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O FTB foi atualizado e otimizado.

Antes, para visualizar todas as nossas salas, era preciso descer a barra de rolagem por muito tempo. Isto dificultava a nossa vida, principalmente a dos novos usuários, que não encontravam as salas/assuntos de interesse.

Agora as salas foram transformadas em "sub salas" e incluídas em grandes fóruns.

Esperamos que tenham gostado. :amigo:

Marcel Werner

Anzóis no lugar de garatéias - como e porque.

Posts Recomendados

Após dois anos usando anzóis single/inline nas minhas iscas, hoje cheguei a um ponto que não uso garatéias. 

 

Apresentarei neste tópico todas as análises que fiz e os resultados que obtive, me levando a tomar esta decisão.

 

Não pretendo aqui ser dono da verdade, já tem muitos fazendo este papel. Mantenho minha cabeça aberta, pois a mesma convicção que tenho hoje quanto a anzóis, já tive de pensar estar fazendo o certo com garatéias. Que venha uma discussão saudável.

 

O problema original

 

As garatéias que vêm nas iscas são projetadas, geralmente, para a pesca do bass. Tucunarés pequenos abrem com muita facilidade essas garatéias. Eficientes para o bass, as garatéias originais das iscas, para tucunaré, são inúteis.

 

A análise errada sobre a resistência das garatéias é que os anzóis que a compõem são finos e de material fraco, errada porque desconsidera qualquer outro fator. Daí, a "solução" encontrada foi a substituição por anzóis triplos cada vez mais grossos e resistentes, ignorando todas as outras variáveis e obtendo um resultado que nunca me deixou satisfeito. Por mais reforçadas que sejam, as garatéias continuam abrindo e, poucos percebem, proporcionando fisgadas superficiais - este item é, na minha opinião, o maior vilão para suas capturas.

 

A minha análise leva em consideração muitos fatores da pescaria, e não a resistência do anzol como fator isolado. Na prática, e em resumo, os anzóis são mais resistentes que as garatéias, a ponto de resolverem esta questão, mas vamos falar de cada item que analisei.

 

O GAP ou abertura do anzol

 

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O espaço entre a haste e a ponta do anzol deve ser proporcional ao tamanho da boca do peixe. Parece simples, mas isso é ignorado pela maioria dos pescadores. Uma garatéia de tamanho #1, normalmente usada na T20, a isca mais comum na pesca do tucunaré na Amazônia, tem uma abertura tão pequena que é a mesma de um anzol utilizado na pesca de tilápias em pesqueiros, ou de pequenos peixes de praia. A desproporção é evidente. O resultado é que muitas fisgadas são superficiais, o famoso "pelo fio do bigode", que costuma resultar em fuga do peixe por rasgar aquele fiozinho.

 

Na substituição por anzol, há um ganho de abertura que leva a fisgadas mais consistentes, com mais material da boca do peixe, que fica mais difícil de rasgar. Engana-se quem acha que 3 pontas levam a uma maior chance de trazer o peixe até o barco. Embora sejam mais chances de perfuração, os anzóis não fixam firmemente em grande parte das vezes.

 

Para o argumento numérico, deixo a eficiência do fly, da colher e do jig como reflexão.

 

O comprimento da ponta do anzol

 

O tucunaré salta bastante e chacoalha a cabeça. Também chacoalha dentro d'água. Esse é um dos pontos mais fáceis de visualizar. Quanto mais comprida a ponta, mais difícil de desfazer a volta e escapar. E a comparação se torna muito clara.


O ponto de apoio do peixe no anzol

 

Eu não sou muito bom de física, mas quando o peixe apóia o peso dele na ponta do anzol, abre mais facilmente, enquanto que a mesma força na curva do anzol é muito mais difícil de abrir. Num anzol triplo, é frequente que duas pontas fixem no peixe, então ele fica apoiado em duas pontas e nenhuma curva. Aparentemente, é mais fácil abrir duas pontas de uma garatéia (já me aconteceu dezenas de vezes) do que abrir um anzol simples. Como eu disse, não sou expert nesse ponto, é minha observação como leigo no assunto.

 

A espessura dos anzóis

 

Um anzol inline pode (dependendo do modelo) ser mais grosso do que cada anzol da garatéia que substitui, e ainda assim ser mais leve. Portanto, na quantidade de material e resistência à tração, o anzol tende a ser mais forte. Não testei em laboratório, somente uso prático.

 

Aliás, cabe lembrar que testes de laboratório frequentemente contradizem a prática, no tocante à resistência das garatéias. Os peixes não abrem tão facilmente as garatéias Owner como sugerem os testes, nem as VMC são tão indestrutíveis assim. Há diferença, mas ela é muito menor na boca do peixe do que no laboratório, além da questão do GAP.

 

A isca na boca do peixe

 

Este item é fundamental para mim. Quando pescamos, queremos que o peixe morda a isca. As bocas dos predadores suportam muitas injúrias, que acontecem naturalmente na alimentação do peixe, e é por isso que as perfurações não são danos tão importantes. Me incomodam as fisgadas na cara do peixe, na lateral, em qualquer lugar que não seja a boca. Já presenciei olhos sendo arrancados por garatéias, e já deixei alguns peixes cegos durante a briga. A sensação é das piores! 

 

Com o uso de anzóis, a isca fica menos volumosa, enxarutando melhor. As fisgadas com anzóis costumam acertar no canto da boca, o famoso "canivete", não sei o motivo ou a dinâmica disso, é o que constato nas minhas observações.

 

A remoção do anzol também é muito suave, bastando desfazer a volta no sentido da curvatura. Por serem muito fechadas, as garatéias frequentemente travam, demandando puxões mais fortes ou trancos para a remoção. Quando são duas pontas da mesma garatéia, pior ainda.

 

O tempo de manuseio é um dos maiores fatores de estresse ao peixe. A redução desse tempo é fundamental para uma melhor sobrevivência dos animais e prática mais correta da pesca esportiva.

 

O equilíbrio da isca

 

Este item é bastante polêmico. O menor volume do anzol proporciona um arremesso melhor, por menor arrasto no ar. Isso vale para 100% das iscas que testei.

 

Porém, também diminuirá o arrasto da isca na água, modificando seu nado. Embora pareça uma vantagem, não são todas as iscas que reagem bem. A GC Waka-Pen é um modelo que eu não consegui acertar com anzóis de nenhum modelo. A Fakie Dog 70 ficou perfeita e a 90 não prestou. A Saruna é uma isca que desliza muito na água, nos tamanhos 110 e 125 fica deslizando demais, a ponto de atrapalhar o nado. Para a enorme maior parte dos modelos, fica mais leve e suave de trabalhar, melhora o trabalho da isca, mas há exceções como exemplifiquei.

 

A flutuabilidade também será alterada, porque os anzóis são mais leves. Isso é vantagem quase sempre, mas também pode haver exceções. Alguns poppers podem ficar pulando, outras iscas podem ter suas possibilidades de trabalhos diminuídas - ou aumentadas. Na minha experiência, as iscas ficaram ainda mais atrativas com o nado mais solto.

 

As hélices tendem a girar mais. O arrasto das garatéias na água ajuda a evitar o giro do corpo da isca. Claro que a puxada fica mais leve, mas a maior desvantagem desse tipo de isca é torcer a linha. Curiosamente, meus testes ficam muito melhores com iscas de hélice de tamanhos pequenos. Mas sigo testando - renderá tópicos específicos no futuro.

 

Desvantagens

 

Sem dúvida, o pouco conhecimento e prática são os maiores desafios nessa transição. Estou aprendendo tudo na raça, gastando tempo e dinheiro para obter este conhecimento.

 

Outro fator é que os anzóis são bem caros. Nas iscas pequenas, podemos usar os VMC com segurança, mas nas iscas grandes para Amazônia não dá. Tem que ser Decoy 3/0 para quase todas as iscas, pois os Owner abrem facil neste tamanho e o VMC não dá nem pro cheiro. Nas hélices, como usamos 4/0 até 6/0 dependendo do tamanho da isca, nesses tamanhos os Owner podem ser suficientes, e os Decoy continuam sendo os melhores. O modelo da Decoy mais indicado é o Jigging Single (há ainda o modelo plugging e o castin, excessivamente grossos e com formato mais aberto).

 

Um capítulo à parte são as grandes iscas de hélice. Como o peixe não coloca a isca dentro da boca, e sim a atravessa, as fisgadas diminuem. Também não há grandes ganhos de qualidade de fisgada, porque garatéias 2/0 em diante já são suficientes para agarrar bem na boca do tucunaré. Então para iscas acima de 15 cm, pode ser uma troca desvantajosa. Eu mantenho o uso por uma questão de testes, mas ainda considero a garatéia mais eficiente neste tipo de isca - com a ressalva das fisgadas fora da boca, que considero anti-esportivas. É meu grande ponto de dúvidas.

 

Segurança

 

Obviamente, o anzol é muito mais seguro para nosso manuseio do que as garatéias. Contudo, uma boa fisgada em nossa carne poderá ser mais traumática, já que a penetração pode ir muito mais longe, além da maior espessura. Amassar as farpas pode ser muito interessante, eu faço isso para principiantes.

 

Quando um pescador acerta um piloteiro, parceiro ou ele mesmo, seja no arremesso ou puxando a isca que estava enroscada, as chances de acidentes são menores.

 

Na Amazônia, é muito comum o guia mergulhar para buscar um peixe que enroscou. É muito mais seguro fazer isso quando se usa anzóis, devido ao menor número de pontas soltas - quando há.


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Vantagens adicionais

 

Cabem muito mais iscas em cada estojo. Isso pode significar um estojo a menos no barco ou na mala de viagem.

As iscas enroscam menos umas nas outras no estojo, facilitando pegar.

As iscas não enroscam no capim e enroscam muito menos em qualquer outro tipo de estrutura. 

Se o peixe for pro enrosco, dificilmente acertará a única ponta solta na galhada - isso se houver ponta solta, pois geralmente a isca fica toda dentro da boca.

As iscas se desgastam muito menos! Tenho Bonnies com uma semana de uso e não estão marcadas quanto estariam em apenas duas horas de uso com garatéias. Usando anzóis, as iscas carregarão principalmente as marcas das bocas dos peixes, ficando muito mais belas e cheias de histórias para contar. Tenho uma repulsa por iscas que ainda estão novas, mas têm aquela marca profunda de garatéia.

Vários pontos de enrosco bem fechado que não arriscaríamos arremessar, com anzóis podem ser muito melhor explorados, sem medo da isca ficar lá e nem do peixe se prender após fisgado. Também vale para vegetações, pedras etc.

 

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Regra básica de substituição 

 

Os anzóis não devem ser capazes de se cruzar. Em alguns casos raros, o equilíbrio depende de anzóis tão grandes que isso pode acontecer.

Os anzóis devem ser os maiores e mais reforçados possíveis, desde que não atrapalhem o nado da isca.

Os anzóis devem ser proporcionais à boca do peixe-alvo.

Os anzóis devem ter as pontas em direções opostas em zonas limpas ou com apenas capim. Se houver mais vegetações ou nas galhadas de mangue, as duas pontas devem ficar viradas para trás. Nas iscas de hélice, eu não uso no pitão da hélice, mas se você for colocar, a ponta deverá ficar para frente, senão ela bate na hélice durante o trabalho e perde o fio em poucos minutos de trabalho. Mas esse anzol atrás é totalmente dispensável, pois é raro ele acertar o peixe e costuma quebrar a isca quando pega ali, além da própria hélice ser um empecilho para acertar bem o peixe.

A resistência tem muito a ver com a vara utilizada, e não significa que todos os tamanhos de anzóis de uma determinada marca são bons. Farei tópicos mais específicos sobre as particularidades de cada modelo.

 

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Minha postura e decisões

 

Na minha operação (lá vem jabá kkkk) eu proibi o uso de garatéias! Agora, só usaremos anzóis. Algumas turmas que vendi antes dessa regra, poderão usar garatéias, mas todos compraram alguns anzóis voluntariamente e vão testar, em respeito aos nossos princípios. Muita gratidão por isto!

 

Nas minhas pescarias, as garatéias também foram abolidas.

 

Espero ter ajudado. Eu também gosto de discutir os assuntos técnicos e mantenho este tópico aberto a contribuições. Um forte abraço a todos e aproveitem.

 

 

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vai diminuir bem  aquela frase nossa pegou por fora , com anzol a chance de fisga o peixe por fora diminui, anzol machuca menos o peixe

 

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Certamente o conceito geral sobre o assunto vai mudar depois desta aula. 

O Marcel é sempre muito didático, o que nos facilita o entendimento de suas explicações.

Na pesca que fiz no Marié, sem garatéias, em algumas iscas não usei anzol inline e sim o convencional. Para este sistema funcionar tive que usar duas argolas. Esta situação muda muito o nado da iscas, então você deve testar para saber qual anzol se adapta melhor para aquela isca. Nós usamos anzol de robalo, o mais fino.

Minha impressão que fisga menos (mas como o Marcel diz que não, devo, por prudencia aceitar sua opinião), porém depois de fisgado raramente voce perde o peixe, inclusive por ter menos ganchos para enroscar nas estruturas.

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Muito bom Marcel...Mais um tópico pregado. palmas::

 

Assim q possível, se for do seu interesse, faça uma tabela com as principais iscas do mercado e qual inline se usar com ela.

Rip Roller (6.25 e 5.5);

Jimmping Minow;

Pop Queen Maria (130 e 105);

Bonnies (128, 95 e 85);

Perversa

Curisco

e por aí vai...

 

Tenho certeza q será um dos tópico mais visualizados do FTB. joia:::

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3 horas atrás, Leandro Gofert disse:

Uma verdadeira aula sobre o assunto, esse tipo de post acrescenta muito ao fórum, eu lhe agradeço muito Marcel por compartilhar sua experiência conosco.

Obrigado pelas palavras, Leandro!

3 horas atrás, Vagner disse:

vai diminuir bem  aquela frase nossa pegou por fora , com anzol a chance de fisga o peixe por fora diminui, anzol machuca menos o peixe

 

Com certeza, Vagner. As fisgadas são mais consistentes. Abraço!

2 horas atrás, Mauricio Rossetim disse:

Certamente o conceito geral sobre o assunto vai mudar depois desta aula. 

O Marcel é sempre muito didático, o que nos facilita o entendimento de suas explicações.

Na pesca que fiz no Marié, sem garatéias, em algumas iscas não usei anzol inline e sim o convencional. Para este sistema funcionar tive que usar duas argolas. Esta situação muda muito o nado da iscas, então você deve testar para saber qual anzol se adapta melhor para aquela isca. Nós usamos anzol de robalo, o mais fino.

Minha impressão que fisga menos (mas como o Marcel diz que não, devo, por prudencia aceitar sua opinião), porém depois de fisgado raramente voce perde o peixe, inclusive por ter menos ganchos para enroscar nas estruturas.

Maurício,

Usar com duas argolas é ruim, provoca sim a perda de fisgadas. Eu farei um tópico mais "prático", que ficará muito mais extenso devido às fotos.

Há outro fator que também provoca perda de fisgadas, que é a utilização de iscas que o peixe não enxaruta com facilidade, caso das grandes hélices como citei neste tópico.

Forte abraço!

1 hora atrás, João_Medeiros disse:

Parabéns Werner, obrigado pelo tópico e por todas as informações!

Valeu, João! Abraço!

1 hora atrás, Fabrício Biguá disse:

Muito bom Marcel...Mais um tópico pregado. palmas::

 

Assim q possível, se for do seu interesse, faça uma tabela com as principais iscas do mercado e qual inline se usar com ela.

Rip Roller (6.25 e 5.5);

Jimmping Minow;

Pop Queen Maria (130 e 105);

Bonnies (128, 95 e 85);

Perversa

Curisco

e por aí vai...

 

Tenho certeza q será um dos tópico mais visualizados do FTB. joia:::

Sim, chefe! Quase que eu fiz isso aqui, mas ficaria extenso demais e eu acho interessante separar. Aqui é o lugar de discutirmos toda a teoria e a filosofia por trás dessa possibilidade. Tenho mais de 100 modelos de iscas, claro que não vou colocar todas, mas dá para fazer um resumo muito prático com as mais representativas. Abraço!

48 minutos atrás, Guilherme Liotti disse:

Show de tópico ! Obrigado pela aula !

Valeu, Guilherme! Abraço!

37 minutos atrás, Rafael Takahiro disse:

Show esse conteúdo!!!!!
Farei alguns testes tb numa próxima oportunidade!

Se precisar de ajuda, é só me chamar. Pode postar no tópico, mandar MP ou até WhatsApp (92) 99495-1987, se eu demorar de responder é porque estou pescando ou atendendo os clientes. Abraço!

20 minutos atrás, Vinicius Belotto disse:

Show, ótimo conteúdo! 

Seria bem bacana se pudesse fazer essa "tabela" com as principais iscas assim como o Fabrício citou.

 

Forte Abraço!

Valeu, Vinícius! vou fazer sim. Abraço!

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Show, Marcel.. parabéns e obrigado novamente pelo conteúdo.

 

Já havia visto você comentado sobre isso, não sei se aqui no FTB, insta ou face, e eu já fiz essas alterações (de garateia > Anzol) em algumas das minhas T20, Red pepper..

Vou fazer em algumas Bonnie128 e ver como fica...

Posto o resultado assim que testa-las.!

 

Abraços!

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Grande Marcel,

 

Post fantástico não só pelo conteúdo mas também pela didática, pois de forma simples mas eficaz colocaste o problema de maneira que todos nós pudéssemos entender as possibilidades de utilizarmos anzóis simples em vez das garateias.

 

Na verdade eu já tinha utilizado os anzóis simples substituindo garateias em algumas iscas, mas jamais tinha encontrado um material tão consistente quanto este que você produziu.

 

Obrigado por compartilhar e tirar muitas das dúvidas que tínhamos sobre o assunto.

 

abração

 

Kruel

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Amigo Marcel,

 

Coincidência (ou não) nesta última pescaria que fiz andei usando a SubWalk de 9 cm marinizada que vem com dois anzóis no lugar das tradicionais garateias... Não fiquei com qualquer dúvida quanto a sua eficiência na captura dos "bocudos". Certamente muito superior às já excelentes e tradicionais iscas da Rapala.

 

Quanto ao seu tópico, parabéns pela didática e profundidade (e transparência) da forma como trata todos os aspectos apresentados ! Não é apenas "escrever bem", mas escrever passando a credibilidade do conhecimento do que foi escrito. Tenho certeza de que o "aprendizado" será amplo e irrestrito !

 

Particularmente fico muito satisfeito em poder ler algo desse tipo de apresentação aqui no FTB em contrapartida aos "mimimi" que nos rondam eventualmente. Nada produz mais evolução do que tomar conhecimento de explanações e/ou abordagens como essa que nos postou ! Podemos até "relutar" em adotá-las ( e isso ainda acontecerá por um tempo), mas passaremos a ter mais "cuidado" com o radicalismo de nossas afirmações sobre o tema em pauta. Nem precisa ser numa conversa, pois a mudança chega através da "tentativa e erro" de experimentar para ver como é... 

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5 horas atrás, Octávio Amaral disse:

Show, Marcel.. parabéns e obrigado novamente pelo conteúdo.

 

Já havia visto você comentado sobre isso, não sei se aqui no FTB, insta ou face, e eu já fiz essas alterações (de garateia > Anzol) em algumas das minhas T20, Red pepper..

Vou fazer em algumas Bonnie128 e ver como fica...

Posto o resultado assim que testa-las.!

 

Abraços!

As Bonnie possuem pitões transversais. Você vai precisar de anzóis que não são Inline, que tenham o olho na posição normal, mas que o olho seja grande o suficiente para passar o split Ring e ficar livre, sem prender. 

 

Tente o anzol Owner SJ-41, talvez sirva. O tamanho, provavelmente 3/0. Mas terá que testar por você mesmo. Eu já tenho, mas ainda não foram pra água. Aproveita pra dar uma contribuição pra nós, estou sem Bonnie 128 no momento. 😁

 

Forte abraço!

1 hora atrás, JCKruel disse:

Grande Marcel,

 

Post fantástico não só pelo conteúdo mas também pela didática, pois de forma simples mas eficaz colocaste o problema de maneira que todos nós pudéssemos entender as possibilidades de utilizarmos anzóis simples em vez das garateias.

 

Na verdade eu já tinha utilizado os anzóis simples substituindo garateias em algumas iscas, mas jamais tinha encontrado um material tão consistente quanto este que você produziu.

 

Obrigado por compartilhar e tirar muitas das dúvidas que tínhamos sobre o assunto.

 

abração

 

Kruel

Muito obrigado pelas palavras, Kruel! Fico muito feliz de poder ser útil. 

51 minutos atrás, Kid M disse:

Amigo Marcel,

 

Coincidência (ou não) nesta última pescaria que fiz andei usando a SubWalk de 9 cm marinizada que vem com dois anzóis no lugar das tradicionais garateias... Não fiquei com qualquer dúvida quanto a sua eficiência na captura dos "bocudos". Certamente muito superior às já excelentes e tradicionais iscas da Rapala.

 

Quanto ao seu tópico, parabéns pela didática e profundidade (e transparência) da forma como trata todos os aspectos apresentados ! Não é apenas "escrever bem", mas escrever passando a credibilidade do conhecimento do que foi escrito. Tenho certeza de que o "aprendizado" será amplo e irrestrito !

 

Particularmente fico muito satisfeito em poder ler algo desse tipo de apresentação aqui no FTB em contrapartida aos "mimimi" que nos rondam eventualmente. Nada produz mais evolução do que tomar conhecimento de explanações e/ou abordagens como essa que nos postou ! Podemos até "relutar" em adotá-las ( e isso ainda acontecerá por um tempo), mas passaremos a ter mais "cuidado" com o radicalismo de nossas afirmações sobre o tema em pauta. Nem precisa ser numa conversa, pois a mudança chega através da "tentativa e erro" de experimentar para ver como é... 

Grande amigo, eu que fico muito feliz em poder ser útil e merecer palavras suas. Muito grato pelo fórum e pelo conhecimento que adquiro aqui. Forte abraço!

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Em 20/08/2019 em 02:00, Marcel Werner disse:

Após dois anos usando anzóis single/inline nas minhas iscas, hoje cheguei a um ponto que não uso garatéias. 

 

Apresentarei neste tópico todas as análises que fiz e os resultados que obtive, me levando a tomar esta decisão.

 

Não pretendo aqui ser dono da verdade, já tem muitos fazendo este papel. Mantenho minha cabeça aberta, pois a mesma convicção que tenho hoje quanto a anzóis, já tive de pensar estar fazendo o certo com garatéias. Que venha uma discussão saudável.

 

O problema original

 

As garatéias que vêm nas iscas são projetadas, geralmente, para a pesca do bass. Tucunarés pequenos abrem com muita facilidade essas garatéias. Eficientes para o bass, as garatéias originais das iscas, para tucunaré, são inúteis.

 

A análise errada sobre a resistência das garatéias é que os anzóis que a compõem são finos e de material fraco, errada porque desconsidera qualquer outro fator. Daí, a "solução" encontrada foi a substituição por anzóis triplos cada vez mais grossos e resistentes, ignorando todas as outras variáveis e obtendo um resultado que nunca me deixou satisfeito. Por mais reforçadas que sejam, as garatéias continuam abrindo e, poucos percebem, proporcionando fisgadas superficiais - este item é, na minha opinião, o maior vilão para suas capturas.

 

A minha análise leva em consideração muitos fatores da pescaria, e não a resistência do anzol como fator isolado. Na prática, e em resumo, os anzóis são mais resistentes que as garatéias, a ponto de resolverem esta questão, mas vamos falar de cada item que analisei.

 

O GAP ou abertura do anzol

 

IMG_5986.jpg

 

O espaço entre a haste e a ponta do anzol deve ser proporcional ao tamanho da boca do peixe. Parece simples, mas isso é ignorado pela maioria dos pescadores. Uma garatéia de tamanho #1, normalmente usada na T20, a isca mais comum na pesca do tucunaré na Amazônia, tem uma abertura tão pequena que é a mesma de um anzol utilizado na pesca de tilápias em pesqueiros, ou de pequenos peixes de praia. A desproporção é evidente. O resultado é que muitas fisgadas são superficiais, o famoso "pelo fio do bigode", que costuma resultar em fuga do peixe por rasgar aquele fiozinho.

 

Na substituição por anzol, há um ganho de abertura que leva a fisgadas mais consistentes, com mais material da boca do peixe, que fica mais difícil de rasgar. Engana-se quem acha que 3 pontas levam a uma maior chance de trazer o peixe até o barco. Embora sejam mais chances de perfuração, os anzóis não fixam firmemente em grande parte das vezes.

 

Para o argumento numérico, deixo a eficiência do fly, da colher e do jig como reflexão.

 

O comprimento da ponta do anzol

 

O tucunaré salta bastante e chacoalha a cabeça. Também chacoalha dentro d'água. Esse é um dos pontos mais fáceis de visualizar. Quanto mais comprida a ponta, mais difícil de desfazer a volta e escapar. E a comparação se torna muito clara.


O ponto de apoio do peixe no anzol

 

Eu não sou muito bom de física, mas quando o peixe apóia o peso dele na ponta do anzol, abre mais facilmente, enquanto que a mesma força na curva do anzol é muito mais difícil de abrir. Num anzol triplo, é frequente que duas pontas fixem no peixe, então ele fica apoiado em duas pontas e nenhuma curva. Aparentemente, é mais fácil abrir duas pontas de uma garatéia (já me aconteceu dezenas de vezes) do que abrir um anzol simples. Como eu disse, não sou expert nesse ponto, é minha observação como leigo no assunto.

 

A espessura dos anzóis

 

Um anzol inline pode (dependendo do modelo) ser mais grosso do que cada anzol da garatéia que substitui, e ainda assim ser mais leve. Portanto, na quantidade de material e resistência à tração, o anzol tende a ser mais forte. Não testei em laboratório, somente uso prático.

 

Aliás, cabe lembrar que testes de laboratório frequentemente contradizem a prática, no tocante à resistência das garatéias. Os peixes não abrem tão facilmente as garatéias Owner como sugerem os testes, nem as VMC são tão indestrutíveis assim. Há diferença, mas ela é muito menor na boca do peixe do que no laboratório, além da questão do GAP.

 

A isca na boca do peixe

 

Este item é fundamental para mim. Quando pescamos, queremos que o peixe morda a isca. As bocas dos predadores suportam muitas injúrias, que acontecem naturalmente na alimentação do peixe, e é por isso que as perfurações não são danos tão importantes. Me incomodam as fisgadas na cara do peixe, na lateral, em qualquer lugar que não seja a boca. Já presenciei olhos sendo arrancados por garatéias, e já deixei alguns peixes cegos durante a briga. A sensação é das piores! 

 

Com o uso de anzóis, a isca fica menos volumosa, enxarutando melhor. As fisgadas com anzóis costumam acertar no canto da boca, o famoso "canivete", não sei o motivo ou a dinâmica disso, é o que constato nas minhas observações.

 

A remoção do anzol também é muito suave, bastando desfazer a volta no sentido da curvatura. Por serem muito fechadas, as garatéias frequentemente travam, demandando puxões mais fortes ou trancos para a remoção. Quando são duas pontas da mesma garatéia, pior ainda.

 

O tempo de manuseio é um dos maiores fatores de estresse ao peixe. A redução desse tempo é fundamental para uma melhor sobrevivência dos animais e prática mais correta da pesca esportiva.

 

O equilíbrio da isca

 

Este item é bastante polêmico. O menor volume do anzol proporciona um arremesso melhor, por menor arrasto no ar. Isso vale para 100% das iscas que testei.

 

Porém, também diminuirá o arrasto da isca na água, modificando seu nado. Embora pareça uma vantagem, não são todas as iscas que reagem bem. A GC Waka-Pen é um modelo que eu não consegui acertar com anzóis de nenhum modelo. A Fakie Dog 70 ficou perfeita e a 90 não prestou. A Saruna é uma isca que desliza muito na água, nos tamanhos 110 e 125 fica deslizando demais, a ponto de atrapalhar o nado. Para a enorme maior parte dos modelos, fica mais leve e suave de trabalhar, melhora o trabalho da isca, mas há exceções como exemplifiquei.

 

A flutuabilidade também será alterada, porque os anzóis são mais leves. Isso é vantagem quase sempre, mas também pode haver exceções. Alguns poppers podem ficar pulando, outras iscas podem ter suas possibilidades de trabalhos diminuídas - ou aumentadas. Na minha experiência, as iscas ficaram ainda mais atrativas com o nado mais solto.

 

As hélices tendem a girar mais. O arrasto das garatéias na água ajuda a evitar o giro do corpo da isca. Claro que a puxada fica mais leve, mas a maior desvantagem desse tipo de isca é torcer a linha. Curiosamente, meus testes ficam muito melhores com iscas de hélice de tamanhos pequenos. Mas sigo testando - renderá tópicos específicos no futuro.

 

Desvantagens

 

Sem dúvida, o pouco conhecimento e prática são os maiores desafios nessa transição. Estou aprendendo tudo na raça, gastando tempo e dinheiro para obter este conhecimento.

 

Outro fator é que os anzóis são bem caros. Nas iscas pequenas, podemos usar os VMC com segurança, mas nas iscas grandes para Amazônia não dá. Tem que ser Decoy 3/0 para quase todas as iscas, pois os Owner abrem facil neste tamanho e o VMC não dá nem pro cheiro. Nas hélices, como usamos 4/0 até 6/0 dependendo do tamanho da isca, nesses tamanhos os Owner podem ser suficientes, e os Decoy continuam sendo os melhores. O modelo da Decoy mais indicado é o Jigging Single (há ainda o modelo plugging e o castin, excessivamente grossos e com formato mais aberto).

 

Um capítulo à parte são as grandes iscas de hélice. Como o peixe não coloca a isca dentro da boca, e sim a atravessa, as fisgadas diminuem. Também não há grandes ganhos de qualidade de fisgada, porque garatéias 2/0 em diante já são suficientes para agarrar bem na boca do tucunaré. Então para iscas acima de 15 cm, pode ser uma troca desvantajosa. Eu mantenho o uso por uma questão de testes, mas ainda considero a garatéia mais eficiente neste tipo de isca - com a ressalva das fisgadas fora da boca, que considero anti-esportivas. É meu grande ponto de dúvidas.

 

Segurança

 

Obviamente, o anzol é muito mais seguro para nosso manuseio do que as garatéias. Contudo, uma boa fisgada em nossa carne poderá ser mais traumática, já que a penetração pode ir muito mais longe, além da maior espessura. Amassar as farpas pode ser muito interessante, eu faço isso para principiantes.

 

Quando um pescador acerta um piloteiro, parceiro ou ele mesmo, seja no arremesso ou puxando a isca que estava enroscada, as chances de acidentes são menores.

 

Na Amazônia, é muito comum o guia mergulhar para buscar um peixe que enroscou. É muito mais seguro fazer isso quando se usa anzóis, devido ao menor número de pontas soltas - quando há.


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Vantagens adicionais

 

Cabem muito mais iscas em cada estojo. Isso pode significar um estojo a menos no barco ou na mala de viagem.

As iscas enroscam menos umas nas outras no estojo, facilitando pegar.

As iscas não enroscam no capim e enroscam muito menos em qualquer outro tipo de estrutura. 

Se o peixe for pro enrosco, dificilmente acertará a única ponta solta na galhada - isso se houver ponta solta, pois geralmente a isca fica toda dentro da boca.

As iscas se desgastam muito menos! Tenho Bonnies com uma semana de uso e não estão marcadas quanto estariam em apenas duas horas de uso com garatéias. Usando anzóis, as iscas carregarão principalmente as marcas das bocas dos peixes, ficando muito mais belas e cheias de histórias para contar. Tenho uma repulsa por iscas que ainda estão novas, mas têm aquela marca profunda de garatéia.

Vários pontos de enrosco bem fechado que não arriscaríamos arremessar, com anzóis podem ser muito melhor explorados, sem medo da isca ficar lá e nem do peixe se prender após fisgado. Também vale para vegetações, pedras etc.

 

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Regra básica de substituição 

 

Os anzóis não devem ser capazes de se cruzar. Em alguns casos raros, o equilíbrio depende de anzóis tão grandes que isso pode acontecer.

Os anzóis devem ser os maiores e mais reforçados possíveis, desde que não atrapalhem o nado da isca.

Os anzóis devem ser proporcionais à boca do peixe-alvo.

Os anzóis devem ter as pontas em direções opostas em zonas limpas ou com apenas capim. Se houver mais vegetações ou nas galhadas de mangue, as duas pontas devem ficar viradas para trás. Nas iscas de hélice, eu não uso no pitão da hélice, mas se você for colocar, a ponta deverá ficar para frente, senão ela bate na hélice durante o trabalho e perde o fio em poucos minutos de trabalho. Mas esse anzol atrás é totalmente dispensável, pois é raro ele acertar o peixe e costuma quebrar a isca quando pega ali, além da própria hélice ser um empecilho para acertar bem o peixe.

A resistência tem muito a ver com a vara utilizada, e não significa que todos os tamanhos de anzóis de uma determinada marca são bons. Farei tópicos mais específicos sobre as particularidades de cada modelo.

 

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Minha postura e decisões

 

Na minha operação (lá vem jabá kkkk) eu proibi o uso de garatéias! Agora, só usaremos anzóis. Algumas turmas que vendi antes dessa regra, poderão usar garatéias, mas todos compraram alguns anzóis voluntariamente e vão testar, em respeito aos nossos princípios. Muita gratidão por isto!

 

Nas minhas pescarias, as garatéias também foram abolidas.

 

Espero ter ajudado. Eu também gosto de discutir os assuntos técnicos e mantenho este tópico aberto a contribuições. Um forte abraço a todos e aproveitem.

 

 

IMG_5747.HEIC 821 kB · 4 downloads

Excelente post @Marcel Werner bem redigido! Pontuação precisa! Quanto ao conteúdo, me convenceu! irei fazer os testes e depois posto o que achei também!
Mais uma vez, Parabéns cara!

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Em 20/08/2019 em 16:23, Vicente_SennaJR disse:

Sensacional e de muita utilidade. Obrigado pelo post.

 

Abs

Obrigado, Vicente! Forte abraço!

Em 20/08/2019 em 18:09, Ricardo Nagatomo disse:

Top demais Marcel,

sensacional a explicação e embasamentos.

Quando puder e tiver um tempinho siga a dica do Fabricio, seria top ter essa tabela com as iscas mais usadas.

Abraço.

Valeu, Ricardo! Farei assim que puder! Abraço!

21 horas atrás, Salin disse:

haja $$$$ para trocar todas por anzol ahahhaahhahahh

 

Brincadeiras a parte seu relato é muito interessante. Gostei!

Salin, muito obrigado pelas palavras! Você me lembrou de um outro fator, o econômico, que eu esqueci de abordar. Agora estou sem tempo, mas farei a edição no tópico hoje à noite. 

Muito obrigado!

20 horas atrás, Edu Garcia disse:

Excelente post @Marcel Werner bem redigido! Pontuação precisa! Quanto ao conteúdo, me convenceu! irei fazer os testes e depois posto o que achei também!
Mais uma vez, Parabéns cara!

Muito obrigado, Edu! Se precisar de ajuda, é só chamar. Do zero não é fácil, por isso vai ter o outro tópico com a parte prática, no fim de semana poderei fazer com calma. Se precisar de ajuda, é só chamar. Forte abraço!

1 hora atrás, Marcelo Terra disse:

Parabéns Werner e obrigado pelo conteúdo. Estou utilizando anzois Inline a algum tempo e seu tópico só me faz confirmar que estou no caminho certo... :good:

 

:amigo:

 

 

Valeu, Marcelo! Vamos evoluindo nessa questão, aos poucos o conhecimento acumulado vai valendo mais a pena. Forte abraço!

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Ótimo tópico Marcel!

 

Estava atrás exatamente dessa informação, pois irei ao Marié no final do ano e lá é proibido utilizar garatéias!!!

 

Pelo que pesquisei na net, só estava achando os anzois VMC Inline, não conhecia o Decoy que vc mencionou. 

 

São muitas dúvidas em relação a qual utilizar, pois muita gente diz que o anzol da isca Rapala SubWalk aguenta os tucunarés e ele vem equipado com esse VMC Inline. 

 

Eu peguei uns pacotes desse anzol e alguns vieram com defeitos, pois abri e torci com muita facilidade, e outras foram impossíveis abrir, creio que faltou a têmpera. 

 

Mas como vc disse que o VMC não da nem pro cheiro, vou desistir deles e ir atrás dos Decoy!

 

Abraços

 

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1 hora atrás, Igor K disse:

Ótimo tópico Marcel!

 

Estava atrás exatamente dessa informação, pois irei ao Marié no final do ano e lá é proibido utilizar garatéias!!!

 

Pelo que pesquisei na net, só estava achando os anzois VMC Inline, não conhecia o Decoy que vc mencionou. 

 

São muitas dúvidas em relação a qual utilizar, pois muita gente diz que o anzol da isca Rapala SubWalk aguenta os tucunarés e ele vem equipado com esse VMC Inline. 

 

Eu peguei uns pacotes desse anzol e alguns vieram com defeitos, pois abri e torci com muita facilidade, e outras foram impossíveis abrir, creio que faltou a têmpera. 

 

Mas como vc disse que o VMC não da nem pro cheiro, vou desistir deles e ir atrás dos Decoy!

 

Abraços

 

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Igor,

 

Esse modelo é forte no tamanho #1, que usamos em iscas pequenas. Vou deixar alguns exemplos abaixo. 

 

Bonnie 85, Realis Pencil 85, MS Raptor 70, Saruna 95F, Wavy 85S, T10 e outras nesse padrão de tamanho e peso. 

 

Devido ao baixíssimo custo de aquisição e por ser resistente para peixes que pescamos com varas de 14 lb pra baixo, como azul, amarelo e pinima, eu recomendo o #1 que não abre fácil não.

 

Amigos me relataram que os pinimas baianos abriram alguns #1 com muita facilidade também, mesmo com vara 12lb, então acho que pode ter acontecido um problema em alguns lotes, já que você relatou tanta diferença neste tamanho que você comprou. Eu ainda não tive problema. Mesmo no tamanho 2/0, com varas de 17 lb só abriu no enrosco (o Decoy traz a árvore junto). Porém, na Amazônia, o 2/0 abre até com Peixe pequeno, acredito que por conta da vara ser 25lb. A vara compatível é fundamental para o anzol não abrir, tanto que os Gamakatsu têm na embalagem a informação da vara adequada.  

 

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O Decoy que trouxe um arbusto de mais de 2 m pendurado no anzol com o Peixe. 

 

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VMC 2/0 sem maiores problemas na Bahia. 

 

Inclusive, eu utilizo esse anzol #1 para pescar os jacundás, carás, etc, nas T10 e Raptor 70. Na Amazônia, de uns tempos pra cá, só compro essas duas iscas pequenas (com equipamento 10lb), porque são muito baratas e fáceis de encontrar, além de extremamente produtivas. Estava usando outras iscas, mas perdi por estourar a linha 15lb, daí agora só uso T10 e Raptor 70. 

 

Curiosamente, os tucunarés grandes acabam entrando nessas iscas também, veja alguns que tirei, usando o VMC 7237 #1, com equipamento de 10 lb

 

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7 horas atrás, Rodrigo de Souza Gonçalves disse:

Que aula, Marcel! Obrigado por compartilhar essas informações conosco! Me animei a testar...

 

Com relação aos split rings, quais utiliza?

 

Abraço!

Eu sempre busco os da Shout, #5 e #6, porém este ano não consegui. Eles são bem finos (por serem achatados lateralmente) e fortes, nunca me deram problema. A Owner tem um nesse estilo, Duel também, sempre uso esses splits japoneses, todos muito resistentes e de acabamento impecável. O mais barato da Owner é o que não presta, parece artesanal, mas os achatados possuem o acabamento perfeito. 

 

Obrigado pelas palavras e forte abraço!

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