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Wellington BSB

A Utopia do Repovoamento de Peixes

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Como estou de férias e sem pescar . . . buaa:: :: medo:: sono:: bomba2 , estou pescando na internet.

Como o assunto do repovoamento do Rio Madeira foi por mim postado, achei lendo a revista PESCAEAVENTURA que comprei hoje uma entrevista com uma pesquisadora da Embrapa Pantanal em que se fala sobre uma utopia em matéria de repovoamento de peixes.

Fui postar agora e vi que o Alexandre já falou quase tudo.

Porém, como este é um assunto que interessa e deve interessar a todos, especialmente a nós pescadores, reproduzo abaixo o artigo para reflexão.

Forte abraço a todos,

Wellington . . . 1

 

A UTOPIA DO REPOVOAMENTO.
Por: Emiko Kawakami de Resende

Ao invés de jogar alevinos nos rios, a diminuição de estoques pesqueiros deveria ser combatida na origem, que é a devastação ambiental nas margens.
É cada dia mais preocupante o modismo que está crescendo de tentar resolver a falta de peixes nos rios e reservatórios através do repovoamento, isto é, introduzindo
alevinos criados em cativeiro.
Pelo menos dois aspectos fazem com que o "tiro saia pela culatra", como diz o dito popular.

arrow:: O primeiro deles é que a introdução de alevinos criados em cativeiro e
colocados nos rios e represas, quase sempre provenientes de um casal ou poucos casais, faz com que a variabilidade genética seja muito baixa.
As populações naturais possuem uma grande variabilidade genética pelo fato de serem provenientes de muitos casais que se reproduzem na natureza, selecionados pelas
condições naturais do ambiente. Dessa forma, introduções aleatórias, mesmo feitas com as melhores intenções, podem levar à redução dessa variabilidade genética e,
eventualmente, comprometer a sobrevivência da espécie.
arrow:: O segundo diz respeito à introdução de doenças e parasitas, que antes não existiam no ambiente natural. Isto porque a criação em cativeiro, em alta densidade, é
extremamente propício ao aparecimento de doenças e propagação de parasitas. O caso mais clássico e conhecido é a Lernia, uma espécie de crustáceo minúsculo, que
parasita as brânquias de peixes e pode provocar mortandades maciças em cativeiro. Onde a Lernia foi introduzido em ambientes naturais, por repovoamentos de peixes,
tornou-se praga, impossível de ser erradicada.

 

Ainda, o repovoamento é feito quase sempre usando alevinos. Ora, alevinos, como qualquer ser vivo, necessitam de alimento. Ao menos nos rios do Pantanal, a criação
dos alevinos se dá nas áreas alagadas durante a cheia, localizadas no baixo curso.
Soltar alevinos no rio Cuiabá, como já vem sendo feito por alguns, nas proximidades das cidades de Cuiabá e Várzea Grande é improdutivo, pois nesse trecho do rio não há
alimento para eles, além do grande risco de introduzir doenças e parasitas, conforme citado.

 

O que faz as pessoas quererem promover repovoamentos de rios e represas com peixes? É a percepção de que estão faltando peixes! Mas porque faltam? Devido à
degradação ambiental e ao excesso de pesca, ou pesca inadequada.

Assim, ao invés de combater as conseqüências promovendo repovoamentos, cujos resultados poderão causar mais problemas, a batalha deveria ser em prol da recomposição das condições naturais dos rios, lutando contra a destruição das matas ciliares e da degradação de suas águas pela introdução de agrotóxicos, esgoto de cidades e poluição industrial.

 

2
A batalha deveria ser também pela conscientização da população, de que a pesca não pode ultrapassar a capacidade de reposição dos estoques das populações naturais,
obedecendo aos limites impostos pela natureza e referendada pela legislação, como tamanho mínimo de captura (o que assegura que o peixe se reproduza ao menos uma
vez antes de ser pescado), cotas de captura (o que assegura a pesca dentro dos limites da capacidade de suporte do sistema) e período de defeso de reprodução (para
assegurar a reprodução e, dessa forma, a renovação dos estoques).

 

Se assim fizermos, ao invés de repovoamentos inúteis, com todas as suas conseqüências, estaremos efetivamente contribuindo para a manutenção dos peixes,
que nos fornecem alimento e lazer.

Emiko Kawakami de Resende (emiko@cpap.embrapa.br) é bióloga, doutora em
Ciências. É Chefe Geral da Embrapa Pantanal (http://www.cpap.embrapa.br), (Corumbá-
MS). Foi secretária de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul.
ADM – Artigo de Divulgação na Mídia, Embrapa Pantanal, Corumbá-MS, n. 08, p.1-2. abr. 2001.

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Verdade Wellington. Do jeito que são feitos atualmente, os repeixamentos são puro engôdo para mostrar a sociedade que a empresa que causou o impacto ambiental está fazendo alguma coisa, é só pra inglês ver mesmo.

grande abraço

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Não é bem assim não.....diante da depredação que existe e a falta de consciência da MAIORIA da população (sabemos que nós somos a minoria que solta peixes e tenta conservar o meio ambiente), uma alternativa ainda é o repovoamento.

Existem muitos casos de sucesso neste tipo de atitude...não podemos criticar só por "achismo". Aqui mesmo no rio verde, sul de Minas, temos exemplo de sucesso com repovoamento de dourados...estavam quase extintos e hoje se pega muitos e grandes dourados na região graças a repovoamentos feitos há vários anos.

E o tucunaré na maioria das represas?

Claro que faltam mais estudos, mas que ainda é melhor que nada é.

Criticamos muito, como nesse caso do madeira, mas quando faltar energia elétrica na nossa casa somos os primeiros a reclamar que o governo não faz nada.......infelizmente o progresso é necessário, e com ele: hidrelétricas.

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...não podemos criticar só por "achismo".

PRD, quando quem esta "achando" é uma doutora no assunto acho que devemos dar um pouco de credibilidade sim.

A curto prazo é bonito, o rio fica cheio de peixes....mas alongo prazo?quem vai saber? As vezes o pessoal fala em "diminuir a varibilidade genetica" de uma população de peixes....e o pescador pensa "to nem ai, eu quero é pescar, nao vou olhar o codigo genetico dele nao". A longo prazo isso é muito importante e a redução dessa variabilidade pode levar a varios problemas. O diabo-da-tasmania esta seriamente ameaçado (previsao de extinção de 10-15 anos) pq a população atual foi recuperada com poucos individuos, o guepardo da africa tb.....quando a variabilidade genetica fica restrita uma espécie fica muito suceptivel a mudanças ambientais pois todos individuos sao muito iguais.

Infelizmente a grande maioria dessas medidas compensatórias sao desse jeito, mostrar a sociedade que a empresa X se "preocupa" com o meio ambiente.

Passa no Globo Reporter os caras resgatando um cervo....um bando de guaribas....uma anta....que estao fugindo do enchimento de uma barragem....soltam o bicho, o povo assiste "Ó QUE LINDO SALVARAM O VEADINHO"....é tudo pra ingles ver meu amigo, é fauna condenada....vao soltar isso onde? em locais adequados pra fazer solturas (áreas conservadas) nao existe VAGA PARA UMA ANTA....VAGA PARA UM TAMANDUA....cada região tem sua capacidade de suporte de animais....

Bom, sai um pouco do tema mas é isso...no Brasil meio ambiente nao é levado a sério....olha só o caso dessas UHEs do Madeira, onde o proprio Lula criticou que os empreendimentos estavam parados por causa de um bagrinho (que no caso é o nosso JAÙ).

Repeixamento é bom só pra politico ir lá na beira do rio e dizer que aquilo beneficiará a população local, que foi fruto do esforço dele e dos companheiros de partido bla bla bla.....

bração

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A grande maioria dos "doutores" no assunto no Brasil também só dão palpites sem conhecimento.......Repito : sem estudos tudo é "achismo".

O que dizem os doutores do assunto em relação ao tucunaré? Que vai acabar com todos os outros peixes, etc......e todos vemos que não é assim...o bicho tá introduzido até na Flórida e lá é protegido por leis ambientais.

Claro que nossas leis ambientais são uma brincadeira, mas por que? tudo baseado em "achismo"..."palpites"...sem estudo nenhum.

Não tô defendendo a depredação...só acho que o repovoamento, mesmo não resolvendo a questão, ainda é o mínimo que deve ser feito.

O exemplo que citei do sucesso é de longo prazo...quando começaram os peixamentos pegávamso douradinhos de 2 a 3 Kg, hoje se pega espécimes com mais de 10 Kg.

Só prá ter uma idéia: tem muito "doutor" no assunto que diz que o peixe solto acaba morrendo, que a soltura não é benefício...e aí?

A fauna é condenada a partir do momento em que nós contruímos uma casa...comemos uma carninha de boi.....gastamos energia elétrica...até nossos empregos se garantem a partir do consumo...e aí? vamos parar de viver?

Vamos parar a construção das hidroelétricas? vamso parar de comer? de trabalhar?

Então o "achismo" é o grande culpado...todo mundo "acha" que entende de algo, mas ninguém faz estudos sérios em relação ao meio ambiente. Só palpites sem embazamento científico.

Olhem no tópico de um colega nosso aqui do fórum com o tema: terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carne.

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" O repeixamento é um ato polêmico entre os biólogos, mas quando bem aplicado, de forma equilibrada, pode gerar bons resultados.

Os exemplares deverão ser coletados de populações diferentes, preservando assim um banco genético mais amplo e seguro para sua reprodução e posterior soltura em seu ambiente natural.

As matrizes deverão ser trocadas constantemente por outros exemplares selvagens, evitando a formação de uma população homozigota (com material genético único e sem variedade), o que acarretaria numa deficiência reprodutiva dessa nova população, dizimando de vez essa espécie no local.

Um trabalho de campo deverá ser realizado para estudar a oferta de alimento natural existente nos locais de soltura dos peixes, para avaliar o potencial do local em suprir a demanda alimentar da nova população de pirapitinga, sem comprometer as outras espécies que também dividem o mesmo espaço. Vale à pena lembrar que nenhuma forma de alimentação artificial deverá ser introduzida nas áreas do projeto, de forma que não altere os hábitos naturais da fauna local.

A pirapitinga é um peixe muito sensível à poluição e a degradação ambiental. Dessa forma, as áreas destinadas ao repeixamento, caso seja necessária, deverão ser despoluídas e ter suas matas ciliares recompostas com vegetação nativa. Essa é uma idéia lógica, pois não adianta repovoar uma região que não possa dar sustentabilidade à nova população de pirapitingas.

É importante frisar que o repovoamento será apenas para recompor a população de pirapitingas atingidas pela pesca predatória, já que o estabelecimento de uma superpopulação também seria outra forma de agressão às outras espécies e à própria espécie em questão. "

Fonte: Projeto pirapitinga do sul

Autor: Leandro Vitorino

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Poxa PRD, tá revoltado hein?!

SEi lá, mas esse teu radicalismo de que não há pesquisa ambiental séria no país e a sua veemência em resumir opniões cientícas de "achismo", me parece de uma leviandade incomum.

Devemos lembrar que a pesquisa científica brasileira opera milagres ao realizar trabalhos em um país que pouca verba destina a isso. Se talvez, nossos pesquisadores não obtenham exito em seus trabalhos, boa parte disso se deve à falta de atenção dos governantes , independentemente do partido. Pesquisa cientifica não dá voto!

Existem projetos de repovoamentos sérios? Existem!

Existem projetos fracassados ? Existem!

Mas JAMAIS, a reposição artificial de populações será satisfatória ao nível qualitativo e quantitativo, pois os laboratórios de alevinos utilizam genética com alta taxa de homozigose. Por que? Porque foram individuos coletados da natureza que se adaptaram melhor ao sistema de criação artificial, ou seja :Crescem rápido.

será que são os melhores para o repovoamento?

Não enxergo Dolo ou incompetência na opnião da doutora referida. O que ela diz na entrevista me parece correto. EX: Sem a depredação do homem ao plantar soja, será que o médio e baixo Araguaia estaria do jeito que está?

caro PRD, seu olhar sobre a necessidade energética do país é correto. Mas lhe pergunto: E Se o governo financiasse a aquisição de lampadas de baixo consumo e equipamentos mais eficientes a todos, precisaríamos dessas novas usinas?

Será que a construção delas não atende a interesses de empreiteiras e políticos?

abraços

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" O repeixamento é um ato polêmico entre os biólogos, mas quando bem aplicado, de forma equilibrada, pode gerar bons resultados.

Os exemplares deverão ser coletados de populações diferentes, preservando assim um banco genético mais amplo e seguro para sua reprodução e posterior soltura em seu ambiente natural.

As matrizes deverão ser trocadas constantemente por outros exemplares selvagens, evitando a formação de uma população homozigota (com material genético único e sem variedade), o que acarretaria numa deficiência reprodutiva dessa nova população, dizimando de vez essa espécie no local.

Um trabalho de campo deverá ser realizado para estudar a oferta de alimento natural existente nos locais de soltura dos peixes, para avaliar o potencial do local em suprir a demanda alimentar da nova população de pirapitinga, sem comprometer as outras espécies que também dividem o mesmo espaço. Vale à pena lembrar que nenhuma forma de alimentação artificial deverá ser introduzida nas áreas do projeto, de forma que não altere os hábitos naturais da fauna local.

A pirapitinga é um peixe muito sensível à poluição e a degradação ambiental. Dessa forma, as áreas destinadas ao repeixamento, caso seja necessária, deverão ser despoluídas e ter suas matas ciliares recompostas com vegetação nativa. Essa é uma idéia lógica, pois não adianta repovoar uma região que não possa dar sustentabilidade à nova população de pirapitingas.

É importante frisar que o repovoamento será apenas para recompor a população de pirapitingas atingidas pela pesca predatória, já que o estabelecimento de uma superpopulação também seria outra forma de agressão às outras espécies e à própria espécie em questão. "

Fonte: Projeto pirapitinga do sul

Autor: Leandro Vitorino

Ésqueci um detalhe dessa citação: parte deste texto veio de um email passado para mim pelo biólogo Flávio Lima, mestre e doutor pela Usp (SP),

especialista em taxonomia do gênero Brycon do museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Obs: Ele não se posicionou claramente se era contra ou a favor do repeixamento, portanto li outros trabalhos, artigos e relatórios e conclui esse texto, mas sinceramente ninguem sabe totalmente os efeitos do repeixamento, principalmente a longo Prazo.

Att,

Leandro Vitorino (GO FLY)

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: E Se o governo financiasse a aquisição de lampadas de baixo consumo e equipamentos mais eficientes a todos, precisaríamos dessas novas usinas?

Será que a construção delas não atende a interesses de empreiteiras e políticos?

Concordo totalmente com o rodrigo, todo mundo só fala em uma maior produção de energia para atender o crescimento do país, mas pouco se faz em relação ao desperdício que é muitoooo, se tivesse uma politica séria para combater o desperdício, concerteza teria maior segurança energética, sem precisar construir novas hidrelétricas.

E tb concordo que o repeixamento sem uma base de estudo ideal, poderá ser pior do que se não fosse feito o repovoamento, a erosão genética é muito sério, e pode dizimar a espécie, e sou contra a introdução de peixes não nativos da bacia como o tucunaré no sudeste, tilápias no brasil etc.

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Voltando a discutir o assunto vemos que as opiniões se dividem, mas todos temos como o ideal, viver de forma confortável em nossas casas, e podermos desfrutar de uma boa pescaria em meio a natureza, é o que todos queremos.

Vejamos que precisamos de energia isso é fato, mas existem também outras formas mais baratas e com menos impacto ambiental para produção de energia, como Heólica, Fotovoltaica, entre outras.

E existem projetos sérios de repovoamento, existem, mas devem ser utilizados em ultimo caso, e não em uma população que ainda não foi atingida, isso se reflete nos Dourados e Pirapitingas citados, e outra os Dourados podem ter crescido, hoje pode estar dando certo, mas daqui a alguns anos, pode ser que falte a variabilidade genética.

Outro ponto citado é de que também não adianta variabilidade genética sem local para reprodução.

Já sobre a introdução de tucunarés em lagos de usinas, não pode ser considerado como repovoamento e sim POVOAMENTO, vamos ao exemplo do reservatório de Itaipu que é o que melhor conheço, antes do reservatório, nestre trecho do rio viviam espécies como: Dourado, Cachara, Pintados, Jaús, Piaparas, Piaus, Pacus e a quase extinta na região Piracanjuba.

Quando transformamos o ambiente lótico do rio, em ambiente léntico, alteramos o ambiente e estes peixes migraram, morreram ou pior não se reproduziram por não encontrar ambiente favorável, hoje a população de Piaparas, piaus e outros esta estável no lago pois são peixes rusticos e um dos poucos que sobem com facilidade pelo canal de migração, mas dourados, pacus e piracanjubas, outros peixes que tem boa capacidade natatória sumiram, ou seja não adianta repovoar o rio com essas espécies que não sobreviverão na região do lago só mais ao norte onde ainda podem ser encontrados mesmo que em quantidades vestigiais do que existia antigamente, ou poderiam existir como na Argentina. Então a salvação para a pesca esportiva no reservatório foi a introdução do tucunaré, já que não havia mais peixes esportivos, no inicio do povoamento o tucunaré encontrou facilidade pois não haviam competidores e as espécies forrageiras, estavam em ápice, pois o aporte de nutrientes provenientes das margens inundadas era grande, então com comida abundande e falta de competição ele prosperou, hoje depois de mais de uma década ele está estabelecido e em harmonia no reservatório, sendo a principal espécie pescada por nós pescadores esportivos. Hoje ele já é considerado parte da fauna mas foram feitos vários "campeonatos" de pesca visando matar o maior número de tucunarés possivel, haviam cartilhas do IAP dizendo que caso capturassem um tucunaré ele é delicioso a mesa ou se não gostar deste peixe elimina-lo jogando-o na margem... suici::

Agora vejamos, você pagaria para vir até aqui pescar tucunarés de no max 3kg e em quantidade pequena? ou viria pescar os grandes dourados e pintados?

E outra, estudos apontam que o reservatório poderia ter 1/3 do tamanho da área inundada se fossem feitos mais estudos antes da construção, causando um menor impacto ambiental. - Mas conseqüentemente menos cidades atingidas e menos royaltes seriam pagos, menos políticos beneficiados-

Agora estamos a postos de causar um grande impacto em outro rio de muita piscosidade, não sou radical a ponto de não fazer a usina e ponto final, mas precisamos de mais estudos e principalmente um meio viável de transposição para as espécies nativas, não só para as esportivas ou economicamente exploradas, mas sim para todas.

Energia sim, mas com sustentabilidade!

joia::: joia::: joia::: joia::: joia:::

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Poxa PRD, tá revoltado hein?!

SEi lá, mas esse teu radicalismo de que não há pesquisa ambiental séria no país e a sua veemência em resumir opniões cientícas de "achismo", me parece de uma leviandade incomum.

Devemos lembrar que a pesquisa científica brasileira opera milagres ao realizar trabalhos em um país que pouca verba destina a isso. Se talvez, nossos pesquisadores não obtenham exito em seus trabalhos, boa parte disso se deve à falta de atenção dos governantes , independentemente do partido. Pesquisa cientifica não dá voto!

Existem projetos de repovoamentos sérios? Existem!

Existem projetos fracassados ? Existem!

Mas JAMAIS, a reposição artificial de populações será satisfatória ao nível qualitativo e quantitativo, pois os laboratórios de alevinos utilizam genética com alta taxa de homozigose. Por que? Porque foram individuos coletados da natureza que se adaptaram melhor ao sistema de criação artificial, ou seja :Crescem rápido.

será que são os melhores para o repovoamento?

Não enxergo Dolo ou incompetência na opnião da doutora referida. O que ela diz na entrevista me parece correto. EX: Sem a depredação do homem ao plantar soja, será que o médio e baixo Araguaia estaria do jeito que está?

caro PRD, seu olhar sobre a necessidade energética do país é correto. Mas lhe pergunto: E Se o governo financiasse a aquisição de lampadas de baixo consumo e equipamentos mais eficientes a todos, precisaríamos dessas novas usinas?

Será que a construção delas não atende a interesses de empreiteiras e políticos?

abraços

Não é radicalismo não....conheço muito bem a dificuldade que é fazer pesquisa científica no Brasil, pois sou um pesquisador e cientista, com trabalhos publicados no EXTERIOR, e sempre com recursos exclusivamente meus....nem da Universidade em que leciono tenho apoio financeiro. Mas mesmo com baixo consumo e eequipamentos eficientes a demanda sempre aumenta.

Esta é uma questão muuiiito complicada....a taxa de aumento da população humana no mundo todo é um problema sério de médio prazo.....a tendência é o aumento da fome com diminuição cada vez maior dos recursos naturais.

Uma saída seria a reciclagem....reutilização de muita coisa que vira lixo, mas ainda falta muito prá chegarmos lá..mas mesmo asim ainda há o problema da alimentação.

A coisa é muito mais grave do que só discutir efeitos de repeixamento.....Repito: não é radicalismo...só acho que é melhor fazer repeixamento do que simplesmente depredar e não fazer nada, porque as construções e destruição do meio ambiente não vão parar.

Sem os repeixamentos a devastacão seria maior ainda.

Até que se faça outra coisa, ainda é melhor que nada.

Do jeito que a coisa anda, no futuro só veremos peixes e animais criados em cativeiro.

Como diz uma frase que li uma vez, mas não me lembro o autor:

"somente quando cortar a última árvore e matar o último peixe o homem compreenderá que não pode comer o dinheiro".

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O que falta, principalmente, é a conscientização ambiental, que deve ser pregada de forma contundente, abrangente e persistente.

Só através desta consciência é que teremos condições de nortear e lutar contra as políticas hipócritas de preservação ambiental que são impostas sobre nossas cabeças.

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Graças ao repovoameto ainda podemos pegar alguns dourados por aqui, e incrivelmente a PIRACANJUBA voltou a habitar nossas águas.

Entao minha opinião é: "É melhor fazer alguma coisa do que ficar olhando a vida nos rios se acabar!, e essa coisa por enquanto é o repovoamento"

sabado o Terra da Gente vai mostrar uma matéria sobre o assunto.

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Eu já acho que caminhos para o fim....

Uma soltura de alevinos aqui outra ali, é nada perto da devastação que caminha a passos largos nesse nosso mundo...

Nesse final de ano vi um tio meu que ta velhinho e meio gagá. Me diverti muito com ele contando histórias do rio Paraguai, da quantidade e diversidade que tinha naquela região, que hoje apesar de muito esforço de alguns, não é nem sombra do que já foi.

Vi também esses dias um documentário sobre o rio Tietê e de como tinha peixe, onde hoje é uma poluição só....

Acho que pra mudar MESMO alguma coisa, o tratado de Kioto deveria ser assinado e respeitado por todos os países do mundo.

Eu sei é que não sei quanto tempo vai demorar...quantas gerações ainda faltarão, mas não me iludo....do jeito que o trem caminha e com a grande complexidade das coisas, uma coisa é certa...um dia toda essa beleza acabará...infelizmente!!!!

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E só pra completar, talvez mais importante que o tratado de Kioto, seria o tratado de cada um ser humano desse planeta em se transformar num ser menos poluente, mas isso é dificil, pra não dizer impossível nessa sociedade cada vez mais consumista!!

É incrível a quantidade de lixo produzida numa cidade pequena como a minha...ai fico imaginando nas maiores...

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O papo está em alto nível intelectual aqui hein! Gostei de tudo que eu li!

 

Eu acho que o problema não é repovoamento ou não, achismo ou não...o lance é castrar o homem, como disse o Papa Xico: Não podemos procriar como coelhos... É aí onde o filho chora e a mãe não vê!

 

De qualquer maneira, o final de semana está aí e eu vou pegar umas "cachorrinhas" para me divertir e tomar umas geladas, afinal...trabalhei 3 semanas sem descanso..

Minha picanha já está prontinha, minha roça na beira do Xingu tá cheia de pé de mandioca para eu fazer um caldo com costela e tem umas corvinas frescas (peixe adpatado viu!!) esperando eu tirar o filé para mandar para o óleo quente...

 

Bom final de semana amigos!! FUI kkkk

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Preservar ou repovoar? eis a questão.

 

Nos deveriamos pensar antes na preservação e não no repovoamento. Evidente que a  repovoação dos rios tem suas consequecias como cita a Dra dona do artigo. Começa pela intodução  de individuos portadores do doenças que irão contaminar os peixes nativos e as consequencias disso vamos saber  só no longo prazo. Nos estados unidos alguns rios forma repovoados com peixes não nativos da região e acabou por virar uma verdadeira praga e agora já não sabem como resolver o problema. Chamo isso de solução TABAJARA feita sem estudos mais aprofundados e com consequencias muitas vezes dificil de se prever.

 

PRESERVAR me parece ser a solução mais viável e que deveria ser posta em pratica urgentemente. Aqui entra um programa de governo sério ( nosso ministério da pesca é mais um cabide de emprego para ministro desqualificado cercado de outros não menos idiotas que visam tão somente enxer os bolsos com o  nosso dinheiro ) que  nós deveriamos ter e  que infelismente nao temos. Entretanto cabe a pergunta individual: o que eu particularmente faço para tentar preservar no meio ambiente? Esta resposta cada um de nos deveria ter em mente e pronta para uso. Falta vontade e determinação para planejar e executar ações que traga frutos no medio e longo prazo.

 

Queremos pescar, mas antes disso temos que preservar. Vamos analizar o caso do alto rio negro, mais precisamente a região de Barcelos. São quase uma dezena de rios desaguando no rio negro e não vemos nenhuma atitude quer seja de orgão publico ou privado no sentido de preservar uma região extremamente importante do ponto de vista comercial (e aqui me refiro a pesca de peixes ornamentais) quanto do ponto de vista esportivo (em relação a pesca de tucunaré e outors peixes esportivos da região). Programas deveriam ser postos em praticas para que esta região tivesse um minimo de preservação. Eu particularmente acredito que se alguns rios da região fossem preservados com a proibição de pesca predatória e mesmo esportiva por um tempo razoavel ( sei lá ...talvez dois ou trez anos ) não iria afetar a pesca esportiva e ao mesmo tempo seria uma forma de se iniciar um programa sério de preservação daquele ambiente que é extremamente importante ( talvez seja uma das ultimas fronteiras do pescador esportivo no mundo). Aqui talvez poderia se usar aquela maxima dos pequaristas que é  o rodizio das pastagens, logo porque não o rodizio preservatório dos rios. Algo a se pensar.

 

Pensemos nisso enquanto tomamos uma cervejinha entre uma pescaria e outra.

 

Abç

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Tópico antigo mais atual!!!

 

Estava em viagem até dia 27 e onde pesquei em 2005, atravessei à pé no braço de rio que fica no sítio de meus pais!!! Onde peguei tucunarés em 2009, hoje fica a 05 metros no alto do barranco que se formou, descontando o lamaçal que existe abaixo desses 05 metros!!!

 

Pra piorar, o rio Grande que está bem dizer "na caixa", vem sofrendo com redes e arrastões no pequeno curso d'água que ainda existe!!!(Não satisfeitos em acabar com os peixes durante o período de represamente, agora querem o restante dos peixes que sobreviverem a manutenção que a represa Mascarenhas de Moraes* vem fazendo desde o meio de 2014!!!)

 

O bicho homem está acabando com tudo e não é a natureza sozinha que tem que dar conta desses danos!!! Todos devemos fazer a nossa parte e, seja por repeixamento, por denúncia de crimes ambientais, por pesque e solte, a natureza agradecerá e dará um jeito de seguir seu curso, seja por meios naturais ou aprendendo a lidar com as alterações que nós, bichos homens sempre teimamos em fazer!!!

 

Não existe na região Sudeste um rio que ainda é preservado ou que não tenha peixe, reintroduzido, alóctone, "alienígena"  ou qualquer outra coisa, então, para pescar dourado, tucunaré, black bass, tilápia, cat fish, o monstro do lago ness, etc... teremos que nos contentar com repeixamentos!!! Nós, pescadores esportivos, amantes da pesca, precisamos disso, os ribeirinhos, aqueles mesmos que recebem salário defeso e continuam pescando tucunarés em 03 Marias no período do defeso, também dependem em boa parte desses peixes, o matador de peixes, idem...

 

Fato é que as hidrelétricas estão aí, foram feitas sem pensamento "preservacionista" em um período que esta palavra nem existia no "Aurélio"!!! As famigeradas hidrelétricas são as grandes vilãs da história, matando toda a vida do barramento onde foram feitas, levamos em consideração que os peixes das nossas bacias dependem de piracema para reprodução, mas são tão necessárias ao estilo de vida do pescador do Sudeste brasileiro quanto o próprio peixe, então, aos amantes da pesca esportiva, conjecturar sobre introdução e reposição de peixes é válido, porém é pouco expressivo relutar em aceitar que sem isso, pescar tucunaré azul... nem no lago do peixe, que também é um barramento!!!

 

Abraço a todos e continuemos nós a parlamentar sobre um assunto antigo e tão atual... hehehe!!!

 

*Mascarenhas de Moraes - hidrelétrica : http://www.furnas.com.br/hotsites/sistemafurnas/usina_hidr_mascarenhasmoraes.asp

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Acho que o repovoamento, é uma ajuda uma ação mitigadora de problemas ambientais  que causamos, alguns necessários outros por incompetencia. Se pensarmos um pouco chegaremos a conclusão que os grandes responsaveis pela diminuição de nossos estoques pesqueiros são principalmente a sobrepesca (pesca predatória indiscriminada das espécies) e o processo de vários tipos de poluição incluindo aqueles causados por desmatamento ciliar. Talvez o maior problema seja nossa falta de educação ambiental o que nos torna dependentes de leis punitivas de crimes ambientais as quais não funcionam por falta de fiscalização. Realmente se não melhorarmos o ambiente para que as populações naturais se recomponham conseguindo nadar, respirar e se alimentar e reproduzir, só soltar alevinos em repovoamentos (sem acompanhamento e melhoria do ambiente) é como soltar pintinhos na floresta 

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