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Fabrício Biguá

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Histórico de Reputação

  1. Like
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Carrão em Proibição da pesca em SIRN   
    Especialista em falar besteira?!?! Q isso, você foi perfeito na colocação.
    Os operadores de SIRN bem q tentaram fazer isso lá no começo da tal "licitação". Os 5 operadores de SIRN proporam que todos os 4 rios continuassem exclusivamente com estas operações q lá estão há mais de uma década.
    Os 5 operadores continuariam acessando os 4 rios, da forma que quisessem, a depender do nível da água ou do objetivo do grupo.
    Infelizmente a prefeitura cresceu o olho e não aceitou a proposta.
    Os operadores apresentaram um Projeto de Lei (para os vereadores votarem) e um Projeto de Decreto (para o prefeito analisar). Tudo pensando no melhor para a região, para os pescadores, e para os moradores de lá. Todos estes projetos foram feitos por especialistas em direito ambiental, operadores e pescadores conscientes, e pensado como futuro de sustentabilidade. Bastava debater tudo na câmara dos vereadores, adicionar ou cortar aquilo que não fosse interessante para o município, e pronto, teríamos um exemplo de legislação de pesca esportiva no Brasil.
     
    Foram feitas algumas reuniões aqui em Brasília envolvendo o poder público de SIRN. Os caras exploraram os operadores, sempre pedindo dinheiro para tentar resolver a situação na região, e, no calar da noite, o prefeito publicou o tal Decreto 075/2017 (todo cheio de furos), abrindo os rios para quem lá fossem, desde de que a FUNAI autorizasse (IN 03 da FUNAI). 
    Ocorre q este decreto não regulamenta Lei alguma. Pior, ninguém contesta nada.
    Estava ajustado que na APA Tupuruquara, a pesca esportiva estaria limitada a 100 voadeiras/semana. Isso, por si só, já geraria uma renda para o município de R$ 1.000.000,00 de reais por ano (R$ 500,00 por voadeira/semana X 100 barcos, X 20 semanas).
    Se metade desse dinheiro ficasse na cidade, e a outra metade com os comunitários dos 4 afluentes (e olha q o Rio Preto ainda estava fora desse acordo, hein!?!?)...mas imagina os comunitários recebendo meio milhão de reais por ano?!? O q não daria para fazer na região?!?!
     
    Sabe pq não foi pra frente?!?! Pq não teve pagamento de propina para ONGs ou para chefes de comunidades/tribos ou para políticos. O município cresceu o olho, queria abrir para 200, 300 voadeiras. 🙄
    Abriu as porteiras para a destruição e para que SIRN se tornasse Barcelos em poucos anos.
    Como a prefeitura não quis resolver e interceder de forma racional, profissional e legal no problema, as ONGs partiram pra cima, usaram a justiça em seu favor (afinal, agora poderiam fazer isso), usaram o poder da FUNAI e todo o aparado do Estado q está lá dentro, e até hoje os conflitos só aumentam. Pior, os comunitários/índios continuam na mesma situação de miséria, os operadores sem lugar certo para trabalhar, e nós pescadores, sem lugar para pescarmos esportivamente.
    Enquanto isto as ONGs vão ganhando tempo para buscar quem pode pagar mais, para daqui alguns anos fazerem outras licitações de cartas marcadas (Téa, Aiuanã e Preto).
     
    Como disse, os caras cresceram os olhos e não ordenaram a pesca.
    Com ela ordenada, ficaria muito mais fácil dedicar parte do arrecadado aos comunitários, não haveria fraude licitatória, não haveria pagamento de propina para ONGs, para tribos ou políticos, e a pesca esportiva em SIRN estaria garantida por anos. Lá seria o local mais preservado e propício para se capturar os grandes tucunarés. Seria um exemplo de sustentabilidade. Seria um exemplo de participação turística na vida daquelas pessoas de lá.
     
    Infelizmente os caras só pensam em dinheiro, em aumentar as áreas indígenas, em isolar aquela região de quem não pague em dólar. 
     
    Ah, e tem mais...Tanto o Zaltana, quanto o Kalua, colocaram muito mais grana lá dentro, do q receberam por serem exclusivos (estou apenas supondo). Mas pelo nível da água dos últimos anos, pouco pescaram dentro do Uneiuxi e do Jurubaixi, respectivamente. Em contrapartida, os dois tem obrigações certas em manter os acordos feitos. 
    Como este ano eles não poderão pescar nos outros rios de SIRN, vamos torcer para q tenham bons níveis de água e boas pescarias. Caso contrário, daqui alguns anos ocorrendo isto, sou de falar que irão entregar o rescindir os contratos feitos por não ser viável comercialmente.
    Quem ganhou com todo este conflito?!? Ninguém!!! 
  2. Upvote
    Fabrício Biguá deu reputação a Junior em Rio MUTUCA - 08 a 14/09 só os tucunas bitelos   
    Bom dia, pescaria realizada no rio MUTUCA, muito top, operação do HADAS FISHING, recomendo,,, ano que vem voltaremos com certeza, segue as fotos, são apenas as minha fotos e fotos dos peixes grandes, os pequenos não postarei, os companheiros pegaram peixe também e fomos em 4 pescadores. Desculpem o relato tão resumido... 


     

     


     

     

     

     

     

     
     

     

     

     

     
     

     

     

     
     

     

     

     

     
     
     
  3. Like
    Fabrício Biguá deu reputação a Kid M em Proibição da pesca em SIRN   
    Amigo Fabrício,
     
    Não tenho dúvidas que toda essa explanação se deve ao fato de acompanhar (e sentir) o problema na região !
    Pessoalmente encaro as pescarias de uma outra forma, ou melhor, com um outro objetivo !
    Claro que gosto de pescar na bacia do Negro com tantos afluentes cheios de açus...
    Mas gosto muito mais de desfrutar de algo que não me traga estresse e/ou desapontamento !
    Barcelos se tornará muito em breve num imenso atracadouro de barco-hotéis, muitos dos quais falidos...
    Não aprendemos com o ocorrido na região do pantanal e vamos repeti-la na bacia do Negro.
    Os operadores podem fazer seus pacotes de pesca, MAS precisam ser bem mais transparentes no que vendem !
    Felizmente tenho ótimas (assim como péssimas) lembranças dessa região onde já pretendi levar meus netos... 
  4. Like
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Guilherme Oliveira Barion em Proibição da pesca em SIRN   
    Isso aí, Betão...Na verdade o q definiu o Preto como sendo de SIRN, não foi a ABOT e tals, o q divide é a linha do município mesmo. Inclusive um lado do Padauari pertence a SIRN.
     
    Olhem na foto abaixo.

  5. Like
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Rodrigo de Souza Gonçalves em Proibição da pesca em SIRN   
    Amigos, blz pura?!?!
     
    Já percebi, seja no zap, seja nos fóruns, que há muita informação controversa sobre a pescaria em SIRN. 🤔
    Vou tentar esclarecer aos amigos, ok?!?!
     
    Sobre o Zaltana e o Kalua pescando exclusivamente no Uneiuxi (somente na área de TI, e não na área de APA), e o no Jurubaixi (todo o rio), respectivamente, vamos lá. No ano de 2015 (salvo engano), foi feito um estudo de demarcação de Terra Indígena (Téa-Jurubaixi) no município de SIRN. 
    Este estudo, independente do que eu ache dele, foi enviado para a FUNAI, que por sua vez mandou para o Ministro da Justiça declarar a área como Terra Indígena.
    Ocorre q a prefeitura, a comunidade local, as associações (de todos os tipos), deveriam, dentro do prazo de 90 dias, ter contestado o estudo feito. E ISSO NÃO FOI FEITO. 
    Na época, pós eleições, houve muita briga na cidade envolvendo as eleições. Não me recordo ao certo, mas tanto o prefeito, como vice-prefeitos, e vários vereadores, foram presos, cassados, e etc. Tudo mutreta de eleição.
    Como o "Estado" e o povo não reivindicaram o estudo, o Ministro da Justiça assinou a portaria de declaração da Ti Jurubaixi-Téa. Uma verdadeira aberração, ou seja, 01 única antropóloga fez todo este estrago. Certamente ela estava atendendo os interesses de outros.
    Tanto a prefeitura de SIRN, quanto a de Barcelos (q faz limite no Jurubaixi), sequer foram notificados. Coisas de Brasil. 🤢
     
    Em 2016 todos os operadores de SIRN ainda conseguiram pescar na região...mas em 2017 o tempo fechou. Foi aí q todos descobriram que a TI Jurubaixi-Téa havia sido declarada.
    Muita briga entre todos, sejam operadores, prefeitura, comunidades, agora indígenas, e por aí vai. A FUNAI e o MJ, sequer notificaram os municípios de Barcelos e SIRN, informando que lá agora era considerado TI. Até hoje muitos não sabem o q a declaração representa.
     
    Em 2017 foi feito um Acordo de Cooperação Técnica, onde todos os operadores de SIRN não poderiam acessar o Uneiuxi durante 1 mês (o de outubro, o estudioso é pescador conhecido na região, só quer o filé), para q um grupo de "pescadores espertinhos", ligados ao IBAMA, fizessem um estudo de impacto de pesca no rio. Os caras, todos ligados aos "estudos" envolvendo os operadores de pesca estrangeiro, em apenas 10 dias, estipulou que no Uneiuxi "X" pescadores poderiam pescar por semana, e que "Y" pescadores poderiam pescar no Jurubaixi.
    Estes "técnicos" do IBAMA, são sempre os mesmos. Os da TI Jurubaixi-Téa foram os mesmos q fizeram os estudos do Marié, e de todos estes rios onde temos gringos operando. Tudo ligado com a FUNAI e com ONGs amazônicas. 
    O mais engraçado é q tanto este número "X", quanto o "Y", eram exatamente a capacidade máxima de operação dos gringos. Algo como 8 ou 10 pescadores por semana. Excluindo assim, do processo, empresas como Angatu, Zaltana, ASF, e outras, com barcos de maior capacidade (12 pescadores pra cima).
    Mesmo assim foi feito um sistema de revezamento de empresas dentro da TI Jurubaixi Téa. Só poderia 1 empresa de cada vez, entrar num afluente escolhido.
    E as brigas continuaram. Já falei aqui há anos atrás, mas sempre friso, um dia estes caras serão presos. 🙌
     
    E foi aí que a FUNAI, sob orientação das ONGs do Médio Rio Negro, abriram "licitação" para operação no alto Uneiuxi (TI do Uneiuxi - Roçado, q é TI desde sempre), e do Jurubaixi (2 zonas, do meio até a boca, e do meio até a cabeceira).
    Lembrando que a TI na entrada do Uneiuxi (boca até o meio do rio), não entrou em licitação. Os comunitários falaram que não queriam operação no Uneiuxi naquele ano (o que depois se mostrou ser mentira).
     
    Foi aí q uma empresa brasileira, que nunca esteve no Rio Negro, ganhou a licitação da TI-Uneiuxi. Os caras operavam lá no Pará...mas por terem amigos ligados a FUNAI e aos estudos que citei acima, ganhou a licitação. Claro jogo de "cartas marcadas". Pior, um monte de operadores "otários" estiveram em Brasília, participando de uma "licitação" que já sabiam quem iria ganhar. 🤮
    Ocorre q esta empresa apenas opera no Roçado (com estrutura e parte operacional), mas quem vende os pacotes de pesca pra lá é a River Plate lá nos EUA.
     
    No Jurubaixi, a River Plate ganhou a licitação da cabeceira, e o Kalua ganhou a licitação da boca até o meio do rio. VALE INFORMAR A TODOS, QUE TANTO O KALUA, QUANTO A RIVER PLATE, FORAM AS ÚNICAS EMPRESAS QUE DERAM LANCE NA LICITAÇÃO. Nenhuma outra empresa, seja de SIRN, ou de Barcelos, pode chorar, afinal, sequer participaram da lide.
    No meio do processo, a River Plate abandonou o barco...e foi aí q o Kalua fez uma parceria para ter acesso ao rio inteiro. NADA DE ILEGAL FOI FEITO.
    Quanto ao Aiuanã e o Téa, nenhum dos dois sequer tem comunitários em suas margens. Depois de declarada a TI, vários índios estão saindo de suas tribos em outros locais, e se deslocando para estes, numa tentativa de clara, de "licita-los" em breve...
    E esta foi a história envolvendo a pesca em SIRN.
     
    Ah, mas foi 2 meses depois, que a comunidade do Tabocal (boca do Uneiuxi), fez uma proposta de trabalho para o Zaltana.
    Deixo claro q o Zaltana TAMBÉM NÃO FEZ NADA DE ILEGAL. Na verdade ele estava na hora certa, no lugar certo.
    Como era novato em SIRN, não tinha ainda travado qualquer tipo de conflito com a comunidade do Tabocal. Já as outras empresas, sim. Pois sempre q passavam pela porta da comunidade, uma situação de estresse ocorria, seja do lado da operação, seja pro lado da comunidade. Imagina 10 anos passando por ali?!?! Sendo parado pela comunidade?!?! Algumas vezes as operações ajudavam, mas às vezes, não.  O q tb é compreensível, afinal, os pescadores deixavam R$ 250,00 cada, para a Prefeitura ajudar estes comunitários, mas certamente nunca repassou R$ 1,00 sequer para eles deste dinheiro.
     
    E foi aí q o Zaltana entrou na jogada. Como era novato e não tinha histórico de conflitos na agenda, acabou sendo procurado para fechar a parceria de pesca. O processo foi homologado pela FUNAI, e pronto. NÃO HÁ NADA DE ILEGAL NO PROCESSO FEITO. 
    Vejo um monte de gente falando besteira de todos os lados ( o q não vai adiantar nada!).🙄
     
    Como alguns barcos adentraram na TI depois da licitação, as ONGs denunciaram o acesso a FUNAI como sendo ilegal (apesar do operador ter sido convidado). Aliado a isto, operadores judicializaram o acesso/passagem pela área indígena do Uneiuxi, para pescar na área de APA (do meio do rio até a placa do Roçado). E foi aí q a justiça determinou que nenhum operador de pesca pode acessar TI Jurubaixi-Tea, sem a anuência da FUNAI.
    NENHUM OPERADOR PODE ACESSAR. (a não ser as que ganharam a "licitação")...os operados ainda não desistiram de conseguir esta permissão, mas hoje, quem fala que tem acesso ESTÁ MENTINDO!!!.   ou está acreditando q vá conseguir acessar, sem ter certeza de sucesso.
     
    Esta é a situação.
     
    Quanto a postagem do @Octávio Amaral, claro q concordo que tanto Barcelos, quanto SIRN, são uma zona. Há anos tentamos ordenar a pesca na região (operadores, pescadores e secretarias do meio ambiente). Agora, uma coisa é certa, e vou falar apenas pelo Angatu. 
    O Angatu tem sede em Barcelos, nasceu em Barcelos. É a empresa com o mesmo CNPJ a mais tempo em operação em Barcelos e em SIRN. 90% dos guias/tripulação são de Barcelos, assim como toda a mão de obra, manutenção e consumo envolvendo a pesca. Ah, e ainda paga todas as taxas de turismo de Barcelos, mesmo sem operar lá.
    Assim como o Angatu, o Kalua também. Me lembro de cruzar o rio, eu no Angatu ou outro barco, vendo o Kalua, Miss Bebel, Amazon Queen, e outros antigos operados q foram ficando pelo caminho, isso lá no início da década de 90. Se fossemos reivindicar áreas de pesca em Barcelos, estes deveriam ser os primeiros a escolher.
     
    Por Barcelos ser uma área de livre acesso, TODA E QUALQUER OPERAÇÃO DO BRASIL, pode sim, pescar lá. Acho isso bom?!?! Claro q não. Sou pescador, não operador....mas devemos ter um cuidado especial ao falar/insinuar que as empresas de SIRN "atrapalharão/atrapalhariam" a pesca em Barcelos. Na verdade foram as outras empresas que atrapalharam os que operavam por lá, isso, a mais de 15 anos atrás, e se viram "obrigadas" a correr para SIRN. O q tb não teve nada de ilegal.
    Então, se houvesse um ordenamento hoje na região de Barcelos, que priorizasse "X" empresas (em virtude de estudos sobre o impacto de pesca), que nasceram e cresceram lá em Barcelos, certamente muitas empresas novatas q a turma pesca aí, é q deveria ficar de fora do limite estipulado.
    Lembrando que estou apenas divagando, turma, blz?!?! hehehee...Não quero criar briga não. Só estou defendendo abertamente quem eu acho q deva ser defendido.
     
    Então é isso...esta é história envolvendo a pesca em SIRN. 
    Espero ter contribuído com a angústia dos amigos pescadores.
     
  6. Like
    Fabrício Biguá deu reputação a Rogério Araujo Pinheiro em Proibição da pesca em SIRN   
    Excelente esclarecimento, principalmente porque vivemos o tempo todo as vias de fechar pescarias nesses locais e ter a ideia ampla é importante.
    Apenas uma opinião  sobre um fato que não consigo entender:
    A maioria sabe que a pesca de tucunaré é regida pelo nível das aguas e não consigo entender como 1 única empresa consegue fechar um acordo de exclusividade em apenas 1 rio que pode ficar sem condição de pesca em 90% da temporada.
    A mobilidade é a grande sacada do barco hotel! Fugir de condições adversas é diferencial.... Mesmo paraísos como o Marié podem proporcionar pescarias terríveis dependendo do nível da agua e, acreditem, a maioria dos clientes ou não retornam ou saem descendo a lenha na pescaria.
    Me corrijam se tiver errado pois sou especialista em falar besteira ...kkkkkkkkkk.
     
    No fim de tudo acredito que a falta de união tanto de operadores quanto de comunidades e indígenas pode comprometer até a arrecadação a longo prazo. Se der prejuízo, os formatos mudam e muitos perdem.
    Enfim, boa sorte a quem vai subir.
     
  7. Upvote
    Fabrício Biguá recebeu reputação de FabianoTucunare em Proibição da pesca em SIRN   
    Rio Preto pertence a SIRN. Ainda está longe do "poder" indigenista. Lá as comunidades que mandam (e não as ONGs). Então, quem for para lá se prepare. Há 3 comunidades ao longo do rio, cada uma delas cobra R$ 150,00 por canoa/dia de pescaria. Se passar pelas 3, serão R$ 450,00 por dia, por voadeira...rsrs
    Falaram isso pro grupo?!?!
  8. Like
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Beto Caranha em Proibição da pesca em SIRN   
    Amigos, blz pura?!?!
     
    Já percebi, seja no zap, seja nos fóruns, que há muita informação controversa sobre a pescaria em SIRN. 🤔
    Vou tentar esclarecer aos amigos, ok?!?!
     
    Sobre o Zaltana e o Kalua pescando exclusivamente no Uneiuxi (somente na área de TI, e não na área de APA), e o no Jurubaixi (todo o rio), respectivamente, vamos lá. No ano de 2015 (salvo engano), foi feito um estudo de demarcação de Terra Indígena (Téa-Jurubaixi) no município de SIRN. 
    Este estudo, independente do que eu ache dele, foi enviado para a FUNAI, que por sua vez mandou para o Ministro da Justiça declarar a área como Terra Indígena.
    Ocorre q a prefeitura, a comunidade local, as associações (de todos os tipos), deveriam, dentro do prazo de 90 dias, ter contestado o estudo feito. E ISSO NÃO FOI FEITO. 
    Na época, pós eleições, houve muita briga na cidade envolvendo as eleições. Não me recordo ao certo, mas tanto o prefeito, como vice-prefeitos, e vários vereadores, foram presos, cassados, e etc. Tudo mutreta de eleição.
    Como o "Estado" e o povo não reivindicaram o estudo, o Ministro da Justiça assinou a portaria de declaração da Ti Jurubaixi-Téa. Uma verdadeira aberração, ou seja, 01 única antropóloga fez todo este estrago. Certamente ela estava atendendo os interesses de outros.
    Tanto a prefeitura de SIRN, quanto a de Barcelos (q faz limite no Jurubaixi), sequer foram notificados. Coisas de Brasil. 🤢
     
    Em 2016 todos os operadores de SIRN ainda conseguiram pescar na região...mas em 2017 o tempo fechou. Foi aí q todos descobriram que a TI Jurubaixi-Téa havia sido declarada.
    Muita briga entre todos, sejam operadores, prefeitura, comunidades, agora indígenas, e por aí vai. A FUNAI e o MJ, sequer notificaram os municípios de Barcelos e SIRN, informando que lá agora era considerado TI. Até hoje muitos não sabem o q a declaração representa.
     
    Em 2017 foi feito um Acordo de Cooperação Técnica, onde todos os operadores de SIRN não poderiam acessar o Uneiuxi durante 1 mês (o de outubro, o estudioso é pescador conhecido na região, só quer o filé), para q um grupo de "pescadores espertinhos", ligados ao IBAMA, fizessem um estudo de impacto de pesca no rio. Os caras, todos ligados aos "estudos" envolvendo os operadores de pesca estrangeiro, em apenas 10 dias, estipulou que no Uneiuxi "X" pescadores poderiam pescar por semana, e que "Y" pescadores poderiam pescar no Jurubaixi.
    Estes "técnicos" do IBAMA, são sempre os mesmos. Os da TI Jurubaixi-Téa foram os mesmos q fizeram os estudos do Marié, e de todos estes rios onde temos gringos operando. Tudo ligado com a FUNAI e com ONGs amazônicas. 
    O mais engraçado é q tanto este número "X", quanto o "Y", eram exatamente a capacidade máxima de operação dos gringos. Algo como 8 ou 10 pescadores por semana. Excluindo assim, do processo, empresas como Angatu, Zaltana, ASF, e outras, com barcos de maior capacidade (12 pescadores pra cima).
    Mesmo assim foi feito um sistema de revezamento de empresas dentro da TI Jurubaixi Téa. Só poderia 1 empresa de cada vez, entrar num afluente escolhido.
    E as brigas continuaram. Já falei aqui há anos atrás, mas sempre friso, um dia estes caras serão presos. 🙌
     
    E foi aí que a FUNAI, sob orientação das ONGs do Médio Rio Negro, abriram "licitação" para operação no alto Uneiuxi (TI do Uneiuxi - Roçado, q é TI desde sempre), e do Jurubaixi (2 zonas, do meio até a boca, e do meio até a cabeceira).
    Lembrando que a TI na entrada do Uneiuxi (boca até o meio do rio), não entrou em licitação. Os comunitários falaram que não queriam operação no Uneiuxi naquele ano (o que depois se mostrou ser mentira).
     
    Foi aí q uma empresa brasileira, que nunca esteve no Rio Negro, ganhou a licitação da TI-Uneiuxi. Os caras operavam lá no Pará...mas por terem amigos ligados a FUNAI e aos estudos que citei acima, ganhou a licitação. Claro jogo de "cartas marcadas". Pior, um monte de operadores "otários" estiveram em Brasília, participando de uma "licitação" que já sabiam quem iria ganhar. 🤮
    Ocorre q esta empresa apenas opera no Roçado (com estrutura e parte operacional), mas quem vende os pacotes de pesca pra lá é a River Plate lá nos EUA.
     
    No Jurubaixi, a River Plate ganhou a licitação da cabeceira, e o Kalua ganhou a licitação da boca até o meio do rio. VALE INFORMAR A TODOS, QUE TANTO O KALUA, QUANTO A RIVER PLATE, FORAM AS ÚNICAS EMPRESAS QUE DERAM LANCE NA LICITAÇÃO. Nenhuma outra empresa, seja de SIRN, ou de Barcelos, pode chorar, afinal, sequer participaram da lide.
    No meio do processo, a River Plate abandonou o barco...e foi aí q o Kalua fez uma parceria para ter acesso ao rio inteiro. NADA DE ILEGAL FOI FEITO.
    Quanto ao Aiuanã e o Téa, nenhum dos dois sequer tem comunitários em suas margens. Depois de declarada a TI, vários índios estão saindo de suas tribos em outros locais, e se deslocando para estes, numa tentativa de clara, de "licita-los" em breve...
    E esta foi a história envolvendo a pesca em SIRN.
     
    Ah, mas foi 2 meses depois, que a comunidade do Tabocal (boca do Uneiuxi), fez uma proposta de trabalho para o Zaltana.
    Deixo claro q o Zaltana TAMBÉM NÃO FEZ NADA DE ILEGAL. Na verdade ele estava na hora certa, no lugar certo.
    Como era novato em SIRN, não tinha ainda travado qualquer tipo de conflito com a comunidade do Tabocal. Já as outras empresas, sim. Pois sempre q passavam pela porta da comunidade, uma situação de estresse ocorria, seja do lado da operação, seja pro lado da comunidade. Imagina 10 anos passando por ali?!?! Sendo parado pela comunidade?!?! Algumas vezes as operações ajudavam, mas às vezes, não.  O q tb é compreensível, afinal, os pescadores deixavam R$ 250,00 cada, para a Prefeitura ajudar estes comunitários, mas certamente nunca repassou R$ 1,00 sequer para eles deste dinheiro.
     
    E foi aí q o Zaltana entrou na jogada. Como era novato e não tinha histórico de conflitos na agenda, acabou sendo procurado para fechar a parceria de pesca. O processo foi homologado pela FUNAI, e pronto. NÃO HÁ NADA DE ILEGAL NO PROCESSO FEITO. 
    Vejo um monte de gente falando besteira de todos os lados ( o q não vai adiantar nada!).🙄
     
    Como alguns barcos adentraram na TI depois da licitação, as ONGs denunciaram o acesso a FUNAI como sendo ilegal (apesar do operador ter sido convidado). Aliado a isto, operadores judicializaram o acesso/passagem pela área indígena do Uneiuxi, para pescar na área de APA (do meio do rio até a placa do Roçado). E foi aí q a justiça determinou que nenhum operador de pesca pode acessar TI Jurubaixi-Tea, sem a anuência da FUNAI.
    NENHUM OPERADOR PODE ACESSAR. (a não ser as que ganharam a "licitação")...os operados ainda não desistiram de conseguir esta permissão, mas hoje, quem fala que tem acesso ESTÁ MENTINDO!!!.   ou está acreditando q vá conseguir acessar, sem ter certeza de sucesso.
     
    Esta é a situação.
     
    Quanto a postagem do @Octávio Amaral, claro q concordo que tanto Barcelos, quanto SIRN, são uma zona. Há anos tentamos ordenar a pesca na região (operadores, pescadores e secretarias do meio ambiente). Agora, uma coisa é certa, e vou falar apenas pelo Angatu. 
    O Angatu tem sede em Barcelos, nasceu em Barcelos. É a empresa com o mesmo CNPJ a mais tempo em operação em Barcelos e em SIRN. 90% dos guias/tripulação são de Barcelos, assim como toda a mão de obra, manutenção e consumo envolvendo a pesca. Ah, e ainda paga todas as taxas de turismo de Barcelos, mesmo sem operar lá.
    Assim como o Angatu, o Kalua também. Me lembro de cruzar o rio, eu no Angatu ou outro barco, vendo o Kalua, Miss Bebel, Amazon Queen, e outros antigos operados q foram ficando pelo caminho, isso lá no início da década de 90. Se fossemos reivindicar áreas de pesca em Barcelos, estes deveriam ser os primeiros a escolher.
     
    Por Barcelos ser uma área de livre acesso, TODA E QUALQUER OPERAÇÃO DO BRASIL, pode sim, pescar lá. Acho isso bom?!?! Claro q não. Sou pescador, não operador....mas devemos ter um cuidado especial ao falar/insinuar que as empresas de SIRN "atrapalharão/atrapalhariam" a pesca em Barcelos. Na verdade foram as outras empresas que atrapalharam os que operavam por lá, isso, a mais de 15 anos atrás, e se viram "obrigadas" a correr para SIRN. O q tb não teve nada de ilegal.
    Então, se houvesse um ordenamento hoje na região de Barcelos, que priorizasse "X" empresas (em virtude de estudos sobre o impacto de pesca), que nasceram e cresceram lá em Barcelos, certamente muitas empresas novatas q a turma pesca aí, é q deveria ficar de fora do limite estipulado.
    Lembrando que estou apenas divagando, turma, blz?!?! hehehee...Não quero criar briga não. Só estou defendendo abertamente quem eu acho q deva ser defendido.
     
    Então é isso...esta é história envolvendo a pesca em SIRN. 
    Espero ter contribuído com a angústia dos amigos pescadores.
     
  9. Like
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Beto Caranha em Proibição da pesca em SIRN   
    Rio Preto pertence a SIRN. Ainda está longe do "poder" indigenista. Lá as comunidades que mandam (e não as ONGs). Então, quem for para lá se prepare. Há 3 comunidades ao longo do rio, cada uma delas cobra R$ 150,00 por canoa/dia de pescaria. Se passar pelas 3, serão R$ 450,00 por dia, por voadeira...rsrs
    Falaram isso pro grupo?!?!
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    Fabrício Biguá recebeu reputação de Beto Caranha em Proibição da pesca em SIRN   
    Não é não...O Preto é de SIRN. 
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    Fabrício Biguá recebeu reputação de Beto Caranha em Proibição da pesca em SIRN   
    Isso aí, Betão...Na verdade o q definiu o Preto como sendo de SIRN, não foi a ABOT e tals, o q divide é a linha do município mesmo. Inclusive um lado do Padauari pertence a SIRN.
     
    Olhem na foto abaixo.

  12. Thanks
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Custom by Marco em [Cabo de vara] Sabugo de milho!!!   
    😱  
  13. Thanks
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Alessandro Sanches em Ajuda rápida: EVINRUDE E-TEC / MERCURY OPTIMAX   
    Não é ignorância, Alessandro. Pergunta muito pertinente.
    Quando comprei um Etec 90, 0k, a turma da região de Parati-RJ já ultrapassava as 1.000h de uso sem mexer em pistão/biela e etc.
     
    Sou de falar q andando certinho você ultrapassa as 500h/600h sem qualquer tipo de dor de cabeça.
     
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    Fabrício Biguá deu reputação a Neoti em Ajuda rápida: EVINRUDE E-TEC / MERCURY OPTIMAX   
    Um vez vi um em tópico de um especialista renomado que um motor dura uma vida e meia, então meia vida deveria ser 0,75 de vida kkkkkk, desculpem a brincadeira, mas li isso mesmo e concordei, pois ele quis dizer que se vc cuidar certinho do motor certamente ele durara mais que vc, eu mesmo tenho um 15hp evinrude ano 1981, que é pau pra toda obra e nunca me deixou na mão, e sei de motores de guias que estão operando normalmente com 2 mil horas.
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    Fabrício Biguá deu reputação a FabianoRenner em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    E ai correria da vida, o foco vai mudando. Mas sempre estive olhando os posts aqui. finalmente estou conseguindo montar meu barco e apareceu um monte de duvidas, então é bom consultar o pessoal que já tem muita experiência.
     
     
     
     
     
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    Fabrício Biguá deu reputação a Pedro Furtado em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    Parabéns pela pescaria!
     
    Fui 2 vezes a SM (março e julho deste ano) e foi muito ruim de peixe, mas vou voltar. Um dia acerto, né possível.
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    Fabrício Biguá deu reputação a Lucas Yamin em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    Show Fabrício!
    Deixa a turma achar que Serra acabou e larguem pra lá... 
    Esse lago é fantastico
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    Fabrício Biguá deu reputação a Kid M em G29 - Conhecendo o rio Sucunduri   
    Neste ano estava pretendendo não preparar um Relato muito elaborado, pois além de me tomar muito tempo, termina ficando longo para a leitura num só tópico. Com isso em mente tentarei fazer algumas considerações sobre nossa pescaria desse ano (a 29ª num período de 30 anos de Mocorongos). 
     
    Sempre a escolha de para onde ir é um questionamento natural, principalmente após as últimas 3 pescarias não terem sido assim tão boas de peixe... Resolvemos optar por um local onde existisse fartura sem que houvesse maior detrimento ao tamanho dos peixes. Das diversas opções que avaliamos (e foram algumas - inclusive a do Werner), buscamos algo diferente para o Grupo, e essa diferença acabou sendo o traslado através de um hidro-avião Caravan até o local onde o barco hotel (Angler) estaria à nossa espera - na foz do rio Camaiú com o Sucurundi ! A operação era da Vilanova Amazon e o Victor (gente da melhor espécie) nos deixou muito à vontade, atendendo inclusive algumas peculiaridades do Grupo, que após 30 anos, já tem as suas manias... (e deu jeito de embarcar previamente uma caixa de vinhos - pelo barco de suprimentos - até o Angler). Da nossa parte um fator de limitação foi fazer com que o Grupo fosse composto por apenas 8 integrantes (convites feitos a partir de prioridades e critérios internos pre-estabelecidos). Com o esquema dos pagamentos flexíveis até próximo a data de embarque, os eventuais "senões" foram superados e o Grupo definido (pensávamos assim...)
     

     
    A espera da chegada da época é algo sempre parecido a todos que vão pescar... parece que os dias não passam nunca ! Nesse período, demos continuidade ao processo que anualmente é renovado, como novas camisas UV, troféus para escama e fundo, passagens aéreas até Manaus, tralhas, tubos, iscas, etc... e principalmente, nos condicionarmos a levar tão somente 13 kg de bagagem pessoal (fora os 3 tubos de varas que foram presos em conjunto - e pesaram próximo aos 16 kg que tínhamos para chegar aos 120 kg do total permitido pela Rico - empresa de taxi-aéreo utilizada com o excelente hidro-avião Caravan). Tivemos reuniões prévias, cerveja, churrasco, risadas e muita animação para essa pescaria ! Parecia que desta feita iríamos nos divertir à valer, ainda mais com peixe farto ! 
     
       
     
        
     
    Como nem tudo acontece da forma pretendida, um dos integrantes teve um problema de saúde que o obrigou a internamento em UTI há 2 dias do embarque para Manaus. Felizmente o diagnóstico foi um problema medicamentoso e já na segunda feira ele estava saindo do hospital ! Como embarcamos no sábado, tivemos que buscar uma solução, e esta aconteceu com o convite a mais um integrante dos Mocorongos, que por estar aposentado teve como entrar no esquema ! Foi o tempo de emissão da passagem no nosso voo e preparar o equipamento para ele ! Uma forma de amenizar a ausência do nosso amigo "Capacete" (19 participações) foi a chegada do Marcelo, vulgo "Imundo" (9 participações), pessoa queridíssima dentre os demais integrantes desse Grupo 29.   
     
     
     
    Amanhecer do dia do embarque com a mesma noite mal dormida de todos, e a VAN pegando as pessoas que viajariam às 04:30 h (Voo Gol às 06:50 h por BSB), arrumando as tralhas e - como de hábito, um pão artesanal com café quente aqui em casa - tomando o rumo do aeroporto ! Todos com os "check in" feitos de véspera pelo site, necessitando tão somente o embarque das tralhas & tubos... Por recomendação do Victor, todos estávamos com sacolas flexíveis (não de capa dura) para acomodamento no aviãozinho Caravan, de modo que o problema poderia ser a questão dos tubos, que também foi superada sem maior problema (inclusive de cobrança). Todos prontos e excitados para o início da viagem...
     
    Voo com conexão é sempre um saco (sem falar do receio das bagagens...), mas dessa feita conseguimos cumprir os horários e desembarcar em Manaus por volta das 12:30 h. A retirada das bagagens foi relativamente rápida e não demorou para estarmos na VAN do Magal (a figura de sempre) a caminho do restaurante Amazônico (indicação do Victor - ainda não o conhecíamos...), onde tivemos um almoço a altura do desejo de comida regional, com bandas de tambaqui, pirarucu à dore e outras delícias mais, sempre com a cerveja gelada (para uns) e o vinho branco levado (para outros). Tudo absolutamente excelente para um início de pescaria.
     
      
      
     
    Hora de seguirmos para o hotel (Quality Inn), onde estavam também hospedados dois grupos de música (não me lembro dos nomes - não são da minha praia...) que fariam um show na noite do sábado num enorme evento popular ! Os caras eram famosos ou assim se achavam pois a quantidade de gente atuando como integrantes das bandas, segurança e por aí vai, era extensa... Demorou para concluir o check in (reservas providenciadas pelo Victor), mas nada que a tolerância de quem está indo pescar não perdoe... 
     
    Após um rápido descanso nos respectivo quartos, uma ida obrigatória ao Shopping Manauara, até porque o hotel é colado nele... (vai-se andando). Sábado, véspera do dia dos pais, o local estava uma "dilícia" (gente muita...), mas nos refugiamos nos dois tradicionais pontos do local (Cachaçaria do Dedé e Sucuri) até as "sequelas" da viagem aparecerem de forma mais consistente e resolvermos dar um merecido descanso aos corpos cansados... Claro que bebemos no Dedé e gastamos na Sucuri - e quando é que não é assim...
     
     
     
     
    Dormida dentro da expectativa (senti calor contudo) e reunião para o café às 05 h. Registre-se que ainda havia muita gente chegando dos shows...  Café matinal campeão (quase 6 estrelas) com um mundo de opções para qualquer gosto. Os grupos (haviam 2 grupos com o Victor) já estavam naquela ansiedade de pré-embarque com as tralhas todas no lobby do hotel ! Coisa muita ser levada... ! Foi somente então que conhecemos (fisicamente) o Victor ! Gente boa, que buscou logo saber se estava tudo nos conformes e nos informar que o nível do rio Sucunduri ainda não chegara no ponto ideal de pesca, mas teríamos peixe sim... (deu um frio na espinha).  Um adendo, marcamos a pescaria inicialmente para o Camaiú Camp (base nas fotos e depoimentos recebidos) na semana do dia 03 à 10.08. Posteriormente (lá e então...) descobrimos que teríamos um aniversário de 90 anos de uma tia madrinha no dia 03, havendo necessidade de alteração para a semana seguinte, mas essa já estava ocupada e os caras não aceitaram a troca... Ficamos pois na semana de 10 à 18.08 no rio Sucunduri e não mais no Camaiú ! Paciência ! Pois esses eram os caras que iriam desfrutar do Camaiú Camp, tomando café conosco numa boa, como teria mesmo de ser ! A VAN do traslado estava estacionada na entrada do Quality às 05:25 h conforme previsto, mas claro que não saiu no horário estabelecido... Conseguimos sair do hotel pouco depois das 06 h !
     
      
     
    Não há mais "Eduardinho" (não sabia...) e o embarque foi mesmo no aeroporto internacional, com tudo aquilo que é exigido, revista, raio X da bagagem, etc... Os Mocorongos passaram com alguma dificuldade (sempre tem um que esquece de algo...), mas o outro grupo deu problema, não só na passagem pela fiscalização, como também no embarque das tralhas (os caras deviam ter uns 200 kg de bagagem). Seguimos adiante para o local de embarque e lá "toca a esperar"... (não havia razão para isso, já que os grupos eram de aviões distintos). Depois de bastante atraso, foi-nos dada a diretriz de embarque com direito à ônibus no trajeto até o parqueamento das aeronaves (ambas estavam juntas e prontas para embarque e decolagem - céu claro de brigadeiro). Embarcamos no avião indicado e rapidamente sentamos nos lugares disponíveis. A arrumação das tralhas não demorou quase nada (prática é tudo) e começamos a taxiar com o outro grupo chegando ao local de embarque do avião deles... 
     
     
     
    Voo absolutamente tranquilo ! Apesar das "conjecturas" sobre as "queimadas", não conseguimos em mais de 1 h de voo ver qualquer rastro de fumaça. Se há incêndio, certamente não é para aquelas bandas... O piloto fez uma passagem inicial antes de descer e pudemos ver com muita nitidez os contornos do rio (Camaiú), o Camp e até mesmo os botes de espera para nos pegar ! O pouso foi um sucesso, com direito a palmas pelos ansiosos integrantes. Os botes se aproximaram rapidamente e começaram a transferir as bagagens, alguns suprimentos que trouxera e os passageiros ! Tivemos pouco contato com os que partiam, mas estavam com as feições boas... e lá fomos nós rio abaixo (na verdade rio acima... ?). Não demorou para termos que saltar dos botes e fazer uma trilha (caminhada) de uns 10' (se muito) ao longo do rio até a chegada ao Camaiú Camp ! Peraí, não era para termos ido para a foz do Camaiú com o Sucunduri ? Que estávamos fazendo por lá ? Confusão a vista ! Mas recebemos um trato de primeira (como se fôssemos o grupo esperado), com direito a bebidas geladas (Heineken, Budwiser, etc...), tira gostos, etc... Resolveríamos a questão com a chegada do outro grupo e uma carona do avião até o ponto correto ! Ficamos naquela vidinha "marromenas" de boa na frente do Camaiú, com uma geladinha na mão à espera do ronco do "outro Caravan"... Alguém do Camp foi para o local da aterrissagem aguardar pelo vôo (já não tinha o grupo para levar, já que este fora no nosso avião...). Demorou bastante mais tempo que pensávamos, mas o avião surgiu, contornou e fez um pouso similar ao que fizemos... Tudo igual, com os caras e bagagens embarcando nos botes e vindo para o Camp ! Surpresa foi ouvir o avião decolando mais uma vez conosco em terra...
     
     
     
    Chegaram os integrantes do outro grupo que foram direcionados ao Angler (eles também desembarcaram...) e posteriormente reconduzidos até o Camp ! Com isso o Caravan ficou com "pouca gasolina" para nos levar para o Angler e seguir para Manaus. Não adiantam lamúrias e sim uma pronta ação, de modo que embarcamos nos botes do Camaiú Camp e descemos o rio até a foz onde encontramos o Sucunduri e o Angler à nossa espera. Registro contudo a beleza do rio Camaiú, com suas águas claras e transparentes, matas ciliares nas margens, formações de pedras dentro do leito, ou seja, um colírio para as nossas vistas... Navegamos mais de 2 horas para chegarmos ao destino ! Teria sido mais rápido se os motores de popa não fossem de 15 HP's, mas chegamos, e isso é o que interessa !
     
       
     
    Quase 14 h e o estômago reclamando ! Foi servido o almoço cuja excelente qualidade se repetiria ao longo dos dias/noites ! Hora de impasse e escolha ! Pescaríamos já nesta tarde do domingo ou na tarde de sábado (véspera do retorno). Fui voto vencido na democracia das opções, de modo que ficamos a bordo do Angler arrumando tralhas e jogando conversa fora... Outro aparte, é que deveríamos ter ficado no Angler II (também ancorado no local), cuja capacidade era de 8 passageiros, mas ficamos mesmo (por gentileza do operador - Victor) no Angler I, previsto para 16 integrantes. Mantivemos as duplas nas geladas cabinas com banheiro (excelentes) mas desfrutamos de uma sala de refeições refrigerada, o que sempre ajuda após um dia de pesca e muita atividade física ! Sob um céu estrelado e lua crescente, na beira do rio, sem qualquer incidência de insetos (pernilongos, piuíns, etc...), apreciando o silêncio da mata, já com os equipamentos preparados e prontos para o dia seguinte, fomos nos recolhendo aos poucos, e antes das 21 h acredito não ter havido qualquer movimento nosso à bordo... (ausência de celular, tv e som é tudo de bom !)
     
      
     
    A partir das 04:45 h já tem os chatos batendo nas portas (esses caras não gostam de suas mães não ?), e por volta das 05:15 h junto com as primeiras claridades do dia estamos todos prontos "pressionando" pelo café que começou sendo servido às 05:30 h, mas nos últimos dias, antes disso com certeza ! Café com diversas opções, sucos de polpa, pão feito no barco, bolo, banana, ovo frito e cozido, presunto, queijo, e por aí vai... Às 06:00 h todos os botes estavam prontos para nos pegar e levar nos pontos de pesca - isso aconteceu TODOS os dias de forma exemplar ! Botes limpos, caixa térmica carregadas, abastecidos e em plenas condições para navegar !
     
     
     
    Uma operação onde Joaquim (o comandante - responsável pela gestão da operação) se mantinha presente e atuante em todos os detalhes. Já saíamos com a certeza de que não haveria regresso ao barco hotel antes do anoitecer, e por conta disso, cada um dos piloteiros levava uma parte das "coisas" (carne, frango, azeite doce, tomates, arroz, farinha, pimenta, grelhas, redes, etc...) a serem utilizadas no preparo do almoço, além de sanduíches preparados para "os lanches". Os quatro piloteiros eram "feras" nesse ofício, além de ótimos na condução aos pontos de peixe e mantendo os botes em movimento com os remos que usavam (não tinham motor elétrico). 
     

     
    Nossas duplas eram constantemente trocadas para efeito de fazermos um rodízio entre os integrantes, da mesma forma que os piloteiros. Isso permite que a sorte (ou azar) funcione aleatoriamente para os integrantes. Desta feita os quatro piloteiros eram muito bons, todos num mesmo nível ao ponto de ter sido difícil escolhermos "o melhor" no final da pescaria (tem uma tabela de gratificações que anunciamos e deixamos fixada na área de circulação não apenas dos piloteiros, mas também dos tripulantes, onde além de um valor base para cada um, existe um complemento escolhido por voto aberto dos Mocorongos para alguns pontos tais como - o piloteiro que embarcou o maior tucunaré, o do maior peixe de couro - não houve, o melhor serviço da tripulação, o melhor piloteiro, etc...)
     
       
     
    Começo de pescaria sempre é "começo de pescaria" ! Adaptação dos lançamentos, primeiros "macacos", escolha das iscas, primeiras frustrações, primeiras "brigas", e certamente muitas outras surpresas !
     

     
    O rio Sucunduri é de fato um belo rio ! Largo o suficiente para se poder pescar nas suas margens simultaneamente ( que estavam melhores de peixe que nos lagos e lagoas ainda cheios de água...)  As águas ditas "escuras" parecem mudar de cor em trechos navegados, oscilando de águas cristalinas aos de tons barrentos em poucos locais ! Meio metro de água a menos já teria sido o suficiente para o rio ficar na caixa ! A enchente desse ano fora muito forte e atrasou todas as características da região.
     
      
     
    Mas não seria correto falar que mesmo assim não deixamos de embarcar peixes ! Não de portes avantajados (nem são frequentes nessa região), mas todos - indistintamente - muito fortes, a começar com os "pacas" e os lindíssimos "pinimas" no seu tom amarelo ouro !
     
     
     
    Pescaria diversificada em outras espécies, tucunarés "popocas", o "apapá" (grandes e com dorso escuro) que lá recebem outro nome, as saicangas, as aruanãs, as bicudas (muitas), os jacundás, grandes piranhas pretas parecendo pequenos tambaquis, as piranhas pratinhas (muito ativas a comerem os rabos dos tucunas ferrados), poucas traíras e algo mais que não me lembre... Também presentes e super vigilantes os botos (atacando sempre as solturas - quase sempre com êxito quando o peixe não era solto na beirada e dentro do mato) e também "golfinhos" (pelo menos uma família foi "catalogada" com suas cabeças e bicos diferenciados). Na linha da "fauna", diversas ariranhas, jacarés açus enormes (5 m), jacu cigano (de porrada), papagaios e araras incontáveis, gavião, garças, biguás, patos verdadeiros (asa branca), maçaricos, martins pescador, gaivotas, urubus, etc...
     
     
     
    Os dias de pescaria se alternavam em momentos de muito esforço para pouco (ou nenhum resultado) e dias de braços doendo de embarcar peixe ! O maior tucuna embarcado (pelo integrante Cachara - que ficou com o troféu) pesou 5,250 kg no bogagrip ! Tivemos outros com 5 kg ou pouco abaixo disso e diversos com 4 quilos ! Abaixo disso foram bastantes capturas, que com os conjuntos leves que usávamos (de 12 lb à 17 lb) pareciam enormes açús ! Os "pacas" de 2,5 kg cansavam de tomar linha antes de serem embarcados ! Linhas multi de 30 e 40 lb (Power Pro Slick), alguns com líder de fluorcarbono, e gente amarrando a isca diretamente na linha !
     
     
     
    Estreei uma CBM de 17 lb que mais do que uma "teteia", foi uma das "celebridades" da pescaria, compartilhando o sucesso com sua "irmã quase gêmea"  do meu genro fominha (Sardinha). Ambos pegamos peixe demais com esse material ao qual complementamos com molinetes 2500 ! Show Marcão - VALEU ! 
     
      
     
    Certamente há uma curiosidade muito natural em saber qual a isca que se mostrou mais eficaz na pescaria, e mesmo com a notória diferença por iscas osso e branca com cabeça vermelha, desta feita as Rapalas Subwalk 9 encontram nas Birutas de 90 cm da Deconto, adversárias a altura, com ligeira vantagem para estas pela maior profundidade em que trabalhavam ! As Perversas da Borboleta nunca desapontam embora não estivessem tão mortíferas assim, as Curisco do Nelson Nakamura, as iscas "Bravinha" (creio que da MS) e Bora (Nelson Nakamura) também foram muito pegadoras (na meia água), enquanto que as T20 da Rebel conseguiam vez por outra um ataque de superfície. Não convém esquecer da Pop Queen 10,5 da Maria, que sempre funcionam.
     

       
     
    Mas minha surpresa mesmo foram os jigs, tanto os de pena como os soft ! Quando as piranhas deixavam, naturalmente ! O "troféu" entrou num jig de pena ! Mas não é uma isca que goste de usar... Antes que perguntem, desconheço a lembrança de peixe numa isca de hélice, mas foi tentado !   
     
    A rotina do nosso dia a dia era praticamente a mesma ! Acordar, café da manhã, pescar, almoçar, cochilar nas redes, pescar, jantar, jogar dominó e dormir... isso durante seis dias completos ! Telefonemas Global Star para casa em apenas 1 noite (quarta) e após isso, só serenidade e alegrias constantemente renovadas ! Para não deixar "escapar", tivemos dois dias de chuvas passageiras, mas daquelas que os pingos eram de doer ao bater no corpo ! Coisa de 10 à 15', mas com uma intensidade amazônica ! Fora isso, fantásticas imagens tanto de alvorecer quanto de entardecer !
     
     
     
    Pegamos lua cheia (não por acaso na escolha da data) que adiciona uma beleza a mais ao lugar ! Houve também (talvez fruto da presença da lua cheia) a floração de uma espécie de árvore muito comum na região, com um intenso perfume sentido quando navegávamos perto delas. No final da pescaria, quando avaliando os "reconhecimentos extras", tivemos algumas dificuldades a superar, tamanha foram as respostas positivas dos funcionários nas nossas avaliações ! Todas as escolhas foram complicadas, e vencidas sempre sem unanimidade ! O serviço de lavagem de roupa foi fantástico, o da limpeza tão bom quanto, a cozinheira com sua criatividade, cabendo a escolha do considerado MELHOR ao rapaz que trabalhava no bar e no atendimento ao grupo, mas foi apertado, embora qualquer um que fosse escolhido merecesse ser ! Essa parte de RH foi impressionante ! Nesses 30 anos nunca vimos algo cujo conjunto fosse tão homogêneo e profissional, e sempre passando a sensação de prazer e alegria na atividade que era realizada ! Parabéns aos responsáveis por algo assim, quando o comum é muita labuta para funcionar a contento... valeu Victor e/ou a quem mereça esse elogio.
     
     
     
    Parecia que estávamos no início da pescaria e já chegavam as instruções de procedimento para o embarque de volta à Manaus ! Claro que teve atraso na saída do aeroporto (neblina forte) e consequentemente na nossa ida, mas tudo correu muito bem ! Algumas nuvens no céu, mas um voo tranquilo e pouso eficiente no aeroporto. Um dos integrantes desmembrou a unidade do Grupo, partindo mais cedo para São Paulo enquanto que os demais aproveitaram para fazer o "check in" (passamos os tubos mas com o pagamento de um volume extra - R$ 60 e não R$ 140) - pois tínhamos crescido a bagagem com dois isopores providenciados pelo Magal (à nosso pedido - peixe de criatório com atestado do Ibama - só embarcam assim...). Isto feito, hora de almoçar e escolhemos voltar no restaurante O Lenhador - que oferece um ótimo buffet de pratos regionais, com jacaré, tartaruga, tucunaré, tambaqui, filhote, pato ao tucupi, sarapatel de tracajá, e por aí vai... melhor que isso, só a cerveja Original no ponto de gelo, e o vinho (final da remessa levada) dos que dele gostam... Sobremesa à base de cupuaçu e café expresso na hora ! Aproveitamos para entregar o troféu do maior tucunaré da pescaria ao Cachara - independente do troféu, mereceu pela excelente pescaria que realizou - Parabéns campeão ! O local do almoço é um achado bem próximo ao aeroporto ! Vapt vupt ! Hora das últimas lembranças nas caríssimas bancas do aeroporto, e já os indícios de retorno a civilização com as primeiras impaciências dentro do Grupo! Voo para BSB lotado e a conexão para SSA atrasou um pouco... Essa já é a hora que se paga qualquer preço para ser transportado para casa, ver a família, tomar um banho e re-encontrar sua cama... (chegamos em casa depois da meia noite).     
     
     
     
    Todas essas experiências e aventuras de pesca VALEM À PENA ! Tem umas em que se desfruta mais do que outras, mas é impossível deixar de aproveitar tudo aquilo que uma pescaria entre amigos lhe propicia ! A sensação de liberdade é algo difícil de dimensionar ! Ficar um tempo sem a sensação de insegurança, estresse, pressão, e tudo aquilo que faz parte do nosso cotidiano é algo sem preço ! Nem num "Posto Ipiranga" se consegue encontrar isso ! A necessidade expressa (e única) é deixar acontecer da forma que chegar ! Se com temporal, com tempo nublado, com sol intenso é tudo algo menor dentro do todo que é estar num local como esses que desfrutamos na Amazônia ! Não me refiro apenas ao da operação do Victor , mas a qualquer outra em que possamos ter essa sensação de que podemos "voltar a ser meninos", felizes com muito menos do que usualmente exigimos ter (ou possuir).
     
    Essa ida com a Vilanova Amazon foi aprovada pelos Mocorongos (já enviamos um material de feedback ao Victor com nossas impressões e até como uma forma um tanto presunçosa, sugestões), que certamente considerarão a possibilidade de retorno numa época de águas mais baixas e rio na caixa ! Tudo funcionou dentro do que nos foi informado (diria até que acima disso) e ficamos (todos) muito satisfeitos com o resultado final !
     

     
    Obrigado àqueles que se permitiram ler até aqui, pois minha intenção era de fazer algo mais condensado, mas tenho dificuldade nisso também... Bom proveito !  
  19. Thanks
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Fabio Luciano em Chine Walk - Dúvida   
    Alex, Adriano, Luis e Marco....hehee...Não se preocupem meus amigos...é assim mesmo.
     
    No começo vcs sentirão medo, afinal, a velocidade ainda incomoda, o balanço do barco apavora e por aí vai...mas é assim mesmo.
     
    Controlar o Chine é como andar de bicicleta...Apenas praticando é q vc aprenderá a controlá-lo...Controlou?!?! Pronto...a coisa é automática.
     
    Neste começo, tente ver a pilotagem de alguém mais experiente...Isso antecipará umas 10h de pilotagem sozinho...hehee...
     
    Deixa eu tentar dar uma dica meio q esdrúxula pra ver se ajuda um pouco.
     
    - Quando o barco começar a balançar,  comece a fazer uma longa curva com o barco. Sim, forçando o bico do barco para um dos lados a tendência é diminuir o chine.
     
    - Imagine um pêndulo lá no bico do barco balançando de um lado para o outro...Visualizaram?!?! Pois é...cabe ao piloto fazer este pêndulo parar de balançar. Concordam q quanto mais forte for o balanço mais difícil será fazê-lo parar?!?! Com o chine é a mesma coisa. Com o barco em baixa velocidade o pêndulo está parado e, a medida q ele sai da água, este pêndulo começa a se mexer....Então, tente anular este balanço. Sigam a dica do Alex, tentem "encantoar" o pêndulo quando ele chega no ponto máximo do movimento (seja na esquerda ou direita, não importa)...mas quando ele balança para um lado, pára, e vai começar a balançar para o outro....tente não deixar ele voltar. Quando ele parar, forçe o bico do barco para ele continuar parado lá no canto.
    Façam isso em uma grande área aberta...Assim vcs farão longas curvas...Mas isso vai ajudar bastante.
     
    E no mais...vão praticando... ::tudo::
  20. Like
    Fabrício Biguá deu reputação a Octávio Amaral em Diferença entre pescar na Amazônia em Outubro ou Janeiro.   
    Em Barcelos, por exemplo... já fui em final de Setembro, começo, meio e fim de outubro, começo de novembro, meio de janeiro e final de janeiro...
    O que percebi?! Que todas foram completamente diferentes umas das outras.. rsrsrs
     
    As do começo do ano (Janeiro) a pressão de pesca realmente é bemmm menor... esse ano no final de Janeiro, quase não encontrava ninguém pescando por perto...
    Mas também tem a questão do peixe já estar bem ligado nas iscas... peguei vários deles com a boca com sinais de ferrada e cicatrização recente (pesque e solte provando a eficiência).
     
    Sabe o que eu tomei de decisão depois essas pescarias?
    Eu vou em qualquer uma delas, qualquer data... se puder ir em Setembro eu vou... Outubro? To dentro... Novembro...tô lá... janeiro/fevereiro, me chama que eu vou...kkkk
    Bora pescar!!!!

    Abração!!!
  21. Thanks
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Edu_Nakiri em Ajuda rápida: EVINRUDE E-TEC / MERCURY OPTIMAX   
    Mudou quase nada. Apenas a palheta de controle do fluxo de ar no sistema de injeção q é de fibra de carbono e acho q o desenho da cabeça dos pistões.
    Ah, e o limite de giro tb subiu um pouco. 
  22. Thanks
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Edu_Nakiri em Ajuda rápida: EVINRUDE E-TEC / MERCURY OPTIMAX   
    Blz pura Edu?!?!
     
    A pergunta ficou um pouco "truncada"...Inicialmente você dá a entender q você está em dúvidas entre um E-TEC 115Hp, e um Mercury Carburado 115hp. Depois, você fala em Optimax, mas não é para falarmos em ProXS...ou seja, acho q você quer saber a diferença entre o Etec e o Optimax (sem ser ProXs). Acho q é isso...
     
    Se é...saiba q todos dois são excelentes.
    Considero o E-Tec um pouco melhor em virtude deste modelo 115hp, já possuir rede NMEA nativa.
    No resto eles são muito parelhos em todos os sentidos. Economia e performance, muito próximos.
    Quanto a assistência técnica, o Mercury leva vantagem. Além de mais barato, você acha mais gente pra mexer neles.
    O óleo 2t da Mercury é um pouco mais barato que o XD50/100 da Evinrude.
    Sobre a revenda, talvez o Mercury leve um pouquinho mais de vantagem. Vai do estado do motor e do preço.
     
    O q você tem que se preocupar mais é com tempo de uso, ano de fabricação, histórico de revisões, estado de conservação, marcas na hélice q possam indicar uma batida no chão (aí sim, pode te dar muita dor de cabeça lá pra frente), e por aí vai. 
     
    Resumidamente, os dois são top. 
  23. Like
    Fabrício Biguá deu reputação a Augusto Mestieri em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    Belo relato, ainda vou conhecer Serra da Mesa. 
    O problema como sempre é achar parceiro para fazer a viagem.
    Obrigado por compartilhar sua experiência.
    Abraços.
     
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    Fabrício Biguá recebeu reputação de Augusto Mestieri em [Relato] Serra da Mesa tá morta? Vai nessa!! Pescaria top - Set19   
    Biguá Team na Serra da Mesa - Set19
    Local: Pousada Serra Negra
    Data: 31/08 e 01/09
    Pescadores: Adriel, Marquinhos, Fabrício Biguá, Ícaro, Márcio e Jr.
    Guias: Alessandro e Celino
     
    O que já foi a meca da pescar de tucunarés azuis do Brasil ainda é incompreendida. 🤔
    E realmente, os últimos anos na Serra Mesa passaram longe do que éramos acostumados a ver. Até este final de semana. 
    Nossa turma já levou muita latada por lá, mas temos certeza q lá ainda é lugar de peixe grande, e muito peixe grande. Quem mergulha por lá se impressiona com a quantidade de cardumes de tucunarés gigantes que são vistos por todos os lados. O problema continua saber como fisgá-los.
    Matança indiscriminada, explosão de construções às margens, pressão de pesca gigante e uma variação de nível q deixa qualquer um maluco (imagina o peixe), fizeram, na minha opinião, mudar completamente o comportamento do tucunaré de lá.
     
    Como pescador não se rende nunca, resolvemos fazer mais uma pescaria com a nossa turma por lá. Dessa vez convidamos todos do nosso grupo. Por problemas pessoais/profissionais apenas parte do grupo conseguiu ir.
    Meu barco que está guardado em outro ponto da Serra, continuou guardado. Resolvemos contratar barcos e guias da própria pousada.
     
    Foram apenas 2 dias inteiros de pescaria que me fizeram relembrar o que era, ou o que É a Serra da Mesa.
    Cenas homéricas, tucunarés voando, capotando, alucinando por cima de isca. É sério, uma pescaria que ficará guardada como uma das melhores q já fizemos. Tudo na superfície (zigzara e firestick).
     
    No sábado, em apenas 40minutos de pescaria, embarcamos 04 tucunarés com mais de 50cm.
    Imaginem quantos não perdemos, ou quantas vezes o parceiro do casal não veio por baixo e não entrou na isca do parceiro?!? hehee...Foi muito legal...
     
    Vamos as fotos.
     
    Começamos bem...rsrs...

     

     

     

     

     

     

     
    Este tucunaré acima marco a pescaria.
    Joguei a firestick próximo a margem, por trás de uma árvore morta. Este tucunaré voou por trás da árvore em cima dela. O peixe estava na raseira e capotou com isca e tudo. Só q a isca não engatou na primeira investida.  Tentando continuar o trabalho da isca quando ele investiu uma segunda vez. Uma ignorância desproporcional...e lá se vai a isca voando pro lado oposto....kkkkk...e mais uma vez não engatou na cara do peixe. 🙄
    O melhor foi continuar trabalhando a isca na velocidade (simulando uma fuga maluca), quando ele veio acompanhando por baixo, marolando tudo, e, já na borda do barco deu a porrada final...kkkkkk.
    Até o guia não respirava...kkk enquanto o peixe não engatou...kkkkk...Foi muito fera.
     

     

     

     

     

     
    Ainda tivemos algumas ações fantásticas, mas não competência para tirar os bichos. Vez ou outra o bicho sacava a isca do nada (coisa q pescador sabe bem o que é...rsrs).
     
    Paradinha para o rango...
     

     
      
     
        
     

     

     
     
    Ainda fui presenteado com este belo peixe. 
    O guia cantou a pedra. Arremessa lá...No terceiro arremesso, o bicho acerta a minha isca. 
     

     

     
     
     
     
     
    E ainda saiu um menor pra alegrar a tarde.

     
     
    No dia seguinte resolvemos partir para os mesmos locais. 
    Por incrível q pareça, NÓS NÃO PEGAMOS UM PEIXE SEQUER nestes locais...rsr...É incrível como peixe muda de comportamento e de local.
    O dia estava um pouco mais nublado, só isso era diferente...mas tivemos q mudar de estratégia.
     

     

     
    E o Adriel q começou os trabalhos (pra variar). Pense num moleque largo?!?! Além de arremessar muito, ele tem a sorte que faltou no pai...kkkkkkkkkkk...
     
    Márcio tb encontrou bons peixes.
     

     

     
     
     
    Ainda tive a sorte de ver este peixe caçando na margem e acertei a cabeça dele. Linda porrada.
     

     

     
    Os popócas tb deram as caras nestes dia.

     
     
    Ícaro, Márcio e Jr, tb acertaram peixes fantásticos no final da tarde. Um lindo azul com 63cm e outro com 59cm.
     
     
          
     
     

     

     

     

     
     
     

     

     

     
     
    E esta foi a nossa pescaria de apenas 2 dias em Serra da Mesa.
    Para aqueles que acreditam q a Serra acabou, aí está a prova de que ela ainda tem muito o q ser explorado e compreendido.
    O lago ainda continua baixo, mas secou apenas 1,5m do ponto onde chegou este ano. Acredito q lá para dezembro, ele ultrapasse a cota deste ano.
    O tempo estava muito quente, sem vento, e no lago, poucos barcos foram avistados. Lago silencioso e que agora, de setembro em diante, tem a sua melhor época de pesca.
     
    Agradeço a cada um dos amigos pela fantástica pescaria. Rimos demais, bebemos mais ainda, vimos o Marquinhos colocar o seu filho para acertar uns monstros....O Jr tb esteve pela primeira vez na Serra da Mesa....E reunir as "putas-véias" é sempre certeza de sacanagem....com peixe grande, puts, bom demais.
     
    O pessoal da Pousada Serra Negra tb nos atendeu super bem. Lembrando que lá é um local simples, sem conforto...mas para quem quer apenas dormir e comer bem, é local certo. Banho é de lascar, o chuveiro não cai água...rsrs....mas nada q lavar um olho de cada vez não resolva...rsrs...
    Fato é q desta vez estivemos de cara pro gol. 
    Nossos guias Celino e Alessandro, tb fizeram a diferença. Mesmo eu conhecendo muito bem o lago, não sei como está o comportamento do peixe. 
     
    Vlw turma...e já estou agoniado parar voltar.
    Dia 13 estarei de volta...rsr
     
      
     

     
     
     
     
     
     
     
  25. Upvote
    Fabrício Biguá recebeu reputação de Marcel Werner em Diferença entre pescar na Amazônia em Outubro ou Janeiro.   
    Tammer, em termos de pescaria o que muda (ou deveria mudar) seria apenas a pressão de pesca.
    Ocorre q todos querem ir logo no começo da temporada. Seja por não conseguirem conter a ansiedade, seja para pegar o período chamado "primeira seca".
     
    Fato é q em dezembro a pressão de pesca cai muito. Natal e Ano Novo não dá quase ninguém.
    Se o nível estiver bom, sou quase de falar que a pescaria será melhor q no começo da temporada.
    E tem mais, como as operações diminuem, numa época de água alta ou fraca de peixe, fica até mais fácil de remarcar a pescaria.
     
    Mas não se iluda, as chances de errar a data são muito maiores q acertar...rsrs. 
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