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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 01/23/26 em todas áreas

  1. Aqui vai um breve relato de uma pescaria em familia, simples, sem muito conforto, porem muito gratificante! Fui passar as festas de fim de ano em Barcelos, natal e reveion, e pra aproveitar a viagem, já organizei com a familia da esposa que é de lá, para irmos fazer uma pescaria na região onde o pessoal viveu há uns 50/60 anos atrás, um afluente no alto arirarrá. Fomos pela azul de Goiania até Barcelos, a ideia era ir até Manaus de avião e subir de expresso, mas por incrivel que pareça a passagem de Gyn até Barcelos estava com o valor menor do que até Manaus. Como chegamos dia 23, eu praticamente nao tinha muita coisa pra fazer ali na cidade, já tratei de pescar ali bem proximo a cidade, 1 dia e meio, perdi 2 peixes muito bons, levei uma linha que não aguentou com freio da carretilha arrochado, peixes que bateram na helice, porradão. Passamos o natal na cidade e dia 26 já iniciamos a subida, de pescador tinha apenas eu e minha esposa, que foi pela primeira vez numa pescaria ali, o restante foi a passeio e realizar a pescaria de rotina do pessoal da região que são peixes miudos, como pacu, aracu, piranha etc. No dia 27 pela manhã já estavamos dentro do arirarrá pescando, rio num nivel muito bom, peixes menores muito ativos, alguns açus com filhotes, mas os peixes grandes não estavam entrando (como sempre kk), mas a gente que pesca sabe que ali tem o peixe, e estando bom ou ruim, o unico jeito de pegar é tentando até o limite, onde o corpo aguentar. A cada dia que passava iamos subindo e conhecendo um lugar diferente, a ideia era chegar na região onde eles viveram a muito tempo antes de irem pra cidade, então fomos até onde foi possivel, um local chamado curraú, e a partir dali, subimos de voadeira até esse afluente que era a entrada do local onde viveram, esse afluente chamam de itidai, um rio totalmente diferente do que já tinha visto ali na região, no caminho até ele, pescamos em alguns pontos porem poucas açoes, não via peixe ativo lá pra cima, quando entramos nesse afluente, um cenario totalmente oposto, muita vida, muito peixe pra todo lado (apenas borboletas), praticamente, cada arremesso era um peixe, a intençao era subir esse afluente, mas tem muitas algas e teria que ser de outra forma, motor de popa tava complicado. Um sonho realizado, chegar até onde deu e pescar exatamente naquele local, iniciamos a descida satisfeitos, com um gostinho de quero mais, Passamos a virada do ano numa praia muito linda, fizemos um mini lual com um jantar especial, e olha, pra mim nao trocaria um reveion ali por nenhum outro local do mundo. Nos ultimos dias pescamos no negro, na região do cachoeirinha, o comportamento do peixe muda bastante de um local para o outro, no arirarrá nao tivemos ação na helice, nenhuma porrada boa, já no cachoeirinha sim. Em geral peguamos muitos peixes mesmo, porem grande só tirei um de 74 cm, perdi uns 3 de vacilo meu. O rio tava vazio de operações, os peixes todos estavam disponiveis para mim kkk, pensei que ia pegar muito, mas ali não tem pescaria facil, não pesquei até não querer mais, mas pesquei até o corpo não aguentar. Então é isso, espero ter contribuido, segue abaixo algumas fotos dessa aventura:
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  2. show de bola! esse voo da azul, ouvi dizer que nao leva tubo de vara.. é isso mesmo?
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  3. Que relato TOP, Marcio! Belo paca hein!!! Viagem da vida essa, com direito a escala em Porto de Galinhas rsrsrs Parabéns!!!
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  4. Complicado, né? Uma comunidade ribeirinha (que sei muito bem as dificuldades que eles passam), ter um certo controle sobre um determinado rio, te proibir de entrar lá para pescar e soltar, seguindo todas as leis e regras ambientais, mas se uma empresa com grana investe na comunidade, passa a ter o direito com exclusividade, de operar por lá, metendo a faca nos pescadores para compensar o custo de toda essa exclusividade. Já pensou se essas mesmas comunidades que recebe esses benéficos (que são muito merecidos, mas que deveriam ser uma obrigação do governo), fossem impedidas de frequentar a cidade mais próxima?
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  5. Parabéns Marcio... belo relato!!! que finalzinho de ano chato hein
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  6. Show. Parabéns linda pescaria Não sabia que tinha voo de Goiânia para Barcelos...kkk Grande abraço
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  7. Companheiros, Para quem não me conhece sou um velhinho de 77 anos, passei por todos os sites de pesca que existiram no Brasil onde dei muitas contribuiçoes e só deixei boas amizades, fui diretor de Meio Ambiente do Programa Pesca & Cia, (tempo do Otavio Rivolta), durante 20 anos contribuí (sem ônus, gastando do bolso) com o MMA e IBAMA na construção do ordenamento pesqueiro do Brasil, fui o coordenador junto com o Rubinho do primeiro e único Encontro Nacional das diferentes modalidades de pesca (amadora, sub e profissional) e devo ter me saído bem, pois acabou por terem me aplaudido de pé pelas colocações que fiz durante a condução deste dificilimo processo! Minha formação original é de Engº Agrº formado pela UFSM, com especialização em Direito Ambiental e Recursos Hídricos pela Universidade Candido Mendes do Rio de Janeiro. Minha melhor referência foi a participação no ordenamento pesqueiro do Rio Araguaia, onde aprendi muito, inclusive fazer coisas bem fora da caixinha, pois legislar em área federal atráves de normativas estaduais não é para qualquer vivente! Em todo o caso, hoje sequer precisamos de fiscais no Araguaia tal a conscientização dos usuários e dos ribeirinhos, sendo que os guias tem realizado um trabalho digno de elogios, pois embora o rio seja mais deles do que de nosso, eles educam mais do que qualquer órgão público! Depois deste bla, bla, bla pedi a anuência do KID para avançarmos nas discussões sobre SIRN e Rio Negro, realizando breves análise sobre os problemas existentes, os desafios que vão surgir, a adesão ou não de interessados, as inestimáveis contribuição de vocês como usuários e especialmente conversarmos sobre as soluções possíveis (sim, elas existem) mas que dependerão de ações complementares junto a quem de direito... Não será tarefa fácil, mas o custo é praticamente zero e irá gerar um desgaste significativo junto aos operadores já que pouquíssimos trabaham destro das previsões legais...Aliás, por isso comecei apresentando as aspectos legais previstos na CF 88, deixando a legislação infra para posterior discussaõ! Um abração a todos, lembrando que não detenho o monopólio da verdade e muito menos o da competência e tenho a esperança de possamos promover um debate de alto nível e com muitas contribuições por parte de vocês! Até breve
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  8. nao tem cabimento uma pescaria pra uma pessoa custar o mesmo que um passeio em uma familia de 6 pessoas em um resort all incluse comendo e bebendo do melhor que tem, ou operadores ganham muito dinheiro ou se paga muita propina
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  9. Prezados, bom dia. Tenho ficado um pouco afastado dos Fóruns de Pesca, mas não posso deixar de compartilhar minha opinião sobre este tema. Pesco na amazônia desde 2004, cerca de duas vezes por ano. Nestas vinte e poucas semanas eu tive apenas duas semanas excelentes e umas três boas. No resto foi FERRO!! Mesmo nas semanas boas, fiquei pelo menos um dia dedão, visto que pesco quase exclusivamente de hélice, pois acho que seleciona peixe grande. Fui um dos primeiros pescadores esportivos a pescar em SIRN, antes de qualquer operação de pesca estruturada na região. Mesmo tendo todos os rios a minha disposição, na maioria das semanas foi FERRO!! São muitas variáveis climáticas, físicas e organizacionais envolvidas! A chance de tudo conspirar a favor é mínima! Quem vai achando que a cada arremesso é uma ação, com certeza vai se frustrar. Várias vezes eu saí de lá falando algo do tipo: "Isso aqui não me pega mais!!", "Nunca mais eu volto nesta m...!", "Esse operador FDP tá de sacanagem comigo!"...etc. Mas eu sempre voltava, por dois motivos: 1- A sensação de pegar um troféu é indescritível! Faz você esquecer todo o sofrimento das jornadas frustradas! 2- Com o tempo aprendi a valorizar mais a pescaria que o peixe! Comecei a curtir cada momento, da chegada a Manaus ao retorno para casa: o banho de rio, a noite com o céu estrelado, as cachaças no deck do barco, os fogos de chão, os papos cabeça, o baralho, as piadas e, principalmente, os novos amigos fisgados a cada semana! HOJE, TENHO MAIS AMIGOS NA PESCA ESPORTIVA QUE FORA DELA! Também passei a prestar mais atenção na técnica de pesca, na melhoria das minhas habilidades. Comecei a sentir prazer em acertar a isca naquela loca, fazer um trabalho diferente, escolher o tipo de isca mais produtiva para a condição de pesca, aprender a fazer leitura do rio... etc. Peixe passou a ser consequência!! EU GOSTO É DE PESCAR!! Um marco na minha jornada de pescador amazônico, foi a comparação entre duas turma de pesca: - Na primeira, estávamos em 14 pescadores e TODOS pegaram peixe acima de 20lb. Na hora de recolher a caixinha, vários se recusaram a participar do rateio por motivos bestas, puro mimimi... fulano não falou bom dia para mim, beltrano deixou a cerveja esquentar, zezinho posicionou mal barco, etc... - Na segunda, pegamos repiquete no afluente e nem peixe para o assado conseguimos capturar. Nem praia para o Luau existia no rio!! Quando chegava a noite no barco hotel, era só felicidade, turma alegre, ouvindo música, jogando truco, cozinhando, contando piada... sabe quantas reclamações eu ouvi? ZERO!! A mensagem é: ESCOLHA BEM SEUS PARCEIROS DE PESCA!! COM CERTEZA O PASSEIO VAI SER TOP!! Em relação ao rodízio dos operadores, eu acho que falta transparência e clareza nas regras. Mas alguma regra é melhor que nenhuma! É mandatório algum tipo de ordenamento pesqueiro na região! SIRN não suporta os 50 barcos de Barcelos. A estrutura de pesca é restrita, pois o rio negro fica muito na caixa naquela região (menos lagos, ressacas, ilhas e paranas). Espero que a regulação seja aprimorada a cada ano e que estes recursos não caiam na mão dos estrangeiros!!
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