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Fernando_Oliveira recebeu reputação de VitorMorais em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
@VitorMorais eles tem um acampamento avançado e deve ser uma super experiência, mas a informação era de que a última turma que tinha ido para o acampamento não tinha tido ação, nem peixe nem de onça. Abraços.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Kid M em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Salve @Kid M! Esta questão dos insetos foi uma boa surpresa. Levei dois tipos de repelentes e não precisei utilizar nenhum. Simplesmente nenhum mosquito no rio. Apenas nas imediações das pistas de pouso, onde o homem já está presente, que encontramos alguns parentes do pium.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Rafael Resende Teixeira em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing.
Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais.
Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge.
A ESTRUTURA
A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria.
Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados.
A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais.
A PESCARIA
A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus.
O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria.
Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados:
- O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0.
- As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento.
- As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação.
- Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador.
- Ouça o seu guia!
- Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe.
Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi.
O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Cristiano Rochinha em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing.
Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais.
Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge.
A ESTRUTURA
A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria.
Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados.
A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais.
A PESCARIA
A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus.
O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria.
Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados:
- O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0.
- As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento.
- As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação.
- Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador.
- Ouça o seu guia!
- Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe.
Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi.
O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guto Pinto em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing.
Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais.
Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge.
A ESTRUTURA
A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria.
Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados.
A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais.
A PESCARIA
A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus.
O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria.
Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados:
- O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0.
- As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento.
- As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação.
- Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador.
- Ouça o seu guia!
- Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe.
Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi.
O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing.
Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais.
Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge.
A ESTRUTURA
A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria.
Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados.
A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais.
A PESCARIA
A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus.
O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria.
Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados:
- O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0.
- As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento.
- As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação.
- Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador.
- Ouça o seu guia!
- Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe.
Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi.
O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Liotti em Rio Courantyne - Suriname. Junho de 2026
Nosso retorno ao Rio Courantyne foi planejado com cerca de 2 anos de antecedência e 8 pescadores do nosso grupo se candidataram para esta aventura: Luís Mário, João Manoel, Diogo, Trevisol, Vanderley, Eduardo e Fernando, (tivemos a ausência de um pescador devido a uma infecção respiratória contraída na véspera da pescaria). A operação Piraíba Lodge é gerenciada pessoalmente pelo Diógenes Hoffmann da 3H Fishing.
Nosso grupo partiu de Curitiba rumo a Belém do Pará no dia 20 Junho de 2026. A espera no aeroporto de Belém para a conexão a Paramaribo seria longa, então tivemos um tempo disponível para visitar A Estação das Docas de Belém, recém remodelada para a COP30 e que é vizinha ao famoso Mercado Ver-o-Peso. No local existem as mais diversas alternativas gastronômicas e nós escolhemos almoçar no Restaurante Bêra, onde provamos deliciosos pratos locais.
Seguimos num vôo da Gol de 2 horas de Belém para a cidade de Paramaribo, aonde chegamos no início da noite e fomos nos alojar no Hotel Royal Torarica. Pela manhã, o transfer organizado pela 3H Fishing nos levou para a loja de Pesca Fish Finder para a compra das últimas "tralhas". Seguimos para o aeroclube e tivemos um voo tranquilo em um avião Caravan até a pista de pouso da Mineração Kabaleco. Mais 20 minutos de barco e finalmente chegamos ao Piraíba Lodge.
A ESTRUTURA
A Pousada é basicamente montada sobre containeres refrigerados, conectados por passarelas de madeira. Tudo organizado e muito limpo. Os módulos de alojamento são compostos por dois containeres, conectados por uma área comum, onde dormem 4 pescadores, com um banheiro entre os módulos e um banheiro extra na área externa. O refeitório é amplo e a comida muito boa. O Diógenes providenciou a compra em Paramaribo e remessa para a Pousada do nosso estoque de vinhos, que já são parte integrante da nossa pescaria.
Os barcos são simples e de alumínio, possuem sonar (para posicionar os barcos nos poços) e motores de 40 HPs e atenderam bem a nossa pescaria, mas os assentos já merecem uma atenção, visto que são cerca de 11 horas de pesca por dia sentados.
A equipe é nota 10, desde a cozinha, salão, lavanderia, apoio aos barcos e piloteiros. O Diógenes e o Júnior (que também é Diógenes) estavam sempre presentes e à disposição para fazer a nossa estadia ser agradável, confortável e próxima à perfeição. Nossos piloteiros foram o Nelson, Arakem, Bebezão e Winel, todos bastante experientes e profissionais.
A PESCARIA
A busca pelas grandes Piraíbas e Douradas ocorre nos poços dos Rios Courantyne (principalmente) e no seu afluente Kabaleco. Existem duas opções de pescaria mais remotas: uma opção é passar uma noite num acampamento avançado da própria pousada para pescar próximo às cachoeiras do Rio Courantyne. Nós optamos por não fazer esta experiência. Existe também a opção de pescar próximo à cachoeira do Rio Kabalebo, cerca de 75 km da pousada num belo passeio, onde conseguimos pegar algumas Pirararas. A pescaria é bruta! São 10 a 11 horas diárias de espera pela fisgada da Piraíba, o quê nem sempre acontece. Mas a recompensa pode ser o troféu de uma vida ! Os peixes, objetivo desta viagem, eram a Piraíba e a Dourada, e secundariamente a Pirarara e a Piramutaba. Alguns outros exemplares foram capturados em momentos de descontração, com a utilização de um material mais leve, como Tucunarés, Piranhas, Corvinas e Armaus.
O equipamento referência para uso era a vara Trevala de 200 libras e a carretilha Tekota 800. A maioria dos membros do nosso grupo optou por alugar este equipamentos na própria pousada. Utilizamos iscas vivas (piaus, branquinhas, cachorras, corvinas, corimbas,...), capturadas no próprio local de pesca com a utilização de pequenas redes. Pelo que vimos, vale a pena investir em boas iscas vivas e observar a preferência dos peixes, pois isto pode fazer toda a diferença na pescaria.
Embora esta pescaria de espera possa não parecer ser uma pescaria técnica e ter um componente elevado de sorte, alguns pontos importantes rebatem esta visão e devem ser destacados:
- O equipamento certo e em bom estado de conservação faz toda a diferença na produtividade. Da mesma forma, a opção deve ser sempre por linhas e anzóis de qualidade. Nós utilizamos anzóis Gamakatsu 12/0 e um suporte Hook 9/0.
- As carretilhas eram preenchidas por linha de multifilamento de 150 a 200 libras e completadas por cerca de 30 metros de monofilamento de 1,5 a 1,7 mm. Ao nosso ver, os equipamentos de tinham quantidades maiores de monofilamento (mais de 30 metros) foram aqueles que perderam mais fisgadas, pois a boca óssea das Piraíbas exige um fisgada forte e que não seja amortecida pelo excesso de linha de monofilamento.
- As varas eram deixadas travadas na espera para serem retiradas pelo pescador na hora da fisgada. Este é um momento crítico, pois é necessário sentir o movimento do peixe e realizar a fisgada apenas quando acontece a corrida no sentido contrário ao barco. Nada de afobação.
- Paciência! Nada de mais de um conjunto na água por pescador.
- Ouça o seu guia!
- Força e técnica na hora do recolhimento para não danificar o equipamento, preservar a necessária força do pescador e evitar o dano e a fuga do peixe.
Pescamos por 5 dias e meio. As condições de tempo variaram bastante em relação às chuvas, pois houve desde um dia sem chuva até um dia com tempestade. O clima médio foi quente (29 a 34 graus celcius) e úmido, com pancadas esparsas ao longo do dia. O nível do Rio Courantyne era elevado, mas já parecia ter descido de sua máxima entre 1,5 e 2 metros pelas marcas vistas em barrancos e na vegetação. Nós capturamos diversos exemplares de Piraíba, Dourada, Pirarara e Piramutaba, mas apenas olhar as fotos pode dar a impressão que foi uma pescaria fácil, mas não foi.
O retorno iniciou tranquilamente em um avião De Haviland DHC6 Twin Otter, aeronave antiga e especial para pistas curtas, com dois motores, bastante espaço, piloto e co-piloto. O tempo total de retorno variou bastante conforme a opção de voo de conexão de cada um, e os atrasos subsequentes que ocorreram nos aeroportos. No meu caso, eu saí da pousada às 07h00 e cheguei em casa em Curitiba às 10h00 do dia seguinte. Mas no final, todos voltaram bem, com saúde, cansados, felizes e prontos para a próxima.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Stival em PRIMEIRA VEZ EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO (Rio Jurubaxi)
Excelente @Guilherme Stival. Parabéns para o grupo, pois foram 3 x 80up em condições muito complicadas.
Abraços.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Eduardo Sone em Pescaria em Barcelos! Outubro 2025.
Parabéns! Pescaria top e as fotos do relato ficaram muito legais com a exposição em mosaico.
Abraços.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Gabriel Bragatto em Vara 25lbs - Compro, custumizo ou uso o cabo da vassoura?
A vantagem da customizada vai além da performance e está no prazer de ter a cor escolhida, trançado, nome gravado no cabo,... Mas a performance melhor só vai acontecer se você se conhecer como pescador, de modo a solicitar o tipo de vara e acessórios corretos para o seu perfil de pescador e tipo de pescaria.
Tem varas comerciais excelentes para todos os bolsos e gostos e você irá se divertir igual, mas se comprar a primeira custom se prepare para comprar a segunda...
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025
Obrigado Fabrício. Será um prazer se nos encontrarmos novamente nas águas ou em terra.
Eu também admiro o esforço do maninho e vejo como ele fica irritado quando alguma coisa dá errado.
Abraços.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guilherme Liotti em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025
Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior. Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira. Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria. Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert. O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas. A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas. Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar. Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Guto Pinto em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025
Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior. Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira. Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria. Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert. O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas. A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas. Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar. Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025
Desde nossa última viagem em 2023, ao Rio Arirarrá na Pousada Amazon Xplor, já começamos a programar um retorno para o final de setembro de 2025. Da última vez, tivemos belas capturas nesta época, mesmo com as condições de seca e temperaturas excessivas, tanto no ar como na água. É claro que na Amazônia nunca é fácil de se acertar as condições ideais, especialmente quando as reservas são feitas com 18-24 meses de antecedência e o resultado desta vez foi uma pescaria muito difícil, com os rios Arirarrá e Negro fora da caixa e peixes no mato. Notar que o "píer" flutuante da pousada estava quase dois metros acima da cota da nossa viagem anterior. Temos por costume ser bastante sinceros ao narrar a qualidade da operação, conforme o nosso ponto de vista, e um fato que foi bastante criticado em nossa última viagem agora foi resolvido. O nosso grupo, juntamente com outros hóspedes/pescadores, foi dividido em duas aeronaves no trajeto Manaus - Barcelos, chegando praticamente ao mesmo tempo e sem a necessidade esperar horas em Barcelos pelo segundo avião. Melhor ainda, a operação Xplor agora conta com uma Marina com Ar condicionado, bar, petiscos e acesso direto para embarque nas lanchas rápidas que fazem o transporte de turistas e bagagens para a pousada. Em relação ao serviço da pousada, continua muito bom e referência de excelência no mundo da pesca esportiva brasileira. Após nossa chegada na pousada no domingo, e almoço, começamos a conferir nossos vinhos (90 garrafas, pois ninguém é de ferro) e preparar as tralhas de pesca. Fomos apresentados aos nossos piloteiros (Jailson, Jojo, Frank, Valdeci, Francinildo, Maciel e Saba) e traçamos nossas estratégias iniciais de pesca, escolhendo equipamentos, destinos, iscas e opções de peixes (tucunarés ou couro). Claro que as primeiras opções sempre são pescar tucunarés com iscas de superfície, mas as notícias não eram muito animadoras e tivemos que nos adaptar. Notar que a diferença técnica entre os nossos piloteiros era gritante, visto que dois titulares se ausentaram por doença e foram substituídos por reservas. Este fato foi relatado ao Eribert (proprietário), que providenciou a substituição de um dos profissionais. Note que o Eribert é presença constante na pousada, fazendo de tudo para que seus hóspedes se sintam em casa e tenham uma semana de muito sucesso na pescaria. Pescamos Arirarrá acima, desde a pousada até o Curraú e a Lagoa do Pato (74 km da pousada) e no outro sentido até pontos mais distantes do Rio Negro, na direção de Santa Isabel ou de Barcelos, perfazendo uma área de pesca com mais de 100 km de diâmetro, que só é viável pela utilização dos Bass Boats com motores de 115 hp's. A segurança na navegação rápida nos trecho mais estreitos rio acima faz com que este deslocamento tenha que ser previamente marcado e autorizado pelo Eribert. O jeito de obter sucesso nesta pescaria era arremessar longe e com precisão....centenas de vezes por dia. A cada novo ponto de pesca tentávamos atrair o peixe para fora do mato com iscas de hélices e T20's (principalmente) alternando com jigs e baby-faces, sendo que estas últimas foram as mais produtivas da semana. O arremesso no meio do mato tem como reflexo a ocorrência de diversos enroscos e a recuperação das iscas deve ser sempre feita com muito cuidado, seja pelo risco da isca voltar com violência "fisgando o pescador" ou pela presença de muitas abelhas e vespas no meio da mata, que podem não gostar da nossa presença, como comprovado pelo pescador Alberto que recebeu várias ferroadas. A pesca de couro era praticada, principalmente, a partir do meio da tarde utilizando-se pequenas piranhas e piaus, pescados nas imediações do Xplor, como iscas. Vale também lembrar os belos churrascos nas praias do Rio Negro e o churrasco de despedida na última noite na sede da pousada. Nosso retorno para Manaus iniciou bem, com o trecho em barco expresso entre a pousada e Barcelos sendo percorrido em pouco mais de uma hora, mas no trecho aéreo entre Barcelos e Manaus tivemos um grave incidente com um dos aviões Bandeirantes da DuGomes Air, quando por uma absurda falha de procedimentos, a porta traseira (tipo porta escada) abriu durante o voo com um grande estrondo e susto para todos. Durante cerca de intermináveis 15 minutos o piloto, ajudado pelos nossos colegas Rogério e Raimundo, conseguiram içar a porta de volta para a posição e travar. Passado o susto, estamos todos bem e de volta às nossas famílias já programando as novas pescarias. Agradeço à ótima equipe da pousada, aos colegas por mais um semana sensacional e também aos demais grupos que compartilharam estes dias conosco na pousada Amazon Xplor.
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Fernando_Oliveira deu reputação a Kid M em Rio Arirarrá e Rio Negro - Amazon Xplor - Setembro/2025
Certamente foi a melhor estratégia, até para preservar aqueles que são mais afetados com essa situação.
Em termos de segurança de voo, essa situação não se classifica como "erro" e sim como CAGADA !
Vida que segue...
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de VitorMorais em Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 25/26
Acabei de chegar e tinha muita água na região do Arirarrá com o Negro. Nossa estratégia de pesca principal foi no Negro, fazendo barulhos com hélices nas bocas e depois jogando jigs e babyface, sendo que esta isca fez muita diferença. Mesmo assim saíram alguns exemplares interessantes e acho que em duas semanas estará top.
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Fernando_Oliveira deu reputação a Joao Paulo ML em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...
Boa! vai na fé
Se for SIRN vai matar a pau
Se for Barcelos pode estar meio cheio mas sempre pega.. leva umas borrachas com anzol off set pra jogar no meio do capim (sei que é chato..).. spinner bait, jig, sub superfície barulhenta.. vai preparado, de tudo um pouco
E a gelada tá garantida
Boa pescaria
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Joao Paulo ML em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...
Este negócio de nível do Rio é psicológico 😁. Estarei navegando, batendo minhas iscas, gargalhando e tomando algumas garrafas de vinho e de cerveja a partir de 21/09- "haja o quê hajar". Boa temporada a todos.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Rodrigo de Souza Gonçalves em Aproxima-se a temporada de pesca e o nível do Negro...
Este negócio de nível do Rio é psicológico 😁. Estarei navegando, batendo minhas iscas, gargalhando e tomando algumas garrafas de vinho e de cerveja a partir de 21/09- "haja o quê hajar". Boa temporada a todos.
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Fernando_Oliveira deu reputação a Astra-Taranis em Novo FLUTUANTE nos rios Amazônicos...
o nome em ingles vcs podem colocar... em portugues culto é : Colunista do GNews .. em portugues prosaico é PARPITEIRO ... (e nem vem falar de globolixo, bolsonarismo, q eu quero distancia desses caras) ... mas vai ser parpiteiro q nem aqueles caras do globonews.... ce loooco o cara opina de bioquimica, bioenergia, ate missil balistico e culinaria do norte da suica. .... na mesma frase...
o cara ta falando das favelas do RJ engole saliva e comeca uma discussao sobre os niveis de filtragem classificadas pelo INMETRO dos filtros de agua nao ionizadas...
minha esposa adora ver gnews, eu fico cornetando tudo e todos la UAehuaheuAHe aquele feioso e o especialista em taticas e estrategias de guerrilha do setor ultra secreto russo q so ele sabe sao infernais ehehhe
enfim desabafei...
eu babei no flutuante, ce loco, qria um .... pra q? nao sei, nem pesco mais, mas eu quero!
e aceito amigos q podem ter tb... nem ligo se sao bolsonaristas, petistas ou conhecedores de rolas de sex shop.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Marcos Ide em Rio Caurés - 19/10 a 01/11
Coisa linda. Fiquei babando nas fotos.
Parabéns ao grupo!
Abraços.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Alberto Guassu em Rio Uneiuxi e Negro - Barco Zaltana - Nov 2017
No início de 2017 ficamos sabendo através de um amigo (Raimundo) que um novo conceito de barco para a Amazônia estaria em construção. As informações sobre o projeto e as imagens digitais preparadas para divulgação imediatamente nos levaram a decidir pelo Barco Zaltana. Entramos em contato com o Marcel da operadora Pescaventura, que havia fechado algumas semanas na alta temporada de 2017, especialmente em Novembro, que era o mês que nos interessava. A Pescaventura tinha as 12 vagas que precisávamos e fechamos o pacote.
Como sempre, nossa turma tem algumas "demandas", que foram prontamente atendidas pelo pessoal do Zaltana e da Pescaventura, com uma pequena diferença de preço que, pelas dificuldades logísticas nos pareceram justas. Assim, garantimos que na nossa chegada iríamos embarcar com nossas bebidas de preferência: 72 garrafas de vinhos e champanhes (enviadas de Curitiba) e mais 432 garrafas longneck de cerveja heineken. Garantia de não passar sede!
Embarcamos em Curitiba no dia 03/11/17 com destino a Manaus, onde iríamos pernoitar e encontrar o restante do grupo, que eram 6 clientes das empresas Pescaventura e Alfapesca. Partimos com os seguintes pescadores do grupo ÉNóisNaLInha/Pescadores de Verdade: Osmar, Rogério, Pedro, Zacarias, Luiz Cláudio, Eduardo, Germano, Carlos, Gurlan, João Manoel, Luís Mário e Fernando. Juntaram-se a nós o grupo da Alfapesca com Cristina (grande parceira e pescadora de fly), Kenji (Alfapesca), Pierre, Paulo, Luís Fernando e Dal Cim.
Na chegada a Manaus nós fomos levados de Van pelo Jackson para o Hotel Mercure, depois fomos almoçar no Amazônico, fazer compras na Sucuri e iniciar os trabalhos de bar na Cachaçaria da Dedé do Shopping Manauara.
Na manhã de sábado, às 06h00 já estávamos a caminho do aeroporto para embarcarmos em um Bandeirantes e um Caravan da Amazonaves. Voos tranquilos de 2 horas e chegamos a Santa Isabel do Rio Negro, onde nos aguardava a equipe de piloteiros do Zaltana (Côco, Paulista, Aldi, Isaac, Rádio, Bari, Ivan, Gato, Maruca e Nildo).
Seguimos em caminhão "pau de arara" para o porto com grande ansiedade e expectativa por conhecer o nosso barco hotel. Na chegada já ficamos bastante impressionados, pois o barco é imponente em suas dimensões e cores escuras. Realmente um novo conceito para a região: grande e confortável sala de jantar, mesa de jogos, sofás, televisão e imagem via satélite, suítes com duas camas confortáveis e ar condicionado tipo Split, barcos tipo Bass para pesca com motores de 60 Hps, excelente área de convivência no terceiro piso com direito a ducha, bar,...., e o melhor, tudo novo!
A ideia de barco grande parecia ir contra o conceito a muito tempo instalado de barcos estreitos e de pouco calado, mas o calado do Zaltana também é pequeno e as voadeiras do Zaltana, mais velozes, compensam a necessidade de um deslocamento entre pontos de pesca mais distantes (eu medi no GPS a velocidade média real de 45 km/h em nosso barco). A divisão de quartos, barcos e piloteiros é feita por sorteio, não deixando margem para reclamações. As regras do barco e da pescaria também são apresentadas logo na chegada pelo gerente Jeferson e mostram uma preocupação extra com a natureza, como a Cota Zero para comer tucunarés, praticada a bordo e aceita por todos nós.
A equipe do Zaltana ainda contava com o Chef Paulo do “Fish Maria” que estava treinando a equipe de cozinha, o Comandante Guilherme, Imediato Negão, garçons Jairo, Jair e Leonardo, camareira Rose, entre outros.
Em contato com o pessoal da organização já sabíamos que as condições de pesca tinham mudado muito em duas semanas e que o nível do Rio Uneiuxi, que era nossa preferência, havia subido um bocado. O Zaltana partiu a tarde em direção ao Uneiuxi e nós todos fomos preparar tralhas, conhecer nossos piloteiros (alguns já velhos conhecidos) e iniciar os trabalhos de bar.
A Pescaria Às 05h00 da manhã já estávamos acordados e tomando nosso café da manhã, mas tivemos que esperar uma maior claridade e diminuição da neblina para sairmos às 06h00 (uma verdadeira eternidade!). No Zaltana existem duas espécies de concursos. No primeiro, o maior peixe de couro e o maior tucunaré fazem jus a troféus. No segundo, todos os pescadores que capturam tucunarés com pelo menos 20 libras recebem um cobiçado boné preto com a inscrição 20 lb.
O primeiro dia não foi nada fácil, com pouca ação na sub e quase sem ação na superfície e para piorar o dia desabou em chuva durante todo o período da tarde. Mesmo assim, alguns tucunas foram embarcados com a utilização de iscas de sub e jigs (principalmente os confeccionados e vendidos a bordo pelo piloteiro Côco) sendo trabalhados rapidamente ou até no corrico.
No segundo e terceiro dia o sol ardeu, mas a água não parava de subir. Fomos quase até o lago da placa e pedimos providências ao Jeferson, pois a marcação de nível deixada por eles cerca de 10 dias antes estava debaixo de 1,5 metros de água. Ao meu ver tínhamos que voltar para o Negro, mas deixamos a decisão para a equipe do barco, que acabou concordando e retornamos no final da tarde do terceiro dia, com navegação durante toda a noite e manhã do quarto dia para chegarmos ao Rio Negro. Nem por isso deixamos de pegar alguns belos peixes no Uneiuxi. Tendo saído o primeiro boné preto para o João Manoel e alguns belos exemplares de 16 a 18 libras para várias duplas, com destaque para o Kenji, que insistia na superfície e foi recompensado com belas capturas.
Algumas curiosidades neste período ocorreram quando o Pedro largou a vara para pegar uma cerveja, durante o corrico, e bem neste momento (parece que os bichos ficam espreitando) um belo paca de 3 kg puxou levando a vara para a água. O piloteiro Côco não teve dúvida, atirou-se na água recuperando a vara e nadando e recolhendo ao mesmo tempo ainda conseguiu embarcar o peixe.
Outra cena hilária foi quando na famosa pescaria de macaco, o jig passou por cima de um galho e caiu na água, sendo pego por um tucunaré - borboleta, e no recolhimento da linha rigorosamente “o peixe subiu na árvore”.
Os pescadores Pedro e Luiz Cláudio embarcaram dois belos peixes de couro: um filhote e uma Piraíba com 1,40 metros e estimados 45 Kg. Obs: Faltam “secretárias” ou porta-varas nos barcos, para a pescaria de couro, mas fomos informados que em breve este problema será resolvido. Iniciamos o quarto dia pescando no Uneiuxi e após o almoço já estávamos disparando nossos barcos pelas inúmeras opções do Rio Negro. Serviço facilitado pela velocidade dos barcos tipo bass com motores de 60 Hps. Isto nos deu uma certa vantagem sobre os demais barcos, como o Angatu e Amazon Adventure, que também haviam retornado para o Negro. No final do quarto dia estávamos retornando para o Zaltana quando vimos uma luz piscando no meio do Rio. Achei estranho e pedi que o piloteiro Paulista nos levasse lá para verificar. Encontramos uma voadeira do Angatu em pane seca e com dois pescadores da turma Ratoeiras Team a bordo. Barco e pescadores foram rebocados e devolvidos sãos, salvos e quase sóbrios ao Angatu. No quinto e sexto dia no Rio Negro nos deslocamos por todos os lados e a pescaria ficou mais produtiva, foram ainda embarcados alguns belos açus na faixa de 15 a 18 libras (em especial pelo Gurlan, Eduardo, Kenji, Rogério e Luiz Claúdio). Observação: é triste ver a hipocrisia das autoridades que discutem nosso direito de pescar de modo esportivo, mas permitem que pescadores profissionais acampem nos lagos do rio Negro e espalhem suas redes sem nenhuma fiscalização (vimos isto em pelo menos 3 lagos, ente eles o belo lago da Pedra).
Foram diversos Pacas, Açus, Borboletas e Popocas, além de Piraíbas, Filhotes, Pirararas, Bicudas/Cachorro, Piranhas, Traíras e Jacundás que fizeram a nossa semana feliz e nos ajudaram a recarregar as nossas baterias. Também encontramos uma Sucuri enrolada em galho e recolhemos um veado que parecia se afogar (vantagem de ter o vaqueiro Gurlan a bordo para laçar o bicho), mas que tão logo pareceu recuperado foi solto na margem do Rio Negro.
Obrigado a todos pela paciência lendo nosso relato, pela companhia de grandes amigos nesta semana, à nossa família por entender nosso hobby preferido, pelos novos amigos que fizemos nas turmas Pescaventura/Alfapesca e Zaltana, pelas disputas de quem pega mais peixe com o Eduardo, pelas divertidas partidas de truco e cacheta, além das intermináveis seções de piadas capitaneadas pelos amigos Luís Mário e Germano. Graças a Deus todos retornamos em paz e com saúde para nossas famílias e prontos para enfrentar a vida e programar novas pescarias.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Fabrício Biguá em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024
Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores:
- Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
- Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana.
Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro, programarmos a próxima viagem.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de GuilhermeLimahHB em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024
Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores:
- Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
- Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana.
Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro, programarmos a próxima viagem.
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Fernando_Oliveira recebeu reputação de Arcer em Rio São Benedito e Rio Azul - Pousada Thaimaçu 2024
Nossa ideia era buscar um lugar bacana e com acesso relativamente fácil para uma pescaria no mês de Abril/2024. Com este foco, escolhemos a tradicional Pousada Thaimaçu. A pescaria em Abril, mesmo no sul da Amazônia Paraense é um desafio, pois os rios ainda estão cheios e os peixes com muitas opções de comida e de esconderijo no meio da mata.
A Pousada é comandada pela Eunice, proprietária, que permanece no local acompanhando toda a operação e garantindo um serviço de primeira. Na base da pousada tínhamos ainda o apoio do Antonio e do Preto, que supervisionam uma equipe com um total de 13 pessoas para garantir que nossas únicas preocupações sejam decidir o quê comer, o quê beber e aonde pescar. A estrutura é muito boa, com chalés individualizados, piscina, lavanderia, internet, ótimo restaurante,...
A viagem pela Azul de Curitiba até Alta Floresta-MT foi fácil e com escala tranquila e rápida em Cuiabá. Chegando em Alta Floresta já tínhamos a Van do Pebinha nos aguardando para a viagem de 3 horas até a pousada. Optamos por não parar para o almoço e o próprio serviço de transfer nos organizou um lanche com sanduíches, cervejas e refrigerantes. Desta forma, saímos de casa às 07h00, pegamos nosso primeiro voo às 09h30 e às 17h00 estávamos na beira do Rio São Benedito preparando as tralhas de pesca. Para esta viagem seguiram os pescadores: Neander, Luís Mário, Ulysses, Vanderley, Roberto, Zacarias, João Marcos e Fernando. Nossos guias Vavá, Marcelo, Galo e Neco foram designados pela pousada e possuíam experiência média de 25 anos, cada, como guias nos Rios São Benedito e Azul.
A pousada fica em frente a uma corredeira/cachoeira, que do ponto de vista da pescaria divide o rio em dois setores:
- Rio acima, até outra cachoeira do Rio São Benedito ou as opções de pesca do Rio Azul. Este trecho representa uma navegação média de 40 minutos rio acima, para chegar em bons pontos de pesca de matrinxãs, tucunarés, cachorras e algumas cevas para tambaquis e pacus. Para chegar até a segunda cachoeira, ou em pontos mais distantes do Rio Azul, demoramos quase duas horas de navegação e neste caso o almoço tem que ser na sombra do rio.
- Rio abaixo, onde estão conhecidos bons poços para pescaria de grandes bagres. Neste trecho a navegação é mais curta e você pode ser premiado com grandes jaús, pirararas, barbados, jundiás, além de belas cachorras.
As pescarias devem ser programadas com antecedência, pois existe limitação de barcos nas cevas de tambaqui e limitação de barcos para pescaria rio abaixo. O registro do destino de cada barco também é um fator importante de segurança da operação. Apesar da proximidade de áreas rurais de Paranaíta, Alta Floresta e Jacareacanga, os rios tem margens preservadas com uma densa e típica floresta tropical.
No primeiro dia, os pescadores Luís Mário e Ulysses optaram por reservar a primeira ceva e ir direto tentar um "redondo". Primeiro arremesso e o Tambaqui engata e arranca queimando linha em direção ao lado oposto do rio. Neste tipo de pesca, não adianta tentar segurar o peixe na força e o guia Neco arrancou com o barco para cercar o peixe e impedir que ele chegasse na outra margem, forçando uma briga no meio do rio. Desta forma, logo no início da pescaria e após uma batalha limpa, o Luís Mário embarcou um belo Tambaqui e que foi o único desta semana.
Nas cevas de tambaqui também foram capturados pacús e pacús borracha e a presença dos corimbas era sempre intensa, em busca do farelo de arroz utilizado nas iscas. Nos poços ainda foram encontradas belas corvinas.
Um dos principais objetivos da nossa pescaria se mostrou difícil de capturar. As matrinxãs estavam manhosas e escassas, mas mesmo assim foram capturadas alguns lindos exemplares. As iscas mais produtivas para este tipo de pescaria foram a papa black e a inna 90. Tentamos utilizar (com pouca produtividade) os tomatinhos e arremessar próximos aos pés de Embaúbas, onde também podiam ser encontrados alguns pacús. Não tinha segredo, era arremessar, arremessar e arremessar em cada pé de embaúba e em cada recorte na margem do rio. Nestes pontos também foram encontrados alguns exemplares de tucunaré e tucunaré fogo, que começavam a aparecer à medida que as águas iniciam o recuo. Os tucunarés também eram encontrados nas bases dos poucos barrancos encontrados ao longo do Rio São Benedito.
A vantagem de pescar em locais de pesca muito diversificada é a possibilidade de adaptação e a diversidade de técnicas que podem ser empregadas. Boa parte do tempo ficamos em pontos de água rápida (pequenas corredeiras), onde encontramos belas cachorras, que são peixes muito esportivos e sempre dão boas brigas. Nestes pontos também capturamos bicudas e corvinas - o melhor ponto para bicudas nesta pescaria foi nas proximidades da segunda cachoeira do Rio São Benedito. Por coincidência, estas três espécies são frágeis e devem ser manuseadas com cuidado e permanecendo o menor tempo possível fora da água. A fragilidade destes peixes fora da água não tem nada a ver com a esportividade e força deles dentro da água, que renderam belas brigas e memórias eternas. A melhor produtividade nestes pontos foi com a utilização de tuviras, que não tínhamos previamente comprado, mas os encarregados da pousada encomendaram as iscas que já foram utilizadas desde o primeiro dia.
Esta região ainda guarda algumas belas surpresas, como o Rio das Àguas Claras, o Rio Cristalino e o Rio Matrinxã, este último não pudemos entrar devido a queda de uma árvore. Já no primeiro é impressionante a transparência das águas e a beleza do local. Ainda, na frente da pousada os pacus fazem a festa na corredeira, mas neste ponto é proibida a pesca.
Temos sempre que lembrar que estamos na selva. Nesta pescaria tivemos duas situações interessantes para exemplificar este fato; o primeiro foi a presença de uma Jararaca na saída do restaurante da pousada e outro a existências dos violentos Jacarés-açu. Eu recomendo não brincarem com estes bichos, pois quando o Neander vinha recolhendo uma cachorra, o Jacaré que estava próximo ao barco veio atrás do peixe, então ele foi içado para dentro do barco a tempo de impedir que fosse pego pelo bicho, mas a reação do Jacaré-açu foi se jogar contra o barco nos dando um banho e um baita susto.
Encerramos esta jornada felizes e com saúde para voltarmos para nossas famílias e trabalho...e claro, programarmos a próxima viagem.