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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

Marcos Ide

Histórico do nível do Rio Negro em Barcelos

Kid M

Tópico reiniciado com base em 2019 !

Dados passados ficam preservados !

::link2:: arrow:: 

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Mensagem adicionada por Kid M

Posts Recomendados

Atualizado - 27/01/2017

O Rio Negro em Barcelos deu um pico de vazante em 02/12

Pelo histórico todo ano tem de 2 a 4 picos de vazante, então vai ter mais, mas quando, só São Pedro...

 

 

Com base no histórico do nível do Rio Negro em Barcelos publicado pela CPRM, elaborei a planilha abaixo para avaliarmos a influência do nível do rio e seus repiquetes nas nossas pescarias. Nosso grupo completou este ano a sexta temporada entre Barcelos e Santa Isabel e alguns como eu a décima semana de pesca nestes paraísos. Pescamos sempre entre as três primeiras semanas de Outubro, e acho que não podemos dizer que tivemos alguma semana ruim de peixe. Lembro que em 2014 estávamos em Santa Isabel e em uma das semanas pegamos chuva quase que diariamente e o Rio Negro e os afluentes (entramos no Uneuxi e Tea) com água lá dentro do Igapó, mas, apesar da quantidade deixar a desejar, saíram bons peixes entre 7 e 9 kgs. 2015 com o nível abaixo dos 3 mts foi bem mais fácil achar os peixes apesar de termos de arrastar muito as voadeiras. Este ano, apesar do nível alto no Negro e seus afluentes, batemos o recorde de quantidade em uma das turmas lá pra cima no Demeni.

A turma poderia nos contar como foi a pescaria e relacionar com o nível do Rio. Cheio com repiquete ou vazando, baixo com repiquete ou vazando, o que é melhor?. Uma conclusão óbvia é que nem na semana anterior a pescaria podemos prever o que vai acontecer com o nível do Rio Negro, e isto é que torna nossas aventuras intrigantes e que criam uma expectativa ímpar. Se pudéssemos prever acho que não seria tão bom. A surpresa é mais um componente que torna nossas aventuras inesquecíveis e faz com que já no retorno de uma comecemos a planejar a próxima. A propósito já fechamos duas turmas para 2017!!!

abraços.

 

Atualizado - 10/02/2017

        

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Marcos....show demais o seu tópico. Já deu um Like nele, e vou incluí-lo nos MELHORES TÓPICOS DO FTB.

Excelente abordagem.

A primeira coisa q temos q tem em mente é q esse gráfico pode não representar 100% da realidade. Isso pq essas informações são repassadas para a ANA sabe-se lá como e por quem...rsrss ...Mas vamos partir do princípio de q ela seja verdadeira.

Lembremos também que isso representa o nível do RIO NEGRO...sendo que a situação dos afluentes pode ser totalmente diferente.

Mas o mais legal de tudo foi ver que as temporadas de 2010 e 2015 (as melhores desde que o gráfico começou) mostram claramente que o nível do Negrão se manteve bastante dentro dos 3m / 4m.

Podemos ver, ou melhor, constatar, que NUNCA UMA SEMANA É IGUAL A OUTRA....Na verdade o nível muda MUITO de uma semana para outra. Ah, e isso pq seu gráfico vai apenas até 9 de dezembro...Uma variação ainda maior se dá de janeiro até abril, pode ter certeza.

Outra coisa...o recorde de secas na região se dá principalmente nos meses de outubro e fevereiro. Estes dois meses são campeões de seca.

Vamos deixar a turma comentar e ver o q acha....E vamos torcer daqui para a temporada 2016 não seja igual a de 2008....rsrs blink::

 

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Rapaz,

Em matéria de climatologia, ninguém pode predizer coisa alguma. A série histórica elaborada pela Cia. de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) é meramente estatística, não se prestando para orientar ou prever o que ocorrerá em termos de clima na região amazônica.

Como se sabe, o clima na Amazônia (principalmente a ocidental, que é o foco dessa discussão) é fortemente influenciado pelos fenômenos atmosféricos La Niña e El Niño. Em razão disso, a temporada de pesca 2015-2016 foi um desastre, originada por uma das maiores secas já ocorridas na região. Houve uma incrível mortandade de peixes, inclusive exemplares magníficos de Tucunarés, vitimados por essa condição.

Para a atual temporada, considerada a alternância dos fenômenos antes mencionados, há uma certeza coletiva na região quanto às boas condições dos rios e lagos, o que aponta para o restabelecimento de condições gerais favoráveis à pesca, podendo até ocorrer situações adversas em pontos isolados, mas os cenários são bastante otimistas.

Por outro lado, o sucesso da pesca na Amazônia não depende unicamente do clima, e nele o nível das águas. Contam muito os cuidados na hora de decidir onde pescar. Como posso dispensar a compra de pacotes, já que moro na região e vou onde quero, na dúvida sempre opto por pescar em rios que possuem relevos que alternam áreas sujeitas à formação de igapós e outras de terra firme, barranqueadas. Essa escolha dá uma boa margem de segurança para uma pescaria bem sucedida.

Há muito pra falar sobre esse tema, mas por enquanto fico por aqui, porque o almoço está servido e estou com uma fome danada.

Abraço do Gilbertinho, pescador de lobó graúdo da Amazônia. 

              

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17 minutos atrás, Gilbertinho disse:

Rapaz,

Em matéria de climatologia, ninguém pode predizer coisa alguma. A série histórica elaborada pela Cia. de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) é meramente estatística, não se prestando para orientar ou prever o que ocorrerá em termos de clima na região amazônica.

Como se sabe, o clima na Amazônia (principalmente a ocidental, que é o foco dessa discussão) é fortemente influenciado pelos fenômenos atmosféricos La Niña e El Niño. Em razão disso, a temporada de pesca 2015-2016 foi um desastre, originada por uma das maiores secas já ocorridas na região. Houve uma incrível mortandade de peixes, inclusive exemplares magníficos de Tucunarés, vitimados por essa condição.

Para a atual temporada, considerada a alternância dos fenômenos antes mencionados, há uma certeza coletiva na região quanto às boas condições dos rios e lagos, o que aponta para o restabelecimento de condições gerais favoráveis à pesca, podendo até ocorrer situações adversas em pontos isolados, mas os cenários são bastante otimistas.

Por outro lado, o sucesso da pesca na Amazônia não depende unicamente do clima, e nele o nível das águas. Contam muito os cuidados na hora de decidir onde pescar. Como posso dispensar a compra de pacotes, já que moro na região e vou onde quero, na dúvida sempre opto por pescar em rios que possuem relevos que alternam áreas sujeitas à formação de igapós e outras de terra firme, barranqueadas. Essa escolha dá uma boa margem de segurança para uma pescaria bem sucedida.

Há muito pra falar sobre esse tema, mas por enquanto fico por aqui, porque o almoço está servido e estou com uma fome danada.

Abraço do Gilbertinho, pescador de lobó graúdo da Amazônia. 

              

Fala Gilbertinho... engraçado ver você falar sobre a temporada 2015/16, apesar de não ser morador nem tampouco pescar a muito tempo no AM, sempre escuto falar que essa citada, foi uma das melhores temporadas dos últimos anos... o próprio dono do barco que pescamos esse ano em Barcelos citou a temporada passada como "semanas boas, semanas ótimas e semanas excelentes" citando não haver uma semana regular... além dos muitos relatos bem sucedidos vistos por aqui e outros fóruns que participo...

De qualquer forma, esse gráfico serve como parâmetro de comparação... não creio que sirva para prever qualquer variação ou condição de pesca... mesmo assim é um trabalho muito bom com os dados dos níveis do Rio Negro... Valeu Marcos!!

 

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Na verdade acredito q o Gilbertinho se referiu a temporada 2016/17...esta sim, está dando uma dor de cabeça danada aos pescadores...Ah, mas isso na região de SIRN e Barcelos...uma vez q lá pra baixo no Negrão as águas estão baixíssimas, sendo q vários afluentes lá de baixo (encontro com o Solimões e região próxima, como o Abacaxis, Urubu, Juma, e relação) já estão ruins de pesca por conta do baixo nível.

Outro destaque ao texto do Gilberto está nesta alternância de pontos de terra firme, lagos mais rasos, pontos mais altos e etc....Claro q isso pode ajudar a pescaria...mas quando o peixe está ativo, não adianta ele estar "acessível"...pois mesmo a isca passando na cara dele, o bicho não ataca.

Muita gente diz (principalmente pescadores de robalo e blackbass) q o tucunaré é um bicho bobo e qualquer um o fisga...rsrs...Digo q ele tem a mesma "ciência" dos demais peixes. Pior, se a água não estiver do jeito q ele gosta, nem mesmo minhoquinhas plásticas, isquinhas minúsculas, brilhantes e etc, farão o peixe atacar.

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Vou aos poucos atualizando a planilha/gráfico para os meses faltantes (pelo menos até Março) e a medida que a CPRM for atualizando. Realmente a análise do nível do Rio Negro em Barcelos não tem a intenção de chegar a conclusão do tipo "o nível acima de x metros a pescaria é ruim ou abaixo de y metros é boa." Mas quem sabe pelo menos confirmar que independentemente do nível em Barcelos, existem afluentes , lagos, ressacas com um pouco de terra a vista que proporcionem uma chance maior de sucesso em nossas pescarias. Este ano, pelo menos em  parte de Outubro o Demeni estava na caixa e baixando (acima do Paraná do Camuqual), enquanto que o Aracá estava bufando de água. Teoricamente eles deveriam estar nas mesmas condições uma vez que um é afluente do outro e estão ma margem esquerda do Rio Negro. Alguém tem uma explicação?

Por aí vemos como a natureza é sábia. Cria imprevisibilidades que tornam nossas empreitadas cada vez mais desafiadoras, o que de certa forma nos estimulam a aprender, e, aqui deixo os parabéns ao Fabrício e todos os colaboradores deste fórum, que é a maior fonte de informações dos amantes de pesca e especialmente da pesca de tucunarés.

 

abs

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4 horas atrás, Tiago Dominicci disse:

Fala Gilbertinho... engraçado ver você falar sobre a temporada 2015/16, apesar de não ser morador nem tampouco pescar a muito tempo no AM, sempre escuto falar que essa citada, foi uma das melhores temporadas dos últimos anos... o próprio dono do barco que pescamos esse ano em Barcelos citou a temporada passada como "semanas boas, semanas ótimas e semanas excelentes" citando não haver uma semana regular... além dos muitos relatos bem sucedidos vistos por aqui e outros fóruns que participo...

De qualquer forma, esse gráfico serve como parâmetro de comparação... não creio que sirva para prever qualquer variação ou condição de pesca... mesmo assim é um trabalho muito bom com os dados dos níveis do Rio Negro... Valeu Marcos!!

 

Tiago, na condição de geógrafo, trabalho para uma holding que opera o turismo de pesca em diferentes regiões da Amazônia Ocidental. No que tange às cercanias da confluência entre os rios Branco e Negro, comumente denominada "Baixo Rio Branco", houve uma dramática redução do número de pescadores da holding, envolvendo brasileiros e estrangeiros oriundos principalmente dos EUA. Para ter uma ideia, numa temporada normal as empresas do grupo atendem nessa região algo em torno de 700/800 pescadores, e em 2015-2016 esse número caiu para aproximadamente 200 pessoas, com dezenas de grupos cancelados em razão da seca. Na atual temporada o cenário está bem diferente, e a determinante disso é o bom nível das águas na região. A forte seca da transição 2015-2016 deixou sequelas graves, já superadas na temporada atual pelas condições meteorológicas favoráveis.

Barcelos pode ter vivenciado situação diferente, é até possível que os efeitos adversos ocorridos no extremo sul de Roraima não repercutiram por lá, o que é estranho, porque sabemos  aqui que as águas do Negro determinam o nível das águas da bacia do Branco até 150 km de sua foz, englobando as sub-bacias do Jufari, Jauaperi, Amajaú, Xeriuini, Itapará e Curiucu, o que perfaz uma extensão bem considerável. Logo, se levar em conta que tanto a seca quanto a alagação do Branco depende do que ocorre no Negro, há uma nítida correlação entre ambas. Noutras palavras, se a região do médio Rio Negro apresentar uma condição hidrológica tal, o mesmo sucederá com as bacias adjacentes, dentre estas a do Branco.

No que se refere aos dados da CPRM, a série ajuda a prospecção, mas em se tratando de clima, é tudo muito incerto e imprevisível, geralmente faço uso do conhecimento de moradores bem antigos na região para ter um certo balizamento relativamente ao que deverá ocorrer num dado ano ou período. Costumo até dizer que as estações climáticas aqui são bem definidas: uma quente pra cacete com muita chuva e outra quente pra cacete sem nenhuma chuva.

Abraço e obrigado pelo comentário.            

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16 horas atrás, Gilbertinho disse:

Tiago, na condição de geógrafo, trabalho para uma holding que opera o turismo de pesca em diferentes regiões da Amazônia Ocidental. No que tange às cercanias da confluência entre os rios Branco e Negro, comumente denominada "Baixo Rio Branco", houve uma dramática redução do número de pescadores da holding, envolvendo brasileiros e estrangeiros oriundos principalmente dos EUA. Para ter uma ideia, numa temporada normal as empresas do grupo atendem nessa região algo em torno de 700/800 pescadores, e em 2015-2016 esse número caiu para aproximadamente 200 pessoas, com dezenas de grupos cancelados em razão da seca. Na atual temporada o cenário está bem diferente, e a determinante disso é o bom nível das águas na região. A forte seca da transição 2015-2016 deixou sequelas graves, já superadas na temporada atual pelas condições meteorológicas favoráveis.

Barcelos pode ter vivenciado situação diferente, é até possível que os efeitos adversos ocorridos no extremo sul de Roraima não repercutiram por lá, o que é estranho, porque sabemos  aqui que as águas do Negro determinam o nível das águas da bacia do Branco até 150 km de sua foz, englobando as sub-bacias do Jufari, Jauaperi, Amajaú, Xeriuini, Itapará e Curiucu, o que perfaz uma extensão bem considerável. Logo, se levar em conta que tanto a seca quanto a alagação do Branco depende do que ocorre no Negro, há uma nítida correlação entre ambas. Noutras palavras, se a região do médio Rio Negro apresentar uma condição hidrológica tal, o mesmo sucederá com as bacias adjacentes, dentre estas a do Branco.

No que se refere aos dados da CPRM, a série ajuda a prospecção, mas em se tratando de clima, é tudo muito incerto e imprevisível, geralmente faço uso do conhecimento de moradores bem antigos na região para ter um certo balizamento relativamente ao que deverá ocorrer num dado ano ou período. Costumo até dizer que as estações climáticas aqui são bem definidas: uma quente pra cacete com muita chuva e outra quente pra cacete sem nenhuma chuva.

Abraço e obrigado pelo comentário.            

Nos brasileiros eu creio que não seja pelo nível dos rios que diminuíram o números de pescadores...

E sim pela crise financeira que vem passando...

abs

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3 minutos atrás, Francisco Jr disse:

Nos brasileiros eu creio que não seja pelo nível dos rios que diminuíram o números de pescadores...

E sim pela crise financeira que vem passando...

abs

Francisco,

De fato, a crise brasileira está braba. Porém, quero acrescentar que 90% da clientela da holding é estrangeira, na maioria norte-americanos, e sabemos que os gringos vem para cá com tudo quando a temporada do Tucunaré é garantida. Digo mais: diferentemente de sua conclusão, o nível das águas tem tudo a ver com a pesca do Tucunaré. Se tiver dúvidas quanto a isso, experimente pescar nos igapós (nível elevado) ou durante uma seca violenta. Vai sofrer muito em qualquer dos casos, com resultados frustrantes, se os tiver.

Como anteriormente disse, milhares de Tucunas morreram na temporada passada pelos efeitos da seca, fenômeno que alcançou todas as bacias tributárias do Branco. De outro lado, me faço presente ao menos 3 vezes ao ano nas comunidades ribeirinhas da região, interagindo com a maioria dos habitantes das 15 comunidades em diversos assuntos, especialmente a pesca. Na contra-mão, minha casa é frequentemente visitada por esses amigos. Daí, tenha certeza que os comentários que posto no Fórum quando o assunto é pesca no extremo sul de Roraima são bem balizados e alimentados pelas informações do ribeirinhos que lá residem.

Deixo um abraço e o agradecimento por seu comentário.   

  

 

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Concordo contigo @Gilbertinho que tem grande experiência sobre os detalhes, e que os Americanos não são os problemas financeiros, eles querem somente o resultado...

Já fui pouco mais de 20x a Amazônia em Baz e já peguei quase que um pouco de tudo. Desde o inicio da temporada seca, o começo da cheia antes, até no inicio de Janeiro ter que descer para empurrar uma lancha com motor 175hps quase que metade do rio para chegar no destinho, E pegar meu maior Açu de 94cm na segunda quinzena de fev...  

Felizmente ou infelizmente essa é a Amazônia, eu particularmente já passei de pegar o rio cheio saindo algum peixe grande e de estar seco e vim o temido repiquete brabo...

Mas uma coisa eu falo "Depois que o vírus de pescar Tucunaré Açu na Amazônia entra no sangue não sai mais" rsrs

E seguimos a vida pescando...

Grande Abraço...

 

 

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Atualizando os dados,

Informação de 15/11/2016 (Marreco) que Barcelos está baixando 

abs

 

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3,33

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10/fev

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Atualização da CPRM de 25/11/2016 para Barcelos. O Rio Negro nunca esteve tão baixo nesta temporada!!!!

 

 

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Média

09/set

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31/mar

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Média

09/set

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16/set

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23/set

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14/out

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