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Marcel Werner

Cabras da Pesca
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Histórico de Reputação

  1. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Henrique Rossini em Top 10 Iscas do Ano!!!   
    Testei bastante coisa esse ano, o que deu melhores resultados foi aquilo que já funciona muito bem. 
     
    Superfície:
    Duo Realis Pencil 110 e 85
    T20 e T10
    Bonnie 85 e 95
    Dog-X JR e Giant 
    Shimano Bream Pencil - a única novidade que teve desempenho excepcional, fora isso são os modelos acima, que são os mesmos de sempre. E digo mais: primeira isca de superfície da Shimano que me deu bons resultados, as outras todas nadam maravilhosamente e não pegam nada, como Bantam Loud Knocker e Coltsniper, decepcionantes, tentei muitas vezes e nada, são bem panema mesmo. 
     
    Meia água: 
    Sarunas em todos os tamanhos, exceto 140MAX
    X-rap
    Wavy 65 e 85 da Smith
    Realis Jerkbait 100SP
    Jackall SquadMinnow 80SP
     
    A lista de iscas de meia água que são excepcionais é enorme e não cabe aqui, só da Megabass poderia dobrar essa lista, mas é chover no molhado. 
     
    O que me chamou a atenção em termos de novidade esse ano foi a série Fang da Duo. Eu conheço o pescador japonês que desenvolve, Kazz, já conversamos bastante pessoalmente duas vezes, todo ano ele tá na Amazônia e a força destrutiva do Tucunaré faz parte da experiência dele, por isso a série possui estruturas bem reforçadas. Comprei agora o FangPop 105, usei só 1 dia, tava bem difícil e peguei peixes médios, um paca gigante voou na isca 3 vezes e não acertou, acho que essa isca pode figurar na lista de revelações de 2020. Tem a Fangbait 100 (meia água) que acabei de comprar e está na caixa ainda, e tem um Stick enorme que achei desproporcional, mas talvez eu compre. Gostei das cores também, diferentes do habitual. Para fins de indicação de compra, está aí minha sugestão do que olhar para 2020. 
     
    E a Bonnie 107, é claro, será testada. Comprei ontem e não tive boas impressões. Achei as cores horríveis também. Falta botar na água. 
     
    Abraços e boas pescas a todos. 
  2. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Edson C. Martins (CAPITÃO) em Qual o papel real das agências e agenciadores de pacotes na Amazônia   
    Perfeito, mas podemos acrescentar mais. Eu sou operador e optei por aceitar o convite de uma agência para trabalhar na minha agenda. 
     
    Agências não devem ser confundidas com formadores de grupos. 
     
    Agências são empresas constituídas, que irão responder solidariamente em caso de problema que deva ser resolvido em via judicial. Ao comprar numa agência, você tem 2 empresas se responsabilizando pela sua viagem. Exija sempre contrato com a agência - e a agência também tem (ou deveria ter) contrato com a operadora. 
     
    Uma agência que conhece todos os requisitos legais para funcionamento de cada operação de pesca e cobra de todos os seus operadores que cumpram todas as etapas. Você ficaria surpreso de saber a proporção dos pescadores que estão vindo pra Amazônia, por exemplo, com risco de suas pescarias serem interrompidas ou mesmo não acontecerem devido a uma fiscalização. Caso a agência te venda um pacote de um operador e aconteçam problemas, por exemplo: “a operação é ilegal, não tem CNPJ nem as 5284 licenças necessárias, é fechada pela fiscalização e você já pagou” a agência deve ser responsabilizada sozinha. Exija contrato, sempre. 
     
    Caso a operação tenha algum problema técnico ou administrativo (já houve casos em que o barco-hotel virou, outro pegou fogo, empresas que faliram às vésperas da temporada, operador que morreu etc.), a agência fará o possível para que os clientes sejam realocados pra outra estrutura (caso assim o queiram), a fim de aproveitarem a data, os voos já pagos, a expectativa e tudo mais que foi programado com antecedência. Depois, a agência vai resolver com o operador nos bastidores, o que importa é o cliente ser atendido!
     
    A comissão média pedida pelas agências no Brasil é de 10% do preço do pacote. O cliente não paga nada a mais. O operador é que está pagando para:
    1- ter acesso a clientes que ele não teria diretamente 
    2- dar ao cliente uma segurança maior
    3- ter uma segurança extra em caso de problemas que o agente possa ajudar. 
     
    O formador de grupo é um cliente que reúne mais pessoas até formar o grupo do tamanho que a operação comporta, compartilhando a experiência dele de já ter ido antes, ratificando a qualidade da operação de maneira informal, e só. Não se responsabiliza por nada e não tem condições de resolver problemas complexos. Geralmente, o formador de grupo ganha a pescaria dele, vai grátis, o que pode significar até mais do que uma agência cobraria. 
     
    O formador de grupo, se for alguém que agrega conhecimento (que é a única coisa que ele pode fazer), pode ser útil a alguém que está indo pela primeira vez. Eu mesmo, quando pesquei pela primeira vez na Serra da Mesa fui com um grupo, no Lago do Peixe fui com um grupo, em Barcelos fui com um grupo, tudo isso em 2012, daí aprendi o suficiente para me virar sozinho e fechei as próximas pescarias sempre direto, além das vezes que fui pescar sem operador - sim, para que eu pudesse aprender como me tornar um. 
     
  3. Thanks
    Marcel Werner recebeu reputação de Fabrício Biguá em Qual o papel real das agências e agenciadores de pacotes na Amazônia   
    Perfeito, mas podemos acrescentar mais. Eu sou operador e optei por aceitar o convite de uma agência para trabalhar na minha agenda. 
     
    Agências não devem ser confundidas com formadores de grupos. 
     
    Agências são empresas constituídas, que irão responder solidariamente em caso de problema que deva ser resolvido em via judicial. Ao comprar numa agência, você tem 2 empresas se responsabilizando pela sua viagem. Exija sempre contrato com a agência - e a agência também tem (ou deveria ter) contrato com a operadora. 
     
    Uma agência que conhece todos os requisitos legais para funcionamento de cada operação de pesca e cobra de todos os seus operadores que cumpram todas as etapas. Você ficaria surpreso de saber a proporção dos pescadores que estão vindo pra Amazônia, por exemplo, com risco de suas pescarias serem interrompidas ou mesmo não acontecerem devido a uma fiscalização. Caso a agência te venda um pacote de um operador e aconteçam problemas, por exemplo: “a operação é ilegal, não tem CNPJ nem as 5284 licenças necessárias, é fechada pela fiscalização e você já pagou” a agência deve ser responsabilizada sozinha. Exija contrato, sempre. 
     
    Caso a operação tenha algum problema técnico ou administrativo (já houve casos em que o barco-hotel virou, outro pegou fogo, empresas que faliram às vésperas da temporada, operador que morreu etc.), a agência fará o possível para que os clientes sejam realocados pra outra estrutura (caso assim o queiram), a fim de aproveitarem a data, os voos já pagos, a expectativa e tudo mais que foi programado com antecedência. Depois, a agência vai resolver com o operador nos bastidores, o que importa é o cliente ser atendido!
     
    A comissão média pedida pelas agências no Brasil é de 10% do preço do pacote. O cliente não paga nada a mais. O operador é que está pagando para:
    1- ter acesso a clientes que ele não teria diretamente 
    2- dar ao cliente uma segurança maior
    3- ter uma segurança extra em caso de problemas que o agente possa ajudar. 
     
    O formador de grupo é um cliente que reúne mais pessoas até formar o grupo do tamanho que a operação comporta, compartilhando a experiência dele de já ter ido antes, ratificando a qualidade da operação de maneira informal, e só. Não se responsabiliza por nada e não tem condições de resolver problemas complexos. Geralmente, o formador de grupo ganha a pescaria dele, vai grátis, o que pode significar até mais do que uma agência cobraria. 
     
    O formador de grupo, se for alguém que agrega conhecimento (que é a única coisa que ele pode fazer), pode ser útil a alguém que está indo pela primeira vez. Eu mesmo, quando pesquei pela primeira vez na Serra da Mesa fui com um grupo, no Lago do Peixe fui com um grupo, em Barcelos fui com um grupo, tudo isso em 2012, daí aprendi o suficiente para me virar sozinho e fechei as próximas pescarias sempre direto, além das vezes que fui pescar sem operador - sim, para que eu pudesse aprender como me tornar um. 
     
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    Marcel Werner deu reputação a Cristiano Rochinha em Qual o papel real das agências e agenciadores de pacotes na Amazônia   
    Fabricio,nesse caso das pousadas na Amazônia,o papel dos agenciadores ( na sua maioria) é apenas o de atrair mais turistas,através de propagandas e sites,onde as vezes um agenciador consegue mais contatos com grupos de pesca e mais facilmente que o dono em si...Algumas pousadas fecham parcerias com agências exclusivamente por esse motivo,para que esses caras se encarreguem de arrumar gente pra ir pescar.Normalmente esses agenciadores cobram o mesmo preço da pousada e o que ganham é comissão por estarem levando grupos pra lá,nada mais que isso...Há também aqueles que montam roteiros mais "completos" com transfers para restaurantes e hotéis inclusos,aí cobram a mais por esses serviços extras.E por fim há pousadas que operam em exclusividade em algum local,e aí são representadas por alguma agência,que pode ou não ter ligações diretas com o dono....Particularmente,eu acho essencial o serviço de agenciadores se a pescaria for fora do Brasil,Argentina,Costa Rica,Panamá e etc,pois aí sim é importante e irá facilitar e muito alguém que cuide de toda a parte de logística e negociação com a pousada,pra evitarmos alguma dificuldade e ou transtorno que nós ,por sermos de outro país,possa a vir ter.No mais,em pousadas aqui no Brasil,sempre fecho diretamente com a pousada mesmo.
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    Marcel Werner deu reputação a Fabricio.Passos em Qual o papel real das agências e agenciadores de pacotes na Amazônia   
    Olá amigos pescadores.
    Como muitos acompanharam e inclusive me ajudaram aqui no fórum, conversei com diversas pousadas em algumas regiões da Amazônia como Juma, Mutuca, Uatumã, Rio Preto da Eva entre outros. Percebi que em poucos casos consegui falar diretamente com a Pousada, sendo que na maioria das vezes tinha um agenciador ou até mesmo uma empresa de turismo de pesca que era responsável por toda a operação.
    Minha pergunta é: O que nós pescadores e os próprios donos de pousada ganham com estes serviços intermediários?
    Obs:. Eu não tenho nenhuma experiência com pescarias na Amazônia e estou apenas querendo entender este modelo, visto que as empresas que conversei sinceramente não ofereceram nenhum serviço agregado que me leve a entender.
     
    Um abraço e boas pescarias.
     
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    Marcel Werner recebeu reputação de Enoc Felix da Rocha em Defeito real na Curado K   
    Olá, Carlos! 
    Muito interessante o seu problema! Você pode postar fotos para nós? Se possível, com alguns dados de uso, como quanto tempo ela aguentou, qual o restante do material, tamanho e peso das iscas que você está batendo etc., a fim de conhecermos os limites desse equipamento. 
     
    Quanto à “Shimano”, acredito que você não consegue, ao menos no Brasil, se comunicar com o fabricante, e sim com a importadora, que hoje é a Bluefishing. É com eles que está tratando? Porque antes era a CGK e a fama (nunca precisei deles e não me daria nem ao trabalho de precisar da atual) era de que as respostas para qualquer problema, do mais simples ao mais grave, iam na direção de “compre outra que resolve”.
     
    Abraço e obrigado pela contribuição, se estiver ao meu alcance eu te ajudo a resolver os problemas. 
  7. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Enoc Felix da Rocha em Defeito real na Curado K   
    Olá, amigos!
     
    Venho relatar um problema que ocorreu na minha Curado K. Eu já tinha lido sobre isso em fóruns americanos e, por isso, já estava preparado para o caso de acontecer. 
     
    Soltou o acabamento do botão de desarme do carretel. Não é uma falha de projeto, mas de processo de montagem. Em algumas unidades da Curado K, deve ter sido colocada pouca cola, ou mal colocada, ou ainda a cola não estava apropriada, mas sei que pode soltar. Por isso, fique ligado para não perder a peça, caso aconteça com você. 
     
    Esse acabamento tem um apêndice em formato de letra C embaixo dele, que encaixa na peça, por isso, ele não “pula” ao se soltar, como acontece no acabamento emborrachado dos botões prateados da Metanium, por exemplo. Aquela borrachinha é mais fácil de perder. 
     
    Não sei onde comprar uma peça nova, mas se acontecer com você o que aconteceu comigo, da peça soltar, mas permanecer na mão, basta limpar a cola e reinstalar com mais cola. Eu usei Super Bonder, o tempo dirá se foi boa escolha. 
     

     

     

     

     

     
    Obs.: todo o restante das duas carretilhas Curado K que tenho estão intactos. Nunca vi outra Curado K com defeito. E já dou uma dica: se achar que a sua Curado K perdeu o freio, como aconteceu com as minhas duas batendo hélices grandes, não se assuste. O meu problema foi o nó que eu dei no carretel, deslizava toda a linha, apenas tirei a linha, amarrei usando os buraquinhos do carretel e voltei a usar, estão perfeitas. Cuidado: se acontecer isso, podem se aproveitar pra dizer que a carretilha não presta, que é de plástico, que tem que trocar várias peças e customizar. Não caiam nessa armadilha, a carretilha é boa sim! Abraços e boas fisgadas!
  8. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Enoc Felix da Rocha em Defeito real na Curado K   
    Pelo que você descreveu, espanou a rosca da torre da manivela, que fica presa pela porca, que fica imobilizada pela trava, que é parafusada. E isso com apenas algumas horas de uso!
     
    Esse é um dano de respeito!!! Pode até ser falha de material, duvido, ou falha na construção ou ainda uma montagem errada. Se acontecesse na minha mão, meu pensamento imediato seria: quando será que essa carretilha foi tão amassada ou impactada até danificar algo tão seguro quanto isso? Porque nunca vi quebrar carretilha nesse ponto. 
     
    Quanto a não ter uma foto, se ainda não trocaram a peça, é só você tirar e postar aqui. Não jogou a peça quebrada fora, né? Quando você diz “levei pra arrumar”, levou pra quem?
     
    Para ajudar: o CDC determina que um produto comprado em garantia, que apresente defeito, deve ter o problema sanado em 30 dias. Suponho que você acionou a garantia, né? Ao passarem os 30 dias, você pode: devolver o produto e receber o dinheiro de volta, ficar com crédito onde comprou ou receber um produto novo. Não tem que esperar nem nada, 31° dia já pode pedir e eles têm que atender. 
     
     
  9. Upvote
    Marcel Werner recebeu reputação de Eduardo Sone em Defeito real na Curado K   
    Olá, amigos!
     
    Venho relatar um problema que ocorreu na minha Curado K. Eu já tinha lido sobre isso em fóruns americanos e, por isso, já estava preparado para o caso de acontecer. 
     
    Soltou o acabamento do botão de desarme do carretel. Não é uma falha de projeto, mas de processo de montagem. Em algumas unidades da Curado K, deve ter sido colocada pouca cola, ou mal colocada, ou ainda a cola não estava apropriada, mas sei que pode soltar. Por isso, fique ligado para não perder a peça, caso aconteça com você. 
     
    Esse acabamento tem um apêndice em formato de letra C embaixo dele, que encaixa na peça, por isso, ele não “pula” ao se soltar, como acontece no acabamento emborrachado dos botões prateados da Metanium, por exemplo. Aquela borrachinha é mais fácil de perder. 
     
    Não sei onde comprar uma peça nova, mas se acontecer com você o que aconteceu comigo, da peça soltar, mas permanecer na mão, basta limpar a cola e reinstalar com mais cola. Eu usei Super Bonder, o tempo dirá se foi boa escolha. 
     

     

     

     

     

     
    Obs.: todo o restante das duas carretilhas Curado K que tenho estão intactos. Nunca vi outra Curado K com defeito. E já dou uma dica: se achar que a sua Curado K perdeu o freio, como aconteceu com as minhas duas batendo hélices grandes, não se assuste. O meu problema foi o nó que eu dei no carretel, deslizava toda a linha, apenas tirei a linha, amarrei usando os buraquinhos do carretel e voltei a usar, estão perfeitas. Cuidado: se acontecer isso, podem se aproveitar pra dizer que a carretilha não presta, que é de plástico, que tem que trocar várias peças e customizar. Não caiam nessa armadilha, a carretilha é boa sim! Abraços e boas fisgadas!
  10. Upvote
    Marcel Werner deu reputação a Carlos Amaral em Defeito real na Curado K   
    Tive mesmo problema com essas curados, alem do que batendo hélice fiquei com a manivela numa mao e a carretilha na outra , o eixo espanou. Estou a mais de um ano esperando o eixo que a shimano nao tem em estoque, complicado.
  11. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Edson C. Martins (CAPITÃO) em Defeito real na Curado K   
    Olá, amigos!
     
    Venho relatar um problema que ocorreu na minha Curado K. Eu já tinha lido sobre isso em fóruns americanos e, por isso, já estava preparado para o caso de acontecer. 
     
    Soltou o acabamento do botão de desarme do carretel. Não é uma falha de projeto, mas de processo de montagem. Em algumas unidades da Curado K, deve ter sido colocada pouca cola, ou mal colocada, ou ainda a cola não estava apropriada, mas sei que pode soltar. Por isso, fique ligado para não perder a peça, caso aconteça com você. 
     
    Esse acabamento tem um apêndice em formato de letra C embaixo dele, que encaixa na peça, por isso, ele não “pula” ao se soltar, como acontece no acabamento emborrachado dos botões prateados da Metanium, por exemplo. Aquela borrachinha é mais fácil de perder. 
     
    Não sei onde comprar uma peça nova, mas se acontecer com você o que aconteceu comigo, da peça soltar, mas permanecer na mão, basta limpar a cola e reinstalar com mais cola. Eu usei Super Bonder, o tempo dirá se foi boa escolha. 
     

     

     

     

     

     
    Obs.: todo o restante das duas carretilhas Curado K que tenho estão intactos. Nunca vi outra Curado K com defeito. E já dou uma dica: se achar que a sua Curado K perdeu o freio, como aconteceu com as minhas duas batendo hélices grandes, não se assuste. O meu problema foi o nó que eu dei no carretel, deslizava toda a linha, apenas tirei a linha, amarrei usando os buraquinhos do carretel e voltei a usar, estão perfeitas. Cuidado: se acontecer isso, podem se aproveitar pra dizer que a carretilha não presta, que é de plástico, que tem que trocar várias peças e customizar. Não caiam nessa armadilha, a carretilha é boa sim! Abraços e boas fisgadas!
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    Marcel Werner recebeu reputação de Henrique Rossini em Ajuda com as Melhores Multifilamentos   
    Olá, Henrique!
     
    A Sufix 832 é excelente. Compre via eBay com procedência americana para evitar decepções. Nas libragens mais baixas, como você quer, eu prefiro a Power Pro Slick, pra mim é a melhor. Uso exclusivamente a Sufix 832 na Amazônia, de 50 lb, neste patamar é a melhor que conheço. 
     
    Creio que você vai dimensionar seu equipamento apenas para os azuis. Neste caso, pela sua região (consta aqui que você mora em Bilac), você usa varas de 14 lb, no máximo 17 lb, com linhas de 30 lb. Neste caso, 0,28 mm está bem adequado. 
     
    Caso realmente monte um equipamento pensando nos amarelos, a vara deve ser de 10 ou 12 lb, aí basta uma linha entre 0,20 mm e 0,23 mm, algo em torno das 20 lb. 
     
    Espero to ter ajudado. Forte abraço e sucesso!
  13. Like
    Marcel Werner recebeu reputação de Guilherme Liotti em Modelos de iscas X anzóis Inline - na prática!   
    Comigo, abriram todos muito facilmente. 
  14. Upvote
    Marcel Werner recebeu reputação de Henrique Rossini em Modelos de iscas X anzóis Inline - na prática!   
    Olá, amigos!
     
    Este tópico contém a parte prática sobre os anzóis Inline nas iscas artificiais. Para quem não acompanhou, a discussão sobre os motivos está em outro tópico, consulte em caso de dúvida.
     
    O único aspecto que eu não falei no tópico da discussão foi que a isca arranha menos. Eu menosprezei a importância deste fator, mas aqui é Brasil, uma simples Bonnie custa o olho da cara, toda economia é bem vinda. Inclusive, você pode usar uma Sará Sará, que é top e baratinha, por muito mais tempo. 
     
    Cabe lembrar que eu não tenho qualquer patrocínio, vivo da minha operação de pesca, portanto tudo que está aqui é sincero, são as coisas que eu realmente uso, que compro com meu dinheiro e acredito ser o melhor. 
     
    Vou separar em duas partes: iscas amazônicas e iscas não amazônicas. A intenção é que este tópico seja colaborativo, então sofrerá atualizações e adições, com os devidos créditos. Portanto, após um tempo, revisite, pois você pode ter algo a contribuir, tirar uma dúvida nova ou ainda encontrar algo que não tinha visto antes.
     
    ISCAS AMAZÔNICAS
     
    Quase sempre, iscas parecidas receberão os mesmos anzóis. Também há muito menos modelos de anzóis do que de garatéias, então foi mais fácil encontrar o melhor, que até o momento em que escrevo é o Decoy Sergeant Jigging'n Single.
     
    Vocês vão notar que tem anzóis de outras marcas nas fotos, são ainda dos testes, eu insistirei com eles até que todos abram, assim posso ver suas fraquezas. Quando eu falar de varas de 20 lb para algumas iscas, abro a possibilidade de uso do Owner 3/0 e Decoy 2/0. Para varas de 25 lb, somente Decoy 3/0 em diante.
     
    Vamos começar pelo principal. T20, Realis Pencil 110, Sará Sará 120, as principais iscas de superfície usadas na Amazônia vão todas muito bem com o 3/0. Vale também para Vaprax, João pepino da KV, Entre outras de 11/12 cm. 
     

     

     

     
    Algumas iscas são mais fininhas, o 3/0 fica grudando nas costas. Para estas iscas, anzol 2/0 e varas de 20 lb, em lugares onde a quantidade de peixes é o maior atrativo, e não o tamanho. É o caso da Sticknina 110, Hunter Bait, Sammy 115, Giant Dog-X, e, provavelmente, da Bonnie 107, só saberemos quando alguém testar e postar aqui o resultado.
     

     
    O PopQueen 105, considerado o popper mais eficiente para os Açus, também vai de 2/0, assim como os mais acessíveis Barracudinha e Stick Popper, ambos da Borboleta. Vou experimentar este ano o popper do momento, que é o Feed Popper, da Tackle House, no tamanho 130 com 3/0, queria também um do tamanho 100 com 2/0, mas não encontrei na cor que eu gostaria.
     

     
    Algumas zaras mais compridas, entre 13 e 14 cm, estilo Super Spook, são bem populares, mas eu particularmente só gosto da Bowstick. Ela pega anzóis 3/0, assim como a maioria das iscas deste perfil. Já iscas mais volumosas como Miss Carnä 140 e Red Pepper Magnum vão melhor com 4/0. 
     

     
    Abro agora um espaço para uma observação extra. Sei que muitos estavam ansiosos para eu falar qual anzol vai na Rover e Bonnie 128, seja porque gostam muito dessas iscas, seja porque já notaram que elas possuem uma diferença. Eu tenho aqui uma isca com a mesma característica, chamada Iron Mouth. Os pitões dela são ortogonais ao maior eixo da isca, ao invés de longitudinais. Em palavras mais fáceis, eles são cruzados ou virados. A foto abaixo deixa bem claro. Devemos lembrar que precisamos de um anzol forte e um split ring forte (vale frisar que é importante usar 1 split ring, nem 2, nem 0), e que o anzol precisa ter um olho largo o suficiente para a argola se movimentar livremente. Depois de muitas buscas, encontrei o Owner SJ41, foto abaixo. É caro, porém funciona, é leve e de bom formato. O 1/0 funcionou bem na Bahia, agora vou testar o 3/0 na amazônia.
     

     
    Saindo da superfície, temos as twitch baits, a maioria pega anzol 2/0, como a Perversa e a SubWalk 09, além da Curisco 110. Na verdade, caso use algum modelo forte de anzol 3/0 que não se cruze facilmente, poderá usar estas iscas com mais chances de tirar um peixe grande. Desculpem a sinceridade, mas eu não gosto destes modelos de isca, nenhum desse tipo, mesmo já tendo usado e comprovado sua altíssima produtividade, os 3 citados.
     
    Eu prefiro usar iscas de barbela. Toda a sensualidade da Saruna 125F e até da 147MAX são dispensáveis na amazônia. São iscas fantásticas, mas o Açu não está nem aí pra elas, se recolher direto pega mais do que ficar trabalhando sofisticado. Assim, acaba que uma reles Inna 135 é super eficiente, assim como Juana da Borboleta e, claro, as iscas tops de meia água, Maria The First 140F, Aile Magnet, K-Ten etc. Todas essas grandonas pegam 4/0, o que é ótimo. Já a Saruna 125, eu usaria com vara de 20 lb - lembrando: Decoy 2/0 ou Owner 3/0 como na foto abaixo. Power Minnow e a maior das Raptor também são excelentes iscas.
     

     

     
    HÉLICES
     
    Estas merecem um capítulo à parte. Vou começar relembrando um princípio: a isca deve ser facilmente abocanhada, para que fisgue dentro da boca do peixe ou nos seus lábios. O anzol contribui para isto acontecer. Mas isso também significa que, quando a isca não entrar na boca do peixe, terá mais perdas, e é aí que o pescador tem que analisar o que quer. Se reduzir a isca, vai ter mais peixes fisgados. Se não reduzir a isca, vai perder a maioria dos peixes pequenos e também alguns ataques de peixes grandes. Se o peixe grande estiver ativo, ele vai atacar de novo, então não tem problema e dá mais emoção ainda, na pior das hipóteses você vai ver muitas porradas, ainda que não pegue o peixe. Se estiver manhoso na hélice, opinião minha, você está usando a isca errada. Simples assim.
     
    Jet 120, pegadeira demais, apesar do visual controverso. Já peguei um peixe de 82 cm no Lago do Maçarico com esta isca e ela mata a pau no Vazzoleri Camp também. 3/0 nela, mas por ser fininha tem que ter atenção para o anzol não laçar a isca.
     

     
    Também tenho usado a Rip 4.25"e a Caribe de 4.5", já tem até uma Dojô parecida com esta Caribe. Todas precisam da substituição dos pitões pelos CCM, exceto no pitão da hélice, desde que você tenha uns de reserva, não precisa ser tão grosso, porque você nunca irá colocar anzol ali, então pode aguentar até ele ficar fininho. Anzol apenas na barriga, em tamanho 4/0, Decoy ou Owner. O interessante dessas iscas pequenas é que não cansam o pescador. Tive uma cliente que arrebentou da ripzinha e pegou até de 16 lb, assim como um garotinho de 11 anos que só conseguia pescar com esta isca de hélice, pegando peixes de até 14 lb. Falta eu testar com o Açu, mas devido à hélice ser igual à da Rip 5.25", acredito que terá o mesmo bom desempenho. Essa isquinha só com 1 anzol grande fica muito matadeira e quase não gira o corpo. E o peixe pode levar pra onde ele quiser, que não vai enroscar.
     

     
    Já no tamanho mais comum, que é 5.25", anzóis 5/0, ou até 6/0, pode ser Decoy ou Owner (acho que o Owner até 5/0 só, o 6/0 é meio exagerado até para iscas de quase 20 cm). Você deve testar isca por isca para achar o equilíbrio. Algumas iscas podem receber um pitão extra no corpo, outras não. Com 2 anzóis na barriga é melhor para quem gosta de puxar hélice bem rápido.
     

     

     

     
     
    ISCAS NÃO AMAZÔNICAS
     
    Agora, as iscas que usamos nas pescarias de tucunarés fora do paraíso. 
     
    Para varas de 17lb: anzóis Decoy e Owner, mas notem uma coisa muito importante. O menor Decoy é 2/0 e tem tamanho intermediário entre os Owner 1/0 e 2/0. Portanto, você deverá usar a sua sensibilidade e fazer as alterações que julgar necessárias, pois você provavelmente não tem o equipamento idêntico ao meu e nem trabalha a isca exatamente como eu. Essas diferenças naturais entre as pessoas vão provocar pequenas diferenças na preferência, mas nada que seja muito distante, a ponto de alterar o equilíbrio das iscas.
     
    2/0 da Owner ou Decoy: Bonnie 95, Giant Dog-X, Sammy 100, Aile Magnet 105, Borá 10 (contribua)
     

     
    Ideais para Owner 1/0: Saruna 110F, Fakie Dog 90, Sledge 6F, Silent Assassin 99F, Queen 90, The First 90, Firestick, Red Pepper 10cm, X-80, Dog-X Speed Slide & One Knocker,  (contribua)
     

     
    Para varas de 14 lb e 12 lb: Aqui, o VMC 7237 #1 ganha destaque, devido a ser resistente, com ótimo formato e, o que pesa mais, o fator preço. Sim, é absurdamente mais barato que os já comentados até aqui. Por isso, e para nossa sorte, a maior das listas de iscas para tucunarés azuis e amarelos é justamente com esse anzol.
     
    VMC #1: T10, Bonnie 85, Realis Pencil 85, Water Moccasin, Mudscuker 80, Dog-X S ou W antiga, Wavy 85S, Saruna 95F, X-rap 08, X-80JR, Squad Minnow 80, Vision 95, Bream Pencil, Fakie Dog 70, 
    Rozante 77, MS Raptor 70, Brava 77 (contribua)
     

     

     
    Para varas de 10 lb: aqui entram as iscas específicas para pescarias de amarelinhos. Eu prefiro molinete nesta categoria. Os anzóis da Gamakatsu são bem caros, mas são finos, fortes, afiadíssimos (nunca fisgue o tucunaré com esse anzol, ele já vai se fisgar só de triscar na isca, é incrível como entra fácil no peixe) e bem leves para não alterar o nado da isca. Basicamente, uso apenas 2 tamanhos.

    O Gamakatsu 53SALT #2 em todas as iscas que eu testo e aguentam. Dog-X JR, Wavy 65S, Saruna 80F, Rozante 63, Athlete F7 "gordinha" (contribua)
     

     
     
    E o Gamakatsu #4, o menor que uso, para iscas miudinhas que o #2 fique grande: X-70, Athlete F7 "magrinha", e outras miudezas que não lembro direito, acho que são poucas nessa lista, quando falamos de tucunarés. Mas contribua se souber de algum que não falei.
     

     
    EXCEÇÃO: a Realis Pencil 65, apesar do #2 se cruzar com relativa facilidade, eu achei que fica perfeitamente equilibrada, então uso #2 mesmo com esse inconveniente. Se você não gostar, diminua o anzol.
     

     
     
    Só lembrando: este tópico sofrerá acréscimo de fotos e modelos de isca com o passar do tempo, para que sirva como livro de referências. Eu mesmo tenho centenas de iscas para postar, mas você pode me ajudar. Envie fotos que eu vou acrescentando no tópico inicial, com os devidos créditos.
     
    Espero que tenha sido útil.
     
    Forte abraço a todos e boas pescarias.
     
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    Marcel Werner deu reputação a Edson C. Martins (CAPITÃO) em Modelos de iscas X anzóis Inline - na prática!   
    Considerando a temporada e nível do Cuiuni e Alegria em Setembro deste ano quando estive por lá, pude testar e verificar que o sistema in line é bom mesmo, o nado e facilidade de arremesso (precisão) da bonnie 128 melhorou muito, tanto quanto da duo reallis 110, deu pra tirar alguns peixes do mato, capim e perto de outras estruturas como cipós e molongos sem dificuldade, inclusive, da pra arremessar no meio sem medo, o que muda é que quando a ponta dos anzois batem de frente nos molongos ou outras estruturas, finca na hora e não sai facil não. Resumindo, foi muito boa a experiência e já mantive algumas iscas montadas no sistema in line com certeza.
     
    Final de janeiro/2020 estou voltando pra BAZ pra complementar esta temporada e compensar com uns açus mais brutos. O importante é estar lá.
     
     
     
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    Marcel Werner deu reputação a Geordânio Félix em Modelos de iscas X anzóis Inline - na prática!   
    E aí Werner, tudo bem?
     
    Estou passando só pra deixar aqui a impressão pessoal que tive acerca deste assunto que propôs.
     
    Acompanho sempre que posso suas postagens. São bem redigidas, fundamentadas e abrangem temas interessantes. 
    Logo que vi este tópico e o de título "Anzóis no lugar de garatéias - como e porque", decidi acatar suas sugestões e testar algumas destas montagens inline na Amazônia.
     
    Sinceramente gostei bastante do resultado, que foi sim surpreendente. Tanto é que resolvi, doravante, abolir o uso de garatéias por lá. 
    Confirmei cada vantagem apontada por você nos tópicos. Dentre tantas, de fato:
     
    * As fisgadas se mostraram mais eficientes, quase sempre no canto da boca, no canivete. De tão bem fisgado no canivete, dava mais trabalho extrair o anzol.
     

     

     
    * O anzol em si dificultou que os peixes escapassem na briga e as capturas foram mais esportivas, não tendo havido fisgadas que não fossem na boca do peixe;
     

     
    * As substituições que fiz, seguindo suas orientações quanto ao tamanho dos anzóis em algumas marcas de iscas, não desbalancearam, nem comprometeram o trabalho de nenhuma das iscas que testei. 
     
    A desvantagem que destaca é sem dúvida que a substituição pesa mais no bolso.
     
    Uma vez que tive acesso a estes tópicos há poucos dias de nossa pescaria em SIRN, agora em Outubro 2019 e tendo em vista escassez no mercado nacional, não me foi possível adquirir os tão bem indicados Decoy Sergeant Jigging'n Single.
     
    Sendo assim, não me restou escolha senão improvisar: considerando a semelhança de qualidade/resistência e disponibilidade imediata, resolvi ir de Decoy Pike Type R - Js- 3 - Jigging, tamanhos 2/0 e 3/0 usado geralmente em pesca de água salgada com isca natural e como assist hook de slow jigging. Tem curvatura diferente dos Decoy Sergeant Jigging'n Single, mas se mostrou não menos eficaz.
     
    Eles foram parar em algumas de minhas principais iscas amazônicas: Trairão, River2Sea 128, Bonnie 128, Jumpin Minnow t20, Pop Queen 105; Red Pepper 110; Hunter Bait, Curisco 110 . . .  E, os Lone Diablo BKK 4/0 foram para duas Hélices de minha predileção: Caribe Lures e High Roller.
     

     
    Estes anzóis não possuem olhal grande e invertido. Então, antes de comprar entrei em contato com o amigo Matheus da MVA Pesca e por Wathsapp pedi para que confirmasse se o olhal do azol tinha espaço suficiente para que o splint ring de 100lbs ficasse bem solto e ficou:
     

    VIDEO-2019-09-13-11-18-05.mp4  
    Nas iscas o anzol não travou, ficou livre, funcional.
    No pitão da barriga das River2Sea 128 e Bonnie 128 ficaram perfeitos, pois são cruzados, virados.
     
    Há quem diga que a manobra que fiz em seguida para que servissem nos demais pitões e iscas interfere na resistência do anzol e tals . . . Sendo certo ou não, pela urgência do momento - proximidade da viagem e interesse em testar as montagens - deliberadamente dei calor nos olhais e os torci alinhando-os com uso de dois alicates.
     
    Se esta manobra compromete ou não a liga do metal, o que por ora tenho condição de afirmar é que nenhum deles abriu. Resistiram tranquilamente a muitas capturas de pequenos e médios e tirei da água alguns bitelos bem nervosos. 
     

     

     
    Com relação à iscas de hélice usei também esta tabela para substituir os anzóis Lone Diablo BKK, disponível na rede:

     
    Achei a espessura deles meio bruta, porém são bem leves. Quanto a resistência não deu para verificar, porque feita a substituição as fisgadas realmente ficam consideravelmente mais complicadas. O peixe dava cabeçadas na isca jogando-a pra todo lado, dando show de perseguição sucessiva, mas não entrava nem a pau.
     
    Enfim, cada um é cada um. Se naquele momento específico for possível ao pescador se permitir partir para a verdadeira diversão de pescar e não a de pegar peixe, acho que vale a pena os anzóis nas hélices no lugar das garatéias.
     
    Fico por aqui. Desculpa a delonga. Agradeço pelas informações disponibilizadas e influência na mudança de paradigma. 
     
    Forte abraço meu irmão e linhas sempre esticadas! 
     
     
     
     
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    Marcel Werner recebeu reputação de Guto Pinto em Planura Rio Grande out 19 . Atrás dos Barbados monstros   
    Que circuito top, Guto! Parabéns!! Fiquei com vontade de pescar esses Barbados. Abraço!
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    Marcel Werner recebeu reputação de Guilherme Liotti em Planura Rio Grande out 19 . Atrás dos Barbados monstros   
    Que circuito top, Guto! Parabéns!! Fiquei com vontade de pescar esses Barbados. Abraço!
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    Marcel Werner recebeu reputação de Rodolfo Amaro em Duo realis 110 para Amazônia e pequena?   
    Não tem Realis Pencil 95, abaixo da 110 estão a 85 e a 65. 
     
    A 85 é ótima pra quantidade. A 110, para qualidade. Meu maior azul foi nesta isca, no tamanho 110. 
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    Marcel Werner recebeu reputação de Rodolfo Amaro em Anzóis no lugar de garatéias - como e porque.   
    Após dois anos usando anzóis single/inline nas minhas iscas, hoje cheguei a um ponto que não uso garatéias. 
     
    Apresentarei neste tópico todas as análises que fiz e os resultados que obtive, me levando a tomar esta decisão.
     
    Não pretendo aqui ser dono da verdade, já tem muitos fazendo este papel. Mantenho minha cabeça aberta, pois a mesma convicção que tenho hoje quanto a anzóis, já tive de pensar estar fazendo o certo com garatéias. Que venha uma discussão saudável.
     
    O problema original
     
    As garatéias que vêm nas iscas são projetadas, geralmente, para a pesca do bass. Tucunarés pequenos abrem com muita facilidade essas garatéias. Eficientes para o bass, as garatéias originais das iscas, para tucunaré, são inúteis.
     
    A análise errada sobre a resistência das garatéias é que os anzóis que a compõem são finos e de material fraco, errada porque desconsidera qualquer outro fator. Daí, a "solução" encontrada foi a substituição por anzóis triplos cada vez mais grossos e resistentes, ignorando todas as outras variáveis e obtendo um resultado que nunca me deixou satisfeito. Por mais reforçadas que sejam, as garatéias continuam abrindo e, poucos percebem, proporcionando fisgadas superficiais - este item é, na minha opinião, o maior vilão para suas capturas.
     
    A minha análise leva em consideração muitos fatores da pescaria, e não a resistência do anzol como fator isolado. Na prática, e em resumo, os anzóis são mais resistentes que as garatéias, a ponto de resolverem esta questão, mas vamos falar de cada item que analisei.
     
    O GAP ou abertura do anzol
     

     
    O espaço entre a haste e a ponta do anzol deve ser proporcional ao tamanho da boca do peixe. Parece simples, mas isso é ignorado pela maioria dos pescadores. Uma garatéia de tamanho #1, normalmente usada na T20, a isca mais comum na pesca do tucunaré na Amazônia, tem uma abertura tão pequena que é a mesma de um anzol utilizado na pesca de tilápias em pesqueiros, ou de pequenos peixes de praia. A desproporção é evidente. O resultado é que muitas fisgadas são superficiais, o famoso "pelo fio do bigode", que costuma resultar em fuga do peixe por rasgar aquele fiozinho.
     
    Na substituição por anzol, há um ganho de abertura que leva a fisgadas mais consistentes, com mais material da boca do peixe, que fica mais difícil de rasgar. Engana-se quem acha que 3 pontas levam a uma maior chance de trazer o peixe até o barco. Embora sejam mais chances de perfuração, os anzóis não fixam firmemente em grande parte das vezes.
     
    Para o argumento numérico, deixo a eficiência do fly, da colher e do jig como reflexão.
     
    O comprimento da ponta do anzol
     
    O tucunaré salta bastante e chacoalha a cabeça. Também chacoalha dentro d'água. Esse é um dos pontos mais fáceis de visualizar. Quanto mais comprida a ponta, mais difícil de desfazer a volta e escapar. E a comparação se torna muito clara.

    O ponto de apoio do peixe no anzol
     
    Eu não sou muito bom de física, mas quando o peixe apóia o peso dele na ponta do anzol, abre mais facilmente, enquanto que a mesma força na curva do anzol é muito mais difícil de abrir. Num anzol triplo, é frequente que duas pontas fixem no peixe, então ele fica apoiado em duas pontas e nenhuma curva. Aparentemente, é mais fácil abrir duas pontas de uma garatéia (já me aconteceu dezenas de vezes) do que abrir um anzol simples. Como eu disse, não sou expert nesse ponto, é minha observação como leigo no assunto.
     
    A espessura dos anzóis
     
    Um anzol inline pode (dependendo do modelo) ser mais grosso do que cada anzol da garatéia que substitui, e ainda assim ser mais leve. Portanto, na quantidade de material e resistência à tração, o anzol tende a ser mais forte. Não testei em laboratório, somente uso prático.
     
    Aliás, cabe lembrar que testes de laboratório frequentemente contradizem a prática, no tocante à resistência das garatéias. Os peixes não abrem tão facilmente as garatéias Owner como sugerem os testes, nem as VMC são tão indestrutíveis assim. Há diferença, mas ela é muito menor na boca do peixe do que no laboratório, além da questão do GAP.
     
    A isca na boca do peixe
     
    Este item é fundamental para mim. Quando pescamos, queremos que o peixe morda a isca. As bocas dos predadores suportam muitas injúrias, que acontecem naturalmente na alimentação do peixe, e é por isso que as perfurações não são danos tão importantes. Me incomodam as fisgadas na cara do peixe, na lateral, em qualquer lugar que não seja a boca. Já presenciei olhos sendo arrancados por garatéias, e já deixei alguns peixes cegos durante a briga. A sensação é das piores! 
     
    Com o uso de anzóis, a isca fica menos volumosa, enxarutando melhor. As fisgadas com anzóis costumam acertar no canto da boca, o famoso "canivete", não sei o motivo ou a dinâmica disso, é o que constato nas minhas observações.
     
    A remoção do anzol também é muito suave, bastando desfazer a volta no sentido da curvatura. Por serem muito fechadas, as garatéias frequentemente travam, demandando puxões mais fortes ou trancos para a remoção. Quando são duas pontas da mesma garatéia, pior ainda.
     
    O tempo de manuseio é um dos maiores fatores de estresse ao peixe. A redução desse tempo é fundamental para uma melhor sobrevivência dos animais e prática mais correta da pesca esportiva.
     
    O equilíbrio da isca
     
    Este item é bastante polêmico. O menor volume do anzol proporciona um arremesso melhor, por menor arrasto no ar. Isso vale para 100% das iscas que testei.
     
    Porém, também diminuirá o arrasto da isca na água, modificando seu nado. Embora pareça uma vantagem, não são todas as iscas que reagem bem. A GC Waka-Pen é um modelo que eu não consegui acertar com anzóis de nenhum modelo. A Fakie Dog 70 ficou perfeita e a 90 não prestou. A Saruna é uma isca que desliza muito na água, nos tamanhos 110 e 125 fica deslizando demais, a ponto de atrapalhar o nado. Para a enorme maior parte dos modelos, fica mais leve e suave de trabalhar, melhora o trabalho da isca, mas há exceções como exemplifiquei.
     
    A flutuabilidade também será alterada, porque os anzóis são mais leves. Isso é vantagem quase sempre, mas também pode haver exceções. Alguns poppers podem ficar pulando, outras iscas podem ter suas possibilidades de trabalhos diminuídas - ou aumentadas. Na minha experiência, as iscas ficaram ainda mais atrativas com o nado mais solto.
     
    As hélices tendem a girar mais. O arrasto das garatéias na água ajuda a evitar o giro do corpo da isca. Claro que a puxada fica mais leve, mas a maior desvantagem desse tipo de isca é torcer a linha. Curiosamente, meus testes ficam muito melhores com iscas de hélice de tamanhos pequenos. Mas sigo testando - renderá tópicos específicos no futuro.
     
    Desvantagens
     
    Sem dúvida, o pouco conhecimento e prática são os maiores desafios nessa transição. Estou aprendendo tudo na raça, gastando tempo e dinheiro para obter este conhecimento.
     
    Outro fator é que os anzóis são bem caros. Nas iscas pequenas, podemos usar os VMC com segurança, mas nas iscas grandes para Amazônia não dá. Tem que ser Decoy 3/0 para quase todas as iscas, pois os Owner abrem facil neste tamanho e o VMC não dá nem pro cheiro. Nas hélices, como usamos 4/0 até 6/0 dependendo do tamanho da isca, nesses tamanhos os Owner podem ser suficientes, e os Decoy continuam sendo os melhores. O modelo da Decoy mais indicado é o Jigging Single (há ainda o modelo plugging e o castin, excessivamente grossos e com formato mais aberto).
     
    Um capítulo à parte são as grandes iscas de hélice. Como o peixe não coloca a isca dentro da boca, e sim a atravessa, as fisgadas diminuem. Também não há grandes ganhos de qualidade de fisgada, porque garatéias 2/0 em diante já são suficientes para agarrar bem na boca do tucunaré. Então para iscas acima de 15 cm, pode ser uma troca desvantajosa. Eu mantenho o uso por uma questão de testes, mas ainda considero a garatéia mais eficiente neste tipo de isca - com a ressalva das fisgadas fora da boca, que considero anti-esportivas. É meu grande ponto de dúvidas.
     
    Segurança
     
    Obviamente, o anzol é muito mais seguro para nosso manuseio do que as garatéias. Contudo, uma boa fisgada em nossa carne poderá ser mais traumática, já que a penetração pode ir muito mais longe, além da maior espessura. Amassar as farpas pode ser muito interessante, eu faço isso para principiantes.
     
    Quando um pescador acerta um piloteiro, parceiro ou ele mesmo, seja no arremesso ou puxando a isca que estava enroscada, as chances de acidentes são menores.
     
    Na Amazônia, é muito comum o guia mergulhar para buscar um peixe que enroscou. É muito mais seguro fazer isso quando se usa anzóis, devido ao menor número de pontas soltas - quando há.


     
    Vantagens adicionais
     
    Cabem muito mais iscas em cada estojo. Isso pode significar um estojo a menos no barco ou na mala de viagem.
    As iscas enroscam menos umas nas outras no estojo, facilitando pegar.
    As iscas não enroscam no capim e enroscam muito menos em qualquer outro tipo de estrutura. 
    Se o peixe for pro enrosco, dificilmente acertará a única ponta solta na galhada - isso se houver ponta solta, pois geralmente a isca fica toda dentro da boca.
    As iscas se desgastam muito menos! Tenho Bonnies com uma semana de uso e não estão marcadas quanto estariam em apenas duas horas de uso com garatéias. Usando anzóis, as iscas carregarão principalmente as marcas das bocas dos peixes, ficando muito mais belas e cheias de histórias para contar. Tenho uma repulsa por iscas que ainda estão novas, mas têm aquela marca profunda de garatéia.
    Vários pontos de enrosco bem fechado que não arriscaríamos arremessar, com anzóis podem ser muito melhor explorados, sem medo da isca ficar lá e nem do peixe se prender após fisgado. Também vale para vegetações, pedras etc.
     

     
    Regra básica de substituição 
     
    Os anzóis não devem ser capazes de se cruzar. Em alguns casos raros, o equilíbrio depende de anzóis tão grandes que isso pode acontecer.
    Os anzóis devem ser os maiores e mais reforçados possíveis, desde que não atrapalhem o nado da isca.
    Os anzóis devem ser proporcionais à boca do peixe-alvo.
    Os anzóis devem ter as pontas em direções opostas em zonas limpas ou com apenas capim. Se houver mais vegetações ou nas galhadas de mangue, as duas pontas devem ficar viradas para trás. Nas iscas de hélice, eu não uso no pitão da hélice, mas se você for colocar, a ponta deverá ficar para frente, senão ela bate na hélice durante o trabalho e perde o fio em poucos minutos de trabalho. Mas esse anzol atrás é totalmente dispensável, pois é raro ele acertar o peixe e costuma quebrar a isca quando pega ali, além da própria hélice ser um empecilho para acertar bem o peixe.
    A resistência tem muito a ver com a vara utilizada, e não significa que todos os tamanhos de anzóis de uma determinada marca são bons. Farei tópicos mais específicos sobre as particularidades de cada modelo.
     

     
    Minha postura e decisões
     
    Na minha operação (lá vem jabá kkkk) eu proibi o uso de garatéias! Agora, só usaremos anzóis. Algumas turmas que vendi antes dessa regra, poderão usar garatéias, mas todos compraram alguns anzóis voluntariamente e vão testar, em respeito aos nossos princípios. Muita gratidão por isto!
     
    Nas minhas pescarias, as garatéias também foram abolidas.
     
    Espero ter ajudado. Eu também gosto de discutir os assuntos técnicos e mantenho este tópico aberto a contribuições. Um forte abraço a todos e aproveitem.
     
     
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    Marcel Werner recebeu reputação de Rodrigo de Souza Gonçalves em Duo realis 110 para Amazônia e pequena?   
    Pra mim, é a melhor isca da história. 
    Meu prefiro a 110, me deu os melhores resultados em todas as pescarias nos últimos anos, inclusive mais que a Jumping Minnow. 
     
    Uso com anzóis Decoy Sergeant Jigging’n Single 3/0, assim não perco tempo com peixes miúdos, quando fisgo um grande não tenho medo de enrosco e nem de abrir o anzol. 
     
    A 130 é boa de trabalho, porém é pesada para lançar e, por ser maior, é mais difícil de enxarutar. Achei exagerada pra pescaria de Tucunaré. 
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    Marcel Werner recebeu reputação de Geordânio Félix em Duo realis 110 para Amazônia e pequena?   
    Pra mim, é a melhor isca da história. 
    Meu prefiro a 110, me deu os melhores resultados em todas as pescarias nos últimos anos, inclusive mais que a Jumping Minnow. 
     
    Uso com anzóis Decoy Sergeant Jigging’n Single 3/0, assim não perco tempo com peixes miúdos, quando fisgo um grande não tenho medo de enrosco e nem de abrir o anzol. 
     
    A 130 é boa de trabalho, porém é pesada para lançar e, por ser maior, é mais difícil de enxarutar. Achei exagerada pra pescaria de Tucunaré. 
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    Marcel Werner recebeu reputação de Edson C. Martins (CAPITÃO) em Duo realis 110 para Amazônia e pequena?   
    Pra mim, é a melhor isca da história. 
    Meu prefiro a 110, me deu os melhores resultados em todas as pescarias nos últimos anos, inclusive mais que a Jumping Minnow. 
     
    Uso com anzóis Decoy Sergeant Jigging’n Single 3/0, assim não perco tempo com peixes miúdos, quando fisgo um grande não tenho medo de enrosco e nem de abrir o anzol. 
     
    A 130 é boa de trabalho, porém é pesada para lançar e, por ser maior, é mais difícil de enxarutar. Achei exagerada pra pescaria de Tucunaré. 
  24. Thanks
    Marcel Werner recebeu reputação de Diego Juliana em GARATEIAS OU ANZOIS PARA A RED PEPPER   
    Boa, Diego!! Eu já tinha visto e não anotei o nome. Soube que é bem mais barato, resta testar com Tucunaré pra ver se abre ou não. Já vou procurar. Obrigado por compartilhar. Abraço!
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    Marcel Werner recebeu reputação de Guilherme Liotti em GARATEIAS OU ANZOIS PARA A RED PEPPER   
    Ermanay
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