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Marcelo Longo

Tocantins no Fly - Março 2009

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Creio que o sonho de todo pescador esportivo é pescar o tucunaré em seu ambiente natural e original. Procurando as diversas opções existentes, decidimos eu e o grande amigo Juarez Juvenal que desta vez iríamos atrás dos azuis e optamos por contratar um guia especializado no assunto.

Escolhemos o Alex (Alexandre Roberto) que opera no estado do Tocantins. Após alguns contatos ele nos recomendou o Rio Tocantins, próximo a cidade de Peixe, onde poderíamos pescar tanto no rio quanto no reservatório ali existente. Vale lembrar que pescamos exclusivamente com mosca.

Agendamos a pescaria para o mês de março. Quando faltavam 25 dias para a data marcada, ao executar uma tarefa corriqueira, sofri um rompimento parcial de tendão do dedo médio da mão esquerda.

Procuro um ortopedista que faz o diagnóstico e diz:

- Serão pelo menos 45 dias de imobilização!

Pensei, pouco importa, vou de qualquer jeito, então ....

Fomos de carro próprio, percorrendo 1475 km de estradas em estado excelente (se comparadas ao nosso padrão mineiro).

A vegetação é composta pelo que sobrou do cerrado. Logo na estrada que dá acesso a cidade de Peixe já avistamos um grande cervo atravessando a pista.

Fomos recebidos pelo Alex, que se mostrou prestativo, educado, grande fotógrafo e bem humorado, mesmo já estando longe da família há alguns dias. Enfim, fez todo possível para garantir o conforto aos pescadores.

A equipe

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Com o passar dos dias vimos também araras azuis, araras canindés, micos, tuiuiús e papagaios diversos.

Papagaios

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Tuiuiu

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A idéia original era pescarmos dois dias no rio e três no reservatório de peixe.

No primeiro dia fomos à represa atrás dos azuis e logo de cara vejo que, para conseguir pinchos mais fechados e longos não seria fácil fazer a puxada com apenas o indicador e o polegar. E o pior foi que, de cara bateu um grande janjão (único do dia) que não consegui fisgar graças ao dedo. Infelizmente constatei que, mais difícil que arremessar, seria ter força na mão para realizar a correta fisgada.

A experiência de anos pescando com mosca nos ensinou que, se quisermos que nossas varas de mosca durem bastante, devemos apenas firmá-la durante a fisgada e a cravada do anzol na boca do peixe deverá ser realizada com a mão da linha, através de uma puxada firme e forte. Portanto no primeiro dia de pesca tive muitas dificuldades de me adaptar à nova situação tanto para arremessar quanto para fisgar.

Tivemos ação na superfície durante toda manhã. Por volta das 13:00h choveu, a pressão atmosférica caiu e a temperatura também, o que fez com que os peixes fossem para regiões mais profundas da represa. Para continuar a pescaria tivemos de sacar de nossas bolsas, linhas sinking e tirarmos os peixes das profundezas , pois os mesmos foram encontrados em sua maioria entre 5 e 7 metros de profundidade. Neste dia capturamos também bicudas e jacundás.

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Juarez Juvenal e seu azul

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Juarez Juvenal e sua bicuda

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No segundo dia fomos ao rio Tocantins atrás das cachorras, bicudas e tucunarés. A água estava surpreendentemente limpa para a época. Porém só capturamos uns poucos tucunarés e uma bicuda. A única cachorra que apareceu era pequena e só deu uma olhada no popper e se mandou. O guia nos disse que nossas linhas não estavam indo suficientemente longe (uns 40 metros) que é onde as cachorras deveriam estar. Também naquele dia o rio oscilou bastante o seu nível, o que fez com que o comportamento dos peixes mudassem.

Rio Tocantins

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Juarez Juvenal com Spey no Rio Tocantins

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No terceiro dia resolvemos que iríamos pescar os dias restantes na represa. Para tentarmos o nosso esperado janjão, o Alex nos levou em pontos bem distantes, alguns ainda inexplorados por ele. Valeu, pois foi o dia que mais capturamos peixes. Achamos um janjão, mas o bicho veio e só olhou o popper e os streamers que passamos na cara do safado. Apareceram também bicudas pequenas.

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Estruturas

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http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/DSC05615-1.jpg

Dupla dinâmica

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No quarto e quinto dias não navegamos muito. Foram dias interessantes com muitas capturas durante todo período, um janjão que levou o popper do Juarez Juvenal, algumas bicudas e lindos jacundás.

Jacundá

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Enfim, a represa tem muito tucunaré azul. Os peixes ficam quase em sua totalidade entre 1 a 3 kg, o que é um porte muito interessante para a espécie. A força dos azuis de Tocantins é similar aos daqui do sudeste, porém a voracidade e ataque deles aos poppers e streamers que trabalham próximos a superfície é algo incrível, impressionante e espetacular.

O estouro

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A briga

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Chegando ao barco

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Durante todos os dias, nossas moscas seduziram apenas três janjões, mas por motivos diversos já citados, não conseguimos fisgá-los. Não é à toa que os bichos ficam grandes (eh,eh,eh).

Durante a chuva, veja que um dos dois se assemelha muito a um leitão embalado à vácuo (eh,eh,eh)!!!

http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/P3250017-1.jpg

http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/DSC05636-1.jpg

Sobre o rio não podemos falar, pois só pescamos lá por um dia e não nos demos bem, então seria injusto fazer qualquer comentário.

Para os azuis, recomendo varas rápidas #6 e #7 (streamers) e #8 (poppers). Linhas WFF e ocasionalmente se os peixes forem para o fundo, linhas sinking com afundamento extra rápido.

Linda foto tirada pelo Alex. Vejam a beleza da cor deste peixe.

http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/DSC05664-1.jpg

O vôo da Bicuda

http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/DSC05657-1.jpg

Pôr do sol maravilhoso

http://i242.photobucket.com/albums/ff273/Mlongofly/DSC05704-1.jpg

Vale ressaltar também o esforço do Alex que é atuante na região em relação à pesca esportiva, inclusive denunciando aos órgãos competentes acampamentos e a presença de canoas e barcos suspeitos na região.

Abraços,

Marcelo Longo

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Boa demais a pescaria meu amigo!! Parabéns a dupla e ao guia...

Realmente no rio os arremessos devem ser longos para as bicudas...pena que não deram as caras!!!

Cada bocudo bruto!!! Saudades do Tocantins!!!

Abraços e valeu pelo relato!!!

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Grande Marcelo,

Muito legal todo o seu relato, com belíssimas imagens dessa região onde pescou !

O Alex, como já foi dito, mostra ( mais uma vez ) sua eficiência e profissionalismo ! aplauso::

Parabéns pela pescaria !

Gostei muito dessa foto ( em especial ) !

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SHOW de Bola Marcelo!!!

Muito bom o relato... fotos, detalhes, diversão... técnicas...

Gostei dessa aqui do leitão... ri muito rsrsrsrsrsrsrs.;

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Olá amigos e pescadores da Turma do Biguá...

Já recebi muitos pescadores de Flyfishing, mas sempre alternando um pouco de bait e fly durante a pescaria, mas estes dois pescadores foram de 100% Fly... Pensei comigo... Será um desafio! Pois pescar com esta modalidade nas corredeiras rápidas do rio Tocantins não seria terefa fácil... E realmente não foi, mas os pescadores Marcelo e Juarez viram que é possível mesmo com as adeversidades encontradas... Até mesmo um dedo quebrado não impediu de realizar uma boa pescaria...

Quero parabenizar e agradecer aos dois, Marcelo Longo e Juarez pela preferência aos meus serviços, pela companhia e pelos ensinamentos... Ou troca de experiências...

São pescadores que aprenderam na pratica novas técnicas que podem ser usadas no Fly no dia a dia e que deram certo aqui no Tocantins, são persistentes... Pois pinchar de Fly 5 dias sem parar não é para qualquer um...

Então novamente agradeço ao Marcelo e Juarez e espero que retornem o mais breve possível... Vamos a forra com as dentuças!

Um grande abraço...

Alex.

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AEEEE, Marcelão, beleza de pescaria, valeu pelo relato e as fotos, a do leitão embalado a vacuo, matou de rir.

aquele abraço a dupla

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Parabéns!

Muito boa a pesca e a decisão de ir pescar no lago certamente foi correta porque quando o nível da água varia de forma drástica ( e ali no Rio Tocantins está frequente nessa época pois estão abrindo comportas à noite ) a ação dos peixes muda muito e o pescador arrisca passar um dia inteiro sem boas ações.

Aconteceu comigo na última pescaria, dos 5 dias 2 dias eu tive de literalmente caçar os peixes.

Tive sorte pois achei um ponto maravilhoso onde as cachorras grandes estavam e era só ficar jiggando de cima de uma pedra.

Mas isso foi muita sorte, não vejo pescadores naquele ponto e talvez em tempos normais ali nem seja bom.

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