Há muito lugar para o peixe se esconder.

Outra coisa...pressão de pesca não acaba com peixe...faz apenas o bicho ficar arisco e não atacar a isca. Torço apenas para q não ocorra como no Itapará, onde os peixes grandes só saem na isca viva. E quando isso ocorre, ele não volta a atacar novamente na artificial.

E, na minha opinião, o q acaba com o peixe grande?!?!

Os félas dos pescadores regionais/profissionais. Eles sabem a data certinha para zagaiar e matar os grandes tucunarés.

Eles tb estão fazendo um tipo de pescaria chamada "bateção", onde colocam uma ou mais redes na boca dos grandes lagos e do fundo para a boca saem batendo e fazendo barulho dentro do lago. Os peixes vão saindo e ficando na redes e, aqueles q pulam, vão para o rio e não voltam mais para o lago.

Como eu disse aqui uma vez...sei de histórias ocorridas em 2003 onde, dentro do Arirrarrá um grupo de 10 "zagaieiros" tiravam mais de 1 tonelada de tucunaré (acima de 6kg) por noite. E isso em apenas 1 barco. oloko::

Ainda tenho visto alguns barcos geleiros na região do Atauí...estes sim, destroem tudo.

Bem...sei q o peixe está mais difícil...mas ele está lá. joia:::

Grande Biguá,

arrow:: Pontos de vista divergentes são uma maravilha para funcionarem como um "contrapontos" em qualquer tema ! ::fish2

arrow:: Naturalmente que a grande preocupação (minha, pelo menos) não é com os exemplares abatidos pelos almoços nos barrancos, embora também eles estejam em franco crescimento, mas nada que supere a ação dos botos, que a cada ano aparecem em maior número e sempre com fome... (na espreita do peixe solto...).

arrow:: Temos que apreciar (ou buscar entendimento) na questão de proliferação da espécie, quase sempre em locais adequados e com profusão alimentar para que os pequenos alevinos possam se encorpar num tamanho aceitável a tentar a difícil sobrevivência em território tão hostil !

arrow:: Acredito que o delta de rios existente nas proximidades de Barcelos, com suas inúmeras lagoas que se transformam em enormes berçários, sejam os principais repositores desses nossos tucunas, independente de espécie !

arrow:: Claro que existem os que também se reproduzem em diversas outras localidades, mas a grande maioria fica mesmo concentrada nessas águas efervescentes de vida...

arrow:: Nelas é que os cardumes conseguem atingir um tamanho mínimo para buscar novos caminhos (sozinhos ou acasalados). Estes são os que seguem para SIRN.

arrow:: Se a forma de captura profissional continuar existindo (não me refiro aos zagaieiros, pois esses são seletivos, embora só peguem os maiores, e sim os que os pegam de forma indiscriminada - com redes e malhadeiras finas), todo o ciclo de reposição e oferta tenderá a diminuir, e com o incremento da pesca esportiva, olha aí o estoque indo para "o saco"... negativo::

arrow:: Também concordo com sua observação de que o rio Negro vira "um mar de água doce", e que lugar para peixe é o que não falta, embora - ressalve-se o que disse - passem a ser ariscos e desconfiados (velhacos até...).

arrow:: Mas não estamos sendo lenientes com as possibilidades de sobrevivência da espécie num ambiente tão agressivo, onde a lei do mais forte faz com que existam poucos sobreviventes ??

arrow:: Lembro-lhe de que a "alimentação" desses peixes não fica "no aberto", e sim nos locais onde possa ter uma chance de também sobreviverem, facilitando bastante a captura por elementos profissionais, que fazem disso, um meio de vida (ou de morte)... bang::

arrow:: Pescador profissional só existe porque há mercado comprador de seu produto ! Que tal proibir o transporte de qualquer produto que venha ser comercializado ?

arrow:: Mas não apenas "proibir", e sim fiscalizar para que isso aconteça ? Será que os "sobreviventes" não darão conta da reposição dos estoques ?? Difícil pensar diferente... alegre::

arrow:: Assim como você, também conheço estórias absurdas desses ditos "profissionais da pesca", como a vez em que não encontramos peixe num local fantástico, até encontrarmos mais de uma tonelada de tucunas pequenos, em estado de decomposição, num remanso, jogados fora pela "geleira" (barco regional de pesca) em busca do espaço para acomodar peixes maiores para atender ao mercado... (soubemos por um ribeirinho, que essa tem sido uma prática comum, e que por vezes, acontecem mais de uma vez nos "arrastões" realizados pelas "geleiras" ). O mercado de destino (no caso) era Manaus, mas isso certamente não é uma "exclusividade"... Frio::

arrow:: Por fim, temos (felizmente) as pessoas mais otimistas, e as menos crédulas (tô nessa turma).

arrow:: Espero "apenas" poder mostrar a meus netos o prazer de ter um bocudo "médio" (nem precisa ser dos grandes) - se a sorte ajudar, um "paquinha" de seus 3 quilos - na ponta da linha, para também eles saberem a ação da adrenalina... seila:: Kid M

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KId não vou exagerar mas, em 87 eu peguei brincando 4 açus pequenos no Dek do hotel tropical, antes de nossa saída com o mis Bebel do Sabá, se não me engano um dos primeiros a fazer pescaria de grupo por aquelas bandas. Em 87/88/ nem se falava em Barcelos imagine Sta. Izabel etc.

Hoje mal se vê tucunaré de porte a menos de 30 horas de Manaus a não ser em reservas que nem se pode encostar. Dai amigo Kid você tire suas conclusões

A Florida era onde tinha os maiores Blak Bass, e um dos lugares que mais tinha Robalo estou para dizer que no mundo, chegou a ponto de exterminarem por completo o Robalo, e o grande Bass já não se acha facilmente, porem abrirão os olhos e com muito rigor nas leis o robalo retornou e os bass estão lá não gigantes, mas só que nem para comer nas praias e no barranco pode ser o quanto quer da cadeia mesmo! e é julgado e preso no dia não tem papo, isso eu presenciei!

Voltando a AM... Cadê o peixe boi que era: como direi.... PRAGA na Amazônia. Kid todo mundo fala do tucunaré, mas e as matrinxãs, as piramutabas, pirapitinga, os Zebras, e mais o Surubim de canal que propriamente extinto, Piraibas de 100 a 170 kilos? Acaba e acaba messsssmo! Contribuímos? Lógico! Mas não somos nós "esportistas" que causamos isso e sim os defensores de ideias populistas. E com isso, sabe Deus daqui a uns 20 anos.

PS: Somente opinião de um pescador que não diz arrependido, mas que caiu na real e assume que já causou muitos danos somente por ego, ainda bem que atualmente o ego de muitos esta somente no peso no tamanho na quantidade de exemplares e não na matança liberam muitos se não todos.

Marcão

Grande Marco,

arrow:: Contra os fatos, não há como retrucar... apenas lamentar, da mesma forma que você coloca nas suas palavras.

arrow:: Pescarias em Barcelos eram "quase lendas", não só pela quantidade de peixes, mas principalmente pela dificuldade de chegar até lá, e sem necessidade, pois o peixe estava junto de Manaus... (mas não sou desse tempo... :gorfei: )

arrow:: Cheguei a conhecer (de revistas) o Miss Bebel, considerado como um dos ícones de consumo de qualquer pescador de tucunaré desse país ! Foi precursor de uma fase fantástica de viagens memoráveis a locais nem tão distantes assim... Não sabia, meu amigo, que você vem desse tempo... (comecei a pescar mais tarde que você... caveira:: )

arrow:: De fato hoje, depois que o Rubinho conseguiu germinar seu propósito de fazer pesca esportiva com iscas artificiais de forma mais ambiciosa (com televisão e ótimas imagens), é que o processo disparou e nos trouxe inúmeras "novidades" estrangeiras que foram sendo - ao longo do tempo - "climatizadas" às nossas necessidades. Antes disso, as iscas Farias eram um quase "cult", e possuir uma delas era um verdadeiro "status". Tempos idos, que só restam na memória dos mais idosos, ou - como eu - de estórias contadas... lingua2::

arrow:: Mas de fato, Marcão, o "peixe" sumiu de perto de Manaus, das Anavilhanas, de Novo Airão, e buscou refúgio lá para as bandas de Barcelos... (e nós atrás deles...).

arrow:: A cadeia destrutiva dos que antes pescavam era pequena (diante da realidade atual), e o próprio consumo dos tucunas era restrito geograficamente aonde podiam ser pegos ! Os mercados de peixe regionais tinham vendas menos expressivas, e o peixe salgado era sempre a primeira opção !

arrow:: Essas estórias de estoques americanos são fantasticamente verdadeiras, e são exatamente da forma como postou ! Lá a coisa é para valer ! Não tem moleza ou "relaxamento" ou "conversa de canto" ! Quanta diferença... blink::

arrow:: Voltando ao AM, também estou atrás do "peixe-boi", e das demais espécies comentadas, todas visíveis em retratos e/ou imagens do passado ! Tá tudo difícil de ser encontrado, quanto mais pego... ::fishing

arrow:: Concordo que nós (mais antigos nisso) temos nossa parcela de contribuição, embora o que tenhamos retirado nem de longe possa afetar o que antes sobrava... rindo3::

arrow:: Por fim, "matar peixes" era - na época - algo tão natural quanto "fumar"... (chegava a ser "chique"). Não me arrependo desse tempo, e sim do tempo que levei para "sair dessa vida"... Poderia (deveria) ter sido antes !

arrow:: Os tempos eram outros, e mais que isso, as informações e/ou exemplos eram quase inexistentes... Só quem vivenciou essa realidade é que pode entender isso !

arrow:: Todos pediam (e queriam) um "peixinho" trazido da pescaria ! fome::

arrow:: Felizmente já ficou no passado, assim como os grandes cardumes de peixes enormes... negativo::

Obrigado por sua contribuição, meu amigo, pois além de esclarecedora, é por demais verdadeira ! Kid M

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Também já ouvi dizer que tinha capivara em Barcelos, e muita que nem praga, bem como pirarucus.

Onde estão hoje?

Pois é Alexandre,

arrow:: Todos esses locais onde existe a pressão de população humana, a tendência é de haver (sempre) uma predação no meio ambiente... Quase sempre pela necessidade e ignorância (no sentido plena da palavra).

arrow:: Não existe "equilíbrio" num ambiente extrativista, onde não há qualquer cuidado com "manutenção" ou "reposição".

arrow:: Quem precisa fazer isso é a própria natureza... (tá ficando cada dia mais difícil disso se manter...)

arrow:: Não nos esqueçamos (embora não sirva como desculpa), que parte desse processo de crescimento desordenado é fruto do nosso próprio desleixo em planejamento e seriedade nas ações complementares das cidades...

arrow:: Da mesma forma que existiu (?) um êxito maciço de nordestinos (principalmente) para SP em função da seca, essa mesma situação se repete (em menor escala quantitativa) nas cidades ribeirinhas...

arrow:: É o preço que se paga por não conduzir de forma adequada as oportunidades que precisam ser bem definidas nos segmentos onde existe "gente". negativo:: Kid M

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A solução é simples porém dolorosa $$$$$ para todos nós:limitar o nº de pescadores.Mesmo que para isso, aquela área vire uma espécie de reserva controlada por orgãos federais.

É assim que funciona em todos os lugares do mundo,inclusive aqui bem pertinho,em Fernando de Noronha.

Qual a conseqüencia negativa para nós pescadores?O preço dos pacotes vai aumentar,vamos ir com menos freqüencia por conta disso,mas pelo menos,um dia, vou poder levar meus netos para lá . joia:::

Tem que regulamentar,impor cotas e fazer os operadores cumprirem certas exigências mínimas.A regulamentação vai ser boa para todo mundo,principalmente para eles.Hoje em dia qualquer um encosta um barco no porto e se diz operador,isso vai matar a galinha dos ovos de ouro.

Esse assunto vai longe....

Abs.

joia::: joia:::

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Muitas adesões, o que é ótimo, de modo que me manifestarei nos respectivos tópicos...

arrow:: Lembro contudo, que não é propósito "consertar" (até pela nossa impossibilidade), mas debater um pouco esse tipo de assunto, que é de interesse dos que por lá pescam...

arrow:: Outro aspecto que julgo pertinente (e importante), é a "não necessidade" de tentar convencer quem quer que seja de qualquer opinião ou "ponto de vista" ! Isso não é uma "corte de justiça", mas apenas um fórum de opiniões... cada um posta o que acha, e todos tem uma visão dessas opiniões, e nada além disso, certo ??? doutor::

arrow:: Apenas não sei "se terei tempo" para responder a todos os comentários num mesmo momento, embora seja "óbvio" que todos mereçam ( e tenham ) um mesmo tratamento, ainda que em diferentes momentos... vergonha::

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Fala Kid! :amigo:

Olha, apesar de não conhecer Barcelos (ou qualquer outro lugar da AM), acho que a "idéia" do que acontece (bem como daquilo que foi implantado joia::: ) na ARG pode servir como situação análoga ao Rio Negro. joia::: Na ARG (Rio Paraná, algo próximo ao volume da água do rio Negro, ou, ao menos, semelhante, tendo em vista que ambos constituem-se em verdadeiros "mares" de água), a pressão de pesca também é muito grande (e está cada vez maior). De quando em pouco vemos a instalação de novos lodges, todos voltados a operações de pesca, exclusivamente (e, nesse ponto, reside outra semelhança, na medida em que a economia local dos pequenos povoados argentinos costeiros do rio Paraná vivem quase que exclusivamente da pesca esportiva joia::: ), o que, à evidência, provoca o aumento significativo de lanchas na água. Como então a ARG está a tanto tempo consguindo manter seus estoques pesqueiros, permitindo que pescadores do mundo todo façam por lá excelentes pescarias??? Creio que alguns fatores são determinantes.....

Primeiro: mudança da legislação, que cada vez mais obriga (ou ao menos direciona) ao pesque-e-solte;

Segundo: fiscalização, que permite a eficácia dessa legislação, uma vez que o controle da Fauna Y Flora ARG é muito ativa;

Terceiro: conscientização da própria população argentina quanto à necessidade de preservar a natureza, praticando o pesque-e-solte (todas as pousadas de lá estimulam essa prática, vendo com "maus olhos" o pescador predador);

Quarto: a proibição definitiva da pesca extrativa comercial (antes permitida de Corrientes capital para baixo), que estava acabando com os estoque de Sábalos (Grumatãs, Corimbas), principal peixe na dieta alimentar dos grandes predadores;

Quinto: o volume de água do próprio rio Paraná, que permite a procriação em massa dos peixes;

Esses são apenas alguns elementos/fatores que, rapidamente, me vem à mente. Por óbvio que não se constitui em rol exaustivo. Outros tantos fatores ajudam a contribuir para a manutenção da pesca esportiva ARG. joia:::

Penso, por fim, que a proibição (e/ou limitação) de pescadores pode ser um caminho, mas, ao menos por agora, vejo isso como situação utópica. joia:::

"No frigir dos ovos" acho tudo uma questão de consciência que, sabemos todos, advem da educação! joia:::

Ótimo tópico. palmas::

Grande "Embaixador" Junos,

arrow:: A "alcunha" bem que se justifica plenamente... nada como uma comparação de situações No e Sul do país... lingua2::

arrow:: Quanta diversidade e adversidades nos extremos dessas regiões... mas nada além de constatações...

arrow:: Muito lúcidas suas observações, visa a vis a crescente presença e participação de operações em torno de grupos que exploram profissionalmente a "pesca esportiva" na região do rio Paraná !

arrow:: Vejam só como a "cartilha" é simples e pode ser "adotada por nós" SE HOUVER INTERESSE REAL de implementação :

arrow:: 1. Mudança na Legislação : Pesque e solte obrigatório - sem retirada do pescado do local de captura...

2. Fiscalização efetiva - começou a ficar complicado... será que conseguiríamos ter algo assim por cá ?? Se pensarmos em termos de eficácia no controle de transporte de pescado, já seria um enorme avanço...

3. Conscientização - ou seja, um trabalho de educação que não tem "começo, meio ou fim", se tratando de algo contínuo em todo o segmento que tenha a ver com isso (sobra alguém de fora ?)

4. Proibição de Pesca Comercial com retirada do peixe silvestre - trata-se de música para meus ouvidos, MAS SERÁ QUE HÁ DESEJO POLÍTICO de implementarmos uma ação dessas em nosso país ? Há controvérsias para qualquer que seja a resposta dada...

5. Volume de água do rio - Não precisamos sequer entrar nesse mérito, em se tratando de Amazônia....

Arrematando esses conceitos, e apenas como uma posição pessoal, entendo que uma das "virtudes" existentes do "outro lado da fronteira" é a condição de conscientização de seu povo.

arrow:: Hoje, mesmo enfrentando uma gravíssima crise econômico-social, a população se mantém focada nas ações que deseja implementar ( o que não significa que as conseguirão, mas é certo que as tentarão... ).

arrow:: E quanto a nós ? No foco da questão "preservação de pesca", o máximo que ouvimos são gritos isolados e sem qualquer eco, que vem acontecendo há tempos, sem que exista uma efetiva mobilização popular em torno do tema !

arrow:: Educação (?) é um dos indicadores (na verdade, falta dela), mas não vejo como a principal, já que essa, a meu ver (para não haver dúvida) é mesmo o nosso processo de "ir vivendo a vida como ela se apresenta..." oloko::

arrow:: Grato meu amigo Junos por possibilitar - através dos pontos apresentados - a visão de que é possível, DESDE QUE assim o desejemos como cidadãos ! joia::: Kid M

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Ótimo tópico e excelentes pontos de vista. joia:::

Eu compactuo com a opinião do Fabrício e do Marcão. Acredito que o impacto dos pescadores esportivos é muito menor em relação ao dos pescadores profissionais, ainda mais recebendo tanto apoio do governo como tem sido.

Caro Marloniser,

arrow:: Não tenho qualquer dúvida disso !

arrow:: O que estamos avaliando é o impacto desse crescimento em termos ambientais !

arrow:: Sempre haverá peixe no rio Negro, a exemplo do Pantanal, mas em que condições ?

arrow:: Essa região do médio rio Negro, é considerada como um dos maiores berçários da espécie, não apenas pelas questões já mencionadas, mas também por apresentar um PH e temperatura da água consideradas como "ideais" para a proliferação dos cardumes...

arrow:: Acredito que o peixe que procuramos (qualidade e quantidade) estará cada vez mais longe...

arrow:: Pescarias fantásticas darão lugar às boas, e depois, às razoáveis... essa é a questão !

arrow:: Mas é bom termos toda e qualquer participação nesses assuntos !

arrow:: Grato portanto por compartilhar seu ponto de vista. joia::: Kid M

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Quando concordei com o Ramon, quis dizer também que ele , o tucunaré, não poderia mais ser comercializado por profissionais, esses teriam que procurar outro pescado para comercializar. De preferência com criatórios. O tucuna seria Patrimônio protegido para o único fim. Sair nas fotos! ( Sou meio radical mesmo). Podem detonar! doeu::

Mas aí vem a grande pergunta: ONDE COMEÇAMOS ISSO? QUEM VAI OLHAR O NOSSO LADO? medo::

Quem dera se isso que o Junos fala acontecesse aqui!

Fala Kid! :amigo:

Olha, apesar de não conhecer Barcelos (ou qualquer outro lugar da AM), acho que a "idéia" do que acontece (bem como daquilo que foi implantado joia::: ) na ARG pode servir como situação análoga ao Rio Negro. joia::: Na ARG (Rio Paraná, algo próximo ao volume da água do rio Negro, ou, ao menos, semelhante, tendo em vista que ambos constituem-se em verdadeiros "mares" de água), a pressão de pesca também é muito grande (e está cada vez maior). De quando em pouco vemos a instalação de novos lodges, todos voltados a operações de pesca, exclusivamente (e, nesse ponto, reside outra semelhança, na medida em que a economia local dos pequenos povoados argentinos costeiros do rio Paraná vivem quase que exclusivamente da pesca esportiva joia::: ), o que, à evidência, provoca o aumento significativo de lanchas na água. Como então a ARG está a tanto tempo consguindo manter seus estoques pesqueiros, permitindo que pescadores do mundo todo façam por lá excelentes pescarias??? Creio que alguns fatores são determinantes.....

Primeiro: mudança da legislação, que cada vez mais obriga (ou ao menos direciona) ao pesque-e-solte;

Segundo: fiscalização, que permite a eficácia dessa legislação, uma vez que o controle da Fauna Y Flora ARG é muito ativa;

Terceiro: conscientização da própria população argentina quanto à necessidade de preservar a natureza, praticando o pesque-e-solte (todas as pousadas de lá estimulam essa prática, vendo com "maus olhos" o pescador predador);

Quarto: a proibição definitiva da pesca extrativa comercial (antes permitida de Corrientes capital para baixo), que estava acabando com os estoque de Sábalos (Grumatãs, Corimbas), principal peixe na dieta alimentar dos grandes predadores;

Quinto: o volume de água do próprio rio Paraná, que permite a procriação em massa dos peixes;

Esses são apenas alguns elementos/fatores que, rapidamente, me vem à mente. Por óbvio que não se constitui em rol exaustivo. Outros tantos fatores ajudam a contribuir para a manutenção da pesca esportiva ARG. joia:::

Penso, por fim, que a proibição (e/ou limitação) de pescadores pode ser um caminho, mas, ao menos por agora, vejo isso como situação utópica. joia:::

"No frigir dos ovos" acho tudo uma questão de consciência que, sabemos todos, advem da educação! joia:::

Ótimo tópico. palmas::

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Já eu não concordo muito com o posicionamento da maioria (no q diz respeito do peixe acabar).

Explico o pq.

Acredito q a principal cota de contribuição dos pescadores esportivos na destruição do pescado está naqueles almoços q fazemos. Sim, matamos muitos borboletas e muitos pacas (q é o mesmo açu), e aqui contribuímos para q o peixe acabe. Se são mais barcos, são mais assados e por aí vai.

Esta grande maioria de barcos hotéis q vemos nas fotos pescam de Barcelos pra baixo...Fazem isso pq o peixe grande já sumiu da região de Manaus...mas normalmente, eles não sobem em direção a SIRN.

Já os peixes grandes, nós soltamos todos.

Estamos completando 2 anos de água alta...ou seja, 2 anos de peixe protegido.

Se seca demais, os barcos não sobem, ou seja, peixe protegido.

O Negrão não é um rio...na verdade e um "mar" de água doce. Há muito lugar para o peixe se esconder.

Outra coisa...pressão de pesca não acaba com peixe...faz apenas o bicho ficar arisco e não atacar a isca. Torço apenas para q não ocorra como no Itapará, onde os peixes grandes só saem na isca viva. E quando isso ocorre, ele não volta a atacar novamente na artificial.

E, na minha opinião, o q acaba com o peixe grande?!?!

Os félas dos pescadores regionais/profissionais. Eles sabem a data certinha para zagaiar e matar os grandes tucunarés.

Eles tb estão fazendo um tipo de pescaria chamada "bateção", onde colocam uma ou mais redes na boca dos grandes lagos e do fundo para a boca saem batendo e fazendo barulho dentro do lago. Os peixes vão saindo e ficando na redes e, aqueles q pulam, vão para o rio e não voltam mais para o lago.

Como eu disse aqui uma vez...sei de histórias ocorridas em 2003 onde, dentro do Arirrarrá um grupo de 10 "zagaieiros" tiravam mais de 1 tonelada de tucunaré (acima de 6kg) por noite. E isso em apenas 1 barco. oloko::

Ainda tenho visto alguns barcos geleiros na região do Atauí...estes sim, destroem tudo.

Bem...sei q o peixe está mais difícil...mas ele está lá. joia:::

Até lá??? ::nada:: ::nada:: diabo::

Putz, também chamada como "réla" (3 Marias), batida (Furnas)... Aqui usam garrafas pet cortadas e introduzem um cabo de vassoura colocado no bico. Lembra um desentupidor de pia. Introduzem esse "instrumento" na água, fazendo movimento de cima pra baixo. O barulho é assustador até para quem vê de fora. E o resultado é triste. Muitos peixes malhados nas redes. negativo::

Aqui ainda usam outra artimanha: Colocam uma tal rede capeada (Várias malhas decrescentes), de maneira que se o peixe arrebentar uma, não sai da outra.

Desolador!

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Já eu não concordo muito com o posicionamento da maioria (no q diz respeito do peixe acabar).

Explico o pq.

Acredito q a principal cota de contribuição dos pescadores esportivos na destruição do pescado está naqueles almoços q fazemos. Sim, matamos muitos borboletas e muitos pacas (q é o mesmo açu), e aqui contribuímos para q o peixe acabe. Se são mais barcos, são mais assados e por aí vai.

Esta grande maioria de barcos hotéis q vemos nas fotos pescam de Barcelos pra baixo...Fazem isso pq o peixe grande já sumiu da região de Manaus...mas normalmente, eles não sobem em direção a SIRN.

Já os peixes grandes, nós soltamos todos.

Estamos completando 2 anos de água alta...ou seja, 2 anos de peixe protegido.

Se seca demais, os barcos não sobem, ou seja, peixe protegido.

O Negrão não é um rio...na verdade e um "mar" de água doce. Há muito lugar para o peixe se esconder.

Outra coisa...pressão de pesca não acaba com peixe...faz apenas o bicho ficar arisco e não atacar a isca. Torço apenas para q não ocorra como no Itapará, onde os peixes grandes só saem na isca viva. E quando isso ocorre, ele não volta a atacar novamente na artificial.

E, na minha opinião, o q acaba com o peixe grande?!?!

Os félas dos pescadores regionais/profissionais. Eles sabem a data certinha para zagaiar e matar os grandes tucunarés.

Eles tb estão fazendo um tipo de pescaria chamada "bateção", onde colocam uma ou mais redes na boca dos grandes lagos e do fundo para a boca saem batendo e fazendo barulho dentro do lago. Os peixes vão saindo e ficando na redes e, aqueles q pulam, vão para o rio e não voltam mais para o lago.

Como eu disse aqui uma vez...sei de histórias ocorridas em 2003 onde, dentro do Arirrarrá um grupo de 10 "zagaieiros" tiravam mais de 1 tonelada de tucunaré (acima de 6kg) por noite. E isso em apenas 1 barco. oloko::

Ainda tenho visto alguns barcos geleiros na região do Atauí...estes sim, destroem tudo.

Bem...sei q o peixe está mais difícil...mas ele está lá. joia:::

Até lá??? ::nada:: ::nada:: diabo::

Putz, também chamada como "réla" (3 Marias), batida (Furnas)... Aqui usam garrafas pet cortadas e introduzem um cabo de vassoura colocado no bico. Lembra um desentupidor de pia. Introduzem esse "instrumento" na água, fazendo movimento de cima pra baixo. O barulho é assustador até para quem vê de fora. E o resultado é triste. Muitos peixes malhados nas redes. negativo::

Aqui ainda usam outra artimanha: Colocam uma tal rede capeada (Várias malhas decrescentes), de maneira que se o peixe arrebentar uma, não sai da outra.

Desolador!

Isso é verdade mesmo Airton... já vi e principalmente escutei vários pescadores profissionais que acabam com os tucunas aqui em MG, tanto em 3 marias quanto em furnas. Estes são os responsáveis pela maior devastação do local. Claro que temos nossa culpa tambem, principalmente os pescadores que matam o peixe para pagar suas pescarias... quer dizer não é pescar como esporte e sim como meio de sobrevivência.. matam tudo e levam os tucunas para suas cidades vender!!!!!!!!! bang:: bang:: bang:: bang::

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Este final de semana.. estávamos em 3M pescando... quando um pescador de BH chegou pra gente:

"Pescaria é na amazônia!!!! Ano passado fomos pra lá de ônibus, sul do Amazonas e pegamos 800 kilos de tucunaré para trazer para BH. Este ano vamos novamente porque é só jogar a isca e rebocar!!!!!!!!" lacou:: lacou:: lacou::

O que falta no Brasil chama-se de fiscalização e leis que devem ser seguidas!!!! Aqui pra tudo dá-se um jeitinho!!!! suici:: suici::

Qual de vcs já foram parados em blitz de estrada, cidades.... qual de vcs já viram policiais fiscalizando pescadores com arrais, coletes salva-vidas, piracema...... nunca se tem nada!!!! Tudo pode!!!!

André,

arrow:: Suas palavras são a expressão de nossa realidade ! buaa::

arrow:: Enquanto a mentalidade de alguns permanecer nesse processo de "matar" o peixe, como tratar do tema "preservação" ?

arrow:: Não temos qualquer orientação (e apoio) para realizar o que já está escrito na lei, quanto mais ir além disso... chorei::

arrow:: Não podemos usar o "felizmente" (acho que é tudo "infelizmente") já que isso não é restrito á pesca...

arrow:: Tudo pode SEMPRE, independentemente do setor ou área de atuação...

arrow:: Diria até mais... NADA que um feriado prolongado, um período carnavalesco, ou um evento futebolístico não mude o foco anterior... lacou:: Kid M

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Não seria salutar que, ao menos , os pescadores/turistas, recebessem uma "cartilha" que explicasse oque" É "a região e orientações para que se faça uma pesca com menor intervenção e depredação ambiental. Função da secretaria de turismo de Barcelos!

me causou tristeza profunda ao ler o relato de que se encontra lixo "rastros da humanidade", pelas margens de rios. Pura falta de educação!!!!!!

Tbém faz pensar a opinião do Fabrício sobre as geleiras e pescadores profissionais.

Mas caberá Aos cidadãos do alto Rio Negro, decidir oque é melhor para eles. Com certeza o reflexo positivo da pesca esportiva na economia, terá poder persuasivo poderoso, e este fator deverá ser bem explorado por aqueles que tenham interesse na manutenção ecológica da região.

Espero que ainda possa conhecer a região em tempo HÁBIL para poder vivenciar toda essas aventuras bem conhecidas por vc.

até lá, nada mais há de se fazer a não ser acreditar nas pessoas que tem o poder de agir na região.

abraços

Então Rodrigo,

arrow:: Algumas coisas não são difíceis de serem implementadas, DESDE QUE desejadas e coordenadas por alguém de direito...

arrow:: Conceitos de uma "cartilha folheto" são fáceis de serem produzidas, mas será que seriam praticadas se apenas forem entregues ?

arrow:: Tem que haver um pouco de ação e exemplificação em torno do tema...

arrow:: A questão que antecede a tudo isso vem de um "programa de governo municipal", que precisa estabelecer suas metas e projetos para destinação do dinheiro público ! Sem isso, é complicado...(mais ainda).

arrow:: Mas será que "esse tema" é objeto de priorização por parte do Prefeito e demais autoridades em Barcelos...

arrow:: Não tenho qualquer dúvida de que o "Beleza" (esse é o nome do prefeito - re-eleito para uma nova gestão, depois de diversas anteriores...) conhece as necessidades e prioridades da cidade.

arrow:: Tentou num passado não muito distante de fazer algumas ações em torno do tema, implementando taxas municipais como Licença de Pesca, que terminaram sendo consideradas ilegais e portanto extintas...

arrow:: Há de se perguntar se as ações pretendidas seriam implementadas, ou simplesmente serviriam como fachada à outras destinações, coisa que acontece com relativa frequência no nosso país...

arrow:: Há suspeitas (e comentários) de que se tratava de um grande esquema arrecadador de recursos para benefício próprio, mas o fato em si é que foi extinto e pronto... Nada mais foi feito a partir disso...

arrow:: A cidade de Barcelos, que certamente irá conhecer um dia, é um local pacato por natureza, mas já viciado em "apenas viver" e não "gerar riqueza" através do trabalho direcionado.

arrow:: O que mais me surpreendeu por lá nessa minha última ida, foi presenciar uma apresentação em praça pública (a foto abaixo não me deixa passar por mentiroso) de uma competição de "rap" ou "hip hop" dos meninos da cidade...

arrow:: Nada de "boi bumbá" ou qualquer cultura popular, mas uma modalidade estrangeira, já globalizada... Kid M

Imagem Postada

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KId não vou exagerar mas, em 87 eu peguei brincando 4 açus pequenos no Dek do hotel tropical, antes de nossa saída com o mis Bebel do Sabá, se não me engano um dos primeiros a fazer pescaria de grupo por aquelas bandas. Em 87/88/ nem se falava em Barcelos imagine Sta. Izabel etc.

Hoje mal se vê tucunaré de porte a menos de 30 horas de Manaus a não ser em reservas que nem se pode encostar. Dai amigo Kid você tire suas conclusões

A Florida era onde tinha os maiores Blak Bass, e um dos lugares que mais tinha Robalo estou para dizer que no mundo, chegou a ponto de exterminarem por completo o Robalo, e o grande Bass já não se acha facilmente, porem abrirão os olhos e com muito rigor nas leis o robalo retornou e os bass estão lá não gigantes, mas só que nem para comer nas praias e no barranco pode ser o quanto quer da cadeia mesmo! e é julgado e preso no dia não tem papo, isso eu presenciei!

Voltando a AM... Cadê o peixe boi que era: como direi.... PRAGA na Amazônia. Kid todo mundo fala do tucunaré, mas e as matrinxãs, as piramutabas, pirapitinga, os Zebras, e mais o Surubim de canal que propriamente extinto, Piraibas de 100 a 170 kilos? Acaba e acaba messsssmo! Contribuímos? Lógico! Mas não somos nós "esportistas" que causamos isso e sim os defensores de ideias populistas. E com isso, sabe Deus daqui a uns 20 anos.

PS: Somente opinião de um pescador que não diz arrependido, mas que caiu na real e assume que já causou muitos danos somente por ego, ainda bem que atualmente o ego de muitos esta somente no peso no tamanho na quantidade de exemplares e não na matança liberam muitos se não todos.

Marcão

Grande Marco,

arrow:: Contra os fatos, não há como retrucar... apenas lamentar, da mesma forma que você coloca nas suas palavras.

arrow:: Pescarias em Barcelos eram "quase lendas", não só pela quantidade de peixes, mas principalmente pela dificuldade de chegar até lá, e sem necessidade, pois o peixe estava junto de Manaus... (mas não sou desse tempo... :gorfei: )

arrow:: Cheguei a conhecer (de revistas) o Miss Bebel, considerado como um dos ícones de consumo de qualquer pescador de tucunaré desse país ! Foi precursor de uma fase fantástica de viagens memoráveis a locais nem tão distantes assim... Não sabia, meu amigo, que você vem desse tempo... (comecei a pescar mais tarde que você... caveira:: )

arrow:: De fato hoje, depois que o Rubinho conseguiu germinar seu propósito de fazer pesca esportiva com iscas artificiais de forma mais ambiciosa (com televisão e ótimas imagens), é que o processo disparou e nos trouxe inúmeras "novidades" estrangeiras que foram sendo - ao longo do tempo - "climatizadas" às nossas necessidades. Antes disso, as iscas Farias eram um quase "cult", e possuir uma delas era um verdadeiro "status". Tempos idos, que só restam na memória dos mais idosos, ou - como eu - de estórias contadas... lingua2::

arrow:: Mas de fato, Marcão, o "peixe" sumiu de perto de Manaus, das Anavilhanas, de Novo Airão, e buscou refúgio lá para as bandas de Barcelos... (e nós atrás deles...).

arrow:: A cadeia destrutiva dos que antes pescavam era pequena (diante da realidade atual), e o próprio consumo dos tucunas era restrito geograficamente aonde podiam ser pegos ! Os mercados de peixe regionais tinham vendas menos expressivas, e o peixe salgado era sempre a primeira opção !

arrow:: Essas estórias de estoques americanos são fantasticamente verdadeiras, e são exatamente da forma como postou ! Lá a coisa é para valer ! Não tem moleza ou "relaxamento" ou "conversa de canto" ! Quanta diferença... blink::

arrow:: Voltando ao AM, também estou atrás do "peixe-boi", e das demais espécies comentadas, todas visíveis em retratos e/ou imagens do passado ! Tá tudo difícil de ser encontrado, quanto mais pego... ::fishing

arrow:: Concordo que nós (mais antigos nisso) temos nossa parcela de contribuição, embora o que tenhamos retirado nem de longe possa afetar o que antes sobrava... rindo3::

arrow:: Por fim, "matar peixes" era - na época - algo tão natural quanto "fumar"... (chegava a ser "chique"). Não me arrependo desse tempo, e sim do tempo que levei para "sair dessa vida"... Poderia (deveria) ter sido antes !

arrow:: Os tempos eram outros, e mais que isso, as informações e/ou exemplos eram quase inexistentes... Só quem vivenciou essa realidade é que pode entender isso !

arrow:: Todos pediam (e queriam) um "peixinho" trazido da pescaria ! fome::

arrow:: Felizmente já ficou no passado, assim como os grandes cardumes de peixes enormes... negativo::

Obrigado por sua contribuição, meu amigo, pois além de esclarecedora, é por demais verdadeira ! Kid M

VALEU!!!!!!! Kid, sem acrescentar nada mais!

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Não seria salutar que, ao menos , os pescadores/turistas, recebessem uma "cartilha" que explicasse oque" É "a região e orientações para que se faça uma pesca com menor intervenção e depredação ambiental. Função da secretaria de turismo de Barcelos!

me causou tristeza profunda ao ler o relato de que se encontra lixo "rastros da humanidade", pelas margens de rios. Pura falta de educação!!!!!!

Tbém faz pensar a opinião do Fabrício sobre as geleiras e pescadores profissionais.

Mas caberá Aos cidadãos do alto Rio Negro, decidir oque é melhor para eles. Com certeza o reflexo positivo da pesca esportiva na economia, terá poder persuasivo poderoso, e este fator deverá ser bem explorado por aqueles que tenham interesse na manutenção ecológica da região.

Espero que ainda possa conhecer a região em tempo HÁBIL para poder vivenciar toda essas aventuras bem conhecidas por vc.

até lá, nada mais há de se fazer a não ser acreditar nas pessoas que tem o poder de agir na região.

abraços

Grande Rodrigo, só não concordo com a frase citada, não cabe a eles decidirem nada, como SP pertece a eles Barcelos etc tambem pertece a nós, e quem tem que decidir é a união ( Governo Federal) mas, ai já é outro grande problema! chorei::

Tenha Fé hehehehe voce fara uma por aquelas bandas , com alegria e um pouco de tristeza.

Abr Marcão

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Este final de semana.. estávamos em 3M pescando... quando um pescador de BH chegou pra gente:

"Pescaria é na amazônia!!!! Ano passado fomos pra lá de ônibus, sul do Amazonas e pegamos 800 kilos de tucunaré para trazer para BH. Este ano vamos novamente porque é só jogar a isca e rebocar!!!!!!!!" lacou:: lacou:: lacou::

O que falta no Brasil chama-se de fiscalização e leis que devem ser seguidas!!!! Aqui pra tudo dá-se um jeitinho!!!! suici:: suici::

Qual de vcs já foram parados em blitz de estrada, cidades.... qual de vcs já viram policiais fiscalizando pescadores com arrais, coletes salva-vidas, piracema...... nunca se tem nada!!!! Tudo pode!!!!

André,

arrow:: Suas palavras são a expressão de nossa realidade ! buaa::

arrow:: Enquanto a mentalidade de alguns permanecer nesse processo de "matar" o peixe, como tratar do tema "preservação" ?

arrow:: Não temos qualquer orientação (e apoio) para realizar o que já está escrito na lei, quanto mais ir além disso... chorei::

arrow:: Não podemos usar o "felizmente" (acho que é tudo "infelizmente") já que isso não é restrito á pesca...

arrow:: Tudo pode SEMPRE, independentemente do setor ou área de atuação...

arrow:: Diria até mais... NADA que um feriado prolongado, um período carnavalesco, ou um evento futebolístico não mude o foco anterior... lacou:: Kid M

FALAR O QUE MAIS??

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